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Bullying

por: Roberto Lazaro Silveira

Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo. O termo bullying, traduzido do inglês para o português, significa tiranizando – um verbo no gerúndio.

Logo, devemos vencer este estrangerismo para não mascarar tanto um acontecimento corriqueiro, ou seja, que acontece diariamente apresentando-se com várias caras: Assédio Moral, Assédio Sexual, Trote Violênto em Calouros, Violência Doméstica – Um verdadeiro bicho de sete cabeças.

Então quem pratica a tirania é o tirano e este está presente em todas as esferas sociais. A mesma pessoa pode ser agressor e agredido – quem pode mais chora menos – Pense nisto: O dono da empreza descarrega toda a raiva no gerente e este nos gerenciados, por sua vez, os gerenciados descarregam em seus cachorros, filhos, esposas, sogra e mais quem puder menos… É um ciclo vicioso.

Agora podemos notar que a tirania ocorre de professor para aluno, aluno para aluno, patrão empregado, etc… Para identificar também não setá mais um bicho de sete cabeças. São as mais diversas grosserias que acontecem independentemente se é escola, trabalho, carnaval, trânsito…

É dever da escola, assim como de outras organizações, prevenir e combater a Tirania. Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que prejudiquem o próximo gera o dever de indenizar.

O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.

 

Janelas Modernas: Fofoqueiras Windows adotam as Janelas com vista para o Orkut, Facebook, Twitter, etc.

por: Roberto Lazaro Silveira

Algumas Organizações Religiosas possuem até comissão de espiãs futriqueiras designadas às janelas modernas do Orkut, Facebook, etc., a sociedade no geral, independente de organização religiosa ou escolar, evoluiu e agora conta com as Janelas do Windows, que significa Janelas em Português e por isso deve ter atraído as adoecidas fofoqueiras de plantão.

Então da boa intenção do líder da organização nasce os efeitos colaterais e os assuntos criados através da espionagem seguem ganhando acessórios conforme o ditado popular: quem conta um conto aumenta um ponto. Geralmente a pessoa espionada é a última a saber ou quando fica sabendo todos ja esqueceram.

Então vamos para o lado bibliográfico da coisa: Segundo Carlos Byingto, psiquiátra Junguiano, criador da Psicologia Byingtoniana que apresenta a Sombra e Persona Patológicas dentre outros conceitos modificados, a fofoca pode não ser boa coisa! “Os símbolos se expressam de forma inadequada por estarem indiscriminados. A fofoca, como meio de comunicação marginal e semi-sigilosa (segredo é o que se conta para uma pessoa de cada vez), é ideal para a comunicação sombria”.

Explicando a citação acima para os não Psicólogos ou que não conhecem a psicologia Junguiana e quanto menos Byitoniana: Os símbolos interagem com nossa realidade inconsciente, sendo assim possuem a parte profana, sombria no sentido de patológica o joio no meio do trigo.

Abaixo um trecho do capítulo que o Brilhante Carlos Byington dedicou à fofoca. Este trecho foi retirado do livro Estruturas da Personalidade – Persona e Sombra que ganhei do Gigante Carlos Byington, autografado pelo mesmo cara a cara comigo! Convido então para a leitura do trecho abaixo com pequenos comentários meus entre parênteses, boa leitura.

A fofoca, às vezes, contamina a atmosfera social com tanta sombra (patológica), que esta pode subitamente estourar em escândalos e invadir a consciência coleliva através da difamação e da calúnia.

A fofoca simboliza muito bem as vantagens e desvantagens da comunicação social. Por um lado, se não fosse por ela, muitos desses símbolos não seriam expressos e a psique individual e coletiva ficareia sem uma carga preciosa de energia diferenciadora.

Nesse sentido, a fofoca é um verdadeiro antídoto higiênico da persona defensiva e posuda, que varre o lixo para debaixo do tapete e arrisca apodrecer o edifício (a igreja, o colégio, o trabalho).

Só que, a fofoca, ao invés de levantar o tapete e varrer a sala, liga o ventilador com a ponta do tapeta levantada, enquanto a família está dormindo. No dia seguinte…

O fofoqueiro é, de um modo geral, um covarde e um manipulador. Quando fofocamos subtraímos ao ego a dignidade do relacionamento humano, pois a franqueza é uma das funções simbólicas mais corajosas e pujantes.

Saímos da luz do sol para conversarmos ao abrigo fedorento dos esgotos, que sujeitam o símbolo da mensagem, por mais pujante e necessária que seja para a vida psíquica, a veicular toda sordidez e imundície de que é capaz a alma.

Todos fofocamos pelo simples fato que todos temos sombra e os símbolos da sombra se expressam à sua maneira.

O oposto da fofoca é a comunicação direta, franca e corajosa que elabora e humaniza os símbolos, pois permite ao outro se colocar e elaborar na discriminação. Quanto isso acontece, a sombra se torna luz. Pena é que tantos não aquentam dar ou receber a verdade e, por isso, favorecem a continuação da fofoca e a propagação da sombra (patológica).

Simbolicamente, a fofoca se enraíza no inconsciente coletivo, na sombra do arquétipo do intermediador, tão bem expresso por Hermes, o guia das almas e deus do comércio (das transações) e por Exu no candomblé ioruba-nagô. Trata-se aqui da imagem mitológica da comunicação. Hermes é o mensageiro de Zeus; Exu, orixá das encruzilhadas, abre os trabalhos de comunicação e culto aos orixás.

Ora, o fenômeno da comunicação diz respeito à própria essência da elaboração simbólica que transforma energia inconsciente em consciente. Simbolicamente, podemos falar na transformação psicológica da escuridão na luz, equivalente ao crescimento da consciência individual e coletiva.

Mas, para isso, há que se mergulhar na escuridão, lá mesmo onde floresce o lótus e fedem os esgotos. Isso explica por que os deuses intermediadores ligam-se na marginalidade com o arquétipo do trickster, do bufão. Hermes começa a roubar logo depois de nascer. Exu, frustrado, é um aprontador pior que o saci endiabrado.
A sombra do intermediador é proporcional ao seu poder.

Ao indiscriminar sua função, Hermes pode soltar almas penadas entre nós ao invés de conduzi-las ao outro mundo. É o que faz o fofoqueiro muitas vezes, fato expresso, em grau extremo na magia negra, pelos feiticeiros que invocam as almas nos cemitérios para fazer o mal contra uma pessoa viva.

Cristo é também expressão do arquétipo de intermediador no dinamismo de alteridade, cuja sombra comentaremos adiante.

A sombra da confissão cristã desrespeitada pode se tornar diz-que-diz-que e fofoca. O mesmo acontece com o analista que abre o segredo de seus clientes. Colhido pela sombra, o sacerdote intermediador entre os abismos da alma a consciência se transforma num perigoso e desprezível alcoviteiro e fofoqueiro. Para comprar e/ou baixar grátis alguns textos do Carlos Byington visite o site: http://www.carlosbyington.com.br/home.html

 

Teorias Psicológicas da Personalidade

por: Roberto Lazaro Silveira

 

Teoria dos Cinco Elementos: Ciclos de Controle e Produção e Sistemas de Órgão e Vísceras Associados.

por: Roberto Lazaro Silveira

GERAÇÃO: A madeira queima e produz Fogo e de suas cinzas surge a Terra, dentro da qual se condensa o Metal que elimina a Água, da qual brota Madeira. E o ciclo recomeça. Em outras palavras: Madeira nutre Fogo, que gera Terra, que nutre Metal, que gera Água que nutre Madeira.
CONTROLE: Água apaga fogo, que funde Metal, que corta Madeira, que esgota Terra, que consume Água, e assim novamente. Ou seja, Madeira inibe Terra, que inibe Água, que inibe Fogo, que inibe Metal, que inibe Madeira.

ELEMENTO MADEIRA: Tem como característica a Essência da Vida, o Crescimento, o Grupo, a Socialização das pessoas.

  • FÍGADO – É o centro do metabolismo. Ele coordena e determina o ritmo de atividade dos demais órgãos do corpo. É um órgão de eliminação de toxinas e resíduos em todos os níveis: físico, mental e psíquico. Pode acumular tensões provenientes de raiva e aborrecimentos.

O meridiano comanda as múltiplas funções do fígado, especialmente as relacionadas com o metabolismo, a sexualidade, a musculatura e a acuidade visual. Age sobre as dores no fígado e estômago. Atua nas moléstias da parte inferior do corpo.

  • VESÍCULA BILIAR – Comanda a função biliar total: sistema excretor e secretor, intra e extra-hepático; é um órgão de eliminação.

É denominado “o meridiano dos hipocondríacos”. É indicado no tratamento das doenças psicossomáticas; age sobre a coragem e o espírito de determinação, sobre as dores nos olhos, dificuldades de audição, tonturas, depressão, enxaquecas. Pode acumular disfunções provenientes de muita dúvida.

O elemento madeira está associado à direção ou ponto cardeal Leste, que, segundo a definição, é o ponto onde o sol nasce. O elemento do nascimento. Do ponto-de-vista dos ciclos produtivos, da natureza ou do Homem, é o momento de germinação, onde grãos, sementes, seres começam a brotar. É a primavera, primeira estação.

O fígado está ligado ao Yin e a vesícula biliar Yang. Aos mau homorados a antiga sabedoria popular diz: “Está ruim do fígado!”. Após consumir muita bebida alcólica a ressaca deixa a pessoa irritada, mau-humorada, deprimida, etc, pois, o fígado foi castigado e as emoções desse elemento são a raiva e a depressão. Entre as várias funções do órgão relacionadas pela medicina ocidental existem as funções de conhecimento milenar como a do equilíbrio emocional.

ELEMENTO FOGO: IMPERIAL – Caracteriza o calor psíquico e emoções superiores, a regência, a micro-associações de pessoas.

  • CORAÇÃO – Faz circular os produtos do metabolismo. Representa o centro do amor e segurança.

O meridiano comanda a função cardíaca. Age sobre a temperatura do corpo e uma parte do psiquismo: a coragem moral. Atua sobre a boca e garganta, dor ou frio no braço esquerdo.

  • INTESTINO DELGADO – Órgão de eliminação e de transformação da energia dos alimentos. Representam a libertação dos desperdícios.

O meridiano atua sobre o intestino delgado e sua função de absorção dos alimentos transformados no estômago. Relaciona-se à compreensão dos princípios superiores e à nutrição espiritual (separa o puro do impuro). Atua na surdez, olhos amarelados, dor no cotovelo, na nuca, inchação no rosto.

ELEMENTO FOGO: MINISTERIAL – Caracteriza-se pela energia de reserva para os demais meridianos, porta da vida é o “Embaixador da Felicidade e da Alegria”.

  • CIRCULAÇÃO-SEXO – Representa uma função reguladora da sexualidade e das secreções sexuais internas e externas; atua sobre o coração, a circulação e os órgãos sexuais.

Relaciona-se com a atividade parassimpática e com o transporte de hormônios, enzimas e produtos do metabolismo intermediário através da circulação sangüínea. Atua sobre axilas inchadas, cãibras, peito inchado, sensação geral de melancolia.

  • TRIPLO-AQUECEDOR – Representa uma função reguladora do equilíbrio térmico; é responsável pela produção do calor animal resultante da transformação energética dos alimentos.

Relaciona-se com a circulação e as seguintes etapas do processo metabólico:

  1. Respiração;
  2. Digestão: auxilia a digestão do Intestino Delgado e conduz os produtos do processo digestivo para os Pulmões;
  3. Sistema Genito-Urinário: responsável pela excreção dos detritos.

A sabedoria milenar oriental conhece o trajeto de energia do coração à língua. Jesus Cristo quando dizia que a boca fala do que o coração está cheio percebera também alguma ligação.

ELEMENTO TERRA: Caracteriza o desenvolvimento físico do corpo; o intelecto, a espiritualidade.

  • BAÇO-PÂNCREAS – Retém energia de reserva. É o órgão da resistência a mudanças.O meridiano atua sobre a função combinada dos órgãos: o baço regula o sangue e o pâncreas regula as reservas de glicogênio (depositado no fígado) através da secreção de insulina. Age sobre o desenvolvimento mental, moral e intelectual; sobre o sistema genital e seu psiquismo. Atua nos enjôos, soluços, indigestão, diarréia, indisposição geral. Age também nas moléstias da parte central do corpo.
  • ESTÔMAGO – Recebe alimentos e os prepara para o metabolismo. É a relação administrativa das idéias e dos pensamentos.

O meridiano atua sobre o estômago e o duodeno nas suas funções digestivas transformadoras do alimento; relaciona-se à digestão física, mental e psíquica (a habilidade de digerir a vida); atua nas dores de cabeça, calafrios e flatulência. Atua nas moléstias da parte frontal do tórax.

Está relacionado com a estabilização energética que antecede o movimento. Muito apropriadamente o elemento Terra é o da capacidade de concentração e de meditação, racionalização, reflexão, ou seja, “colocar os pés na terra”.

ELEMENTO METAL: Caracteriza os produtos da terra; o ar e a energia prânica, os valores pessoais relativos à riqueza.

  • PULMÃO – Recebe o oxigênio para o metabolismo; é um órgão de reserva de energia vital e da habilidade de aceitar a vida.

O meridiano atua sobre os pulmões e as vias respiratórias na sua função de absorção e eliminação de substâncias gasosas; estimulado, age sobre todas as deficiências respiratórias.

  • INTESTINO GROSSO – Expele o desnecessário para o metabolismo; órgão de eliminação afeta toda a eliminação através do corpo (pele, muco etc.). Eliminação de coisas velhas e não mais desnecessárias.

O meridiano atua sobre o intestino grosso e suas funções de absorção líquida e eliminação de resíduos pesados; atua nas moléstias da parte superior do corpo.

Sua direção Oeste nos aponta para um movimento descendente, crepuscular, onde o sol se põe e o dia vai cedendo lugar à noite. Daí a emoção melancolia. O pulmão está responsável pelo Yin, a víscera e o intestino grosso ao Yang. Ambos funcionam para coletar o necessário e descartar o desnecessário assim como os restos do que foi processado pelo organismo.

Está associado ao outono: No clima chines é tempo de colheita, das folhas secas que caem, época, portanto, da secura em oposição à umidade do elemento Terra. É o elemento da maturidade.

ELEMENTO ÁGUA: Condutor básico, ou químico, da vida; é a fonte da existência física, da vida.

  • RINS – Órgão de energia de reserva, expelem os subprodutos do metabolismo. É o órgão do desapontamento, da tristeza e melancolia.

O meridiano atua sobre os rins e as glândulas supra-renais, contribuindo para a purificação do sangue e para a regulação de todos os líquidos do corpo. Relaciona-se diretamente com a energia sexual e problemas genitais, apetite sexual, medo, insegurança, determinação.

  • BEXIGA – Órgão de eliminação de toxinas liquidas e emoções negativas (Yin). Está relacionado com medo extremo, negação da própria vida.

O meridiano comanda toda a função eliminadora renal, e atua diretamente sobre o psiquismo; regula as inconstâncias de caráter causadas por doenças prolongadas. Ação para olhos doloridos, hemorróidas, rupturas, dedos dos pés duros, dores nas articulações e dores de cabeça. Atua nas moléstias das costas.

O elemento água está ligado ao inverno e aponta para o norte, representa dentro dos ciclos produtivos da natureza, a época em que a semente repousa sob o solo, aguardando mais um ciclo de germinação e renovação. Momento de estocagem dos alimentos, de recolhimento. A noite. Neste período não agimos, mas sim, repousamos para reativar nossas energias e baterias para outro dia. É ao mesmo tempo fim e recomeço dando origem a novo ciclo.

 

Teoria de Campo de Lewin e Topologia

por: Roberto Lazaro Silveira

Kurt Lewin referia-se na década de trinta ao peso da motivação para o comportamento social. Como forma de demonstração de tal importância da motivação para o desencadeamento de certos tipos de comportamentos, Lewin criou a teoria de campo fundamentada em 2 (duas) suposições.

1) O ser humano comporta-se em resposta à totalidade de fatos coexistentes;

2) Os fatos coexistentes resultam no campo dinâmico onde cada um de seus componentes são interdependentes. Geralmente exemplifico este fator através de uma analogia com as engrenagens de uma máquina, pense nisto:

A perfeita sincronia do mecanismo de um relógio resulta na precisão da mensuração do espaço tempo, no entanto, caso uma de suas partes sofra alguma deformação, mesmo tendo funcionado corretamente no passado, o relógio estará impreciso, pois, estas partes são interdependentes e o relógico depende das engrenagens, sua fonte de energia e ponteiros para funcionar corretamente assim como do espaço onde está inserido: a engrenagem defeituosa resultou de uma queda que o relógio sofreu e alterou o funcionamento de todo o mecanismo, mas, futuramente poderá ser consertado e voltar a funcionar corretamente. No momento do diagnóstico da engrenagem defeituosa, a queda foi uma variável interveniente no passado e o conserto será no futuro: ambos imprevisívelmente presentes no campo que por isto é dinâmico.

Da mesma forma, o comportamento humano não resulta somente do passado ou do futuro assim como é dinâmico e instável no presente! Dinâmico devido à influência de variáveis intervenientes. Não é possível que você tome banho no mesmo rio duas vezes: As águas mudam e você também. O ambiente psicológico muda, você muda, seu espaço vital muda… Nosso Brasil muda? Se você mudar sim… Para mudar o mundo bastar mudar a sí próprio. Lembra: “aquele garoto que queria mudar o mundo e agora assiste a tudo de cima do muro” (Cazuza)? Acabou conseguindo mudar o mundo que agora contém o mesmo em cima do muro onde não estava antes em um mundo que era diferente sem ele em cima do muro.

Esse campo dinâmico é “o espaço de vida dinâmico que contém a pessoa dinâmica e o seu ambiente psicológico dinâmico”. Lewin propõe a seguinte equação, para tentar explicar o comportamento humano:

C = f (P,M) onde,

(C)= comportamento presente
(f)= função ou resultado da interação entre,
(P)= pessoa e,
(M)= meio ambiente onde a pessoa está presente.

Voltando ao relógio: [O comportamento do mesmo (C)] é igual ao perfeito [inter-relacionamento (f)] entre [ele que contém suas engrenagens(P)] e o [ambiente (M)] onde está contido e contém as fonte de variáveis intervenientes.

Percebemos o ambiente como fonte de atuais necessidades assim como de frustrações e gratificações, pois, depende de nossa interpretação do que é bom, ruim, gratificante ou punitivo etc… A percepção não é uma cópia fiel da realidade. Por isso o ambiente está relacionado com as atuais necessidades do indivíduo.

Objetos, pessoas e situações possuem ressonância no ambiente psicológico, proporcinando um campo dinâmico de mobilização de forças psicológicas. Os objetos, pessoas ou situações adquirem para o indivíduo uma valência positiva quando simbolizam gratificação ou valência negativa quando representam ou ameaçam causar frustrações.

OBS: O mesmo objeto pode ser gratificante para um e punitivo para outro, pois, depende da interpretação subjetiva presente no campo psicológico. (na verdade despertam sentimentos que estão contidos na alma humana). Pense nisto: Alguns homens da zona rual foram até a cidade e encontraram uma miniatura de locomotivas em uma esposição, enquanto alguns ficavam emocionados ao lembrar de seus brinquedos que arremetiam ao avô etc… logo, o português começou a chutar e pisar em cima da mini locomotiva…

Ao ser indagado ele disse que seria melhor exterminar esta praga enquanto filhote, pois, certa vez estava laçando seu gado em sua fazenda e por um erro de calculo laçou a locomotiva mãe que o arrastou por kilômetros. (é piada gente!, riam pra descontrair um pouco). Então o objeto para o português simbolizou algo frustrante que causou uma reação de luta e não de repulsa.

Os objetos, pessoas ou situações de valência positiva atraem o indivíduo e os de valência negativa o repelem: na verdade podemos fazer uma comparação com a teoria de Pichón Rivière e não concordar com repelir apenas: poderá causar uma reação de luta-fuga o que inverterá no caso da luta o sentido da força vetorial diante de um estímulo interpretado como nocivo, ou seja, não causará repulsa.

Para Lewin, a atração é a força ou vetor dirigido para o objeto, pessoa ou situação; a repulsa é a força ou vetor que o leva a se afastar dos mesmos elementos. Um vetor indicará a direção do movimento. No caso de forças opostas, os vetores serão equacionados resultando em luta ou fuga. Quando dois ou mais vetores atuam sobre uma pessoa ao mesmo tempo, a direção da locomoção é um resultante da equação vetorial. No caso da paralização diante de um forte estímulo, ou seja, a pessoa fica estática sem reação alguma, então ocorreu que as forças vetoriais se anularam e o resultado da equação vetorial foi zero.

O mapa do espaço vital é resultado de uma análise topológica; as medidas de força motivacional para o comportamento é resultado de uma análise vetorial. Lewin desenvolveu uma série de experimentos sobre motivação influênciada pelos efeitos de lideranças democráticas e autocráticas em grupos de trabalho dentre outros. Lewin inspirou alguns autores da Escola das Relações Humanas assim como getou desenvolvimentistas de suas teorias.

Obras consultadas:
BENNIS, W. A formação do líder. Atlas, São Paulo: 1996.
BERGAMINI, C. Motivação no trabalho. Atlas, São Paulo: 1996.
FAYOL, H. Administração industrial. Atlas, São Paulo: 1994.
FROMM, E. A análise do homem. Zahar, Rio de Janeiro: 1978.

 

O Efeito dos Seis Sabores no Organismo Segundo a Ayurveda

por: Roberto Lazaro Silveira

O nosso cérebro é capaz de distinguir seis sabores básicos através da decodificação de sinais capatados pelas papilas gustativas: o doce, o salgado, o ácido, o amargo, o adstringente e o picante. Somos capazes de equilibrar nosso organismo através do correto consumo de alimentos que oferecem estes sabores, no entanto, é necessário diagnosticar qual órgão ou sistema está sobregarregado, qual está sendo danificado pela sobregarga de outro sistema, quais as consequências em nosso psiquismo assim como no nosso corpo.

Este diagnóstico é realizado através de várias técnicas fundamentadas na teoria do Ying e do Yang, cinco elementos, fluidos corporais, etc. São algumas delas: Pulsologia, diagnóstico pelo aspecto da lingua, questionários, etc. Após diagnosticar qual sistema deve ser fortalecido e/ou qual deve ser enfraquecido elabora-se uma diéta baseada na ação dos sabores.

Ações do sabor doce

Produz grande força nos tecidos. É muito valioso para as crianças, idosos e para a regeneração de tecidos. É bom para a pele, cabelos, etc. Fortalece a garganta, aumenta a produção do leite, regenera os ossos. Não é de fácil digestão, mas, prolonga a vida e ajuda nas suas atividades. O sabor doce é oleoso. O uso excessivo causa doenças como a obesidade, a inconsciência, o diabetes, o aumento das glândulas do pescoço, etc.

Ações do sabor ácido ou azedo

Este sabor estimula a atividade digestiva. É gorduroso, bom para o coração, digestivo, estimulante do apetite, frio ao tato (refrescante em aplicações externas, alivia a sensação de queimação), causa umidificação, é de fácil digestão. Usado em excesso, causa flacidez do corpo, perda de força, cegueira, tonteira, coceira (irritação), palidez (descoloração amarelo-esbranquiçada como na anemia), herpes, inchaços, varíola, sede e febre.

Ações do sabor salgado

Este sabor remove a rigidez, limpa as obstruções dos canais e poros, aumenta a atividade digestiva, causa sudorese, penetra nos tecidos, melhora o sabor, causa lacerações e erupções na pele. Usado em excesso, causa aumento de sangue, calvície, embranquecimento do cabelo, rugas na pele, secura, doenças da pele, herpes e diminuição da força do corpo.

Ações do sabor amargo

Este sabor em si não é apreciado. Ele age na anorexia, em vermes (bactérias, parasitas), na perda de consciência, na febre, na náusea, na gordura, na gordura do músculo, na medula, nas fezes e na urina, assim como na sensação de queimação. Seca a umidade e a gordura. É facilmente digerível. Aumenta a inteligência. Limpa o leite do peito e a garganta. Quando usado em excesso, causa depleção dos tecidos.

Ações do sabor picante

Este sabor cura doenças da garganta, erupções alérgicas, hidropisia e outras doenças da pele, inchaço (edema). Também reduz o inchaço de úlceras, seca a gordura e a umidade, aumenta a fome. É digestivo, melhora o paladar, seca a umidade da comida, rompe massas duras. Usado em excesso, causa secura, depleção do esperma, desmaio, tremores e dores na cintura e nas costas.

Ações do sabor adstringente

Não é facilmente digerível. Limpa o sangue, causa compressão e cicatrização de úlceras (feridas). Também seca a umidade e a gordura, retardando a digestão de comidas indigestas, absorvendo água e causando constipação. Este sabor causa secura e limpa muito a pele. Seu uso excessivo causa a permanência da comida sem digestão, flatulência, dor na região do coração, secura, perda de virilidade, obstrução dos canais e constipação.