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Toda violência é psicológica na origem e no destino

por: Roberto Lazaro Silveira

“Quando se fala de violência, geralmente se faz alusão à violência física, por ser esta a expressão mais evidente da agressão corporal. Outras formas como a violência econômica, racial, religiosa, sexual, etc., em algumas ocasiões podem atuar ocultando seu caráter, desembocando, definitivamente, no avacalhamento da intenção e a liberdade humanas. Quando estas se evidenciam, se exercem também por coação física” (Silo, Obras Completas, Volume II, “Dicionário do Novo Humanismo”).

Violência é uma só que podemos classificar e partem do que podemos chamar de aparelho psiquico. A violência é uma expressão arquetípica, ou seja, se repete desde os primórdios até o presente dia assim como pode ser reconhecida mesmo quando vista entre pessoas de um idioma diferente do nosso.

Pense nisto: Um japonês após vir o filho derramando café em sua roupa dá-lhe uma bronca. Através das expressões fáciais, tonalidade da voz e sopapos, sabemos que está havendo uma certa violência, mesmo não entendendo nadinha do idioma que estão falando.

E ficamos pensando, às vezes: coitadinho do japinha! com um pai desses irá crescer revoltado, ou melhor, vai ficar traumatizado – de psicólogo e louco todo mundo tem um pouco! Vamos imaginar que o pai do japinha está repetindo o que o avô do japinha fazia. Então ele aprendeu assim e estes padrões se repetem de geração a geração.

Então a violência, ilustrada acima, pode ter partido de um completo psicológico para gerar outro complexo psicológico no sentido entrópico da coisa. Violência psicológica na origem e no destino.

Tanto as agressões físicas quanto verbais foram desencadeadas por nosso psiquismo seja com “forças” do inconsciente, pré-consciente ou consciente e terão efeitos psicológicos – as feridas cicatrizam, mas, o medo agora é de água fria também, ou seja, quem nunca ouviu que gato escaldado com água quente tem medo de água fria… então agora que leu se não havia ouvido, não me venha falar em violência física apenas, pois, até um animal dito irracional é afetado em seu “psicológico”.

E violência gera violência quem avisa amigo é! Mas tem aquela violência psicológica mesmo!… e tal… Impossível, pois, nenhuma violência é apenas psicológica. Podemos classificá-la não é? Dizem que quando os pais dizem que os filhos não prestam e que são vagabundos ou ameaçam matá-los é violência psicológica. Está certo porque como vimos acima toda violência é psicológica também.

Então podemos notar que essa violência partiu do “psicológico” (o pai está repetindo um padrão de comportamento, mas, agora as leis estão mais rígidas e a punição assim como a informação podem melhorar as coisas) dos pais e acertou o psicológico do filho utilizando as palavras como meio, logo, vamos dizer que é uma violência verbal ao “psicológico” da pessoa.

Vamos lembrar que psicológico é derivado de psiquê, que por sua vez significa alma, sendo o local onde recebemos as mais variadas formas de violência contida em outras almas ou até mesmo em seres desalmados, como é dito aos mais violêntos…

Logo podemos notar que as classificações para violência servem apenas para indicar o meio pelo qual o “psicológico” foi afetado: racismo, economicismo, machismo, feminismo, religiosismo, partidarismo, sexualismo… Que geram: Violência Escolar; Violência Doméstica; Violência no Trânsito; Violência contra Crianças… Que transferem-se de um psiquismo para outro através das balas, espadas, palavrões, ameaças, assédio, pedradas… No final das contas a violência fica gravada na alma (no “psicológico” da pessoa).


“(…) A violência penetrou em todos os aspectos da vida: se manifesta constante e cotidianamente na economia (exploração do homem pelo homem, coação do Estado, dependência material, discriminação do trabalho da mulher, trabalho infantil, imposições injustas, etc.), na política (o domínio de um ou vários partidos, o poder do chefe, o totalitarismo, a exclusão dos cidadãos na tomada de decisões, a guerra, a revolução, a luta armada pelo poder, etc.), na ideologia (implantação de critérios oficiais, proibição do livre pensamento, subordinação dos meios de comunicação, manipulação da opinião pública, propaganda de conceitos de fundo violento e discriminador que resultam cômodos à elite governante, etc.), na religião (submissão dos interesses do indivíduo aos requerimentos clericais, controle severo do pensamento, proibição de outras crenças e perseguição de hereges), na família (exploração da mulher, ditado sobre os filhos, etc.), no ensino (autoritarismos de professores, castigos corporais, proibição de programas livres de ensino, etc.), no exército (voluntarismo de chefes, obediência irreflexiva de soldados, castigos, etc.), na cultura (censura, exclusão de correntes inovadoras, proibição de editar obras, ditados da burocracia, etc.,)(…).”((Silo, Obras Completas, Volume II, “Dicionário do Novo Humanismo”).

 

Lista Nacional das Doenças de Notificação Compulsória foi ampliada – Violência Doméstica e Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho foram incluídos

por: Roberto Lazaro Silveira

Seis novas doenças foram incluídas, entre elas a esquistossomose, os acidentes com animais peçonhentos, a sífilis adquirida, Violência Doméstica e Acidentes no Trabalho.

Para os psicólogos é interessante notar que Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho está incluso na Lista de Notificação Compulsória em Unidades Sentinelas LNCS e Violência doméstica, sexual e/ou outras violências – incluindo psicológicas – consta na Lista de Notificação Compulsória – LNC.

O Ministério da Saúde ampliou a Lista de Doenças de Notificação Compulsória incluindo mais seis doenças, agravos e eventos de importância para a saúde pública entre as que devem ser notificadas quando houver suspeita e confirmação.

De acordo com a Portaria 2472, publicada em primeiro de novembro de 2010 no Diário Oficial da União, a lista inclui acidentes com animais peçonhentos, como cobras, escorpiões e aranhas; atendimento antirrábico decorrente de ataques de cães, gatos e morcegos; esquistossomose; intoxicações exógenas por substâncias químicas, incluindo agrotóxicos e metais pesados; sífilis adquirida; e Síndrome do Corrimento Uretral Masculino.

Agora são 44 (quarenta e quatro) o número de agravos, doenças, e eventos de importância para a saúde pública de abrangência nacional que devem ser informadas pelas autoridades sanitárias nos municípios e estados ao Sistema Nacional de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). A nova portaria segue recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI), de 2005.

A referida portaria de janeiro de 2011 também proporciona a definição de termos estabelecidos pelo RSI em relação às doenças, agravos e eventos graves em saúde pública. De acordo com o documento, Doença “significa uma enfermidade ou estado clínico, independentemente de origem ou fonte, que represente ou possa representar um dano significativo para os seres humanos”. Quanto ao Agravo, este é “qualquer dano à integralidade física, mental e social dos indivíduos provocado por circunstâncias nocivas, como acidentes, intoxicações, abuso de drogas, e lesões auto ou heteroinfligidas”.

A portaria define: Evento em saúde, Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) e Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). Além disso, a 2472 estabelece fluxos, critérios para as notificações, responsabilidades e atribuições dos profissionais e serviços de saúde.

Clique aqui para acessar o documento.

As doenças listadas abaixo foram definidas como de notificação obrigatória à Secretaria de Vigilância em Saúde através do Sinan que é alimentado, principalmente, pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória (Portaria GM/MS Nº 104, DE 25 DE JANEIRO DE 2011), mas é facultado a estados e municípios incluir outros problemas de saúde importantes em sua região, como varicela no estado de Minas Gerais ou difilobotríase no município de São Paulo.

Sua utilização efetiva permite a realização do diagnóstico dinâmico da ocorrência de um evento na população; podendo fornecer subsídios para explicações causais dos agravos de notificação compulsória, além de vir a indicar riscos aos quais as pessoas estão sujeitas, contribuindo assim, para a identificação da realidade epidemiológica de determinada área geográfica.

O seu uso sistemático, de forma descentralizada, contribui para a democratização da informação, permitindo que todos os profissionais de saúde tenham acesso à informação e as tornem disponíveis para a comunidade. É, portanto, um instrumento relevante para auxiliar o planejamento da saúde, definir prioridades de intervenção, além de permitir que seja avaliado o impacto das intervenções.

Esta página tem como objetivo propiciar a análise qualidade da base de dados do Sinan e o cálculo de indicadores pelas equipes estaduais, regionais e municipais, atividade essa imprescindível para que os dados possam efetivamente subsidiar análises epidemiológicas e a tomada de decisão.

Esta avaliação poderá ser feita pelo acompanhamento da oportunidade do encerramento das investigações, da completitude dos campos essenciais das fichas de notificação e investigação, dos indicadores epidemiológicos definidos pelas áreas técnicas do Ministério da Saúde, da regularidade do envio de lotes do Sinan ao Ministério da Saúde e da tabulação de dados do Sinan por meio do TabNet.

Funcionamento – O Sinan pode ser operacionalizado no nível administrativo mais periférico, ou seja, nas unidades de saúde, seguindo a orientação de descentralização do SUS. A maioria das notificações é digitada nas Secretarias municipais de saúde. Se o município não dispõe de computadores, os dados são incluídos no sistema nas regionais de Saúde.

A Ficha Individual de Notificação (FIN) é preenchida pelas unidades assistenciais para cada paciente quando da suspeita da ocorrência de problema de saúde de notificação compulsória ou de interesse nacional, estadual ou municipal. Esse instrumento deve ser encaminhado aos serviços responsáveis pela informação e/ou vigilãncia epidemiológica das Secretarias Municipais, que devem repassar semanalmente os arquivos em meio magnético para as Secretarias Estaduais de Saúde (SES). A comunicação das SES com a SVS deverá ocorrer quinzenalmente, de acordo com o cronograma definido pela SVS no início de cada ano.

Caso não ocorra nenhuma suspeita de doença, as unidades de saúde precisam preencher o formulário de notificação negativa, que tem os mesmos prazos de entrega. Essa é uma estratégia criada para demonstrar que os profissionais e o sistema de vigilãncia da área estão alertas para a ocorrência de tais eventos e evitar a subnotificação. Caso os municípios não alimentem o banco de dados do Sinan, por dois meses consecutivos, são suspensos os recursos do Piso de Assistência Básica – PAB, conforme Portaria N.º 1882/GM de 16/12/1997.

Além da Ficha Individual de Notificação (FIN), e da Notificação Negativa, o Sistema ainda disponibiliza a Ficha Individual de Investigação (FII), que é um roteiro de investigação, que possibilita a identificação da fonte de infecção, os mecanismos de transmissão da doença e a confirmação ou descarte da suspeita. Ainda são utilizados para a coleta de dados a Planilha de surtos e os Boletins de acompanhamento de casos de Hanseníase e Tuberculose.

Portaria GM/MS Nº 201, DE 3 DE NOVEMBRO DE 2010 Parâmetros para monitoramento da regularidade na alimentação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), para fins de manutenção do repasse de recursos do Componente de Vigilância e Promoção da Saúde do Bloco de Vigilância em Saúde.

Portaria GM/MS Nº 3252 DE 22 DE DEZEMBRO DE 2010 Aprova as diretrizes para execução e financiamento das ações de Vigilância em Saúde pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios e dá outras providências.

Lista Desatualizada:
I. Botulismo
II. Carbúnculo ou Antraz
III. Cólera
IV. Coqueluche
V. Dengue
VI. Difteria
VII. Doença de Creutzfeldt – Jacob
VIII. Doenças de Chagas (casos agudos)
IX. Doença Meningocócica e outras Meningites
X.Esquistossomose (em área não endêmica)
XI. Eventos Adversos Pós-Vacinação
XII.Febre Amarela
XIII. Febre do Nilo Ocidental
XIV. Febre Maculosa
XV. Febre Tifóide
XVI. Hanseníase
XVII. Hantavirose
XVIII. Hepatites Virais
XIX. Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana – HIV em gestantes e crianças expostas ao risco de transmissão vertical
XX. Influenza humana por novo subtipo (pandêmico)
XXI. Leishmaniose Tegumentar Americana
XXII. Leishmaniose Visceral
XXIII.Leptospirose
XXIV. Malária
XXV. Meningite por Haemophilus influenzae
XXVI. Peste
XXVII.Poliomielite
XXVIII.Paralisia Flácida Aguda
XXIX.Raiva Humana
XXX.Rubéola
XXXI.Síndrome da Rubéola Congênita
XXXII. Sarampo
XXXIII. Sífilis Congênita
XXXIV. Sífilis em gestante
XXXV. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS
XXXVI. Síndrome Febril Íctero-hemorrágica Aguda
XXXVII. Síndrome Respiratória Aguda Grave
XXXVIII. Tétano
XXXIX. Tularemia
XL. Tuberculose
XLI. Varíola

As doenças acima relacionadas foram definidas pela portaria Nº 5, de 21 de fevereiro de 2006. Atualmente foram ampliadas pela Portaria GM/MS Nº 104, DE 25 DE JANEIRO DE 2011.

LISTAS ATUALIZADAS

Lista de Notificação Compulsória – LNC
1. Acidentes por animais peçonhentos;
2. Atendimento antirrábico;
3. Botulismo;
4. Carbúnculo ou Antraz;
5. Cólera;
6. Coqueluche;
7. Dengue;
8. Difteria;
9. Doença de Creutzfeldt-Jakob;
10. Doença Meningocócica e outras Meningites;
11. Doenças de Chagas Aguda;
12. Esquistossomose;
13. Eventos Adversos Pós-Vacinação;
14. Febre Amarela;
15. Febre do Nilo Ocidental;
16. Febre Maculosa;
17. Febre Tifóide;
18. Hanseníase;
19. Hantavirose;
20. Hepatites Virais;
21. Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana -HIV em gestantes e crianças expostas ao risco de transmissão vertical;
22. Influenza humana por novo subtipo;
23. Intoxicações Exógenas (por substâncias químicas, incluindo agrotóxicos, gases tóxicos e metais pesados);
24. Leishmaniose Tegumentar Americana;
25. Leishmaniose Visceral;
26. Leptospirose;
27. Malária;
28. Paralisia Flácida Aguda;
29. Peste;
30. Poliomielite;
31. Raiva Humana;
32. Rubéola;
33. Sarampo;
34. Sífilis Adquirida;
35. Sífilis Congênita;
36. Sífilis em Gestante;
37. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS;
38. Síndrome da Rubéola Congênita;
39. Síndrome do Corrimento Uretral Masculino;
40. Síndrome Respiratória Aguda Grave associada ao Coronavírus (SARS-CoV);
41. Tétano;
42. Tuberculose;
43. Tularemia;
44. Varíola; e
45. Violência doméstica, sexual e/ou outras violências.

Lista de Notificação Compulsória Imediata – LNCI

I – Caso suspeito ou confirmado de:
1. Botulismo;
2. Carbúnculo ou Antraz;
3. Cólera;
4. Dengue nas seguintes situações:
- Dengue com complicações (DCC),
- Síndrome do Choque da Dengue (SCD),
- Febre Hemorrágica da Dengue (FHD),
- Óbito por Dengue
- Dengue pelo sorotipo DENV 4 nos estados sem transmissão endêmica desse sorotipo;
5. Doença de Chagas Aguda;
6. Doença conhecida sem circulação ou com circulação esporádica no território nacional que não constam no Anexo I desta Portaria, como: Rocio, Mayaro, Oropouche, Saint Louis, Ilhéus, Mormo, Encefalites Eqüinas do Leste, Oeste e Venezuelana, Chikungunya, Encefalite Japonesa, entre outras;
7. Febre Amarela;
8. Febre do Nilo Ocidental;
9. Hantavirose;
10. Influenza humana por novo subtipo;
11. Peste;
12. Poliomielite;
13. Raiva Humana;
14. Sarampo;
15. Rubéola;
16. Síndrome Respiratória Aguda Grave associada ao Coronavírus (SARS-CoV);
17. Varíola;
18. Tularemia; e
19. Síndrome de Rubéola Congênita (SRC).
II – Surto ou agregação de casos ou óbitos por:
1. Difteria;
2. Doença Meningocócica;
3. Doença Transmitida por Alimentos (DTA) em embarcações ou aeronaves;
4. Influenza Humana;
5. Meningites Virais;
6. Outros eventos de potencial relevância em saúde pública, após a avaliação de risco de acordo com o Anexo II do RSI 2005, destacando-se:
a. Alteração no padrão epidemiológico de doença conhecida, independente de constar no Anexo I desta Portaria;
b. Doença de origem desconhecida;
c. Exposição a contaminantes químicos;
d. Exposição à água para consumo humano fora dos padrões preconizados pela SVS;
e. Exposição ao ar contaminado, fora dos padrões preconizados pela Resolução do CONAMA;
f. Acidentes envolvendo radiações ionizantes e não ionizantes por fontes não controladas, por fontes utilizadas nas atividades industriais ou médicas e acidentes de transporte com produtos radioativos da classe 7 da ONU.
g. Desastres de origem natural ou antropogênica quando houver desalojados ou desabrigados;
h. Desastres de origem natural ou antropogênica quando houver comprometimento da capacidade de funcionamento e infraestrutura das unidades de saúde locais em conseqüência evento.
III – Doença, morte ou evidência de animais com agente etiológico que podem acarretar a ocorrência de doenças em humanos, destaca-se entre outras classes de animais:
1. Primatas não humanos
2. Eqüinos
3. Aves
4. Morcegos
Raiva: Morcego morto sem causa definida ou encontrado em situação não usual, tais como: vôos diurnos, atividade alimentar diurna, incoordenação de movimentos, agressividade, contrações musculares, paralisias, encontrado durante o dia no chão ou em paredes.
5. Canídeos
Raiva: canídeos domésticos ou silvestres que apresentaram doença com sintomatologia neurológica e evoluíram para morte num período de até 10 dias ou confirmado laboratorialmente para raiva. Leishmaniose visceral: primeiro registro de canídeo doméstico em área indene, confirmado por meio da identificação laboratorial da espécie Leishmania chagasi.
6. Roedores silvestres
Peste: Roedores silvestres mortos em áreas de focos naturais de peste.

Lista de Notificação Compulsória em Unidades Sentinelas LNCS

1. Acidente com exposição a material biológico relacionado ao trabalho;
2. Acidente de trabalho com mutilações;
3. Acidente de trabalho em crianças e adolescentes;
4. Acidente de trabalho fatal;
5. Câncer Relacionado ao Trabalho;
6. Dermatoses ocupacionais;
7. Distúrbios Ostemusculares Relacionados ao Trabalho (DORT)
8. Influenza humana;
9. Perda Auditiva Induzida por Ruído – PAIR relacionada ao trabalho;
10. Pneumoconioses relacionadas ao trabalho;
11. Pneumonias;
12. Rotavírus;
13. oxoplasmose adquirida na gestação e congênita; e
14. Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho.

 

Por que os músicos morrem cedo?

por: Roberto Lazaro Silveira

Gostaria de apresentar para vocês um texto de um amigo terapêuta holístico: José Joacir dos Santos. Trata-se de um ponto de vista de um Terapêuta Holístico e Mestre nas artes orientais. Para ler outros textos do mesmo autor clique aqui.

“Quando eu era adolescente, nos anos setenta, já tinha coleção de discos de vinil e me gabava de dizer que era fã do guitarrista Jimmy Hendrix. Escutava Chopin quando chovia e Beetoven nos domingos de sol forte. Claro que meus colegas de escola me chamavam de esnobe e eu gostava.

Naquela época, na Paraíba, sem televisão, pouca gente podia se dar ao luxo de ter em casa revistas do Sul do país – Cruzeiro e Manchete – que só falavam dos Estados Unidos e dos ídolos do rock. Embarcava nessa leitura, achando que o mundo era assim e por uma questão de tempo todos seríamos norte-americanos.

Mergulhei no aprendizado do inglês, e não demorei a descobrir que meu herói guitarrista era um excelente músico mas um desastre de pessoa, envolvido com todo tipo de droga, um antisocial por natureza. Além disso, o rock pauleira que escutava só falava em droga e porcaria. Incitava a uma agressividade e a uma rebeldia que não sentia nas minhas veias, embora adolescentes.

Claro que os EUA viviam, naquela época, o inferno da guerra do Vietnã e da propaganda da “guerra fria”, mas, e daí? O que isso tinha a ver comigo? O legado deixado pelos ídolos da minha adolescência foi um desastre e muita gente ainda embarca nele hoje: se enfeita como árvore de Natal, repetindo os comandos das gangues e suas tatuagens, piercings, etc.

Foi duro perceber que Jimmy Hendrix não casava com a vida pacata e sadia, muito menos com os meus projetos de uma vida melhor e feliz. Ele logo morreu, drogado. Assim, parei de ser o macaquinho de imitação que as revistas vendiam como sendo a moda a seguir – mas a imprensa brasileira ainda não parou de vender imagens falsas e irreais de fora do Brasil, assim como de denegrir o sentimento herdado de Tupã e de seu povo nú.

Como compreender que a música cura se a grande maioria dos músicos morre cedo, entra no desfiladeiro sem retorno das drogas, da Aids, tem ataques cardíacos, são desorganizados, as vezes desastrados e não consegue pôr os pés no chão? Simples: música provoca efeitos físicos. Se a música afeta profundamente quem a escuta, imagine o que não acontece com quem a executa! Cada instrumento tem uma afinidade e essa afinidade afeta os órgãos físicos, a mente e a estrutura espiritual de cada pessoa, tanto para a saúde quanto para a doença.

O som repetitivo da guitarra, por longas horas, desafina os órgãos digestivos. A bateria tira a pessoa do chão, da vida real. Com que parece o som do violino? Os tibetanos sabem como provocar levitação tocando instrumentos rudimentares de metal, mas não ensinam ao ocidente. Tanto para a saúde quanto para a doença, a questão básica que envolve a música, o som, o tom, é a repetição, a duração e a qualidade dessa repetição.

Cada órgão físico, tecido, víscera, tipo de fluido vital e líquido tem sua própria sintonia, ritmo, tom. É como o nome próprio. Se na multidão alguém chama Joacir, vou olhar na direção daquele que reconheço como meu. Se houverem outros Joacir na mesma multidão, alguns vão olhar mas sem muita convicção, enquanto que outros nem olharão para trás.

Cada músico desenvolve a personalidade de acordo com o instrumento que a ele está ligado com frequência. Cada pessoa, independente de ser músico ou não, tem o seu tom, que vibra quando entra em sintonia com ele. Daí a importância de se tocar/ouvir instrumentos diferentes para variar a sintonia corporal sem desequilibrá-la. As vezes uma pessoa é chamada pelo nome em um lugar que só tem ela com aquele nome e ela pergunta: eu? Por quê? Porque ela não está afinada com o próprio ser – há emoções a serem trabalhadas.

O tom pode afinar ou desafinar tanto quem toca quando quem é a ele exposto. Antes de uma sessão de musicoterapia eu me “afino” com oração, diapasão, Reiki, floral. Mesmo assim, as vezes o suor corre, e eu tenho que me afinar imediatamente. Já falamos em outro texto que aquele tum-tum-tum eletrônico estoura o chácra básica e contribui para a diminuição dos fluidos e dos líquidos do corpo, como esperma e saliva. Pois bem, o que ocorre com os músicos profissionais é que eles estabelecem todo um meio-ambiente propício para esvair a essência vital e assim “apressar” a morte.

Noitadas em claro, fumo, álcool e alimentação desregrada contribuem para a queda da imunidade, da força vital, da beleza corpórea e do estabelecimento de buracos na aurea de qualquer pessoa. Pode observar que o cabelo começa a cair. Se em lugar do fumo entra a maconha, a velocidade é ainda maior. O músico começa ou a perder peso ou a engordar, dependo dos demais desequilíbrios físicos, mentais, emocionais e espirituais.

Quem não lembra do Raul Seixas, um gênio, que ficou quase cego, sem voz e muito magro antes de morrer? A maconha, assim como outras drogas, emagrece ou desenvolve a falsa obesidade (Tim Maia) – muitas vezes é só inchaço. Aparecem rugas imensas no rosto. A pele seca. Os líquidos secam. Todo o sistema linfático entra em colapso e o esperma não é gerado. O homem passa a ter impotência ou dificuldades de ereção e a mulher perde a fertilidade, os óvulos adoecem, secam e ela começa a ficar “fria”.

Dá também fraqueza nos joelhos, nos ossos e dores lombares. A febre da herpes torna-se uma companheira frequente. O começo da degeneração depende da genética de cada um. Os sintomas demoram mais a aparecer em alguns mas em outros são rápidos e profundos. Lembro da voz de Cássia Eller antes de gravar o primeiro disco… era linda!

Um gongo afinado e bem utilizado pode provocar a limpeza imediata de uma pessoa intoxicada com maconha, por exemplo. Numa sessão de cinco minutos a pessoa fica pálida, perdida, fria, cansada. Alguns choram, gritam, pedem para parar. Quando você pára, é preciso segurar a pessoa e fazê-la deitar porque ela está totalmente em choque (não sei que palavra melhor poderia colocar aqui). Se essa pessoa, durante o tratamento, for submetida ao mesmo tempo a exercícios físicos, sexo saudável, vegetais, frutas, luz solar e afeto, ela pode começar a “enjoar” a maconha, porque muda de frequência.

É fundamental trocar o tipo de música que ouve. Piano e sax fazem bem. O que vai ser extremamente necessário é que haja um apoio emocional firme e forte para essa pessoa porque a energia da maconha, assim como toda droga química ou vegetal, aprisiona o sistema celular, diminui e pode até paralizar o funcionamento do fígado, do baço e do pâncreas – algumas ervas chamadas “de poder” deixam o usuário verde, porque elas foram colocadas na natureza só para o uso dos xamãs, que têm um modo de vida especial – as entidades espirituais sugam as toxinas do fígado dos xamãs, porque faz parte do trato espiritual. Uma pessoa comum não tem esse “trato”. Aquela tremedeira que dá nos viciados de cocaína e ácidos é exatamente porque o sistema celular perde a sua estrutura, a química básica, cai a energia, perdem-se os fluidos vitais e líquidos renovadores – entidades espirituais sugam os viciados.

A pessoa começa a secar e a morrer – é uma questão de tempo. Quando começa a dar ruído nos ouvidos, é um péssimo sinal. É como um carro sem os óleo. A morte física pode durar anos mas o raciocínio lógico, a capacidade criativa e de se concentrar morrem rápido.Elas perdem o interesse pelas coisas da vida, procuram viver mais para a noite que para o dia, começam a gostar do escuro, do perigo, da maldade e da violência – e passam pelo esperma ou pelo óvulo, para as gerações futuras, a herança genética desequilibrada.

A pessoa mantém a casca, mas está ôca. Vi muitos clientes, nesse estágio, que tinham dificuldade de entender o que eu falava. O teste era fácil: Era só elevar o nível do vocabulário e eles se perdem porque o sistema não consegue raciocinar. Como todos somos diferentes, em mim, por exemplo, uma inocente barra de chocolate provoca irritação. Se eu fosse boxeador, era só comer uma barra de chocolate antes da luta. Clientes não viciados têm experiências eufóricas com gongos, riem e querem mais.

Diapasões afinam os chácras deles com facilidade. O músico, assim como qualquer pessoa, só morre cedo se ele se trancar em seu próprio mundo e esquecer de praticar uma maneira sadia de viver, conectada com o universo mais puro, longe dos copos de plástico e das farmácias de plantão. A musicoterapia é um excelente coadjuvante nos resgates do equilíbrio, seja ele de origem mental, emocional, física, espiritual ou todas essas coisas juntas.

Qualquer pessoa convalescente pode aprender a tocar um instrumento simples e com isso se desconectar dos ganchos emocionais que lhe fez adoecer. Buscar o caminho da musicoterapia para ajudar a alguém com uma doença crônica, terminal, mental ou a sair do vício pode um achado. Um instrumento musical, juntamente com as condições emocionais para ajudá-lo a compreender em que enrascada se meteu, seria o caminho ideal para famílias e amigos, que geralmente se afastam das pessoas doentes da família.

No caso de viciados, a primeira reação do pai é querer expulsar o filho de casa. É preciso ter em mente que todo viciado comeca a mentir, a chantagear, a roubar e a viver das imagens distorcidas que a droga cria no cérebro, como óleo de carro no asfalto. São capazes de chorar para a chantagem ficar mais bem feita. É uma situação muito difícil de lidar sem amparo profissional – e há uma enorme carência de pessoal especializado capaz de lidar com viciados em droga sem ter que drogá-los.

A chave do segredo do resgate está no caminho espiritual e no afeto. Em qualquer situação, a família precisa se unir, resgatar os seus valores morais, emocionais e espirituais para lidar com o problema. Muita conversa, demonstração de carinho e atenção ajuda muito.

Tive uma cliente com doze tumores de câncer que a imunidade dela aumentou quando ela foi para a terra natal dela e lá passava horas na praia ouvindo o som do mar, sozinha. Passei três dias intensos em um seminário de musicoterapia na Califórnia, com o que de mais expoente existe nessa área, e percebi entre eles um erro gravíssimo: a maioria pensa que a musicoterapia por sí basta.

Não é assim. Nada se basta. Se se bastasse, a vida na terra já seria perfeita, equilibrada, porque a história humana é a mesma, apenas variando de tempo e espaço. Cometemos os mesmos erros, com versões diferentes, pensando que a vida é uma linha reta. Um dos mestres da técnica vocal, presente no seminário acima referido, quando abre a boca o mundo se enche de tom. Fora do palco é uma pessoa indisciplinada, fala alto e é grosseiro. A esposa não larga o pé porque sabe que ele é incapaz de lembrar que tem um cartão de visitas.

Dizem que um grande cantor de ópera italiano da atualidade sofre de depressões profundas quando não está no palco. Por que será? Por que pára de ouvir os aplausos? Ou porque coloca no palco toda a essência da sua vida? O primeiro cliente que você deve tratar com musicoterapia é você.

Dê adeus a uma série de coisas que parece linda, maravilhosa e você se convence que é verdade: aquelas baladas tristes e pessimistas de “eu morro a cada vez que de vejo”, isto é, a música depressiva de solidão, angústia e sofrimento; a música computadorizada, que é como cebola de caixinha, não reproduz o cheiro original! É boa para dançar e é bom dançá-la uma vez ou outra; o problema das boates hoje em dia (ou de sempre?) é o volume, a fumaça, a bebida e as drogas, tudo junto no mesmo lugar.

As pessoas liberam energias emocionais desequilibradas e energia não fica sem moradia, invade o próximo corpo disponível. Sai de um corpo e entra em outro; aprender a ir para a cama cedo e acordar cedo; caminhar ao Sol; comer frutas frescas, castanhas, gengibre na carne, pequi; Dançar, fazer sexo intensamente com a pessoa que gosta e caminhar em lugares verdes, com água… Praticar um esporte; ter um animal de estimação, plantas para cuidar ou participar mais dos jogos dos filhos; diminuir ao extremo o uso de telefone e da internet. Rezar, cantar, meditar, fazer Reiki, tocar seu instrumento preferido em lugares silenciosos, como em um parque, por exemplo.

Cantar no banheiro, ouvir piano, saxofone, violino, harpa, tambor xamânico. Nadar é um excelente exercício para harmoniar os centros energéticos. A psicoterapia é essencial. Fumar atrapalha a percepção e os cinco sentidos. Você precisa libertar os monstros, que nem sabe que comanda, antes que eles lhe convençam que você é quem incomoda.

O musicoterapeuta precisa adquirir técnicas psicoterápicas, conhecer anatomia e desenvolver a intuição através de técnicas energéticas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, como Reiki, Yoga, Tai Chi, etc.”

(*) José Joacir dos Santos é Musicoterapeuta Oriental e membro da Sound Healing Association, EUA. Texto escrito em novembro de 2006, depois de ministrar um curso de Reiki. Clique Aqui para visitar o site do terapêuta Dr. José Joacir dos Santos!

 

Trabalho em Rede: Princípios da Intersetorialidade

por: Roberto Lazaro Silveira

É uma junta contendo as políticas públicas através do desenvolvimento de ações conjuntas destinadas a proteção, inclusão e promoção da família vítima do processo de exclusão social.

Ocorre para orientar as práticas de construção de redes municipais: ”até algumas décadas atrás, usávamos o termo rede na administração pública ou privada para designar uma cadeia de serviços similares, subordinados em geral a uma organização-mãe que exercia a gestão de forma centralizada e hierárquica” (GUARÁ et al. 1998, p. 12); “uma rede pode ser o resultado do processo de agregação de várias organizações afins em torno de um interesse comum, seja na prestação de serviços, seja na produção de bens. Neste caso, dizemos que as unidades operacionais independentes são ‘credenciadas’ e interdependentes com relação aos processos operacionais que compartilham.” (GONÇALVES apud GUARÁ et al. 1998, p. 13)

Pensar rede nesta perspectiva exige sintonia com a realidade local, com sua cultura de organização social, bem como uma sociedade civil forte e organizada, capaz de se fazer ativa e participativa diante da administração pública.
O termo rede sugere a idéia de articulação, conexão, vínculos, ações complementares, relações horizontais entre parceiros, interdependência de serviços para garantir a integralidade da atenção aos segmentos sociais vulnerabilizados ou em situação de risco social e pessoal.

Assim na área da criança e do adolescente entende-se rede como “conjunto integrado de instituições governamentais, não governamentais e informais, ações, informações, profissionais, serviços e programas que priorizem o atendimento integral à criança e adolescente na realidade local de forma descentralizada e participativa.”(HOFFMANN et al, 2000, p. 6). GUARÁ et al (1998, p. 18 – 32) classifica os tipos de redes que podem ser observadas no espaço local, como: a rede social espontânea; redes sócio – comunitárias; rede social movimentalista; redes setoriais públicas; e redes de serviços privados. Porém a esta classificação acrescenta-se duas outras que retratam com maior dinamicidade as possibilidades de articulação às já existentes, como as redes regionais e as redes intersetoriais*. Observe abaixo a classificação organizada por GUARA et ALL, veja,

ESPONTÂNEA: constituída pelo núcleo familiar, pela vizinhança, pela comunidade e pela Igreja. São consideradas as redes primárias, sustentadas em princípios como cooperação, afetividade e solidariedade.

REDES SÓCIO – COMUNITÁRIAS: constituída por agentes filantrópicos, organizações comunitárias, associações de bairros, entre outros que objetivam oferecer serviços assistenciais, organizar comunidades e grupos sociais.

REDE SOCIAL MOVIMENTALISTA: constituída por movimentos sociais de luta pela garantia dos direitos sociais (creche, saúde, educação, habitação, terra…). Caracteriza-se por defender a democracia e a participação popular.

REDES SETORIAIS PÚBLICAS: são aquelas que prestam serviços e programas sociais consagrados pelas políticas públicas como educação, saúde, assistência social, previdência social, habitação, cultura, lazer, etc.

REDES DE SERVIÇOS PRIVADOS: constituída por serviços especializados na área de educação, saúde, habitação, previdência, e outros que se destinam a atender aos que podem pagar por eles.

REDES REGIONAIS: constituídas pela articulação entre serviços em diversas áreas da política pública e entre municípios de uma mesma região.

REDES INTERSETORIAIS*: são aquelas que articulam o conjunto das organizações governamentais, não governamentais e informais, comunidades, profissionais, serviços, programas sociais, setor privado, bem como as redes setoriais, priorizando o atendimento integral às necessidades dos segmentos vulnerabilizados socialmente.

GUARÁ, et al Gestão Municipal dos serviços de atenção à criança e ao adolescente. São Paulo: IEE/PUC – SP; Brasília: SAS/MPAS,1998.

*Núcleo de Estudos da Família Criança e Adolescente da UEPG – Ponta Grossa/Pr Org: a autora Ano: 2001.

 

Atenção de alta complexidade à saúde

por: Roberto Lazaro Silveira

Conjunto de procedimentos que, no contexto do SUS, envolve alta tecnologia e alto custo, objetivando propiciar à população acesso a serviços qualificados, integrando-os aos demais níveis de atenção à saúde (atenção básica e de média complexidade).

As principais áreas que compõem a alta complexidade do SUS, e que estão organizadas em “redes”, são:

assistência ao paciente portador de doença renal crônica (por meio dos procedimentos de diálise);

assistência ao paciente oncológico;

cirurgia cardiovascular; cirurgia vascular;

cirurgia cardiovascular pediátrica;

procedimentos da cardiologia intervencionista;

procedimentos endovasculares extracardíacos;

laboratório de eletrofisiologia;

assistência em traumato-ortopedia;

procedimentos de neurocirurgia;

assistência em otologia;

cirurgia de implante coclear;

cirurgia das vias aéreas superiores e da região cervical;

cirurgia da calota craniana, da face e do sistema estomatognático;

procedimentos em fissuras lábio palatais;

reabilitação protética e funcional das doenças da calota craniana, da face e do sistema estomatognático;

procedimentos para a avaliação e tratamento dos transtornos respiratórios do sono;

assistência aos pacientes portadores de queimaduras;

assistência aos pacientes portadores de obesidade (cirurgia bariátrica);

cirurgia reprodutiva;

genética clínica;

terapia nutricional;

distrofia muscular progressiva;

osteogênese imperfecta;

fibrose cística e reprodução assistida.

Os procedimentos da alta complexidade encontram-se relacionados na tabela do SUS, em sua maioria no Sistema de Informação Hospitalar do SUS, e estão também no Sistema de Informações Ambulatorial em pequena quantidade, mas com impacto financeiro extremamente alto, como é o caso dos procedimentos de diálise, da quimioterapia, da radioterapia e da hemoterapia.

a saúde mental no contexto da saúde pública

alta complexidade

níveis de assistência e sua integração

 

Atenção de Média Complexidade à Saúde

por: Roberto Lazaro Silveira

É um dos três níveis de atenção à Saúde, considerados no âmbito do SUS. Compõe-se por ações e serviços que visam a atender aos principais problemas de saúde e agravos da população, cuja prática clínica demande disponibilidade de profissionais especializados e o uso de recursos tecnológicos de apoio diagnóstico e terapêutico.

A atenção média foi instituída pelo Decreto nº 4.726 de 2003, que aprovou a estrutura regimental do Ministério da Saúde. Suas atribuições estão descritas no Artigo 12 da proposta de regimento interno da Secretaria de Assistência à Saúde.

Os grupos que compõem os procedimentos de média complexidade do Sistema de Informações Ambulatoriais são os seguintes:

1) procedimentos especializados realizados por profissionais psicólogos, médicos, outros de nível superior e nível médio;

2) cirurgias ambulatoriais especializadas;

3) procedimentos traumato-ortopédicos;

4) ações especializadas em odontologia;

5) patologia clínica;

6) anatomopatologia e citopatologia;

7) radiodiagnóstico;

8) exames ultra-sonográficos;

9) diagnose;

10) fisioterapia;

11) terapias especializadas (psicoterapia);

12) próteses e órteses;

13) anestesia.

O gestor deve adotar critérios para a organização regionalizada das ações de média complexidade, considerando a necessidade de qualificação e especialização dos profissionais para o desenvolvimento das ações; os dados epidemiológicos e socio demográficos de seu município; a correspondência entre a prática clínica e capacidade resolutiva diagnóstica e terapêutica; a complexidade e o custo dos equipamentos; a abrangência recomendável para cada tipo de serviço; economias de escala e métodos e técnicas requeridas para a realização das ações.