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Alergia Psicológica

por: Roberto Lazaro Silveira

Alergia Psicológica

O CORPO MOSTRA O QUE A ALMA TENTA ESCONDER

Alergia psicológica, curável pela psicoterapia, é intimamento viável através do conjunto descrito pela palavra psicossomática que significa mente e corpo, ou melhor psique que significa alma e soma que seria o corpo.

Compreende o ser humano de forma integral, não como um adjetivo para alguns tipos de sintomas, pois tanto a medicina quanto a psicologia estão percebendo que não existe separação ideal entre mente e corpo que transitam nos contextos sociais, familiares, profissionais e relacionais, então a palavra ideal para referir-se aos sintomas seria psicossomática.

São sintomas psicossomáticos os das esferas, emocional, psicológica, profissional, relacional, comportamental, social ou familiar. No entanto, autores de suma importância na história e contribuição ao conhecimento científico em psicossomática, como George Libman Engel da University of Rochester School of Medicine a do Instituto Psicanalítico de Chicago sustentam que a palavra psicossomática deve ser empregada como um adjetivo, pois ela qualifica uma ação, uma postura e abordagem bio-psico-social ao processo saúde-doença.

O Introductory Statement do primeiro número do Periódico Psychosomatic Medicine (1939), que é considerado o marco fundante da psicossomática, assinala que são os objetivos da psicossomática, Estudar a interrelação dos aspectos psicológicos com todas as funções terapêuticas e integrar as terapêuticas somáticas e psicológicas.

Na visão Junguiana ou da psicologia integral, todo sintoma é psicossomático e pode ser um meio para que o processo do autoconhecimento possa acontecer.

Entre outras possibilidades de interpretação de conflito postuladas pela corrente psicanalítica, que poderiam ser citadas, incluem-se as dificuldades de dar (expelir) e reter (absorver) nas doenças gastrointestinais; as concepções de que a mente, por não conseguir resolver ou conviver com um determinado conflito emocional, passa a produzir mecanismos de defesa com o propósito de deslocar a dificuldade e/ou “ameaça” psíquica para o corpo, chegando mesmo a indução de mutações físicas, oriundas do afeto doloroso e aos fatores associados à depressão inicialmente interpretadas por Freud como associas à perda do objeto amado e ao luto.

Após esta pequena amostra sobre psicossomática, vamos encarar de forma simples e funcional as maneiras de diminuir este doloroso processo até que a energia que o promove seja totalmente reabsorvida e sublimada.

Mas o que é sublimação… de forma bem simplista seria transformar está energia gerada por “coisas mal resolvidas” em algo produtivo.

Uma das melhores maneiras de evitar alergia psicológica é descarregar energia é através do orgasmo, logo percebemos ao lembrar daquele dia em que a colega de trabalho chega uma “pilha (que contém energia acumulada) de nervos”, logo diz-se que o marido da mesma dormiu de calças…. então a repressão sexual feminina contribui bastante para os processos psicossomáticos nocivos assim como os complexos de castração tanto masculino como feminino, ambos gerados socialmente. A menina aprende que é errado colocar a mão em seus órgão genitais, alguns meninos são reservados para serem seminaristas… etc…

Outra maneira, agora bem sublime seriam as artes. Deixe de sofrer com tanta energia – gerada por núcleos arquetípicos complexos ou complexos arquetípicos, que na verdade é um nome “xarope” para problemas mau resolvidos, rsrsrs… e tome as rédias desta energia em vossas mãos, aprendam a pintar quadros, música.

Fazer caminhadas e quem sabe até mesmo começar a correr longas distâncias seria uma forma de queimar esta energia que está te consumindo, através do esporte. Descubra o que existe dentro de você que pode ser admirado por todos de uma forma positiva e coloque no lugar.

Geralmente esta energia acumulada é a grande causa do sobrepeso, dependências químicas como do álcool e outras drogas. Por outro lado é a energia em potencial para ser transformada em algo bastante produtivo. A mesma energia que estagnada causou a insatisfação corporal e alergias dentre outros transtornos, poderá dar a você a condição de total satisfação e gozo de uma vida plena.

Não é muito incomum ouvir a frase: “você é alérgico a quem?” Então seriam as pessoas capazes de gerar alergias? Não, porque o importante não é o que fizeram do homem e sim o que o homem fez com o que fizeram dele. Durante toda nossa vida em sociedade teremos conflitos e os primeiros deles ocorrem dentro de casa, pois é nosso primeiro grupo social de convívio.

Quando estes conflitos são fortes demais para serem suportados de forma consciente ele vai para as profundezas da mente e surge como combustível para encararmos a vida sublimando ou adoecendo, ou seja, o mesmo combustível das doenças pode ser o da plena satisfação pessoal. BASTA TOMAR AS RÉDIAS DE VOSSAS VIDAS EM VOSSAS MÃOS.

A melhor forma de vencer a alergia psicológica é através do autocontrole pelo autoconhecimento, este gerado através de psicoterapia, meditação dentre outros meios, sendo a psicoterapia o mais positivo em nossa sociedade ocidental. De nada adianta perseguir os sintomas indo de especialidade em especialidade médica e realizando os mais diversos e dispendiosos tipos de exames, pois, os sintomas se alternam, aparecem e desaparecem, centenas de comprimidos são consumidos, mas a causa ou o núcleo complexo que está gerando todos os sintomas permanece desconhecida gerando um ciclo vicioso que engorda os cofres da indústria farmacêutica e esvaziam seus bolsos, assim como seu valor para consigo mesmo e para os outros.

Agora que você conhece um pouco mais sobre seu corpo/mente, procure pelo autoconhecimento e utilize esta energia que está gerando uma vida doente, em uma experiência positiva de vida, seja um exemplo para aqueles que presenciarem vossa transformação.

REFERÊNCIAS
ENGEL, G. L – The Concept of Disorder Psychosomatic Journal of Psychosomatic Research, Vol 11, pp.3 to 9. Pergamon Press, 1967;
FREUD, Sigmund. Luto e Melancolia. In: Edição Standard Brasileira das Obras psicológicas completas de Sigmund Freud (ESB). Vol. XIV. Rio de Janeiro: Imago, 1974.

 

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