RSS
 

Laudo Psicológico – Cirurgia Bariátrica

por: Roberto Lazaro Silveira

Laudo psicológico para cirurgia bariátrica – Supervisão online psicologo – laudo psicológico – casos psicológicos – psicólogo

Gostou do modelo? Clique aqui pra comentar!

Você é um profissional de área e gostaria que supervisione seu laudo? Fale comigo através do número (16) 99311.0888.

 

LAUDO PSICOLÓGICO

Identificação
Psicólogo : Roberto Lazaro Silveira – CRP/SP 113.682
Solicitante : Nome de quem solicitou
Assunto : Avaliação psicológica como parte das exigências para que o
avaliando seja submetido á uma cirurgia bariátrica.

Descrição da Demanda
O avaliando participa de trabalho multidisciplinar pré-cirúrgico pra realização de cirurgia bariátrica.

Procedimento
O solicitante fora submetido á avaliação psicológica através de entrevista psicológica ampla e detalhada, dividida em dias distintos.

Análise
Toda gama de aspectos emocionais, psiquiátricos e cognitivos que foram elucidados durante as entrevistas indicaram plena condição psicológica pra realização do procedimento cirúrgico em questão. Para tanto requer acompanhamento psicológico como parte dos cuidados multidisciplinares desde a data da elaboração deste relatório até o prazo determinado pelo profissional de escolha do avaliando.

Conclusão
O avaliando encontra-se apto ao procedimento, no entanto, necessita acompanhamento psicológico desde a data deste documento.

Igarapava, 08/02/2018.

 

Laudo Psicológico para INSS – Relatório – Aposentadoria

por: Roberto Lazaro Silveira

Supervisão online psicologo – laudo psicológico – casos psicológicos – psicólogo

Laudo psicológico pra INSS que utilizei em uma consultoria pra fins de aposentadoria. APOSENTOU… Gostou do modelo? Clique aqui pra comentar!

Você é um profissional de área e gostaria que supervisione seu laudo? Fale comigo através do número (16) 99311.0888.

Resultado de imagem para mick jagger

LAUDO PSICOLÓGICO

Identificação

Psicólogo     : Roberto Lazaro Silveira – CRP/SP 113.682

Solicitante    : Sebastião França Ferreira (nome alterado)

Assunto        : Avaliação de Capacidade Laborativa

Descrição da Demanda

O Sr. Sebastião França Ferreira compareceu espontaneamente em meu consultório localizado na Av. José Vieira Caúla, 3762, Embratel, Porto Velho. Apresentou-me uma solicitação da Defensoria Pública da União no Estado de Rondônia, para avaliação psicológica direcionada à sua capacidade de trabalho.

A necessidade de Avaliação Psicológica decorreu-se da recomendação do Sr. Sérgio da Costa Morais, médico neurologista, cadastrado no CRM-RO sob número 818, como complementação aos quesitos médicos respondidos pelo mesmo à Defensoria Pública da União no Estado de Rondônia.

Procedimento

O avaliando foi submetido á avaliação psicológica através da Entrevista Psicológica realizada em duas etapas, distribuídas em duas sessões de atendimento, em dois dias consecutivos, sendo o último dia de atendimento na data do presente documento.

Também foram analisados o diagnóstico proporcionado pelo médico neurologista supracitado assim como as respostas fornecidas pelo referido médico neurologista.

Análise

De acordo com as respostas fornecidas na Entrevista Psicológica em conjunto à anamnése e análise do diagnóstico do médico neurologista supracitado, percebe-se que o Avaliando sofre com a grande frequência de convulsões. Então devido às crises convulsivas generalizadas e intensas a capacidade de trabalho do Avaliando encontra-se limitada no momento e com prognóstico reservado, ou seja, casos graves da doença crônica diagnosticada (CID 10 F 40.3) não possuem uma certeza de cura ou controle eficaz mediante a luz da ciência contemporânea, então a reversão da doença é improvável assim como qualquer previsão taxativa de resultados.

Quanto à capacidade para a labuta, Callagham et al. (1992) observa que os epiléticos podem apresentar uma capacidade dentro da normalidade, no entanto, apenas os pacientes cujas únicas manifestações clínicas dizem respeito à epilepsia, sem que aja outras doenças associadas ou outros fatores que possam agravar as crises.

Ocorre a consonância de Lassow et al. (1997), que ao comparar desempenho de aprendizagem profissional e desempenho de função em trabalhadores epilépticos e não-epilépticos com ocupações similares, encontraram a menor remuneração dos epilépticos como única diferença estatisticamente significativa entre ambos os grupos.

Espir et al. (1991), todavia, reconhece que apesar de não haver diferenças evidentes, sob esse aspecto, entre trabalhadores epilépticos e portadores de outras doenças, os epilépticos se consideram em situação de inferioridade nas oportunidades de trabalho e na promoção profissional, em decorrência dessa auto análise ocorre a desistência de competir e consequentemente a limitação de suas perspectivas de vida.

A controvérsia da inclusão social frente ao agravo do quadro clínico. Nota-se que o trabalho é capaz de produzir doenças – agravado em momentos em que o trabalhador percebe desta forma – não sendo incomum que a própria atividade profissional possa dar origem à epilepsia tanto por agressão direta ao cérebro (Allister et al., 1981; Littorin et al., 1988) quanto indireta (Ross, 1988), como também por ser fator desencadeante de crises epilépticas (Winget et al., 1978) em função de determinadas características do processo e organização do trabalho.

 

Conclusão

De acordo com os dados obtidos nesta avaliação, confirma-se o diagnóstico clínico compatível com (CID 10 F 40.3).

Quanto à capacidade parcial para o trabalho, mesmo existente, caso o Avaliando não consiga aposentar-se por invalidez (conforme desejo manifestado na entrevista psicológica) e seja obrigado a trabalhar – uma vez que manifestou na entrevista que não quer porque o trabalho lhe desperta ansiedade e crises convulsivas – para seu sustento assim como de seus dependentes, as crises poderão ser agravadas e mais aguçadas ainda no caso de desemprego e desamparo social.

Igarapava, 8 de março de 2058.

 

__________________________

 

CALLAGHAN, N.; CROWLEY, M. & GOGGIN, T., 1992. Epilepsy and employment, education and social status. Irish Medical Journal, 85:17-19.

 

LASSOW, G.; LEFFERS, P.; DE KROM, M. & TRUST, J., 1997. Epilepsy in a Dutch working population: Are employees diagnosed with epilepsy disadvent- aged? Seizure, 6:95-98.

 

ESPIR, M.; FLOYD, M. & CHAPLIN, J., 1991. Occupa- tional aspects of epilepsy in the civil service. British Journal of Industrial Medicine, 48:665-669.

 

DASGUPTA, A. K., 1992. Epilepsy and employability: A comparative evaluation of epileptic employees working in the steel plants of India. Journal ofOc- cupational Medicine, 42:137-142.

 

GLOAG, D., 1985. Epilepsy and employment. British Medical Journal, 291:2-3.

ALLISTER, C.; LUSH, M. & OLIVER, J. S., 1981. Status epilepticus caused by solvent abuse. BMJ, 283:1156.

 

LITTORIN, M. E.; FEHLING, C.; ATTEWELL, R. G. & SKERFVING, S., 1988. Focal epilepsy and expo- sure to organic solvents: A case-referent study. Journal of Occupational Medicine, 30:805-808.

 

WINGET, C. M.; HUGHES, L. & LADOU, J., 1978. Physiological effects of rotational work shifting: A review. Journal of Occupational Medicine, 20:204- 210.

 

 

 

Concausa Laboral e Extra Laboral. Não há como quantificar de forma precisa

por: Roberto Lazaro Silveira

Pense nisto: uma jovem passa a ser perseguida na organização onde trabalha, adoece com depressão compatível com (CID 10 F32) – decorrente de estresse.

Então recebo, como Perito Oficial do Juízo, a seguinte pergunta: Houve concausa mensurável relativa a fatores extra-laborais?

Resposta: Na gênese das doenças mentais existem diversos elementos subjetivos de ordem psíquica, hereditários de ordem biológica assim como os mais variados elementos de ordem social dentre eles os ocupacionais.

Qualquer um desses elementos pode predispor ou desencadear uma anormalidade considerada como doença ou transtornos psíquicos (que possuem seus lugares nos livros das doenças como DSM IV e CID 10).

É possível exemplificar através dos quadros depressivos (psicológicos) que foram desencadeados por concausa laboral (psicossocial) em determinado indivíduo predisposto geneticamente (biológico), pois, estes mecanismos confirmam-nos como seres Bio-Psico-Sociais.

Conclui-se então que a concausa não pode ser medida com precisão uma vez manifesta por acidente de trabalho, logo, trata-se de uma concausa de ordem psicossocial.

O quanto para sinergia emprestou às demais concausas para o surgimento da patologia em questão, a capacidade de mensurar foge ao alcance da ciência contemporânea.

E mais esta questão: Algum fator de caráter organizacional pode ter contribuído para o aparecimento da doença?

Resposta: Segundo Martins, o estresse relacionado ao trabalho resulta de várias situações em que a pessoa percebe este ambiente como ameaçador às suas necessidades de realização pessoal e profissional, prejudicando sua interação com suas funções e com o ambiente de trabalho, na medida em que este ambiente contém demandas excessivas a ela, ou que ela não contenha recursos adequados para enfrentar tais situações. (MARTINS, 2000).

Portanto, estresse no trabalho é o resultado de um conjunto de várias situações ou condições, que são potencialmente desestabilizadoras em razão de incongruências ou falta de adaptação entre pessoas e ambiente (MARTINS, 2000), veja a concordância de outro cientista sobre fatores de caráter organizacional, observe,

“o autoritarismo do chefe, a desconfiança, as pressões e cobranças, o cumprimento do horário de trabalho, a monotonia e a rotina de certas tarefas, a falta de perspectiva e de progresso profissional e a insatisfação pessoal como um todo são os principais provocadores de estresse no trabalho” (CHIAVENATO, 1999, p.377).

Então conflitos como os relatados pela Reclamante durante entrevista psicológica: “enorme pressão”, “situação vexatória”, “perseguição pela sua gestora”, são suficientes para estrangular a realização profissional e pessoal tendo como conseqüência o estresse como precursor da moléstia alegada pelo reclamante: Depressão Grave compatível com (CID 10 F 32.2).

Observe que mensurar o quanto de cada não importa muito, relembrando:

“o art. 21,I, da Lei 8.213/91, estabelece que se equipara ao acidente do trabalho o acidente ligado ao trabalho embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para a redução ou perda de sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação.” (OLIVEIRA, 2001, p.234)

Então conflitos decorrentes de fatores organizacionais, elucidados durante a perícia, através de entrevista psicológica: “enorme pressão”; “situação vexatória”; “perseguição pela sua gestora”; dentre outros, são suficientes para estrangular a realização profissional e pessoal tendo como conseqüência o estresse como precursor da moléstia alegada pelo reclamante: Depressão Grave compatível com (CID 10 F 32.2).

Referências

CHIAVENATO,I. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 377p.
CID-10 e seus Derivados. Porto Alegre, Artes Médicas, 1997.

MARTINS, L. M. M. et al. Agentes estressores no trabalho e sugestões para amenizá-los: opiniões de enfermeiros de pós-graduação. Rev. Esc. Enf. USP, v. 34, n. 1, p. 52-8, mar. 2000.

OLIVEIRA, Sebastião Geraldo de. Proteção jurídica à saúde do trabalhador. 3ª. Edição. LTR editora, São Paulo, 2001.

 

A diferença entre doença ocupacional e acidente de trabalho em relação à Psicologia Forense

por: Roberto Lazaro Silveira

Depressão pode ser consequência psicológica de acidente de trabalho. Para ilustrar este dilema vou utilizar fatos reais adaptados para melhor compreensão. O transtorno psicológico em questão será a Depressão que pode ser classificada como doença pelo CID 10. Então vamos à doutrina.

Pense em um caso onde um funcionário recebe uma proposta para um emprego mais rentável, embora satisfeito com seu cargo atual e bem sucedido no cumprimento das tarefas decorrentes de suas funções, o mesmo necessita maior rentabilidade para o sustento de sua família, então aceita a proposta.

Ao comunicar para sua empresa recebe uma promessa de promoção e salário mais alto. Como gostava do seu trabalho aceita. Semanas depois recebe a notícia que seu chefe mudara de idéia, que era apenas um estágio e outro iria assumir a função prometida.

Uma situação estressante que teve como consequência a depressão. O funcionário entra na Justiça do Trabalho e recebo como Perito do Juízo a seguinte tarefa: A luz da ciência atual, queira o Sr. Perito determinar qual a causa da moléstia alegada pelo Reclamante.

E, isento, forneço a seguinte resposta: À luz da ciência atual entende-se que condições estressantes de trabalho, associadas ao contexto social de desemprego e competitividade, contribuem para o aparecimento de doenças mentais,

“o art. 21,I, da Lei 8.213/91, estabelece que se equipara ao acidente do trabalho o acidente ligado ao trabalho embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para a redução ou perda de sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação.” (OLIVEIRA, 2001, p.234).

Então, os acontecimentos estressantes são determinantes para o surgimento das doenças laborais, ou seja, mesmo que haja predisposição de ordem biológica, psicológica ou social, caracteriza-se a perfeita concausa para o surgimento da moléstia alegada pelo Reclamante, as situações em que percebeu o trabalho como ameaçador às suas necessidades de realização profissional. Como conseqüência do estresse temos a depressão compatível com (CID 10 F 32.3) – moléstia alegada pelo Reclamante.

Segundo Martins, o estresse relacionado ao trabalho resulta de várias situações em que a pessoa percebe este ambiente como ameaçador às suas necessidades de realização pessoal e profissional, prejudicando sua interação com suas funções e com o ambiente de trabalho, na medida em que este ambiente contém demandas excessivas a ela, ou que ela não contenha recursos adequados para enfrentar tais situações. (MARTINS, 2000).

Portanto, estresse no trabalho é o resultado de um conjunto de várias situações ou condições, que são potencialmente desestabilizadoras em razão de incongruências ou falta de adaptação entre pessoas e ambiente (MARTINS, 2000), veja a concordância de outro cientista,

“o autoritarismo do chefe, a desconfiança, as pressões e cobranças, o cumprimento do horário de trabalho, a monotonia e a rotina de certas tarefas, a falta de perspectiva e de progresso profissional e a insatisfação pessoal como um todo são os principais provocadores de estresse no trabalho” (CHIAVENATO, 1999, p.377).

Então o desentendimento alegado pelo Reclamante: “O descumprimento da promessa para promoção e melhor salário realizado pela Reclamada” é suficiente para estrangular a perspectiva de progresso profissional gerando insatisfação pessoal e como conseqüência o estresse como precursor da moléstia alegada pelo reclamante: Depressão acompanhada de sintomas psicóticos compatível com (CID 10 F 32.3), pois, foi declarado pelo reclamante durante entrevista psicológica: “via um homem, ouvia vozes e acreditava estar sendo perseguido quando vestia a roupa de trabalho para exercer a função” – na empresa Reclamada – o que caracteriza delírio de perseguição acompanhado de alucinação auditiva e visual características de quadro psicótico presente na depressão compatível com (CID 10 F 32.3).

A questão acima foi elaborada pela parte Reclamada (que sofre a ação). E agora onde queria chegar: A questão elaborada pelo advogado da parte Reclamante (o funcionário que moveu a ação referente ao caso descrito acima): Considerando os atestados e laudos médicos realizados pelo Reclamante de Fls. 96/51 dos Autos, pode-se concluir que se trata de doença ocupacional agravada ao longo do tempo?

E, isento, elucido de forma doutrinária o equívoco da moda! repondendo: Durante entrevista psicológica ficou evidente que o Reclamante gostaria muito de continuar em sua ocupação no ramo de vigilância, assim renunciou ao seu emprego mais rentável em relação à atual função do Reclamante na época (garantido na Organização Tabajara) mediante proposta da Reclamada para exercer uma função mais rentável e com maior destaque social dentro do ramo de salsichas. Funcionário dedicado, porém, precisara maior rentabilidade para sustentar sua família, motivo por que concorreu e foi aprovado em concurso público na organização supracitada. Desta forma o que caracterizou sua doença não foi a ocupação, mas, o acidente de trabalho, observe,

“o art. 21,I, da Lei 8.213/91, estabelece que se equipara ao acidente do trabalho o acidente ligado ao trabalho embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para a redução ou perda de sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação.” (OLIVEIRA, 2001, p.234).

Então o descumprimento do acordo de permanecer na empresa em troca de promoção foi frustrante demais resultando em demasiado estresse que atuou como concausa forçando as defesas individuais do Reclamante a um estado psicótico e depressivo compatível com (CID 10 F 32.3). O Reclamante adoeceu sendo lesionado psiquicamente pelo destrato o que exigiu atenção médica para sua recuperação.

Exitem Jurisprudências que não aceitam Depressão como doença ocupacional. Por isto senhores advogados: Contratem o assessor técnico competente – clicando aqui! [brincadeirinha – risos]. Nesse caso podemos dizer doença do trabalho (do acidente do). Vamos compara com uma das doença ocupacionais mais faladas: LER – no caso dos digitadores a ocupação de digitar causou a doença ocupacional.

O Decreto 3048/99 estabelece no seu anexo II lista B grupo V CID 10 as causas das depressões e transtornos de estresse, indicando:

Como causa de Episódios Depressivos (CID 10 F32) o contato ocom substâncias químicas:

1. Tolueno e outros solventes aromáticos neurotóxicos (X46.-; Z57.5) (Quadro III)   2. Tricloroetileno, Tetracloroetileno, Tricloroetano e outros solventes orgânicos halogenados neurotóxicos (X46.-; Z57.5) (Quadro XIII) 3. Brometo de Metila (X46.-; Z57.4 e Z57.5) (Quadro XIII) 4. Manganês e seus compostos tóxicos (X49.-; Z57.5) (Quadro XV) 5. Mercúrio e seus compostos tóxicos (X49.-; Z57.4 e Z57.5) (Quadro XVI) 6. Sulfeto de Carbono (X49.-; Z57.5)(Quadro XIX) 7. Outros solventes orgânicos neurotóxicos (X46.-; X49.-; Z57.5)

Agora relacionado com a Psicologia Forense: “Estado de Stress Pós-Traumático (F43.1) 1. Outras dificuldades físicas e mentais relacionadas com o trabalho: reação após acidente do trabalho grave ou catastrófico, ou após assalto no trabalho (Z56.6) 2. Circunstância relativa às condições de trabalho (Y96)” – No caso que ilustrei é concausa para acidente de trabalho.

O mesmo diploma legal reconhece a síndrome de burnout (ou síndrome do esgotamento profissional) como doença com nexo profissional, indicando como causa reconhecida Ritmo de trabalho penoso (Z56.3) e “outras dificuldades físicas e mentais relacionadas com o trabalho (Z56.6)”

Como podemos notar a inclusão de Transtornos Psicológicos necessita de muito mais elucidações. Com isto pretendo continuar este artigo conquistando o tempo para dedicar à esta doutrina.

 

Não é possível à luz da ciência atual estimar tempo de consumo para medicamentos psicotrópicos

por: Roberto Lazaro Silveira

Aproveitando a resposta que elaborei para um Juíz Federal do Trabalho resolvi postar este artigo para ajudar nesta compreesão. Observem a pergunta do Juíz: Qual o tempo estimado em que o reclamante necessitará dos medicamentos psicotrópicos?
Resposta: Tratando-se de doença mental não é possível estimar o período de utilização para medicamentos, pois, pode ocorrer a troca de princípio ativo (mesmo que a literatura especializada recomenda determinado tempo de uso para certo princípio ativo, existe a possibilidade de troca do princípio ativo e a renovação do prazo de utilização de acordo com o novo medicamento que a psiquiatra do Reclamante achar ou não necessário).

Nota-se que as investigações científicas atuais indicam o aumento no tempo e uso de psicotrópicos nos últimos anos: “É notado quanto ao uso e prescrição dos psicotrópicos, que têm aumentado, não apenas em quantidade, mas também em duração do uso, por períodos às vezes maiores do que os preconizados na literatura especializada (Hull SA, 2006). Ribeiro et al, 2007 identificou que o tempo médio do uso de benzodiazepínicos é de 10 anos” (Ribeiro, 2007).

A retirada gradual e progressiva dos psicotrópicos ocorrerá conforme avaliação da médica psiquiatra responsável pelo Reclamante á qual possui a formação e competência necessária para avaliar as possíveis melhoras, pioras ou estabilização do quadro sintomático do Reclamante frente à redução ou troca de princípio ativo dos medicamentos.

Geralmente este processo é feito da seguinte forma: reduz-se a dosagem ou modifica o princípio ativo do medicamento e após determinado período avalia-se o Reclamante para verificar se é possível ou não progredir com o processo de retirada gradual dos medicamentos, o qual é conhecido por desmame medicamentoso ou Weaning Period, observe,

“O profissional é o responsável por ter ministrado o medicamento e também responsável pelo “desmame”, ou seja, o período em que o indivíduo deve parar de tomar esse tranqüilizante. O médico deve estar lado a lado neste momento” (ABP, 2009).

Ocorre também o fato de haver necessidade do Reclamante voltar a ingerir psicotrópicos – mesmo após aparentemente estar curado – devido aos sintomas recorrentes característicos das neuroses que são desencadeados por Flash-Backs (retorno de memórias passadas) que são imprevisíveis e trazem de volta os sintomas e conseqüentemente sujeitará o Reclamante ao uso de psicotrópicos e sofrimento por seus efeitos colaterais.

É importante ressaltar que o Reclamante ainda sofrerá com os efeitos colaterais ao desmame medicamentoso – retirada gradual dos princípios ativos. São sintomas típicos do pós desmame: Desmaios, dores de cabeça, tontura e vertigem dentre outros de ordem idiossincrática.

Desta forma, embora ocorra uma tendência à retirada gradual dos fármacos em questão, percebe-se que qualquer estimativa relativa ao intervalo temporal será imprecisa e imprudente, logo, não é possível estimar o tempo em que o Reclamante necessitará dos medicamentos psicotrópicos. Veja um trecho da sentença:

Referências
ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria. Acessado em 11 de abril de 2011. Disponível em: http://www.abpbrasil.org.br/medicos/clipping/exibClipping/ ?clipping =10578.

RIBEIRO CS, Azevedo, RCS, Franco VS, Botega NJ. Uso crônico de diazepam em unidades básicas de saúde: perfil de usuários e padrões de uso, São Paulo Medical Journal, 2007.

 

Concausa entre doença psicológica ou psiquiátrica e acidente de trabalho

por: Roberto Lazaro Silveira

Após alguns Juízes do Trabalho de Porto Velho condenarem algumas empresas fundamentados em laudos psicológicos que elaborei, percebi que os Laudos Psicológicos são seres autônomos, ou seja, o Perito, isento, não elucida, mas a Ciência Psicológica Forense se encarrega como teor espiritual da verdade para a  Justiça proporcionando o vizir que guia o martelo daquele que diz o Direito. Após esta reflexão decidi compartilhar algumas respostas minhas sobre Concausa Laboral e/ou Acidente de Trabalho  – O FIM DO TAYLORISMO!

Lembro-me de uma discussão entre uma psicóloga assistente técnica e um psiquiátra arcáico Perito Oficial que defensor de estresse pós traumático somente em tempos de guerra favoreceu uma das partes ex ignorantia!

As coisas evoluíram e foram ainda mais aprofundadas, pois, conforme Aubert (1993), o conceito de Neurose Profissional – decorrente do estresse pós traumático – foi proposto para explicar certos casos de patologias graves já instaladas, relacionadas de forma direta às condições de trabalho e que o conceito de stress parecia insuficiente para explicar.

Para o autor, a neurose profissional é definida como “uma afecção psicogênica persistente, na qual os sintomas são expressão simbólica de um conflito psíquico, cujo desenvolvimento se encontra vinculado a uma situação organizacional ou profissional determinada” (p. 87).

Este conceito – Neurose Profissional (compatível com CID 10 F 48.8) – data do século XIX, onde se relacionou aos acidentes das estradas de ferro, posteriormente relacionou-se às guerras, e modernamente associa-se a diversas situações traumáticas, tanto físicas como principalmente psíquicas (Fukujima, 2010).

Então foi respondido ao Juíz que existe nexo causal às doenças decorrentes de Acidente de Trabalho. Observem a questão: Pode-se afirmar, com certeza, que há nexo causal específico entre as doenças alegadas e o trabalho desenvolvido pelo Reclamante?
Resposta: Sim. Ocorreu devido à seqüência de eventos traumatizantes durante expediente de trabalho e em decorrência da função exercida, veja,

“o art. 21,I, da Lei 8.213/91, estabelece que se equipara ao acidente do trabalho o acidente ligado ao trabalho embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para a redução ou perda de sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação.” (OLIVEIRA, 2001, p.234).

Então, os acontecimentos estressantes são determinantes para o surgimento da Neurose Profissional (compatível com CID-10 F.48.8), cujos sintomas são entendidos como a expressão simbólica de um conflito psíquico que se desenvolve a partir de uma situação organizacional ou profissional determinada.

De acordo com a Portaria MS (Ministério da Saúde) n°. 1.339/1999, a neurose profissional/ocupacional faz parte da lista de transtornos mentais e do comportamento relacionados ao trabalho, e, segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), está incluída em “outros transtornos neuróticos especificados”.

No caso acima os psiquiátras um pouco mais atualizados haviam diagnosticado Estresse Pós Traumático. No entanto, pude verificar que tratava-se de Neurose Profissional devido a persistência dos sintomas dentre outros fatores detectados durante a Entrevista Psicológica.

Primeiro Ato: Sendo assim os advogados da empresa questionaram ao Juíz sobre meu diagnóstico compatível com (CID 10 F48.8) decorrente do Laudo Psicológico e diferente dos diagnósticos anotados nos Laudos Médicos realizados anteriormente. O Juíz respondeu-les dignamente que a Neurose Profissional é decorrente do Estresse Pós Traumático, veja um trecho da sentença,

E mais um Ato Psicólogo: Percebam agora que no caso abaixo o psiquiátra havia diagnosticado Depressão compatível com (CID 10 F32.0). Desta vez mudei o diagnóstico para Depressão compatível com (CID 10 F32.3), vejam o porquê destacado em negrito no final das questões abaixo. O Meritissímo acatou dignamente devido à fundamentação científica e proferiu a sentença.

Observem agora como elaborei a justificativa caracterizando o Acidente de Trabalho como concausa. Atenção às duas questões elaboradas pelo advogado da empresa reclamada e minhas respostas, veja,

Diga o Senhor Perito se na gênese das doenças de ordem psiquiátrica, encontram-se envolvidos elementos outros que não exclusivamente os ocupacionais.
Resposta: Existem diversos elementos subjetivos de ordem psíquica, hereditários de ordem biológica assim como os mais variados elementos de ordem social dentre eles os ocupacionais.

Qualquer um desses elementos pode predispor ou desencadear uma anormalidade considerada como doença psíquica. Como exemplo podemos citar os quadros depressivos (psicológicos) que foram desencadeados por concausa laboral (social) em determinado indivíduo predisposto geneticamente (biológico), pois, estes mecanismos confirmam-nos como seres Bio-Psico-Sociais.

Diga o Senhor Perito, se situações outras que não exclusivamente o trabalho desenvolvido pelo autor na empresa ora Reclamada, poderia produzir a alegada moléstia?
Resposta: A alegada moléstia por ser uma doença psíquica é, à luz da ciência, produzida por questões sinergéticas, ou seja, questões conjuntas cujos vetores puxam na mesma direção.

Então podemos notar que situações outras que não exclusivamente o trabalho desenvolvido pelo autor na empresa ora Reclamada, poderia produzir a alegada moléstia.

No entanto, como o Reclamante foi submetido ao trauma decorrente de seu trabalho na Reclamada coincidentemente no período em que a moléstia se instalou, caracteriza-se então a perfeita concausa, ou seja, a referida situação vivenciada na Reclamada uniu forças com fatores extra laborais desencadeando a moléstia, veja,

“o autoritarismo do chefe, a desconfiança, as pressões e cobranças, o cumprimento do horário de trabalho, a monotonia e a rotina de certas tarefas, a falta de perspectiva e de progresso profissional e a insatisfação pessoal como um todo são os principais provocadores de estresse no trabalho” (CHIAVENATO, 1999, p.377).

Então o desentendimento alegado pelo Reclamante: “O descumprimento da promessa para promoção e melhor salário realizado pela Reclamada” é suficiente para estrangular a perspectiva de progresso profissional gerando insatisfação pessoal e como conseqüência o estresse como precursor da moléstia alegada pelo reclamante: Depressão acompanhada de sintomas psicóticos compatível com (CID 10 F 32.3), pois, foi declarado pelo reclamante durante entrevista psicológica: “via um homem, ouvia vozes e acreditava estar sendo perseguido quando vestia a roupa de trabalho para exercer a função” – na empresa Reclamada – o que caracteriza delírio de perseguição acompanhado de alucinação auditiva e visual características de quadro psicótico presente na depressão compatível com (CID 10 F 32.3).

LEIA ESTE ARTIGO COMPLEMENTAR – CLIQUE AQUI!

Referências

Aubert, N. A. (1993, janeiro/fevereiro). Neurose profissional. Revista Administração de Empresas, 33(1), 84-105, 1993.

CHIAVENATO,I. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 377p.

FUKUJIMA*, Marcia Maiumi. A neurose profissional: um antigo problema atual. Trabalho realizado no Departamento de Medicina da UNIFESP, São
Paulo-SP, Brasil. * Neurologista, Doutora em ciências, Gerente da qualidade no Hospital Estadual de Diadema, Disciplina de Medicina de Urgência e Medicina baseada em Evidência – UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil, 2010.

 

Psicólogo ou psiquiatra para perito?

por: Roberto Lazaro Silveira

A perícia feita por Psiquiatra ou Psicólogo é opção do Juiz ou das partes, não há nada que um faça como perito que o outro não possa fazer.

A exclusividade do psiquiátra é receitar remédios psicotrópicos, no entanto, o psicólogo detém exclusividade de aplicação de testes psicológicos. Como não trata-se de tratamento medicamentoso e sim perícia ambos estão habilitados para o trabalho. Os testes psicológicos possuem validade legal, logo, podem ser utilizados para produzir provas técnicas e somente pelo psicólogo.

Mesmo discorrendo sobre medicamentos ambos estão aptos, pois, em psicologia consta na formação do psicólogo as disciplinas: Psicofarmacologia, Neuropsicologia e Psicopatologia além de outras e também psicologia institucional e social que torna interessante a opção pelo psicólogo no caso de transtornos gerados por conflitos institucionais.

Observe uma de minhas conclusões como perito para a IV Vara do Trabalho de Rondônia: “Desta forma, embora ocorra uma tendência à retirada gradual dos fármacos em questão, percebe-se que qualquer estimativa relativa ao intervalo temporal será imprecisa e imprudente, logo, não é possível estimar o tempo em que o Reclamante necessitará dos medicamentos psicotrópicos.” Esta conclusão está respaldada pela disciplina psicofarmacologia presente em meu currículo universitário.

Os termos transtorno, distúrbio e doença combinam-se aos termos mental, psíquico e psiquiátrico para descrever qualquer anormalidade, sofrimento ou comprometimento de ordem psicológica e/ou mental. Os transtornos mentais são um campo de investigação interdisciplinar que envolves áreas como a psicologia, a filosofia, a psiquiatria e a neurologia. As classificações diagnósticas mais utilizadas como referências no serviço de saúde e na pesquisa hoje em dia são o Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais – DSM IV, e a Classificação Internacional de Doenças – CID-10.

Em psiquiatria e em psicologia prefere-se falar em transtornos ou perturbações ou disfunções ou distúrbios (ing. disturbs, alem. Störungen) psíquicos e não em doença; isso porque apenas poucos quadros clínicos mentais apresentam todas as características de uma doença no sentido tradicional do termo – isto é, o conhecimento exato dos mecanismos envolvidos e suas causas explícitas.

A lei 4.112 de 27 de agosto de 1962, que dispõe sobre a profissão de psicólogo, afirma que no exercício profissional, entre outras atribuições, cabe ao psicólogo: “Realizar perícias e emitir pareceres sobre a matéria de psicologia” (Art. 4º, n° 6).

Por sua vez, o nosso Código de Ética Profissional estabelece, em seus artigos de 18 a 22, os limites que norteiam a relação do psicólogo com a Justiça. Portanto, esta é uma área de atuação legítima do psicólogo. Cabe a ele desenvolver o estudo da personalidade dos litigantes e demais envolvidos nos litígios judiciais. Caso as ilações periciais sejam baseadas em psicodiagnósticos, cabe-lhe também concluir o laudo.

Mais recentemente, em 1992, o Conselho remeteu ao Ministério do Trabalho uma descrição mais completa das atividades e da atuação do Psicólogo conforme segue:

… Cabe ao Psicólogo avaliar as condições intelectuais e emocionais de crianças, adolescentes e adultos em conexão com processos jurídicos, seja por deficiência mental e insanidade, testamentos contestados, aceitação em lares adotivos, posse e guarda de crianças ou determinação da responsabilidade legal por atos criminosos.

… O Psicólogo pode atuar como Perito Judicial nas varas cíveis, criminais, justiça do trabalho, da família, da criança e do adolescente, elaborando laudos, pareceres e perícias a serem anexados aos processos (Conselho Federal de Psicologia, 1995)

Quanto aos acompanhantes e espectadores na perícia:

“O Psicólogo baseará o seu trabalho no respeito à dignidade e integridade do ser humano” (Código de Ética Profissional dos Psicólogos – 2005 – CFP).

DAS REI.AÇÕES COM A JUSTIÇA

Art. 17 – O Psicólogo colocará o seu conhecimento à disposição da Justiça, no sentido de promover e aprofundar uma maior compreensão entre a lei e o agir humano, entre a liberdade e as instituições judiciais.

Art. 18 – O Psicólogo se escusará de funcionar em perícia que escape à sua competência profissional.

Art. 19 – Nas perícias, o Psicólogo agirá com absoluta isenção, limitando-se à exposição do que tiver conhecimento através do seu trabalho e não ultrapassando, nos laudos, o limite das informações necessárias à tomada de decisão.

Art. 20 – É vedado ao Psicólogo:

a) Ser perito de pessoa por ele atendida ou em atendimento;

b) Funcionar em perícia em que, por motivo de impedimento ou suspeição, ele contrarie a legislação pertinente;

c) Valer-se do cargo que exerce, de laços de parentesco ou amizade com autoridade administrativa ou judiciária para pleitear ser nomeado perito.

DO SIGILO PROFISSIONAL

Art. 21 – O sigilo protegerá o atendido em tudo aquilo que o Psicólogo ouve, vê ou de que tem conhecimento como decorrência do exercício da atividade profissional.

Art. 22 – Somente o examinado poderá ser informado dos resultados dos exames, salvo nos casos previstos neste Código.

Art. 23 – Se o atendimento for realizado por Psicólogo vinculado a trabalho multiprofissional numa clínica, empresa ou instituição ou a pedido de outrem, só poderão ser dadas informações a quem as solicitou, a critério do profissional, dentro dos limites do estritamente necessário aos fins a que se destinou o exame.

Parágrafo l – Nos casos de perícia, o Psicólogo tomará todas as precauções, a fim de que só venha a relatar o que seja devido e necessário ao esclarecimento do caso.

Parágrafo 2 – O Psicólogo, quando solicitado pelo examinado, está obrigado a fornecer a este as informações que foram encaminhadas ao solicitante e a orientá-lo em função dos resultados obtidos.

Art. 24 – O Psicólogo não remeterá informações confidenciais a pessoas ou entidades que não estejam obrigadas ao sigilo por Código de Ética ou que, por qualquer forma, permitam a estranhos o acesso a essas informações.

Art. 25 – A utilização dos meios eletrônicos de registro audiovisual obedecerá às normas deste Código, devendo o atendido, pessoa ou grupo, desde o início, ser informado de sua utilização e forma de arquivamento das informações obtidas.

Art. 26 – O sigilo profissional protegerá o menor impúbere ou interdito, devendo ser comunicado aos responsáveis o estritamente essencial para promover medidas em seu beneficio.

Art. 27 – A quebra do sigilo só será admissível, quando se tratar de fato delituoso e a gravidade de suas conseqüências para o próprio atendido ou para terceiros puder criar para o Psicólogo o imperativo de consciência de denunciar o fato.

Art. 28 – Em caso de falecimento de Psicólogo, o Conselho Regional, ao ,tomar conhecimento do fato, providenciará a destinação dos seus arquivos confidenciais.

Art. 29 – Na remessa de laudos ou informes a outros profissionais, o Psicólogo assinalará o caráter confidencial do documento e a responsabilidade, de quem o receber, em preservar o sigilo.

Nem o Juiz poderá interferir na perícia:

Segundo o livro Manual de Perícias, “o perito judicial goza na melhor forma da lei de independência total em sua atuação: não tem chefe, portanto, ninguém manda nele. Nem uma, nem ambas as partes envolvidas no processo judicial têm o direito de dizer ao perito como querem o laudo a ser escrito por ele. Da mesma forma, não podem as partes pressioná-lo quanto aos resultados desse laudo.

Nem mesmo ao juiz é permitido interferir no trabalho do perito, prescrevendo-o aquilo que deve apresentar no laudo. Quando muito, os juízes determinam quais indicadores econômicos e juros devem ser utilizados em determinado cálculo financeiro ou trabalhista.

O perito tem total liberdade de autoria no seu laudo; as conclusões a que chega não estão sujeitas a propositais interferências externas. Em razão disso, o trabalho do perito é solitário, diferentemente da maioria dos serviços que realizamos fora da Justiça, nos quais nosso cliente ou chefe normalmente intervém no resultado final daquilo que fazemos.

Quase sempre há pressão externa sobre o nosso trabalho profissional. Mas na Justiça é diferente: o perito desfruta de autonomia nas diligências que realiza e no laudo que escreve. E não poderia ser diferente, pois as partes, quando chegam a um processo judicial, desejam que o juiz seja imparcial e aplique as leis o mais corretamente possível; já do perito, as partes esperam que ele aplique o melhor da técnica e ciência e que trabalhe na mais ampla liberdade possível.

A rara ocasião em que o perito pode sentir-se pressionado é quando houver (mas nem sempre há) prazo de entrega do seu laudo e esse for pequeno. Todavia, isso é plenamente resolvido sem qualquer estresse: basta, no caso, que ele peça uma prorrogação do referido prazo.” Retirado do Livro Manual de Perícias do autor Rui Juliano – Disponível em http://ruijuliano.com/blog/procedimentos-do-perito/perito-judicial-perito – acessado em: 13 dez. 2011.

 

Psicólogo Jurídico?

por: Roberto Lazaro Silveira

Este é um assunto polêmico, pense nisto: Quando sou nomeado por algum Juiz de Direito como Perito ou Assessor Técnico em processos, não deixo de ser Psicólogo nem mesmo me torno Psicólogo Jurídico (pelo menos eu – rsrsrs). Continuo psicólogo, pois, caso contrário perde a necessidade de um profissional competente na área psicológica auxiliando a área Jurídica. Não tenho a pretenção de discutir leis, méritos, sentença, recursos, etc… O que faço é colocar a psicologia em prol da Justiça. Isto é o cerne da multidisciplinaridade, e tenho feito direitinho a natureza do trabalho, veja,

O Psicólogo então no auxílio ao direito aplicará seus conhecimentos para exclarecer dúvidas oriundas dos Processos Jurídicos cuja competência para responder não habita nos profissionais do Direito, principalmente quanto à saúde mental e quanto aos estudos dos crimes em relação à personalidade subjetiva da Pessoa Natural assim como aos danos causados ás vítimas seja por injúria direta ou indireta como na necessidade de utilizar medicamentos psicotrópicos. Abaixo fica evidente o que é feito na sentença pelo Juiz, veja,

E no próximo parágrafo da sentença (trechos entre parênteses), algumas frases do que foi feito por mim como Perito Psicólogo, veja,

E no último trecho da sentença que irei apresentar aqui segue o trabalho conjunto na justa sentença, veja,

A Psicologia é Psicologia e este é o grande lance… Psicologia Jurídica, Forense, Criminal, Carcerária… são paradigmas, ou seja, planos de fundo em que o psicólogo atua. Observe em meu texto acima que examinei o laudo do psiquiatra para verificar a medicação receitada e em seguida realizei a leitura das bulas dos psicofármacos – que até hoje nunca proporcionaram uma cura se quer… mas, engordam os cofres da indústria farmacêutica – e em decorrência desta perícia elucidou-se que a vida do reclamante está em risco por tomar remédios controlados, sendo a vida o bem jurídico mais protegido, pesou para a parte reclamada e isto os advogados do reclamante não haviam notado, por isto o Expert entra em ação.

Diante do diagnóstico do psiquiatra, de uma entrevista psicológica, da análise dos autos e um estudo exaustivo na literatura disponível (nacional e internacional), fiz o diagnóstico de Neurose Profissional.  Sim… escrevi bastante sobre medicamentos psicotrópicos… Os psicólogos cursam as disciplinas psicofarmacologia e psicopatologia em sua formação pra que? Felizmente os psicólogos não podem receitar este tipo de coisa (Ato Psicólogo). Clique aqui para ler mais sobre medicamentos psicotrópicos e receber um DVD grátis: instruções no final do meu artigo sobre Transtorno Bipolar.

Quando trabalhei na Unidade de Internação para Adolescentes em Conflito com Lei aqui da Secretaria de Justiça de Rondônia em Porto Velho, minha função era atender semanalmente na sala 2 (imagem acima) os adolescentes para fazer relatórios mensais sobre o comportamento dos mesmos. O paradigma era o carcerário, pois, os mesmos estavam encarcerados em celas imundas (estou Confuso Governador?), mas, pronunciar a palavra cela é como uma blasfêmea por aqui: tem que chamar de alojamento porque Adolescente em Conflito com a Lei tem que ficar em alojamentos limpos para poderem ser recuperados (Humor Negro em um Circo de Horrores). Veja a forma como um representante da Secretaria de Justiça de Rondônia comunicou-se com seus colegas funcionários:

“No dia 15 (quinze) de setembro de 2011 (dois mil e onze) um dos Socioeducadores comentou a situação da anterior Coordenadora Julice Barbosa ainda está nomeada no Cargo de Coordenadora de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei – SEJUS, recebendo o CDS sem trabalhar. Nesse momento o Secretário Adjunto disse ao Socioeducador que o mesmo era “vagabundo” e o ameaçou. Assim, o segurança do Secretário Zaqueu, conhecido como Paulo (que é apenas “CDS”, não é socioeducador, nem agente, nem habilitado para ser segurança) ameaçou sacar uma arma Pistola .40, cautelada pela SEJUS, dizendo ao socioeducador pro mesmo tomar muito cuidado” (http://www.oobservador.com/php/impressao.php?id=16921 acessado em: 10 nov. 2011).

Estava trabalhando no cárcere proporcionado pelo estado de Rondônia, aos seus adolescentes, que não ofereceu até o momento condições mínimas de trabalho para os socioeducadores (“O Estado não nos dá condições mínimas de segurança para trabalhar. Apesar de serem adolescentes em regime diferenciado, corremos os mesmos riscos ou até mais de quem trabalha em presídio”, relatou um dos servidores ao presidente do Singeperon, Anderson Pereira (http://www.fatosenoticias.com/socioeducadores-reagem-contra-declaracoes-ofensivas, acessado em 10 nov. 2011).

Não era Psicologia Carcerária: não estudava o cárcere, nem mesmo fazia trabalho de carcereiro e psicólogo, o foco de estudo continuava sendo a psiquê, ou seja, a mente dos encarcerados, os efeitos do cárcere… Não consigo pensar em psicologia como forma de encarceirar as pessoas (carcerária), os complexos podem até fazer isto, mas, não sabemos como gerar complexos… O que eu tenho feito em meu consultório é libertado as pessoas destas prisões sem muros… geradas na infância talvez…

Então minha proposta para este polêmico assunto é pensar direitinho se os psicólogos que estão trabalhando nesta área são psicólogos jurídicos. Existem dentistas Jurídicos quando fazem a mesma função de perícia? Médicos Jurídicos? Ja ouvi falar em Médicos Cardiologistas, Ginecologista, etc…

Estes estão se tornando cada vez mais interpretadores de exames que não mais enxergam a essência do Ser Humano. Daqueles que fazem um bico no SUS e que nem olham na face da pessoa e vão logo dando o atestado de sanidade física e mental… o remedinho controlado… Na psicologia não é possível, pois, nosso objeto de estudo é a psiquê: não existem comportamento sem ela que comanda nossas ações. Pense nisto: Psicólogo Egologista (estuda somente o ego) ou Superegologista ou Idiologista…

Umas das pessoas mais lúcidas que conheci chama-se Adib Domingos Jatene que em uma palestra na UNIUBE – Universidade de Uberaba – manifestou sua grande preocupação sobre a fragmentação causada pelas especialidades médicas onde os mesmos deixam de atender o ser humano como um todo ao se tornarem interpretadores de exames apenas.

Os locais de trabalho do Psicólogo são muitos, mas, o foco é único. Você pode até ser então Psicólogo Jurídico, existe sim! Mas vou continuar sendo apenas Psicólogo desde muito tempo antes de ter nascido, para o que der e vier!

Mas seja um Psicólogo Jurídico que não envergonha a si mesmo assim como a classe diante de advogados, promotores, juízes, desembargadores e tudo mais. Este terreno exige um certo dom e coragem, ou seja, não são raros os casos em que o perito é ameaçado por desagradar uma das partes (e sempre ocorre isto: uma das partes sente-se prejudicada). O perito pode ser intimado à prestar exclarecimentos em audiência e ai se não tiver firmeza e fundamentado o que afirmou no laudo vai ficar muito feio pra ti.

Mas se acontecer perdoe-se, mude de campo de atuação ou aperfeiçoe-se etc… Menos de um ano como psicólogo e já tive que dar explicações no conselho, fui ameaçado, tive o consultório visitado por profissional charlatona de certa entidade que eu julgava séria! No entanto, atualmente mantenho diálogo com alguns dos mais ilústres advogados da cidade, juízes e promotores, fui convidado a fazer curso de direito várias vezes assim como fui muito elogiado no campo da Psicologia aplicada ao direito, ou seja, quando estiver por cima não gospe em quem está embaixo, pois, a vida é como uma roda gigante: uma hora estamos por cima e outra por baixo!

Lembre-se que nosso saber é no máximo do tamanho de uma partícula de poeira enquanto o conhecimento é como a tempestade de areia que anoitece o dia.

 

Relatório do Teste de Colúmbia – Escala de Maturidade Mental Colúmbia

por: Roberto Lazaro Silveira

Antes de apresentar o laudo gostaria de deixar uma orientação aos pais que consideram vantagem a criança estar em uma série “adiantada” em relação à idade cronológica e para isto costuma “conversar” com o professor e/ou diretor de escola utilizando-se de influência etc… para o filho “passar de ano”.

Existe a maturidade ou idade mental e este tipo de avaliação é muito importante para a adaptação da criança na turma, ou seja, uma criança tende a “pensar igual” ás demais da mesma idade, no entanto, é comum a preocupação sobre a criança estar somente em compania de outras mais velhas ou mais novas….

Dentre os vários motivos que podem causar este desencontro pode estar o cronologismo, ou seja, levar em conta somente a  idade cronológica gera o preconceito consistente em determinar que crianças de 10 anos de idade tem que andar com crianças de 10 anos. Concordo plenamente, no entanto, considerando a maturidade mental e consonância entre o grupo.

Uma crinaça de 15 anos na terceira série á vários anos significa, dentre muitos outros possíveis fatores, que a mesma pode não estar alfabetizada e necessita de cumprir com esta etapa para ingressar em uma série mais avançada até mesmo do que a terceira série.

Geralmente esta criança não frequenta as aulas – falta muito – e quando está em sala de aula a professora geralmente adota uma postura punitiva para com o mesmo que por não conseguir entender as aulas passa a “atrapalhar” – sinalizar que algo está errado com o ensino. Aprendizagem é uma via de mão dupla!

No caso de adolescentes que foram “empurrados” até o colegial sem ter a base necessária para aprender o conteúdo pertinente – operações básicas de matemática, análise sintática em português etc – é necessário contratar um profissional pedagogo competente para diagnósticas onde o adolescente “parou” e construir um cronograma de nivelamento.

Acredito que o vestibular em faculdades particulares atrapalha um pouco este procedimento, pois, é comum notícias de analfabetos sendo aprovados em vestibulares. Então o ciclo do empurra estende-se até o diploma de curso superior. Observe,

O ministério tomou essas medidas (exigir redação como requisito obrigatório para aprovação em vestibular)  em resposta a duas reportagens veiculadas no “Fantástico”, da Rede Globo, que mostraram que um semi-analfabeto, o padeiro Severino da Silva, foi aprovado nos vestibulares das universidades Estácio de Sá e Gama Filho, no Rio. O padeiro, que marcou apenas as alternativas A e B em todas as questões de múltipla escolha e deixou a redação em branco, foi aprovado em nono lugar para o curso de direito da Estácio de Sá. (Fonte: http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_noticias/cbn/id181201.htm)

A questão não é generalizar ou colocar em dúvida a qualidade do ensino em faculdades e universidades particulares e sim a capacidade de aprender dos alunos, pois, a exigência dos vestibulares não colabora devido ao fato de o fator financeiro ser eliminatório, ou seja, um pessoa que estudou a vida toda e possui uma boa base, no entanto, não ingressou na USP por 10 colocações passaria com absoluta  certeza entre os primeiros lugares em uma universidade particular.

Pense nisto: Tal aluno foi aprovado em primeiro lugar, no entanto, não passou na prova eliminatório financeira. Como exemplo podemos notar as mensalidades dos  cursos de medicina – R$ 3.000,00 (três mil reais em média). Então podemos pensar também nisto: um playboy filho de papai que sempre às márgens da lei e estudante de colégios particular pague-passe irá ser gratificado com o diploma de médico (daqueles que esquece a tesoura costurada dentro do paciente no SUS por ter tomado morfina).  Enquanto o outro de atitudes desejáveis pela sociedade é punido por ser pobre, no entanto, consegue ser enfermeiro, mas, tem que obedecer o playboy no plantão.

Os vídeos abaixo comprovam o material cirúrgico esquecido, no entanto, não sabemos onde formou-se os médicos envolvidos, mas, sabemos  que se fossem postados os vídeos de sucessos médicos não caberia neste site. O que não justifica este tipo de erro médico.

“Quanto menos as pessoas conseguem governar-se mais querem governar os outros”. Ato Médico. Obs: Nem todo médico formado em particular é ruim e vice-versa, o que temos de comprovado são fatos que indicam uma reflexão mais aprofundada ao assunto dinheiro x potencial humano: o que vale mais para a sociedade?

Então fica a orientação aos pais: aproximem-se dos seus filhos. Vocês devem adotá-los antes que os traficantes cheguem primeiro tonando ainda mais difícil o ensino devido aos efeitos das drogas. A vaidade somada à pressa por passar de ano poderá resultar em prejuízo à real capacidade de colaboração para a sociedade contida na juventude brasileira.

Agora sim, segue o modelo de laudo abaixo. Espero que seja aperfeiçoado, melhorado, melhor elaborado, que fique muito melhor do que este modelo quando o colega for formular este tipo de documento psicológico. Peço que colaborem através de comentários.

LAUDO PSICOLÓGICO

Identificação
Psicólogo : Roberto Lazaro Silveira – CRP/SP 113.682
Solicitante : Colégio Vida Boa
Assunto : Avaliação de maturidade mental

Descrição da Demanda
A criança Fulana Beltrana, estudante do colégio Vida Boa na cidade de Igarapava/SP, pretende cursar o primeiro ano do ensino fundamental, no entanto, sua idade cronológica de 5 (cinco) anos e 3 (três) meses não está compatível segundo as leis do Ministério da Educação.

Para tornar possível à criança cursar a série em questão torna-se necessário está avaliação psicológica com a finalidade de elucidar a idade mental da criança e por conseqüência revelar se a mesma possui condições para matricular-se na série pretendida.

Procedimento
A criança foi submetida á avaliação psicológica através da Escala de Maturidade Mental Colúmbia, um teste individual de fácil aplicação, que fornece uma estimativa da capacidade de raciocínio geral de crianças com idade entre 3 (três) anos e 6 (seis) meses e 9 (nove) anos e 11 (onze) meses.

Análise
Fulana Beltrana obteve um desempenho indicativo, segundo dados estatísticos, que dentre as crianças da mesma faixa de idade, somente 1 (uma) em cada 10 (dez) apresentam a mesma capacidade.

De acordo com o resultado obtido foi indicado a idade mental compatível com crianças de 6 (seis) anos e meio até 6 (seis) anos e 11 (onze) meses de idade.

Conclusão
De acordo com os dados obtidos na avaliação psicológica através da Escala de Maturidade Mental Colúmbia, a criança avaliada possui idade mental compatível com a idade exigida para cursar a série pretendida.

Porto Velho, 20 fev. 2050.

ROBERTO LAZARO SILVEIRA
Psicólogo – CRP/SP 113.682

Antes da aplicação do teste houve um entrevista com o pai da criança o qual informou que a professora elogiou a condição de aprender da criança em relação às outras, a criança relaciona-se de forma desejável com as demais da mesma série de ensino, então o teste psicológico confirmou que existe maturidade suficiente para seguir na série pretendida. Esta avaliação é multidisciplinar e envolve o diagnóstico pedagógico que é feito na própria instituição de ensino onde a criança está matriculada.

Obs: Laudo e Relatório são sinônimos e classificados identicamente pelo Conselho Federal de Psicologia.

 

Modelo de Laudo Psicológico / Relatório Psicológico

por: Roberto Lazaro Silveira

Supervisão online psicologo – laudo psicológico – casos psicológicos – psicólogo

Você é um profissional de área e gostaria que supervisione seu laudo? Fale comigo através do número (16) 99311.0888.

O relatório psicológico deve conter, no mínimo, 5 (cinco) itens:

  1. Identificação
  2. Descrição da demanda
  3. Procedimento
  4. Análise
  5. Conclusão

MODELO DE LAUDO / RELATÓRIO PSICOLÓGICO

Modelo 1

1. Identificação

Autor: Fulano de Tal – CRP/SP 00.XXX.
Interessado: Colégio Maria das Dores Agudas.
Assunto: Apoio para Medida Disciplinar.

2. Descrição da Demanda

Em decorrência de dificuldade de adaptação às regras e normas escolares de déficit de atenção, falta de estímulo, reprovações subsequentes, falta de socialização, atitudes suicidas impulsivas, excessiva agressividade, acusações de furtos e danos materiais a patrimônio da escola e de professores, bem como experiência de expulsão em várias escolas, o adolescente (Nome do adolescente) foi submetido à avaliação psicológica como condição necessária à sua permanência na atual escola onde estuda. A família tem total conhecimento do comportamento do adolescente, afirmando que desde pequeno o mesmo apresentava dificuldade no seu desenvolvimento social. Gostava de ficar isolado, de quebrar seus brinquedos e atear fogo em objetos. Não conseguia se envolver emocionalmente com os membros da família, parecendo distante de todos. Ainda em relação à família, particularmente em relação aos genitores, detectou-se na figura paterna dificuldades de se impor, tendo o mesmo história de dependência alcóolica. Na figura materna, observou-se uma excessiva autoridade, bem como comportamento ambivalentes nos métodos disciplinares utilizados com o filho, ora se mostrando indiferente, negligenciando nas condições essenciais de desenvolvimento, ora abusando do seu poder, com castigos físicos exagerados, ficando evidenciado o caráter conflituoso na interação familiar.

3. Procedimento

Forem realizados entrevistas e aplicação de testes psicológicos em 4 encontros de 1 (uma) hora de duração em dias alternados.

4. Análise

Nas primeiras sessões de avaliação, o examinado demonstrou excessiva tensão, irritabilidade, agitação, ansiedade, auto estima negativa, pensamento auto destrutivo e revolta em relação à sua mãe. Passado o período de comprometimento emocional, procedeu-se à aplicação dos testes buscando a investigação dos campos de percepção familiar, personalidade, inteligência e memória. No teste de percepção familiar, demonstrou desarmonia familiar, insegurança, introversão e sentimento de inferioridade. Foi observado distanciamento entre os familiares, rejeição ou desvalorização dos membros. No interrogatório, os conteúdos apresentados demonstraram bastante desinteresse pela vida. A avaliação de personalidade foi realizada através da observação e da aplicação dos Testes (A – percepção Temática (T A T), Rorschach e Casa, Árvore, Pessoa (HTP). Observou-se total conhecimento da realidade vivida por ele. Os principais traços encontrados foram: introversão, imaturidade, auto-estima negativa, egocentrismo, ambivalência de comportamento, oscilação de humor, insegurança, agressividade, falta de objetivos e interesse, excessiva fantasia, fixação por objetos, insatisfação com as normas e regras sociais, imprudência, satisfação com as situações de perigo, gosto pela velocidade, forte tendência piromaníaca e bastante capacidade para planejar ações. Quanto à avaliação da inteligência, os resultados obtidos através do R-1 e do Raven demonstraram boa capacidade intelectual, colocando-se acima da média para sua escolaridade e idade. Porém, em relação à memorização, verificou-se dificuldades no campo da memória auditiva e visual, classificando-se em categoria inferior ao esperado.

 


CLIQUE AQUI PRA VER BLUSAS FEMININAS ELEGANTES!

5. Conclusão

Através dos dados analisados no psicodiagnóstico não foram verificados indícios de Deficiência Mental, porém, dificuldades de ordem social e afetiva, piromania, fixação por objetos, obsessão, pensamento auto-destrutivo e oscilação de humor. Diagnóstico: O paciente apresenta transtorno de personalidade anti-social, CID-10: F60.2 + F91.3. Encaminhamentos: Encaminhado para tratamento psicoterápico e acompanhamento psiquiátrico.

Fonte: Resolução CFP 007/2003

 

Laudo / Relatório Psicológico ou Pericial – Sinônimos

por: Roberto Lazaro Silveira

A palavra laudo é originária do idioma latino, do genitivo laud-is e significa originalmente mérito, valor, glória. É um documento conciso, minucioso e abrangente, que busca relatar, analisar e integrar os dados colhidos no processo de avaliação psicológica tendo como objetivo apresentar diagnóstico e/ou prognóstico, para subsidiar ações, decisões ou encaminhamentos.

Na sua estrutura básica, o laudo psicológico contém os seguintes itens:

  1. Identificação
  2. Descrição da demanda
  3. Métodos e técnicas utilizadas
  4. Conclusão

1. Identificação: Refere-se à descrição dos dados básicos do avaliado, como nome, data de nascimento, idade, escolaridade, filiação, profissão etc.

2. Descrição da demanda: Nesse item, o psicólogo apresenta as informações referentes a motivos, queixas ou problemáticas apresentadas, esclarecendo quais ações, decisões ou encaminhamentos o Laudo deverá subsidiar.

3. Métodos e técnicas utilizadas: Refere-se à descrição dos recursos utilizados e dos resultados obtidos.

4. Conclusão: Destina-se a apresentar uma síntese do diagnóstico e/ou prognóstico da avaliação realizada e/ou encaminhamentos, necessariamente relacionados à demanda.


Clique aqui para acessar modelos de Laudos Psicológicos.

Fonte: Resolução CFP 007/2003