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Bullying

por: Roberto Lazaro Silveira

http://www.youtube.com/watch?v=TC13UVHD9fA&feature=related

Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo. O termo bullying, traduzido do inglês para o português, significa tiranizando – um verbo no gerúndio.

Logo, devemos vencer este estrangerismo para não mascarar tanto um acontecimento corriqueiro, ou seja, que acontece diariamente apresentando-se com várias caras: Assédio Moral, Assédio Sexual, Trote Violênto em Calouros, Violência Doméstica – Um verdadeiro bicho de sete cabeças.

Então quem pratica a tirania é o tirano e este está presente em todas as esferas sociais. A mesma pessoa pode ser agressor e agredido – quem pode mais chora menos – Pense nisto: O dono da empreza descarrega toda a raiva no gerente e este nos gerenciados, por sua vez, os gerenciados descarregam em seus cachorros, filhos, esposas, sogra e mais quem puder menos… É um ciclo vicioso.

Agora podemos notar que a tirania ocorre de professor para aluno, aluno para aluno, patrão empregado, etc… Para identificar também não setá mais um bicho de sete cabeças. São as mais diversas grosserias que acontecem independentemente se é escola, trabalho, carnaval, trânsito…

É dever da escola, assim como de outras organizações, prevenir e combater a Tirania. Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que prejudiquem o próximo gera o dever de indenizar.

O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.

 

Janelas Modernas: Fofoqueiras Windows adotam as Janelas com vista para o Facebook, Twitter, etc.

por: Roberto Lazaro Silveira

Então vamos para o lado bibliográfico da coisa: Segundo Carlos Byingto, psiquiátra Junguiano, criador da Psicologia Byingtoniana que apresenta a Sombra e Persona Patológicas dentre outros conceitos modificados, a fofoca pode não ser boa coisa! “Os símbolos se expressam de forma inadequada por estarem indiscriminados. A fofoca, como meio de comunicação marginal e semi-sigilosa (segredo é o que se conta para uma pessoa de cada vez), é ideal para a comunicação sombria”.

Explicando a citação acima para os não Psicólogos ou que não conhecem a psicologia Junguiana e quanto menos Byitoniana: Os símbolos interagem com nossa realidade inconsciente, sendo assim possuem a parte profana, sombria no sentido de patológica o joio no meio do trigo.

Abaixo um trecho do capítulo que o Brilhante Carlos Byington dedicou à fofoca. Este trecho foi retirado do livro Estruturas da Personalidade – Persona e Sombra que ganhei do Gigante Carlos Byington, autografado pelo mesmo cara a cara comigo! Convido então para a leitura do trecho abaixo com pequenos comentários meus entre parênteses, boa leitura.

A fofoca, às vezes, contamina a atmosfera social com tanta sombra (patológica), que esta pode subitamente estourar em escândalos e invadir a consciência coleliva através da difamação e da calúnia.

A fofoca simboliza muito bem as vantagens e desvantagens da comunicação social. Por um lado, se não fosse por ela, muitos desses símbolos não seriam expressos e a psique individual e coletiva ficareia sem uma carga preciosa de energia diferenciadora.

Nesse sentido, a fofoca é um verdadeiro antídoto higiênico da persona defensiva e posuda, que varre o lixo para debaixo do tapete e arrisca apodrecer o edifício (a igreja, o colégio, o trabalho).

Só que, a fofoca, ao invés de levantar o tapete e varrer a sala, liga o ventilador com a ponta do tapeta levantada, enquanto a família está dormindo. No dia seguinte…

O fofoqueiro é, de um modo geral, um covarde e um manipulador. Quando fofocamos subtraímos ao ego a dignidade do relacionamento humano, pois a franqueza é uma das funções simbólicas mais corajosas e pujantes.

Saímos da luz do sol para conversarmos ao abrigo fedorento dos esgotos, que sujeitam o símbolo da mensagem, por mais pujante e necessária que seja para a vida psíquica, a veicular toda sordidez e imundície de que é capaz a alma.

Todos fofocamos pelo simples fato que todos temos sombra e os símbolos da sombra se expressam à sua maneira.

O oposto da fofoca é a comunicação direta, franca e corajosa que elabora e humaniza os símbolos, pois permite ao outro se colocar e elaborar na discriminação. Quanto isso acontece, a sombra se torna luz. Pena é que tantos não aquentam dar ou receber a verdade e, por isso, favorecem a continuação da fofoca e a propagação da sombra (patológica).

Simbolicamente, a fofoca se enraíza no inconsciente coletivo, na sombra do arquétipo do intermediador, tão bem expresso por Hermes, o guia das almas e deus do comércio (das transações) e por Exu no candomblé ioruba-nagô. Trata-se aqui da imagem mitológica da comunicação. Hermes é o mensageiro de Zeus; Exu, orixá das encruzilhadas, abre os trabalhos de comunicação e culto aos orixás.

Ora, o fenômeno da comunicação diz respeito à própria essência da elaboração simbólica que transforma energia inconsciente em consciente. Simbolicamente, podemos falar na transformação psicológica da escuridão na luz, equivalente ao crescimento da consciência individual e coletiva.

Mas, para isso, há que se mergulhar na escuridão, lá mesmo onde floresce o lótus e fedem os esgotos. Isso explica por que os deuses intermediadores ligam-se na marginalidade com o arquétipo do trickster, do bufão. Hermes começa a roubar logo depois de nascer. Exu, frustrado, é um aprontador pior que o saci endiabrado.
A sombra do intermediador é proporcional ao seu poder.

Ao indiscriminar sua função, Hermes pode soltar almas penadas entre nós ao invés de conduzi-las ao outro mundo. É o que faz o fofoqueiro muitas vezes, fato expresso, em grau extremo na magia negra, pelos feiticeiros que invocam as almas nos cemitérios para fazer o mal contra uma pessoa viva.

Cristo é também expressão do arquétipo de intermediador no dinamismo de alteridade, cuja sombra comentaremos adiante.

A sombra da confissão cristã desrespeitada pode se tornar diz-que-diz-que e fofoca. O mesmo acontece com o analista que abre o segredo de seus clientes. Colhido pela sombra, o sacerdote intermediador entre os abismos da alma a consciência se transforma num perigoso e desprezível alcoviteiro e fofoqueiro. Para comprar e/ou baixar grátis alguns textos do Carlos Byington visite o site: http://www.carlosbyington.com.br/home.html

 

Teoria dos Cinco Elementos: Ciclos de Controle e Produção e Sistemas de Órgão e Vísceras Associados.

por: Roberto Lazaro Silveira

GERAÇÃO: A madeira queima e produz Fogo e de suas cinzas surge a Terra, dentro da qual se condensa o Metal que elimina a Água, da qual brota Madeira. E o ciclo recomeça. Em outras palavras: Madeira nutre Fogo, que gera Terra, que nutre Metal, que gera Água que nutre Madeira.
CONTROLE: Água apaga fogo, que funde Metal, que corta Madeira, que esgota Terra, que consume Água, e assim novamente. Ou seja, Madeira inibe Terra, que inibe Água, que inibe Fogo, que inibe Metal, que inibe Madeira.

ELEMENTO MADEIRA: Tem como característica a Essência da Vida, o Crescimento, o Grupo, a Socialização das pessoas.

  • FÍGADO – É o centro do metabolismo. Ele coordena e determina o ritmo de atividade dos demais órgãos do corpo. É um órgão de eliminação de toxinas e resíduos em todos os níveis: físico, mental e psíquico. Pode acumular tensões provenientes de raiva e aborrecimentos.

O meridiano comanda as múltiplas funções do fígado, especialmente as relacionadas com o metabolismo, a sexualidade, a musculatura e a acuidade visual. Age sobre as dores no fígado e estômago. Atua nas moléstias da parte inferior do corpo.

  • VESÍCULA BILIAR – Comanda a função biliar total: sistema excretor e secretor, intra e extra-hepático; é um órgão de eliminação.

É denominado “o meridiano dos hipocondríacos”. É indicado no tratamento das doenças psicossomáticas; age sobre a coragem e o espírito de determinação, sobre as dores nos olhos, dificuldades de audição, tonturas, depressão, enxaquecas. Pode acumular disfunções provenientes de muita dúvida.

O elemento madeira está associado à direção ou ponto cardeal Leste, que, segundo a definição, é o ponto onde o sol nasce. O elemento do nascimento. Do ponto-de-vista dos ciclos produtivos, da natureza ou do Homem, é o momento de germinação, onde grãos, sementes, seres começam a brotar. É a primavera, primeira estação.

O fígado está ligado ao Yin e a vesícula biliar Yang. Aos mau homorados a antiga sabedoria popular diz: “Está ruim do fígado!”. Após consumir muita bebida alcólica a ressaca deixa a pessoa irritada, mau-humorada, deprimida, etc, pois, o fígado foi castigado e as emoções desse elemento são a raiva e a depressão. Entre as várias funções do órgão relacionadas pela medicina ocidental existem as funções de conhecimento milenar como a do equilíbrio emocional.

ELEMENTO FOGO: IMPERIAL – Caracteriza o calor psíquico e emoções superiores, a regência, a micro-associações de pessoas.

  • CORAÇÃO – Faz circular os produtos do metabolismo. Representa o centro do amor e segurança.

O meridiano comanda a função cardíaca. Age sobre a temperatura do corpo e uma parte do psiquismo: a coragem moral. Atua sobre a boca e garganta, dor ou frio no braço esquerdo.

  • INTESTINO DELGADO – Órgão de eliminação e de transformação da energia dos alimentos. Representam a libertação dos desperdícios.

O meridiano atua sobre o intestino delgado e sua função de absorção dos alimentos transformados no estômago. Relaciona-se à compreensão dos princípios superiores e à nutrição espiritual (separa o puro do impuro). Atua na surdez, olhos amarelados, dor no cotovelo, na nuca, inchação no rosto.

ELEMENTO FOGO: MINISTERIAL – Caracteriza-se pela energia de reserva para os demais meridianos, porta da vida é o “Embaixador da Felicidade e da Alegria”.

  • CIRCULAÇÃO-SEXO – Representa uma função reguladora da sexualidade e das secreções sexuais internas e externas; atua sobre o coração, a circulação e os órgãos sexuais.

Relaciona-se com a atividade parassimpática e com o transporte de hormônios, enzimas e produtos do metabolismo intermediário através da circulação sangüínea. Atua sobre axilas inchadas, cãibras, peito inchado, sensação geral de melancolia.

  • TRIPLO-AQUECEDOR – Representa uma função reguladora do equilíbrio térmico; é responsável pela produção do calor animal resultante da transformação energética dos alimentos.

Relaciona-se com a circulação e as seguintes etapas do processo metabólico:

  1. Respiração;
  2. Digestão: auxilia a digestão do Intestino Delgado e conduz os produtos do processo digestivo para os Pulmões;
  3. Sistema Genito-Urinário: responsável pela excreção dos detritos.

A sabedoria milenar oriental conhece o trajeto de energia do coração à língua. Jesus Cristo quando dizia que a boca fala do que o coração está cheio percebera também alguma ligação.

ELEMENTO TERRA: Caracteriza o desenvolvimento físico do corpo; o intelecto, a espiritualidade.

  • BAÇO-PÂNCREAS – Retém energia de reserva. É o órgão da resistência a mudanças.O meridiano atua sobre a função combinada dos órgãos: o baço regula o sangue e o pâncreas regula as reservas de glicogênio (depositado no fígado) através da secreção de insulina. Age sobre o desenvolvimento mental, moral e intelectual; sobre o sistema genital e seu psiquismo. Atua nos enjôos, soluços, indigestão, diarréia, indisposição geral. Age também nas moléstias da parte central do corpo.
  • ESTÔMAGO – Recebe alimentos e os prepara para o metabolismo. É a relação administrativa das idéias e dos pensamentos.

O meridiano atua sobre o estômago e o duodeno nas suas funções digestivas transformadoras do alimento; relaciona-se à digestão física, mental e psíquica (a habilidade de digerir a vida); atua nas dores de cabeça, calafrios e flatulência. Atua nas moléstias da parte frontal do tórax.

Está relacionado com a estabilização energética que antecede o movimento. Muito apropriadamente o elemento Terra é o da capacidade de concentração e de meditação, racionalização, reflexão, ou seja, “colocar os pés na terra”.

ELEMENTO METAL: Caracteriza os produtos da terra; o ar e a energia prânica, os valores pessoais relativos à riqueza.

  • PULMÃO – Recebe o oxigênio para o metabolismo; é um órgão de reserva de energia vital e da habilidade de aceitar a vida.

O meridiano atua sobre os pulmões e as vias respiratórias na sua função de absorção e eliminação de substâncias gasosas; estimulado, age sobre todas as deficiências respiratórias.

  • INTESTINO GROSSO – Expele o desnecessário para o metabolismo; órgão de eliminação afeta toda a eliminação através do corpo (pele, muco etc.). Eliminação de coisas velhas e não mais desnecessárias.

O meridiano atua sobre o intestino grosso e suas funções de absorção líquida e eliminação de resíduos pesados; atua nas moléstias da parte superior do corpo.

Sua direção Oeste nos aponta para um movimento descendente, crepuscular, onde o sol se põe e o dia vai cedendo lugar à noite. Daí a emoção melancolia. O pulmão está responsável pelo Yin, a víscera e o intestino grosso ao Yang. Ambos funcionam para coletar o necessário e descartar o desnecessário assim como os restos do que foi processado pelo organismo.

Está associado ao outono: No clima chines é tempo de colheita, das folhas secas que caem, época, portanto, da secura em oposição à umidade do elemento Terra. É o elemento da maturidade.

ELEMENTO ÁGUA: Condutor básico, ou químico, da vida; é a fonte da existência física, da vida.

  • RINS – Órgão de energia de reserva, expelem os subprodutos do metabolismo. É o órgão do desapontamento, da tristeza e melancolia.

O meridiano atua sobre os rins e as glândulas supra-renais, contribuindo para a purificação do sangue e para a regulação de todos os líquidos do corpo. Relaciona-se diretamente com a energia sexual e problemas genitais, apetite sexual, medo, insegurança, determinação.

  • BEXIGA – Órgão de eliminação de toxinas liquidas e emoções negativas (Yin). Está relacionado com medo extremo, negação da própria vida.

O meridiano comanda toda a função eliminadora renal, e atua diretamente sobre o psiquismo; regula as inconstâncias de caráter causadas por doenças prolongadas. Ação para olhos doloridos, hemorróidas, rupturas, dedos dos pés duros, dores nas articulações e dores de cabeça. Atua nas moléstias das costas.

O elemento água está ligado ao inverno e aponta para o norte, representa dentro dos ciclos produtivos da natureza, a época em que a semente repousa sob o solo, aguardando mais um ciclo de germinação e renovação. Momento de estocagem dos alimentos, de recolhimento. A noite. Neste período não agimos, mas sim, repousamos para reativar nossas energias e baterias para outro dia. É ao mesmo tempo fim e recomeço dando origem a novo ciclo.

 

Teoria de Campo de Lewin e Topologia

por: Roberto Lazaro Silveira

Kurt Lewin referia-se na década de trinta ao peso da motivação para o comportamento social. Como forma de demonstração de tal importância da motivação para o desencadeamento de certos tipos de comportamentos, Lewin criou a teoria de campo fundamentada em 2 (duas) suposições.

1) O ser humano comporta-se em resposta à totalidade de fatos coexistentes;

2) Os fatos coexistentes resultam no campo dinâmico onde cada um de seus componentes são interdependentes. Geralmente exemplifico este fator através de uma analogia com as engrenagens de uma máquina, pense nisto:

A perfeita sincronia do mecanismo de um relógio resulta na precisão da mensuração do espaço tempo, no entanto, caso uma de suas partes sofra alguma deformação, mesmo tendo funcionado corretamente no passado, o relógio estará impreciso, pois, estas partes são interdependentes e o relógico depende das engrenagens, sua fonte de energia e ponteiros para funcionar corretamente assim como do espaço onde está inserido: a engrenagem defeituosa resultou de uma queda que o relógio sofreu e alterou o funcionamento de todo o mecanismo, mas, futuramente poderá ser consertado e voltar a funcionar corretamente. No momento do diagnóstico da engrenagem defeituosa, a queda foi uma variável interveniente no passado e o conserto será no futuro: ambos imprevisívelmente presentes no campo que por isto é dinâmico.

Da mesma forma, o comportamento humano não resulta somente do passado ou do futuro assim como é dinâmico e instável no presente! Dinâmico devido à influência de variáveis intervenientes. Não é possível que você tome banho no mesmo rio duas vezes: As águas mudam e você também. O ambiente psicológico muda, você muda, seu espaço vital muda… Nosso Brasil muda? Se você mudar sim… Para mudar o mundo bastar mudar a sí próprio. Lembra: “aquele garoto que queria mudar o mundo e agora assiste a tudo de cima do muro” (Cazuza)? Acabou conseguindo mudar o mundo que agora contém o mesmo em cima do muro onde não estava antes em um mundo que era diferente sem ele em cima do muro.

Esse campo dinâmico é “o espaço de vida dinâmico que contém a pessoa dinâmica e o seu ambiente psicológico dinâmico”. Lewin propõe a seguinte equação, para tentar explicar o comportamento humano:

C = f (P,M) onde,

(C)= comportamento presente
(f)= função ou resultado da interação entre,
(P)= pessoa e,
(M)= meio ambiente onde a pessoa está presente.

Voltando ao relógio: [O comportamento do mesmo (C)] é igual ao perfeito [inter-relacionamento (f)] entre [ele que contém suas engrenagens(P)] e o [ambiente (M)] onde está contido e contém as fonte de variáveis intervenientes.

Percebemos o ambiente como fonte de atuais necessidades assim como de frustrações e gratificações, pois, depende de nossa interpretação do que é bom, ruim, gratificante ou punitivo etc… A percepção não é uma cópia fiel da realidade. Por isso o ambiente está relacionado com as atuais necessidades do indivíduo.

Objetos, pessoas e situações possuem ressonância no ambiente psicológico, proporcinando um campo dinâmico de mobilização de forças psicológicas. Os objetos, pessoas ou situações adquirem para o indivíduo uma valência positiva quando simbolizam gratificação ou valência negativa quando representam ou ameaçam causar frustrações.

OBS: O mesmo objeto pode ser gratificante para um e punitivo para outro, pois, depende da interpretação subjetiva presente no campo psicológico. (na verdade despertam sentimentos que estão contidos na alma humana). Pense nisto: Alguns homens da zona rual foram até a cidade e encontraram uma miniatura de locomotivas em uma esposição, enquanto alguns ficavam emocionados ao lembrar de seus brinquedos que arremetiam ao avô etc… logo, o português começou a chutar e pisar em cima da mini locomotiva…

Ao ser indagado ele disse que seria melhor exterminar esta praga enquanto filhote, pois, certa vez estava laçando seu gado em sua fazenda e por um erro de calculo laçou a locomotiva mãe que o arrastou por kilômetros. (é piada gente!, riam pra descontrair um pouco). Então o objeto para o português simbolizou algo frustrante que causou uma reação de luta e não de repulsa.

Os objetos, pessoas ou situações de valência positiva atraem o indivíduo e os de valência negativa o repelem: na verdade podemos fazer uma comparação com a teoria de Pichón Rivière e não concordar com repelir apenas: poderá causar uma reação de luta-fuga o que inverterá no caso da luta o sentido da força vetorial diante de um estímulo interpretado como nocivo, ou seja, não causará repulsa.

Para Lewin, a atração é a força ou vetor dirigido para o objeto, pessoa ou situação; a repulsa é a força ou vetor que o leva a se afastar dos mesmos elementos. Um vetor indicará a direção do movimento. No caso de forças opostas, os vetores serão equacionados resultando em luta ou fuga. Quando dois ou mais vetores atuam sobre uma pessoa ao mesmo tempo, a direção da locomoção é um resultante da equação vetorial. No caso da paralização diante de um forte estímulo, ou seja, a pessoa fica estática sem reação alguma, então ocorreu que as forças vetoriais se anularam e o resultado da equação vetorial foi zero.

O mapa do espaço vital é resultado de uma análise topológica; as medidas de força motivacional para o comportamento é resultado de uma análise vetorial. Lewin desenvolveu uma série de experimentos sobre motivação influênciada pelos efeitos de lideranças democráticas e autocráticas em grupos de trabalho dentre outros. Lewin inspirou alguns autores da Escola das Relações Humanas assim como getou desenvolvimentistas de suas teorias.

Obras consultadas:
BENNIS, W. A formação do líder. Atlas, São Paulo: 1996.
BERGAMINI, C. Motivação no trabalho. Atlas, São Paulo: 1996.
FAYOL, H. Administração industrial. Atlas, São Paulo: 1994.
FROMM, E. A análise do homem. Zahar, Rio de Janeiro: 1978.

 

O Efeito dos Seis Sabores no Organismo Segundo a Ayurveda

por: Roberto Lazaro Silveira

O nosso cérebro é capaz de distinguir seis sabores básicos através da decodificação de sinais capatados pelas papilas gustativas: o doce, o salgado, o ácido, o amargo, o adstringente e o picante. Somos capazes de equilibrar nosso organismo através do correto consumo de alimentos que oferecem estes sabores, no entanto, é necessário diagnosticar qual órgão ou sistema está sobregarregado, qual está sendo danificado pela sobregarga de outro sistema, quais as consequências em nosso psiquismo assim como no nosso corpo.

Este diagnóstico é realizado através de várias técnicas fundamentadas na teoria do Ying e do Yang, cinco elementos, fluidos corporais, etc. São algumas delas: Pulsologia, diagnóstico pelo aspecto da lingua, questionários, etc. Após diagnosticar qual sistema deve ser fortalecido e/ou qual deve ser enfraquecido elabora-se uma diéta baseada na ação dos sabores.

Ações do sabor doce

Produz grande força nos tecidos. É muito valioso para as crianças, idosos e para a regeneração de tecidos. É bom para a pele, cabelos, etc. Fortalece a garganta, aumenta a produção do leite, regenera os ossos. Não é de fácil digestão, mas, prolonga a vida e ajuda nas suas atividades. O sabor doce é oleoso. O uso excessivo causa doenças como a obesidade, a inconsciência, o diabetes, o aumento das glândulas do pescoço, etc.

Ações do sabor ácido ou azedo

Este sabor estimula a atividade digestiva. É gorduroso, bom para o coração, digestivo, estimulante do apetite, frio ao tato (refrescante em aplicações externas, alivia a sensação de queimação), causa umidificação, é de fácil digestão. Usado em excesso, causa flacidez do corpo, perda de força, cegueira, tonteira, coceira (irritação), palidez (descoloração amarelo-esbranquiçada como na anemia), herpes, inchaços, varíola, sede e febre.

Ações do sabor salgado

Este sabor remove a rigidez, limpa as obstruções dos canais e poros, aumenta a atividade digestiva, causa sudorese, penetra nos tecidos, melhora o sabor, causa lacerações e erupções na pele. Usado em excesso, causa aumento de sangue, calvície, embranquecimento do cabelo, rugas na pele, secura, doenças da pele, herpes e diminuição da força do corpo.

Ações do sabor amargo

Este sabor em si não é apreciado. Ele age na anorexia, em vermes (bactérias, parasitas), na perda de consciência, na febre, na náusea, na gordura, na gordura do músculo, na medula, nas fezes e na urina, assim como na sensação de queimação. Seca a umidade e a gordura. É facilmente digerível. Aumenta a inteligência. Limpa o leite do peito e a garganta. Quando usado em excesso, causa depleção dos tecidos.

Ações do sabor picante

Este sabor cura doenças da garganta, erupções alérgicas, hidropisia e outras doenças da pele, inchaço (edema). Também reduz o inchaço de úlceras, seca a gordura e a umidade, aumenta a fome. É digestivo, melhora o paladar, seca a umidade da comida, rompe massas duras. Usado em excesso, causa secura, depleção do esperma, desmaio, tremores e dores na cintura e nas costas.

Ações do sabor adstringente

Não é facilmente digerível. Limpa o sangue, causa compressão e cicatrização de úlceras (feridas). Também seca a umidade e a gordura, retardando a digestão de comidas indigestas, absorvendo água e causando constipação. Este sabor causa secura e limpa muito a pele. Seu uso excessivo causa a permanência da comida sem digestão, flatulência, dor na região do coração, secura, perda de virilidade, obstrução dos canais e constipação.

 

Alguns Termos Psicanalíticos

por: Roberto Lazaro Silveira

1) Ab-Reação – Descarga emocional, pela qual o afeto ligado a uma recordação traumática é liberado, quando esta, até então inconsciente, chega à consciência. A ab-reação pode ser provocada durante o processo terapêutico, mas põe também ocorrer espontaneamente.
2) Acting-Out – Expressão inglesa, que em sua essência significa substituição momentânea do pensamento pela ação, onde domina o caráter impulsivo, e a incapacidade para raciocinar. Na psicanálise é interpretado como o retorno abrupto de um conteúdo reprimido (ver repressão), cujo afeto é demasiado intenso para ser descarregado em palavras.
3) Afeto – Termo geral que designa os sentimentos e emoções. Considera-se que o afeto nem sempre está ligado à idéia (recordação, representação). No caso em que a recordação é muito dolorosa e ameaçadora, o ego a reprime (ver repressão) mas o afeto correspondente pode se deslocar para outras idéias associadas menos perigosas, ludibriando a censura e liberando-se parcialmente ao chegar à consciência.
4) Agorafobia – Forma de fobia onde o indivíduo teme os espaços abertos (ruas, praças, campos abertos ) e reage com angústia ao ter que enfrentá-los sozinho.
5) Angústia – Reação emocional intensa como resposta a um perigo real ou imaginário (angústia automática). Na psicanálise essa angústia automática é resultado de uma fluxo incontrolável de excitações de origem interna ou externa.
6) Aparelho Psíquico – Designa os modelos concebidos por Freud para explicar a organização e o funcionamento da mente. Para isso ele propôs algumas hipóteses entre as quais as mais conhecidas são: a hipótese econômica que concerne essencialmente á quantidade e movimento da energia na atividade psíquica; a hipótese topográfica que tenta localizar a atividade mental em alguma parte do aparelho, que ele divide em: consciente preconsciente e inconsciente; e a hipótese estrutural na qual ele divide a mente em três instâncias funcionais: Id, ego e superego, atribuindo a cada uma delas uma função específica.
7) Catarse – Método terapêutico que permite a evocação e a revivência de acontecimentos traumáticos que foram reprimidos, permitindo a descarga dos afetos ligados a estes (ver ab-reação).
8) Censura – Barreira que impede que ideais e afetos reprimidos no inconsciente cheguem ao consciente.
9)Claustrofobia – E ação emocional intensa e injustificada a lugares fechados.
10) Complexo de Castração – Ao perceber que há pessoas que não possuem pênis, o menino começa a temer a perda do seu próprio. Sente isso como uma ameaça paterna por suas atividades sexuais e seus desejos incestuosos. A menina sente a ausência de pênis como uma perda já consumada e procura de alguma forma compensá-la. A ansiedade de castração tem um lugar fundamental na evolução da sexualidade infantil dos dois sexos e aparece constantemente na experiência analítica subjacente às modalidades de relacionamento do indivíduo com seu mundo interno e externo.
11) Complexo de Édipo – De acordo com Freud a criança entre 2 e 5 anos aproximadamente desenvolve intenso sentimento de amor pelo genitor do sexo oposto e grande hostilidade pelo do próprio sexo, a quem deseja eliminar como a um rival. Esses sentimentos geralmente são vividos com grande intensidade e ao mesmo tempo com grande ambivalência, pois embora odeie o genitor do mesmo sexo, que o impede de realizar seus desejos, também o ama por tudo de bom que ele representa. Surge então a culpa e o medo à retaliação (medo à castração). Esse conflito geralmente declina após a idade de 5 anos e reaparece com o advento da puberdade, sendo um dos fatores que contribuem para a crise da adolescência. De uma resolução satisfatória desse conflito depende uma boa estruturação da personalidade
12) Condensação – é um processo característico do pensamento inconsciente e no qual duas (ou mais) imagens se combinam para formar uma imagem composta que está investida do afeto derivado de ambas. Encontramos exemplos desse processo nos sonhos principalmente.
13) Conflito – Na psicanálise, refere-se geralmente, ao conflito interno entre impulsos instintivos e entre as instâncias (id, ego e superego) e ao conflito edipiano (Ver Complexo de Édipo).
14) Defesa – É o conjunto de manobras inconscientes (mecanismos de defesa) que o ego se utiliza para evita ameaças à sua própria integridade. Essas ameaças podem surgir pela intensificação dos impulsos instintivos que põem em perigo o equilíbrio do ego, que tem como função harmonizar esse impulsos com os imperativos do superego (“consciência moral”) e às exigências da realidade externa.
15) Ego – É uma das três instâncias (id, ego e superego) que Freud concebeu em um de seus modelos para explicar o funcionamento da mente humana (ver aparelho psíquico). O ego é a parte organizada desse sistema que entra em contato direto com a realidade externa e através de suas funções tem capacidade de atuar sobre esta numa tentativa de adaptação. Por isso, estão sob o domínio do ego as percepções sensoriais, os controles e habilidades para atuar sobre o ambiente, a capacidade de lembrar, comparar e pensar. No âmbito de sua relações com as outras duas instâncias do sistema e o ego assume o papel de mediador e integrador dos impulsos instintivos do id (ver id) e as exigências do superego (ver superego), para adaptá-los à realidade externa.
16) Fantasia – refere-se à atividade imaginativa subjacente a todo pensamento e sensação. As fantasias podem se apresentar sob forma consciente, como acontece nos sonhos diurnos, ou inconscientes, subjacentes a um conteúdo manifesto como nos sonhos ou nos sintomas neuróticos etc. Está sempre ligada intimamente aos desejos instintivos.
17) Fase Anal – É a Segunda do desenvolvimento libidinal (ver libido), e está situada entre um e três anos de idade. Nesta fase os interesses da criança se organizam predominantemente em torno da função anal, pelo prazer que sente na expulsão e retenção das fezes, que ela agora consegue controlar através de um crescente domínio muscular. Esse controle tem também conseqüências importantes no relacionamento interpessoal com o meio ambiente. A criança agora é capaz de dar e negar (as fezes) de colocar esse controle a serviço as expectativas do meio ou de sua necessidade e prazer. As atitudes que se formam nessas interações com o meio vão estabelecer em grande parte as bases de seus futuros relacionamentos.
18) Fase Fálica – Nesta fase que vai de 3 a 5 anos aproximadamente, a libido concentra-se nos órgãos genitais que se tornam a zona erógena predominante. Os conflitos dessa fase estão ligados ao Complexo de Édipo, com o surgimento de desejos incestuosos e seu conseqüente temor à castração. Oscila o seu comportamento entre a iniciativa e a culpa.
19) Fase de Latência – Inicia-se por volta dos 5 anos e se estende até o início da puberdade. Caracteriza-se principalmente pelo declínio dos interesses sexuais, que segundo a teoria psicanalítica são reprimidos e só aparecem na adolescência. Nessa fase tendo superado em parte os conflitos do Complexo de Édipo, amplia seu ambiente social procurando estabelecer novos contatos, assim como se dedica a adquirir novas habilidades na aprendizagem escolar, nos esportes etc..
20) Fase Oral – corresponde ao 1º ano de vida de uma criança, onde seus contatos mais significativos são feitos através da boca. Além de sua função na alimentação, ela é também a sede principal dos prazeres eróticos da criança nessa fase. Podemos observar que uma criança inquieta pode se acalmar com uma chupeta porque a sucção produz uma satisfação erótica que alivia as sensações do organismo.
Nessa fase a criança é essencialmente dependente e receptiva. A incorporação e o modelo básico de seu comportamento nas interações com o meio.
O relacionamento que estabelece com a mãe nesse período da vida vai ter uma importância fundamental na forma que a criança vai configurar o mundo e se relacionar em seu ambiente. Uma boa mãe saberá dosar bem a satisfação das necessidades de seu bebê e as restrições, o que estabelecerá uma base de confiança nos futuros relacionamentos.
Distúrbios no desenvolvimento desta fase geralmente se evidenciam mais tarde por traços de dependência excessiva de outras pessoas, de alimentos (obesidade), de álcool (alcoolismo) ou de qualquer outra coisa.
21) Fixação – Processo pelo qual o indivíduo permanece vinculado a modos de satisfação ou padrões de comportamento característicos de uma fase anterior de seu desenvolvimento libidinal (ver libido). A fixação pode ser também a pessoas significativas da infância. Assim encontramos expressões freqüentemente usadas na psicanálise como fixação oral, fixação anal, fixação maternal, fixação paternal. Chamamos pontos de fixação àqueles momentos do desenvolvimento libidinal que foram perturbados e dos quais o indivíduo permanece fixado ou dos quais regride em estado de tensão.
22) Histeria – Tipos de neurose que se caracterizam principalmente pelos distúrbios funcionais de aparência orgânica, como paralisias, perturbações sensoriais, crises nervosas, sem evidência de patologia física, e que se manifestam de modo a sugerir que servem a alguma função psicológica.
As formas sintomáticas melhor definidas são a “histeria de conversão” onde o conflito psíquico se expressa nos mais diversos sintomas corporais (como paralisias, crises emocionais, anestesias) e a “histeria de angústia” também conhecida como “fobia”, onde o agente de perseguição interno é deslocado e fixado em algum objeto (ver Objeto) do mundo externo.
23) Idealização – Processo no qual o indivíduo supervaloriza o objeto (ver objeto) negando-se a ver todos os aspectos que possam desvalorizá-lo.
24) Identificação – Processo pelo qual o indivíduo se torna idêntico a outro pela assimilação de traços ou atributos daquele que lhe serve de modelo. Nesse processo o indivíduo, tanto pode assimilar aspectos de outra pessoa como também pode, identificar em outros aspectos seus. É através das identificações que desde o princípio a personalidade se forma e se diferencia.
25) Id – Uma das instâncias da teoria estrutural (id, ego, superego) do aparelho psíquico. O Id que opera em nível inconsciente contém os impulsos instintivos que se originam na organização somática e ganham aqui expressão psíquica e também idéias e recordações que por serem insuportáveis ao indivíduo foram reprimidas. É considerado como um reservatório de energia, com a qual alimenta também as outras instâncias (ego e superego). Porém, não possui uma organização comparável à do ego, pois é regido pelo Princípio do Prazer, que busca sempre a satisfação, ignorando as diferenças e contradições e sem a capacidade de considerar espaço e tempo. Sua interação com as outras instâncias é geralmente conflituosa pois o ego sob os imperativos do superego e as exigências da realidade tem que avaliar e controlar os impulsos provindos do Id, permitindo sua satisfação, adiando-a ou inibindo-a totalmente.
26) Inconsciente – É possivelmente o conceito mais fundamental da teoria freudiana. Em seu trabalho Freud demonstrou que o conteúdo da mente não se reduz ao consciente, mas que pelo contrário a maior parte da vida psíquica se desenrola em nível inconsciente. Ali se encontram principalmente idéias (representações de impulsos) reprimidas, às quais é negado o acesso à consciência mas que têm grande influência na vida consciente. Estas idéias reprimidas aparecem de forma disfarçada nos sonhos e nos sintomas neuróticos principalmente e é através do seu conhecimento que podemos chegar até o conflito neurótico durante um processo terapêutico geralmente. O inconsciente é uma das entidades do 1º modelo da mente criado por Freud (ver aparelho psíquico).
27) Insight – Percepção pelo indivíduo dos significados, antes inconscientes, subjacentes e seus comportamentos e pensamentos. O Insight pode ser intelectual onde a compreensão do significado ocorre sem a vivência afetiva correspondente, ou emocional onde essa compreensão é acompanhada da descarga emocional.
28) Libido – É a energia inerente aos movimentos e transformações dos impulsos sexuais. Ela é a contrapartida psíquica da excitação sexual somática. É uma palavra latina que significa desejo, vontade.
29) Masoquismo – É uma forma de perversão sexual na qual a satisfação é obtida através de sofrimento e humilhação do próprio indivíduo.
30) Metapsicologia – Termo criado por Freud para designar as formulações que fez para descrever os fenômenos mentais do ponto de vista dinâmico, tópico e econômico (ver aparelho psíquico).
31) Narcisismo – Perversão em que o indivíduo escolhe a si mesmo como objeto sexual.
32) Neurose – Em sua essência vai designar os distúrbios dos comportamentos, sentimentos ou idéias, que surgem como resultado de um conflito entre o id e o ego, onde uma tendência instintiva é reprimia pelo ego dando lugar á formação de sintomas neuróticos. Estes sintomas são percebidos pelo indivíduo como algo estranho e incompreensível dentro do quadro geral de sua personalidade. Podem consistir de alterações das funções corporais (cegueira histérica, por exemplo) onde não há nenhuma explicação fisiológica para o distúrbio; de emoções e ansiedades injustificadas como no caso de neurose obsessiva.
O que mais caracteriza a neurose em contraste com a psicose é a preservação do contato do indivíduo com a realidade. Mantém assim apesar das distorções causadas pelos sintomas uma boa margem de senso crítico e a capacidade de perceber sua própria doença.
33) Objeto – Na teoria psicanalítica significa aquilo através do que um impulso instintivo pode obter satisfação. Pode ser uma pessoa em sua totalidade ou parte dessa pessoa (como o seio para o bebê)., pode ser uma entidade ou um ideal. Os objetos podem ser reais ou imaginados.
34) Paranóia – É uma psicose funcional (ver psicose) que se caracteriza pela presença de delírios mais ou menos sistematizados, que mantém certa lógica e coerência interna e sem que haja uma deteriorização do intelecto.
35) Perversão – qualquer forma de conduta sexual adulta, na qual o prazer não seja obtido pela penetração genital com indivíduo do outro sexo.
36) Pre-Consciente – Refere-se aos pensamentos que não são conscientes num dado momento mas que podem chegar espontaneamente à consciência ou por evocação do próprio indivíduo. Diferem dos pensamentos inconscientes que por terem sido reprimidos não têm acesso à consciência a não ser em circunstâncias muito especiais.
Como substantivo refere-se a um sistema do aparelho psíquico, concebido por Freud (ver aparelho psíquico).
37) Projeção – Processo defensivo (ver defesa) no qual o indivíduo atribui a outro (pessoa ou coisa) sentimentos e desejos que seria penoso admitir como seus próprios.
38) Psicanálise – Disciplina criada por Freud que consiste em um método par investigação dos processos mentais, um método de tratamento das desordens psíquicas e um corpo e teorias que tenta sistematizar os dados introduzidos pelos métodos psicanalíticos mencionados acima.
A técnica psicanalítica de tratamento consiste basicamente em levar o paciente a associar livremente, isto é, exprimir indiscriminadamente todos os pensamentos que lhe ocorrem sem preocupação de dar-lhes sentido ou coerência; interpretar tanto as associações como os obstáculos que encontra ao associar ajudando assim o paciente a eliminar as resistências que o impedem de tomar contato com os conflitos inconscientes; e interpretar seus sentimentos e atitudes em relação ao analista, pois o paciente tende a repetir na relação terapêutica as modalidades de relacionamento que teve com seus progenitores durante a infância (ver transferência).
Em resumo, chamamos psicanálise o trabalho que ajuda o paciente a tornar conscientes suas experiências reprimidas, expondo assim suas motivações até então desconhecidas.
39) Psicose – Perturbação grave das funções psíquicas que se caracteriza principalmente pela perda de contato com a realidade, pela incapacidade de adaptação social, por perturbações da comunicação e ausência de consciência da doença. Para Freud a psicose é resultado do conflito entre o ego e o mundo exterior. Diante da frustração de fortes desejos infantis, o ego nega a realidade externa e procura construir através do delírio um mundo interno e externo de acordo com as tendências do id. A psiquiatria distingue duas classes de psicoses: as orgânicas onde uma enfermidade orgânica é encontrada como causa e as funcionais onde não há lesão orgânica demonstrável. Três formas de psicose funcional são reconhecidas: a esquizofrenia, a psicose maníaco-depressiva e a paranóia.
40) Psicose Maníaco Depressiva – Psicose em que se alternam períodos de mania (euforia, auto-confiança exagerada) e depressão, geralmente com períodos intermediários de normalidade.
41) Psicoterapia – Termo comumente usado para designar as formas de tratamento psicológico que se diferenciam da psicanálise, a qual é uma forma de terapia mais profunda, mais intensa e total que qualquer outra. A “psicoterapia de orientação psicanalítica” usa a teoria psicanalítica em combinação com outras técnicas. A psicoterapia pode ser individual ou em grupo, superficial ou profunda, de apoio ou sugestiva. Pode ter marcos referenciais teóricos os mais diversos, como vemos na gestalt, no psicodrama, na análise transacional etc. Considera-se que de modo geral seu trabalho é feito principalmente nos níveis mais conscientes da personalidade.
42) Racionalização – Processo defensivo (ver defesa) no qual o indivíduo procura justificar suas ações de forma coerente desconhecendo entretanto suas motivações inconscientes.
43) Regressão – Processo defensivo do qual o indivíduo, a fim de evitar a angústia, retorna a uma fase anterior do desenvolvimento, apresentando os padrões de comportamento daquela fase.
44) Repressão – Mecanismo de defesa do ego (ver defesa)., pelo qual as representações de impulsos que podem produzir angústia são mantidas recalcadas no inconsciente.
45) Sadismo – Perversão sexual, na qual o prazer erótico está vinculado ao sofrimento e humilhação que o indivíduo inflige a outro.
46) Sublimação – Processo pelo qual a energia dos instintos sexuais é deslocada para atividades ou realizações de valor social ou cultural, como as atividades artísticas ou intelectuais.
47) Superego – Uma das três instâncias da personalidade, que Freud concebeu em um dos modelos do aparelho psíquico (ver aparelho psíquico). O superego é formado a partir das identificações com os genitores, dos quais ele assimila as ordens e proibições. Assume então o papel de juiz e vigilante, formando uma espécie de auto-consciência moral Os mandatos do superego incluem muitos elementos inconscientes que derivam do passado do indivíduo e que podem entrar em conflito com seus valores atuais.
Com relação as outras instâncias, ele é o controlador por excelência dos impulsos do id e age como colaborador nas funções do ego, mas muitas vezes ele se torna extremamente severo anulando as possibilidades de satisfação instintiva e a capacidade de livre escolha do ego.
48) Transferência – É um processo pelo qual o indivíduo recapitula em suas relações atuais, especialmente com seu terapeuta, as relações que teve com seus genitores na infância. A transferência se dá geralmente com pessoas que representam alguma autoridade como no relacionamento professor-aluno, médico-paciente, patrão-empregado. Freud, a princípio encontrou na transferência um obstáculo para o tratamento, porém mais tarde utilizou-a como uma parte essencial do processo terapêutico.

 

Funções das Mensagens para Jackobson

por: Roberto Lazaro Silveira

A função emotiva: A chamada função EMOTIVA ou “expressiva”, centrada no REMETENTE, visa a uma expressão direta da atitude de quem fala em relação àquilo de que está falando. Tende a suscitar a impressão de uma certa emoção, verdadeira ou simulada; por isso, o termo “função emotiva”, proposto e defendido por Marty, demostrou ser preferível a “emocional”. O estrato puramente emotivo da linguagem é apresentado pelas interjeições. Estas diferem dos procedimentos da linguagem referencial tanto pela sua configuração sonora (seqüências sonoras peculiares ou mesmo sons alhures incomuns). (pp. 123-124)

A função conativa: A orientação para o DESTINATÁRIO, a função CONATIVA, encontra sua expressão gramatical mais pura no vocativo e no imperativo, que sintática, morfológica e amiúde até fonologicamente, se afastam das outras categorias nominais e verbais. As sentenças imperativas diferem fundamentalmente das sentenças declarativas: estas podem e aquelas não podem ser submetidas à prova de verdade. (…) (pág. 125)

O modelo tradicional da linguagem, tal como o elucidou Bühler particularmente, confinava-se a essas três funções – emotiva, conativa e referencial – e aos três ápices desse modelo – a primeira pessoa, o remetente; a segunda, o destinatário; e a “terceira pessoa” propriamente dita, alguém ou algo de que se fala. Certas funções verbais adicionais podem ser facilmente inferidas desse modelo triádico. (…) (pp. 125-126)

A função fática: Há mensagens que servem fundamentalmente para prolongar ou interromper a comunicação, para verificar se o canal funciona (“Alô, está me ouvindo?”), para atrair a atenção do interlocutor ou afirmar sua atenção continuada (“Está ouvindo?” ou, na dicção shakespereana, “Prestai-me ouvidos!” – e, no outro extremo do fio, “Hm-hm!”). Este pendor para o CONTATO ou, na designação de Malinowski, para a função FÁTICA, pode ser evidenciada por uma troca profusa de fórmulas ritualizadas, por diálogos inteiros cujo único propósito é prolongar a comunicação. (pág. 126)

A função metalinguística: Uma distinção foi feita, na Lógica moderna, entre dois níveis de linguagem, a “linguagem-objeto”, que fala de objetos, e a “metalinguagem”, que fala da linguagem. Mas a metalinguagem não é apenas um instrumento científico necessário, utilizado pelos lógicos e pelos linguistas; desempenha também papel importante em nossa linguagem cotidiana. Como o Jourdain de Molière, que usava a prosa sem o saber, praticamos a metalinguagem sem nos dar conta do caráter metalinguistico de nossas operações. Sempre que o remetente e/ou o destinatário têm necessidade de verificar se estão usando o mesmo código, o discurso focaliza o CÓDIGO; desempenha uma função METALinguística (isto é, de glosa). (pág. 127)

A função poética: Destacamos todos os seis fatores envolvidos na comunicação verbal, exceto a própria mensagem. O pendor (Einstellung) para a MENSAGEM como tal, o enfoque da mensagem por ela própria, eis a função poética da linguagem. Essa função não pode ser estudada de maneira proveitosa desvinculada dos problemas gerais da linguagem e, por outro lado, o escrutínio da linguagem exige consideração minuciosa de sua função poética. Qualquer tentativa de reduzir a esfera da função poética à poesia ou de confinar a poesia à função poética seria uma simplificação excessiva e enganadora. A função poética não é a única função da arte verbal, mas tão somente a função dominante, ao passo que, em todas as outras atividades verbais, ela funciona como um constituinte acessório, subsidiário. (pp. 127-128)

O gênero poético e funções: Conforme dissemos, o estudo linguístico da função poética deve ultrapassar os limites da poesia, e, por outro lado, o escrutínio linguístico da poesia não se pode limitar à função poética. As particularidades dos diversos gêneros poéticos implicam uma participação, em ordem hierárquica variável, das outras funções verbais a par da função poética dominante. A poesia épica, centrada na terceira pessoa, põe intensamente em destaque a função referencial da linguagem; a lírica, orientada para a primeira pessoa, está intimamente vinculada à função emotiva; a poesia da segunda pessoa está imbuída de função conativa e é ou súplice ou exortativa, dependendo de a primeira pessoa estar subordinada à segunda ou esta à primeira. (pág. 129)
Em resumo, a análise do verso é inteiramente da competência da Poética, e esta pode ser definida como aquela parte da Linguística que trata a função poética em sua relação com as demais função da linguagem. A Poética, no sentido mais lato da palavra, se ocupa da função poética não apenas na poesia, onde tal função se sobrepõe às outras função das linguagem, mas também fora da poesia, quando alguma função se sobreponha à função poética. (pág. 132)

É preciso esclarecer, porém, que as seis funções não se excluem – dificilmente temos, em uma mensagem, apenas uma dessas funções. Entretanto, é engano pensar que todas estejam presentes simultaneamente. O que pode ocorrer é o domínio de uma das funções; assim, temos mensagens predominantemente referenciais, predominantemente expressivas.

Bibliografia: JAKOBSON, Roman. Linguística e Comunicação. São Paulo, Cultrix, 2005.

 

Algumas palavras utilizadas por Piaget em suas teorias

por: Roberto Lazaro Silveira

TERMOS PIAGETIANOS

– Abertura:
realização das possibilidades operativas de uma estrutura de comportamento (verbal, motora e mental).

– Acomodação:
reestruturação dos esquemas de assimilação. O novo conhecimento representa a acomodação.

– Adaptação:
movimento de equilíbrio contínuo entre a assimilação e a acomodação. O indivíduo modifica o meio e é também modificado por ele.

– Animismo:
concepção de objetos inanimados com vida ou intencionalidade. Por exemplo: quando a criança diz que “o carro do papai foi dormir na garagem”.

– Aprendizagem:
modificação da experiência resultante do comportamento.
No sentido restrito (específico) aprender que alguma coisa se chama “lua”, “macaco”.
No sentido amplo “aprender a estruturar todos os objetos no universo em sistemas hierárquicos de classificação” (Kamii, 1991: 22). É desenvolvimento.

– Assimilação:
incorporação da realidade aos esquemas de ação do indivíduo ou o processo em que o indivíduo transforma o meio para satisfação de suas necessidades. O conhecido (conhecimento anterior) representa a assimilação. Só há aprendizagem quando os esquemas de assimilação sofrem acomodação. Assimilação e acomodação são processos indissociáveis e complementares.

– Auto-regulação:
características que as estruturas tem de se ordenarem e organizarem a si mesmas.

– Causalidade:
interação entre objetos.
Como vínculo causal – é afirmar a relação entre antecedente e conseqüente como necessária (dado A . B é inevitável, não pode deixar de ser).
Como uma espécie particular de síntese, constituindo no fato de que a alguma coisa A, outra coisa completamente diferente, B, liga-se seguindo uma regra (no sentido lógico-matemático).

– Centração:
fixação da atenção em um só aspecto da totalidade, isto é, do objeto ou da situação (Ramozzi-Chiarottino, 1988: 37-43).

– Cibernética:
a ciência e a arte da auto-regulação.

– Condutismo, culturalismo ou behaviorismo:
teoria psicológica que sustenta que o desenvolvimento do comportamento humano é determinado pelas condições do meio em que o organismo está inserido. Esta teoria valoriza o meio ou a aprendizagem por condicionamento;

– Conservação:
uma invariante que permite a formação de novas estruturas.
“A invariância é a conservação. A estrutura é apenas um patamar: o funcionamento levará à formação de novas estruturas” (Lima, 1980: 56)
Pode ser observada na área:
Lógico-matemática: conservação dos números, etc.
Físicas: Substância, peso, volume, etc.
Espaciais: Medida, área, etc.

– Construtivismo:
o desenvolvimento da inteligência é como se fosse uma construção realizada pelo indivíduo.
“refere-se ao processo pelo qual o indivíduo desenvolve sua própria inteligência adaptativa e seu próprio conhecimento” (Kamii, 1991: 21).
“um construtivismo, com a elaboração contínua de operações e de novas estruturas. O problema consiste, pois, em compreender como se efetuam tais criações e por que, ainda que resultem construções não-pré-determinadas, elas podem acabar por se tornarem lógicamente necessárias” (Piaget apud Piattelli-Palmarini, 1983: 39).
… “é de natureza construtivista, isto é, sem pré-formação exógena (empirismo) ou endógena (inatismo) por contínuas ultrapassagens das elaborações sucessivas, o que do ponto de vista pedagógico leva incontestavelmente a dar ênfase nas atividades que favoreçam a espontaneidade na criança” (Piaget, 1908)

– Construtivismo seqüencial:
o desenvolvimento da inteligência faz-se por complexidade crescente, onde um estágio (nível) é resultante de outro anterior.

– Desequilíbrio:
é a ruptura do estado de equilíbrio do organismo e provoca a busca no sentido de condutas mais adaptadas ou adaptativas. Assim, educar seria propiciar situações (atividades) adequadas aos estágios de desenvolvimento, como também, provocadoras de conflito cognitivo, para novas adaptações (atividades de assimilação e acomodação). O que vale também simplesmente dizer que educar é desequilibrar o organismo (indivíduo).

– Desenvolvimento:
é o processo que busca atingir formas de equilíbrio cada vez melhores ou, em outras palavras, é um processo de equilibração sucessiva que tende a uma forma final, ou seja, a aquisição do pensamento operatório formal. Pode-se dizer ainda que é a construção de estruturas ou estratégias de comportamento. Gira em torno da atividade do organismo que pode ser motora, verbal e mental. É a evolução do indivíduo.

– Dinâmica de grupo:
“A expressão ‘dinâmica de grupo’ refere-se a vários tipos de atividades exercidas por treinadores sobre grupos humanos” (Lima, 1980: 73).

– Epistemologia:
(epistemo = conhecimento; e logia = estudo) estudo do conhecimento.

– Epistemologia genética:
estudo de como se passa de um conhecimento para outro conhecimento superior.

– Equilibração:
concepção global do processo de desenvolvimento e de seus resultados estruturais sucessivos. O processo de equilibração define as regras de transição que dirigem o movimento de um estágio a outro dentro do desenvolvimento (Azenha, 1993). Ou refere-se ao processo regulador interno de diferenciação e coordenação que tende sempre para uma melhor adaptação (Kamii, 1991: 30).

– Equilibração majorante:
mecanismo de evolução ou desenvolvimento do organismo. É o aumento do conhecimento.

– Esquema:
modelo de atividade que o organismo utiliza para incorporar o meio.

– Estágios:
patamares de desenvolvimento que se dá por sucessão.

– Estrutura:
um conjunto de elementos que se relacionam entre si. A modificação de um gera a modificação do outro. Ou ainda, “é um conjunto de elementos relacionados entre si de tal forma que não se podem definir ou caracterizar os elementos independentemente destas relações” (Ramozzi-Chiarottino, 1988: 13).

– Evolução:
processo de organização em níveis progressivamente superiores.

– Experiência:
contato do organismo com a realidade ou a interação do sujeito com o objeto.

– Função semiótica:
capacidade que o indivíduo tem de gerar imagens mentais de objetos ou ações.
“A função semiótica começa pela manipulação imitativa do objeto e prossegue na imitação interior ou diferida (imagem mental), na ausência do objeto. É a função semiótica que permite o pensamento”. (Lima, 1980: 102)

– Funcionamento:
capacidade que o organismo tem de adquirir determinada ordem na maneira de agir.

– Imagem mental:
é um produto da interiorização dos atos de inteligência. Constitui num decalque, não do prórpio objeto, mas das acomodações próprias da ação que incidem sobre o objeto. Cópia do objeto realizada através do sensório-motor. É a imagem criada na mente de um objeto ou ação distante.

– Inatismo:
teoria psicológica que sustenta que o desenvolvimento do comportamento humano dá-se a partir de condições internas do próprio organismo, como se este já trouxesse dentro de si as possibilidades de seu desenvolvimento. Esta teoria valoriza a maturação do organismo;

– Inovação:
reorganização em nível superior.

– Inteligência:
capacidade de adaptação do organismo a uma situação nova.
Ou, “a inteligência é uma adaptação” (Piaget, 1982).
Ou, “dizer que a inteligência é um caso particular da adaptação biológica é, pois, supor que ela é essencialmente uma organização e que sua função é a de estruturar o universo como o organismo estrutura o meio imediato” (Piaget, 1982).

– Interacionismo:
teoria psicológica que sustenta que o desenvolvimento do comportamento humano é uma construção resultante da relação do organismo com o meio em que está inserido. Esta teoria valoriza igualmente o organismo e o meio.

– Interesse:
sintoma da necessidade.

– Intuição:
é uma representação construída por meio de percepções interiorizadas e fixas e não chega ainda ao nível da operação. Ou, é um pensamento imaginado… incide sobre as configurações de conjunto e não mais sobre simples coleções sincréticas simbolizados por exemplares tipos.

– Jogo simbólico:
reprodução de situações já vividas pelo indivíduo através de imagens mentais.
(no jogo simbólico) “a representação é nítida e o significante diferenciado pode ser um gesto imitativo, porém acompanhado de objetos que vão se tornando simbólicos” (Piaget, Inhelder, 1989: 48).

– Liberdade:
estado de pleno funcionamento do organismo.

– Liderança:
permissão dada pelo grupo para que cada um de seus componentes utilize suas aptidões para comandar este grupo, quando a situação exigir, e ele seja o mais indicado para tal situação.

– Logicização:
processo de transformar o pensamento simbólico e intuitivo em pensamento operatório.

– Microssociologia:
área de estudo das relações de interação, de um indivíduo com os outros.

– Motivação:
sentimento de uma necessidade.

– Necessidade:
desequilíbrio na organização interna do organismo.

– Nominalismo:
“convicção de que os nomes (palavras) estão ligados, essencialmente, às coisas (pensamento pré-lógico)” (Lima, 1980: 134).

– Operação:
“ação interiorizada que alcançou as características do ‘grupo’ matemático (reversibilidade, associatividade, idfentidade, tautologia, etc.), devendo-se notar que o nível operatório é alcançado mediante reconstruções sucessivas de complexidade crescente (equilibração majorante)” (Lima, 1980: 151).
“As operações (…) são as ações escolhidas entre as mais gerais (…) interiorizáveis e reversíveis. Nunca isoladas, porém coordenáveis em sistemas de conjunto. Também não são próprias deste ou daquele indivíduo, são comuns a todos os indivíduos do mesmo nível mental e intervém não apenas nos raciocínios privados, senão também nas trocas cognitivas, visto que estas constituem ainda em reunir informações, colocá-las em relação ou correspondência, introduzir reciprocidade, o que volta a construir operações isomorfas às das que se serve cada indivíduo para si mesmo” (Piaget, Inhelder, 1989: 82).

– Pensamento:
interiorização da ação.

– Permanência do objeto:
quando o indivíduo pode conceber o objeto mesmo estando fora de seu alcance de visão.

– Psicologia genética:
estudo dos problemas psicológicos do ponto de vista do conhecimento.

– Reação circular:
ação qualquer que a criança executa por acaso provocando uma satisfação e, por isso, reproduz esta mesma ação.

– Realismo:
explicação que afirma a relação necessária entre o pensamento e a realidade.

– Reversibilidade:
quando a operação deixa de ter um sentido unidirecional. A reversibilidade seria a capacidade de voltar, de retorno ao ponto de partida. Aparece portanto como uma propriedade das ações do sujeito, possível de se exercerem em pensamento ou interiormente.
Lembramos que as operações nunca têm um sentido unidirecional; são reversíveis.

– Revolução:
salto de uma estrutura para outra.

– Revolução copernicana do eu:
no desenvolvimento mental da criança o eu deixa de ser o centro referencial da ação e do pensamento para colocar-se como um indivíduo entre os demais.

– Socialização:
a combinação de indivíduos para formarem estruturas sociais ou um fenômeno de combinação de novas formas de relações individuais.

– Transformação:
processo pelo qual as estruturas se constroem a partir dos elementos que as constituem.

Referências:

KAMII, Constance, DEVRIES, Retha. Piaget para a educação pré-escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991. 101 p.

LIMA, Lauro de Oliveira. Conceitos fundamentais de Piaget: (vocabulário). Rio de Janeiro: MOBRAL, 1980. 179 p.

PIAGET, Jean, INHELDER, Barbel. A psicologia da criança. 10. ed., Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989. 135 p.

PIATTELLI-PALMARINI, Massimo (org). Teorias da linguagem, teorias da aprendizagem: o debate entre Jean Piaget e Noam Chomsky. São Paulo: Cultrix/EDUSP, 1983.

RAMOZZI-CHIAROTTINO, Zelia. Psicologia e epistemologia genética de Jean Piaget. São Paulo: EPU. 1988. 87 p.

 

Introversão x Extroversão – Significado e Teste do Quati

por: Roberto Lazaro Silveira

Somos interativos por natureza e isto é comum á todos. A forma como interagimos é particular de cada um de nós, sendo assim, podemos observar características individuais em relação à maneira utilizada em nossos relacionamentos.

Os mais genéricos atributos para delimitar nosso mecanismo de lidar com os outros são a introversão e extroversão e isto faz com que grupos de pessoas tenham ações e pensamentos de forma comum, ou seja, mesmo que em intensidade e requinte diferenciados podemos ser descritos como introvertidos ou extrovertidos,  veja,

Na introversão, o indivíduo direciona a atenção para o seu mundo interno de impressões, emoções e pensamentos. Assim, observa-se uma ação voltada do exterior para o interior, hesitabilidade, o pensar antes de agir; postura reservada, retraimento social, retenção das emoções, discrição e facilidade de expressão no campo da escrita. O introvertido ocupa-se dos seus processos internos suscitados pelos fatos externos. Dessa forma o tipo introvertido diferencia-se do extrovertido por sua orientação por fatores subjetivos (pessoais) e não pelo aspecto objetivamente dado.

Na extroversão, a energia da pessoa flui de maneira natural para o mundo externo de objetos, fatos e pessoas, em que se observa: atenção para a ação, impulsividade (ação antes de pensar), comunicabilidade, sociabilidade e facilidade de expressão oral. Extroversão significa “o fluir da libido de dentro para fora.”. O indivíduo extrovertido vai confiante ao encontro do objeto. Esse aspecto favorece a sua adaptação às condições externas, normalmente de forma mais fácil do que para o indivíduo introvertido.

Uma pessoa introvertida poderá agir de forma extrovertida e vice-versa, no entanto, predominantemente irá demonstrar pertencer basicamente a um dos grupos.

Jung utilizou abrangentemente estas classificações e organizou de  forma detalhada as particularidades dentro de cada uma das atitudes – introvertida ou extrovertida – desenvolvendo uma teoria de tipificação onde cada indivíduo foi caracterizado de acordo com sua orientação: para o seu interior ou para o seu exterior. Jung confirmou que o indivíduo não é totalmente introvertido (orientado para o seu interior) ou extrovertido (orientado para o exterior).

Algumas vezes a introversão prevalece, em outras  a extroversão é mais apropriada. Ambas, no entanto, se excluem mutuamente, de forma que não se pode manter as duas prevalecendo ao mesmo tempo. Notou que nenhuma das atitudes é superior, melhor ou mais elegante em relação à outra. Jung percebeu que a ambos atuam de forma complementar na sociedade.

Cada indivíduo prevalentemente de atitude  introvertido ou extrovertido possue em comum determinadas funções psiquicas, são elas:

A Sensação

Jung classifica a sensação, como uma maneira de obter informações, diferentemente da forma de chegar a uma decisão. A Sensação se volta para a experiência direta, com detalhes, de fatos racionais, materiais. A Sensação se refere ao que uma pessoa pode ver, tocar, cheirar, ouvir, e sentir materialmente. É a experiência racional e se sobrepõe sobre a dúvida ou a análise do que se experimenta.

Os indivíduos sensitivos tendem a ser imediatistas com resultados visíveis no momento, e sabem lidar, tranquilamente, com aspectos negativos. Em geral estão sempre prontos para o aqui e agora.

O Pensamento

O pensamento é uma maneira opcional de elaborar julgamentos e tomar decisões. O Pensamento, está relacionado à verdade, com julgamentos derivados de aspectos não pessoais, lógicos e não subjetivos. As pessoas que se encaixam na função do Pensamento, são reflexivas. Esses tipos  gostam de planejar e se prendem a suas idéias, planos e teorias, mesmo que por isso, sejam confrontados com idéias contrárias.

O Sentimento

As Pessoas do tipo sentimento são orientados para o aspecto emocional. Preferem emoções e experiências fortes e intensas, mesmo que negativas, a experiências que não tragam emoção. Os princípios não materiais são mais aceitos e valorizados pela pessoa sentimental. Para este tipo de indivíduo, tomar decisões deve ser de acordo com as idéias e julgamentos próprios, como por exemplo, o sim e o não, o bem e o mal, do certo ou do errado, do que agrada ou não, ao invés de julgar em termos de lógica ou racionalidade, como faria uma pessoa com a função Pensamento mais desenvolvida.

A Intuição

A pessoa intuitiva processa o conhecimento e os sinais em termos de experiências já vividas e objetivos a serem alcançados através de processos inconscientes. Os resultados das experiências são  mais importantes para os intuitivos do que a própria experiência em si. Os intuitivos obtém  e decodificam os sinais e as informações rapidamente e relacionam, automaticamente, a experiência já vivida com o que pode ser usado na experiência atual.

Então uma pessoa poderá ser predominantemente de atitude extrovertida, função psiquica avaliativa pensamento e função perceptiva intuição. Para auxiliar a descobrir como são as pessoas de acordo com os  tipos psicológicos existem testes psicológicos como o Quati por exemplo que apresenta um  questionário relativo à vários  eventos presentes em nosso  cotidiano e de acordo com as responstas às questõs fechadas trazidas pelo questionário  nosso tipo psicológico é revelado. Observe abaixo alguns dados sobreo teste do Quati – Questionário de Avaliação Tipológica.

Autor do Quati: José Jorge de Morais Zacharias
Editora: Vetor

Objetivo: O objetivo deste teste é avaliar a personalidade através das escolhas situacionais que o indivíduo faz. Apresenta, de forma geral, estilos cognitivos e estilos de comportamento. Baseado na teoria de Jung, utiliza atitudes (foco de atenção), funções perceptivas (recebimento de informações) e funções avaliativas (tomada decisões) para construção de 16 tipos psicológicos.

– Atitudes: Extroversão e Introversão;
– Funções Perceptivas: Intuição e Sensação
– Funções Avaliativas: Pensamento e Sentimento.

Finalidade e Indicação: Este instrumento foi desenvolvido para aplicação em uma população a partir da 8ª série do 1º grau. Pode ser utilizado em Seleção de Pessoal, Avaliação de Potencial, Orientação Vocacional, Psicodiagnóstico e etc.

Descrição: 93 questões

Tempo de aplicação: sem limite de tempo (em média 45 minutos).

Kit Completo:
1 Manual, 1 Caderno de Exercícios, 1 Bloco de respostas com 25 folhas e 1 Conjunto de Crivos de Correção

Parecer do CFP em 23 de maio de 2011: Favorável.

Obs: Testes Psicológicos são de uso e venda restritos ao psicólogo pela justiça. Denuncie ao Conselho de Psicologia caso saiba de aplicações e vendas ilegais.

Tipologia Junguiana Adaptada para facilitar a seleção de funcionários

Já na década de 50, após a segunda guerra mundial, Katherine Briggs Myers e sua filha Isabel Briggs Myers, que eram diretoras de uma pequena fábrica nos Estados Unidos, entraram em contato com a obra de Jung ( que estava meio esquecida ) e resolveram aplicar as suas teorias para poder contratar uma melhor mão de obra para a sua fabrica. O que de inicio era mais uma brincadeira, foi se tornando sério e elas começaram a observar seriamente as pessoas que iam contratar.

A partir desta observação prática, conversando com dezenas de candidatos ao emprego, notaram que apesar de ser muito bem escrita a obra de Jung deixava algumas lacunas, haviam mais fatores em jogo para determinar os tipos de personalidade. Então adicionaram a quarta classificação: o modo com que preferimos viver, se preferimos agir de forma expontânea ou se preferimos pensar bem antes de agir. Relativo a este critérios podemos ser julgadores ou perceptivos, veja,

Julgadores: Quem tem o tipo de personalidade julgador fica satisfeito depois que as decisões foram
tomadas, toma decisões rapidamente, fica angustiado de deixar os problemas se acumularem. Em geral não
pensa muito antes de agir, prefere se arrepender.

Perceptivos: Ficam mais satisfeitos em tomar decisões bem pensadas e mais acertadas, demoaram para
agir. Os perceptivos ficam angustiados se tem que tomar uma decisão rapidamente. Em geral pensam
bastante antes de agir, pois tem medo de se arrepender.

As empresárias criaram um indicador, o indicador Myers Briggs Type Indicator (Indicador Myers Brigs dos Tipos de Personalidade ) muito utilizado atualmente para seleção de funcionários.

 

Sonho com

por: Roberto Lazaro Silveira

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ÉBANO- Madeira escura quase negra e que possui um vínculo entre este símbolo e o Inferno, Plutão e Hades. EDIFÍCIO- Simboliza a estruturação de uma forma no inconsciente. A imagem de dois grandes edifícios unidos por uma ala em comum simbolizam o arquétipo do Si-mesmo. EIXO- O Eixo do Mundo (Áxis Mundi) costuma ser simbolizado pela árvore, pela montanha, pelas colunas, pela lança ou ainda pelo mastro. Para os germânicos, o Freixo Universal Yggdrasil é o Eixo do mundo. ELEFANTE- A rainha Maya, mãe de Buda, da mesma forma que Maria recebeu a visita do Espírito Santo quando da concepção de Cristo, sonhou que um elefante branco entrou em seu ventre na noite em que concebeu o Salvador. Um mito antigo conta que houve época em que os elefantes podiam voar e mudar de forma como nuvens. As trombas ameaçadoras de um elefante em sonhos, podem ter um caráter sexual pelo aspecto fálico e podem ainda estar exprimindo um conflito erótico. Freqüentemente, os elefantes são considerados como sendo símbolo da castidade. ELFO- Símbolo das forças ctônicas e noturnas que assustam os homens. EMBRIAGUEZ- Simboliza o contato com o outro mundo, posto que esse estado é considerado uma via de acesso ao inconsciente. EMBRIÃO- É uma imagem que significa todas as potencialidades e possibilidades do vir-a-ser. ENCRUZILHADA- Símbolo do local de passagem de uma vida a outra e de contato com o destino. É o local apropriado para que as pessoas se libertem das cargas que lhe são nocivas. Essa imagem em sonhos, simboliza que o ego vígil está passando por um momento difícil e que é preciso que tome uma decisão que corresponda à uma direção. ENGUIA- Simboliza tudo aquilo que é escorregadio. ENXOFRE- Nos tratados alquímicos, ele simboliza o princípio gerador cuja base ou princípio é similar ao do fogo. EREMITA- Essa imagem simboliza o arquétipo do Velho Sábio, o centro ordenador da psique, qual seja, o SELF. ESCADA- É um símbolo de ascensão, de elevação gradual ou evolução, de valorização e de razão. Por vezes ela simboliza o “Eixo Cósmico”, a escada em ascensão aos níveis celestes. Subir uma escadaria em sonhos poderia estar simbolizando que o ego vígil está procurando encarar seus problemas e conflitos de uma perspectiva mais ampla e mais abrangente do que a meramente pessoal, procurando olhá-los através da dimensão da eternidade. Nos ritos de iniciação encontramos a escada planetária de 7 degraus, sendo que o último é considerado como sendo o degrau da iluminação, que indica o processo de transformação anímica. A escada pode estar simbolizando também o erotismo; a ascensão do desejo até o orgasmo. ESCAMA- É considerado um símbolo sexual, similar à vulva. ESCARAVELHO- Besouro egípcio, que simboliza o ciclo do sol e a ressurreição. ESCUDO- É um símbolo de proteção passiva. ESFOLAMENTO- As imagens de esfolamento em sonhos, podem corresponder simbolicamente a transformação do ser humano, tal como a mudança de pele ou o corte de cabelo; elas se referem a metamorfose porque poderá estar passando o ego vígil. É o desnudar do homem interior através da extração de sua pele. O significado principal de tais imagens é de transformação espiritual, pelo que podem ser associadas aos ritos de iniciação. ESMERALDA- Na tradição alquímica era considerada um símbolo de Hermes e representativa do conhecimento secreto. Simboliza uma fonte de força e vida nova, além de possuir um caráter de imortalidade que a associa ao SELF. Diz-se que o Graal havia sido talhado à partir de uma esmeralda que caíra da fronte de Lúcifer, na região que corresponderia ao seu terceiro olho. ESPAÇO- O espaço fechado e muitas vezes cercado, no qual acontece algo misterioso, simboliza o recipiente alquímico onde processa-se a transformação da psique, é um espaço sacro, similar ao temenos onde podemos reverenciar nossos deuses interiores. ESPADA- É um símbolo da força solar, do falo, da criação e do Logos. Na cerimônia da missa a espada simboliza o Logos, e no Apocalipse, ela é o próprio Logos. A espada flamejante diante do Jardim do Éden é explicada na alquimia como a Cólera de Deus, e no sistema gnóstico, ela representa a Paixão que separa a terra do paraíso. Para o cavaleiro medieval, a espada era considerada sagrada, um instrumento de deus e era através dela que ele operava. No Budismo, o Samurai japonês também considerava a espada sagrada pois na sua visão é através dela que o DHARMA se cumpre. ESPELHO- É um símbolo do saber, do auto-conhecimento e da consciência tendo como resultados, a verdade, a clareza e a reflexão. Em sonhos pode simbolizar a aspiração do auto-conhecimento. É considerado como sendo um símbolo lunar e feminino que simboliza o conhecimento sem mácula de si mesmo. O espelho intacto funciona como símbolo de união, enquanto que o espelho partido, é um símbolo de separação. ESPERNEAR- O ato de espernear possui uma simbologia de caráter eminentemente sexual e pode estar simbolizando a reentrada no ventre materno. ESPIGA- É considerada como um símbolo do crescimento e da fertilidade, que é ligada ao culto de Deméter. ESPINGARDA- Em sonhos, possui uma simbólica que à liga a questões de natureza sexual e que simboliza um conflito erótico. O seu símbolismo é fálico. ESPINHO- Simboliza a defesa exterior do ser humano. ESPIRAL- É um símbolo feminino, de fecundidade, que evoca o caráter cíclico de evolução, qual seja, a viagem da alma depois da morte. ESPÍRITO- A mudança psíquica repentina que afeta a personalidade simboliza que um complexo autônomo irrompeu do inconsciente, quando costuma ser diagnosticado como um “espírito invasor”. ESQUARTEJAMENTO- Essa imagem pode simbolizar um renascimento, uma vez que através da fragmentação a vida tem oportunidade de recompor-se. ESQUELETO- É considerado um símbolo da operação alquímica da putrefactio. ESTÁBULO- Essa imagem evoca a idéia de nascimento. ESTÁTUA- A palavra grega para estátua é “ANDRIAS”, que é sinônima de “ANER”, homem. A palavra Andrias designa a estátua de pedra em forma humana. Pode-se ler em textos maniqueístas: “No derradeiro dia ressurgirá o Andrias, e na hora em que ressurgir, o Mal bradará. A primeira rocha no mundo é esse Andrias de glória, o homem perfeito que foi chamado à glória. Ele carregou o mundo inteiro e foi aquele que arcou com todo o peso”. Quando surgem em sonhos imagens de pessoas petrificadas podem estar simbolizando complexos ou partes de nossa própria personalidade que se cristalizaram. Os sonhos com estátuas podem estar nos falando ainda de um encontro com a divindade. Entre os mandenos, a figura do Antropos é ainda hoje chamada de estátua e esses sonhos podem estar simbolizando então, o encontro com a totalidade da psique quando são considerados como sendo uma imagem divina. ESTATUETA- Simboliza uma das etapas do ritual de iniciação. ESTERCO- Na alquimia é considerado um símbolo da prima-matéria, análogo às fezes humanas. ESTRELA- No Egito, a alma Ba, a parte imortal que sobrevive depois da morte era representada por uma estrela. Cristo era por vezes cognominado de Estrela da Manhã, enquanto os imperadores romanos, acreditava-se que ao morrerem, transformavam-se em estrelas. É sempre um indício de destino individual escolhido, o que há de único num homem, é um sinal típico do herói, principalmente quando na testa que representa o núcleo eterno da psique, o homem eterno em nós. As constelações das estrelas eram utilizadas para definir a essência de uma personalidade, e o exato momento em que um ser humano vem ao mundo é considerado o símbolo da sua essência. O aparecimento de uma estrela em sonhos pode estar indicando a proximidade de um nascimento. EUCARISTIA- Na liturgia da missa é um símbolo do processo de individuação, sendo uma reminiscência da antiga festa da lua nova que era dedicada à deusa, e onde bolos em forma de lua e libações em sangue eram servidos para permitir o fortalecimento da vida. FACA- É considerada um instrumento de sacrifício, além de poder ser considerada como sendo um símbolo da mente que repele qualquer convicção tida como tradicional É o emblema da lua cheia na China. FAISÃO- É um símbolo do despertar masculino, além de ser considerado um pássaro mensageiro. Ele simboliza a luz, donde é uma imagem ígnea. FALCÃO- Era considerado como sendo a própria encarnação de Hórus no Egito e é um símbolo masculino, solar que sobrepujou o feminino, lunar na passagem do matriarcado para o patriarcado. FERA- Quando em sonhos vemos a imagem em que o ego onírico aparece acariciando uma fera, o simbolismo é de que algo deixou de ser preso de uma emoção negativa por parte do ego vígil, e pode agir de uma forma redentora. FERIDAS, pústulas – Essa imagem em sonhos simboliza os complexos acirrados , negligenciados, que estão a romper na consciência. FERRADURA- É considerada um símbolo da sorte e da proteção contra o mal. FERREIRO- A imagem do ferreiro simboliza aquele que é capaz de fazer o fogo, aquele que cria, o gerador. É um símbolo que evoca transformação e através dela a criação. Ele é o próprio demiurgo, capaz de forjar o cosmos, um símbolo do pai do divino, uma vez que embora podendo por si mesmo não ser divino, é capaz de criar o divino, a obra-prima. FERRO- É considerado o símbolo do deus Marte e da guerra, além de ser o material tradicional para se prender demônios posto que tem a capacidade mágica de afugentar demônios e bruxas, assim como é considerado portador de um poder curador mágico em todos os países agrícolas da Europa. O ferro assim como o chumbo são símbolos da operação alquímica da nigredo, que numa outra etapa transforma-se na prata, na albedo, no reino do princípio feminino e numa fase posterior, transforma-se na rubedo, a fase vermelha, de onde surge o ouro. Simboliza dureza e obstinação. FEZES, EXCREMENTOS e MAUS ODORES- são símbolos da putrefactio. Em sonhos imagens com vasos sanitários sujos ou que deixam escapar excrementos são comuns em pessoas de mentalidade puritana e podem estar se referindo aos aspectos que o ego vígil consideraria vis em sua personalidade. Contudo, as fezes também são consideradas um símbolo da COAGULATIO pois elas se constituem na primeira manifestação concreta do poder criativo individual, portanto elas são por vezes consideradas como sendo a prima-matéria da alquimia, aquela que acaba por transformar-se no Ouro Alquímico. A Coagulatio é o estágio alquímico que produz o ouro e por isso, as fezes por vezes na alquimia são análogas ao ouro. FIAR, TECER, TRICOTAR, etc…- A fiandeira no Oriente é denominada de “tecedeira” ou maya e é ela que gera as ilusões. Na antigüidade, tinha-se que o destino de cada pessoa era tecido como uma roupa, destino esse que confinava a pessoa estabelecendo limites determinados à priori. A atividade de fiar representa os devaneios e desejos e tanto a roca como o ato de fiar são considerados símbolos de Wotan, de Erda, das Moiras, das Nornas e das Parcas. FICUS- É considerada a árvore mais sagrada na Índia. Segundo a tradição védica, diz-se que Brahma, Vishnu e Maheswar vivem nela, sendo ela portanto considerada como sendo um símbolo da trindade. FIGUEIRA- É uma árvore que simboliza a abundância, e também a imortalidade. Era considerada como sendo um símbolo sagrado de Rômulo, na Roma antiga. FILHO- É através da imagem do filho que o pai encontra a promessa da imortalidade e a possibilidade de concretizar os sonhos que não chegou a realizar. A imagem do filho-amante, simboliza o anseio pelo renascimento por meio de um retorno ao ventre materno, para que à partir daí então, possa vir a conquistar a imortalidade, tornando-se o próprio princípio solar. De qualquer forma, essa imagem nos remete à simbólica da eternidade, da continuidade e do potencial de realização através da existência do filho. FLAMINGO – É um pássaro rosado de grande porte que é um símbolo da alma em ascensão para o encontro com a luz. FLECHAS- A flecha é um símbolo da libido, a energia psíquica disponível de forma que o ferimento com a própria flecha simboliza um estado de introversão; enquanto que o ato de cravar a flecha em si mesmo é um ato de união consigo mesmo, é como um abandonar o mundo exterior. O ato de ser flechado é um símbolo da luta pela independência pessoal. A imagem de flechas pode estar simbolizando tanto o ato de gerar filhos como os próprios filhos. Em árabe, fazer flechas afiadas significa gerar filhos valentes e os chineses, quando querem anunciar o nascimento de filhos, penduram um arco e uma flecha na frente de sua casa. Mitra faz a água brotar da rocha com sua flecha. Pode simbolizar ainda a comunicação entre o céu e a terra, além da morte súbita. É análoga ao raio solar, fálica e fecundante podendo referir-se à realizações afetivas. Eros usava suas flechas para que os homens se apaixonassem, e a emoção do sentir-se apaixonado de forma súbita, nos deixa com a impressão de que fomos flechados. As flechas costumam ainda simbolizar o fenômeno da ProjeçãO pois no momento em que somos atingidos por uma ProjeçãO, temos a nítida sensação de que fomos atingidos por um estado de espírito semelhante à um raio, ou à uma flechada. No Velho Testamento, a Paixão sexual é descrita como uma flecha que traspassa o fígado do homem. Elas são portanto, em todas as ocasiões, um símbolo da energia psíquica projetada. FLOR- A flor é o símbolo usual da virgindade, tanto que a perda da virgindade é chamada de defloração. Em sonhos, a imagem de um crescimento miraculoso de flores ou de vegetação, é uma evidência da proximidade da conjunctio. A flor por vezes, é considerada como sendo um símbolo da alma. FLORESTA- É sempre considerado um símbolo do inconsciente, é o local onde vivem os animais selvagens que correspondem aos nossos instintos e onde podemos nos deparar com o desconhecido, o ignoto. FOCA- Simboliza a virgindade como decorrência da esterilidade afetiva da pessoa. FOGO- Costuma simbolizar tanto a purificação como a transformação, pois ele é o grande agente das transformações pelo seu caráter de simbolizar as emoções, tanto que aquilo que resiste ao fogo tem o caráter da imortalidade. Sem o fogo da emoção nenhum desenvolvimento ocorre e nenhuma conscientização maior pode ser alcançada, ele é considerado um símbolo da consciência e no Êxodo, as tribos comandadas por Moisés foram guiadas por uma coluna de fogo durante a noite que foi denominada de TOCHA ARDENTE, é um tipo de libido, consciente e criativa. Existe uma tendência geral de se estabelecer um paralelo entre a produção de fogo e a sexualidade, tanto que ele pode estar representando o inferno resultante da vivência da Paixão. O pramantha como instrumento do Manthana (o sacrifício de fogo) entre os hindus, tem um significado sexual; o pramantha representa o falo ou o homem e o pau furado colocado embaixo é a vulva ou a mulher, sendo que o fogo gerado é a criança, o filho divino AGNI. No culto, os dois paus chamam-se pururûvas e urçavi e são símbolos do homem e da mulher; do órgão genital da mulher nasce o fogo da sexualidade que é um dos conteúdos psíquicos de maior carga afetiva. Na alquimia, o fogo da calcinatio é um fogo purgador, embranquecedor que atua sobre a matéria negra, símbolo da nigredo, tornando-a branca., a albedo. Dentro do simbolismo alquímico, ele também era uma imagem da participação do indivíduo no trabalho pois para que a transformação se processasse era preciso atenção ao fogo que deveria sempre manter- se aceso. O que é purificado pelo fogo, torna-se de forma bastante literal, sagrado, e quando uma criatura “espiritual” é queimada a cremação lhe confere o corpo, posto que esse elemento era considerado o veículo conector entre os reinos divino e humano, a própria inspiração através do espírito. Existe também em relação ao fogo a imagem que simboliza o grande destruidor, como pode inclusive ser visto em vários mitos posto que ele tanto pode nos queimar como nos iluminar. Nos tempos primitivos era o principal método de sacrifício aos deuses. Os sonhos em que cidades são queimadas ou ainda, que nossa própria casa é queimada, costumam indicar que um afeto nos possuiu e tornou-se completamente fora de controle. Ele mostra a intensidade da tonalidade afetiva e por isso é uma expressão da energia psíquica que se manifesta como libido. FOGUEIRA- É um símbolo da própria vida que pode ser vista como uma fogueira, a arder eternamente. FOICE- Simboliza a morte, e no arcano número treze do Taro, vemos a imagem de uma caveira com uma foice na mão, e o nome dessa lâmina é “A Morte”. Só que a morte contudo, nem sempre pode ser entendida em seu sentido literal, pois muitas vezes é imagem de um renascimento, quer através de uma transformação provocada por situações profanas quer através de uma iniciação. A mudança de cunho psicológico num indivíduo pressupões sempre a morte em sentido figurado para o conseqüente renascimento. FONTE- Simboliza o acesso ao inconsciente que pode ser simbolizado através da imagem do mundo subterrâneo, cujo portal de entrada é a fonte, um símbolo materno. Existe ainda uma conexão entre a fonte, a juventude e a imortalidade sendo que sua é equiparada ao elixir da vida dos alquimistas. O Paraíso terrestre costuma ser simbolizado por um jardim quadrado, murado, contendo uma fonte no centro. Portanto, podemos também entender a fonte como uma imagem do SELF. A fonte é um símbolo feminino, materno, de origem da vida. É uma imagem da alma, da gnose, do centro, da individuação. FORMIGAS- são consideradas símbolos dos instintos e encontram-se relacionadas ao sistema neuro-vegetativo e por vezes são associadas à vulva. Simbolizam ainda a atividade permanente. FORNALHA- É considerada um símbolo da mãe, assim como o forno. FORNO – É considerado um símbolo do seio materno, ao mesmo tempo que da metamorfose, pois é nele que algo oriundo da natureza deve ser transformado e servir de alimento ao homem. O forno de fundição dos alquimistas significa o ventre, e o alambique ou recipiente, o útero. FORTALEZA- Simboliza o refúgio interior do homem. FUNCHO- É considerado um símbolo de rejuvenescimento espiritual. FUSO- É considerado um símbolo da morte. FUTURO- Em sonhos, as imagens de um outro mundo, de uma outra dimensão ou de um lugar exótico, costumam simbolizar fatos relativos ao futuro do sonhador. GAFANHOTO- Por sua característica de causador de destruição das plantações, a sua imagem simboliza os aspectos destruidores da personalidade do indivíduo. GALHO-(ver vara, bastão) GALO- É considerado um símbolo do tempo, além de possuir um princípio solar, masculino, que aparenta altivez. Os sonhos em que o ego onírico aparece representado na imagem do galo, certamente deverão estar se referindo aos aspectos de soberba da personalidade do ego vígil. GANSO- Na Grécia antiga representava um aspecto especial da Mãe-Natureza ou a deusa da natureza, Nêmesis. Era ainda considerado como sendo um mensageiro do mundo espiritual. GARÇA- É considerada como sendo um dos símbolos de Cristo e no Egito era tida como pássaro sagrado. GARRAFA- É considerada como sendo um símbolo da sabedoria e do conhecimento não generalizado de algum conteúdo. GATO- É considerado um animal feminino pois representa tanto o espírito da natureza capaz de criar canções folclóricas e contos de fadas, como o negro feminino, aquele aspecto que nos é bastante familiar através das bruxas. É dessa forma associado à natureza instintiva da mulher, ao prazer e refinamento. É um símbolo da clarividência e dos poderes mediúnicos. GAVIÃO- Símbolo da rapina, do roubo e da caça. GAZELA- Tem a característica de simbolizar a alma humana quando a procura de Deus e é considerada como sendo uma imagem do ideal espiritual. Na Índia, é vista como sendo um símbolo de Prana, o Senhor dos Ventos. GÊMEOS- Simbolizam a dualidade e se constituem por vezes numa imagem análoga a encruzilhada, normalmente na mitologia eles encontram-se como uma representação do arquétipo da sombra, onde um sempre possui as características que faltam ao outro. Essa imagem quando aparece em sonhos, está simbolizando que o ego vígil ainda não atravessou o momento que tende a se apresentar como uma encruzilhada em sua vida. GÊNIO- Nas tradições antigas o gênio simbolizava o duplo de cada homem, cumprindo a função de Anjo da Guarda ou conselheiro. É o ser espiritual que habita dentro de cada indivíduo. GNOMOS- são poderes invisíveis mas que são capazes de materializar qualquer coisa que seja invisível, além de serem considerados como sendo um símbolo dos lampejos de consciência e das revelações que ocorrem usualmente aos seres humanos. Esses seres que habitavam o subsolo eram donos de grandes tesouros em pedras e metais preciosos, num simbolismo do potencial que jaz escondido em nosso inconsciente. GOLFINHO- Essa imagem costuma aparecer em sonhos evocando os poderes de transfiguração. GRALHA- Simboliza o princípio feminino. GRILO- Esse inseto simboliza a vida, a morte e a ressurreição, e costuma-se dizer que a aparição do grilo simboliza a perspectiva da felicidade. GRUTA- Nas diferentes partes do mundo, as grutas e cavernas costumavam ser usadas para a execução de ritos iniciáticos. É uma imagem do feminino, ligada as deusas da terra, à concepção e ao inconsciente. GUARDA-CHUVA- Quando em sonhos aparece uma imagem em que o ego onírico se encontra sob a proteção do guarda-chuva, simboliza que o ego vígil está tentando proteger-se das possibilidades e das responsabilidades. HIDRANTE- Essa imagem em sonhos aparece simbolizando temas sexuais resultantes dos conflitos eróticos do ego vígil. HIEROS GAMOS- Simboliza o casamento sagrado, a união da deusa com o deus, a conjunctio superior, sendo que é uma imagem arquetípica cuja necessidade psicológica que se encontra simbolizada neste rito é o movimento da psique em direção à totalidade, cujo equivalente mais próximo nos tempos atuais é o sacramento do matrimônio. Dentro do contexto da prostituição sagrada nos templos das deusas da lua, era a reconstituição do casamento da deusa do amor e da fertilidade com o seu jovem amante, o viril deus da vegetação. A prostituta sagrada neste ritual simbolizaria então o útero fértil da deusa, sua paixão e sua natureza erótica. HOMEM NEGRO- Essa imagem em sonhos costuma ser uma representação da sombra do ego vígil, no caso de um homem. limites que o destino fixou para a pessoa. Ela pode ser considerada o grande dom humano que faz com que os homens ultrapassem os limites que o destino fixou para a pessoa humana, mas por outro lado, pode ser o grande castigo pois pode ser um fator gerador de inflação. IGREJA- É um dos símbolos do SELF, um símbolo feminino ligado ao arquétipo da Grande-Mãe e cujo significado básico é o de ventre materno. ILHA- É um símbolo feminino que representa uma área insulada da psique sobre a qual o indivíduo possui um conhecimento limitado pois não consegue ligação com o resto da personalidade consciente uma vez que está contida pelo mar, num simbolismo que se refere a parte inconsciente da psique. É portanto um símbolo de isolamento. Na mitologia a imagem da ilha nos remete simbolicamente ao Paraíso Perdido. INCÊNDIO- A imagem em sonhos em que o ego onírico aparece como incendiário podem ter um simbolismo que nos remete a masturbação. INCESTO- Quando em sonhos, a imagem do incesto pode estar simbolizando o processo de imdividuação e é considerada como um símbolo em que o ego vígil está procurando estabelecer um relacionamento entre a sua psique consciente e a inconsciente, o que faz ele poder ser considerado como sendo um símbolo da conjunctio uma vez que o ego vígil esta num processo de aprofundar-se em si mesmo, para fins de renascimento. INUNDAÇÃO- Os sonhos com inundação costumam referir-se à operação alquímica da Solutio e podem representar uma ativação do inconsciente que ameaça dissolver a estrutura estabelecida do ego e reduzi-lo à prima-materia. são os instintos, as imagens e os anseios caóticos que surgem do inconsciente e que na proporçào de uma inundação quebram as amarras individuais. As grandes transições da vida costumam ser simbolizadas por experiências de Solutio pois uma ameaça de inundação vinda do inconsciente pode ter um efeito saudável sobre o ego, trazendo a consciência da necessidade de relacionamento com o transpessoal. A imagem da inundação, assim como a do dilúvio e a do batismo sempre traz implícita uma simbologia de renovação e renascimento. INVASÃO- As imagens em sonhos em que homens entram no quarto ou na casa do ego onírico ou ainda que homens agressivos o perseguem, podem estar simbolizando o sentimento de vulnerabilidade e desproteção por parte do ego vígil. JANELA- Simboliza a receptividade e a abertura para as influências vindas de fora. A janela pode ainda ser considerada como sendo um símbolo da consciência. JARDIM- O jardim em forma de mandala é uma imagem do Si-Mesmo e representa nesse caso, a unicidade original entre o ego, a natureza e a divindade, tanto que a imagem do jardim nos reporta normalmente ao tema do Paraíso. O jardim da frente da casa é tido contudo, como sendo um símbolo da consciência. JARDINEIRO- Essa imagem simboliza aquele que conhece as exigências da natureza. No mito Cristão, Maria Madalena viu Cristo ressuscitado, mas pensou tratar-se do jardineiro. JAVALI- Na mitologia germânica é um dos símbolos de Wotan; na mitologia hindu é um dos símbolos de Vishnu. Na mitologia grega, quando do episódio da morte de Adônis, aparece como sendo um símbolo de um dos aspectos da natureza de Afrodite, a mãe-amante em seu aspecto animal, violento e destruidor, que tanto é capaz de criar como de tomar a vida; no mito de Ártemis, corresponde à natureza agressiva, feroz e destruidora da deusa quando contrariada em seus afetos. No mundo cristão, pode ser visto como um símbolo do demônio. JOGAR- Em sonhos a imagem em que o ego onírico joga alguma coisa contra outra pessoa, pode simbolizar que o ego vígil sente um afeto destrutivo pela pessoa em questão. JUMENTA- É considerada como sendo um símbolo da paz, da paciência e da humildade. LABIRINTO- Em todas as culturas, o labirinto tem o simbolismo de representação confusa da consciência matriarcal, do inconsciente e este universo só pode ser transposto por aqueles que encontram-se preparados para fazer uma jornada ao universo do inconsciente coletivo. Seu acesso portanto, só é viável ao iniciado que conhece de forma antecipada os planos, uma vez que o seu centro é reservado à ele. O labirinto conduz o homem ao seu próprio centro interior. LADRÃO- Essa imagem costuma aparecer em sonhos simbolizando algo que está entrando no âmbito de nossa psique consciente, algo destrutivo que invade nosso sistema psíquico. LAGARTO- É considerado como sendo um dos símbolos transcendentes de profundidade posto que combina uma atividade sub-aquática com a vida terrestre. que assustam as crianças. LÂMPADA- Costuma aparecer para simbolizar a iluminação interior sendo que no Oriente, simboliza a Iluminação advinda da Sabedoria de Alá. LANÇA- É um símbolo solar, masculino, fálico. LANTERNA- Simboliza a iluminação e a clareza de espírito. LAREIRA- A terra assim como a lareira são consideradas como sendo símbolos do lar. Na mitologia grega, a lareira é considerada como o altar da deusa-virgem Héstia onde tanto a lareira como a dona dela sÔo consideradas como uma única coisa. O nome Héstia significa lareira e é derivado da raiz sânscrita VAS, que significa “brilhante”. Como o fogo é considerado um elemento puro e divino, ele confere santidade a imagem da lareira. LEÃO- No cristianismo simbolizava São Marcos; na mitologia egípcia era um antigo símbolo da ressurreição nos rituais fúnebres; no simbolismo medieval era considerado um agente da ressurreição; na simbologia alquímica é a divindade que encerra em si o mistério da morte e renascimento, além de que representava o rei em sua forma pós-mortal. Ele era o guardião do mundo subterrâneo. Quando aparece uma imagem do herói lutando com o leão é comum que se encontre desarmado posto que esse é um símbolo de sua luta consigo mesmo. Em sonhos quando ele aparece, sabe-se que a personalidade acha-se confrontada com fortes e apaixonados desejos, paixões e afetos que tornam-se mais forte que o próprio ego. O leão é o sol inferior, uma representação teriomórfica do princípio masculino que representa a natureza ctônica, o aspecto terreno do símbolo do rei. Encontra-se ainda associado à concuspicência e ao orgulho além de ser um animal combativo mas que pode sugerir impulsos agressivos saudáveis. Quando aparece nas imagens das deusas da lua, é uma representação da natureza voraz da deusa. LEITE- Na Grécia e em Roma tinha o simbolismo de apaziguador dos deuses subterrâneos, aos quais se dava leite nas cerimônias de sacrifícios. Aos deuses de cima, dava-se vinho. O leite nos dá uma idéia ainda de nutrição, e possui essa simbólica para os iniciados, aqueles que “nascem novamente”, é um sinal de renascimento divino no homem. Nas orgias de Dioniso na montanha, os mánadas bebiam leite e mel que também se constituíam na comida para os renascidos nos primeiros batismos cristãos. LOBO- Na mitologia germânica era considerado como sendo um dos animais de Wotan; na mitologia grega pertencia à Apolo o deus do sol, o princípio da consciência. Era ainda considerado como sendo um animal de todos os deuses da guerra. Quando em sonhos de mulheres, a figura do lobo pode representar o animus ou a atitude devoradora que as mesmas podem ter ao serem possuídas por ele, pois em seu aspecto negativo ele é um animal bastante destrutivo, que simboliza o princípio do mal e do demônio.. O lobo é tido como um elemento feminino que vive ansioso pelo peito e que quer constantemente que lhe retirem a sensação de fome, e podendo então aparecer a sua imagem simbolizando uma paixão regressiva. LUZ- É um dos símbolos da consciência e mostra também a intensidade da tonalidade afetiva, sendo uma expressão da energia psíquica que se manifesta como libido. Os povos essênios viam a luz como uma fôrça espiritual e o sêmem e o sangue menstrual como a substância dessa fôrça; ela sempre foi associada a divindade, ao espírito ou a vida santificada. Sendo a luz associada à força criadora podemos entender também por luz, o sêmem, que é a substância que contém o princípio criador. MACACO- Simboliza uma caricatura animalesca, uma imagem desprezível do homem. MADASTRA- Essa imagem pode estar simbolizando o papel destrutivo do inconsciente. MADRUGADA- Em sonhos pode simbolizar um aumento da consciência do indivíduo. MAGIA- Os sonhos com magia podem estar simbolizando o desejo de proteção do ego contra algum conflito que se aproxima. MÁGICO- Essa imagem pode simbolizar o mais primitivo grau de desenvolvimento da consciência quando o seu portador tem as características de um sombrio deus pagão, ou o aspecto sombrio de Deus. É um símbolo que diz respeito as forças animais ou as demais forças do inconsciente; correspondendo ainda a figura paterna negativa, o princípio masculino da mãe, ou seu animus. MAL- Os sonhos com o mal parecem estar de alguma forma associados ao arquétipo da sombra. MALFEITOR- Essa imagem em sonhos de uma maneira geral aparece como uma personificação de características nossas inconscientes que pertencem ao arquétipo da sombra e que uma vez não reconhecidas são passíveis de projeção. MANTO- Os sonhos em que o ego onírico aparece envolto num manto, podem estar simbolizando a insegurança do ego vígil frente à vida. MAR- Simboliza de um modo geral o inconsciente coletivo pelas suas profundezas insondáveis e por imediatamente ser associado à água mas pode ainda estar representando, quando essa imagem aparece em sonhos, a eminência do ego vígil vir a vivenciar um período de transformação caracterizado por experiências ligadas à operação alquímica da Solutio. MARFIM- Simboliza tanto o poder como a pureza. MARIPOSA- É um símbolo da força destruidora da paixão, uma vez que ela voa em torno do fogo até ser queimada. Através da simbologia da mariposa, podemos ver o oposto da paixão (fogo) enquanto criatividade. MATRICÍDIO- Quando essa imagem aparece em sonhos, pode estar se referindo a que as imagens parentais sofreram alterações. MEL- Os antigos consideravam-no como sendo um remédio que propiciava a imortalidade, uma vez que uma de suas características é a de preservação, além de ser considerado como um dos símbolos do Si-mesmo. Na Grécia antiga era costume a oferenda de mel aos deuses para que chovesse pois acreditavam que se a oferenda fosse feita em vinho, os deuses não permaneceriam sóbrios e não teriam condições de lhes atender. O mel é um dos agentes da operação alquimica da Coagulatio, podendo sua imagem quando aparece retratada em sonhos, estar se referindo à uma autêntica necessidade de coagulatio. Em sonhos modernos pode ainda estar se referindo à uma tendência regressiva infantil de busca de prazeres, o que gera a necessidade de que o ego vígil vivencie a experiência da operação alquímica da mortificatio. MELANCIA- A sua imagem como decorrência da profusão de caroços, é considerada como sendo um símbolo da fecundidade. MELANCOLIA- Imagens em que estados melancólicos são retratados em sonhos, podem estar apontando para a eminência da experiência de se vivenciar fatos que conduzam aos processos da operação alquímica da nigredo. Por vezes, os sonhos em que aparecem de estados de depressão e melancolia, também podem estar disfarçando uma enorme cobiça por parte do ego vígil. MENDIGO- Essa imagem em sonhos, costuma simbolizar o arquétipo da sombra, o nosso mendigo interior que quer ter seu lugar na consciência. Quando o animus aparece na imagem de um mendigo, pode estar simbolizando a pobreza da vida consciente da sonhadora, o seu ceticismo e a sua dura auto-crítica, num simbolismo de que a mulher já não crê mais em si mesma. MENINO- A inocência simboliza o estado de indiferenciação da prima matéria portanto, ela pode aparecer simbolizada em sonhos na imagem de um menino; contudo, essa também possa se constituir numa das imagens através da qual se expressa o Si-mesmo. A imagem de um menino nos sonhos de uma mulher, em geral quer simbolizar um novo empreendimento e no dizer de Jung, um empreendimento honesto que concorre para a realização do SELF. MESA- A mesa pode aparecer em sonhos como representação de um símbolo espiritual, tal como a Távola redonda que foi construída de acôrdo com o traçado de Merlin e que era um símbolo do centro espiritual preservador da tradição. Os cavaleiros da Távola Redonda foram aqueles que saíram em busca do Santo Graal, isto é, em busca da experiência da totalidade, do SELF. MOEDA- A imagem de moedas de ouro encontradas em sonhos pelo ego onírico podem estar simbolizando a prima-matéria. MONTANHA- O símbolo da montanha também pode ser considerado como sendo uma das representacões do SELF posto que possui uma simbólica de centro, de omphalos, tanto que em todas as tradições aparece como sendo uma imagem da imortalidade. Ela é um local onde se processam as revelacões ou a meta de uma longa busca para a eternidade. Costuma ser um local de iniciacão e que corresponde simbolicamente ao “Eixo do Mundo”. Alguns ritos funerários descrevem as almas dos mortos subindo montanhas e no idioma assírio, o verbo morrer possui o significado de “apegar-se à montanha”. MONSTROS- Essa imagem em sonhos costuma aparecer simbolizando nossos próprios temores e incapacidades personificadas. MORTE- Essa imagem simboliza uma situação arquetípica da mais alta numinosidade. É quando o inconsciente invade a vida e nos arrasta de tal maneira que nós não conseguimos nos subtrair ao seu poder. As imagens da morte em sonho costumam simbolizar uma transformação na imagem do ego e quando é o ego onírico quem mata, percebe-se que o ego vígil encontra-se bastante atuante nesse processo. Contudo, quando o ego vígil perde o contato emocional com os que o cercam, pode acontecer de sonhar que esses estão mortos além de que constitui-se num típico sintoma pré-psicótico sonhar-se que todos a quem se ama morreram. Normalmente, as imagens de morte em sonhos, fazem alusão à morte iniciática que nada mais é do que morrer para um estilo de vida profano, acompanhado de um renascimento espiritual. MORTO- Quando o indivíduo sente-se magoado é comum que lhe ocorram imagens em sonhos de que alguém foi morto, o que pode estar simbolizando os rituais de iniciacão. No Egito haviam tradiç!ões que consideravam o iniciado como legitimamente morto, apto portanto a vivenciar o renascer espiritual. MULHER- Uma mulher desconhecida do ego vígil quando aparece como imagem de sonhos, costuma ser uma representação da sua anima. Contudo, o aparecimento de mulheres desconhecidas em sonhos de mulheres podem estar se referindo à uma representação do arquétipo da sombra, principalmente se a imagem é de uma mulher negra. NARIZ- Por sua capacidade olfativa é considerado como sendo um símbolo do discernimento, mas sua imagem contudo evoca o falo. NASCENTE- É um dos símbolos da energia psico-espiritual, que é retrata nessa imagem como sendo inesgotável. NASCIMENTO- Esta imagem pode estar simbolizando dois tipos distintos de nascimento. O primeiro, o nascimento físico; o segundo, aquele que é característico dos ritos de iniciação e que simboliza o nascimento espiritual ou o renascimento. NATAÇÃO- Pode simbolizar um batismo purificador, um encontro com as águas do inconsciente, quando a pessoa adquiriu a capacidade de navegar à salvo por suas águas, o que nos remete à operação alquímica da SOLUTIO. NEGRO- O negro é uma personificação de certos conteúdos do inconsciente e que funcionam como projeção do nosso lado sombrio. A imagem do negrume quando aparece em sonhos pode estar simbolizando a necessidade de que haja uma transformacão no ego consciente através da operação alquímica da mortificatio visto que o mesmo encontra-se por demais identificado com a luz, um fator gerador de inflação. A figura da mulher negra geralmente simboliza o feminino ctônico, escuro, terreno e misterioso, tanto que as imagens da deusa negra, assim como as de Maria, pertencem ao mundo de baixo, e não ao domínio celeste. A Nossa Senhora Negra é associada tanto à terra quanto à fertilidade e é uma imagem do feminino divino que reflete uma ligação antiga entre a natureza da mulher e as deusas pagãs ligadas ao amor e a fertilidade. Os sonhos femininos em que aparece a imagem da mulher negra, geralmente possuem um significado de que a mulher vai passar por uma transformação em sua sexualidade, entrando numa fase mais madura, de respeito aos seus instintos e mais próxima da deusa. NOME – O aparecimento de pessoas das quais se sabe os nomes em sonhos, tem singular importância de penetração na identidade do indivíduo em questão. Desde tempos remotos atribui-se um poder mágico ao nome, e o ato de saber o nome secreto de uma pessoa corresponde a obter poder sobre a mesma. Colocar nome em alguém é o mesmo que lhe dar uma personalidade ou alma, e isto corresponde a dar poder. Na mitologia egípcia, quando Ísis obriga Ré a lhe dizer seu verdadeiro nome, ela usurpa-lhe o poder. NÚPCIAS – Existe um ritual do sistema matriarcal e que se constitui num dos arquétipos centrais dos mistérios femininos, tal como o casamento, que é chamado de núpcias de morte. Esse ritual precedia as lamentações por Adônis. ÓLEO, AZEITE – É um dos símbolos de força espiritual, luz e sabedoria além de ser dotado de poderes especiais. É a base da luz que inflama e queima. OLHO – Simboliza o pavor da tomada de consciência, que em decorrência da culpa, pode nos levar a situações aterradoras. Os olhos de peixes simbolizam o Olho Múltiplo de Deus que possuem como efeito à consciência de que não se está sozinho na psique. O Olho de Deus é uma imagem do Julgamento Final que costuma aparecer em sonhos nos momentos de crise da vida , pois quando a imagem do Olho é constelada, normalmente se está passando por uma grande provação. O deus solar Mitra costuma ser retratado como possuindo inúmeros olhos espalhados por seu corpo. A imagem do olho pode ainda aparecer simbolizando o colo materno, o protetor da criança que tem pavor da consciência. Na imagem do olho encontra-se a pupila, a criança. Por vezes essa imagem aparece simbolizando a vulva. PAI – É considerado um símbolo do mundo da ordem e das proibições morais, é um representante do espírito que se opõe a impulsividade, impedindo-a. O deus criador masculino é um derivativo da imago paterna. PALÁCIO – Possui a simbólica de ligação com o centro, com o SELF, o centro ordenador da psique. É possível que esta simbólica relacione-se ao fato de que o palácio era o ponto central do reino, para o qual os interesses deveriam convergir. PAIXÃO- É símbolo de uma qualidade de energia ou libido que acarreta o destino. O estado de ser apaixonado deriva de um acordo entre a anima do homem e o animus da mulher. PÂNTANO – É uma imagem relacionada à matéria indiferenciada, um símbolo, portanto do nosso inconsciente. PAPAGAIO- É considerado como sendo um dos símbolos de Maomé, além de simbolizar a petrificação em função do caráter repetitivo de sua fala desvinculado de qualquer raciocínio. É , portanto, uma personificação específica de conteúdos que são repetidos sem questionamento e sem que se pare para fazer avaliação. Costuma levar ainda a projeção de ser um símbolo do inconsciente. Em algumas histórias árabes, ele simboliza o psicopompo, uma espécie de Hermes, que fala sempre a verdade, embora de forma um tanto dúbio. PAPOULA – Apresenta uma forte ligação com o Hades, com o sono e a morte. PARAÍSO – Nos mitos primordiais era considerado o Centro do Mundo. PÁSSARO – Simboliza de modo geral as entidades psíquicas de caráter intuitivo e mental, pois é considerado como uma entidade sem corpo e alada. É um apropriado símbolo da transcendência. Pode ainda estar representando o SELF que surge como um princípio único, uma intuição da totalidade oriunda das profundezas do inconsciente. Por vezes é associado aos pensamentos autônomos que nos surgem para depois desaparecerem com relativa autonomia. É uma intuição profunda, a verdade invisível que se auto-realiza. Na alquimia, o pássaro encontra-se vinculado ao medo da morte, à separação da alma do corpo, que é a Sublimatio definitiva; sendo que existem representações medievais em que a alma deixa o corpo do morto em forma de pássaro. Nos tratados alquímicos, aparece como um guia em direção à experiência interior e os alquimistas os consideravam como formas gasosas de matéria sublimada, de forma que os espíritos, os vapores e as substâncias evaporadas eram simbolizados por eles, usando representações distintas de suas espécies. O pássaro SIMORG é um pássaro mitológico de imensas proporções e de cor preta que representa a alma coletiva de todas as aves. Na mitologia germânica, os pássaros pertencem a Wotan e na mitologia greco-romana a Apolo sendo que uma de suas características seria a capacidade de profetizar. Possui ainda o simbolismo de que seja um anjo. PATO – Pode ser considerado um dos símbolos do SELF por sua capacidade de adaptação e estilo de vida distintos. É um animal da terra, água e ar. É pois considerado como sendo uma função transcendental, qual seja, a capacidade que tem a psique inconsciente de se transformar e de nos levar a uma nova situação que anteriormente nos parecia bloqueada. O pato está em casa, em todos os domínios da natureza. No Ocidente, tal qual os gansos, está ligado à figura dos demônios e bruxas que com frequência possuem pés de patos ou de gansos. PAVÃO – É um símbolo da ressurreição e do Cristo, tal qual a Fênix que também é considerada como sendo um símbolo solar. Na mitologia grega é considerado como sendo um dos animais atribuídos a deusa Hera. É ainda considerado como sendo um símbolo da imortalidade e da totalidade, muito embora sua imagem esteja associada à vaidade. PÉ- Essa imagem pode aparecer simbolizando o falo. O pe’ encontra no sapato o seu apoio, e o sapato representaria o órgão sexual feminino tendo-se em vista que serve de revestimento para o pé. O primeiro homem criado segundo os textos persas, chamou-se Gayomardo e era o homem cósmico que ao morrer, de seu corpo brotaram todos os metais e de seus pés, plantas de ruibarbo, de onde vieram o primeiro homem e a primeira mulher. Os sonhos com plantas que nascem dos pés do ego onírico, podem estar simbolizando tanto um aspecto criativo do ego vígil como a aproximação da conjunctio. Gayomardo era a prima matéria, o material básico que propiciou a totalidade da criação, e o conhecimento desse Adão oculto coincide com o tornar-se consciente. Na mitologia, parece-nos que as anomalias no pé conferiam numinosidade donde a deformidade nos pés era uma característica dentre outros de Hefesto, Wieland e Mâni sendo que todos os três embora aleijados, eram possuidores de dons artísticos e criativos. PEDRA- É uma matéria-prima considerada feminina, representativa das coisas sólidas e terrenas. A Pedra na simbologia alquímica como representação da Pedra Filosofal, é um símbolo do centro e da totalidade da psique, que surge como prima-matéria, o início, para posteriormente transformar-se no Lápis, o fim da Obra que tal como o Cristo é tanto o Alfa como o Þmega. Uma vez concluída a Opus, a Pedra Filosofal é uma representação da conjunctio ou do intercurso sexual entre o sol e a lua, o rei e a rainha. Ela era considerada o mediador entre os opostos e representa a realização do Eu, a consciência da completude. A Pedra por vezes costuma ser denominada de Árvore da Vida, apresentando uma forte relação com o simbolismo da Árvore do Mundo ou da Árvore Cósmica. As pedras preciosas de um modo geral, simbolizavam os valores psicológicos duráveis. PEDRAS (preciosas)- De um modo geral, simbolizam os valores psicológicos duráveis. PEIXES- É considerado um símbolo de Cristo, além de um dos símbolos do SELF. São vistos como símbolos transcendentais de profundidade e podem simbolizar um conteúdo emergindo espontaneamente do inconsciente. O peixe tem um duplo aspecto, tanto de redentor como daquilo que deve ser redimido. Leviatã também era um mostro que possuía por símbolo o Peixe, e, no próprio sígno zodiacal de Peixes, encontramos dois peixes que nadam em direções antagônicas, como uma representação do bem e do mal, do Cristo e do Anti-Cristo. O peixe pode ainda simbolizar a lascividade e os instintos mais baixos. Em diversos mitos, simboliza a revelação da Profunda Sabedoria. Nos sonhos, por vezes, o peixe é um símbolo da criança não nascida, pois antes de nascer, vivemos na água como um peixe.Ele traz em si o simbolismo de renovação e renascimento, além de simbolizar os conteúdos autônomos do inconsciente. PELE- O ato de queimar a pele de um animal pode estar simbolizando um ritual de transformação pelo fogo. Livrar-se da própria pele, simboliza uma transformação espiritual. Lançar uma pele sobre alguém, é uma maneira de amaldiçoar. No processo de individuação, o indivíduo entrega sua pele para que a partir daí possa servir de vaso à conteúdos de caráter numinoso. Existem muitos sonhos referentes aos momentos de transformação, aos ritos de passagem, em que o sonhador aparece “trocando” de pele. Os sonhos em que a troca de pele se deve aos excessos solares, não possui a mesma conotação, pois se refere mais ao mau relacionamento com o próprio animus. PENA- Na Idade Média, funcionava como uma espécie de oráculo. Quando alguém se encontrava perdido numa encruzilhada não sabendo para onde ir, costumava-se soprar uma pena para ver qual era a direção indicada de acordo com a posição como ela caísse. De um modo geral, as penas simbolizam pensamentos e fantasias. Embora,para os povos primitivos elas sejam consideradas um símbolo de poder. O cocar de penas de águia possuía uma simbologia mágica, e a coroa de penas é considerada pelos índios como a coroa radiada dos monarcas; é como se adquirissem através de seu uso, a qualidade solar da ave. PENDURAR- Em sonhos, quando é o ego onírico que está pendurado, tal imagem simboliza o afligir-se em dores por parte do ego vígil, como decorrência de seus anseios não realizados. PENTE- A imagem do pente em sonhos simboliza que o ego vígil possui a capacidade de ordenar seus conteúdos inconscientes e de torná-los conscientes. PERDA- A imagem da perda de um companheiro simboliza a solidão típica do caminho que nos leva a um maior contato com o inconsciente. PEREGRINAÇÃO- Os heróis costumam ser peregrinos e a peregrinação costuma ser um símbolo da nostalgia. PÉROLA- É considerado um símbolo do feminino. Em Alquimia, essa palavra é usada para designar a substância semelhante a prata que é contraposta à substância masculina, o ouro. As pérolas maceradas eram usadas como elixir da longa vida ou da imortalidade. PESCADOR- Simboliza o salvador, o Sábio, uma vez que ele é quem tira as coisas das profundezas da água. PICA-PAU- É considerado um símbolo do princípio paterno. Em Roma, era tido como um “Pater Familias” e no mito de Rômulo e Remo, foi ele quem colocou o alimento em suas bocas por intermédio de seu bico. PIOLHO- A imagem de catar piolhos em sonhos, simboliza que a confusão no inconsciente da sonhadora urge ser ordenada e seus conteúdos trazidos à consciência. PISAR- O ato de pisar tem um significado ligado aos ritos de fertilidade, tem um significado gerador, de reentrada no ventre materno.No mito do devoramento do sol, os heróis batem os pés no monstro .Na sua luta contra o monstro, Thor fura o fundo do navio, e seu pé vai até o fundo do mar, simbolizando sua penetração no inconsciente. POÇO- É considerado um símbolo feminino. Representa um dos locais de acesso ao inconsciente.O Poço de Mimir é uma clara simbólica da imago materna. POMBA- Na tradição cristã, a pomba simboliza o Espírito Santo e em contos de fadas, uma mulher-amante do tipo Vênus. Na alquimia, a pomba simboliza a operação alquímica da albedo. PORTA- A porta que não, se abre em sonhos, pode simbolizar uma descida ao inferno. Na alquimia, a porta fechada é uma imagem do recipiente alquímico, do temenos (ver alquimia, recipiente). A imagem em sonhos de espiar pela fresta da porta simboliza a falta de entendimento do sonhador quanto ao seu valor , além da sua inferioridade. PORCO- Pode simbolizar a baixa sensualidade. Circe, transformava em porcos os homens que a desejavam. PRATA- Na alquimia representa o feminino, o incorruptível, o perenemente mutável, a lua que está constantemente à obscurecer e volta novamente à brilhar no céu. É o princípio branco, o metal macio, a albedo (ver alquimia, albedo). A prata é um atributo da lua e por vezes de Vênus. Ela é atribuída ao feminino em geral. PRESSÃO- Em sonhos, se o ego onírico estiver com pressão alta, tal imagem pode estar simbolizando que o ego vígil está vivenciando uma intensidade maior de afetos primitivos do que o ego seria capaz de suportar. PRETA- Tornar-se preta significa ser coberta com o véu da inconsciência. A cor preta na mitologia comparada significa geralmente o noturno, o que não é do mundo, pertencendo aquilo que não pode ser conhecido conscientemente, a fertilidade, etc… PRETO E BRANCO- Os sonhos em preto e branco denotam por parte do sonhador um tipo de sentimento bem primitivo. Ele é típico do sentimento indiferenciado. PRISÃO- Na simbologia alquímica é uma imagem do recipiente, do alambique ou retorta alquímica.(ver alquimia , recipiente) É considerada um símbolo familiar ao terapeuta , como uma recusa ao processo de individuação. O SELF só pode aparecer em sonhos simbolizado pela prisão, enquanto o ego vígil tiver medo do SELF. Ela pode também aparecer como uma imagem negativa do complexo materno. PUER AETERNUS- É uma antecipação, um símbolo do vir a ser, pois ele só é uma antecipação de algo desejável que tem que passar por um ritual de transformação, posto que é uma força emanente da mãe renovada. Essa sua característica de vir a ser é típica nos mitos dos heróis que morrem cedo para que possam renascer simbolicamente na mãe: Tammuz, Átis, Adônis e Cristo são alguns desses exemplos representativos (ver em Jung, herói e em Mitologia, heróis: Tammuz, Átis, Adônis, Bálder). PUNHAL- Exprime aspectos sexuais e pode estar simbolizando conflitos eróticos. QUADRADO- É um símbolo da matéria, do corpo e da realidade terrena. QUADRIGA- É considerada um símbolo do tempo. QUATRO- É considerado um símbolo da totalidade. Na alquimia, o quatro desempenha importante papel.Ele era considerado o princípio ordenador básico da matéria. O padrão estrutural do quatro pode emergir numa variedade de contextos para trazer ordem e diferenciação à experiência. QUEDA- Os sonhos com queda costumam ocorrer para chamar a atenção do ego vígil para alguma coisa. O mais comum é que se acorde tão logo ocorra a queda. Sonhos ou imagens de aviões em queda, de quedas de lugares altos, de fobia das alturas, etc… podem apontar para um estado de inflação do ego vígil. (ver vião) RÃ- As rãs de um modo geral, são associadas à Mãe-Terra, além de representarem o útero. Hécate,a deusa com cabeça de rã é uma deusa da terra, que tem poderes sobre a vida e a morte. Ela tanto é capaz de envenenar como de dar vida à alguém. As rãs e os sapos tem sido associados ainda a bruxarias, pois é comum que os encontremos como ingredientes indispensáveis nas pocões mágicas. O ato de sonhar com a rã, simboliza que um determinado conteúdo inconsciente está pronto para tornar-se consciente, bastando para isso que se queira. RAIO- é uma imagem-símbolo da arma divina, símbolo fálico e gerador, além do arrebatamento repentino por uma paixão. ( ver Sêmele em Mitologia – deusas, ou ainda, Zeus em Mitologia, heróis) RAMO- Esta imagem costuma aparecer como símbolo da vitória. RAPOSA- Na China e no Japão, a raposa é tida como um animal feiticeiro e feminino. Em decorrência disso,costuma-se associa-la a natureza feminina instintiva e primitiva da mulher. Nesses países acredita-se que as bruxas, assim como as mulheres histéricas, costumam tomar a forma da raposa. Ela pode ainda aparecer simbolizando as almas penadas ou como o duplo da consciência humana. RAPTO- O ato de ser raptada nos remete ao rapto de Perséfone, Djanira, Europa e Sabinas dentre outras personagens da mitologia. Podemos encarar o rapto como símbolo de uma cerimônia ritual, um rito de iniciação, a que podemos assistir ainda hoje de forma simbólica,nas festas de casamento em diversas partes do mundo, em cerimônias que nos lembram o antigo rapto mítico. RATOS- Costumam simbolizar a parte inconsciente do ser humano, assim como as preocupações noturnas e as fantasias autônomas. São considerados animais- espírito que algumas vezes aparecem simbolizando conteúdos eróticos. Podem ainda aparecer simbolizando a apropriação indébita dos objetos ou dos afetos. REBANHO- Simboliza o instinto gregário e a tendência a submissão. REBIS- Na alquimia, simboliza o andrógino, mercúrio. RECIFE- É um símbolo de petrificação, com consequente regressão. RECINTO- Simboliza o ser interior, a intimidade. RECIPIENTE- Na alquimia, é um símbolo feminino associado ao útero enquanto receptáculo de transformasses.. O alambique para os alquimistas era o recipiente no qual se fazia o trabalho alquímico de transformação .Podia ser ainda chamado de vaso ou retorta. Usualmente, tratava-se de vasilhames de vidro cujo fundo era arredondado para que pudesse caber num suporte de metal. Era submetido ao calor e grande pressão, mas o selo não poderia ser rompido. Ele é uma imagem da contenção, do manter os afetos e conflitos para que subam à superfície, mas sem derramar, espalhando-se. Essa imagem traz subentendida a idéia de que quem está empenhado no trabalho interior, não pode romper o selo e fugir das situações. Os conflitos devem ser contidos sem se projetarem para que possam ser transformados. Como o recipiente é algo fabricado pelo homem para conter o material a ser transformado, ele reflete a consciência. Em sonhos, se o recipiente aparece com furos ou buraco, pode estar indicando a dificuldade do ego vígil em manter as coisas em segredo. Na cabala, uma sephirah é considerada como um recipiente. REDOMOINHO- É uma imagem que simboliza numa evolução. REGRESSÃO – É uma imagem que simboliza o retorno do indivíduo à infância e aos pais. REI – Pode ser considerado um símbolo do SELF. Na alquimia, o rei é tanto a prima-matéria como o objetivo da OPUS ALQUµMICA, na qualidade de rei transformado. Nas sociedades primitivas, ao rei ou ao chefe da tribo, eram atribuídas qualidades mágicas ou mana. Eles incorporavam um principio divino do qual dependiam o bem- estar físico e psíquico de toda a nação. Era o poder vital místico da nação. Na Coréia, aos reis era atribuída a responsabilidade inclusive pelas condições atmosféricas e caso chovesse em excesso ou mesmo, que houvesse uma seca prolongada, o povo ou destronava ou matava o rei. Os suecos sempre atribuíram ao rei o fracasso ou o sucesso de suas colheitas, tanto que o rei Olaf foi oferecido em sacrifício a Odin, em consequência da escassez que houve durante seu reinado. Em todas as culturas, o rei era visto como sendo o sucessor do mágico, dai a dignidade atribuída ao processo sucessório real. A imagem do rei simboliza uma postura masculina coletiva, que por vezes aprisiona o feminino, e seu princípio erótico. A morte do rei simboliza um período de crise e transição, é a morte do princípio que rege a consciência de onde deve surgir uma nova consciência que aponte para a evolução do ser. A imagem do futuro rei traz implícita em seu simbolismo uma idéia de renovação. Um elemento ainda inconsciente tende à penetrar na consciência e permitir uma maior compreensão do SELF. RELÂMPAGO – É uma imagem que simboliza estados de consciência que não são contínuos.Pode ainda se constituir numa imagem símbolo da fecundação, o relâmpago é um símbolo fálico, oriundo da tempestade, que fecunda a terra. REPRESSÃO – Simboliza a inconsciência pois é um ato de não tornar consciente um conflito, internalizando-o e projetando-o. A repressão gera a ilusão de ter-se libertado do mesmo , posto que esse torna-se inconsciente. RESSURREIÇÃO – A imagem da morte e do renascimento encontra um paralelismo na imagem da perda e do reencontro.Tanto Cristo como Moisés abandonaram a casa paterna, afastaram-se para depois retornar. As imagens de morte e renascimento fazem parte da jornada do herói e apontam para o seu processo de individuação; sua volta ao inconsciente para que através da escuridão, possa atingir a luz da consciência, a totalidade. É um símbolo ligado aos ritos iniciáticos posto que para que se ressuscite, é necessário que se tenha atravessado as trevas, triunfado sobre os terrores do inferno e passado pela morte iniciática, conquistando dessa forma entÔo, a possibilidade de “elevar-se aos céus”. RETORTA – (ver recipiente) REVÓLVER- Apresenta um aspecto sexual ou exprime um conflito erótico. RINS- Simbolizam a força e a resistência. RIO- É um símbolo de fertilidade, de morte e de renovação. RÍTMO- Pode aparecer simbolizando a sexualidade. ROCA- SimboliZa o desenrolar-se do tempo, dentro das tramas do destino. ROCHA- É um símbolo da imutabilidade e da imobilidade. Costuma ser considerada um símbolo do ventre materno. Mitra por vezes aparece retratado à meio corpo dentro de uma rocha, assim como Aschanes, o primeiro rei saxão; querendo demonstrar o nascimento de ambos como à partir de uma rocha. RODA- É um símbolo da ação autônoma do inconsciente (SELF). As rodas sÔo círculos fechados e os círculos fecham-se em torno de nós delimitando espaços. Íxion, teve por castigo ser posto sobre a roda e isso se traduz em ter sido posto num lugar arquetípico, sujeito à sua própria sorte e em eterna repetição, levando-o sempre ao ponto de origem. (ver círculo, anel, em dicionário de símbolos e Íxion em Mitologia heróis, Íxion) RODA DE FOGO- Simboliza o movimento espontâneo da psique que costuma manifestar-se como uma paixão ou impulso emocional, que brota do inconsciente e nos inflama. ROLA- Esse pássaro é considerado como sendo um símbolo da fidelidade conjugal. ROMÃ- É considerada um símbolo da fecundidade pela quantidade excessiva de sementes. A abertura da romã é associada a defloração. Ela é um símbolo do amor, da vida e da morte. Na Roma Antiga, jovens recém-casados usavam coroas de ramos de romãzeira. Na mitologia, Perséfone, após seu rapto, recusa qualquer alimento enquanto no reino dos mortos, mas ao saber de sua libertação, acaba comendo três sementes de romã que asseguram o seu retorno ao inferno e ao amante, por três meses a cada ano. Essa descida ao mundo subterrâneo possui uma conexão com o aspecto transformador do feminino. A opção de Perséfone, simboliza o reconhecimento de que não é mais a mesma donzela guardada até então, ciosamente, por sua mãe. (ver Perséfone em Mitlogia, deusas, Kore e Perséfone, e em dicionário de símbolos, mundo e rapto) ROSA- É considerada símbolo da mulher amada e do amor puro. ROSÁRIO- É considerada como sendo um símbolo do eterno retorno. ROUPAS- Em sonhos podem estar simbolizando aspectos da persona do ego vígil. Em vários cultos, a mudança de personalidade é expressada através da mudança de vestes. Quando se está próximo da morte, é comum que se sonhe com roupas; estas estariam simbolizando a coagulatio final. (ver alquimia, coagulatio e carne) Existe uma espécie de simpatia mágica entre o homem e suas vestes; tanto que um feiticeiro de posse de uma peca de roupa da vítima, pode exercer um certo poder sobre ela. RUIVO- Simboliza a paixão e o desejo. RUTURA- Simboliza em seu movimento ascendente, evolução. SAL- É considerado um símbolo do conhecimento. Na alquimia, ele é um princípio de Eros, pois é através da experiência dos sentimentos que advém a sabedoria; e a forma “SAL DA SABEDORIA” deriva do fato de fornecer ao indivíduo um profundo poder espiritual. Para alguns alquimistas, era o único elemento capaz de combater o demônio. O seu princípio é feminino, representa a ANIMA MUNDI. Elemento de sacrifício, purificação, transformação e mistérios, o sal é uma parte do mar e contém em si o amargor do mar. Existe uma associação entre lágrimas, tristeza, desapontamento, perda e sal. Em Latim significa “espírito ou gracejo”. SALAMANDRA – É um símbolo da transformação psíquica. SALGUEIRO – É uma árvore que é considerada um símbolo da morte. SALIVA – É considerada um símbolo da libido, de criatividade. SALMÃO – É um símbolo de sabedoria e de conhecimento do futuro, além da vitalidade saudável. SANGUE – É símbolo da parte emocional da alma humana, simboliza também o pacto entre o indivíduo e os poderes divinos ou demoníacos. Nos ritos dos essênios, o sangue menstrual era equiparado ao sangue de Cristo, enquanto que o sêmem era o seu corpo. O sangue de Cristo representa o poder primitivo da vida com profundo potencial no plano psíquico, para o bem e para o mal, que contém em si, a reconciliação dos opostos. Elemento extremamente precioso e potente, corresponde a própria vida da alma, assim como a poção da imortalidade. O sangue possui um vínculo bastante estreito com o afeto; e pois um símbolo da essência da vida com conotação de vida afetiva e que pode ser traduzida por paixão, desejo e violência. O derramamento de sangue simboliza a intensidade da vida psíquica disponível para ser vivenciada e que não se pode lhe negar a realização pois pressuporia a compensação noutro setor. Nessas imagens, quando surgidas em sonhos, há sempre uma mensagem de que não é admissívil a repressão, pois esta seria a morte interna que traria reflexos externos. A substância do sangue tanto pode simbolizar o tormento como a salvação e isso vai depender exclusivamente do ego que vai vivenciar a experiência. Na alquimia, o sangue simboliza duas diferentes operações, quais sejam : a solutio e a calcinatio. Enquanto substância fluida, está ligado a experiência da solutio; e sua associação ao fogo, vincula-o a operação da calcinatio. Equiparado ao fogo, podemos associar o batismo de sangue com a mesma simbologia do batismo de fogo. SANTUÁRIO- Quando essa imagem aparece em sonhos, pode estar se referindo a algum segredo de propriedade do ego vígil. SAPATO- É um dos símbolos vinculados ao complexo de poder, daí a expressão: “vou pisá-lo com meus sapatos”; simboliza portanto, um ponto de vista da afirmação do ego. Pode simbolizar ainda, o órgão sexual feminino por revestir o pé, que é um conhecido símbolo fálico. O calçado que usamos é a parte de nosso vestiário mais próximo ao chão, o que pode nos levar a fazer uma associação entre sapato e a nossa relação com a realidade. SAPO- É considerado em todas as mitologias como um elemento masculino. Na alquimia, traz o simbolismo da prima-matéria que sofre transformação uma vez que exprime a cobiça desenfreada que costuma afogar a pessoa em seu próprio excesso. O sapo quando morre, fica negro e entra em estado de putrefacão, enchendo-se de seu próprio veneno. O alquimista submetia entÔo essa carcaça ao fogo do processo alquímico até transformá-lo num elixir capaz de matar ou salvar o indivíduo. SARÇA- O aparecimento dessa imagem pode estar simbolizando a presença divina. SATANÁS- É um símbolo daquele que é considerado como sendo um adversário, posto que é banido de nossa aceitação consciente. Enquanto opositor de Deus, é considerado como sendo a própria encarnação do mal. É uma imagem de sombra. SHEKINÁ- É um símbolo cabalístico, que representa o elemento feminino em Deus. SEGRÊDO- É considerado como sendo um símbolo do poder, uma vez que estar de posse de um segredo, significa obter poder sobre as pessoas que se encontram envolvidas com ele. SEIO- É símbolo da maternidade, da proteção e da suavidade. SELO- Simboliza a posse sobre algo ou sobra alguém. SELF- É uma representação do divino em nós, um símbolo da totalidade da psique, quando os opostos já estão unidos; uma meta individual que contém a possibilidade do casamento interior, da psique consciente com a inconsciente, do masculino com o feminino em nós, sendo que os demais arquétipos subordinam-se a ele. O SELF simboliza a imagem psicológica de Deus na psique, a totalidade perdida no Éden. SÊMEN- Nos rituais dos essênios, o Sêmem era considerado como símbolo do corpo de Cristo, num simbolismo ritual, tanto que entre os dessa cultura, o sêmen do eleito era usado em rituais de iniciação ou de batismo além de ser considerado com poderes nos processos de cura, através da unção. É um símbolo da fôrça da vida. SEPARATIO- Através da operação alquímica da separatio, a ordem surge à partir do caos, tal qual nos mitos da criação. O seu objetivo é alcançar através da separação, o indivisível, isto é, o indivíduo. Ela traz a consciência dos contrários. SEREIA- São entidades mitológicas, filhas do deus marinho Fórcis ou de Aqueloos e que eram divindades que se pareciam com ninfas que atraíam com seus cantos os navegadores, levando-os ao naufrágio para que fossem devorados por elas. Habitavam os rochedos escarpados e eram metade mulheres e metade peixes. Na mitologia germânica, eram chamadas de loreley. É um símbolo que encontra-se associado às tendências autodestrutivas e opressivas, o resultado de uma vida guiada pelos instintos; são as armadilhas criadas pelos desejos e as paixões que obstam qualquer desenvolvimento humano, pois não são fundamentadas no amor, mas no desejo de obter poder. SERPENTES – Costumam simbolizar o sistema nervoso autônomo, a energia instintiva e sÔo símbolos transcendentes de profundidade que costuma também estar associado à sabedoria, à cura e ao auto- conhecimento . O mito da tentação da serpente no jardim do Éden, refere-se a necessidade de autorealização do homem, o princípio da individuação., e é comum que seja apresentada por alguns como a representação simbólica do princípio sedutor da mulher. A serpente pertence ao reino da mãe e ela pode ser uma representação simbólica em sonhos, do medo do incesto como regressão e a imagem em que o ego onírico é envolvido por uma delas é um símbolo de penetração no ventre materno, e que corresponde a mesma simbologia da imagem de devorar uma serpente. Na Antiguidade, era considerada como sendo o símbolo da terra, que sempre foi concebida como feminina. Quando o ego onírico é mordido por uma delas, seu simbolismo é o mesmo de sucumbir a sua tentação, o que nos diz que o ego vígil vai viver uma transição de considerável importância. A picada se refere a exigência do inconsciente do ego vígil que à princípio age de forma paralisante sobre a sua energia e sua iniciativa. Os sonhos frequentes com essa imagem, podem estar apontando para uma dissociação por parte do ego vígil entre a sua vida consciente e a instintiva. Elas podem ser vistas também como uma representação do falo mas só poderá ser interpretada como falo, se a encararmos como o simbolismo gerador e criativo da libido. Para os gnósticos, é um símbolo do tronco e da medula cerebral. SETA – É um símbolo que indica direção da onda de energia psíquica. Cupido ao lançar suas flechas, dá origem à uma torrente de energia psíquica que se direciona como um projétil à um outro que se transforma à partir daí, no receptáculo de nosso acometimento de paixão repentina. SETE – O número sete indica mobilização para levar adiante uma missão. Ele é mágico e sagrado em mitos, contos de fadas e crença popular. É um número que significa perfeição, além de um ciclo completo de tempo. Ele une simbolicamente o céu e a terra, o masculino e o feminino, as trevas e a luz. SETENTA- Esse número é um símbolo da totalidade. SEXO- As imagens sexuais em sonhos em geral simbolizam a conjunctio, principalmente quando são imagens incestuosas ou que o parceiro é um desconhecido do ego vígil. SILÊNCIO- Quando em sonhos o ego onírico vê-se rodeado por um ambiente em que é ressaltado o silêncio, o inconsciente pode estar simbolizando que o ego vígil encontra-se receptivo à uma revelação. SÍMBOLO- É uma imagem oriunda do inconsciente, que se torna a expressão de uma experiência interior. SIMORG- É um pássaro mítico que é um símbolo da busca do SELF. SINO – É o símbolo de uma anunciação de um momento decisivo. Os sinos costumam também ser utilizados para afastar espíritos malignos. SOL- O deus, o pai, o fogo e o sol, sÔo sinônimos mitológicos posto que são símbolo de criação; o sol é o pai visível do mundo, o criador, fecundador. Ele simboliza o sêmem enquanto imagem do progenitor, símbolo do princípio da paternidade, do aspecto positivo e fecundador da força vital. A forca vital psíquica, a libido, simboliza- se pelo sol ou personifica-se em figuras de heróis com atributos solares, assim como se expressa através de imagens do falo. O disco solar com seu calor fecundante é análogo ao calor fecundante do amor e a comparação da libido com o sol e fogo é um raciocínio análogo. Os gentios consideravam o sol como o deus dos cristãos e para os maniqueus, era a própria representação do deus, está sempre associado tanto à divindade como ao governante. Nas catacumbas era comum encontrar-se símbolos solares daí que a cruz gamada, que corresponde a roda solar, é encontrada sobre o hábito do Fossor Diógenes, no cemitério de Pedro e Marcelino. O nascer do sol no mar, o se por, e o seu inevitável retorno nascendo outra vez, simbolizam o próprio destino humano, o filho que se afasta da me para “vencer” na vida e voltar transformado em sua maturidade. No Japão, o micado ou dairi era considerado uma encarnação da deusa do sol, ele era o Imperador Espiritual da Pátria e se arrogava uma autoridade sobre todos os outros deuses locais. Na astrologia, constitui-se na mais alta expressão da individualidade, um instrumento para que se alcance o SELF. SOLIDÃO- Simboliza o desenvolvimento individual e particular da personalidade do ego vígil. SOLUTIO- A água é um símbolo do útero e a operação alquímica da Solutio, um retorno ao útero para fins de renascimento. Ela representa o retorno da prima-matéria indiferenciada ao seu estado original, um confronto entre o ego e o inconsciente; uma experiência de rompimento dos limites, uma rendição, quando nosso sentido de limites começa a dissolver-se. O amor e a luxúria muitas vezes são os agentes da Solutio. Há uma rendição e uma submissão com a consequente perda da identidade na do objeto amado, fundindo-nos com o outro. É comum durante a solutio, que se experimente sentimentos de passividade e fatalismo. Uma das imagens alquímicas mais usadas para simbolizar a operação da Solutio é a do afogamento. A prima-matéria é afogada e posteriormente regenerada para que possa renascer. A banheira é representativa do alambique ou útero, o recipiente onde se processa a solutio; nela se está à mercê da água, o elemento primordial, o inconsciente coletivo. Nessa operação está implícita a perda de controle, daí o medo que em sonhos o ego onírico por vezes demonstra pela água. SOMBRA- Arquétipo do inconsciente, símbolo dos aspectos obscuros, reprimidos e negligenciados da personalidade que não encontram acolhimento em nossa vida consciente. É uma parte da nossa personalidade que por não considerarmos adaptáveis ao papel social que desejamos representar no mundo, negligenciamos e não a considerando como uma parte nossa, vamos perdendo nossa espontaneidade. Esses aspetos reprimidos posto que não são encarados por nossa consciência, regridem à um estado primitivo e quando irrompem em nosso cotidiano, atuam de forma hostil e desintegrada. SONHO- Quando o ego vígil sonha que “está sonhando”, isso simboliza que mudanças mais complexas que as habituais estão se processando na estrutura do ego, assim como os sonhos recorrentes, que se repetem por inteiro, simbolizam a necessidade de penetração de seus conteúdos na consciência. SOPHIA- É a primordial esposa de Deus, que corresponde a sabedoria divina. Deus posteriormente, contraiu núpcias com Israel. Shekhinah, o lado feminino de Deus, é associado à Sophia. SOPRO- O ato de soprar na boca aberta de uma outra pessoa, tem o simbolismo de consumação do ato sexual. SUBLIMATIO- A operação alquímica da sublimatio transmuta a experiência em imaginação, o que se constitui num pré-requisito de qualquer obra criativa. Após essa experiência é necessário que se vivencie a operação da coagulatio para que se possa dar forma ao conteúdo que foi vivenciado através da sublimatio. As representações da sublimatio muitas vezes envolvem a imagem de pássaros ou de figuras aladas que se constituem num símbolo da psique assim retratada. TABU- Simboliza tudo aquilo que de uma certa forma se torna intocável. TÁBUA- Seu simbolismo é idêntico ao do cálice. TANQUE- Os sonhos em que o ego onírico vê-se numa viatura cujo tanque de gasolina encontra-se vazando, pode estar simbolizando alguma ferida interna ou externa do ego vígil que sangra ou entÔo, que o ego vígil está numa situação em que suas energias estão sendo gastas inutilmente, por força de algum complexo constelado em seu inconsciente. TAO- Simboliza a totalidade e a ordem do universo. TAPETE- É um símbolo de um modo de vida particular de um indivíduo, ele está revestindo o chão daquele que é seu proprietário, é onde ele pisa, o seu território. Para as tribos nômades que não possuiam um território fixo ele era visto como um símbolo de sua pátria, o vínculo com a mãe, e era considerado como um temenos que oferecia proteção contra qualquer influência maligna que lhes adviesse de solo estranho. TARÉ – Pai de AbraÔo, que era marceneiro. TARTARUGA- É considerada um símbolo da totalidade, do SELF. TATUAGEM- É um símbolo de criação de um vínculo mágico entre o seu possuidor e a imagem que foi gravada em seu corpo. TEAR- É um símbolo da estrutura e do movimento do universo. TELHADO- É a parte mais alta de da estrutura de uma casa, simboliza portanto na estrutura do corpo humano, a cabeça e a imagem em sonhos de um telhado em chamas pode simbolizar que o conflito localiza-se na cabeça do ego vígil. TEMPERATURA- É um símbolo da intensidade emocional que resulta da constelação de determinados complexos. O frescor está relacionado com o apaziguamento e pode simbolizar o arrefecimento de um entusiasmo, além de poder estar associado a razão. TESOURO- A imagem do tesouro simboliza o renascimento, a busca do indivíduo por sua totalidade , seu SELF, seu tesouro interior. O tesouro que o herói busca é ele mesmo renascido, depois de sua viagem ao mar do inconsciente, da luta contra o dragão ou a baleia, sua mãe, de onde sai liberto de seus conflitos interiores, encontrado o seu eu interior e pronto para viver sua totalidade. TIGRE- É um símbolo das emoções negativas destrutivas. TONSURA- Na Antiguidade era comum o ritual de oferecimento dos cabelos às deusas da lua, num gesto simbólico de oferecimento de sua feminilidade e fertilidade. Esse hábito era uma evolução da prática de ofertar a virgindade à deusa. Em vários ritos iniciáticos existia a prática da tonsura como ato ritual, num gesto que tinha a intenção de simbolizar o despojamento do aspirante e , o gesto de entrega dos cabelos como abandono da vaidade mundana pode ser observado até bem pouco tempo entre as freiras católicas. TORRE- É considerada como um símbolo da cultura humana, além de ser também considerada como um símbolo fálico ; posto que é uma representação do falo da terra, assim como a árvore, a pedra e a muralha. Enquanto recinto-mandala, a torre é um símbolo feminino, em contrapartida ao seu significado fálico. TOURO- Em sonhos, o ato de matar um touro simboliza a ascendência da consciência humana sobre as forcas emocionais animalescas, sendo que as touradas são um símbolo da superação ao impulso sexual, através do auto-controle e disciplina. Nos “mistérios mítricos”, a imolação do touro ocupava um papel de destaque, Nesses cultos, ele era chamado de “guardião do eixo da terra”, e sÔo eles que invertem o “eixo do círculo do céu”.Mitra, que era chamado de Jovem, possuia um séquito de deuses jovens com cabeca de touro, que eram um desdobramento dele mesmo, a divindade maior. O abate do touro significa um domínio sobre os instintos animais, mas também uma violação da lei.O animal representa o instinto e a proibição, e o homem sente-se mais homem, quando é capaz de sacrificar sua natureza animal. Os sonhos em que aparecem o ego onírico carregando um touro, tal qual Mitra o fez, tem o mesmo significado que a via-crucis de Cristo, é um símbolo de renascimento. Mitra carrega o touro vencido, numa representação do pai, do monstro, gigante e animal perigoso . O touro é um símbolo da fecundidade, e Júpiter coabitou com Deméter, a deusa da fecundidade, sob a forma de um touro. TRAVESSIA- Em sonhos, a travessia de um limite , de uma fronteira ou de um curso d`água, simboliza as mudanças de uma identidade de ego. Quando as imagens se apresentam como travessia da obscuridade, podem estar simbolizando uma prova iniciática. TREM- De um modo geral, simboliza as atividades compulsivas ou habituais. TRÊS- É um número sagrado que costuma estar simbolizando o princípio divino. TRIÂNGULO- A trindade simboliza um processo de desenvolvimento que se desenrola no tempo. É um processo dinâmico que implica em crescimento, desenvolvimento e movimento no tempo. O triângulo apresenta-se como dois opostos que unem-se no alto por um terceiro elemento. Parece-nos que a trindade pode ser indicada como símbolo da individuacão enquanto processo. Dois triângulos interpenetrados simbolizam a união da alma com Deus, a união de Shiva e Shakti. TRIGO- É um símbolo da morte e ressurreição pela sua ligação com Deméter. No culto da deusa, na Grécia, a espiga de trigo é conhecida como “sua filha”. TRINDADE – É considerada um símbolo da criação da consciência. O pai e o filho sÔo os opostos que se chocam, gerando um terceiro elemento que os concilia, o Espírito Santo. TROCA- Em sonhos, quando duas coisas são trocadas ou algo é trocado de um recipiente para outro, encontra-se simbolizado que houve uma troca na localização das forças. TRONO- O simbolismo do trono é de entronização ou de tornar-se uno com deus. UM- Simboliza o princípio, o começo. UMBIGO- O Paraíso era considerado como sendo o Umbigo da Terra porque trazia em si a idéia de Centro. Em alguns países é considerado sagrado, sendo que os japoneses possuem o hábito de preservar o cordão umbilical com muito cuidado e enterrá-lo junto ao morto. UNHA – De acordo com a teoria da magia contagiosa, quem estiver de posse de unhas humanas pode exercer influência sobre a pessoa em questão, uma vez que ela pode ser usada em sortilégios maléficos. A imagem de quebrar as unhas simboliza a penetração na mãe. UROBOROS- Símbolo da origem da vida, é a serpente que come a própria cauda. Simboliza ainda o útero e o paraíso, onde ainda não foi feito nenhum tipo de diferenciacão ou separatividade. URSO- Divindade cultual mais antiga do mundo que é considerada como sendo um símbolo do inconsciente, ligado à terra-mãe, e é uma representação simbólica de nossos instintos. Em Hokkaido no Japão, os caucasóides conhecidos como Aino, cultuavam o urso. VACA- Como símbolo materno encontra-se nas mais diversas formas e variações da Hátor-Ísis. É um símbolo de fertilidade e renovação. VALE- Simboliza um local que pressupõe transformações. VAMPIRO- Simboliza a ânsia dos conteúdos do inconsciente em penetrar na consciência tal qual a avidez do vampiro pelo sangue. Aos impulsos inconscientes, se lhe forem negado o acesso a consciência, eles drenam a energia do inconsciente, transformando o indivíduo num ser fatigado e apático. A vampirização é um símbolo do cansaço e da queda de energias como uma resultante da proximidade de pessoas que se encontram possuídas por complexos autônomos do inconsciente e que funcionam como sugadoras de energia. VARA- A vara de aveleira simboliza a sinceridade e a objetividade impessoal, enquanto que a vara mágica de formato fálico é um símbolo das forças criadoras do inconsciente. VASO- Pode estar simbolizando o ego individual capaz de transportar a consciência transpessoal. A imagem do vaso partido indica que o ego, o recipiente pode não suportar caso se deposite um excesso de conteúdos que até entÔo se encontravam inconscientes. VAU- É um símbolo de um momento na vida em que se tem que fazer uma travessia, um rito de passagem. VEGETAÇÃO- Simboliza o desenvolvimento e ciclo da vida. VELA- É o símbolo da luz resultante de uma atitude compreensiva, a clareza da mente que se abre para penetrar no inconsciente e o fertilizar. VELHA- Essa imagem em sonhos costuma ser um símbolo da sabedoria do eterno feminino. VELHICE- É símbolo de sabedoria como uma resultante da experiência adquirida ao longo da existência. VELHO- A imagem de um homem velho representa aquilo que foi denominado por Jung de arquétipo do “velho sábio” e que nada mais é do que uma personificação do eixo ego-si -mesmo. Quando em sonhos o animus aparece na imagem de um velho que mais tarde transforma-se em jovem, simboliza que o inconsciente da sonhadora está mandando a mensagem de que a sua imagem de animus ligada à figura do pai é transitória, pois atrás dela esconde-se um tipo de animus mais jovem. VENTO- É um dos símbolos do poder espiritual, donde deriva-se a palavra inspiração. Costuma-se descrever a aparição de fantasmas acompanhada de sopros ou correntes de vento. O vento tal qual o sol, é um símbolo de criação e fecundidade e podemos encontrar alguns mitos que retratam nascimentos pela ação do vento; dentre eles, o dos abutres egípcios e das éguas da Lusitânia. Nas sagas alemãs, o vento era um caçador de donzelas bastante ávido e no mito de Wotan diz-se que durante as tempestades ele perseguia a noiva do vento. Os centauros da mitologia grega, sÔo considerados como sendo os deuses do vento. VENTRE- É um símbolo feminino, que está relacionado à imagem da mãe, e é análogo à caverna, um local de transformações e de renascimento. VERMES- São um símbolo da putrefação (ver alquimia, putrefactio) A imagem de um verme venenoso, aparece como símbolo da libido destruidora. VÉU- é um símbolo que representa o apoio e o acolhimento do arquétipo da mãe. VIAGEM- Em sonhos, a imagem de viagem a terras desconhecidas é um símbolo do processo de individuação.. VIDRO- Em certos escritos alquímicos é comparado a uma substância miraculosa e é um símbolo da matéria espiritual. É um material que sem nos isolar intelectualmente das coisas, isola-nos do contato animal. VINHO- É considerado um símbolo do sangue de Cristo no simbolismo cristão da Missa. Na alquimia, é sinônimo da aqua permanens. Nos ritos de Dioniso compartilha com o sangue de Cristo da qualidade de reconciliação e comunhão. VIRGEM- Simboliza a mulher que é única em si mesma como decorrência de uma atitude psicológica. Significa a fé que a mulher deposita de que o ideal em que está empenhada não é passível de julgamento quer por qualquer lei humana, quer por seu próprio animus. É o símbolo da mulher capaz de sacrificar o relacionamento pessoal com um homem para obter uma relação mais profunda com sua alma. É uma entidade feminina independente, pertencente unicamente a si mesma, mas sem contudo, perder a sua feminilidade ou deixar-se contaminar por atitudes masculinas. É a própria inteireza e individuação da mulher. VISCO- É um parasita que simboliza o puer aeternus, antigamente era usado como um medicamento contra a infertilidade.(ver Balder) Para os druidas, quando o visco crescia numa árvore, era considerado um sinal de santidade da árvore. VÔMITO- (ver coagulatio) VOZ – O fenômeno da “VOZ” nítida e que dá conselhos ou direção definidas em sonhos, é geralmente , um símbolo do SELF, o âmago da personal.

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Sonhar com

por: Roberto Lazaro Silveira

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ABELHA- Era um símbolo da realeza no Antigo Egito e dizia-se que esse inseto havia sido gerado a partir das lágrimas de Rá, o deus-sol egípcio. Sua imagem mais difundida é a de símbolo da alma. Os opostos bem/mal, também se encontram simbolizados nela. O mal encontra-se simbolizado pelo ferrão e o bem pelo mel. ABLUÇãO- A imagem da lavagem das mãos, normalmente aparece simbolizando a necessidade da extinção da culpa, como num ritual de purificação em que a pessoa tenta se libertar da própria sombra. É comum o hábito sistemático de lavagem das mãos em pessoas com dificuldades em lidar com os aspectos obscuros de sua personalidade; assim como os sonhos sobre esse tema apontariam para a dificuldade por parte do ego vígil em integrar esses aspectos inconscientes e sombrios de sua personalidade. ABISMO- Essa imagem nos leva pelo reino da Grande-Mãe ctônica, do arquétipo da mãe com todas as conotações que lhe são inerentes, do insondável e sem fundo, do mundo do inconsciente e da mãe terrível. O abismo costuma aparecer simbolizando os aspectos ainda informes da consciência, mas que contém em si infinitas possibilidades. Ele é o campo das forças desconhecidas do inconsciente, do potencial que jaz adormecido e que precisa de resgate. Quando essa imagem nos surge em sonhos, pode estar se referindo ao grande medo que sentimos frente a todos os poderes que desconhecemos e que se nos apresentam como incontroláveis uma vez que não os dominamos. ACASALAMENTO- Quando em sonhos aparece o acasalamento sexual de animais, o mais freqüente é que ocorra uma mudança ou substituição nas figuras acasaladas. Esse fato aponta para a transformação de um conflito instintivo dentro do indivíduo que teve o sonho. No entanto, os sonhos em que o ego onírico encontra-se mantendo contato sexual com pessoa desconhecida, apontam para a proximidade da conjunctio. ADAGA- É considerado um instrumento de imolação além de ser um símbolo fálico, ígneo e criador . AFOGAMENTO- É uma imagem de regressão ao útero materno, de perda dos limites estruturados pela consciência. É considerado como sendo um dos símbolos da operação alquímica denominada SOLUTIO, que costuma ser retratada pela imagem do afogamento do rei e da rainha. O velho rei, que é a prima matéria, precisa de regeneração e de transformação e é mostrado afogando-se no mar o que denota que as velhas atitudes, rígidas e estagnadas, precisam ser dissolvidas pela água, numa inundação pelo inconsciente. Para aqueles que possuem um ego forte, essa imagem é assustadora, pois traz em si a percepção de que é iminente a perda de todos os velhos limites, e de que a nossa identidade individual se dissolveu. AGRICULTURA- É considerada como sendo um símbolo da união dos quatro elementos: a terra, o fogo (calor), a água e o ar, necessários a germinação da semente. A agricultura possui ainda uma analogia com o ato sexual, sendo que o trabalho agrícola em inúmeras culturas é associado a ele. A terra é considerada como sendo o órgão sexual feminino onde o ser é gerado e a semente, ao sêmen gerador de uma nova vida. Portanto, através da atividade agrícola, o masculino e o feminino são integrados para que possam dar origem à vida, num ritual de fertilidade e reprodução. ÁGUA- Primordial, é considerada como sendo o ponto de partida para o surgimento da vida -toda a vida vem da água-, daí sua simbologia estar ligada à matrix -mãe -. É um símbolo do Gênese, do nascimento, e para os vedas é chamada de mâtrimâh, o que quer dizer: ” a mais materna. Nos mitos dos heróis ela está sempre associada ao seu nascimento ou renascimento: Mitra nasceu às margens de um rio, enquanto que Cristo “renasceu” no Rio Jordão. Ela sempre nos reporta à origem. Prahmanda, o Ovo do Mundo é tido como tendo sido chocado na água e dele advém toda a criação. Associada ao banho e ao batismo, nos textos da alquimia está relacionada a operação da Solutio. É um dos símbolos do inconsciente, sendo que o ato de entrar na água e dela sair, possui uma analogia com o ato de mergulhar no inconsciente, enquanto que ser lançado à água é similar a ser entregue ao seu próprio destino. Sonhos em que o ego onírico guarda a água suja em seu quarto, simbolizam aceitação por parte do ego vígil dos aspectos obscuros de sua personalidade, de sua sombra. Caso o sonhador se veja tomando um banho, essa imagem parece estar associada a penetração da compreensão sendo que a temperatura da água pode nos dizer sobre a quantidade de “calor” que acompanha este processo. Enquanto um dos quatro elementos, é um símbolo do sentimento. As emoções também se encontram representadas na água. As ondas do mar corresponderiam ao movimento dessa mesma emoção. AGUA-BENTA- É uma projeção da imago materna sobre a água, conferindo-lhe numinosidade. Pode ser considerada um símbolo da mãe e do divino. O que se pretende ao fazer uso da água-benta é passar por um processo de purificação de um mal psicológico ou moral. AGUACEIRO- É considerado um dos símbolos da operação alquímica da Solutio. ÁGUIA- Animal solar, é visto como sendo um psicopompo, um mediador entre os reinos divino e o espiritual. Na heráldica, é o pássaro dos reis e dos líderes. A águia é considerada como sendo o rei dos pássaros e tem a ver tanto com o desejo de poder, como com a elevação espiritual, com os altos vôos do pensamento e da fantasia. Na Mitologia grega, está associada à Zeus, o deus maior do Olimpo; na mitologia germânica à Wotan, o deus maior do Válhalla; no mito cristão, ela é um símbolo de São João e para Jung, um símbolo do pai. Tal como a Fênix, pode ser considerada como um símbolo de Regeneração espiritual. A acuidade de seu olhar que lhe permite fitar o sol diretamente, a faz ser considerada um símbolo da clarividência. AGRESSIVIDADE- Em condições normais, é um símbolo da sombra, do lado desconhecido da personalidade e que deseja reconhecimento. Quando o indivíduo possui um ego vígil passivo é comum os sonhos em que aparece como sendo uma figura agressiva, como uma necessidade de compensação para a sua passividade. ALAMBIQUE- representação simbólica do útero, é análogo a recipiente, ao vaso alquímico. Na alquimia essa imagem sugere realmente o útero, a mãe, e costuma ser mencionada como se realmente o fosse. O trabalho alquímico seria então correlato a gestação de uma nova vida. O alambique é ainda uma imagem que nos evoca a contenção, o ser capaz de manter os afetos, os conflitos e todas as gamas de emoção sem transbordarem ou espalharem, até o ponto em que possam ser transformados. É uma imagem das capacidades contidas no inconsciente. ÁLAMO- árvore funerária, é um símbolo que nos reporta ao tema da dor e do sacrifício. Os álamos pretos costumam ser consagrados à deusa da morte de forma que eles podem ser considerados como um símbolo da morte. Hércules usou uma coroa feita com seus ramos ao descer ao inferno. Leuce, que foi amada por plutão, foi transformada em álamo pelo deus e colocada à entrada do sub-mundo para que esse pudesse conservar junto a si a sua amada. ALARANJADO- Essa cor, a mistura do vermelho, cor que evoca a paixão com o amarelo, a cor de tudo o que é espiritual, é um símbolo do equilíbrio entre o espírito e a sexualidade; sendo que a pedra alaranjada, o jacinto, é símbolo da fidelidade. ALEIJADO- O aleijão nos mitos era visto como sendo um ser de sabedoria ctônica e sua deformidade aparecia como sinal de iniciação. A sua imagem encontra-se vinculada a dos heróis e a das pessoas que possuem um destino incomum, a exemplo dos cabiros, os filhos de Hefesto. Essa característica parece ser o resultado de uma necessidade de sobrepujar a deformidade física. Os ferreiros, assim como os carpinteiros nos mitos, quase sempre aparecem retratados na imagem de aleijões. ALFAIATE- Seu simbolismo está ligado ao poder arquetípico de transformação do homem, dando-lhe uma nova atitude, uma força ligada à inteligência e à habilidade de lograr os outros. O alfaiate é aquele capaz de criar uma nova persona ou máscara para o indivíduo em sociedade. ALGA- Simboliza todas as formas de proteção. ALHO- Símbolo da proteção contra os poderes maléficos. É comum o uso do alho para afugentar cobras, vampiros e bruxas, tudo por causa do seu odor. ALIANÇA- É um símbolo dos compromissos e dos acordos que se possa fazer. Seja esse compromisso encarado como algo agradável ou como sendo um fardo, esse tipo de anel é considerado sempre como um símbolo de União. ALTAR- É o local reservado para a prática de sacrifícios e orações aos deuses . Espaço sagrado, que significa um temenos, um local reservado para o culto de nosso deus interior, nosso SELF; neste lugar, é o ego quem manda e nossas velhas atitudes são sacrificadas. AMANTE- Figura que em sonhos geralmente retrata a imagem de nossa contraparte sexual. O amante é aquele que se torna o receptáculo da projeção de nossos anseios, afetos e desejos mais profundos. Normalmente a figura do amante em sonhos simboliza o animus/anima, que nesse papel costuma ser uma energia positiva, posto que nos permite entrar em contato com aquilo que só conhecemos num nível inconsciente. Ele pode iluminar com a luz da consciência uma dimensão de nós mesmos da qual não temos pleno conhecimento. O animus/anima como amante aparece como um restaurador da metade de nós mesmos perdida, ele é o parceiro da alma, que nos liberta do pai, da mãe e da família pessoal. AMARELO- Está associado ao ouro, à luz do sol ; é um símbolo da eternidade, da criação, da transfiguração e da meta a ser alcançada na busca espiritual. É a cor da maturidade que emerge do negro. Na alquimia encontra-se ligado a rubedo. É considerada a cor da terra fértil e da harmonia entre os princípios masculino e feminino. No islã, o amarelo ouro é a cor dos homens sábios e na China é a cor do imperador. âmbar- Essa pedra é considerada como sendo um símbolo da atração solar e da energia espiritual. Desde a antigüidade ela costuma ser empregada na confecção de amuletos, ornamentos e estátuas. Sua cor deriva do amarelo e do negro, relacionando-se a integração da luz e da sombra. AMEIXA- A sua flor é considerada como sendo um símbolo da imortalidade. É uma fruta que se encontra associada ao órgão sexual feminino e a sua aparição em sonhos pode refletir que esses sonhos encontram-se carregados de conteúdos eróticos. AMÊNDOA- Essa fruta é composta de uma casca que ao ser quebrada se reduz ao caroço, a sua parte que possui valor alimentício. É um símbolo daquilo que é essencial, do espiritual do valor que é encoberto pela aparência. Para os hebreus é um símbolo de vida nova, e o termo hebraico que designa luz, significa também amêndoa ou amendoeira. AMETISTA- Simboliza a humildade. ANCIÃO- Essa imagem é um símbolo da sabedoria conquistada através da experiência, da vida e do tempo. Sugere aquele que já não possui mais o que aprender posto que já passou por toda a gama de situações humanas. A imagem de um ancião sugere o arquétipo do Velho Sábio, uma manifestação do SELF. ÂNCORA- É um símbolo de estabilidade, firmeza e de tranqüilidade, assim como em seu sentido negativo, pode estar associada as amarras, ao atraso na evolução e a cristalização. ANDORINHA- Ave migratória que parte no inverno mas que tem assegurado o seu retorno no verão. É um símbolo do eterno retorno, das situações cíclicas que desde o início sabemos o final, posto que são repetitivas. ANDRÓGINO- É um símbolo da totalidade, do alfa e do ômega. No início, a uroboros, quando ainda não existe a diferenciação dos opostos, e o final, o produto da conjunctio, do hierosgamos, da integração dos opostos que haviam-se diferenciado no curso da existência. Na alquimia, esta imagem era representativa de Mercúrio. ANEL- Seu significado vai depender da postura psicológica do ego envolvido com o símbolo. Em seu aspecto positivo, é um símbolo de união; enquanto que em seu aspecto negativo, representa a escravidão, posto que tanto une como isola. Sua forma em círculo, pressupõe o infinito, aquilo que não tem início nem fim. O sentimento que se possa ter em relação a ele é que vai apontá-lo como símbolo de um grilhão ou de uma União significativa. A imagem do anel poderia fazer uma referência ao fato de se estar ligado à alguém ou à alguma coisa que não se deveria estar. Pode-se mesmo estar escravizado por algum fator negativo, envolvido num estado de fascinação que escraviza por força de algum complexo emocional inconsciente. De qualquer forma, quando um homem oferece um anel à uma mulher, simbolicamente, ele está declarando, mesmo que de forma inconsciente, que deseja ligar-se à ela não como um caso de amor superficial, mas como uma conexão via SELF, uma aliança, quando pode estar então simbolizando a conjunctio, a união dos opostos. ANÊMONA- É considerada como sendo a flor de Adonis uma vez que o sangue que jorrou de sua ferida ao ser morto, transformou-se na flor. É um símbolo do efêmero, do que possui vida curta, como o deus ao qual nos mitos encontra-se vinculada. ANIMAL- Simboliza os poderes do inconsciente e o nosso lado ligado aos instintos. Por vezes o animal aparece simbolizando o processo de individuação, que em sua origem, constitui-se num instinto natural do ser humano . A espécie de instinto que está se manifestando através dessa imagem é o que está associado ao animal específico, isto quando o animal é retratado sem misturas, o leão como uma representação do instinto do leão; o urso como uma representação do instinto do urso, determinando o impulso instintivo dele em sua forma pura, composta de seu lado positivo e do negativo. No caso em que a libido é retratada numa mistura de seres, o seu conteúdo é simbólico e o inconsciente tenta dessa forma descrever conteúdos psíquicos que não correspondem à impulsos instintivos naturais ou ainda, que a consciência ainda não se encontra receptiva à esses conteúdos. Os animais são aspectos obscuros, perigosos e instintivos de nosso inconsciente e se a anima/animus aparece como um animal, é porque ela/ele ainda não é aceito pelo ego vígil em sua totalidade de aspectos. A aparição de uma outra pessoa que não o ego onírico retratado num animal, simboliza que o complexo do ego foi sobrepujado por um outro complexo. A libido quando aparece em imagem teriomorfa simboliza que é a impulsividade “animal” que se encontra em estado reprimido. No caso de surgimento em sonhos de animais prestimosos dispostos a falar, pode estar sendo indicado que o inconsciente deseja ajudar o ego em sua tarefa e esses sonhos são sinais prognósticos bastante positivos que podem estar se referindo a imago dos pais. Parece ainda, que os animais mágicos aparecem via de regra, como uma simbolização do pai. Os animais bravios têm aspectos sexuais e simbolizam conflitos eróticos, mas a imagem em sonhos em que o ego onírico encontra-se acariciando o animal que o ego vígil teme, nos fala de forma simbólica sobre a repressão cultural do incesto. Quando o ego onírico encontra-se sacrificando um animal, isso simboliza que é uma parte do ego vígil que vai ser sacrificada, a sua instintividade. ANJO- Simboliza uma mensagem positiva de poder dos conteúdos espirituais, mais especificamente, os poderes curativos do inconsciente. São considerados como sendo mensageiros entre o plano divino e o terrestre, fazendo portanto o papel de psicopompo, eles fazem parte daquilo que poderia ser chamado de exército de Deus. ANSIEDADE- Sonhos em que o ego onírico encontra-se ansioso em decorrência da própria imagem que é apresentada aos outros, simbolizam o medo de não estar a altura de um determinado papel social, uma inadaptação a sua persona. Esses sonhos denotam uma estrutura de ego fraca, que é minada pela insegurança do indivíduo. ANTIMONIO- A sua cor é o cinza e simboliza o estado de ser quase perfeito. Foi usado na antigüidade como medicamento. ARADO- A imagem em sonhos de arar a terra, aponta para simbolismos sexuais, sendo o arado um símbolo do falo. Na Antigüidade, era comum se usar os campos cultivados como “leito nupcial” para que a terra se tornasse fértil, o que demonstra a analogia entre o ato sexual humano e o ato de arar a terra. Nos cultos da Mãe-Terra, considerava-se o cultivo da terra como a fecundação da mãe, uma vez que como decorrência da proibição do incesto a imago materna foi desviada para a Terra e a mãe, à partir desse ato de regressão da libido, satisfaz o desejo do filho através do fornecimento de seus frutos. ARANHA- Em razão de sua rede de raios tecida habilmente e de seu posicionamento central, é considerada na índia símbolo da Ordem Cósmica, assim como a tecelã (maya) do mundo sensível. É a Criadora Cósmica e a senhora do destino; podendo ser ainda um símbolo do narcisismo, pois contém em seu símbolo a obsessão por seu centro. ARAR- O ato de arar simboliza a cópula. Através desse simbolismo, a libido é transferida para a terra. ARCA- Simboliza o seio materno e é um símbolo do feminino, além de poder ser associada ao vaso alquímico, ao recipiente da transmutação dos metais na alquimia. É comum que se encontre nos mitos dos heróis, uma viagem em que são trancados numa arca e entregues ao próprio destino, passando posteriormente por um processo que corresponde a um renascimento. ARCO E FLECHA- O arco pode ser ainda um símbolo da tensão causada pelos desejos humanos. É considerado ainda um símbolo do destino. A imagem do arco e da flecha quando parece em sonhos pode estar simbolizando a necessidade de que o ego vígil olhe para dentro de si mesmo como uma seta que aponte para a busca da meta de sua vida. O alvo certamente é interior. ARCO-ÍRIS- É um símbolo do sentimento ou da ligação de Eros. Representa a ponte entre o humano e o divino. Para os hebreus é a aliança de Deus com seu povo; para os chineses, a ponte de União entre o céu e a terra; para os gregos, é a representação de Íris, a mensageira dos deuses. Em todos os povos possui uma simbólica relacionada à imagem da ponte capaz de ligar o mundo sensível ao supra sensível. Essa imagem em sonhos, simboliza a proximidade de felizes acontecimentos, resultantes da própria renovação cíclica da vida, ou da União do inconsciente com o consciente, a fusão dos opostos na psique. Os budistas o consideravam como sendo símbolo do nascimento de uma divindade. AREIA- Pode ser considerado um símbolo do útero, assim como a imagem de andar na areia pode estar expressando o regresso ao útero materno. ARMA- Tem um significado fálico. Os sonhos em que aparecem armas podem estar simbolizando conflitos internos, de natureza erótica. ARMINHO- É considerado um animal símbolo da pureza. ARQUEIRO- Simboliza o desejo de posse. ARROZ- É considerado o alimento da vida e da imortalidade. No Oriente, é um símbolo da abundância e no Ocidente, simboliza a felicidade e a fertilidade. ÁRVORE- No nível arquetípico, aponta para o tema da Arvore do Mundo ou Axis-Mundo, que é um pilar genético de toda a criação; está plantada no meio do Jardim , no centro do Éden. É freqüentemente um símbolo de centralização da psique individual, do SELF e que pode ser visto como o sustentáculo do mundo. Os sonhos em que se está no alto de uma árvore sugerem uma situação difícil, refletindo rituais de iniciação xamanísticos que por vezes eram descritos como se desenrolando nela. Em toda a história religiosa sempre desempenhou um papel importante. Entre os celtas, o culto do carvalho pelos druidas é bastante conhecido; em Uppsala, a velha capital religiosa da Suécia, havia um bosque sagrado onde todas as árvores eram consideradas divinas; os eslavos cultuavam árvores e bosques sendo que esse culto ocupava uma posição de destaque entre os cultos druidas e lituanos. Divindades femininas freqüentemente eram veneradas como árvores, daí por vezes, o culto das árvores e florestas sagradas. Para o primitivo, o mundo em geral é dotado de alma, assim, as árvores e plantas também a possuíam. Na Coréia, acredita-se que as almas daqueles que morrem de peste ou à beira da estrada, assim como as mulheres que morrem de parto instalam-se nas árvores; enquanto que na China, é costume se plantar árvores sobre a sepultura para fortalecer a alma do morto. Ela encontra ainda na sua simbologia a ligação com a Grande-Mãe que tanto é a doadora da vida como da morte, onde é um símbolo tanto da União com a mãe, que abraça e guarda o filho, como do próprio filho, que através dessa ligação com a mãe, recebe como castigo sua castração e morte. Possui ainda um caráter bissexual, uma vez que além de representar a mãe, também é um símbolo do falo. A vida humana, o desenvolvimento e o processo de transformação da consciência as vezes são simbolizadas pela árvore, que tem um significado mítico de guardiã do tesouro. O que é necessário que se atente é que a árvore não é a mãe, mas uma simbólica do arquétipo materno e a imagem da árvore envolta pela serpente é um símbolo da mãe protegida pelo medo do incesto. Existem vários mitos descrevendo os homens nascendo da árvore e a presença de uma fenda, já é suficiente para relacioná-la à mãe, pois a fenda eqüivale ao útero. Os Xamãs enterram seus mortos em troncos e o sepultamento em árvores tem o simbolismo de ser encerrado na mãe para poder “renascer.” Para os maoris, ela tinha uma relação com o próprio destino dos homens sendo que após o nascimento, quando havia a queda do umbigo , os maoris o enterravam num local considerado sagrado e nesse mesmo local era plantada uma árvore que ficava sendo à partir de então, um “tohu oranga”, ou signo da vida para a criança. ASA- Simboliza a liberação de uma carga, a leveza, a espontaneidade, a elevação ao sublime. ASCENÇÃO- Essa imagem é símbolo da renovação do consciente à partir da regressão ao inconsciente. É a própria renovação da Luz, que enfrentando a escuridão pode voltar a brilhar com maior intensidade. É um símbolo da elevação da alma para o céu. ASNO- Simboliza a perseverança, a estupidez, a melancolia e a sexualidade. É um dos animais de Dioniso assim como de Saturno e possui qualidades saturninas. Ser transformado em asno implica ser dominado por essas qualidades, ter caído sob o impulso de um complexo específico que impõe tal comportamento. O filósofo Lúcio foi transformado num asno, o animal em permanente cio e odiado por ísis que mais tarde é desencantado e iniciado nos mistérios da deusa da lua egípcia. O baú- berço de Dioniso era puxado por um asno. ASSALTANTE OU ASSASSINO- Tem uma conotação sexual e pode simbolizar um conflito erótico. ATANOR- Para os alquimistas, era onde se operavam as transmutações alquímicas, um tipo de recipiente onde se processavam as transformações. AURORA- Simboliza as promessas e possibilidades de luz e de completude; ela é a própria personificação da esperança que embora possa esmorecer sempre volta a vida. AUTOMÓVEL- Os meios de transporte assim como as viagens, são imagens que parecem indicar a estrutura do ego ou o modo como o ego se movimenta através das várias atividades da vida. Em sonhos, as imagens em que o ego onírico não está na direção do volante, simbolizam que o ego vígil pode estar possuído por um complexo do inconsciente, pois o motorista e sua personalidade seria a simbólica de um dos componentes da pique do ego vígil. Se na estrutura do sonho, o carro para por falta de combustível, pode estar simbolizando que o ego vígil não usa sua força na totalidade assim como se o ego onírico sente-se inadequado dentro do automóvel pode ser um símbolo de que o ego vígil adotou uma postura errada na vida. A carroceria do automóvel simboliza regra geral, a persona do ego vígil. AVALANCHE- As pessoas ameaçadas por uma raiva patológica costumam sonhar com um deslizamento de terra ou com uma avalanche o que simboliza que o inconsciente utiliza essa imagem hábil para predizer não um desabamento exterior, mas interior. De qualquer forma, a imagem de uma avalanche pressupõe uma inadaptação do indivíduo frente a determinadas circunstâncias da vida. AVELEIRA- Símbolo da constância e da paciência, é uma árvore da fertilidade, por vezes associada à prática da magia. AVENTAL- É um símbolo de proteção além de simbolizar o trabalho. AVIãO- Sonhos de aviões em choque costumam referir-se à operação alquímica da coagulatio. A imagem de para-quedistas ou super-homens que descem do avião parecem mostrar que algo até então inconsciente, está descendo do infinito e vai saltar no âmbito da compreensão humana e são representacões antecipadas de uma nova percepção do SELF. A sobrecarga do avião pode estar indicando valores do ego vígil que devem ser abandonados assim com os sonhos em que o avião está em queda simbolizam um contato brutal com a realidade concreta. AZEITE- É um símbolo de força espiritual e luz, e é dotado de poderes especiais uma vez que costuma ser utilizado para unção. O dito de que o azeite e o vinagre não se misturam falam-no simbolicamente de suas qualidades especiais, uma vez que o vinagre é símbolo da baixa qualidade. AZEVICHE- Embora negro, é um símbolo de proteção contra o mal. AZUL- É a cor do princípio masculino, o Yang e pode simbolizar um desapego aos valores do mundo, assim como um excesso de passividade, é a cor do céu. BAÇO – Órgão do corpo humano, que possui a simbólica de versatilidade. BALANÇA- É um símbolo da justiça, que é associado a deusa Têmis, filha de Urano com Gaia. É considerada o símbolo do sígno zodiacal de Libra. Existe ainda uma associação entre a balança e a morte, pois no Egito a alma dos mortos era pesada por Thot numa balança, em cujos pratos era colocado uma pluma e o coração do falecido. Se o prato em que estava o coração fosse mais pesado do o que continha a pluma, o morto era considerado como sendo culpado por seus pecados. BALDE- Equivale a recipiente. BALEIA- Simboliza a escuridão abissal e misteriosa, o inconsciente, o local para onde o herói precisa retornar para que seja possível o seu renascimento. No mito do herói, a baleia é um símbolo da Grande -Mãe devoradora em cujo ventre o deus-herói se transforma, e sendo que nesse confronto com a Grande-Mãe, temos o simbolismo de que é o ego do homem que precisava ser transformado. A luta do herói conta a baleia ou qualquer outro monstro marinho se constitui num símbolo da luta pela libertação da consciência do eu das ligações com o inconsciente e a sua salvação se constitui dessa maneira num símbolo da vitória do consciente sobre o inconsciente. A saída do ventre da baleia significa um renascer ou uma ressurreição, tanto que o símbolo da baleia é comum a vários ritos de iniciação. A entrada em seu ventre é análoga a descida ao sub-mundo e a passagem pelo inferno. BAMBUS- Em decorrência de sua flexibilidade, simbolizam a sabedoria feminina, vegetativa e desarticulada. É considerado como sendo um símbolo do inconsciente e das suas profundezas. BANANEIRA- É considerado um símbolo de bom augúrio, além de simbolizar a fragilidade, pela flexibilidade e pouca consistência de seu caule. BANHEIRA- O banho na banheira possui uma simbólica diversa da do banho no mar, uma vez que a banheira é um recipiente feito pelo homem no qual o ser humano pode entrar e que possui ainda dimensões definidas ao contrário do mar. A imagem da banheira portanto, simboliza o inconsciente mas de uma forma específica que o vincula à imagem do recipiente na alquimia. BANHEIRO- Essa imagem está relacionada a “eliminação” ou a dificuldade em “se soltar”, ela nos remete também a imagem das fezes, a prima matéria na alquimia. Os sonhos com banheiro são bastante comuns, principalmente quando se procura uma privada para que se possa defecar e ela não é encontrada, está ocupada ou não possui água corrente. Isso simboliza que algo está por vir, o início de um processo, e as fezes apareceriam como o potencial para esse processo. BANHO- É o símbolo de uma transformação no ego, através do inconsciente, uma vez que essa imagem está vinculada à do batismo. É um símbolo de purificação, renovação e renascimento tanto que o batismo cristão também é entendido como uma limpeza e separação do pecado e expulsão dos maus espíritos. Existe nele uma idéia de renovação porquanto a pessoa que foi batizada foi renovada em Cristo e livrou-se de uma forma simbólica de todos os pecados pagãos anteriores, como uma espécie de renascimento pela água. É através desse banho que o SELF pode “renascer”. Nos ritos batismais dos Mistérios dos Êleusis, os participantes dirigiam-se primeiro para o mar a fim de tomar um banho ritual. O banho de uma forma geral é interpretado como uma forma de livrarmo-nos de nossa sombra, pois o contato com a água, nos traz de volta ao inconsciente para que possamos nos purificar e renascer. O banho é por conseguinte, uma técnica bem conhecida de redenção, onde se pode fazer o exorcismo através da água. A sujeira que anteriormente cobria o corpo costuma ser encarada simbolicamente como sendo as influências psicológicas do ambiente que contaminaram a personalidade original. Em muitos sonhos o processo analítico é comparado a um banho e a análise é frequentemente equiparada a uma lavagem. O banho, o aguaceiro, o chuvisco, a natação, a imersão na água, são equivalentes simbólicas da operação alquímica denominada Solutio e essas são as suas imagens que costumam aparecer em sonhos. Quando o SELF avizinha- se da consciência ocorre o processo de afogamento que é a agonia de ver-se aprisionado dentro dos limites da consciência e essas imagens que estão associadas ao simbolismo do batismo implicam numa verdadeira seqüência de morte e renascimento. BARBA- É um símbolo de virilidade e sabedoria, uma vez que só os homens a possuem e num determinado período cultural, os sábios deixavam suas barbas crescerem. Na Antiguidade, as imagens de animais com barba simbolizavam que se tratava de um animal cerimonial e simbólico posto que a barba era considerada sagrada nessas imagens. BARBEIRO- Pode simbolizar um sacerdote iniciador. Ele sempre vai nos remeter aos ritos de iniciação, uma vez que está relacionado ao corte de cabelos, à tonsura. BARCA- Pode aparecer simbolizando o transporte da alma e realmente por vezes tem o simbolismo de carregador de almas, um rito de passagem para o outro mundo. O barco lunar hindu carrega as almas para a nova encarnação, e possui uma associação com o ciclo lunar e com as deusas da lua, que detém o poder da vida, da morte e do renascimento, através da qual é conferida ao indivíduo a imortalidade. Nos mitos , o barco solar acompanha o sol até o além, é o meio transporte para o inconsciente. Algumas vezes, a barca aparece simbolizando a Igreja, num vínculo com a mãe, com o feminino, posto que sua imagem corresponde a imagem de uma das fases da lua. BASILISCO- Dizem que as folhas desse vegetal possuem poderes mágicos. O animal desse nome era um réptil capaz de matar através de seu olhar, tanto que é considerado como sendo um símbolo da morte, o que o associa ao simbolismo de Medusa. BASTÃO- Simboliza poder, julgamento e comando e é ainda associado a caminho, como um princípio de direção do inconsciente. O bastão do Bispo é um símbolo da autoridade da doutrina que mostra o caminho e que fornece as decisões. BATIDAS NA PORTA- A imagem em sonhos de batidas persistentes na porta simbolizam conteúdos que foram deixados de fora da vida do ego vígil e que desejam ser ouvidos, solicitando sua participação na consciência. BATISMO- A BENEDICTIO FONTIS, o batismo na Igreja, representa a purificação do ser humano e sua transformação num novo ser espiritual. Psicologicamente, a sujeira ou pecado lavados pelo batismo podem ser compreendidos como inconsciência, as qualidades de sombra das quais não temos consciência e portanto não nos damos conta. A imersão na água tem uma conotação de regressão ao útero, a reintegração no mundo indiferenciado da préexistencia para que em contato com a água possa ser levado a um estado de regeneração. A imagem do Dilúvio pode ser associada em termos psicológicos, com a imagem do batismo. No que se refere ao batismo de sangue, assim como ao encontro com o fogo o que está simbolizado é o estado de provação de ter que suportar um afeto intenso, assim, o batismo de sangue equivale ao batismo de fogo e certos mitos falam do batismo de fogo como capaz de promover a imortalidade, a queima das partes mortais simboliza a destruição do carnal ou da luxúria. A Túnica de Nesso ilustra a associação que costuma ser feita simbolicamente entre sangue e fogo. A morte de Cristo na cruz é uma simbólica que se assemelha à do batismo, posto que a crucificação corresponde à uma regressão à mãe, ao inconsciente, que possibilita ao herói o seu renascimento. BERÇO- É uma imagem que costuma simbolizar o seio materno ou o útero, embora por vezes apareça simbolizando uma viagem. BÉTULA- É o nome de uma árvore que na Rússia simboliza a donzela, e que também muitas vezes aparece como símbolo da lua ou do sol. BIBLIOTECA- Imagem que representa um acumulo de conhecimentos herdado não apenas pelo indivíduo mas também pelo coletivo, e que é um símbolo do depósito do esforço individual de toda uma vida no tesouro coletivo transpessoal. BICICLETA- Meio de transporte onde o próprio ego é o responsável não apenas pela direção, pelo rumo tomado, como pelo equilíbrio para que posa prosseguir em movimento até a sua meta. É um meio de locomoção solitário e individual, o que faz dela, um símbolo da autonomia e do equilíbrio. Essa imagem nos reporta ao processo de individuação. O seu movimento em forma de energia circular em torno de um centro, se assemelha ao movimento da psique em direção ao SELF, e que na alquimia costuma ser denominado de circulatio. BIOMBO- Essa imagem em sonhos simboliza de um modo geral que o problema que está sendo apresentado, ainda se mostra de uma forma velada. BOCA- É considerada um símbolo da fôrça criadora, muito embora ela tanto tenha o poder de destruir como o de criar através do uso da palavra. Existe uma associação entre fala, boca e fogo, daí que se pode dizer em relação as palavras proferidas, que elas são inflamadas, pois a fala assim como o uso do fogo, é um derivativo do uso da energia psíquica. BODE- No Oriente, os demônios aparecem em imagens com a pata fendida do bode. É considerado um símbolo de THOR, além de ser considerado um símbolo da fecundidade e da libido. O bode é a montaria de Agni, o deus regente do fogo para os vedas, daí que ele é considerado como sendo um animal solar. O termo bode expiatório, simboliza o indivíduo sobre o qual recaem as projeções do mal que os outros gostariam de executar mas que não ousam. Então, ele é empurrado cada vez mais para que desempenhe esse papel. BOI- No Cristianismo, São Lucas tinha como símbolo o boi, é considerado como sendo um símbolo da bondade e da calma. Na China, o boi em argila é um símbolo do frio, além de ser um símbolo yin e os gregos o consideravam sagrado posto que era objeto de imolação. BOLHA- Essa imagem simboliza os sonhos e os pensamentos, em função de sua imaterialidade. BORBOLETA- Simboliza o ar, enquanto elemento da psique. É considerada um símbolo de transformação e de um novo começo. BOSQUE- É o símbolo de uma área inconsciente, um lugar escuro onde vivem os animais e os instintos. A imagem do bosque proibido por vezes aparece em substituição à imagem da árvore-tabu, adquirindo as propriedades desta. BRAÇO- Essa imagem simboliza poder e fôrça. BRANCO- Simboliza a luz do dia, a claridade e a ordem, podendo ser um símbolo positivo ou negativo, conforme a situação como se apresente. Pode ser considerada a cor da manifestação divina; um símbolo da consciência. BRONZE- Esse metal é considerado um símbolo da incorruptibilidade. BRUXAS- Por vezes elas se apresentam como representacões iniciais da anima. É no entanto uma figura arquetípica da Grande-Mãe. A bruxa é a deusa-mãe negligenciada, a Deusa da Terra, a Deusa-Mãe em seu aspecto destrutivo, era o poder de destruição e morte da deusa da lua, a face materna negativa e sombria. Na Idade Média, as mulheres histéricas eram tidas como bruxas e acabavam na fogueira, posto que elas personificam nossos próprios temores e incapacidades contra os quais temos que lutar. É um impulso instintivo profundo que se caracteriza pela preferência por um ninho confortável. BUFÃO- É um símbolo da consciência irônica e que mostra sempre o outro lado da realidade, as duas faces de uma mesma moeda. BURACO- É um símbolo do inconsciente, é feminino ; ele é o acesso aos conteúdos aos quais não se tem acesso de forma consciente, é associado à vagina e pressupõe a origem, a matriz. CABAÇA- É um símbolo do feminino que é análogo ao ventre materno e que se encontra associado a noção de recipiente, vaso, receptáculo. CABEÇA- No simbolismo alquímico é considerada como um dos símbolos do SELF. A imagem da cabeça coberta é um símbolo da invisibilidade ou da morte e o hábito das freiras de usarem véu tem essa conotação. CABEÇA PARA BAIXO- É um símbolo do vencido e representa as nossas derrotas anteriores. É o estado de suspensão entre os opostos, quando não existe integração nem meio termo. CABELOS- São considerados fonte de poder mágico ou de mana e por isso, o ato de cortar os cabelos e sacrificá- los significa frequentemente um renunciar e um renascer. O corte do cabelo ou da barba é frequentemente associado a um escalpo do ser humano, o que equivale a mudança de pele da serpente, um símbolo de transformação e desde a antiguidade o corte de cabelo (tonsura) estava ligado à consagração nos ritos de iniciação onde o sacrifício dos cabelos nos templos das deusas da lua, correspondia a uma evolução da prostituição sagrada, o seu simbolismo era de que entregando os cabelos, a mulher entregava o feminino à deusa. Anéis de cacho de cabelo guardados como lembrança, são tidos como amuletos que ligam uma pessoa a outra. Pela teoria da magia contagiosa, quem tiver de posse tanto de cabelos como de unhas humanas, pode exercer influência sobre a pessoa da qual os mesmos foram cortados. O cabelo é com freqüência associado à fôrça vital e ao próprio destino podendo ser considerado como uma imagem da relva, o cabelo da Terra. Na Rússia, somente às mulheres virgens era permitido que usassem uma trança grossa posto que após o casamento só poderiam usar duas tranças. A cabeleira encontra-se ainda relacionada à sensualidade e à provocação sexual. CABRITO- É um símbolo do renascimento com ascensão ao divino. A cabra é tanto o símbolo da iniciadora como da ama de leite, uma representação da mãe. CAÇA- A imagem de uma caçada pode estar simbolizando a agressão à mãe, a sua imago, uma vez que os animais fazem parte do reino da Grande-Mãe. Essa imagem pode ainda representar a busca pela vida espiritual. A vida dos jovens gregos ligada a caça possuia uma simbólica de iniciação, ligada à Artemis. CACHOEIRA- Simboliza o movimento contínuo sem alteração da forma, o próprio correr da vida sem que o núcleo da existência seja modificado. CACHORRO- Na antiguidade era tido como o guardião da vida eterna. Em várias culturas antigas a imagem do cão estava ligada à simbólica da morte, na Pérsia antiga, os cães alimentavam-se dos cadáveres dos mortos e na Rússia era costume levar um cão junto da cama do moribundo para que recebesse alimento de suas mãos, alimento esse que garantia que o cão servisse de guia da sua alma para o outro mundo. Hécate, a deusa do nascimento e que estava relacionada ainda à magia, a iniciação e a morte, recebia sacrifício de cães. Nos túmulos romanos era comum encontrar-se imagens de cachorros e Cérbero era o famoso cão do Hades, o mundo do post mortem que correspondia a uma espécie de purgatório. Na Grécia, o cachorro pertencia também a Esculápio, o responsável pelas curas, pela sua capacidade de se curar por meios próprios, ingerindo grama. No Egito, era considerado como sendo um símbolo de Anúbis, o deus com cabeça de chacal e que era um guia para o mundo inferior. Pela sua capacidade de adaptação ao homem, costuma ser um símbolo da fidelidade no relacionamento. CADÄVER- Em sonhos, o aparecimento de cadáveres de odor desagradável, que teve que ser exumado, pressupõe severas repressões. Simboliza o fato de que algo foi reprimido por tanto tempo, que se desintegrou e se decompôs na terra. A imagem de cadáveres também pode apontar para o fato de que determinados conteúdos do inconsciente estão tentando tornar-se conscientes e anseiam com desespero participar do mundo dos vivos. Essa imagem na alquimia, encontra-se ligada à putrefactio. CAIXA- É considerada como sendo um símbolo feminino, uma imagem do inconsciente, da mãe, da matriz. CAJADO- Assim como o bastão, é um símbolo de direção, de comando e de poder. No entanto, o cajado do pastor quando partido, indica que houve perda de uma atitude de inocência. CALCANHAR- Simboliza o apoio e o equilíbrio do ser humano, e um calcanhar desprotegido pode ser representativo de um ponto frágil, capaz de minar a base e o equilíbrio do ser humano, levando-o à derrota, tal como no mito deu-se com Aquiles, que foi morto em consequência da vulnerabilidade representada por essa parte de seu corpo. CALDEIRÃO- É um símbolo que pressupõe mudança, regeneração, iniciação e ressurreição. É o vaso que possui a simbólica de possuir poder para transformar o material em espiritual, o mortal no imortal. É o recipiente onde se cozinha o caldo da regeneração. No caldeirão das bruxas tanto eram cozidos o remédios como as poções venenosas, através de um movimento circular, típico do feminino, e que se encontra em conexão com as fases da lua. A imagem do caldeirão simboliza então, duas faces do arquétipo da mãe, o feminino positivo pela regeneração realizada através do caldeirão da alquimia e o feminino negativo, na magia negra do caldeirão das bruxas. CÁLICE- O cálice normalmente está relacionado com a imagem do Graal, que é a taça mística na qual segundo a tradição, Jesus Cristo bebeu na Última Ceia com seus discípulos e na qual disse: “Bebei dele todos, pois isso é o meu sangue, o sangue da Aliança(…)”. A história do Graal provém da tradição celta e é o recipiente feminino que contém a substância da alma essencial da qual o espírito emana. Nas culturas egípcia, indiana e hebraica existe uma analogia entre cálice e coração, pois o coração seria um cálice alquímico que elabora a vida. Segundo afirma a lenda, José de Arimatéia recolheu a água e o sangue que escorreram da ferida no flanco de Jesus aberta por um centurião, e depositou no Cálice Santo (GRAAl). Depois do desaparecimento físico de Cristo, o Santo Graal é levado para a Bretanha por José de Arimatéia e Nicodemus. Assim como a taça simboliza o recipiente, o útero capaz de conter as qualidades maternas da mulher. CAMA- É um símbolo de intimidade, daquilo que nos é pessoal, é o local onde dormimos e vivemos nossos sonhos, o local onde participamos da vida de nosso inconsciente. Está ainda relacionada à intimidade do amor e do sexo, sendo portanto, um local bastante pessoal. Se nos deparamos com um motivo de sonho em que alguém está debaixo da nossa cama, esse símbolo relaciona-se ao inconsciente pessoal. É o lugar escondido, onde os complexos reprimidos e os problemas vivem, minando aos poucos a direção consciente, e no final, até mesmo acabando com o descanso da pessoa. CAMPO- Simboliza todas as características opostas ao inferno, podendo portanto ser considerado um símbolo do Paraíso. Em função dessa sua simbólica, vários cemitérios costumam chamar-se “Campo Santo”. CANA- Simboliza a flexibilidade. CANDELABRO- Símbolo da luz espiritual, é uma derivação da árvore sagrada, um símbolo da cabala hebraica. CANHÃO- Simboliza a sexualidade e tem um simbolismo de falo, essa imagem em sonhos pode denotar a existência de conflitos eróticos na estrutura da psique do ego vígil. CAOLHO- Símbolo da clarividência através da concentração de poderes num só olho. CAPACETE- Simboliza a invisibilidade. CAPUZ- Símbolo da invisibilidade contudo, o barrete pontudo dos gnomos e dos cabiros é considerado como um símbolo do falo. CARACOL- Simboliza a regeneração periódica. CARNE- Simboliza a verdade nua e crua. É associada ainda com a vestimenta do esqueleto, já que ela é uma vestimenta adquirida pela alma durante a descida pelas esferas planetárias. CARNEIROS- O carneiro era visto pelo matriarcado como símbolo do poder tirânico masculino. É ainda um símbolo de Agni, o deus do fogo dos vedas, a sua montaria. A imagem em sonhos de numerosos rebanhos de carneiros, enfatiza a brandura, pela inocência que é característica desse animal. CARPINTEIRO- A imagem do carpinteiro aponta para o símbolo do criador, aquele que é capaz de criar e moldar através da madeira, que oriunda da árvore, tem uma ligação com o arquétipo da mãe. Ele cria à partir da mãe, sendo portanto, um símbolo do pai gerador. Taré, pai de Abraão foi um bom marceneiro; Tvashtar, pai de Agni, um ferreiro e carpinteiro; Hefesto, o pai de Hermes era carpinteiro, ferreiro e escultor; José, pai de Cristo, carpinteiro; Ciniras ,pai de Adônis, carpinteiro. CARREGAR- A imagem em sonhos em que o ego onírico está carregando alguma coisa, tem a ver com a via- crucis de Cristo, o carregamento do touro por Mitra, Sansão carregando os pilares de Gaza ou Hércules carregando as colunas até o lugar onde morreu. A cruz ou qualquer outra coisa que o ego onírico carregue, representa um aspecto ele mesmo ou seja, simboliza a totalidade do ego vígil, o seu SELF, a sua plenitude. CARRO- É considerado um símbolo da consciência, de como ela se manifesta pelos rumos da vida, similar a imagem do automóvel.. CARVALHO- É um dos símbolos de Zeus ou Júpiter mas dizia-se pertencer igualmente a Juno. Nas cidades latinas, sempre que se acendia o fogo sagrado, usava-se a lenha do carvalho, a árvore sagrada que era também considerada como sendo o símbolo da deusa Vesta e em seu templo pode-se ver ainda hoje um carvalho dito sagrado. O carvalho costuma ser considerado como sendo a imagem do Eixo do Mundo, do Freixe Yggdrasil da mitologia germânica, e o filósofo Pherecydes interpretava o mundo inteiro como sendo um imenso carvalho. CARVÃO- Simboliza uma energia que não é visível. No carvão encontramos a energia e o calor proveniente do fogo, mas que se encontra encoberta. CASA- Elas são um símbolo de nosso espaço psíquico pessoal, da nossa psique. A fachada da casa simboliza a persona, a máscara que o indivíduo usa em sociedade; o telhado simboliza a cabeça, a sede da consciência; o andar de baixo está relacionado ao inconsciente e aos instintos; a cozinha é o local onde se processam as transformações, o equivalente ao laboratório da alquimia. Elas aparecem então em sonhos como símbolos da própria psique uma vez que ela podem ser consideradas como sendo um “estado psíquico”. CASAMENTO- Simboliza de forma sutil a conjunctio. A união dos opostos na psique, do feminino com a masculino, o hierosgamos. Na antiguidade costumava-se celebrar casamentos ditos sagrados entre deuses e mortais com a finalidade de propiciar a fertilidade para a terra, animais e homens. Esses casamentos simbolizavam ainda, a união espiritual com Deus. Havia o hábito de se consagrar virgens, como consortes à imagens, com a mesma finalidade como símbolo da união com o divino. Nos templos das deusas da lua, as virgens que tinham sua iniciação no templo, entregando-se ao papel de hieródulas, de prostitutas sagradas, visavam representar a união divina da deusa, representada no ato por uma mortal, com o deus, o falo, representado no ato pelo homem que procurava o templo, união essa que garantiria a fertilidade e que a iniciava nos mistérios do sexo e da feminilidade. A cerimônia do casamento humano reproduz o hierosgamos, qual seja, esse casamento divino, a união do céu com a terra. A união sexual ou o casamento efetivamente só pode ocorrer entre dois seres depois que ambos tenham alcançado a autonomia do ego. A imagem desse tipo de união intrapsíquica quando aparece em sonhos, surge como sendo algo numinoso e que possui um efeito emocional inexprimível. CASTANHO-ESCURO- Simboliza a humildade e a pobreza. CASTELO- É um símbolo de transcendência pela sua localização quase sempre no alto e de difícil acesso. CASTRAÇÃO- É um símbolo da necessidade de aceitação pelo indivíduo de sacrificar seus desejos de menino desamparado em pról da sua masculinidade. É símbolo da necessidade de que desista das suas exigências em relação ao feminino, a mulher, esperando que ela satisfaça suas necessidades sexuais e emocionais como se fosse a sua mãe. A castração assim como a morte voluntária do indivíduo, resulta num renascimento como homem, e ela é o equivalente simbólico da perda do falo, da autocastração, tal como é representado no mito de Átis e de sua mãe Cibele. CATACUMBA, cripta- É um símbolo da mãe e que exprime a possibilidade da ressurreição. Os defuntos eram depositados nas catacumbas como numa oferta simbólica à mãe na esperança da possibilidade de que pudessem renascer. CATEDRAL- É uma imagem que costuma aparecer como um símbolo da estrutura religiosa estabelecida, da religião onde fomos tradicionalmente criados. CAVALGAR- O ato de cavalgar tem uma simbologia sexual segundo Freud e Jung, e isso se deve ao ritmo do ato de cavalgar. O Freixo Universal Yggdrasil é também chamado de”Corcel Assustador”, talvez devido a conotação sexual do simbolismo do cavalo. CAVALO- O cavalo é uma das formas simbólicas mais puras da natureza instintiva é a energia que apóia o ego consciente sem que esse perceba, a energia que gera o fluxo da vida e que dirige nossa atenção para as coisas, influenciando nossas ações através de uma motivação. O cavaleiro é o ego, enquanto que o cavalo é o símbolo da nossa energia instintiva e animal. Quando juntos representam o movimento harmônico da natureza. Na imagem do cavalo a libido instintiva à disposição do inconsciente por vezes se encontra bastante ligada ao tema da sexualidade. O cavalo simboliza o sentimento de se estar vivo posto que é o fluxo da vida que não criamos mas que nos carrega no exercício de nossa vida. Na mitologia ele é associado às deusas-mães, sendo que podemos encontrar associações entre a imagem do cavalo e o simbolismo da mãe que pode ser vista como sendo o cavalinho da criança e isso devido a primitivamente ela costumar carregar seu filho às costas. Sua imagem também encontra-se associada a da árvore dos mortos pois ele é um animal que a alma utiliza para cavalgar para o outro mundo, servindo de psicopompo entre o mundo dos vivos e o dos mortos. No mito de Odin, a sua mãe era o “Corcel Assustador”, o Freixo Universal Yggdrasil de onde ele surge em suspensão. Hécate as vezes é representada com cabeça de cavalo e tanto Deméter quanto Fílina para poderem escapar das perseguições de Crono e de Posseidon, transformaram-se em cavalos. Nos países europeus, o diabo tem uma pata equina que possui como origem Wotan, e em quase todos os mitos o diabo cavalga uma bruxa cavalo. Na Holanda, é costume se pendurar um casco de cavalo nas estrebarias com a finalidade de afastar os feitiços. É considerado também um símbolo do tempo e representa o vento pela sua velocidade. Se a imagem é de um cavalo branco, indica tratar-se de um impulso instintivo que naturalmente se dirige à consciência e se ele possuir asas pode ser considerado como sendo um símbolo de uma forma alada do princípio transcendente. Quando em sonhos o cavalo joga a sonhadora no chão, exprime um tema sexual ou aponta um conflito erótico, o que também costuma ser simbolizado pelo seu coice. Sendo o cavalo um símbolo da quantidade de energia a disposição do homem, quando as imagens giram sobre o seu sacrifício, podem estar apontando para uma fase de introversão pois o sacrifício de animais quando não é feito como simples oferenda, possui uma simbólica religiosa elevada, estabelecendo uma relação entre o herói e a divindade. O sacrifício surge então como a imolação do instinto, a união com o divino o seu abate ou sacrifício pode simbolizar a dissolução do instinto até então inconsciente. Quando se trata de um esquartejamento, o que está sendo simbolizado é que uma nova ordem está sendo criada pela conscientização e reflexão, além da existência de uma disposição interior para receber o arquétipo do SELF. CAVERNA- Na antiguidade sempre foi considerado como sendo um lugar sagrado, ligado ao útero da Mãe-Terra, da deusa da natureza, onde ocorrem as transformações e os renascimentos e que simboliza a profundidade da natureza interior. A caverna simboliza tanto o útero como o túmulo, a passagem ascendente para a vida e a descendente para a morte posto que é a morada das Moiras e Erínias que tecem o destino. Essa imagem se constitui ainda num símbolo da busca interior que nos leva pelo caminho da individuação. Assim como a gruta, simboliza a cavidade do coração que é considerado o centro do ser, bem como o interior do “Ovo do Mundo”. CEDRO- Essa árvore é considerada como sendo um símbolo da imortalidade. CEGO- Essa imagem é considerada como sendo um símbolo da visão interior, uma vez que o cego não tem como abstrair-se através das imagens exteriores. Símbolo da clarividência que possui apoio no mito vivido por Tirésias. CEGONHA- Simboliza a contemplação filosófica. Na mitologia grega, Antígona, a irmã de Príamo gabou-se a Hera da beleza de seus cabelos, o que fez com que a deusa invejosa os transformasse em serpentes. Zeus apiedando- se de Antígona, a transformou posteriormente em cegonha. CELEIRO- Essa imagem normalmente encontra-se associada ao mito de Deméter, a colheita e aos grãos. CENOURA – Como a maioria dos vegetais, tem um significado erótico e sexual, além de poder ser considerada como sendo um símbolo do falo. CENTRO- É o arquétipo do SELF que pode aparecer através da imagem da árvore, do Graal, de Jardim, da Mandala, do Paraíso, da Cidade, da Montanha, etc… CERVO- É um símbolo da auto-renovação e que simboliza um fator inconsciente que nos revela o caminho que nos levará ao rejuvenescimento. É um portador da luz que atrai a consciência levando-a por novos caminhos que propiciam novas descobertas. Pela sua profusão de galhos pode ser um símbolo da Árvore da Vida assim como da rapidez e abundância. O cervo era o animal de Artemis ou Diana. CESTA- É considerada como sendo um símbolo feminino que se encontra associada à mãe e ao seu acolhimento, assim como o berço. CETRO- É um símbolo da autoridade, análogo ao bastão e a vara. CÉU- É um dos componentes do primeiro par de opostos, Céu/Terra, como resultado da quebra do Ovo Cósmico. É considerado como sendo um dos símbolos da consciência e o céu estrelado simboliza o inconsciente coletivo sendo que quando as estrelas descem à terra, podemos ver nisso o simbolismo da proximidade da compreensão, pois indica que o conteúdo tende a tornar-se real na consciência do ser humano. CHÁ- Simboliza a essência do ser humano. CHAMA- Originária do fogo, é considerada como sendo um símbolo que pressupõe purificação e iluminação. CHAMINÉ – Simboliza a ligação com o reino do espírito, dando-nos uma idéia de centro. CHAPÉU – Por ser a peça de nosso vestuário que cobre a cabeça, em geral significa a própria cabeça. O chapéu recobre a personalidade, dando-lhe um significado. Essa imagem em sonhos pode estar simbolizando que o inconsciente com seus conteúdos está forçando o sonhador e pressionando para que os mesmos penetrem na consciência do ego vígil. CHAVE- É geralmente vista como sendo um símbolo fálico, muito embora possua uma analogia com os poderes iniciáticos. O iniciado é o possuidor da chave, o conhecedor dos segredos e o único capaz de ter a chave para que possa abrir as portas que dão acesso aos mistérios da iniciação. CHICOTE- É um símbolo de poder e tirania. CHIFRE- Pode ter uma conotação fálica, de potência viril, de fôrça e de iniciação no entanto, estão relacionados também a uma das fases da lua, tanto que as deusas da lua costumavam ser representadas portando pequenos chifres, e os animais com chifres eram associados à lua. CHUMBO- Simboliza o princípio de onde parte a evolução e a incorruptibidade. CHUVA- Simboliza as influências psíquicas e espirituais dos deuses sobre a terra. É um símbolo do poder fecundante do céu exercendo influências na terra e essa imagem encontra-se relacionada à operação alquímica da Solutio. CIDADE- É um símbolo feminino que encontra-se também associado ao arquétipo materno pois a cidade abriga em seu corpo os seus habitantes. As cidades fortificadas tem o simbolismo de donzelas enquanto que as colônias de filhos de uma mãe. Babilônia é uma representação de Mãe-Terrível e Tiro é considerada uma das culpadas pela queda de Israel. O mito de Simão e Helena retrata a necessidade de remissão da esposa divina, Israel. CIDRA- É um símbolo da fecundidade. CIGARRA- Simboliza a negligência. CINCO- É considerado um número de união, harmonia e equilíbrio. Soma do dois com o três que na China era considerado um número do centro. É o número da Terra e no hinduismo era Shiva; a conjunção do dois feminino, com o três masculino. CINTO- A imagem em que se aparece colocando um cinto simboliza o selar um pacto ou fechar um acordo. CIPRESTE- É sempre considerado uma árvore representativa da Grande-MÔe e que encontra-se associada a ela em seu aspecto de ser quem abriga a morte. CÍRCULO- Simboliza a alma e o Si-Mesmo, encontrando-se vinculado ao simbolismo da mandala e da eternidade posto que é o Alfa e o Þmega, o início e o fim da vida humana, é a uroboros e o símbolo da meta a ser alcançada, a conjunctio, a união dos opostos na psique. Os círculos mágicos costumam funcionar como um temenos, um território pertencente a Deus, um espaço delimitado, um lugar redondo, reservado para um propósito arquetípico e numinoso que é utilizado para concentrar o que está dentro e excluir o que está fora. É a imagem símbolo de uma realidade psíquica interior do homem. Para o Mestre Eckhart, Deus é “uma esfera espiritual infinita, cujo centro e circunferência estão em toda parte”. CIÚME- Quando o ego onírico vivencia o ciúme num sonho, isto simboliza a existência de um outro complexo atuando por trás da anima/animus e assim, ela/ele aparece em sonhos como tendo um outro amante. COBRA- Simboliza uma força inconsciente da natureza que não é boa nem má, seu estado ainda é indiferenciado e corresponde a base do instinto e da impulsividade natural. Pode ser considerada como um símbolo do falo e possui conotações sexuais simbolizando a existência de conflitos eróticos quando a imagem aparece em sonhos. A cobra frequentemente aparece na mitologia, no simbolismo da religião ou em cultos e ritos, onde podemos encontrar imagens da serpente do paraíso, a Mitgard germânica, da cobra da época de Moisés e das cabeças de serpentes das Górgonas malignas. Essa imagem está associada ainda a Grande-Mãe que geralmente é retratada como sendo uma mulher forte, de seios nus e com os braços estirados para fora, segurando uma cobra em cada mão. COELHO- Tanto para o negro como para o índio americano esse animal era visto como sendo a encarnação animal do herói. A festa da Páscoa possui um simbolismo que aproxima-se desta idéia, originalmente estava relacionada ao culto da lua e era nessa data que celebrava-se a ressurreição do herói da lua e que foi incorporada a liturgia cristã. Pelo fato de procriarem com bastante rapidez e de terem uma prole numerosa encontra-se vinculado à lua e assim como a Páscoa, é um símbolo de vida nova e de fecundidade da natureza feminina em conexão com a deusa. COFRE- Simboliza o inconsciente, o feminino, a mãe; é o que protege o Tesouro a que o herói tanto busca e que nada mais é do que ele mesmo, a sua plenitude, independência e individualidade. COGUMELO- Era considerado como sendo um filtro do amor, além de simbolizar a longevidade. COLAR- O colar como qualquer outro adorno que se use ao redor do pescoço possui uma simbólica de destino. Os ornamentos de pescoço onde vemos chapinhas ou arranjos de pedras preciosas, costumam aparecer simbolizando o tipo de destino da pessoa em questão. COLHER- Simboliza a bruxaria posto que a bruxa tem sempre algo a cozinhar e costuma levantar uma massa de emoções na intenção de cozê-las. COLUNA- É um símbolo da Árvore da Vida pois possui uma simbólica de Eixo ou Centro. Pode ainda simbolizar limites. COMBUSTÍVEL- É um tipo de energia que psicologicamente encontra-se associada a libido, que é a energia psíquica disponível para a vida. Os sonhos em aparecem imagens em que o automóvel está vazando combustível, simbolizam a perda da energia psicológica por parte do ego vígil como consequência de algum complexo inconsciente constelado e que encontra-se sugando a sua energia. COMETA- A imagem de um cometa em sonhos pode estar simbolizando tal qual uma estrela, a proximidade de um nascimento. COMIDA- O ato de comer alguma coisa tem o significado de incorporá-lo, de torná-lo corpo, e por conseguinte os sonhos em que algo é oferecido ao sonhador para ser comido indicam que um conteúdo inconsciente está pronto para ser assimilado pelo ego, e está associado a operação da alquimia denominada coagulatio. Num sonho sempre que alguém oferece algo de comer ao ego onírico parece-nos que mesmo não despertando o seu interesse a comida precisa ser ingerida e que esse alimento costuma ter qualidades estranhas ou miraculosas, o que indica que vem do nível arquetípico da psique. Por vezes encontramos nesses sonhos vestígios da necessidade de assimilação de uma relação com o Si-mesmo e existe sempre uma preocupação quanto ao fato da comida poder ser ou não digerida, o que indica que o que está sendo questionado é o quanto da realidade o ego pode suportar. A carne de Pélopes foi oferecida como ambrosia divina, enquanto a de Cristo é consumida na celebração eucarística da missa. COMPANHEIRO- A imagem do companheiro interior é um símbolo do SELF, e uma imagem de Deus. CONCEPÇãO- A concepção de forma sobrenatural simboliza que um conteúdo do inconsciente nasceu sem a participação do consciente que no caso seria uma representação do pai humano. O momento da tomada de consciência pode ser visto então como um símbolo do nascimento. CONCHA- É um símbolo feminino que é análogo ao útero e que evoca a idéia de fecundidade. CONE- Essa imagem encontra-se associada ao simbolismo de fertilidade e da concepção, uma vez que a representação mais primitiva da deusa da lua era a de um cone de pedra. No Chipre e em Biblos, a deusa Astarte inicialmente era representada por um cone branco ou por uma pirâmide. CONFLITO- Os sonhos em que o ego onírico vê-se envolvido em uma situação de conflito, estão frequentemente associados à diferenciação entre o ego consciente e o inconsciente. O conflito é uma criação espontânea do inconsciente que o estabelece com o intuito de edificar algo de mais vasto para a estrutura geral da psique do ego vígil. CONHECIDOS- As pessoas, os lugares ou os eventos que já são conhecidos tem grandes possibilidades de conterem um significado objetivo, mas também podem referir-se à realidades intrapsíquicas do ego onírico, especialmente se estiverem acompanhadas de um profundo tom emocional. COROA- É um símbolo de poder, análogo as penas,pois o simples ato de ser coroado já identifica o monarca com o sol que tradicionalmente é considerado um símbolo da realeza. No final da consagração dos Mistérios de Ísis, a coroa feita de ramos de palmeiras é colocada no iniciado que depois sobe num pedestal onde o adoram como sendo a própria representação de Osíris enquanto símbolo solar. A coroa também aparece nos textos alquímicos onde o hermafrodita é descrito coroado. A Coroa de louros de Prometeu equivale à Coroa de espinhos de Cristo e ambas são uma imagem da punição pelos pecados, sendo que nesse sentido ela representa o mesmo que o anel de noivado ou de casamento enquanto sujeição ao vínculo. CORUJA- Ave de Atenas que simboliza a sabedoria. É ainda, um conhecido símbolo da morte e do cemitério além de ser o pássaro do destino. COTOVIA- Essa ave é considerada como sendo um símbolo da união entre os reinos terrestre e celestial. COZINHA- Tem por vezes o caráter de laboratório alquímico, o lugar onde ocorrem as mais profundas transformações. Por ser considerada o centro da casa era onde ocorriam os cultos domésticos e era comum que os deuses fossem colocados sobre o forno e o fogão. Pela característica de transformação dos alimentos é associada ao estômago. Por vezes a cozinha aparece simbolizando a emoção, pois ela ilumina e aquece numa demonstração de que o fogo da paixão também é capaz de nos iluminar. CRÂNIO- A imagem do crânio não é meramente uma imagem da morte, ela aparece com frequência no simbolismo alquímico e é aquela parte do ser humano que não se desintegra como acontece com o corpo. É o CAPUT MORTUUM, a caveira que sobra depois que o fogo purificador consumiu toda a matéria inútil. Os alquimistas usavam o crânio como um recipiente onde cozinhavam a matéria-prima. CRATERA- É símbolo do recipiente. CRESCIMENTO- A imagem do crescimento rápido possui uma analogia com o mito do herói, uma vez que a sua infância e crescimento precoce decorrem do fato de que seu nascimento é similar à um renascimento. Ele é o nascido duas vezes. CRIANÇA- Mitologicamente ela pode representar o SELF. Simboliza o começo e a plenitude das possibilidades, o SELF em seu status nascendi. Quando o SELF surge na figura de uma criança, presume-se que ele esteja brotando espontaneamente no ser humano. A imagem da criança tem contudo um significado duplo, pois ela também pode representar a sombra infantil que por vezes precisa ser sacrificada para que o indivíduo saia da condição de PUER. Na imagem da criança enquanto representação do SELF, está implícito o elemento juventude posto que ela representa a capacidade do SELF de acertar pela ausência do senso crítico, é a espontaneidade autêntica que gera a capacidade de fazer a coisa certa, simbolizando a essência pré e pós consciente do homem. Quando em nossos sonhos nos deparamos com a imagem de uma criança deficiente, isso pode estar simbolizando que uma parte de nosso desenvolvimento encontra-se retardada. CRISÁLIDA- É um símbolo da vida em formação, o embrião espiritual pois é dela que sairá a borboleta, um importante símbolo espiritual. CRISTAL- É uma substância que representa o espírito ou a matéria espiritual em forma concreta. CROCODILO- Símbolo da abundância, que é considerado como sendo o senhor do mundo subterrâneo. No Egito, é um símbolo dos defuntos. CUPIM- Simboliza a destruição vagarosa e invisível, contudo, efetiva. CURA- É um símbolo de uma projeção do SELF sobre uma personalidade com poderes terapêuticos e que devido ao fascínio que a mesma exerce e a fé que ela evoca, através da mesma são curadas as doenças psicológicas ou psicosomáticas. CURANDEIRO- É sempre uma figura subjetiva que se encontra nos sonhos pois pode referir-se à capacidade do ego vígil de se auto-curar. DANÇA,RÍTMO- Possui um simbolismo ligado a sexualidade posto que o corpo dançante entra em transe ritual ligando o pessoal com o transpessoal e levando ao êxtase erótico. A imagem de atividades rítmicas realizadas com firmeza e energia pelo ego onírico, podem estar apontando para uma repressão sexual por parte do ego vígil pois a libido reprimida pode regredir para essas atividades que representam analogicamente o ato sexual. As danças rítmicas primitivas em que se aparece calcando o pé estão ligadas ao simbolismo da fertilidade e apontam para a reentrada simbólica no ventre materno. DECAPITAÇÃO- Nas palavras de Jung: ” cortar a cabeça é simbolicamente significativo como a separação entre a compreensão e o grande sofrimento e dor que a natureza inflige a alma.” A decapitação pode simbolizar uma renúncia ao desejo de entender para que possam surgir outras formas de compreensão e o seu propósito é produzir uma UNIO MENTALIS na superação do corpo, segundo o ponto de vista de Dorn. A cabeça torna-se dessa maneira o vaso redondo onde se processará a transformação, é um processo similar ao da criação, posto que pode ser considerada como a passagem do que ainda não é manifestado para o manifestado, do disforme para aquilo que passa a ter forma. DENTE- É considerado como sendo um símbolo da agressividade, uma vez que com os dentes mordemos e trituramos. Cádmus ao matar o dragão enterrou seus dentes e esses transformaram-se em guerreiros que lutaram entre si até a morte. DESASTRE- Os sonhos com desastre nos falam da potencialidade de uma importante mudança na estrutura da imagem do ego e quanto maior for o impacto do desastre, maior será a mudança. DESCIDA- A descida às profundezas é uma imagem que pode simbolizar uma viagem ao mundo do inconsciente. Se acaso houver nessa descida vestígios de civilização, é possível que ela aponte que determinados conteúdos que jazem no inconsciente do sonhador já foram conscientes e desejam retornar à consciência. A descida para o interior da terra simboliza a descida para o “ventre materno”, um mergulho no inconsciente para fins de renascimento. DESCONHECIDOS- As pessoas que aparecem em sonhos e que não são conhecidas na vida vígil do ego onírico provavelmente se constituem em partes inconscientes personificadas da própria psique do indivíduo que com elas sonhou. DESERTO- É um símbolo da alienação do homem e representa a noite escura da alma, a derrota do ego. Contudo é só a partir daí que podemos encontrar alguma manifestação de Deus pois a psique arquetípica tem maior potencial para servir de suporte quando o ego exaure seus recursos próprios e está consciente de que por si mesmo tornou-se incapaz. As imagens de deserto espelham desorientação, mas a partir delas o homem se torna capaz de entrar em sintonia com seu centro. É comum nos momentos de ruptura entre dois períodos distintos da existência que nos sintamos como que perdidos no deserto e sem orientação, mas é nessa solidão onde a dor de tão lancinante faz-se mais do que consciente que conseguimos nos redescobrir e entrar em contato com nossa totalidade. DESFILADEIRO- Quando essa imagem aparece em sonhos simboliza uma situação provisória que leva de uma antiga atitude mental para uma nova. É um símbolo da entrada para o local onde se pode vencer a morte. DESMEMBRAMENTO- Essa imagem fala-nos da quebra de uma atitude ou situação considerada ideal com o fito de se fazer uma adaptação mais realista a vida. O desmembramento pode ser entendido como um processo de transformação que divide um conteúdo inconsciente original para que seja assimilado conscientemente. DEZ- É considerado um número de totalidade que simboliza a conclusão e a fecundidade. DIAMANTE- É um símbolo alquímico que refere-se à Pedra Filosofal. É considerado como sendo um dos símbolos do SELF, algo cuja matéria é indestrutível, um símbolo da imortalidade. DILÚVIO- Símbolo de depuração e do renascimento. Deus envia um dilúvio quando o mundo degenera e isso tem profundo significado psicológico pois é como se a humanidade tivesse que ser reduzida por meio da operação alquímica da SOLUTIO à matéria-prima, ao caos inicial para que a partir daí então, possa transformar-se em algo melhor. O simbolismo do dilúvio tem analogia com o do batismo e nos diz que ao passarmos pela água da SOLUTIO, tornamo-nos inteiros pois podemos nos relacionar com o Si-mesmo. DINHEIRO- É um conhecido símbolo da libido, do valor, da riqueza, da identificação e propriedade do ego. DISCO-VOADOR- Simbolicamente denota que algo até então inconsciente está descendo do infinito e vai saltar no âmbito da compreensão humana. É uma imagem de antecipação de uma compreensão maior do SELF. DOCES- Assim como balas, bolos, etc… em geral, simbolizam uma tendência regressiva de busca infantil de prazeres, o que requer uma interpretação redutiva. DON JUAN- Essa imagem simboliza o homem que está sempre à procura de uma imagem interior de mulher sua (anima) nas outras mulheres para depois perceber que não é “ela” . DOZE- É considerado como um número símbolo da realização. Ele é a multiplicação do número que representa a trindade, o três, com o quatro, o número da totalidade da psique. DRAGÃO – O dragão alado é um dos símbolos de representação do princípio transcendente. No Antigo Testamento, o dragão assim como o Egito, eram chamados de Raab que era algo mau e pecaminoso, donde ele precisava ser sacrificado. Existe aí, uma clara analogia entre a imagem do dragão enquanto símbolo da Mãe- Terrível que precisa ser sacrificada pelo herói para que esse possa se livrar de suas garras. Ele precisa ser derrotado enquanto imagem materna negativa que exprime a resistência contra o incesto e o medo dele. O dragão também costuma aparecer nos mitos como uma representação de Tiamat ou de Leviatã, monstros aquáticos e que personificam o mar. Na saga grega Tifão aparece como um dragão, assassino de Hórus, e ainda símbolo da Mãe- Terrível. Na arte cristã, era considerado um símbolo do pecado e do paganismo. Na China, é o símbolo do imperador, o alvo do herói, o desafio da vida e do inconsciente, era um símbolo de sua civilização e os chineses acreditavam que o Dragão Celestial era o pai de sua primeira dinastia de imperadores divinos. Na alquimia, simbolizava Mercúrio. DUPLICAÇÃO- Os motivos duplos de um modo geral, referem-se à algo que está chegando ao limiar da consciência. Se nos deparamos com motivos duplos em sonhos, podemos saber que algum conteúdo está subindo do inconsciente e acercando-se do limiar da consciência e aí, dividiu-se em dois. DUPLO- A imagem do duplo é uma representação da sombra, do aspecto obscuro e renegado de nossa personalidade que jaz no inconsciente. É a parte perdida de nós mesmos e que precisa ser redimida. Os povos primitivos acreditavam que os homens viviam dissociados na terra e que cada ser possuia um duplo, como uma personalidade maior, e que esse vivia pelo mundo ou então que seguiria a pessoa. O duplo só aparecia então em determinados momentos e se acaso o indivíduo visse seu duplo diretamente, esse seria um sintoma determinante de sua morte. A duplicação das imagens em sonhos, simboliza que algum conteúdo até então inconsciente, está chegando ao limiar da consciência e aí então, dividiu-se em dois. Uma parte está sendo assimilada pela consciência, enquanto que a outra ainda permanece abaixo. É significativo o fato de que a consciência até esse momento ainda não sabe do que se trata, ainda está num processo de reconhecimento.

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Psicologia Criminal

por: Roberto Lazaro Silveira

Psicologia criminal é um ramo da psicologia jurídica que trata de analisar racionalmente e empiricamente o comportamento criminoso. Para isso podem ser usados estudos psicológicos de personalidade, da estrutura mental e de outras características que podem vir a ser psicopatológicas e suas relações com o direito penal.

A psicologia criminal explora a variabilidade das condutas criminosas, variáveis preditoras, variáveis causais/funcionais e a correlação entre crimes, criminosos e as variáveis significativas envolvidas. Também estuda o desenvolvimento do criminoso do ponto de vista psicodinâmico, social e sistêmico.

Fonte: D. A. Andrews; James Bonta. (2003) Psychology of Criminal Conduct. (Livro) Anderson Publishing Co. EUA.

 

Multidisciplinar

por: Roberto Lazaro Silveira

Conjunto de disciplinas a serem trabalhadas simultaneamente, sem fazer aparecer as relações que possam existir entre elas, destinando-se a um sistema de um só nível e de objetivos únicos, sem nenhuma cooperação. A multidisciplinaridade corresponde à estrutura tradicional de currículo nas escolas, o qual encontra-se fragmentado em várias disciplinas.

De acordo com o conceito de multidisciplinaridade, recorre-se a informações de várias matérias para estudar um determinado elemento, sem a preocupação de interligar as disciplinas entre si. Assim, cada matéria contribuiu com informações próprias do seu campo de conhecimento, sem considerar que existe uma integração entre elas. Essa forma de relacionamento entre as disciplinas é considerada pouco eficaz para a transferência de conhecimentos, já que impede uma relação entre os vários conhecimentos.

Segundo Piaget, a multidisciplinaridade ocorre quando “a solução de um problema torna necessário obter informação de duas ou mais ciências ou setores do conhecimento sem que as disciplinas envolvidas no processo sejam elas mesmas modificadas ou enriquecidas”. A multidisciplinaridade foi considerada importante para acabar com um ensino extremamente especializado, concentrado em uma única disciplina.

A origem da multidisciplinaridade encontra-se na idéia de que o conhecimento pode ser dividido em partes (disciplinas), resultado da visão cartesiana e depois cientificista na qual a disciplina é um tipo de saber específico e possui um objeto determinado e reconhecido, bem como conhecimentos e saberes relativos a este objeto e métodos próprios. Constitui-se, então, a partir de uma determinada subdivisão de um domínio específico do conhecimento. A tentativa de estabelecer relações entre as disciplinas é que daria origem à chamada interdisciplinaridade.

A multidisciplinaridade difere-se da pluridisciplinaridade porque esta, apesar de também considerar um sistema de disciplinas de um só nível, possui disciplinas justapostas situadas geralmente ao mesmo nível hierárquico e agrupadas de modo a fazer aparecer as relações existentes entre elas.

abordagem multidisciplinar

multidisciplinar o que é

projeto multidisciplinar

 

Psicologia Clínica

por: Roberto Lazaro Silveira

A palavra psicologia clínica foi aplicada de forma publicamente notada pela primeira vez em 1896, naquela ocasião dizia respeito a processos diagnósticos empregados na clinica médica, destinados a crianças deficientes físicas e mentais. Isto significa que a psicologia clínica não passou a existir a partir de 1896, pois, se notarmos algumas de suas definições podemos fazer uma correlação com ações exercidas na antiguidade pelos filósofos, muitas vezes aplicadas em seus discípulos da mesma forma que ocorre hodiernamente.

Os trabalhos realizados em clínicas psicológicas no período em que a expressão psicologia clínica inicia seu reconhecimento não se configuravam como a prática clínica da atualidade, mas eram direcionados para a avaliação e para o tratamento de problemas de comportamento e de aprendizagem de crianças em idade escolar, desse modo, abrangia o campo do que hoje é a psicologia escolar.

Pode-se definir psicologia clinica como sendo uma das subáreas de atuação da psicologia que destina-se a investigar e intervir no âmbito da saúde mental. O psicólogo clínico possui a especificidade de aperfeiçoar aspectos interpessoais e intrapessoais, além dos aspectos relacionados à história de vida do paciente. A ação desse profissional é requerida em situações de crise individual ou grupal, ou quando sucedem perturbações de comportamento ou personalidade.

Em seu trabalho com os pacientes o psicólogo clínico deverá utilizar uma abordagem psicológica para desenvolver suas atividades. Dentre elas podem-se citar as abordagens comportamental, a psicanálise, a gestalt, dentre outras, estando as técnicas e os métodos vinculados a essas abordagens.

Na psicologia clínica pode-se desenvolver atividades de psicoterapia individual ou coletiva, atendendo um público que compreende desde bebês até idosos.

Além disso também é possível realizar aconselhamento, psicológico, orientação familiar, orientação vocacional e psicodiagnóstico. As atribuições do psicólogo clínico não se limitam à uma perspectiva curativa (aspectos psicopatológicos) mas também relacionam-se a prevenção, redução das situações de risco e a melhoria da qualidade de vida.

 

Laudo / Relatório Psicológico ou Pericial – Sinônimos

por: Roberto Lazaro Silveira

A palavra laudo é originária do idioma latino, do genitivo laud-is e significa originalmente mérito, valor, glória. É um documento conciso, minucioso e abrangente, que busca relatar, analisar e integrar os dados colhidos no processo de avaliação psicológica tendo como objetivo apresentar diagnóstico e/ou prognóstico, para subsidiar ações, decisões ou encaminhamentos.

Na sua estrutura básica, o laudo psicológico contém os seguintes itens:

  1. Identificação
  2. Descrição da demanda
  3. Métodos e técnicas utilizadas
  4. Conclusão

1. Identificação: Refere-se à descrição dos dados básicos do avaliado, como nome, data de nascimento, idade, escolaridade, filiação, profissão etc.

2. Descrição da demanda: Nesse item, o psicólogo apresenta as informações referentes a motivos, queixas ou problemáticas apresentadas, esclarecendo quais ações, decisões ou encaminhamentos o Laudo deverá subsidiar.

3. Métodos e técnicas utilizadas: Refere-se à descrição dos recursos utilizados e dos resultados obtidos.

4. Conclusão: Destina-se a apresentar uma síntese do diagnóstico e/ou prognóstico da avaliação realizada e/ou encaminhamentos, necessariamente relacionados à demanda.


Clique aqui para acessar modelos de Laudos Psicológicos.

Fonte: Resolução CFP 007/2003

 

Atestado Psicológico

por: Roberto Lazaro Silveira

É DIREITO POR LEI A ACEITAÇÃO DE ATESTADOS EMITIDOS POR PSICÓLOGOS POR PARTE DAS EMPRESAS.

Desde 1996, o Conselho Federal de Psicologia criou a resolução 015 composta de 7 artigos onde regulamenta a emissão de atestado psicológico.

Portanto, o psicólogo tem o poder de emiti-lo caso avalie que o paciente não se encontre em razoável condição físico-comportamental ou psicológica para exercer sua função onde atua, como por exemplo: empresas, lojas, escolas entre outros.

RESOLUÇÃO CFP nº 015/1996

Ementa: Institui e regulamenta a concessão de ATESTADO PSICOLÓGICO para tratamento de saúde por problemas psicológicos.

O Conselho Federal de Psicologia, no uso de suas atribuições legais e regimentais:
Considerando que o psicólogo é um profissional que atua também na área da saúde, com fundamento, inclusive, na caracterização efetuada pela OIT, OMS e CBO;

Considerando que o parágrafo 1º. artigo 13º da Lei nº. 4.119 de 27 de agosto de 1962 estabelece que é função do psicólogo a elaboração de diagnóstico psicológico;

Considerando que o psicólogo pode diagnosticar condições mentais que incapacitem o paciente para o trabalho e/ou estudos; Considerando que o psicólogo pode diagnosticar condições mentais que ofereçam riscos para o paciente e para o próprio meio ambiente onde se insere;
Considerando que para o devido restabelecimento do equilíbrio mental do paciente é muitas vezes necessário seu afastamento das atividades laborais ou de estudos;

Considerando que tal medida visa, sobretudo, a promover a saúde mental, garantir as condições de trabalho necessárias ao bem estar individual e social, valorizando os direitos do cidadão;
Considerando, ainda a ampla repercussão da resolução nº. 07/94, as discussões ocorridas em várias instâncias e o deliberado no II Congresso Nacional de Psicologia.

Resolve:
Art. 1º É atribuição do psicólogo a emissão de atestado psicológico circunscrito às suas atribuições profissionais e com fundamento no diagnóstico psicológico produzido.

Parágrafo Único – Fica facultado ao psicólogo o uso do Código Internacional de Doenças – CID, ou outros Códigos de diagnóstico, científica e socialmente reconhecidos, como fonte para enquadramento de diagnóstico.

Art. 2º Quando emitir atestado com a finalidade de afastamento para tratamento de saúde, fica o psicólogo obrigado a manter em seus arquivos a documentação técnica que fundamente o atestado por ele concebido e a registrar as situações decorrentes da emissão do mesmo.

Parágrafo Único – Os Conselho Regionais poderão a qualquer tempo suscitar o psicólogo a apresentar a documentação que se refere o caput para comprovação da fundamentação científica do atestado.

Art. 3º No caso de o afastamento para tratamento de saúde ultrapassar a 15 (quinze) dias o paciente deverá ser encaminhado pela empresa à Perícia da Previdência Social, para efeito de concessão de auxílio-doença.
Art. 4º O atestado emitido pelo psicólogo deverá ser fornecido ao paciente, que por sua vez se incumbirá de apresentá-lo a quem de direito para efeito de justificativa de falta, por motivo de tratamento de saúde.

Art. 5º O psicólogo será profissionalmente responsável pelos termos contidos no atestado emitido, devendo cumprir seu mister com zelo e competência sob pena de violação, dentre outros, do art. 2º, alínea “m” do Código de Ética Profissional do Psicólogo.

Art. 6º Os casos omissos serão resolvidos pelos Conselhos Regionais.

Art. 7º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.


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Clique aqui para acessar a Resolução CFP 007/2003.

 

Terapia de Casal

por: Roberto Lazaro Silveira

O primeiro passo para melhorar o relacionamento é a decisão, ou seja, quando o casal decide procurar ajuda está caminhando rumo á solução para os seus problemas no relacionamento. No momento em que inicia-se o processo de apoio terapêutico o psicólogo caminhará junto com o casal rumo ao objetivo.

No momento de crise o casal acaba se distanciando e deixando de lado o diálogo que é fundamental para um bom relacionamento, a comunicação torna-se tensa e difícil de ser conduzida.

Momentos difíceis não sinalizam o fim do amor, da admiração ou o término do relacionamento. Eles têm a função de sinalizar para o casal que algo está precisando ser reformulado, é necessário mudar, abrir mão, renunciar a algo menor para manter o relacionamento.

A distância entre os pares pode ser cinalizada com a elevação da voz durante as discussões, pois, geralmente se grita para quem está longe…. O silêncio indica uma distância ainda maior, pois, estão tão longe que nem mesmo a voz alcança, mesmo que no máximo de sua potência.

Deve-se perdoar e esquecer…. diante de uma crise uma das partes fica com medo das conseqüências futuras e procura fazer as pazes com o outro sem tocar no motivo da discórdia, ou sem chegar a um entendimento sobre o ocorrido, o problema não é resolvido, ele apenas é deixado de lado.

Caso não ocorra o perdão e o exclarecimento sobre os motivos do desentendimento assim como o arrependimento – mudança das ações – o fato continuará sendo prejudicial ao casal, porque quando houver um novo desentendimento, as questões antigas serão trazidas a tona e a situação poderá agravar-se.

Se nas primeiras crises ou desentendimentos o casal procurar alguém para auxiliá-los, os problemas de convivência ou o fim do relacionamento poderão ser evitados.

A função do terapeuta de casal não é dar palpites ou conselhos na vida das pessoas, mas sim identificar qual é o tipo de comunicação que prevalece no relaciomento, o que une o casal e principalmente como é a forma que ambos utilizam para expressar o afeto.

A terapia de casal tem como objetivos melhorar a comunicação, desenvolver habilidades para solucionar problemas, mudar padrões de comportamento destrutivos, aliviar as dificuldades na cama e, principalmente, reavaliar as crenças sobre o relacionamento.

Infelizmente, apesar da divulgação e da comprovada eficácia da técnica, muitos casais mostram-se resistentes na hora de procurar esse tipo de tratamento. O primeiro motivo de resistência, é ter que admitir que algo está errado, depois há a dificuldade de aceitar a interferência de uma terceira pessoa na relação, o receio do que os colegas e familiares irão falar, a resistência dos homens em falar sobre a sua intimidade e a insegurança com relação ao destino do relacionamento após o processo.

Se o seu parceiro é muito resistente e jamais irá aceitar a terapia como forma de reformular o relacionamento, o fato de somente uma das partes do casal procurar um profissional é capaz de surtir efeitos positivos no relacionamento.

Converse com o seu parceiro sobre a terapia e procure o auxílio de um profissional para evitar que as questões cotidianas, o acúmulo de mágoas, a falta de diálogo e o excesso de rotina levem a um desgaste irreversível do relacionamento.

 

Conselhos de Psicologia

por: Roberto Lazaro Silveira

O Conselho Federal de Psicologia possue a sigla -CFP e juntamente com os Conselhos Regionais -CRP, são entidades criadas pela Lei Federal nº 5.766, de 20 de dezembro de 1971.

Os conselhos de psicologia assim como os demais conselhos relacionados á profissionais de nível superior são responsáveis pela normatização e fiscalização das práticas profissionais.

Atualmente, existem 17 Conselhos Regionais em todo o país, distribuídos por Estados ou regiões.

Quanto á profissão fiscalizada pelos conselhos de psicologia, a mesma ocorre fundamentada no código de ética da profissão, veja,

“Toda profissão define-se a partir de um corpo de práticas que busca atender demandas sociais, norteado por elevados padrões técnicos e pela existência de normas éticas que garantam a adequada relação de cada profissional com seus pares e com a sociedade como um todo.

Um Código de Ética profissional, ao estabelecer padrões esperados quanto às práticas referendadas pela respectiva categoria profissional e pela sociedade, procura fomentar a auto-reflexão exigida de cada indivíduo acer- ca da sua práxis, de modo a responsabilizá-lo, pessoal e coletivamente, por ações e suas conseqüências no exercício profissional.

A missão primordial de um código de ética profissional não é de normatizar a natureza técnica do trabalho, e, sim, a de assegurar, dentro de valores relevantes para a socieda- de e para as práticas desenvolvidas, um padrão de conduta que fortaleça o reconhecimento social daquela categoria. Códigos de Ética expressam sempre uma concepção de homem e de sociedade que determina a direção das relações entre os indivíduos.

Traduzem-se em princípios e normas que devem se pautar pelo respeito ao sujeito humano e seus direitos fundamentais. Por constituir a expressão de valores universais, tais como os constantes na Declaração Universal dos Direitos Humanos; sócio-culturais, que refletem a realidade do país; e de valores que estruturam uma profissão, um código de ética não pode ser visto como um conjunto fixo de normas e imutável no tempo.

As sociedades mudam, as profissões transformam-se e isso exige, também, uma reflexão contínua sobre o próprio código de ética que nos orienta.

A formulação deste Código de Ética, o terceiro da profissão de psicólogo no Brasil, responde ao contexto organizativo dos psicólogos, ao momento do país e ao estágio de desenvolvimento da Psicologia enquanto campo científico e profissional.

Este Código de Ética dos Psicólogos é reflexo da necessidade, sentida pela categoria e suas entidades representativas, de atender à evolução do contexto institucional-legal do país, marcadamente a partir da promulgação da denominada Constituição Cidadã, em 1988, e das legislações dela decorrentes. (Retirado do Código de Ética do Psicólogo – Clique aqui para acessar na íntegra).

Desta forma a nossa constituição delegou poderes ao Conselho Federal de cada profissão de nível superior assim como aos Conselhos Regionais. Sobre a importância dos conselhos, gostaria de apresentar um texto publicado no Conselho de Administração de Minas Gerais,

“Muito embora a Constituição Federal tenha estabelecido a liberdade de profissão, a Lei pode exigir que, naquelas profissões em que se busca preservar a vida, a saúde, a liberdade e a honra, o profissional esteja submetido ao controle ético de um Conselho Profissional (art. 5º, inciso XIII, da CF).

Sem a inscrição no Conselho, o profissional não pode exercer a profissão para a qual se habilitou. Assim, a existência dos Conselhos de Fiscalização das Atividades Profissionais está intrinsecamente ligada à proteção da coletividade contra os leigos inabilitados como também dos habilitados sem ética, o que é feito pela fiscalização técnica, em conformidade com os regulamentos determinados por Lei.

Para atender a esse interesse da sociedade, os conselhos cobram de seus profissionais um tributo, também conhecido por anuidade profissional.

Diferentemente de qualquer outro sistema brasileiro, quem define as regras de cada profissão são os próprios profissionais, não havendo qualquer ingerência governamental nesse aspecto. Afinal, ninguém melhor do que os próprios profissionais para saber de sua profissão.

A Lei prevê regras democráticas para a escolha desses profissionais, já que os conselheiros são eleitos pela própria classe. Mas, se os conselhos desempenham papel fundamental para a sociedade, por que é corriqueiro ver um profissional falando mal do seu conselho?

Creio que isso ocorra devido, principalmente, à desinformação dos próprios profissionais do que seja um conselho de fiscalização.

É que muito antes de lutar pela sua própria categoria, os conselhos foram criados para defender a sociedade. Por isso, é um órgão público descentralizado, dotado de personalidade jurídica de direito público e sujeito à fiscalização do Tribunal de Contas da União.

Por saber que o Estado vela por aquele profissional é que o cidadão pode contratar, por exemplo, um administrador ou um médico, porque sabe que o Estado está exercendo, por meio de um conselho, a fiscalização sobre aquele profissional.

Se os conselhos não existissem, casos como os de pacientes que morreram nas mãos de um médico sem especialização para realizar cirurgia plástica, ou de pessoas que morreram ou ficaram sem seus imóveis, devido ao desabamento do prédio em que moravam, porque o engenheiro utilizou areia de praia, ou, ainda, de empresas que foram à bancarrota por causa da má gestão de administradores, fariam parte do nosso cotidiano e não seriam exceções.

O desconhecimento da real função dos conselhos leva o profissional a crer que, se ele paga o tributo, deve ser devidamente retribuído, por meio da defesa de interesses de sua categoria. Com certeza, o sistema contributivo é por excelência retributivo.

Mas a contraprestação do tributo pago deve ser revertida não só para o universo daquela classe profissional, mas para a salvaguarda dos interesses coletivos, cujo fim primordial é dar proteção à sociedade, em relação aos serviços que lhes são prestados por seus profissionais.

Ao exercer a sua atividade principal, qual seja, a fiscalização ética e técnica, o conselho, por via oblíqua, estará agindo em prol de sua categoria, porque abrirá espaço no mercado de trabalho para os seus profissionais.

Paralelamente ao papel ou atividade-fim atribuída aos conselhos, é importante que esses órgãos busquem também outros projetos voltados para a sua categoria.

Trabalhos nesse sentido são nobres e devem fazer parte constante das pautas dos seus dirigentes. Para isso, os conselhos devem se aproximar dos profissionais, das escolas de formação profissional, da própria administração pública, promovendo debates, cursos, palestras, congressos etc, buscando melhorias para a profissão e a classe.

É preciso que os profissionais concientizem-se da importância dos conselhos para a sociedade atual, porque, contando com a participação de todos os seus registrados, o controle desses órgãos será feito de forma ainda mais democrática. Quem sai ganhando não são somente os profissionais, mas toda a sociedade brasileira.”
Fonte: Artigo publicado no ADM.Notícias, informativo bimestral do Conselho Regional de Administração de Minas Gerais, edição número 06, mar/abr-2005.

 

Emagrecer… Seria Necessário Mesmo?

por: Roberto Lazaro Silveira

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Saiba ser linda como você é… Nasceu gordinha… Linda… Vale procurar um psicoterapeuta para descobrir os inimigos invisíveis que estão dizendo para você ser outra pessoa…

Cuide da sua beleza… Aceite-se!

Vou apresentar agora, antes de descrevê-los fundamentados na medicina chinesa, algumas questões sobre biótipos para quem nunca ouviu falar. Vamos então começar pelo simples trio – Ectomorfo, Mesomorfo, Endomorfo.

Ectomorfo: Difícil de ganhar peso. Pernas e braços grandes, pequena porcentagem de gordura corporal e poucos músculos. Esses são os Ectomorfos. Enquanto algumas mulheres não veriam problema nenhum em ter essas características, os homens geralmente tem uma visão diferente.

Mesomorfo: São aqueles mais bem dotados geneticamente falando porque são mais pré-dispostos a terem maiores ganhos musculares. Geralmente tem um visual mais atlético e sarado, tem boa postura e são simétricos. Mesomorfos são conhecidos por ganharem massa muscular muito mais rapidamente do que a maioria das pessoas e da mesma forma podem perder gordura rapidamente seguindo uma dieta apropriada.

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Endomorfo: As pessoas com esse tipo corporal são geralmente mais pré-dispostas a um maior acúmulo de gorduras. Conhecidas por terem um visual menos definido, é mais difícil para elas conseguirem um corpo em forma através de exercícios e dieta. A boa notícia é que a estrutura óssea dos endomorfos é larga e forte. Isso pode ser uma vantagem no seu esforço em ganhar massa muscular.

Obser abaixo as imagens exemplificando os biótipos acima em mulheres, no entanto, existem misturas entre esses biótipos que resultam em aproximações, porém, o tipo predominante é na maioria das vezes identificável, veja,

Acima os biótipos Endomorfo (maça) e Mesomorfo (pêra) em mulheres.

Então para ter um físico satisfatório para seu biótipo podemos pensar em comprar uma consulta com o Nutricionista e contratar o Personal Trainer que tiver bons resultados com seus alunos. Observe o trabalho e converse com os alunos de alguns personais para tirar suas próprias conclusões, não se deixe enganar pelo físico do personal apenas.

O bom Personal Trainer irá garantir um trabalho adequado ao equilíbrio do seu corpo. Por exemplo: Mulher com quadril desproporcional aos ombros deve fazer exercícios para queimar as gorduras do quadril e para hipertrofia de ombro, logo, são dois trabalhos diferentes que exigem o auxílio do profissional e a manutenção constante da ficha de exercícios (o exemplo citado é apenas ilustrativo).

No caso de pessoas que ficaram muito tempo no sedentarismo vale a visita ao fisioterapêuta para auxiliar no condicionamento físico assim como verificar algumas particularidades como hipotrofia do vasto medial, e encurtamentos musculares dentre vários outros fatores que necessitam de um trabalho prévio, ou seja, antes de voltar para a academia ou futebol etc.

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Caso você identifique que não está conseguindo cumprir sua meta e não sabe porque não consegue controlar o apetite e fazer os exercícios… lembre-se do que leu no início do artigo, contrate um Psicoterapêuta para descobrir. Através do autoconhecimento proporcionado pela psicoterapia você atingirá seu objetivo.

Não apele para os psicotrópicos, pois, os mesmos matam mais do que os acidentes de trânsito e geram bilhões para indústria farmacêuta além de não terem seus efeitos comprovados, o que se tem são meramente hipóteses do tipo, funciona em 30% da pupulação os outros 70% usufluem apenas dos efeitos colaterais do tipo cegueira, impotência sexual, irritabilidade, depressão, surtros psicóticos dentre outros. Vai pagar para ver?

Os efeitos colaterais podem destruir você e sua família…. Se você chegou até este artigo buscando por remédios para emagrecer espero que tenha encontrado amor próprio e autoaceitação….

Quando é realmente necessário emagrecer? Existem casos que o trio nutricionista + personal + psicólogo irá resolver, no entando, existe doenças genéticas, disfunções da tireóide e hormonais assim como outros distúrbios que necessitam de ajuda do médico, acupunturista, fitoterapêuta. Geralmente as especializações médicas mais indicadas são a dupla gastro + endócrino, ou seja, gastrologia e endocrinologia.

Procure obter informações sobre o médico como casos bem sucedidos, formação, caráter, etc. Visite uns três especialistas e procure comparar sempre os diagnósticos antes de qualquer procedimento. Com o preço da consulta pago por alguns planos de saúde e pelo SUS nem se fala…. Errar torna-se mais humano ainda.

O governo assim como alguns planos de saúde estão tratando de forma desumana os profissionais responsáveis pelo nosso corpo. A consequência… infelismente é que o descaso muitas vezes é repassado para os contribuintes. “Nem olhou na cara do meu filho e receitou remédio controlado – Ritalina, disse que era déficit de atenção…” – Depoimento de uma mãe que luta pelos Diretos Humanos.

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O diagnóstico de Déficit de Atenção é impossível em segundos… observe um texto retirado da revista veja online publicado em 17 de fevereiro de 2010, observe,

“Na raiz do problema está a dificuldade no diagnóstico de TDAH. Ao contrário de outros males, não há um exame laboratorial que possa complementar ou confirmar a análise realizada em consultório.

Para descobrir se uma criança possui o transtorno, é preciso observar se os sintomas ocorrem há pelo menos seis meses em ambientes diferentes, como escola e família. Além disso, o médico especialista deve, por meio de entrevista, analisar se o perfil do paciente se encaixa em uma lista de 18 sintomas. Isso pode dar margem a que um médico menos experiente realize um diagnóstico exagerado”. (http://veja.abril.com.br/noticia/saude/deficit-atencao-ainda-problema-subestimado#droga).

Mesmo esta lista de 18 sintomas é controversa, o que vale é a experiência, bom-senso e dedicação, ou seja, honrar o juramento de Hipócrates.

A equipe multidisciplinar deve atuar de forma horizontal, não exite profissional que sabe mais ou menos, o que existem são saberes e esperiências diversas que devem ser compartilhadas em prol dos cidadãos que pagam os impostos mais pesados da face da terra para ser administrados de forma duvidosa e como se não bastasse na maioria das vezes pagam planos de saúde que visam somente lucrar com a doença em parceria com a indústria farmacêutica.

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Fato que comprova tal mecanismo é a questão da psicoterapia que alguns planos exigem a indicação de um psiquiatra – que geralmente empurra o psicotrópico á moda da indústria farmacêutica… – e reavaliação pelo mesmo após as sessões cobertas pelo plano, ou seja, não trabalham com promoção de saúde, pois, preservando a autonomia do seu associado em contratar um psicólogo, o transtorno psiquiátrico teria sido evitado e desta forma ocorreria a promoção de saúde! Você contratou um plano de saúde ou de doença?

 

Ego

por: Roberto Lazaro Silveira

Para Freud o ego é uma das três estruturas do modelo triádico do aparelho psíquico – id, ego, superego. O ego desenvolve-se a partir do id com o objetivo de permitir que seus impulsos sejam eficientes, ou seja, levando em conta o mundo externo: é o chamado princípio da realidade.

É esse princípio que introduz a razão, o planejamento e a espera no comportamento humano. A satisfação das pulsões é retardada até o momento em que a realidade permita satisfazê-las com um máximo de prazer e um mínimo de consequências negativas.

A principal função do ego para Freud é buscar uma harmonização inicialmente entre os desejos do id e a realidade e, posteriormente, entre esses e as exigências do superego.

Para Carl Gustav Jung, o ego sendo um arquétipo apresenta-se em forma de um complexo; o “complexo do ego”. Diz ele sobre o ego: “É um dado complexo formado primeiramente por uma percepção geral de nosso corpo e existência e, a seguir, pelos registros de nossa memória”. Durante nosso amadurecimento ou processo de individuação o ego estabece um eixo em parceria com outro arquétipo o Self – sí mesmo.

Inicialmente o Ego está fundido com o Self, mas deve se diferenciar dele. Jung descreve uma interdependência dos dois: o Self, que possui uma visão mais holista, é supremo. A função do Ego, porém, é confrontar ou satisfazer, conforme o caso, às exigências dessa supremacia. O confronto entre o Ego e o Self foi identificado por Jung como característico da segunda metade da vida.

Diferentemente de Freud, Jung entendeu que o inconsciente não é estático e rígido formado pelos conteúdos que são reprimidos pelo ego. Ao contrário, o inconsciente é dinâmico, produz conteúdos, reagrupa os já existentes e trabalha numa relação compensatória e complementar com o consciente.  No inconsciente encontram-se, em movimento, conteúdos pessoais, adquiridos durante a vida e mais as produções do próprio inconsciente. Jung classificou o inconsciente em Inconsciente Pessoal (ou Individual) e Inconsciente Coletivo. 

O  Inconsciente Pessoal ou Individual é aquela camada mais superficial de conteúdos, cujo marco divisório com o consciente não é tão rígido.  É uma camada de conteúdos que se acha contígua ao consciente.  Estes conteúdos subjazem no inconsciente por não possuírem carga energética suficiente para emergir na consciência. 

Correspondem àqueles aspectos que em algum momento do desenvolvimento da personalidade não foram compatíveis com as tendências da consciência e foram, portanto reprimidas.  Também estão, no inconsciente pessoal, percepções subliminares, ou seja, aquelas que foram captadas pelos nossos sentidos de forma subliminar, que nem nos demos conta de termos contato com o fato em si. 

Conteúdos da memória que não necessitam estar presentes constantemente na consciência estão presentes no inconsciente pessoal. Todos estes conteúdos formam no Inconsciente Pessoal um grande banco de dados que poderão surgir na consciência a qualquer momento. Outros importantes conteúdos estão no inconsciente pessoal; são os complexos. 

O Complexo de Ego então, para Jung encontra-se no inconsciente pessoal, o núcleo deste complexo assim como de todos os demais é arquetípico, ou seja, surge do inconsciente coletivo. Para Jung existem tantos arquétipos quantas as situações típicas da vida.

O Ego também é visto por Jung como resultante do choque entre as limitações físicas e corporais da criança e a realidade ambiente. A frustração ajuda a formar ‘ilhotas’ de consciência que se juntam ao Ego. O Ego, assevera Jung, adquire sua plena existência durante o terceiro ou quarto ano. Psicanalistas e psicólogos analíticos hoje concordam em que ao menos um elemento de organização perceptiva está presente desde o nascimento, e em que, antes do final do primeiro ano de vida, uma estrutura de Ego relativamente sofisticada já se encontra atuando. “Ego é ‘alguém’ que começa a dar início a sua jornada heróica em busca da totalidade do Self, em busca da meta do Processo de Individuação. Isto é tornar-se Indivíduo.”

A individuação leva, pois, a uma valorização natural das normas coletivas; mas se a orientação vital for exclusivamente coletiva, a norma é supérflua, acabando-se a própria moralidade. Quanto maior a regulamentação coletiva do homem, maior sua imoralidade individual. A individuação coincide com o desenvolvimento da consciência que sai de um estado primitivo de identidade(v). Significa um alargamento da esfera da consciência e da vida psicológica consciente.”

Jung lembra que o mérito da observação de que os arquétipos existem não pertence a ele e sim a PLATÃO, com seu pensamento “de que a idéia é preexistente e supra-ordenada aos fenômenos em geral.”

Outros pensadores como ADOLF Bastian, evidenciam a ocorrência de certas “idéias primordiais…” Hermam USENER que reconhece “a pré-formação inconsciente na figura de um pensamento inconsciente.” Salomão em seu livro bíblico Eclesiastes afirma que não há nada de novo debaixo do sol.

A contribuição de Jung se dá, entretanto, nas provas obtidas por ele, que os arquétipos existem e aparecem sem influência de captação externa. De acordo com Jung esta constatação “significa nada menos do que a presença, em cada psique, de disposições vivas inconscientes, e, nem por isso menos ativas, de formas ou idéias em sentido platônico que instintivamente pré-formam e influenciam seu pensar, sentir e agir.”

Alguns arquétipos foram amplamente enfatizados por Jung, pois permeiam o desenvolvimento da personalidade e invariavelmente estão bem próximo de nós, no nosso dia-a-dia e são mobilizados, pela psique, tão logo surja uma situação típica. Alguns arquétipos: Anima, Animus, Ego, Velho Sábio, Self, Persona, Grande Mãe.

Acredito que o ego então possue a função de intermediador ou negociador entre o Self e os demais arquétipos, o resultado destas negociações quendo bem sucedidas resultam em nosso amadurecimento ou nossa individuação. Caso ocorra um impasse entre as constelações arquetípicas, ou seja, um complexo exige muita energia psiquica, o eixo ego self irá moderar mobilizando um arquétipo oposto para gerar equilíbrio – Luta entre Anjos e Demônios.

Por exemplo podemos citar o caso do complexo que se dá em torno da persona. Este complexo poderá mobilizar energia suficiente para o eixo Ego-Self convocar a Anima no caso do Homem, esta quando em estado inconsciente pode fazer com que o homem, numa possessão extrema, tenha comportamento tipicamente feminino, como alterações repentinas de humor, falta de controle emocional.

Quem nunca viu o chefe irritado tando um ataque destes! Na verdade o seu psiquismo está contrabalanceando a persona que o mesmo utiliza para "manter o respeito" no trabalho. Em seu aspecto positivo a anima, quando reconhecida e integrada à consciência, servirá como guia e despertará, no homem o desejo de união e de vínculo com o feminino e com a vida.  A anima será a “mensageira do inconsciente” tal como o deus Hermes da mitologia Grega.

O arquétipo da Sombra poderá também neste caso ocupar um espaço nesta constelação formada por Ego-Sel e Persona desencadeando seu complexo para atingir a homeostase psiquica atuando frente ao mesmo gênero da pessoa.

A sombra apresenta-se como um poderoso arquétipo, já que é a fonte de tudo o que existe de melhor e de pior no ser humano. Como todo e qualquer elemento psíquico, a sombra possui aspectos positivos e negativos para o desenvolvimento da personalidade. Vejamos um líder militar que para exercer suas funções tem que formar uma persona que não permite demostrar "fraquezas" – Então a Persona a ser constituída necessitará que o Eixo Ego-Self deposite na Sombra as características boas Obs: Sombra é o aspecto desconhecido não apenas o que é sombrio, muitas vezes as virtudes de um homem estão na sombra.

Um erro comum é exemplificar a Sombra através da história do Dr. Jack and Ms. Ride – Isto é um caso de dupla personalidade meus caros leitores. O Dr. Jack possue sua sombra e o Ms. Ride também possue uma, ou seja, o Ride não é nem nunca foi a Sombra do Jack. Acredito que em casos como estes de dupla personalidade, o ego é suprimido porque não conseguiu interagir-se com o Self de forma a equilibrar as constelações arquetípicas através de mecanismos como Persona x Sombra x Anima ou Animus. O processo de individuação é particionado, gera-se uma nova persona assim como uma nova constelação arquetípica.

Cada personalidade funciona como uma unidade totalmente distinta, integrada com seus conteúdos, padrões de comportamentos e relacionamentos sociais. A transição de uma personalidade para outra ocorre de forma repentina e inesperada, fazendo com que o indivíduo e as pessoas que convivem com ele percebam a diferença de postura, de trato e de atitudes pela mudança brusca destas funções.

O contato com a sombra é um grande passo em direção á individuação. A sombra, quando trabalha em harmonia com o ego, deixa a vida mais produtiva e criativa. Jung mergulhava em seu próprio inconsciente e trazia à luz, aspectos que o ajudavam a entender o seu mundo e de seus pacientes.  Muitas vezes observou, nos sonhos e fantasias dos pacientes e nas suas próprias fantasias, que os temas eram recorrentes, cujas diferenças ficavam a cargo das experiências individuais de cada um, mas o cerne do tema era o mesmo. 

Referências:
JUNG, C.G., Memórias, Sonhos e Reflexões. 22ª ed. Rio de Janeiro. N. Fronteira. 2002;
JUNG, C.G., O Eu e o Inconsciente. 13ª ed. Petrópolis. Vozes. 2000;
JUNG, C.G., Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo. 3ª ed. Petrópolis. Vozes. 2003;
JUNG, C.G., Psicologia do Inconsciente. 15ª ed. Petrópolis. Vozes. 2004;
JUNG, C.G., Tipos Psicológicos. Petrópolis. Vozes. 1991.