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Bullying

por: Roberto Lazaro Silveira

Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo. O termo bullying, traduzido do inglês para o português, significa tiranizando – um verbo no gerúndio.

Logo, devemos vencer este estrangerismo para não mascarar tanto um acontecimento corriqueiro, ou seja, que acontece diariamente apresentando-se com várias caras: Assédio Moral, Assédio Sexual, Trote Violênto em Calouros, Violência Doméstica – Um verdadeiro bicho de sete cabeças.

Então quem pratica a tirania é o tirano e este está presente em todas as esferas sociais. A mesma pessoa pode ser agressor e agredido – quem pode mais chora menos – Pense nisto: O dono da empreza descarrega toda a raiva no gerente e este nos gerenciados, por sua vez, os gerenciados descarregam em seus cachorros, filhos, esposas, sogra e mais quem puder menos… É um ciclo vicioso.

Agora podemos notar que a tirania ocorre de professor para aluno, aluno para aluno, patrão empregado, etc… Para identificar também não setá mais um bicho de sete cabeças. São as mais diversas grosserias que acontecem independentemente se é escola, trabalho, carnaval, trânsito…

É dever da escola, assim como de outras organizações, prevenir e combater a Tirania. Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que prejudiquem o próximo gera o dever de indenizar.

O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.

 

Janelas Modernas: Fofoqueiras Windows adotam as Janelas com vista para o Facebook, Twitter, etc.

por: Roberto Lazaro Silveira

Então vamos para o lado bibliográfico da coisa: Segundo Carlos Byingto, psiquiátra Junguiano, criador da Psicologia Byingtoniana que apresenta a Sombra e Persona Patológicas dentre outros conceitos modificados, a fofoca pode não ser boa coisa! “Os símbolos se expressam de forma inadequada por estarem indiscriminados. A fofoca, como meio de comunicação marginal e semi-sigilosa (segredo é o que se conta para uma pessoa de cada vez), é ideal para a comunicação sombria”.

Explicando a citação acima para os não Psicólogos ou que não conhecem a psicologia Junguiana e quanto menos Byitoniana: Os símbolos interagem com nossa realidade inconsciente, sendo assim possuem a parte profana, sombria no sentido de patológica o joio no meio do trigo.

Abaixo um trecho do capítulo que o Brilhante Carlos Byington dedicou à fofoca. Este trecho foi retirado do livro Estruturas da Personalidade – Persona e Sombra que ganhei do Gigante Carlos Byington, autografado pelo mesmo cara a cara comigo! Convido então para a leitura do trecho abaixo com pequenos comentários meus entre parênteses, boa leitura.

A fofoca, às vezes, contamina a atmosfera social com tanta sombra (patológica), que esta pode subitamente estourar em escândalos e invadir a consciência coleliva através da difamação e da calúnia.

A fofoca simboliza muito bem as vantagens e desvantagens da comunicação social. Por um lado, se não fosse por ela, muitos desses símbolos não seriam expressos e a psique individual e coletiva ficareia sem uma carga preciosa de energia diferenciadora.

Nesse sentido, a fofoca é um verdadeiro antídoto higiênico da persona defensiva e posuda, que varre o lixo para debaixo do tapete e arrisca apodrecer o edifício (a igreja, o colégio, o trabalho).

Só que, a fofoca, ao invés de levantar o tapete e varrer a sala, liga o ventilador com a ponta do tapeta levantada, enquanto a família está dormindo. No dia seguinte…

O fofoqueiro é, de um modo geral, um covarde e um manipulador. Quando fofocamos subtraímos ao ego a dignidade do relacionamento humano, pois a franqueza é uma das funções simbólicas mais corajosas e pujantes.

Saímos da luz do sol para conversarmos ao abrigo fedorento dos esgotos, que sujeitam o símbolo da mensagem, por mais pujante e necessária que seja para a vida psíquica, a veicular toda sordidez e imundície de que é capaz a alma.

Todos fofocamos pelo simples fato que todos temos sombra e os símbolos da sombra se expressam à sua maneira.

O oposto da fofoca é a comunicação direta, franca e corajosa que elabora e humaniza os símbolos, pois permite ao outro se colocar e elaborar na discriminação. Quanto isso acontece, a sombra se torna luz. Pena é que tantos não aquentam dar ou receber a verdade e, por isso, favorecem a continuação da fofoca e a propagação da sombra (patológica).

Simbolicamente, a fofoca se enraíza no inconsciente coletivo, na sombra do arquétipo do intermediador, tão bem expresso por Hermes, o guia das almas e deus do comércio (das transações) e por Exu no candomblé ioruba-nagô. Trata-se aqui da imagem mitológica da comunicação. Hermes é o mensageiro de Zeus; Exu, orixá das encruzilhadas, abre os trabalhos de comunicação e culto aos orixás.

Ora, o fenômeno da comunicação diz respeito à própria essência da elaboração simbólica que transforma energia inconsciente em consciente. Simbolicamente, podemos falar na transformação psicológica da escuridão na luz, equivalente ao crescimento da consciência individual e coletiva.

Mas, para isso, há que se mergulhar na escuridão, lá mesmo onde floresce o lótus e fedem os esgotos. Isso explica por que os deuses intermediadores ligam-se na marginalidade com o arquétipo do trickster, do bufão. Hermes começa a roubar logo depois de nascer. Exu, frustrado, é um aprontador pior que o saci endiabrado.
A sombra do intermediador é proporcional ao seu poder.

Ao indiscriminar sua função, Hermes pode soltar almas penadas entre nós ao invés de conduzi-las ao outro mundo. É o que faz o fofoqueiro muitas vezes, fato expresso, em grau extremo na magia negra, pelos feiticeiros que invocam as almas nos cemitérios para fazer o mal contra uma pessoa viva.

Cristo é também expressão do arquétipo de intermediador no dinamismo de alteridade, cuja sombra comentaremos adiante.

A sombra da confissão cristã desrespeitada pode se tornar diz-que-diz-que e fofoca. O mesmo acontece com o analista que abre o segredo de seus clientes. Colhido pela sombra, o sacerdote intermediador entre os abismos da alma a consciência se transforma num perigoso e desprezível alcoviteiro e fofoqueiro. Para comprar e/ou baixar grátis alguns textos do Carlos Byington visite o site: http://www.carlosbyington.com.br/home.html

 

Teoria dos Cinco Elementos: Ciclos de Controle e Produção e Sistemas de Órgão e Vísceras Associados.

por: Roberto Lazaro Silveira

GERAÇÃO: A madeira queima e produz Fogo e de suas cinzas surge a Terra, dentro da qual se condensa o Metal que elimina a Água, da qual brota Madeira. E o ciclo recomeça. Em outras palavras: Madeira nutre Fogo, que gera Terra, que nutre Metal, que gera Água que nutre Madeira.
CONTROLE: Água apaga fogo, que funde Metal, que corta Madeira, que esgota Terra, que consume Água, e assim novamente. Ou seja, Madeira inibe Terra, que inibe Água, que inibe Fogo, que inibe Metal, que inibe Madeira.

ELEMENTO MADEIRA: Tem como característica a Essência da Vida, o Crescimento, o Grupo, a Socialização das pessoas.

  • FÍGADO – É o centro do metabolismo. Ele coordena e determina o ritmo de atividade dos demais órgãos do corpo. É um órgão de eliminação de toxinas e resíduos em todos os níveis: físico, mental e psíquico. Pode acumular tensões provenientes de raiva e aborrecimentos.

O meridiano comanda as múltiplas funções do fígado, especialmente as relacionadas com o metabolismo, a sexualidade, a musculatura e a acuidade visual. Age sobre as dores no fígado e estômago. Atua nas moléstias da parte inferior do corpo.

  • VESÍCULA BILIAR – Comanda a função biliar total: sistema excretor e secretor, intra e extra-hepático; é um órgão de eliminação.

É denominado “o meridiano dos hipocondríacos”. É indicado no tratamento das doenças psicossomáticas; age sobre a coragem e o espírito de determinação, sobre as dores nos olhos, dificuldades de audição, tonturas, depressão, enxaquecas. Pode acumular disfunções provenientes de muita dúvida.

O elemento madeira está associado à direção ou ponto cardeal Leste, que, segundo a definição, é o ponto onde o sol nasce. O elemento do nascimento. Do ponto-de-vista dos ciclos produtivos, da natureza ou do Homem, é o momento de germinação, onde grãos, sementes, seres começam a brotar. É a primavera, primeira estação.

O fígado está ligado ao Yin e a vesícula biliar Yang. Aos mau homorados a antiga sabedoria popular diz: “Está ruim do fígado!”. Após consumir muita bebida alcólica a ressaca deixa a pessoa irritada, mau-humorada, deprimida, etc, pois, o fígado foi castigado e as emoções desse elemento são a raiva e a depressão. Entre as várias funções do órgão relacionadas pela medicina ocidental existem as funções de conhecimento milenar como a do equilíbrio emocional.

ELEMENTO FOGO: IMPERIAL – Caracteriza o calor psíquico e emoções superiores, a regência, a micro-associações de pessoas.

  • CORAÇÃO – Faz circular os produtos do metabolismo. Representa o centro do amor e segurança.

O meridiano comanda a função cardíaca. Age sobre a temperatura do corpo e uma parte do psiquismo: a coragem moral. Atua sobre a boca e garganta, dor ou frio no braço esquerdo.

  • INTESTINO DELGADO – Órgão de eliminação e de transformação da energia dos alimentos. Representam a libertação dos desperdícios.

O meridiano atua sobre o intestino delgado e sua função de absorção dos alimentos transformados no estômago. Relaciona-se à compreensão dos princípios superiores e à nutrição espiritual (separa o puro do impuro). Atua na surdez, olhos amarelados, dor no cotovelo, na nuca, inchação no rosto.

ELEMENTO FOGO: MINISTERIAL – Caracteriza-se pela energia de reserva para os demais meridianos, porta da vida é o “Embaixador da Felicidade e da Alegria”.

  • CIRCULAÇÃO-SEXO – Representa uma função reguladora da sexualidade e das secreções sexuais internas e externas; atua sobre o coração, a circulação e os órgãos sexuais.

Relaciona-se com a atividade parassimpática e com o transporte de hormônios, enzimas e produtos do metabolismo intermediário através da circulação sangüínea. Atua sobre axilas inchadas, cãibras, peito inchado, sensação geral de melancolia.

  • TRIPLO-AQUECEDOR – Representa uma função reguladora do equilíbrio térmico; é responsável pela produção do calor animal resultante da transformação energética dos alimentos.

Relaciona-se com a circulação e as seguintes etapas do processo metabólico:

  1. Respiração;
  2. Digestão: auxilia a digestão do Intestino Delgado e conduz os produtos do processo digestivo para os Pulmões;
  3. Sistema Genito-Urinário: responsável pela excreção dos detritos.

A sabedoria milenar oriental conhece o trajeto de energia do coração à língua. Jesus Cristo quando dizia que a boca fala do que o coração está cheio percebera também alguma ligação.

ELEMENTO TERRA: Caracteriza o desenvolvimento físico do corpo; o intelecto, a espiritualidade.

  • BAÇO-PÂNCREAS – Retém energia de reserva. É o órgão da resistência a mudanças.O meridiano atua sobre a função combinada dos órgãos: o baço regula o sangue e o pâncreas regula as reservas de glicogênio (depositado no fígado) através da secreção de insulina. Age sobre o desenvolvimento mental, moral e intelectual; sobre o sistema genital e seu psiquismo. Atua nos enjôos, soluços, indigestão, diarréia, indisposição geral. Age também nas moléstias da parte central do corpo.
  • ESTÔMAGO – Recebe alimentos e os prepara para o metabolismo. É a relação administrativa das idéias e dos pensamentos.

O meridiano atua sobre o estômago e o duodeno nas suas funções digestivas transformadoras do alimento; relaciona-se à digestão física, mental e psíquica (a habilidade de digerir a vida); atua nas dores de cabeça, calafrios e flatulência. Atua nas moléstias da parte frontal do tórax.

Está relacionado com a estabilização energética que antecede o movimento. Muito apropriadamente o elemento Terra é o da capacidade de concentração e de meditação, racionalização, reflexão, ou seja, “colocar os pés na terra”.

ELEMENTO METAL: Caracteriza os produtos da terra; o ar e a energia prânica, os valores pessoais relativos à riqueza.

  • PULMÃO – Recebe o oxigênio para o metabolismo; é um órgão de reserva de energia vital e da habilidade de aceitar a vida.

O meridiano atua sobre os pulmões e as vias respiratórias na sua função de absorção e eliminação de substâncias gasosas; estimulado, age sobre todas as deficiências respiratórias.

  • INTESTINO GROSSO – Expele o desnecessário para o metabolismo; órgão de eliminação afeta toda a eliminação através do corpo (pele, muco etc.). Eliminação de coisas velhas e não mais desnecessárias.

O meridiano atua sobre o intestino grosso e suas funções de absorção líquida e eliminação de resíduos pesados; atua nas moléstias da parte superior do corpo.

Sua direção Oeste nos aponta para um movimento descendente, crepuscular, onde o sol se põe e o dia vai cedendo lugar à noite. Daí a emoção melancolia. O pulmão está responsável pelo Yin, a víscera e o intestino grosso ao Yang. Ambos funcionam para coletar o necessário e descartar o desnecessário assim como os restos do que foi processado pelo organismo.

Está associado ao outono: No clima chines é tempo de colheita, das folhas secas que caem, época, portanto, da secura em oposição à umidade do elemento Terra. É o elemento da maturidade.

ELEMENTO ÁGUA: Condutor básico, ou químico, da vida; é a fonte da existência física, da vida.

  • RINS – Órgão de energia de reserva, expelem os subprodutos do metabolismo. É o órgão do desapontamento, da tristeza e melancolia.

O meridiano atua sobre os rins e as glândulas supra-renais, contribuindo para a purificação do sangue e para a regulação de todos os líquidos do corpo. Relaciona-se diretamente com a energia sexual e problemas genitais, apetite sexual, medo, insegurança, determinação.

  • BEXIGA – Órgão de eliminação de toxinas liquidas e emoções negativas (Yin). Está relacionado com medo extremo, negação da própria vida.

O meridiano comanda toda a função eliminadora renal, e atua diretamente sobre o psiquismo; regula as inconstâncias de caráter causadas por doenças prolongadas. Ação para olhos doloridos, hemorróidas, rupturas, dedos dos pés duros, dores nas articulações e dores de cabeça. Atua nas moléstias das costas.

O elemento água está ligado ao inverno e aponta para o norte, representa dentro dos ciclos produtivos da natureza, a época em que a semente repousa sob o solo, aguardando mais um ciclo de germinação e renovação. Momento de estocagem dos alimentos, de recolhimento. A noite. Neste período não agimos, mas sim, repousamos para reativar nossas energias e baterias para outro dia. É ao mesmo tempo fim e recomeço dando origem a novo ciclo.

 

Teoria de Campo de Lewin e Topologia

por: Roberto Lazaro Silveira

Kurt Lewin referia-se na década de trinta ao peso da motivação para o comportamento social. Como forma de demonstração de tal importância da motivação para o desencadeamento de certos tipos de comportamentos, Lewin criou a teoria de campo fundamentada em 2 (duas) suposições.

1) O ser humano comporta-se em resposta à totalidade de fatos coexistentes;

2) Os fatos coexistentes resultam no campo dinâmico onde cada um de seus componentes são interdependentes. Geralmente exemplifico este fator através de uma analogia com as engrenagens de uma máquina, pense nisto:

A perfeita sincronia do mecanismo de um relógio resulta na precisão da mensuração do espaço tempo, no entanto, caso uma de suas partes sofra alguma deformação, mesmo tendo funcionado corretamente no passado, o relógio estará impreciso, pois, estas partes são interdependentes e o relógico depende das engrenagens, sua fonte de energia e ponteiros para funcionar corretamente assim como do espaço onde está inserido: a engrenagem defeituosa resultou de uma queda que o relógio sofreu e alterou o funcionamento de todo o mecanismo, mas, futuramente poderá ser consertado e voltar a funcionar corretamente. No momento do diagnóstico da engrenagem defeituosa, a queda foi uma variável interveniente no passado e o conserto será no futuro: ambos imprevisívelmente presentes no campo que por isto é dinâmico.

Da mesma forma, o comportamento humano não resulta somente do passado ou do futuro assim como é dinâmico e instável no presente! Dinâmico devido à influência de variáveis intervenientes. Não é possível que você tome banho no mesmo rio duas vezes: As águas mudam e você também. O ambiente psicológico muda, você muda, seu espaço vital muda… Nosso Brasil muda? Se você mudar sim… Para mudar o mundo bastar mudar a sí próprio. Lembra: “aquele garoto que queria mudar o mundo e agora assiste a tudo de cima do muro” (Cazuza)? Acabou conseguindo mudar o mundo que agora contém o mesmo em cima do muro onde não estava antes em um mundo que era diferente sem ele em cima do muro.

Esse campo dinâmico é “o espaço de vida dinâmico que contém a pessoa dinâmica e o seu ambiente psicológico dinâmico”. Lewin propõe a seguinte equação, para tentar explicar o comportamento humano:

C = f (P,M) onde,

(C)= comportamento presente
(f)= função ou resultado da interação entre,
(P)= pessoa e,
(M)= meio ambiente onde a pessoa está presente.

Voltando ao relógio: [O comportamento do mesmo (C)] é igual ao perfeito [inter-relacionamento (f)] entre [ele que contém suas engrenagens(P)] e o [ambiente (M)] onde está contido e contém as fonte de variáveis intervenientes.

Percebemos o ambiente como fonte de atuais necessidades assim como de frustrações e gratificações, pois, depende de nossa interpretação do que é bom, ruim, gratificante ou punitivo etc… A percepção não é uma cópia fiel da realidade. Por isso o ambiente está relacionado com as atuais necessidades do indivíduo.

Objetos, pessoas e situações possuem ressonância no ambiente psicológico, proporcinando um campo dinâmico de mobilização de forças psicológicas. Os objetos, pessoas ou situações adquirem para o indivíduo uma valência positiva quando simbolizam gratificação ou valência negativa quando representam ou ameaçam causar frustrações.

OBS: O mesmo objeto pode ser gratificante para um e punitivo para outro, pois, depende da interpretação subjetiva presente no campo psicológico. (na verdade despertam sentimentos que estão contidos na alma humana). Pense nisto: Alguns homens da zona rual foram até a cidade e encontraram uma miniatura de locomotivas em uma esposição, enquanto alguns ficavam emocionados ao lembrar de seus brinquedos que arremetiam ao avô etc… logo, o português começou a chutar e pisar em cima da mini locomotiva…

Ao ser indagado ele disse que seria melhor exterminar esta praga enquanto filhote, pois, certa vez estava laçando seu gado em sua fazenda e por um erro de calculo laçou a locomotiva mãe que o arrastou por kilômetros. (é piada gente!, riam pra descontrair um pouco). Então o objeto para o português simbolizou algo frustrante que causou uma reação de luta e não de repulsa.

Os objetos, pessoas ou situações de valência positiva atraem o indivíduo e os de valência negativa o repelem: na verdade podemos fazer uma comparação com a teoria de Pichón Rivière e não concordar com repelir apenas: poderá causar uma reação de luta-fuga o que inverterá no caso da luta o sentido da força vetorial diante de um estímulo interpretado como nocivo, ou seja, não causará repulsa.

Para Lewin, a atração é a força ou vetor dirigido para o objeto, pessoa ou situação; a repulsa é a força ou vetor que o leva a se afastar dos mesmos elementos. Um vetor indicará a direção do movimento. No caso de forças opostas, os vetores serão equacionados resultando em luta ou fuga. Quando dois ou mais vetores atuam sobre uma pessoa ao mesmo tempo, a direção da locomoção é um resultante da equação vetorial. No caso da paralização diante de um forte estímulo, ou seja, a pessoa fica estática sem reação alguma, então ocorreu que as forças vetoriais se anularam e o resultado da equação vetorial foi zero.

O mapa do espaço vital é resultado de uma análise topológica; as medidas de força motivacional para o comportamento é resultado de uma análise vetorial. Lewin desenvolveu uma série de experimentos sobre motivação influênciada pelos efeitos de lideranças democráticas e autocráticas em grupos de trabalho dentre outros. Lewin inspirou alguns autores da Escola das Relações Humanas assim como getou desenvolvimentistas de suas teorias.

Obras consultadas:
BENNIS, W. A formação do líder. Atlas, São Paulo: 1996.
BERGAMINI, C. Motivação no trabalho. Atlas, São Paulo: 1996.
FAYOL, H. Administração industrial. Atlas, São Paulo: 1994.
FROMM, E. A análise do homem. Zahar, Rio de Janeiro: 1978.

 

O Efeito dos Seis Sabores no Organismo Segundo a Ayurveda

por: Roberto Lazaro Silveira

O nosso cérebro é capaz de distinguir seis sabores básicos através da decodificação de sinais capatados pelas papilas gustativas: o doce, o salgado, o ácido, o amargo, o adstringente e o picante. Somos capazes de equilibrar nosso organismo através do correto consumo de alimentos que oferecem estes sabores, no entanto, é necessário diagnosticar qual órgão ou sistema está sobregarregado, qual está sendo danificado pela sobregarga de outro sistema, quais as consequências em nosso psiquismo assim como no nosso corpo.

Este diagnóstico é realizado através de várias técnicas fundamentadas na teoria do Ying e do Yang, cinco elementos, fluidos corporais, etc. São algumas delas: Pulsologia, diagnóstico pelo aspecto da lingua, questionários, etc. Após diagnosticar qual sistema deve ser fortalecido e/ou qual deve ser enfraquecido elabora-se uma diéta baseada na ação dos sabores.

Ações do sabor doce

Produz grande força nos tecidos. É muito valioso para as crianças, idosos e para a regeneração de tecidos. É bom para a pele, cabelos, etc. Fortalece a garganta, aumenta a produção do leite, regenera os ossos. Não é de fácil digestão, mas, prolonga a vida e ajuda nas suas atividades. O sabor doce é oleoso. O uso excessivo causa doenças como a obesidade, a inconsciência, o diabetes, o aumento das glândulas do pescoço, etc.

Ações do sabor ácido ou azedo

Este sabor estimula a atividade digestiva. É gorduroso, bom para o coração, digestivo, estimulante do apetite, frio ao tato (refrescante em aplicações externas, alivia a sensação de queimação), causa umidificação, é de fácil digestão. Usado em excesso, causa flacidez do corpo, perda de força, cegueira, tonteira, coceira (irritação), palidez (descoloração amarelo-esbranquiçada como na anemia), herpes, inchaços, varíola, sede e febre.

Ações do sabor salgado

Este sabor remove a rigidez, limpa as obstruções dos canais e poros, aumenta a atividade digestiva, causa sudorese, penetra nos tecidos, melhora o sabor, causa lacerações e erupções na pele. Usado em excesso, causa aumento de sangue, calvície, embranquecimento do cabelo, rugas na pele, secura, doenças da pele, herpes e diminuição da força do corpo.

Ações do sabor amargo

Este sabor em si não é apreciado. Ele age na anorexia, em vermes (bactérias, parasitas), na perda de consciência, na febre, na náusea, na gordura, na gordura do músculo, na medula, nas fezes e na urina, assim como na sensação de queimação. Seca a umidade e a gordura. É facilmente digerível. Aumenta a inteligência. Limpa o leite do peito e a garganta. Quando usado em excesso, causa depleção dos tecidos.

Ações do sabor picante

Este sabor cura doenças da garganta, erupções alérgicas, hidropisia e outras doenças da pele, inchaço (edema). Também reduz o inchaço de úlceras, seca a gordura e a umidade, aumenta a fome. É digestivo, melhora o paladar, seca a umidade da comida, rompe massas duras. Usado em excesso, causa secura, depleção do esperma, desmaio, tremores e dores na cintura e nas costas.

Ações do sabor adstringente

Não é facilmente digerível. Limpa o sangue, causa compressão e cicatrização de úlceras (feridas). Também seca a umidade e a gordura, retardando a digestão de comidas indigestas, absorvendo água e causando constipação. Este sabor causa secura e limpa muito a pele. Seu uso excessivo causa a permanência da comida sem digestão, flatulência, dor na região do coração, secura, perda de virilidade, obstrução dos canais e constipação.

 

Alguns Termos Psicanalíticos

por: Roberto Lazaro Silveira

1) Ab-Reação – Descarga emocional, pela qual o afeto ligado a uma recordação traumática é liberado, quando esta, até então inconsciente, chega à consciência. A ab-reação pode ser provocada durante o processo terapêutico, mas põe também ocorrer espontaneamente.
2) Acting-Out – Expressão inglesa, que em sua essência significa substituição momentânea do pensamento pela ação, onde domina o caráter impulsivo, e a incapacidade para raciocinar. Na psicanálise é interpretado como o retorno abrupto de um conteúdo reprimido (ver repressão), cujo afeto é demasiado intenso para ser descarregado em palavras.
3) Afeto – Termo geral que designa os sentimentos e emoções. Considera-se que o afeto nem sempre está ligado à idéia (recordação, representação). No caso em que a recordação é muito dolorosa e ameaçadora, o ego a reprime (ver repressão) mas o afeto correspondente pode se deslocar para outras idéias associadas menos perigosas, ludibriando a censura e liberando-se parcialmente ao chegar à consciência.
4) Agorafobia – Forma de fobia onde o indivíduo teme os espaços abertos (ruas, praças, campos abertos ) e reage com angústia ao ter que enfrentá-los sozinho.
5) Angústia – Reação emocional intensa como resposta a um perigo real ou imaginário (angústia automática). Na psicanálise essa angústia automática é resultado de uma fluxo incontrolável de excitações de origem interna ou externa.
6) Aparelho Psíquico – Designa os modelos concebidos por Freud para explicar a organização e o funcionamento da mente. Para isso ele propôs algumas hipóteses entre as quais as mais conhecidas são: a hipótese econômica que concerne essencialmente á quantidade e movimento da energia na atividade psíquica; a hipótese topográfica que tenta localizar a atividade mental em alguma parte do aparelho, que ele divide em: consciente preconsciente e inconsciente; e a hipótese estrutural na qual ele divide a mente em três instâncias funcionais: Id, ego e superego, atribuindo a cada uma delas uma função específica.
7) Catarse – Método terapêutico que permite a evocação e a revivência de acontecimentos traumáticos que foram reprimidos, permitindo a descarga dos afetos ligados a estes (ver ab-reação).
8) Censura – Barreira que impede que ideais e afetos reprimidos no inconsciente cheguem ao consciente.
9)Claustrofobia – E ação emocional intensa e injustificada a lugares fechados.
10) Complexo de Castração – Ao perceber que há pessoas que não possuem pênis, o menino começa a temer a perda do seu próprio. Sente isso como uma ameaça paterna por suas atividades sexuais e seus desejos incestuosos. A menina sente a ausência de pênis como uma perda já consumada e procura de alguma forma compensá-la. A ansiedade de castração tem um lugar fundamental na evolução da sexualidade infantil dos dois sexos e aparece constantemente na experiência analítica subjacente às modalidades de relacionamento do indivíduo com seu mundo interno e externo.
11) Complexo de Édipo – De acordo com Freud a criança entre 2 e 5 anos aproximadamente desenvolve intenso sentimento de amor pelo genitor do sexo oposto e grande hostilidade pelo do próprio sexo, a quem deseja eliminar como a um rival. Esses sentimentos geralmente são vividos com grande intensidade e ao mesmo tempo com grande ambivalência, pois embora odeie o genitor do mesmo sexo, que o impede de realizar seus desejos, também o ama por tudo de bom que ele representa. Surge então a culpa e o medo à retaliação (medo à castração). Esse conflito geralmente declina após a idade de 5 anos e reaparece com o advento da puberdade, sendo um dos fatores que contribuem para a crise da adolescência. De uma resolução satisfatória desse conflito depende uma boa estruturação da personalidade
12) Condensação – é um processo característico do pensamento inconsciente e no qual duas (ou mais) imagens se combinam para formar uma imagem composta que está investida do afeto derivado de ambas. Encontramos exemplos desse processo nos sonhos principalmente.
13) Conflito – Na psicanálise, refere-se geralmente, ao conflito interno entre impulsos instintivos e entre as instâncias (id, ego e superego) e ao conflito edipiano (Ver Complexo de Édipo).
14) Defesa – É o conjunto de manobras inconscientes (mecanismos de defesa) que o ego se utiliza para evita ameaças à sua própria integridade. Essas ameaças podem surgir pela intensificação dos impulsos instintivos que põem em perigo o equilíbrio do ego, que tem como função harmonizar esse impulsos com os imperativos do superego (“consciência moral”) e às exigências da realidade externa.
15) Ego – É uma das três instâncias (id, ego e superego) que Freud concebeu em um de seus modelos para explicar o funcionamento da mente humana (ver aparelho psíquico). O ego é a parte organizada desse sistema que entra em contato direto com a realidade externa e através de suas funções tem capacidade de atuar sobre esta numa tentativa de adaptação. Por isso, estão sob o domínio do ego as percepções sensoriais, os controles e habilidades para atuar sobre o ambiente, a capacidade de lembrar, comparar e pensar. No âmbito de sua relações com as outras duas instâncias do sistema e o ego assume o papel de mediador e integrador dos impulsos instintivos do id (ver id) e as exigências do superego (ver superego), para adaptá-los à realidade externa.
16) Fantasia – refere-se à atividade imaginativa subjacente a todo pensamento e sensação. As fantasias podem se apresentar sob forma consciente, como acontece nos sonhos diurnos, ou inconscientes, subjacentes a um conteúdo manifesto como nos sonhos ou nos sintomas neuróticos etc. Está sempre ligada intimamente aos desejos instintivos.
17) Fase Anal – É a Segunda do desenvolvimento libidinal (ver libido), e está situada entre um e três anos de idade. Nesta fase os interesses da criança se organizam predominantemente em torno da função anal, pelo prazer que sente na expulsão e retenção das fezes, que ela agora consegue controlar através de um crescente domínio muscular. Esse controle tem também conseqüências importantes no relacionamento interpessoal com o meio ambiente. A criança agora é capaz de dar e negar (as fezes) de colocar esse controle a serviço as expectativas do meio ou de sua necessidade e prazer. As atitudes que se formam nessas interações com o meio vão estabelecer em grande parte as bases de seus futuros relacionamentos.
18) Fase Fálica – Nesta fase que vai de 3 a 5 anos aproximadamente, a libido concentra-se nos órgãos genitais que se tornam a zona erógena predominante. Os conflitos dessa fase estão ligados ao Complexo de Édipo, com o surgimento de desejos incestuosos e seu conseqüente temor à castração. Oscila o seu comportamento entre a iniciativa e a culpa.
19) Fase de Latência – Inicia-se por volta dos 5 anos e se estende até o início da puberdade. Caracteriza-se principalmente pelo declínio dos interesses sexuais, que segundo a teoria psicanalítica são reprimidos e só aparecem na adolescência. Nessa fase tendo superado em parte os conflitos do Complexo de Édipo, amplia seu ambiente social procurando estabelecer novos contatos, assim como se dedica a adquirir novas habilidades na aprendizagem escolar, nos esportes etc..
20) Fase Oral – corresponde ao 1º ano de vida de uma criança, onde seus contatos mais significativos são feitos através da boca. Além de sua função na alimentação, ela é também a sede principal dos prazeres eróticos da criança nessa fase. Podemos observar que uma criança inquieta pode se acalmar com uma chupeta porque a sucção produz uma satisfação erótica que alivia as sensações do organismo.
Nessa fase a criança é essencialmente dependente e receptiva. A incorporação e o modelo básico de seu comportamento nas interações com o meio.
O relacionamento que estabelece com a mãe nesse período da vida vai ter uma importância fundamental na forma que a criança vai configurar o mundo e se relacionar em seu ambiente. Uma boa mãe saberá dosar bem a satisfação das necessidades de seu bebê e as restrições, o que estabelecerá uma base de confiança nos futuros relacionamentos.
Distúrbios no desenvolvimento desta fase geralmente se evidenciam mais tarde por traços de dependência excessiva de outras pessoas, de alimentos (obesidade), de álcool (alcoolismo) ou de qualquer outra coisa.
21) Fixação – Processo pelo qual o indivíduo permanece vinculado a modos de satisfação ou padrões de comportamento característicos de uma fase anterior de seu desenvolvimento libidinal (ver libido). A fixação pode ser também a pessoas significativas da infância. Assim encontramos expressões freqüentemente usadas na psicanálise como fixação oral, fixação anal, fixação maternal, fixação paternal. Chamamos pontos de fixação àqueles momentos do desenvolvimento libidinal que foram perturbados e dos quais o indivíduo permanece fixado ou dos quais regride em estado de tensão.
22) Histeria – Tipos de neurose que se caracterizam principalmente pelos distúrbios funcionais de aparência orgânica, como paralisias, perturbações sensoriais, crises nervosas, sem evidência de patologia física, e que se manifestam de modo a sugerir que servem a alguma função psicológica.
As formas sintomáticas melhor definidas são a “histeria de conversão” onde o conflito psíquico se expressa nos mais diversos sintomas corporais (como paralisias, crises emocionais, anestesias) e a “histeria de angústia” também conhecida como “fobia”, onde o agente de perseguição interno é deslocado e fixado em algum objeto (ver Objeto) do mundo externo.
23) Idealização – Processo no qual o indivíduo supervaloriza o objeto (ver objeto) negando-se a ver todos os aspectos que possam desvalorizá-lo.
24) Identificação – Processo pelo qual o indivíduo se torna idêntico a outro pela assimilação de traços ou atributos daquele que lhe serve de modelo. Nesse processo o indivíduo, tanto pode assimilar aspectos de outra pessoa como também pode, identificar em outros aspectos seus. É através das identificações que desde o princípio a personalidade se forma e se diferencia.
25) Id – Uma das instâncias da teoria estrutural (id, ego, superego) do aparelho psíquico. O Id que opera em nível inconsciente contém os impulsos instintivos que se originam na organização somática e ganham aqui expressão psíquica e também idéias e recordações que por serem insuportáveis ao indivíduo foram reprimidas. É considerado como um reservatório de energia, com a qual alimenta também as outras instâncias (ego e superego). Porém, não possui uma organização comparável à do ego, pois é regido pelo Princípio do Prazer, que busca sempre a satisfação, ignorando as diferenças e contradições e sem a capacidade de considerar espaço e tempo. Sua interação com as outras instâncias é geralmente conflituosa pois o ego sob os imperativos do superego e as exigências da realidade tem que avaliar e controlar os impulsos provindos do Id, permitindo sua satisfação, adiando-a ou inibindo-a totalmente.
26) Inconsciente – É possivelmente o conceito mais fundamental da teoria freudiana. Em seu trabalho Freud demonstrou que o conteúdo da mente não se reduz ao consciente, mas que pelo contrário a maior parte da vida psíquica se desenrola em nível inconsciente. Ali se encontram principalmente idéias (representações de impulsos) reprimidas, às quais é negado o acesso à consciência mas que têm grande influência na vida consciente. Estas idéias reprimidas aparecem de forma disfarçada nos sonhos e nos sintomas neuróticos principalmente e é através do seu conhecimento que podemos chegar até o conflito neurótico durante um processo terapêutico geralmente. O inconsciente é uma das entidades do 1º modelo da mente criado por Freud (ver aparelho psíquico).
27) Insight – Percepção pelo indivíduo dos significados, antes inconscientes, subjacentes e seus comportamentos e pensamentos. O Insight pode ser intelectual onde a compreensão do significado ocorre sem a vivência afetiva correspondente, ou emocional onde essa compreensão é acompanhada da descarga emocional.
28) Libido – É a energia inerente aos movimentos e transformações dos impulsos sexuais. Ela é a contrapartida psíquica da excitação sexual somática. É uma palavra latina que significa desejo, vontade.
29) Masoquismo – É uma forma de perversão sexual na qual a satisfação é obtida através de sofrimento e humilhação do próprio indivíduo.
30) Metapsicologia – Termo criado por Freud para designar as formulações que fez para descrever os fenômenos mentais do ponto de vista dinâmico, tópico e econômico (ver aparelho psíquico).
31) Narcisismo – Perversão em que o indivíduo escolhe a si mesmo como objeto sexual.
32) Neurose – Em sua essência vai designar os distúrbios dos comportamentos, sentimentos ou idéias, que surgem como resultado de um conflito entre o id e o ego, onde uma tendência instintiva é reprimia pelo ego dando lugar á formação de sintomas neuróticos. Estes sintomas são percebidos pelo indivíduo como algo estranho e incompreensível dentro do quadro geral de sua personalidade. Podem consistir de alterações das funções corporais (cegueira histérica, por exemplo) onde não há nenhuma explicação fisiológica para o distúrbio; de emoções e ansiedades injustificadas como no caso de neurose obsessiva.
O que mais caracteriza a neurose em contraste com a psicose é a preservação do contato do indivíduo com a realidade. Mantém assim apesar das distorções causadas pelos sintomas uma boa margem de senso crítico e a capacidade de perceber sua própria doença.
33) Objeto – Na teoria psicanalítica significa aquilo através do que um impulso instintivo pode obter satisfação. Pode ser uma pessoa em sua totalidade ou parte dessa pessoa (como o seio para o bebê)., pode ser uma entidade ou um ideal. Os objetos podem ser reais ou imaginados.
34) Paranóia – É uma psicose funcional (ver psicose) que se caracteriza pela presença de delírios mais ou menos sistematizados, que mantém certa lógica e coerência interna e sem que haja uma deteriorização do intelecto.
35) Perversão – qualquer forma de conduta sexual adulta, na qual o prazer não seja obtido pela penetração genital com indivíduo do outro sexo.
36) Pre-Consciente – Refere-se aos pensamentos que não são conscientes num dado momento mas que podem chegar espontaneamente à consciência ou por evocação do próprio indivíduo. Diferem dos pensamentos inconscientes que por terem sido reprimidos não têm acesso à consciência a não ser em circunstâncias muito especiais.
Como substantivo refere-se a um sistema do aparelho psíquico, concebido por Freud (ver aparelho psíquico).
37) Projeção – Processo defensivo (ver defesa) no qual o indivíduo atribui a outro (pessoa ou coisa) sentimentos e desejos que seria penoso admitir como seus próprios.
38) Psicanálise – Disciplina criada por Freud que consiste em um método par investigação dos processos mentais, um método de tratamento das desordens psíquicas e um corpo e teorias que tenta sistematizar os dados introduzidos pelos métodos psicanalíticos mencionados acima.
A técnica psicanalítica de tratamento consiste basicamente em levar o paciente a associar livremente, isto é, exprimir indiscriminadamente todos os pensamentos que lhe ocorrem sem preocupação de dar-lhes sentido ou coerência; interpretar tanto as associações como os obstáculos que encontra ao associar ajudando assim o paciente a eliminar as resistências que o impedem de tomar contato com os conflitos inconscientes; e interpretar seus sentimentos e atitudes em relação ao analista, pois o paciente tende a repetir na relação terapêutica as modalidades de relacionamento que teve com seus progenitores durante a infância (ver transferência).
Em resumo, chamamos psicanálise o trabalho que ajuda o paciente a tornar conscientes suas experiências reprimidas, expondo assim suas motivações até então desconhecidas.
39) Psicose – Perturbação grave das funções psíquicas que se caracteriza principalmente pela perda de contato com a realidade, pela incapacidade de adaptação social, por perturbações da comunicação e ausência de consciência da doença. Para Freud a psicose é resultado do conflito entre o ego e o mundo exterior. Diante da frustração de fortes desejos infantis, o ego nega a realidade externa e procura construir através do delírio um mundo interno e externo de acordo com as tendências do id. A psiquiatria distingue duas classes de psicoses: as orgânicas onde uma enfermidade orgânica é encontrada como causa e as funcionais onde não há lesão orgânica demonstrável. Três formas de psicose funcional são reconhecidas: a esquizofrenia, a psicose maníaco-depressiva e a paranóia.
40) Psicose Maníaco Depressiva – Psicose em que se alternam períodos de mania (euforia, auto-confiança exagerada) e depressão, geralmente com períodos intermediários de normalidade.
41) Psicoterapia – Termo comumente usado para designar as formas de tratamento psicológico que se diferenciam da psicanálise, a qual é uma forma de terapia mais profunda, mais intensa e total que qualquer outra. A “psicoterapia de orientação psicanalítica” usa a teoria psicanalítica em combinação com outras técnicas. A psicoterapia pode ser individual ou em grupo, superficial ou profunda, de apoio ou sugestiva. Pode ter marcos referenciais teóricos os mais diversos, como vemos na gestalt, no psicodrama, na análise transacional etc. Considera-se que de modo geral seu trabalho é feito principalmente nos níveis mais conscientes da personalidade.
42) Racionalização – Processo defensivo (ver defesa) no qual o indivíduo procura justificar suas ações de forma coerente desconhecendo entretanto suas motivações inconscientes.
43) Regressão – Processo defensivo do qual o indivíduo, a fim de evitar a angústia, retorna a uma fase anterior do desenvolvimento, apresentando os padrões de comportamento daquela fase.
44) Repressão – Mecanismo de defesa do ego (ver defesa)., pelo qual as representações de impulsos que podem produzir angústia são mantidas recalcadas no inconsciente.
45) Sadismo – Perversão sexual, na qual o prazer erótico está vinculado ao sofrimento e humilhação que o indivíduo inflige a outro.
46) Sublimação – Processo pelo qual a energia dos instintos sexuais é deslocada para atividades ou realizações de valor social ou cultural, como as atividades artísticas ou intelectuais.
47) Superego – Uma das três instâncias da personalidade, que Freud concebeu em um dos modelos do aparelho psíquico (ver aparelho psíquico). O superego é formado a partir das identificações com os genitores, dos quais ele assimila as ordens e proibições. Assume então o papel de juiz e vigilante, formando uma espécie de auto-consciência moral Os mandatos do superego incluem muitos elementos inconscientes que derivam do passado do indivíduo e que podem entrar em conflito com seus valores atuais.
Com relação as outras instâncias, ele é o controlador por excelência dos impulsos do id e age como colaborador nas funções do ego, mas muitas vezes ele se torna extremamente severo anulando as possibilidades de satisfação instintiva e a capacidade de livre escolha do ego.
48) Transferência – É um processo pelo qual o indivíduo recapitula em suas relações atuais, especialmente com seu terapeuta, as relações que teve com seus genitores na infância. A transferência se dá geralmente com pessoas que representam alguma autoridade como no relacionamento professor-aluno, médico-paciente, patrão-empregado. Freud, a princípio encontrou na transferência um obstáculo para o tratamento, porém mais tarde utilizou-a como uma parte essencial do processo terapêutico.