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A mitologia, a jornada do herói e o ritual da loucura

por: Roberto Lazaro Silveira

Este site tem recebido alguns comentários afirmando que o mesmo está “melhor do que muita sala de aula”. Agradeço muito por este tipo de comentário e fico motivado a escrever muito mais, apresentando-lhes leituras que realmente fogem da sala de aula cada vez mais Marxista e mais distante da psicologia. Dizem que o pior cego é o que não quer enxergar… mas, também dizem: Os cães ladram, mas a caravana não para.

Então textos como este copiado do livro A Tempestuosa Busca do Ser, escrito por Grof e Esposa, e colado abaixo, geralmente não serão apresentados na sala de aula por serem muito bons para o basicão acadêmico, o ciclo básico! Talvez seja por isto que este nosso espaço tornou-se interessante segundo algumas dezenas de comentários!

Quem são, resumidamente, os Grofs que escreveram o livro de onde foi copiado o texto abaixo? Quem é Stanislav Grof, M.D., Ph.D. que geralmente não aparece na vida acadêmica do estudante de psicologia apresentado pelos docentes? O mesmo desenvolveu um tipo de respiração que retira os filtros da mente e proporcionam um econtro com o interior de forma pura, de forma semelhante à ação do LSD, mas, sem os efeitos “químicos colaterais”.

Stanislav Grof, psiquiatra tcheco, nascido em 1 de Julho de 1931 na cidade de Praga, desenvolveu nos EUA pesquisas sobre os estados alterados de consciência (EAC), através de experiências com o ácido lisérgico, LSD, como meio de atingir esses estados.

Segundo o médico, quando pacientes atingiam outros estados de consciência, emergia-se o subconsciente de maneira intensa, importante para a recuperação da saúde mental, visto que experiências traumáticas e demais bagagens emocionais desfavoráveis poderiam ser trabalhadas de forma mais incisiva e direta. Ao término de sua experiência pessoal com o composto químico, o paciente era capaz de ter uma complexa cadeia de novas compreensões pessoais, “insights”, que ajudavam na sua recuperação.

Mais tarde desenvolveu uma técnica chamada Respiração Holotrópica, através da qual é possível atingir estados de consciência semelhantes através da hiperventilação, como altenativa ao uso clínico do LSD, tornado ilegal.

Alguns Livros do Grof publicados em português:
- Variedades das experiências transpessoais: observações da psicoterapia com LSD. in. WEILL, Pierre (org.) Experiência cósmica e psicose. vol 5 / IV Pequeno tratado de psicologia transpessoal. RJ, Vozes, 1978
- Além do Cérebro: Nascimento, Morte e Transcedência em Psicoterapia. SP, McGraw-Hill Brasil, 1987
- com GROF, Christina. Emergência Espiritual. São Paulo: Cultrix, 1989.
- com BENNETT, E. Hal Zina. A Mente Holotrópica: Novos Conhecimentos Sobre a Psicologia e Pesquisa da Consciência. (Coleção Arco do Tempo, Vol. 8). RJ, Rocco, 1994
- Psicologia do futuro. São Paulo: Heresis, 2000.
- Quando o impossível acontece. São Paulo: Heresis, 2007.
- com GROF, Christina. Respiração Holotrópica: uma nova abordagem de autoexploração e terapia. Rio de Janeiro: Numina, 2011. etc.

Site do Grof: http://www.stanislavgrof.com/

O texto abaixo exige uma certa leitura simbólica ao mesmo tempo em que apresenta este tipo de leitura à você que busca algo além do ciclo básico, boa leitura.

“Nada é superior a esses mistérios. Eles têm adocicado o nosso caráter e suavizado nossos costumes; fizeram-nos passar da condição de selvagens para a de verdadeiros seres humanos. Eles não apenas nos mostraram o modo de viver prazerosamente, mas nos ensinaram a morrer com esperança”.
Cícero, De Legibus

Os mistérios antigos da morte e do renascimento proporcionaram um outro contexto social importante para as experiências de transformação. Nelas os iniciandos se identificam com várias figuras mitológicas que morreram e foram trazidas de volta à vida.

A função da mitologia na psique e na sociedade

É comum pensar que os mitos são produtos do intelecto humano e da imaginação. Nossos conceitos são radicalmente diferentes; além das nossas experiências pessoais nessa área, fomos fortemente influenciados pelo trabalho de Carl Gustav Jung e, mais especificamente, por muitos anos de amizade íntima com o mitólogo Joseph Campbell. O trabalho desses dois pensadores seminais causou uma revolução conceitual para o conhecimento da Mitologia.

De acordo com Jung e Campbell, os mitos não são histórias fictícias sobre aventuras de personagens imaginários em países que não existem e, assim, produtos arbitrários da fantasia individual humana. Eles originam-se no inconsciente coletivo da humanidade e são manifestações dos princípios primordiais de organização da psique e do cosmos que Jung chamou de arquétipos.

Os arquétipos se expressam através da psique humana e de seus processos mais profundos, mas não nascem da mente humana e não são produtos dela. São, de certo modo, ordenados para ela e funcionam conforme seus princípios predominantes. De acordo com Jung, determinados arquétipos poderosos podem influenciar até mesmo eventos históricos e o comportamento de uma cultura específica.

O “inconsciente coletivo”, nome dado por Jung ao lugar onde eles residem, representam uma parte da herança cultural de toda a humanidade, ao longo dos anos. Na Mitologia, os temas arquetípicos básicos, em sua forma mais geral e abstrata, demonstram uma distribuição universal.

Em culturas diferentes e em vários períodos da história, uma pessoa pode encontrar variações específicas desses motivos mitológicos básicos. Um arquétipo universal dos mais representativos é, por exemplo, a Grande Mãe Divina; em várias culturas, essa figura toma a forma de uma mãe divina específica, como Ísis, a Virgem Maria, Kybele ou Káli. Da mesma forma, os conceitos de céu, paraíso e inferno podem ser encontrados em muitas culturas do mundo, mas a forma específica desses domínios arquetípicos varia de um caso para outro.

O Herói de Mil Faces

Em 1948, depois de muitos anos de estudo sistemático das mitologias de várias culturas do mundo, Joseph Campbell publicou seu livro pioneiro, The Hero with a Thousand Faces, obra-prima que nas décadas seguintes teve uma profunda influência sobre um grande número de pensadores de diferentes áreas. Analisando uma ampla gama de mitos de várias partes do mundo, Campbell percebeu que todos pareciam conter variações de uma fórmula arquetípica universal, que ele chamou de monomito.

Era a história do herói, masculino ou feminino, que deixa sua casa e, depois de aventuras fantásticas, retorna como um ser divino. Campbell descobriu que o arquétipo da jornada do herói tem, tipicamente, três fases, que são semelhantes àquelas que descrevemos anteriormente como seqüências características em ritos tradicionais de passagem: separação, iniciação e retorno.

O herói deixa o solo familiar ou é forçadamente separado dele por uma força exterior, é transformado através de uma série de provações e aventuras extraordinárias e, finalmente, é de novo incorporado em sua sociedade de origem com um novo papel.

Nas próprias palavras de Campbell, a fórmula básica para a jornada do herói pode ser resumida como segue: Um herói se arrisca para fora do mundo do dia comum indo a uma região de maravilha sobrenatural: forças fabulosas são aí encontradas e uma vitória decisiva se confirma: o herói volta dessa aventura misteriosa com poder para fazer o bem ao próximo.

O intelecto inquiridor e incisivo de Campbell não estava satisfeito com o reconhecimento da universalidade desse mito no tempo e no espaço. Sua curiosidade o levou a se perguntar o que faz esse mito universal. Por que o tema da jornada do herói apela para as culturas de todos os tempos e países, se até diferem em outros pormenores?

E sua resposta tem a simplicidade e a lógica inexorável de todas as descobertas brilhantes: o monomito da jornada do herói é uma metáfora para as experiências interiores durante uma crise de transformação, descrevendo seus territórios experimentais. Do mesmo modo que a crise de transformação é relevante, assim é o mito.

A emergência espiritual como uma jornada do herói
O próprio Campbell estava consciente do fato de que as aventuras dos xamãs durante as crises de iniciação e dos neófitos durante os ritos de passagem eram exemplos peculiares da jornada heróica. Em 1968 ele encontrou o analista junguiano John Perry, que através dos anos fizera um extenso trabalho psicoterapêutico com clientes jovens que seriam tradicionalmente rotulados de psicóticos. No decorrer do seu trabalho, Perry não usara nenhum medicamento supressivo.

Como resultado do contato com Perry e com seu material, Campbell reconheceu as profundas semelhanças entre o simbolismo da jornada do herói e o das imagens que aparecem em muitas ocorrências espontâneas de estados incomuns de consciência, e estendeu a aplicação do monomito para incluir certas formas de psicoses. Um mito típico da jornada do herói começa quando a vida comum do protagonista é repentinamente interrompida pela intromissão de elementos mágicos por natureza e que pertencem a uma outra ordem de realidade.

Campbell se refere a esse convite para a aventura como um chamado. Em termos psicológicos, podemos pensar nisso como a emergência de elementos do inconsciente profundo, particularmente dos seus níveis arquetípicos para a consciência cotidiana. Se o heroi responde ao convite e aceita o desafio, embarca numa aventura que envolve visitas a territórios estranhos, encontro com animais fantásticos e super seres humanos, além de várias provações.

Depois do término triunfal da jornada, o herói volta para casa e vive uma vida íntegra e recompensadora como um ser divinizado — líder mundial, curandeiro, vidente ou mestre espiritual. Como o herói do monomito, a pessoa em emergência espiritual recebe um chamado. A película sutil que separa nossa vida diária do mundo espantoso da nossa mente inconsciente torna-se transparente e, finalmente, se rompe.

Os conteúdos profundos da psique que passam comumente despercebidos são lançados para a consciência na forma de imagens, emoções fortes e estranhos sentimentos físicos. Inicia- se uma incrível odisséia imaginária rumo às profundezas da psique. Como as histórias heróicas que conhecemos da Mitologia, isso envolve forças obscuras e monstros aterradores, perigos de todos os tipos e encontros com seres sobrenaturais, como também intervenções mágicas.

Quando os desafios dessa jornada interior são aceitos e conseguimos triunfar sobre os acontecimentos, as experiências tornam-se cada vez mais compensadoras e chegam a uma solução positiva. Isso inclui, em geral, um reconhecimento da natureza divina da pessoa e descobertas na ordem universal. As experiências de um encontro com os arquétipos da Grande Mãe Divina e do Pai Divino podem ajudar a pessoa a conseguir maior equilíbrio entre os aspectos masculino e feminino (yang e yin) da sua personalidade.

A pessoa pode ver claramente a concepção incorreta e errônea do passado e perceber como uma vida mais completa e produtiva pode ser possível no futuro. Uma vez que se permite que a experiência alcance uma conclusão natural e que um apoio e uma validação adequados sejam acessíveis, essa pessoa pode voltar para a vida radicalmente transformada.

Muitas dificuldades emocionais e psicossomáticas têm sido superadas e eliminadas no processo de transformação; a auto-imagem e a auto- aceitação são notavelmente incrementadas e a habilidade de gozar a vida aumenta. Pode haver uma intensificação significativa da intuição e da capacidade de trabalhar com outras pessoas — como conselheiro ou guia — nos momentos de crise emocional.

Tudo isso pode resultar numa forte necessidade de incluir o elemento de serviço aos outros como um componente importante da sua vida. Embora os resultados possam não ser tão gloriosos como os da jornada mitológica do herói, são de um tipo semelhante e a metáfora é totalmente apropriada. No entanto, há muitos casos em que algo que começou como uma aventura visionária não chega a um final feliz. Em alguns casos, a pessoa pode recusar o chamado e decidir agarrar-se à realidade comum com seus velhos problemas e limitações.

Uma outra possibilidade é uma falha na complementação da jornada; nesse caso, a pessoa penetra no abismo do inconsciente e é incapaz de voltar a operar plenamente na realidade comum. Este, infelizmente, é o destino de muitas pessoas na nossa cultura que têm que enfrentar a emergência espiritual sem a compreensão e o apoio adequados.

A morte e o renascimento de deuses e heróis

Um tema particularmente forte e que reaparece com uma freqüência marcante na mitologia da jornada do herói é o encontro com a morte e o renascimento subseqüente. As mitologias de todos os tempos e países incluem histórias extraordinárias sobre heróis e heroínas que desceram ao reino da morte e, tendo vencido obstáculos jamais sonhados, voltaram à Terra dotados de poderes especiais.

Os xamãs legendários de várias culturas, os gêmeos do épico maia Popol Vuh e os heróis gregos Ulisses e Hércules são exemplos evidentes desses personagens míticos. São igualmente freqüentes os contos sobre deuses, semideuses e heróis que morreram ou foram mortos e depois voltaram à vida com uma nova função, exaltados e imortalizados pela experiência de morte e renascimento.

O tema central da religião judeu- cristã — a crucificação e a ressurreição de Jesus — é apenas um exemplo. De uma forma menos simbólica, o mesmo motivo às vezes é representado como a experiência de ser devorado por um monstro aterrador e ser, então, regurgitado ou realizar uma fuga milagrosa. Os exemplos aqui variam do herói grego Jasão e do herói bíblico Jonas a Santa Margarida, que foi presumivelmente engolida por um dragão e salva por um milagre.

Considerando quão universais e importantes são esses temas na mitologia mundial, é interessante perceber que seqüências de morte e renascimento também estão entre as experiências mais freqüentes observadas em estados incomuns de consciência, induzidos por vários meios ou ocorrendo espontaneamente. Elas desempenham um papel extremamente importante nos processos de transformação psicológica e de abertura espiritual. Muitas culturas antigas eram bem conscientes desse fato e desenvolveram procedimentos de iniciação intimamente ligados aos mitos de morte e renascimento.

Os mistérios da morte e do renascimento Em muitas partes do mundo, os mitos da morte e do renascimento serviram como base ideológica para os sagrados mistérios — impressionantes eventos ritualísticos em que os aprendizes vivenciavam a morte e o renascimento psicológico. Os meios para induzir esses estados alterados de consciência são semelhantes aos usados nos procedimentos xamânicos e ritos de passagem: batucadas, cantilenas e danças; alteração do ritmo da respiração; exposição ao desgaste físico e à dor e situações de risco de vida aparentes ou reais.

Entre os recursos mais potentes empregados para esse fim estão várias plantas com propriedades psicoativadoras. Em alguns casos, o processo de alteração da mente nesses rituais não é conhecido: ou foi mantido em segredo ou a informação se perdeu com o passar do tempo.

As experiências, freqüentemente aterradoras e confusas aplicadas aos iniciandos, eram vistas como oportunidades de fazer contato com divindades e com os reinos sagrados; eram vistas como necessárias, desejáveis e essencialmente curativas. Há até mesmo indicações de que a exposição voluntária a esses estados extremos da mente era considerada uma prevenção e uma proteção contra a verdadeira insanidade.

Isso pode ser explicado pelo mito grego de Dioniso, que convidou os cidadãos de Tebas a juntar-se a ele na Dança Menor, o êxtase do Bacanal — um ritual orgíaco que envolvia danças selvagens e o desencadeamento de várias emoções e energias instintivas. Prometeu-lhes que esse evento os levaria a lugares que nunca sonharam ser possível. Quando recusavam, forçava-os à Dança Maior de Dioniso, um período perigoso de loucura no qual confundiam seu príncipe com um animal selvagem e o matavam.

Como esse mito popular indica, os antigos gregos eram conscientes do fato de que o perigo nos força a nos refugiarmos na nossa psique, que precisa de uma oportunidade para se expressar no contexto apropriado. Os eventos psicológicos poderosos que os iniciandos encontraram nos mistérios de morte e renascimento tinham, indubitavelmente, um potencial marcante de cura e de transformação.

Então, podemos nos referir ao testemunho de dois gigantes da antiga filosofia grega, Platão e Aristóteles. (O fato de que esse testemunho vem da Grécia, o berço da civilização ocidental, não é de particular relevância aqui, já que é muito fácil para os ocidentais ignorar a evidência do xamanismo ou dos ritos de passagem, vindos como vêm de culturas estranhas à nossa tradição.)

Em seu diálogo intitulado Fedra, Platão distinguiu dois tipos de loucura, uma resultando das doenças humanas e outra da intervenção divina — como poderíamos reformular em termos de psicologia moderna —, influências arquetípicas originadas no inconsciente coletivo.

Na variação mais recente, ele adicionou mais quatro tipos diferenciados, atribuindo-lhes deuses específicos: a loucura do amante a Afrodite e Eros; a da ruptura profética a Apolo; a da inspiração artística às Musas; e a do êxtase ritualístico a Dioniso. Platão fez uma descrição nítida do potencial terapêutico da loucura ritualista, usando como exemplo uma variação menos conhecida dos mistérios gregos, os ritos coribânticos. De acordo com ele, a dança selvagem para flautas e tambores, culminando com uma liberação emocional explosiva, resultava num estado de profundo relaxamento e tranqüilidade.

O grande discípulo de Platão, Aristóteles, foi o autor da primeira afirmação explícita de que a experiência e a total liberação de emoções reprimidas que ele chamou de catharsis (significando literalmente “purificação” ou “purgação”), representava um tratamento efetivo de desordens mentais. Também expressou sua crença de que os mistérios gregos forneciam um forte contexto para esse processo.

De acordo com Aristóteles, pelo uso do vinho, de afrodisíacos e de música, os iniciandos vivenciavam um despertar extraordinário de paixões seguido por uma catarse de cura. De acordo com a tese básica dos membros do culto ao oráculo, uma das escolas místicas mais importantes da época, Aristóteles estava convencido de que o caos e a exaltação dos mistérios eram proveitosos para a ordem final.

Essa compreensão do relacionamento entre estados emocionais intensos e cura está muito próxima do conceito de emergência espiritual e das estratégias de tratamento correspondentes. Os sintomas extraordinários não são necessariamente indicativos de patologia; em determinados contextos, são recebidos como manifestações de vários conteúdos e forças perturbadoras que preexistiam no inconsciente. Desse ponto de vista, trazendo-os para a consciência e confrontando-os, são considerados agradáveis e com poder de cura.

A popularidade e a ampla distribuição dos mistérios no mundo antigo indicam que os participantes consideravam-nos psicologicamente relevantes e benéficos. Os famosos mistérios de Elêusis, perto de Atenas, foram realizados a cada cinco anos sem interrupção por um período de quase dois mil anos. Gostaríamos de mencionar brevemente os mistérios mais importantes de morte e de renascimento que eram dramatizados nos tempos antigos em várias partes do mundo.

Os temas arquetípicos, representados nesses rituais, geralmente emergem nas experiências de ocidentais modernos que estão passando por uma profunda terapia experiencial ou por emergências espirituais. Para essas pessoas e para aqueles que as estão assistindo em seu processo, o conhecimento da Mitologia encontrado durante a jornada interior pode fornecer diretrizes importantes. Entre os mistérios mais antigos de morte e de renascimento estão os ritos babilônicos e assírios de Ishtar e de Tamuz.

São baseados no mito da Deusa-Mãe Ishtar, e sua descida aos infernos, o reino da morte, governado pela terrível deusa Ereshkigal, em busca de um elixir que poderia restituir a vida a seu filho morto e seu marido, Tamuz. De acordo com a interpretação esotérica, o mito da jornada de Ishtar ao inferno e seu retorno com êxito simbolizam o aprisionamento da consciência na matéria e a sua libertação, através do efeito libertador de ensinamentos e de processos espirituais secretos. Optando por passar por uma provação semelhante à de Ishtar, os iniciandos podem alcançar uma liberação espiritual.

Nos templos de Ísis e de Osíris, no antigo Egito, iniciandos se sujeitavam a provações complexas sob a liderança de venerandos sacerdotes a fim de superar o medo da morte e obter acesso ao conhecimento esotérico sobre o universo e a natureza humana. Durante esse ritual de iniciação, os aprendizes passavam por uma identificação com o deus Osíris, que de acordo com o mito subjacente a esse mistério fora morto e esquartejado pelo seu maldoso irmão, Set, para depois ser trazido de volta à vida por suas irmãs, Ísis e Néftis.

Na Grécia antiga e nos países vizinhos, as religiões de mistérios e os ritos sagrados eram abundantes. Os mistérios eleusianos foram baseados numa interpretação esotérica do mito sobre a deusa Deméter e sua irmã Perséfone. Perséfone foi raptada por Plutão, o deus do inferno, mas foi libertada pela intervenção de Zeus sob a condição de que ela voltasse ao reino de Plutão por um trimestre a cada ano.

Esse mito, comumente considerado uma alegoria sobre o crescimento cíclico das plantas durante as estações do ano, tornou-se, pelos iniciandos eleusianos, um símbolo para as batalhas espirituais da alma, periodicamente aprisionada na matéria e libertada. Outros exemplos de mistérios gregos incluem o culto órfico, que gira em torno da lenda do poeta endeusado Orfeu, o incomparável músico e cantor que visitou o inferno para libertar sua amada Eurídice do cativeiro e da morte.

Os ritos dionisíacos ou a bacanália foram baseados na história mitológica do jovem Dioniso, que foi desmembrado pelos Titãs e, depois, ressuscitado quando Palas Atena resgatou o seu coração. Nos ritos dionisíacos, os iniciandos passam por uma identificação com o deus assassinado e renascido, através de danças orgíacas, de corridas por regiões silvestres e da ingestão de bebidas tóxicas e da carne crua de animais. Outro mito famoso sobre um deus agonizante era a história de Adônis.

Sua mãe, Smirna, havia sido transformada pelos deuses numa árvore de mirra. Depois um javali selvagem facilitou seu nascimento da árvore, Adônis foi destinado passar um terço de cada ano com Perséfone e o resto do ano com Afrodite. Os mistérios inspirados por esse mito eram comemorados todos os anos em muitas partes do Egito, da Fenícia e de Biblos. Os mistérios frígios, intimamente ligados aos relatados acima, eram celebrados em nome de Átis, divindade que castrou si mesma e que foi ressuscitada pela Grande Deusa-Mãe Cibele.

Esses exemplos não são, de modo algum, uma narração exaustiva de mistérios antigos e de religiões de mistérios. Procedimentos semelhantes que giram ao redor da morte e do renascimento podem ser encontrados na religião mitraica, na tradição nórdica e na cultura maia pré-colombiana; também estão presentes como elementos de iniciação a várias ordens e sociedades secretas e em muitos outros contextos.

A realeza sagrada e a notável representação real da morte e do renascimento Antes de deixar o campo do mito e dos rituais, gostaríamos de fazer uma breve referência a uma fase do desenvolvimento cultural que o trabalho de John Perry tornou particularmente relevante para o estudo da emergência espiritual. Na evolução das grandes culturas do mundo, mesmo aquelas que para o nosso melhor conhecimento não tiveram nenhum contato entre si, há um período que pode ser citado como a era da realeza sagrada ou, na terminologia de Perry, a “era arcaica do mito encarnado”.

Durante esse tempo, que coincide mais ou menos com o aparecimento das cidades, o rei era visto pela cultura como sendo literalmente a encarnação de um deus. Esse tipo de sociedade pode ser encontrada na história do Egito, da Mesopotâmia, de Israel, de Roma, da Grécia, das ilhas nórdicas, do Irã, da Índia e da América Central (os toltecas e os astecas).

Completamente independentes umas das outras, essas culturas celebravam primorosos festivais de Ano Novo, durante os quais um teatro ritualístico era representado, girando em torno da pessoa do rei e com certos temas-padrão. Depois que o local do ritual era estabelecido como o centro do mundo, seqüências dramáticas retratavam a morte do rei e a sua volta ao início dos tempos e « criação.

Isso era seguido pelo seu novo nascimento, por um casamento sagrado e pela sua apoteose como um herói messiânico. Tudo isso acontecia no contexto de um conflito cósmico que envolvia um dramático choque de oposições — luta entre as forças da luz e as das trevas e o confronto entre o bem e o mal.

Uma parte importante do teatro real era a inversão das polaridades sexuais, expressas pela participação de travestis. A representação simbólica terminava com a representação de um mundo renovado e de uma sociedade revitalizada. Esses rituais eram considerados de importância crucial para a existência e a estabilidade contínua do cosmos e da natureza e para a prosperidade da sociedade.

Durante o trabalho psicoterapêutico sistemático com clientes que estavam passando por episódios espontâneos de estados incomuns de consciência, Perry chegou a uma conclusão espantosa: muitos desses estados giravam em torno dos mesmos temas, como os festivais de Ano Novo descritos acima.

É um desafio crucial a visão desses estados como indícios de doença mental. Seus temas arquetípicos estão significativamente relacionados com a evolução do consciente numa escala coletiva e, se possível, também numa escala individual; isto é muito diferente do fato de que o seu conteúdo rico e complexo possa ser o produto da distorção dos processos mentais devido a uma debilitação patológica do cérebro.

Seqüências mitológicas extraordinárias retratando a morte, o renascimento e outros temas são extremamente freqüentes na psicoterapia experimental, assim como em episódios de emergência espiritual. Em estados incomuns de consciência, esse material mitológico emerge espontaneamente das profundezas da psique, sem nenhuma programação e, em geral, para surpresa de todos os envolvidos.

Imagens arquetípicas e cenas inteiras da mitologia de várias culturas ocorrem freqüentemente nas experiências de pessoas que não têm nenhum conhecimento intelectual das figuras míticas e dos temas que estão encontrando. Dioniso, Osíris e Odin, assim como Jesus Cristo, parecem residir na psique dos ocidentais modernos e estarem vivos nos estados incomuns de consciência.

Os legados espirituais das grandes religiões

Os demônios atacam, alguns atirando ao topo das montanhas a cor das chamas; alguns arrancando mastros de cobre e ferro e árvores pelas raízes; alguns jogando ao chão camelos e elefantes com olhos assustadores, cobras e répteis horríveis com olhares venenosos e outros demônios com cabeças de boi.

Confronto de Buda com Kama Mara,

The Lalitavistara Sutra

O estudo da história das grandes religiões do mundo e das suas escrituras sagradas é altamente relevante para o entendimento das emergências espirituais. Mesmo uma olhada superficial nesses materiais revela que todos os movimentos religiosos que delineiam a história humana foram inspirados e repetidamente revigorados por experiências imaginárias de realidades transpessoais.

As tradições místicas e as ordens monásticas de muitas religiões nos legaram cartografias dos estados mentais encontrados durante momentos críticos importantes da prática espiritual, incluindo várias armadilhas e vicissitudes.

As pessoas em emergência espiritual encontram muitas dessas mesmas dificuldades, e seu processo segue os mesmos estágios. Por esta razão, esses mapas representam guias importantes para as pessoas em crise de transformação e para aquelas e as assistem.

Em muitos casos, as experiências realmente envolvem as formas arquetípicas específicas de um determinado sistema religioso, como o hinduísmo, o budismo ou o misticismo cristão. Nas páginas seguintes, veremos algumas das cartografias que podem ser úteis, em especial para as pessoas que estão passando por uma emergência espiritual. (…)

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Introversão x Extroversão – Significado e Teste do Quati

por: Roberto Lazaro Silveira

Somos interativos por natureza e isto é comum á todos. A forma como interagimos é particular de cada um de nós, sendo assim, podemos observar características individuais em relação à maneira utilizada em nossos relacionamentos.

Os mais genéricos atributos para delimitar nosso mecanismo de lidar com os outros são a introversão e extroversão e isto faz com que grupos de pessoas tenham ações e pensamentos de forma comum, ou seja, mesmo que em intensidade e requinte diferenciados podemos ser descritos como introvertidos ou extrovertidos,  veja,

Na introversão, o indivíduo direciona a atenção para o seu mundo interno de impressões, emoções e pensamentos. Assim, observa-se uma ação voltada do exterior para o interior, hesitabilidade, o pensar antes de agir; postura reservada, retraimento social, retenção das emoções, discrição e facilidade de expressão no campo da escrita. O introvertido ocupa-se dos seus processos internos suscitados pelos fatos externos. Dessa forma o tipo introvertido diferencia-se do extrovertido por sua orientação por fatores subjetivos (pessoais) e não pelo aspecto objetivamente dado.

Na extroversão, a energia da pessoa flui de maneira natural para o mundo externo de objetos, fatos e pessoas, em que se observa: atenção para a ação, impulsividade (ação antes de pensar), comunicabilidade, sociabilidade e facilidade de expressão oral. Extroversão significa “o fluir da libido de dentro para fora.”. O indivíduo extrovertido vai confiante ao encontro do objeto. Esse aspecto favorece a sua adaptação às condições externas, normalmente de forma mais fácil do que para o indivíduo introvertido.

Uma pessoa introvertida poderá agir de forma extrovertida e vice-versa, no entanto, predominantemente irá demonstrar pertencer basicamente a um dos grupos.

Jung utilizou abrangentemente estas classificações e organizou de  forma detalhada as particularidades dentro de cada uma das atitudes – introvertida ou extrovertida – desenvolvendo uma teoria de tipificação onde cada indivíduo foi caracterizado de acordo com sua orientação: para o seu interior ou para o seu exterior. Jung confirmou que o indivíduo não é totalmente introvertido (orientado para o seu interior) ou extrovertido (orientado para o exterior).

Algumas vezes a introversão prevalece, em outras  a extroversão é mais apropriada. Ambas, no entanto, se excluem mutuamente, de forma que não se pode manter as duas prevalecendo ao mesmo tempo. Notou que nenhuma das atitudes é superior, melhor ou mais elegante em relação à outra. Jung percebeu que a ambos atuam de forma complementar na sociedade.

Cada indivíduo prevalentemente de atitude  introvertido ou extrovertido possue em comum determinadas funções psiquicas, são elas:

A Sensação

Jung classifica a sensação, como uma maneira de obter informações, diferentemente da forma de chegar a uma decisão. A Sensação se volta para a experiência direta, com detalhes, de fatos racionais, materiais. A Sensação se refere ao que uma pessoa pode ver, tocar, cheirar, ouvir, e sentir materialmente. É a experiência racional e se sobrepõe sobre a dúvida ou a análise do que se experimenta.

Os indivíduos sensitivos tendem a ser imediatistas com resultados visíveis no momento, e sabem lidar, tranquilamente, com aspectos negativos. Em geral estão sempre prontos para o aqui e agora.

O Pensamento

O pensamento é uma maneira opcional de elaborar julgamentos e tomar decisões. O Pensamento, está relacionado à verdade, com julgamentos derivados de aspectos não pessoais, lógicos e não subjetivos. As pessoas que se encaixam na função do Pensamento, são reflexivas. Esses tipos  gostam de planejar e se prendem a suas idéias, planos e teorias, mesmo que por isso, sejam confrontados com idéias contrárias.

O Sentimento

As Pessoas do tipo sentimento são orientados para o aspecto emocional. Preferem emoções e experiências fortes e intensas, mesmo que negativas, a experiências que não tragam emoção. Os princípios não materiais são mais aceitos e valorizados pela pessoa sentimental. Para este tipo de indivíduo, tomar decisões deve ser de acordo com as idéias e julgamentos próprios, como por exemplo, o sim e o não, o bem e o mal, do certo ou do errado, do que agrada ou não, ao invés de julgar em termos de lógica ou racionalidade, como faria uma pessoa com a função Pensamento mais desenvolvida.

A Intuição

A pessoa intuitiva processa o conhecimento e os sinais em termos de experiências já vividas e objetivos a serem alcançados através de processos inconscientes. Os resultados das experiências são  mais importantes para os intuitivos do que a própria experiência em si. Os intuitivos obtém  e decodificam os sinais e as informações rapidamente e relacionam, automaticamente, a experiência já vivida com o que pode ser usado na experiência atual.

Então uma pessoa poderá ser predominantemente de atitude extrovertida, função psiquica avaliativa pensamento e função perceptiva intuição. Para auxiliar a descobrir como são as pessoas de acordo com os  tipos psicológicos existem testes psicológicos como o Quati por exemplo que apresenta um  questionário relativo à vários  eventos presentes em nosso  cotidiano e de acordo com as responstas às questõs fechadas trazidas pelo questionário  nosso tipo psicológico é revelado. Observe abaixo alguns dados sobreo teste do Quati – Questionário de Avaliação Tipológica.

Autor do Quati: José Jorge de Morais Zacharias
Editora: Vetor

Objetivo: O objetivo deste teste é avaliar a personalidade através das escolhas situacionais que o indivíduo faz. Apresenta, de forma geral, estilos cognitivos e estilos de comportamento. Baseado na teoria de Jung, utiliza atitudes (foco de atenção), funções perceptivas (recebimento de informações) e funções avaliativas (tomada decisões) para construção de 16 tipos psicológicos.

- Atitudes: Extroversão e Introversão;
- Funções Perceptivas: Intuição e Sensação
- Funções Avaliativas: Pensamento e Sentimento.

Finalidade e Indicação: Este instrumento foi desenvolvido para aplicação em uma população a partir da 8ª série do 1º grau. Pode ser utilizado em Seleção de Pessoal, Avaliação de Potencial, Orientação Vocacional, Psicodiagnóstico e etc.

Descrição: 93 questões

Tempo de aplicação: sem limite de tempo (em média 45 minutos).

Kit Completo:
1 Manual, 1 Caderno de Exercícios, 1 Bloco de respostas com 25 folhas e 1 Conjunto de Crivos de Correção

Parecer do CFP em 23 de maio de 2011: Favorável.

Obs: Testes Psicológicos são de uso e venda restritos ao psicólogo pela justiça. Denuncie ao Conselho de Psicologia caso saiba de aplicações e vendas ilegais.

Tipologia Junguiana Adaptada para facilitar a seleção de funcionários

Já na década de 50, após a segunda guerra mundial, Katherine Briggs Myers e sua filha Isabel Briggs Myers, que eram diretoras de uma pequena fábrica nos Estados Unidos, entraram em contato com a obra de Jung ( que estava meio esquecida ) e resolveram aplicar as suas teorias para poder contratar uma melhor mão de obra para a sua fabrica. O que de inicio era mais uma brincadeira, foi se tornando sério e elas começaram a observar seriamente as pessoas que iam contratar.

A partir desta observação prática, conversando com dezenas de candidatos ao emprego, notaram que apesar de ser muito bem escrita a obra de Jung deixava algumas lacunas, haviam mais fatores em jogo para determinar os tipos de personalidade. Então adicionaram a quarta classificação: o modo com que preferimos viver, se preferimos agir de forma expontânea ou se preferimos pensar bem antes de agir. Relativo a este critérios podemos ser julgadores ou perceptivos, veja,

Julgadores: Quem tem o tipo de personalidade julgador fica satisfeito depois que as decisões foram
tomadas, toma decisões rapidamente, fica angustiado de deixar os problemas se acumularem. Em geral não
pensa muito antes de agir, prefere se arrepender.

Perceptivos: Ficam mais satisfeitos em tomar decisões bem pensadas e mais acertadas, demoaram para
agir. Os perceptivos ficam angustiados se tem que tomar uma decisão rapidamente. Em geral pensam
bastante antes de agir, pois tem medo de se arrepender.

As empresárias criaram um indicador, o indicador Myers Briggs Type Indicator (Indicador Myers Brigs dos Tipos de Personalidade ) muito utilizado atualmente para seleção de funcionários.

 

Mandalas

por: Roberto Lazaro Silveira

Partindo da origem na palavra tibetana dkyil-‘khor que significa “aquilo que circunda um centro.” Um “centro” é, aqui, um significado e “aquilo que o circunda” – mandala – é um símbolo redondo que representa o significado. No entanto, nem todas as mandalas são desenvolvidas circularmente.

As Mandalas fazem parte de rituais mágicos de diversas culturas ao redor do mundo: dos induistas, dos islamicos, dos budistas, dos cristãos (nas rosetas das catedrais), e das práticas xamânicas de diversas culturas ancestrais.

São imagens ao mesmo tempo sintéticas e dinâmicas, que tendem a superar as oposições do múltiplo e do uno, do espaço-temporal ao intemporal e extra-espacial. As mandalas têm o poder de reorganizar naturalmente as energias astrais que estão ao seu redor pelo padrão simétrico e harmônico de suas formas e cores (geometria sagrada).

Estes poderosos instrumentos mágicos são utilizados na harmonização e cura de energias confusas em ambientes e também para meditação. Mandalas são também representações da psique, cuja essência nos é desconhecida.

São símbolos do nosso processo de individuação e do Self. As Mandalas inspiram serenidade e ao sentimento de que a vida reencontrou seu sentido e sua ordem.

Há muitos tipos de mandalas, usadas para várias finalidades nas práticas budistas do sutra e do tantra. Como exemplo podemos citar mandalas oferecidas em oferendas para guias espirituais equivalentes às oferendas das religiões Africanas, ou seja, com mesmo objetivo. Existem mandalas de empoderamento etc…

Os empoderamentos são crenças características de peculiares à algumas seitas ou correntes filosóficas. Ex: Três empoderamentos encontrados apenas no tantra anuttarayoga.

O empoderamento secreto é oriundo de uma mandala simbólica redonda de bodhichitta relativa (kun-rdzob byang-sems-kyi dkyil-’khor): Está relacionado às gotas, geralmente de yogurte e chá, que servem como a base para rotular as gotas de energia sutis de bodhichitta branca e vermelha e que são dadas a saborear.

O empoderamento da consciência discriminadora profunda é proveniente de uma mandala simbólica redonda de um ventre ou útero (bha-ga’i dkyil-‘khor)

O empoderamento da palavra, é proporcionado por uma mandala simbólica redonda de bodhichitta mais profunda (don-dam byang-sems-kyi dkyil-‘khor): Esta mandala diz respeito à compreensão mais profunda da vacuidade.

O empoderamento da consciência discriminadora profunda (Kalachakra): é promovido por uma mandala simbólica redonda de bodhichitta relativa – as gotas de energia sutis que descem dentro do corpo – no lugar da mandala de um ventre ou útero como em outros sistemas anuttarayoga.

O quarto, ou o empoderamento da palavra: é conferido pela mandala simbólica redonda de bodhichitta mais profunda, como em outros sistemas anuttarayoga.

Para os leitores dotados de conhecimentos sobre arquétipos é interessante notar como estes complexos arquetípos são nutridos pelo mesmo núcleo que nutre alguns Dons do Espírito Santo, crença do Cristianismo: Discernimento de espírito – consciência discriminadora profunda, etc. No Cristianismo estes “empoderamentos” são dados de forma gratuíta conforme a graça e propósito de Deus na vida de cada indivíduo; no espiritismo é um tipo de mediunidade e assim repete-se desde os primórdios…

 

Psicanalista e Psicanálise

por: Roberto Lazaro Silveira

Psicanalistas são os profissionais psicólogos, terapêutas holísticos, médicos psiquiátras e os indivíduos com formação em Psicanálise?

Freud diante do fracasso dos métodos médicos afiliou-se á psicologia para adquirir meios de tratar a causa de determinados sintomas que não conseguiam ser explicados em laboratório através das técnicas positivistas da medicina ocidental.

Para compreender tais fenômenos Freud analisava o passado da pessoa como forma de compreender o presente, mais precisamente, como o psiquismo em determinado momento da vida da pessoa, gerou o transtorno psicossomático que perduraria até ser descoberto e conscientizado pelo paciente.

A Psicanálise sempre existiu por traduzir um comportamento arquetípico humano – Jesus Cristo por exemplo era um notável psicanalista.

Freud ganhou notoriedade na época, pois, os psiquiatras eram subjulgados pelos outros médicos e com isto buscavam cada vez mais relacionar os transtornos psicossomáticos com alguma causa puramente física do tipo faz-se uma lobotomia e pronto – “um quebra gelo no lobo frontal”.

Para serem aceitos como médicos os psiquiatras precisavam de doentes com explicações físicas. Freud quebrou este paradigma e tornou-se psicoterapêuta e obrigatoriamente psicanalista.

O magnífico gênio Sigmund para nomear sua astúcia decidiu que as técnicas delimitadas por ele seriam chamadas de psicanálise talvez uma homenagem á psicanálise arquetípica notada em Jesus Cristo, Sócrates, Platão…. No entanto, não tratava-se para ele de um homônimo, ele estava convencido de que havia criado a psicanálise….

Um fato interessante foi que Freud quebrou a barreira, no entanto, quando Jung seu aluno denominado príncipe herdeiro decidiu ir além foi repreendido pelo próprio austríaco.

Freud disse para Jung que poderia até haver inovações, no entanto, não caberiam na psicanálise, ou seja, Freud utilizou a psicanálise para resolver as incompetências do modelo médico ocidental diante da alternância psicossomática, disse ter inventado a mesma enquanto na verdade somente organizou um brilhante método de trabalhar com a psicanálise e quando Jung tentou dar ênfase no inconsciente coletivo, comprovado pelo próprio Freud ao perceber o complexo de Édipo (arquétipo de Édipo – Inconsciente Coletivo) foi repreendido por Freud que disse a Jung que não era psicanálise tais idéias.

 

Ego

por: Roberto Lazaro Silveira

Para Freud o ego é uma das três estruturas do modelo triádico do aparelho psíquico – id, ego, superego. O ego desenvolve-se a partir do id com o objetivo de permitir que seus impulsos sejam eficientes, ou seja, levando em conta o mundo externo: é o chamado princípio da realidade.

É esse princípio que introduz a razão, o planejamento e a espera no comportamento humano. A satisfação das pulsões é retardada até o momento em que a realidade permita satisfazê-las com um máximo de prazer e um mínimo de consequências negativas.

A principal função do ego para Freud é buscar uma harmonização inicialmente entre os desejos do id e a realidade e, posteriormente, entre esses e as exigências do superego.

Para Carl Gustav Jung, o ego sendo um arquétipo apresenta-se em forma de um complexo; o “complexo do ego”. Diz ele sobre o ego: “É um dado complexo formado primeiramente por uma percepção geral de nosso corpo e existência e, a seguir, pelos registros de nossa memória”. Durante nosso amadurecimento ou processo de individuação o ego estabece um eixo em parceria com outro arquétipo o Self – sí mesmo.

Inicialmente o Ego está fundido com o Self, mas deve se diferenciar dele. Jung descreve uma interdependência dos dois: o Self, que possui uma visão mais holista, é supremo. A função do Ego, porém, é confrontar ou satisfazer, conforme o caso, às exigências dessa supremacia. O confronto entre o Ego e o Self foi identificado por Jung como característico da segunda metade da vida.

Diferentemente de Freud, Jung entendeu que o inconsciente não é estático e rígido formado pelos conteúdos que são reprimidos pelo ego. Ao contrário, o inconsciente é dinâmico, produz conteúdos, reagrupa os já existentes e trabalha numa relação compensatória e complementar com o consciente.  No inconsciente encontram-se, em movimento, conteúdos pessoais, adquiridos durante a vida e mais as produções do próprio inconsciente. Jung classificou o inconsciente em Inconsciente Pessoal (ou Individual) e Inconsciente Coletivo. 

O  Inconsciente Pessoal ou Individual é aquela camada mais superficial de conteúdos, cujo marco divisório com o consciente não é tão rígido.  É uma camada de conteúdos que se acha contígua ao consciente.  Estes conteúdos subjazem no inconsciente por não possuírem carga energética suficiente para emergir na consciência. 

Correspondem àqueles aspectos que em algum momento do desenvolvimento da personalidade não foram compatíveis com as tendências da consciência e foram, portanto reprimidas.  Também estão, no inconsciente pessoal, percepções subliminares, ou seja, aquelas que foram captadas pelos nossos sentidos de forma subliminar, que nem nos demos conta de termos contato com o fato em si. 

Conteúdos da memória que não necessitam estar presentes constantemente na consciência estão presentes no inconsciente pessoal. Todos estes conteúdos formam no Inconsciente Pessoal um grande banco de dados que poderão surgir na consciência a qualquer momento. Outros importantes conteúdos estão no inconsciente pessoal; são os complexos. 

O Complexo de Ego então, para Jung encontra-se no inconsciente pessoal, o núcleo deste complexo assim como de todos os demais é arquetípico, ou seja, surge do inconsciente coletivo. Para Jung existem tantos arquétipos quantas as situações típicas da vida.

O Ego também é visto por Jung como resultante do choque entre as limitações físicas e corporais da criança e a realidade ambiente. A frustração ajuda a formar ‘ilhotas’ de consciência que se juntam ao Ego. O Ego, assevera Jung, adquire sua plena existência durante o terceiro ou quarto ano. Psicanalistas e psicólogos analíticos hoje concordam em que ao menos um elemento de organização perceptiva está presente desde o nascimento, e em que, antes do final do primeiro ano de vida, uma estrutura de Ego relativamente sofisticada já se encontra atuando. “Ego é ‘alguém’ que começa a dar início a sua jornada heróica em busca da totalidade do Self, em busca da meta do Processo de Individuação. Isto é tornar-se Indivíduo.”

A individuação leva, pois, a uma valorização natural das normas coletivas; mas se a orientação vital for exclusivamente coletiva, a norma é supérflua, acabando-se a própria moralidade. Quanto maior a regulamentação coletiva do homem, maior sua imoralidade individual. A individuação coincide com o desenvolvimento da consciência que sai de um estado primitivo de identidade(v). Significa um alargamento da esfera da consciência e da vida psicológica consciente.”

Jung lembra que o mérito da observação de que os arquétipos existem não pertence a ele e sim a PLATÃO, com seu pensamento “de que a idéia é preexistente e supra-ordenada aos fenômenos em geral.”

Outros pensadores como ADOLF Bastian, evidenciam a ocorrência de certas “idéias primordiais…” Hermam USENER que reconhece “a pré-formação inconsciente na figura de um pensamento inconsciente.” Salomão em seu livro bíblico Eclesiastes afirma que não há nada de novo debaixo do sol.

A contribuição de Jung se dá, entretanto, nas provas obtidas por ele, que os arquétipos existem e aparecem sem influência de captação externa. De acordo com Jung esta constatação “significa nada menos do que a presença, em cada psique, de disposições vivas inconscientes, e, nem por isso menos ativas, de formas ou idéias em sentido platônico que instintivamente pré-formam e influenciam seu pensar, sentir e agir.”

Alguns arquétipos foram amplamente enfatizados por Jung, pois permeiam o desenvolvimento da personalidade e invariavelmente estão bem próximo de nós, no nosso dia-a-dia e são mobilizados, pela psique, tão logo surja uma situação típica. Alguns arquétipos: Anima, Animus, Ego, Velho Sábio, Self, Persona, Grande Mãe.

Acredito que o ego então possue a função de intermediador ou negociador entre o Self e os demais arquétipos, o resultado destas negociações quendo bem sucedidas resultam em nosso amadurecimento ou nossa individuação. Caso ocorra um impasse entre as constelações arquetípicas, ou seja, um complexo exige muita energia psiquica, o eixo ego self irá moderar mobilizando um arquétipo oposto para gerar equilíbrio – Luta entre Anjos e Demônios.

Por exemplo podemos citar o caso do complexo que se dá em torno da persona. Este complexo poderá mobilizar energia suficiente para o eixo Ego-Self convocar a Anima no caso do Homem, esta quando em estado inconsciente pode fazer com que o homem, numa possessão extrema, tenha comportamento tipicamente feminino, como alterações repentinas de humor, falta de controle emocional.

Quem nunca viu o chefe irritado tando um ataque destes! Na verdade o seu psiquismo está contrabalanceando a persona que o mesmo utiliza para "manter o respeito" no trabalho. Em seu aspecto positivo a anima, quando reconhecida e integrada à consciência, servirá como guia e despertará, no homem o desejo de união e de vínculo com o feminino e com a vida.  A anima será a “mensageira do inconsciente” tal como o deus Hermes da mitologia Grega.

O arquétipo da Sombra poderá também neste caso ocupar um espaço nesta constelação formada por Ego-Sel e Persona desencadeando seu complexo para atingir a homeostase psiquica atuando frente ao mesmo gênero da pessoa.

A sombra apresenta-se como um poderoso arquétipo, já que é a fonte de tudo o que existe de melhor e de pior no ser humano. Como todo e qualquer elemento psíquico, a sombra possui aspectos positivos e negativos para o desenvolvimento da personalidade. Vejamos um líder militar que para exercer suas funções tem que formar uma persona que não permite demostrar "fraquezas" – Então a Persona a ser constituída necessitará que o Eixo Ego-Self deposite na Sombra as características boas Obs: Sombra é o aspecto desconhecido não apenas o que é sombrio, muitas vezes as virtudes de um homem estão na sombra.

Um erro comum é exemplificar a Sombra através da história do Dr. Jack and Ms. Ride – Isto é um caso de dupla personalidade meus caros leitores. O Dr. Jack possue sua sombra e o Ms. Ride também possue uma, ou seja, o Ride não é nem nunca foi a Sombra do Jack. Acredito que em casos como estes de dupla personalidade, o ego é suprimido porque não conseguiu interagir-se com o Self de forma a equilibrar as constelações arquetípicas através de mecanismos como Persona x Sombra x Anima ou Animus. O processo de individuação é particionado, gera-se uma nova persona assim como uma nova constelação arquetípica.

Cada personalidade funciona como uma unidade totalmente distinta, integrada com seus conteúdos, padrões de comportamentos e relacionamentos sociais. A transição de uma personalidade para outra ocorre de forma repentina e inesperada, fazendo com que o indivíduo e as pessoas que convivem com ele percebam a diferença de postura, de trato e de atitudes pela mudança brusca destas funções.

O contato com a sombra é um grande passo em direção á individuação. A sombra, quando trabalha em harmonia com o ego, deixa a vida mais produtiva e criativa. Jung mergulhava em seu próprio inconsciente e trazia à luz, aspectos que o ajudavam a entender o seu mundo e de seus pacientes.  Muitas vezes observou, nos sonhos e fantasias dos pacientes e nas suas próprias fantasias, que os temas eram recorrentes, cujas diferenças ficavam a cargo das experiências individuais de cada um, mas o cerne do tema era o mesmo. 

Referências:
JUNG, C.G., Memórias, Sonhos e Reflexões. 22ª ed. Rio de Janeiro. N. Fronteira. 2002;
JUNG, C.G., O Eu e o Inconsciente. 13ª ed. Petrópolis. Vozes. 2000;
JUNG, C.G., Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo. 3ª ed. Petrópolis. Vozes. 2003;
JUNG, C.G., Psicologia do Inconsciente. 15ª ed. Petrópolis. Vozes. 2004;
JUNG, C.G., Tipos Psicológicos. Petrópolis. Vozes. 1991.

 

Personalidade

por: Roberto Lazaro Silveira

O termo personalidade é muito descutido e popular. De acordo com a literatura psicológica alemã persönlichkeit costuma ser usado de maneira ampla, incluindo temas como inteligência; o conceito anglófono de personality costuma ser aplicado de maneira mais restrita, referindo-se mais aos aspectos sociais e emocionais do conceito alemão.

Personalidade deriva do latim – persona – que significava máscara, ou seja aquilo que queremos parecer aos outros. Para os estudos psicológicos a personalidade pode ser vista como uma organização dos vários sistemas físicos, fisiológicos, psíquicos e morais que se interligam, determinando o modo como o indivíduo se ajusta ao ambiente em que vive.

Persona, no uso coloquial, é um papel social ou personagem vivido por um ator. É uma palavra italiana derivada do Latin para um tipo de máscara feita para resoar com a voz do ator – per sonare sigifica “soar através de” – permitindo que fosse bem ouvida pelos espectadores, bem como para dar ao ator a aparência que o papel exigia.

A palavra latina derivada da palavra etrusca “phersu”, com o mesmo significado, e seu significado no último período Romano alterado para indicar um “personagem” de uma performance teatral. Na psicologia analítica de Jung, é dado o nome de persona à função psíquica relacional voltada ao mundo externo, na busca de adaptação social.

Personalidade é uma organização interna e dinâmica dos sistemas psicofísicos que criam os padrões de comportar-se, de pensar e de sentir característicos de uma pessoa. No senso comum quanto mais autêntica esta organização se apresenta para diferenciar o indivíduo mais forte a personalidade.

Jung propos dois agrupamentos de traços que compreendem em si todas as características pessoais, a Introversão e a Extroversão. A extroversão consiste na tendência de focalizar o interêsse no mundo exterior, vivendo mais no presente, dando mais valor às pessoas e ao êxito social, sendo mais práticas. A Introversão consiste em concentrar interesse nos pensamentos e idéias próprias, visualizando mais o futuro, sendo mais intuitiva.

Um transtorno de personalidade ocorre quando em alguma etapa da vida do indivíduo surgem acontecimentos contrários ao processo de individuação, ou seja, prejudicam a adaptação do indivíduo às situações que enfrenta, causando a ele próprio, ou mais comumente aos que lhe estão próximos, sofrimento e incomodação.

As pessoas acometidas por transtornos de personalidade ás vezes não procuram por, uma vez que os traços de caráter pouco geram sofrimento para si mesmos, mas perturbam suas relações com outras pessoas, fazendo com que amigos e familiares aconselhem o tratamento. Geralmente aparecem no início da idade adulta podendo ser agravados durante o envelhecimento.

A pessoa faz o mal para seus familiares e amigos sem saber – a personalidade dele é assim mesmo dizem como forma de conformar-se – no entando, para evitar o sofrimento de seus entes queridos cabe ao cidadão a busca pelo autoconhecimento proporcionada pela psicoterapia. Desta maneira a ajuda de um psicoterapêuta poderá ser útil á você e toda sua família.

Dentre os vários transtornos de personalidade podemos citar:

Paranóide: Indivíduos desconfiados, que se sentem enganados pelos outros, com dúvidas a respeito da lealdade dos outros, interpretando ações ou observações dos outros como ameaçadoras. São rancorosos e percebem ataques a seu caráter ou reputação, muitas vezes ciumentos e com desconfianças infundadas sobre a fidelidade dos seus parceiros e amigos.

Esquizóide: Indivíduos distanciados das relações sociais, que não desejam ou não gostam de relacionamentos íntimos, realizando atividades solitárias, de preferência. Pouco ou nenhum interesse em relações sexuais com outra pessoa, e pouco ou nenhum prazer em suas atividades. Não têm amigos íntimos ou confidentes, não se importam com elogios ou críticas, sendo frios emocionalmente e distantes.

Dependente: Indivíduos que têm necessidade de serem cuidados, submissos, sempre com medo de separações. Têm dificuldades para tomar decisões, necessitam que os outros assumam a responsabilidade de seus atos, não discordam, não iniciam projetos. Sentem-se muito mal quando sozinhos, evitando isso a todo custo.

Esquizotípica: Indivíduos excêntricos e estranhos, que têm crenças bizarras, com experiências de ilusões e pensamento e discurso extravagante. Falta de amigos e muita ansiedade no convívio social.

Borderline: Indivíduos instáveis em suas emoções e muito impulsivos, com esforços incríveis para evitar abandono (até tentativas de suicídio). Têm rompantes de raiva inadequada. As pessoas a sua volta são consideradas ótimas, mas frente a recusas tornam-se péssimas rapidamente, sendo desconsideradas as qualidades anteriormente valorizadas. Costumam apresentar uma hiper reatividade afetiva, em que as situações boas são ótimas ou excelentes, e as ruins ou desfavoráveis são péssimas ou catastróficas.

Narcisista: Indivíduos que se julgam grandiosos, com necessidade de admiração e que desprezam os outros, acreditando serem especiais e explorando os outros em suas relações sociais, tornando-se arrogantes. Gostam de falar de si mesmos, ressaltando sempre suas qualidades e por vezes contando vantagens de situações. Não se importam com o sofrimento que causam nas outras pessoas e muitas vezes precisam rebaixar e humilhar os outros para que se sintam melhor.

Histriônica: Indivíduos facilmente emocionáveis, sempre em busca de atenção, sentindo-se mal quando não são o centro das atenções. São sedutores, com mudanças rápidas das emoções. Tentam impressionar aos outros, fazendo uso de dramatizações, e tendem a interpretar os relacionamentos como mais íntimos do que realmente são.

Anti-social: Indivíduos que desrespeitam e violam os direitos dos outros, não se conformando com normas. Mentirosos, enganadores e impulsivos, sempre procurando obter vantagens sobre os outros. São irritados, irresponsáveis e com total ausência de remorsos, mesmo que digam que têm, mais uma vez tentando levar vantagens. Podem estabelecer relacionamentos afetivos superficiais, mas não são capazes de manter vínculos mais profundos e duradouros.

Obsessivo-Compulsiva: Indivíduos preocupados com organização, perfeccionismo e controle, sempre atento a detalhes, listas, regras, ordem e horários. Dedicação excessiva ao trabalho, dão pouca importância ao lazer. Teimosos, não jogam nada fora (“pão-duro”) e não conseguem deixar tarefas para outras pessoas.

Esquiva: Indivíduos tímidos (exageradamente), muito sensíveis a críticas, evitando atividades sociais ou relacionamentos com outros, reservados e preocupados com críticas e rejeição. Geralmente não se envolvem em novas atividades, vendo a si mesmos como inadequados ou sem atrativos e capacidades.