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O MAIOR SOLITÁRIO

por: Roberto Lazaro Silveira

“O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.” – Vinícius de Moraes.

 

Toda violência é psicológica na origem e no destino

por: Roberto Lazaro Silveira

“Quando se fala de violência, geralmente se faz alusão à violência física, por ser esta a expressão mais evidente da agressão corporal. Outras formas como a violência econômica, racial, religiosa, sexual, etc., em algumas ocasiões podem atuar ocultando seu caráter, desembocando, definitivamente, no avacalhamento da intenção e a liberdade humanas. Quando estas se evidenciam, se exercem também por coação física” (Silo, Obras Completas, Volume II, “Dicionário do Novo Humanismo”).

Violência é uma só que podemos classificar e partem do que podemos chamar de aparelho psiquico. A violência é uma expressão arquetípica, ou seja, se repete desde os primórdios até o presente dia assim como pode ser reconhecida mesmo quando vista entre pessoas de um idioma diferente do nosso.

Pense nisto: Um japonês após vir o filho derramando café em sua roupa dá-lhe uma bronca. Através das expressões fáciais, tonalidade da voz e sopapos, sabemos que está havendo uma certa violência, mesmo não entendendo nadinha do idioma que estão falando.

E ficamos pensando, às vezes: coitadinho do japinha! com um pai desses irá crescer revoltado, ou melhor, vai ficar traumatizado – de psicólogo e louco todo mundo tem um pouco! Vamos imaginar que o pai do japinha está repetindo o que o avô do japinha fazia. Então ele aprendeu assim e estes padrões se repetem de geração a geração.

Então a violência, ilustrada acima, pode ter partido de um completo psicológico para gerar outro complexo psicológico no sentido entrópico da coisa. Violência psicológica na origem e no destino.

Tanto as agressões físicas quanto verbais foram desencadeadas por nosso psiquismo seja com “forças” do inconsciente, pré-consciente ou consciente e terão efeitos psicológicos – as feridas cicatrizam, mas, o medo agora é de água fria também, ou seja, quem nunca ouviu que gato escaldado com água quente tem medo de água fria… então agora que leu se não havia ouvido, não me venha falar em violência física apenas, pois, até um animal dito irracional é afetado em seu “psicológico”.

E violência gera violência quem avisa amigo é! Mas tem aquela violência psicológica mesmo!… e tal… Impossível, pois, nenhuma violência é apenas psicológica. Podemos classificá-la não é? Dizem que quando os pais dizem que os filhos não prestam e que são vagabundos ou ameaçam matá-los é violência psicológica. Está certo porque como vimos acima toda violência é psicológica também.

Então podemos notar que essa violência partiu do “psicológico” (o pai está repetindo um padrão de comportamento, mas, agora as leis estão mais rígidas e a punição assim como a informação podem melhorar as coisas) dos pais e acertou o psicológico do filho utilizando as palavras como meio, logo, vamos dizer que é uma violência verbal ao “psicológico” da pessoa.

Vamos lembrar que psicológico é derivado de psiquê, que por sua vez significa alma, sendo o local onde recebemos as mais variadas formas de violência contida em outras almas ou até mesmo em seres desalmados, como é dito aos mais violêntos…

Logo podemos notar que as classificações para violência servem apenas para indicar o meio pelo qual o “psicológico” foi afetado: racismo, economicismo, machismo, feminismo, religiosismo, partidarismo, sexualismo… Que geram: Violência Escolar; Violência Doméstica; Violência no Trânsito; Violência contra Crianças… Que transferem-se de um psiquismo para outro através das balas, espadas, palavrões, ameaças, assédio, pedradas… No final das contas a violência fica gravada na alma (no “psicológico” da pessoa).


“(…) A violência penetrou em todos os aspectos da vida: se manifesta constante e cotidianamente na economia (exploração do homem pelo homem, coação do Estado, dependência material, discriminação do trabalho da mulher, trabalho infantil, imposições injustas, etc.), na política (o domínio de um ou vários partidos, o poder do chefe, o totalitarismo, a exclusão dos cidadãos na tomada de decisões, a guerra, a revolução, a luta armada pelo poder, etc.), na ideologia (implantação de critérios oficiais, proibição do livre pensamento, subordinação dos meios de comunicação, manipulação da opinião pública, propaganda de conceitos de fundo violento e discriminador que resultam cômodos à elite governante, etc.), na religião (submissão dos interesses do indivíduo aos requerimentos clericais, controle severo do pensamento, proibição de outras crenças e perseguição de hereges), na família (exploração da mulher, ditado sobre os filhos, etc.), no ensino (autoritarismos de professores, castigos corporais, proibição de programas livres de ensino, etc.), no exército (voluntarismo de chefes, obediência irreflexiva de soldados, castigos, etc.), na cultura (censura, exclusão de correntes inovadoras, proibição de editar obras, ditados da burocracia, etc.,)(…).”((Silo, Obras Completas, Volume II, “Dicionário do Novo Humanismo”).

 

Janelas Modernas: Fofoqueiras Windows adotam as Janelas com vista para o Facebook, Twitter, etc.

por: Roberto Lazaro Silveira

Então vamos para o lado bibliográfico da coisa: Segundo Carlos Byingto, psiquiátra Junguiano, criador da Psicologia Byingtoniana que apresenta a Sombra e Persona Patológicas dentre outros conceitos modificados, a fofoca pode não ser boa coisa! “Os símbolos se expressam de forma inadequada por estarem indiscriminados. A fofoca, como meio de comunicação marginal e semi-sigilosa (segredo é o que se conta para uma pessoa de cada vez), é ideal para a comunicação sombria”.

Explicando a citação acima para os não Psicólogos ou que não conhecem a psicologia Junguiana e quanto menos Byitoniana: Os símbolos interagem com nossa realidade inconsciente, sendo assim possuem a parte profana, sombria no sentido de patológica o joio no meio do trigo.

Abaixo um trecho do capítulo que o Brilhante Carlos Byington dedicou à fofoca. Este trecho foi retirado do livro Estruturas da Personalidade – Persona e Sombra que ganhei do Gigante Carlos Byington, autografado pelo mesmo cara a cara comigo! Convido então para a leitura do trecho abaixo com pequenos comentários meus entre parênteses, boa leitura.

A fofoca, às vezes, contamina a atmosfera social com tanta sombra (patológica), que esta pode subitamente estourar em escândalos e invadir a consciência coleliva através da difamação e da calúnia.

A fofoca simboliza muito bem as vantagens e desvantagens da comunicação social. Por um lado, se não fosse por ela, muitos desses símbolos não seriam expressos e a psique individual e coletiva ficareia sem uma carga preciosa de energia diferenciadora.

Nesse sentido, a fofoca é um verdadeiro antídoto higiênico da persona defensiva e posuda, que varre o lixo para debaixo do tapete e arrisca apodrecer o edifício (a igreja, o colégio, o trabalho).

Só que, a fofoca, ao invés de levantar o tapete e varrer a sala, liga o ventilador com a ponta do tapeta levantada, enquanto a família está dormindo. No dia seguinte…

O fofoqueiro é, de um modo geral, um covarde e um manipulador. Quando fofocamos subtraímos ao ego a dignidade do relacionamento humano, pois a franqueza é uma das funções simbólicas mais corajosas e pujantes.

Saímos da luz do sol para conversarmos ao abrigo fedorento dos esgotos, que sujeitam o símbolo da mensagem, por mais pujante e necessária que seja para a vida psíquica, a veicular toda sordidez e imundície de que é capaz a alma.

Todos fofocamos pelo simples fato que todos temos sombra e os símbolos da sombra se expressam à sua maneira.

O oposto da fofoca é a comunicação direta, franca e corajosa que elabora e humaniza os símbolos, pois permite ao outro se colocar e elaborar na discriminação. Quanto isso acontece, a sombra se torna luz. Pena é que tantos não aquentam dar ou receber a verdade e, por isso, favorecem a continuação da fofoca e a propagação da sombra (patológica).

Simbolicamente, a fofoca se enraíza no inconsciente coletivo, na sombra do arquétipo do intermediador, tão bem expresso por Hermes, o guia das almas e deus do comércio (das transações) e por Exu no candomblé ioruba-nagô. Trata-se aqui da imagem mitológica da comunicação. Hermes é o mensageiro de Zeus; Exu, orixá das encruzilhadas, abre os trabalhos de comunicação e culto aos orixás.

Ora, o fenômeno da comunicação diz respeito à própria essência da elaboração simbólica que transforma energia inconsciente em consciente. Simbolicamente, podemos falar na transformação psicológica da escuridão na luz, equivalente ao crescimento da consciência individual e coletiva.

Mas, para isso, há que se mergulhar na escuridão, lá mesmo onde floresce o lótus e fedem os esgotos. Isso explica por que os deuses intermediadores ligam-se na marginalidade com o arquétipo do trickster, do bufão. Hermes começa a roubar logo depois de nascer. Exu, frustrado, é um aprontador pior que o saci endiabrado.
A sombra do intermediador é proporcional ao seu poder.

Ao indiscriminar sua função, Hermes pode soltar almas penadas entre nós ao invés de conduzi-las ao outro mundo. É o que faz o fofoqueiro muitas vezes, fato expresso, em grau extremo na magia negra, pelos feiticeiros que invocam as almas nos cemitérios para fazer o mal contra uma pessoa viva.

Cristo é também expressão do arquétipo de intermediador no dinamismo de alteridade, cuja sombra comentaremos adiante.

A sombra da confissão cristã desrespeitada pode se tornar diz-que-diz-que e fofoca. O mesmo acontece com o analista que abre o segredo de seus clientes. Colhido pela sombra, o sacerdote intermediador entre os abismos da alma a consciência se transforma num perigoso e desprezível alcoviteiro e fofoqueiro. Para comprar e/ou baixar grátis alguns textos do Carlos Byington visite o site: http://www.carlosbyington.com.br/home.html

 

O Sagrado e o Profano Tocam no Mesmo Piano

por: Roberto Lazaro Silveira

Quando o assunto é sagrado ou profano? Para politicamente corretos, não se discute o que é sagrado, mas, também não discute-se sobre política! Sendo assim vou recomendar para vocês meus amigos internautas, a leitura de um texto de Mircea Elíade que foi extraído na íntegra da página 15 (quinze) de seu livo: o Sagrado e o Profano, boa leitura!

“Pode se medir o precipício que separa as duas modalidades de experiência – sagrada e profana – lendo se as descrições concernentes ao espaço sagrado e à construção ritual da morada humana, ou às diversas experiências religiosas do Tempo, ou às relações do homem religioso com a Natureza e o mundo dos utensílios, ou à consagração da própria vida humana, à sacralidade de que podem ser carregadas suas funções vitais (alimentação, sexualidade, trabalho etc).

Bastará lembrar no que se tornaram, para o homem moderno e a religioso, a cidade ou a casa, a Natureza, os utensílios ou o trabalho, para perceber claramente tudo o que o distingue de uni homem pertencente às sociedades arcaicas ou mesmo de uni camponês da Europa cristã. Para a consciência moderna, um ato fisiológico – a alimentação, a sexualidade etc. – não é, em suma, mais do que uni fenômeno orgânico, qualquer que seja o número de tabus que ainda o envolva (que impõe, por exemplo, certas regras para “comer convenientemente” ou que interdiz um comportamento sexual que a moral social reprova).

Mas para o “primitivo” um tal ato nunca é simplesmente fisiológico; é, ou pode tornar-se, uni “sacramento”, quer dizer, uma comunhão com o sagrado. O leitor não tardará a dar-se conta de que o sagrado e o profano constituem duas modalidades de ser no Mundo, duas situações existenciais assumidas pelo homem ao longo da sua história. Esses modos de ser no Mundo não interessam unicamente à história das religiões ou à sociologia, não constituem apenas o objeto de estudos históricos, sociológicos, etnológicos.

Em última instância, os modos de ser sagrado e profano dependem das diferentes posições que o homem conquistou no Cosmos e, conseqüentemente, interessam não só ao filósofo mas também a todo investigador desejoso de conhecer as dimensões possíveis da existência humana. Por essa razão, o autor deste pequeno livro, embora um historiador das religiões, propõe se não escrever unicamente da perspectiva da ciência que cultiva.

O homem das sociedades tradicionais é, por assim dizer, um homo religiosus, mas seu comportamento enquadra-se no comportamento geral do homem e, por conseguinte, interessa à antropologia filosófica, à fenomenologia, à psicologia. A fim de sublinhar melhor as notas específicas da existência num mundo suscetível de tornar-se sagrado, não hesitaremos em citar exemplos escolhidos entre um grande número de religiões, pertencentes a idades e culturas diferentes.

Nada pode substituir o exemplo, o fato concreto. Seria vão discorrer acerca da estrutura do espaço sagrado sem mostrar, com exemplos precisos, como se constrói um tal espaço e por que é que tal espaço se torna qualitativamente diferente do espaço profano que o cerca. Tomaremos esses exemplos entre mesopotâmicos, indianos, chineses, kwakiutls e outras populações primitivas.

Da perspectiva histórico cultural, uma tal justaposição de fatos religiosos, pertencentes a povos tão distantes no tempo e no espaço, não deixa de ser um tanto perigosa, pois há sempre o risco de se recair nos erros do século XIX e, principalmente, de se acreditar, como Tvlor ou Frazer, numa reação uniforme do espírito humano diante dos fenômenos naturais. Ora, os progressos da etnologia cultural e da história das religiões mostraram que nem sempre isso ocorre, que as “reações do homem diante da Natureza” são condicionadas muitas vezes pela cultura – portanto, em última instância, pela história.

Mas, para o nosso propósito, é mais importante salientar as notas específicas cia experiência religiosa do que mostrar suas múltiplas variações e as diferenças ocasionadas pela história. É um pouco como se, a fim de captarmos melhor o fenômeno poético, apelássemos para uma massa de exemplos heterogêneos, citando, ao lado de Homero, Virgílio ou Dante, poemas hindus, chineses ou mexicanos – ou seja, tomando em conta não só poéticas historicamente solidárias (Homero, Virgílio, Dante) mas também algumas criações baseadas em outras estéticas. Do ponto de vista da história da literatura, tais justaposições são duvidosas – mas são válidas se temos em vista a descrição do fenômeno poético como tal, se nos propomos mostrar a diferença essencial entre a linguagem poética e a linguagem utilitária cotidiana.”

Fonte: O Sagrado e o Profano de Mircea Eliade.

 

Identifique o Gyodai

por: Roberto Lazaro Silveira

Gyodai era um personagem inimigo dos Changemans, seriado apresentado em 1988 pela rede Manchete. Os Changemans era composto por cinco integrantes do exército dos Defensores da Terra banhados pela Força Terrestre (Earth Force) e adquirem cada um os poderes de um densetsu-ju (animal lendário): Dragão (Change Dragon), Grifo (Change Griphon), Pégaso (Change Pegasus), Sereia (Change Mermaid) e Fênix (Change Phoenix).

Suas missões era lutar contra monstros espaciais. Então quando venciam o mostro, entrava em cena o famoso Gyodai que tornava gigantes os monstros vencidos.

Este personagem foi escolhido para ilustrar alguns casos clínicos que tenho tratado e estão relacionados aos conflitos que temos com outros no dia a dia e depois levamos a pessoa para casa em nossa mente e ficamos imaginando algumas possíveis respostas ou até mesmos agressões físicas e premeditando um possível reencontro para vingança.

Talvez nem veremos mais a pessoa com quem tivemos o contratempo que durou apenas minutos e ampliamos para dias meses… Então inclua este conhecimento tornando-o capaz de gerar um autoconhecimento sobre ti mesmo. Procure identificar o Gyodai dentro de você e conhecer as razões que o fazem aparecer, desta maneira será possível vencê-lo. Ja ouviu falar em fazer tempestade em copo d’agua ou tornar um probleminha um problemão? ….. são complexos identificáveis ao redor do mesmo núcleo arquetípico. Ajuda muito à derrotar o Gyodai quando assumimos a seguinte linha de pensamento: “Eu tenho valor, sou único no mundo….” Ninguém é inferior ou superior em tudo ou nada. Pense nisto!

 

Mandalas

por: Roberto Lazaro Silveira

Partindo da origem na palavra tibetana dkyil-‘khor que significa “aquilo que circunda um centro.” Um “centro” é, aqui, um significado e “aquilo que o circunda” – mandala – é um símbolo redondo que representa o significado. No entanto, nem todas as mandalas são desenvolvidas circularmente.

As Mandalas fazem parte de rituais mágicos de diversas culturas ao redor do mundo: dos induistas, dos islamicos, dos budistas, dos cristãos (nas rosetas das catedrais), e das práticas xamânicas de diversas culturas ancestrais.

São imagens ao mesmo tempo sintéticas e dinâmicas, que tendem a superar as oposições do múltiplo e do uno, do espaço-temporal ao intemporal e extra-espacial. As mandalas têm o poder de reorganizar naturalmente as energias astrais que estão ao seu redor pelo padrão simétrico e harmônico de suas formas e cores (geometria sagrada).

Estes poderosos instrumentos mágicos são utilizados na harmonização e cura de energias confusas em ambientes e também para meditação. Mandalas são também representações da psique, cuja essência nos é desconhecida.

São símbolos do nosso processo de individuação e do Self. As Mandalas inspiram serenidade e ao sentimento de que a vida reencontrou seu sentido e sua ordem.

Há muitos tipos de mandalas, usadas para várias finalidades nas práticas budistas do sutra e do tantra. Como exemplo podemos citar mandalas oferecidas em oferendas para guias espirituais equivalentes às oferendas das religiões Africanas, ou seja, com mesmo objetivo. Existem mandalas de empoderamento etc…

Os empoderamentos são crenças características de peculiares à algumas seitas ou correntes filosóficas. Ex: Três empoderamentos encontrados apenas no tantra anuttarayoga.

O empoderamento secreto é oriundo de uma mandala simbólica redonda de bodhichitta relativa (kun-rdzob byang-sems-kyi dkyil-’khor): Está relacionado às gotas, geralmente de yogurte e chá, que servem como a base para rotular as gotas de energia sutis de bodhichitta branca e vermelha e que são dadas a saborear.

O empoderamento da consciência discriminadora profunda é proveniente de uma mandala simbólica redonda de um ventre ou útero (bha-ga’i dkyil-‘khor)

O empoderamento da palavra, é proporcionado por uma mandala simbólica redonda de bodhichitta mais profunda (don-dam byang-sems-kyi dkyil-‘khor): Esta mandala diz respeito à compreensão mais profunda da vacuidade.

O empoderamento da consciência discriminadora profunda (Kalachakra): é promovido por uma mandala simbólica redonda de bodhichitta relativa – as gotas de energia sutis que descem dentro do corpo – no lugar da mandala de um ventre ou útero como em outros sistemas anuttarayoga.

O quarto, ou o empoderamento da palavra: é conferido pela mandala simbólica redonda de bodhichitta mais profunda, como em outros sistemas anuttarayoga.

Para os leitores dotados de conhecimentos sobre arquétipos é interessante notar como estes complexos arquetípos são nutridos pelo mesmo núcleo que nutre alguns Dons do Espírito Santo, crença do Cristianismo: Discernimento de espírito – consciência discriminadora profunda, etc. No Cristianismo estes “empoderamentos” são dados de forma gratuíta conforme a graça e propósito de Deus na vida de cada indivíduo; no espiritismo é um tipo de mediunidade e assim repete-se desde os primórdios…