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Paranóia – Bem Simples

por: Roberto Lazaro Silveira

Paranóia é uma desconfiança ou suspeita altamente exagerada ou injustificada. Pode ser provocada por algumas substâncias utilizadas em locais errados em funções erradas como no caso da cocaína por exemplo. Nos Andes esta substância presente em meio por cento das folhas de Coca aproximadamente, de acordo com a espécie, é utilizada no cotidiano em função de proporcionar o trabalho em grandes altitudes e assim compensar uma deficiência do organismo.

Principalmente no maior financiador do mundo: Estados Inimigos da América! é diferente. Utiliza-se a cocaína etc… para prejuízo mesmo! E o resultado é a paranóia! Pense nisto: Um jovem ao ver sua namorada conversando com um amigo dela…. bem de longe…. ganha de presente da cocaína (ou da mistureira presente no pó branco que não passa de 15% de coca dependendo do ponto onde comprou) um delírio de ciúme regado a Acting-out – então começa a pular em cima do carro e a gritar e dar socos nos vidros do pobre carro, empurra a namorada para dentro do veículo, entra no carro, e sai atropelando todo mundo….

Depois de dois ou três anos de cadeia… procura o terapêuta para saber porquê… De forma bem simplista pode-se adiantar que as drogas não são boas opções para suprir as carências humanas. Mas… cada indivíduo deverá ser analisado como o sujeito enunciante do problema enunciado! porque possui sua verdade personalizada e somente esta é a verdade que conhecendo liberta!

A verdade enunciada em torno do arquétipo do Louco enunciante em busca do seio bom, no aqui agora através de comportamentos que devem ser extintos através de exercícios de bio energética corporal!?

Obs: Existem diversos outros fatores, causadores da paranóia, sem qualquer ligações com substâncias psicoativas exógenas;-)

Então Raul Seixas e Paulo Coelho escreveram e dedicaram e o Raul cantou: Para Nóia

Quando esqueço a hora de dormir
E de repente chega o amanhecer
Sinto a culpa que eu não sei de que
Pergunto o que que eu fiz?
Meu coração não diz e eu…
Eu sinto medo!
Eu sinto medo!

Se eu vejo um papel qualquer no chão
Tremo, corro e apanho pra esconder
Com medo de ter sido uma anotação que eu fiz
Que não se possa ler
E eu gosto de escrever, mas…
Mas eu sinto medo!
Eu sinto medo!

Tinha tanto medo de sair da cama à noite pro banheiro
Medo de saber que não estava ali sozinho porque sempre…
Sempre… sempre…
Eu estava com Deus!
Eu estava com Deus!
Eu estava com Deus!
Eu tava sempre com Deus!

Minha mãe me disse há tempo atrás
Onde você for Deus vai atrás
Deus vê sempre tudo que cê faz
Mas eu não via Deus
Achava assombração, mas…
Mas eu tinha medo!
Eu tinha medo!

Vacilava sempre a ficar nu lá no chuveiro, com vergonha
Com vergonha de saber que tinha alguém ali comigo
Vendo fazer tudo que se faz dentro dum banheiro
Vendo fazer tudo que se faz dentro dum banheiro

Para…nóia

Dedico esta canção:
Para Nóia!
Com amor e com medo (com amor e com medo)
Com amor e com medo (com amor e com medo)
Com amor e com medo (com amor e com medo)
Com amor e com medo (com amor e com medo)…

Com amor e com medo…

 

O texto mais legal da semana de todos os tempos: Medicina o Trampolim Social

por: Roberto Lazaro Silveira

Caros amigos, encontrei este texto na grande rede mundial de computadores e gostaria de apresentar-lhes já que quem apresenta apresenta alguma coisa a alguém…. Então direta e indiretamente boa leitura, o texto parece que foi escrito por um gênio. A fonte é citada no final do artigo, oportunidade de serem abençoados por outros textos do mesmo autor. Boa leitura.

“Espanta-me a situação da saúde no Brasil, a medicina passa por uma grave crise existencial. O cenário atual é deprimente e não adiantam chorumelas, os doutores são os principais vilões desta tragédia. A classe sustenta que a democratização da medicina é responsável pela crise.

Médicos atribuem a falta de tempo para assistir os pacientes às árduas jornadas de trabalho a que são submetidos, em tese, para garantirem a manutenção da dignidade de seus proventos. Pelo contrário! Sujeitam-se à irresponsável maratona por ganância, e o problema também não é falta de tempo, é falta de compromisso com a profissão.

Aos menos favorecidos, resta o famigerado Sistema Único de Saúde. Madrugadas em claro são necessárias à obtenção de uma chance: a disputada senha para o atendimento. Tendo êxito, passa-se à etapa seguinte, a agonia da espera sem fim. Se atendidos, pioram, pois, à enfermidade soma-se a angústia frente ao desprezo por sua pessoa.

Uma medida desesperada é a adesão ao sistema de saúde espiritual, milhares de crentes rogam pela cura, enquanto o Estado assiste, inerte, ao lamentável desfecho.

A classe média se rendeu aos planos particulares de saúde. Além da sufocante carga tributária, o contribuinte viu-se obrigado a bancar uma assistência privada. Este fenômeno deve ser a tal democratização da medicina, citada pelos doutores como a vilã do sistema de saúde. Porém, o “Novo SUS” dos emergentes já nasceu fadado ao fracasso.

Privatizar a saúde em Pindorama – o país do jeitinho – sem agências reguladoras sérias, nunca vai funcionar… Como ganham por carimbos em prontuários, montam suas próprias linhas de produção de atendimentos. Dezenas de pessoas se amontoam nos consultórios, enquanto aguardam, por horas, um despacho no receituário.

E quando estes missionários do capital conseguem o primeiro milhão, passam a sacanear com o sistema. Consulta pelo plano? Só na próxima primavera… Manipulam as regras forçando o enfermo a pagar pelo serviço pela TERCEIRA vez. E no mais esculachado estilo “uma mão lava a outra”, caridosamente, dão descontos no atendimento sem recibo.

Se precisar pagar por um atendimento complexo e de urgência, prepare-se para habitar a base da pirâmide de renda, suas economias serão sugadas sem piedade. E, sobrevivendo, mesmo pobre e endividado, ainda sentirá gratidão ao xxx que financia suas extravagâncias às custas da tragédia pessoal dos “pacientes”… fenômeno parecido com a Síndrome de Estocolmo… #NilsBejerotExplica

A maioria dos que exercem a medicina, em essência, é igual ao homem médio contemporâneo: competitivo, imediatista, egoísta e oportunista… No entanto, sua missão não suporta tais pecados, não se joga com a higidez física e mental de um ser humano.

Os mercadores de saúde justificam a perversidade de suas mentes através da prosaica premissa de que a indiferença é uma necessidade da profissão. Absurdo! A nadificação do paciente é, no mínimo, falta de culhão para encarar o luto frente a uma possível derrota. A banalização da vida é uma péssima opção de defesa, quando não caracteriza deformação de caráter, sinaliza covardia e falta de vocação.

A omissão médica não pode ser tratada apenas como uma questão ética. É caso de polícia, de justiça e de cadeia… faz vítimas a cada segundo em nosso país. As lesões e homicídios deveriam ser apurados e punidos. Por que não são? Porque morto não fala. E os sobreviventes, parentes e amigos? Como bons brasileiros, são acomodados até para reivindicarem seus direitos. E se reivindicam?

Também termina em pizza… A polícia tupiniquim é corrupta e incompetente; o Judiciário, além de moroso, depende da interpretação técnica de um perito, que, além de corporativista, normalmente é tão mau caráter quanto o denunciado.

A origem das mazelas está no seio da família brasileira. Pais da classe média burguesa, no intuito de satisfazer os próprios egos, empurram seus filhos para o que consideram ser um trampolim social. A vocação é negligenciada em favor do lustro da profissão.

Como exercer o sacerdócio da medicina sem a adesão voluntária da alma à missão de cuidar de pessoas? Impossível! Dá para começar a entender porque o profícuo relacionamento médico-paciente está desaparecendo.

Em seguida, entra o sistema. E esse é xxx A admissão nos cursos de medicina ou é concorrida ou é dispendiosa… Como o ensino público nacional está falido e a geral é pobre, fica, então, fora da partida. Assim, patricinhas e pit-boys dominam a Academia, onde desfilam – prepotentes – com suas alvejadas batas e seus reluzentes acessórios de grife.

Como os mestres são futuros pares, acadêmicos recebem as instruções necessárias ao sucesso na profissão: aprendem sobre mercado de capitais, sobre acúmulo de funções públicas, sobre gerenciamento de plantões… Assim nascem nossos anjos da guarda.

Reclamam do mercado de trabalho porque não almejam da profissão nada além dos tostões que financiarão sua ascensão social. Querem enriquecer rápido e sem sujar o jaleco. Dizem que o mercado está saturado. Mentira! Mera demagogia médica. Faltam médicos nas unidades básicas de saúde e nos programas de saúde da família, faltam especialistas nos hospitais públicos…

Por quê? Ganância! As pequenas fortunas pagas pelas prefeituras não são suficientes para saciar a sede mercenária… preferem vender curas aos que podem pagar mais por elas. Saúde virou bem de consumo!

A falta de comprometimento dos profissionais da medicina vem minando a dignidade do ofício neste país. É necessária e urgente a retomada da humanização da medicina. A formação ética do profissional depende de inúmeros fatores, principalmente, de berço. É nele que se adquire visão de mundo, adota-se crenças e elege-se princípios.

Mas depende também da Academia. Considerando a premissa de Marx, de que o sujeito é fruto do meio, torna-se razoável sugerir que as reformas iniciem-se pelo meio acadêmico. O aspirante a salvador deve aprender que seu ofício não é apenas um negócio, a medicina deve ser encarada como a arte de auxiliar pessoas a se manterem saudáveis.

Deve aprender a enxergar o paciente sob uma ótica sistêmica, o ser humano não é apenas um organismo; ao corpo, somam-se: mente, alma e espírito. Mais do que especialista, precisa aprender a ser solidário.”

Fonte: El Panda em http://sempapasnalingua.com/2011/11/14/medicina-o-trampolim-social/ Acessado em 27-03-2012.

 

O vício e a emergência espiritual

por: Roberto Lazaro Silveira

Este é um capítulo do livro entitulado A Busca do Ser, escrito por Grof e esposa, que vou apresentar-lhes na íntegra. Vale a pena ler e reler com muita atenção!

Há duas conexões entre a emergência espiritual e a dependência química que são baseadas em nossas observações informais; esperamos que elas ajudem para uma maior compreensão dos problemas do vício e da emergência espiritual.

Algumas pessoas apelam para o alcoolismo tornando-se dependentes de drogas ou de outros vícios durante uma emergência espiritual. Estamos encontrando cada vez mais pessoas em processo de transformação que apelaram para substâncias que causam dependência, numa tentativa de suavizar o desgaste desse período intenso.

O álcool, assim como as demais drogas, proporcionam uma fuga temporária das pressões, da dor, do caos do mundo interior e da alienação que uma pessoa pode sofrer em relação ao mundo exterior. Isso pode ser complicado se, num estado de perturbação, a pessoa buscar a ajuda de um psiquiatra solidário, mas desinformado, que prescreva tranqüilizantes que causem dependência.

Embora o uso moderado de tranqüilizantes possa ser indicado em algumas situações, seu uso freqüente para suprimir o processo é contrário à expressão máxima exigida durante uma emergência espiritual.

E para muitas pessoas — especialmente para aquelas com tendência para o vício — é fácil fazer uso desses medicamentos de maneira abusiva. Além disso, uma das manifestações primárias de experiências como o despertar da Kundalini é uma tremenda energia.

Em especial durante os estados altamente estimulantes, uma grande quantidade dessa energia é expressa através de movimentos físicos e exaltação emocional, em geral exaurindo os recursos físicos da pessoa.

Como conseqüência, ela se vê sonhando com doces, precisando substituir os carboidratos que foram consumidos. E dos doces às bebidas alcoólicas, como o vinho do Porto, que tem um elevado teor de açúcar, a distância é muito pequena.

Muitos viciados e alcoólatras têm uma sensibilidade, intuição ou natureza mística altamente desenvolvida que, embora buscadas em outras culturas, causam-lhes problemas no mundo moderno e contribuem para o seu comportamento de viciados.

Isso fica patente quando percebemos que uma das afirmações mais freqüentes feitas por pessoas em recuperação é “Sempre me senti diferente, como um pária. Mas quando tomei o primeiro drinque ou outro tipo de droga, a dor da separação desapareceu e senti como se eu tivesse o meu espaço”.

Como já mencionamos, para muitas pessoas essa sensação de ter um espaço pode ser a triste caricatura de um estado místico de união, a pseudo-satisfação de um desejo intenso por uma grande sensação de si mesmas.

Mas pode haver uma outra razão para esse comportamento, que também está ligado ao impulso inato do homem para a emergência espiritual. Um grande número de pessoas que se tornam viciadas em alcool ou outras drogas cresceu em famílias desorganizadas, muitas vezes em situações de abuso emocional, físico e sexual, em geral com pais quimicamente dependentes, seja de alcool ou outras drogas.

A médium Anne Armstrong descreve em suas palestras a violência emocional na sua família, o que a motivou a desenvolver e contar com sua aguçada natureza intuitiva como um modo de sobrevivência. Onde os mecanismos comuns de combate falhavam, ela se tornou capaz, através de uma forte intuição crescente, de passar a perna e superar as pessoas que a ameaçavam.

Este parece ser o caso de muitas pessoas que se desenvolveram nessa atmosfera: incapazes de progredir com êxito aproximando-se diretamente dos membros da família, elas aperfeiçoam suas inclinações psíquicas sensitivas e naturais.

Os filhos de pais embriagados e irritadiços aprendem rapidamente caminhos instintivos para cuidar de si mesmos; talvez ensinem a si próprios a compreender o humor e os gestos dos pais ou a prever suas ações através de impressões precognitivas.

Essas crianças em geral se voltam para o seu mundo interior em busca de proteção, conforto e sensação de ter um espaço; elas podem fugir sonhando acordadas, criando amigos e aventuras imaginárias ou lendo durante horas.

Sao capazes de passar grande parte do tempo junto à natureza ou praticando esportes, ou podem encontrar seu caminho na igreja local. Podem desenvolver um forte relacionamento com sua índole mística ou criativa e ter verdadeiras experiências espirituais ao longo do caminho.

Para essas pessoas, a emergência espiritual pode começar na infância — iniciada, como são muitos outros processos a transformação, por um desgaste físico ou emocional extremo. Então, depois de anos aprimorando sua intuição, elas ingressam na nossa cultura – vão à escola, formam o seu grupo e, depois, arranjam um emprego. Então são forçadas a viver diariamente numa sociedade em que a racionalidade é a maneira de agir aceita e a intuição é vista como debilidade ou fraqueza.

Elas passam a sofrer uma dor terrível e uma rejeição constante como se quisessem se enquadrar num mundo construído em torno da lógica e da razão. Podem também sentir um desejo estranho de voltar aos domínios interiores que lhes dão consolo, segurança e um relacionamento com algo além dos seus sofrimentos pessoais. Quando o primeiro gole ou droga acontecem, seus problemas parecem estar resolvidos.

Seu sofrimento diminui e suas diferenças se difundem à medida que seus limites individuais parecem dissolver-se e ingressar num estado de pseudo-unidade. Elas ficam mais à vontade socialmente quando participam de uma atividade altamente aceitável. Se têm predisposição para o alcoolismo ou para a dependência de outros tipo de drogas, como seus pais devem ter tido, podem tornar-se viciados num curto espaço de tempo.

Estas observações a respeito da relação complexa do vício do alcool e outras dependências químicas com a emergência espiritual são apenas um começo; com o tempo, muitas outras observações surgirão e também poderão ser o assunto de uma pesquisa séria.

Sentimos que isso é essencial tanto no tratamento da dependência química como no da emergência espiritual para a pessoa em crise, assim como para seus familiares, para que tenham consciência da ligação entre os dois tratamentos.

Se a pessoa estiver numa emergência espiritual, é preciso tomar cuidado com o abuso de drogas, (em especial quanto às permitidas por lei como alcool e tabaco); se tiver problemas com dependência química, poderá ser-lhe útil procurar por outros indícios de uma emergência espiritual.

É importante para os profissionais que trabalham na área do vício reconhecer e encorajar as dimensões intuitivas, criativas e espirituais dos seus clientes e oferecer-lhes programas nos quais esses aspectos possam ser desenvolvidos.

O fato de o alcoolismo e de a dependência de drogas, assim como de outros vícios, serem em muitos casos uma forma de emergência espiritual, tem implicações de longo alcance. Por exemplo, há milhões de pessoas nos Estados Unidos, na União Soviética, no Japão, na Europa e na Austrália, assim como em outras regiões do mundo, que estão sofrendo a destruição causada pelo vício que leva ao alcoolismo e outras drogas.

Um dos nossos sonhos é que, com uma orientação dedicada e com compreensão, cada um dos incontáveis viciados e alcoólatras que estão oscilando à margem do renascimento dêem o passo em direção a um estilo de vida espiritual; talvez, se essas pessoas encontrarem um grau de serenidade interior, terão um impacto positivo na comunidade mundial enquanto ela luta pela paz.

 

Ribeirinhos de Porto Velho, vítimas das Usinas do Madeira, foram massacrados com a remoção à Nazismo!

por: Roberto Lazaro Silveira

Clique aqui para salvar meu artigo científico sobre o tema.

Modernizando as Usinas Hidrelétricas existente no Brasil, que foram construídas antes da sacanagem com o Rio Madeira, torna-se possível aumentar a produção de energia elétrica até a estratosfera. Mas, em um país do PCC/FARC/PT/PMDB/PSDB, ou seja, sem oposição, quanto vale a cultura, a natureza e a vida das minorias?

Então tomei a decisão de realizar este artigo acima em homenagem àqueles que lutam contra as excessões de uma República. O estudo comprovou através de uma análise do inconsciente dos mesmos, que os danos psicológicos possuem o potencial de destruir toda a descendência Ribeirinha por estarem ligados aos mais profundos desejos de permanência no local e usurparem o lar doce lar.

Retiraram o habitat natural, colocaram os mesmos em apartamentos minúsculos e o governo diz que irá providenciar cultura e educação para todos. Uma violência a mais, pois, não foram perguntados se queriam a nossa cultura!

 

Janelas Modernas: Fofoqueiras Windows adotam as Janelas com vista para o Facebook, Twitter, etc.

por: Roberto Lazaro Silveira

Então vamos para o lado bibliográfico da coisa: Segundo Carlos Byingto, psiquiátra Junguiano, criador da Psicologia Byingtoniana que apresenta a Sombra e Persona Patológicas dentre outros conceitos modificados, a fofoca pode não ser boa coisa! “Os símbolos se expressam de forma inadequada por estarem indiscriminados. A fofoca, como meio de comunicação marginal e semi-sigilosa (segredo é o que se conta para uma pessoa de cada vez), é ideal para a comunicação sombria”.

Explicando a citação acima para os não Psicólogos ou que não conhecem a psicologia Junguiana e quanto menos Byitoniana: Os símbolos interagem com nossa realidade inconsciente, sendo assim possuem a parte profana, sombria no sentido de patológica o joio no meio do trigo.

Abaixo um trecho do capítulo que o Brilhante Carlos Byington dedicou à fofoca. Este trecho foi retirado do livro Estruturas da Personalidade – Persona e Sombra que ganhei do Gigante Carlos Byington, autografado pelo mesmo cara a cara comigo! Convido então para a leitura do trecho abaixo com pequenos comentários meus entre parênteses, boa leitura.

A fofoca, às vezes, contamina a atmosfera social com tanta sombra (patológica), que esta pode subitamente estourar em escândalos e invadir a consciência coleliva através da difamação e da calúnia.

A fofoca simboliza muito bem as vantagens e desvantagens da comunicação social. Por um lado, se não fosse por ela, muitos desses símbolos não seriam expressos e a psique individual e coletiva ficareia sem uma carga preciosa de energia diferenciadora.

Nesse sentido, a fofoca é um verdadeiro antídoto higiênico da persona defensiva e posuda, que varre o lixo para debaixo do tapete e arrisca apodrecer o edifício (a igreja, o colégio, o trabalho).

Só que, a fofoca, ao invés de levantar o tapete e varrer a sala, liga o ventilador com a ponta do tapeta levantada, enquanto a família está dormindo. No dia seguinte…

O fofoqueiro é, de um modo geral, um covarde e um manipulador. Quando fofocamos subtraímos ao ego a dignidade do relacionamento humano, pois a franqueza é uma das funções simbólicas mais corajosas e pujantes.

Saímos da luz do sol para conversarmos ao abrigo fedorento dos esgotos, que sujeitam o símbolo da mensagem, por mais pujante e necessária que seja para a vida psíquica, a veicular toda sordidez e imundície de que é capaz a alma.

Todos fofocamos pelo simples fato que todos temos sombra e os símbolos da sombra se expressam à sua maneira.

O oposto da fofoca é a comunicação direta, franca e corajosa que elabora e humaniza os símbolos, pois permite ao outro se colocar e elaborar na discriminação. Quanto isso acontece, a sombra se torna luz. Pena é que tantos não aquentam dar ou receber a verdade e, por isso, favorecem a continuação da fofoca e a propagação da sombra (patológica).

Simbolicamente, a fofoca se enraíza no inconsciente coletivo, na sombra do arquétipo do intermediador, tão bem expresso por Hermes, o guia das almas e deus do comércio (das transações) e por Exu no candomblé ioruba-nagô. Trata-se aqui da imagem mitológica da comunicação. Hermes é o mensageiro de Zeus; Exu, orixá das encruzilhadas, abre os trabalhos de comunicação e culto aos orixás.

Ora, o fenômeno da comunicação diz respeito à própria essência da elaboração simbólica que transforma energia inconsciente em consciente. Simbolicamente, podemos falar na transformação psicológica da escuridão na luz, equivalente ao crescimento da consciência individual e coletiva.

Mas, para isso, há que se mergulhar na escuridão, lá mesmo onde floresce o lótus e fedem os esgotos. Isso explica por que os deuses intermediadores ligam-se na marginalidade com o arquétipo do trickster, do bufão. Hermes começa a roubar logo depois de nascer. Exu, frustrado, é um aprontador pior que o saci endiabrado.
A sombra do intermediador é proporcional ao seu poder.

Ao indiscriminar sua função, Hermes pode soltar almas penadas entre nós ao invés de conduzi-las ao outro mundo. É o que faz o fofoqueiro muitas vezes, fato expresso, em grau extremo na magia negra, pelos feiticeiros que invocam as almas nos cemitérios para fazer o mal contra uma pessoa viva.

Cristo é também expressão do arquétipo de intermediador no dinamismo de alteridade, cuja sombra comentaremos adiante.

A sombra da confissão cristã desrespeitada pode se tornar diz-que-diz-que e fofoca. O mesmo acontece com o analista que abre o segredo de seus clientes. Colhido pela sombra, o sacerdote intermediador entre os abismos da alma a consciência se transforma num perigoso e desprezível alcoviteiro e fofoqueiro. Para comprar e/ou baixar grátis alguns textos do Carlos Byington visite o site: http://www.carlosbyington.com.br/home.html

 

Documentários sobre Psiquiatria

por: Roberto Lazaro Silveira

A Comissão dos Cidadãos para os Direitos Humanos conta com a colaboração de Médicos Psiquiátras do mundo todo (muitos deles são Phds, Doutores e Especialistas na matéria discutida) para publicar alguns Documentários em vídeos e livros. São realmente impressionantes por serem fundamentados em provas como filmagens. Entrevistam alguns charlatões em seguida Psiquiátras sérios e dignos. Também trazem julgamentos e condenações – Trata-se realmente de fatos reais. Também apresentam processos contra médicos envolvidos com fraudes da indústria farmacêutica e muito mais!

Geralmente os vídeos estão presentes no Youtube. Os documentários contam com a participação de médicos Phds do mundo todo. Clique aqui para visitar o site! – Veja uma amostra abaixo retirada do Youtube: “Psiquiatria: Sem ciência sem cura”

http://youtu.be/AK6IoE2WT0g

 

Como entrar com ação no Juizado Especial Federal Cível sem advogado

por: Roberto Lazaro Silveira

O próprio cidadão pode entrar com ação nos Juizados Especiais Federais, sem necessidade de contratar um advogado. O cidadão pode, também, ser representado por um outro cidadão comum, desde que passe a ele uma procuração para abrir o processo.

Quem não tem advogado, deve seguir os seguintes passos para entrar com uma ação:

1° Passo – No Setor de Triagem- Em primeiro lugar, a pessoa deve comparecer ao Juizado, se dirigir ao Setor de Triagem e dizer ao funcionário qual é o seu pedido, explicando qual a providência que ele quer com a ação. O funcionário vai analisar esse pedido e verificar se a ação pode ser ajuizada nos Juizados Especiais. O funcionário também orientará o cidadão sobre os documentos que deve trazer. Se a ação não for da competência do Juizado (não puder ser julgada por ele), o cidadão será encaminhado, se for o caso, a outros órgãos do Poder Judiciário para a solução do seu problema.

2° Passo – No Setor de Atermação – Depois de passar pelo Setor de Triagem, e já de posse dos documentos necessários, o cidadão é encaminhado ao Setor de Atermação, onde deve fornecer informações como o seu nome, profissão, endereço, os motivos do seu pedido, tudo de forma simples. Se não souber o valor da ação, ele poderá ser calculado no próprio Juizado. Depois disso, o funcionário vai “reduzir a termo” o pedido, ou seja, vai escrevê-lo em formulários próprios. É o começo do processo.

São documentos obrigatórios a cópia da carteira de identidade e do CPF, bem como outros que tenham relação com o processo como, por exemplo, cópia de documentos administrativos, de contrato, de demonstrativo de cálculo, de PIS, de orçamentos, de notas fiscais, de contracheques, de atestados, de boletins de ocorrência ou perícia, da carta de concessão etc. No link Juizados Cíveis – Documentos Necessários, constam os documentos que devem ser fornecidos de acordo com o tipo de ação que se deseja propor.

Quando o pedido é escrito (petição) e assinado por advogado, não haverá necessidade de ser transcrita no Setor de Atermação, sendo entregue e protocolizada diretamente no setor próprio.

Audiência de Instrução e Julgamento

Após a entrada da ação, sendo necessária, será marcada uma audiência chamada Audiência de Instrução e Julgamento, onde devem estar presentes o autor e o réu do processo. O réu será citado (chamado) para comparecer à audiência e apresentar sua defesa, com antecedência mínima de trinta dias. O cidadão será informado da data e da hora da audiência, por telefone ou por carta dos Correios, tendo direito de apresentar três testemunhas para a audiência. Se já souber a qualificação completa (dados pessoais) e o endereço de suas testemunhas, deve fornecer os seus nomes no dia que entrar com a ação; caso contrário, deve trazer os dados até 10 (dez) dias antes da audiência.

Em alguns casos, não há necessidade de audiência. O réu será apenas citado para contestar a ação (ou seja, para apresentar sua defesa) no prazo de 30 dias.

Após a audiência, se houver, e apresentação de defesa pelo réu, o juiz vai examinar o caso e dar a decisão chamada de sentença. Uma cópia da sentença será enviada pelo correio ao autor da ação (quando este não tem advogado) e será publicada no Diário Oficial

Justiça e Defesa Gratuitas

É bom lembrar que, na primeira fase do processo – ou seja, desde quando a pessoa entra com o seu pedido até o julgamento desse pedido pelo juiz – não se paga absolutamente nada; apenas se a pessoa entrar com recurso contra a sentença, poderá haver despesas processuais. Mas, nesse caso, quem não puder pagar pode pedir ao juiz o benefício da assistência judiciária gratuita e, sendo concedida, não terá nenhuma despesa.

Na primeira fase do processo também não é necessário contratar advogado. Mas na segunda fase do processo – se for preciso entrar com recurso contra a sentença – será obrigatório ser representado por um advogado.

O recurso é uma segunda chance para quem perdeu a ação, é um pedido de revisão da sentença, e somente um advogado pode entrar com esse pedido. Caso o cidadão não tenha condições financeiras para contratar um advogado, um Defensor Público (advogado aprovado em concurso público) ou um advogado dativo (nomeado pelo juiz) vai atuar no processo e defender a causa do cidadão sem cobrar nada.

Fonte: http://www.jfmg.jus.br/JEF/Civel/como_entrar.htm – Acessado em 13 nov. 2011.

 

Teoria dos Cinco Elementos: Ciclos de Controle e Produção e Sistemas de Órgão e Vísceras Associados.

por: Roberto Lazaro Silveira

GERAÇÃO: A madeira queima e produz Fogo e de suas cinzas surge a Terra, dentro da qual se condensa o Metal que elimina a Água, da qual brota Madeira. E o ciclo recomeça. Em outras palavras: Madeira nutre Fogo, que gera Terra, que nutre Metal, que gera Água que nutre Madeira.
CONTROLE: Água apaga fogo, que funde Metal, que corta Madeira, que esgota Terra, que consume Água, e assim novamente. Ou seja, Madeira inibe Terra, que inibe Água, que inibe Fogo, que inibe Metal, que inibe Madeira.

ELEMENTO MADEIRA: Tem como característica a Essência da Vida, o Crescimento, o Grupo, a Socialização das pessoas.

  • FÍGADO – É o centro do metabolismo. Ele coordena e determina o ritmo de atividade dos demais órgãos do corpo. É um órgão de eliminação de toxinas e resíduos em todos os níveis: físico, mental e psíquico. Pode acumular tensões provenientes de raiva e aborrecimentos.

O meridiano comanda as múltiplas funções do fígado, especialmente as relacionadas com o metabolismo, a sexualidade, a musculatura e a acuidade visual. Age sobre as dores no fígado e estômago. Atua nas moléstias da parte inferior do corpo.

  • VESÍCULA BILIAR – Comanda a função biliar total: sistema excretor e secretor, intra e extra-hepático; é um órgão de eliminação.

É denominado “o meridiano dos hipocondríacos”. É indicado no tratamento das doenças psicossomáticas; age sobre a coragem e o espírito de determinação, sobre as dores nos olhos, dificuldades de audição, tonturas, depressão, enxaquecas. Pode acumular disfunções provenientes de muita dúvida.

O elemento madeira está associado à direção ou ponto cardeal Leste, que, segundo a definição, é o ponto onde o sol nasce. O elemento do nascimento. Do ponto-de-vista dos ciclos produtivos, da natureza ou do Homem, é o momento de germinação, onde grãos, sementes, seres começam a brotar. É a primavera, primeira estação.

O fígado está ligado ao Yin e a vesícula biliar Yang. Aos mau homorados a antiga sabedoria popular diz: “Está ruim do fígado!”. Após consumir muita bebida alcólica a ressaca deixa a pessoa irritada, mau-humorada, deprimida, etc, pois, o fígado foi castigado e as emoções desse elemento são a raiva e a depressão. Entre as várias funções do órgão relacionadas pela medicina ocidental existem as funções de conhecimento milenar como a do equilíbrio emocional.

ELEMENTO FOGO: IMPERIAL – Caracteriza o calor psíquico e emoções superiores, a regência, a micro-associações de pessoas.

  • CORAÇÃO – Faz circular os produtos do metabolismo. Representa o centro do amor e segurança.

O meridiano comanda a função cardíaca. Age sobre a temperatura do corpo e uma parte do psiquismo: a coragem moral. Atua sobre a boca e garganta, dor ou frio no braço esquerdo.

  • INTESTINO DELGADO – Órgão de eliminação e de transformação da energia dos alimentos. Representam a libertação dos desperdícios.

O meridiano atua sobre o intestino delgado e sua função de absorção dos alimentos transformados no estômago. Relaciona-se à compreensão dos princípios superiores e à nutrição espiritual (separa o puro do impuro). Atua na surdez, olhos amarelados, dor no cotovelo, na nuca, inchação no rosto.

ELEMENTO FOGO: MINISTERIAL – Caracteriza-se pela energia de reserva para os demais meridianos, porta da vida é o “Embaixador da Felicidade e da Alegria”.

  • CIRCULAÇÃO-SEXO – Representa uma função reguladora da sexualidade e das secreções sexuais internas e externas; atua sobre o coração, a circulação e os órgãos sexuais.

Relaciona-se com a atividade parassimpática e com o transporte de hormônios, enzimas e produtos do metabolismo intermediário através da circulação sangüínea. Atua sobre axilas inchadas, cãibras, peito inchado, sensação geral de melancolia.

  • TRIPLO-AQUECEDOR – Representa uma função reguladora do equilíbrio térmico; é responsável pela produção do calor animal resultante da transformação energética dos alimentos.

Relaciona-se com a circulação e as seguintes etapas do processo metabólico:

  1. Respiração;
  2. Digestão: auxilia a digestão do Intestino Delgado e conduz os produtos do processo digestivo para os Pulmões;
  3. Sistema Genito-Urinário: responsável pela excreção dos detritos.

A sabedoria milenar oriental conhece o trajeto de energia do coração à língua. Jesus Cristo quando dizia que a boca fala do que o coração está cheio percebera também alguma ligação.

ELEMENTO TERRA: Caracteriza o desenvolvimento físico do corpo; o intelecto, a espiritualidade.

  • BAÇO-PÂNCREAS – Retém energia de reserva. É o órgão da resistência a mudanças.O meridiano atua sobre a função combinada dos órgãos: o baço regula o sangue e o pâncreas regula as reservas de glicogênio (depositado no fígado) através da secreção de insulina. Age sobre o desenvolvimento mental, moral e intelectual; sobre o sistema genital e seu psiquismo. Atua nos enjôos, soluços, indigestão, diarréia, indisposição geral. Age também nas moléstias da parte central do corpo.
  • ESTÔMAGO – Recebe alimentos e os prepara para o metabolismo. É a relação administrativa das idéias e dos pensamentos.

O meridiano atua sobre o estômago e o duodeno nas suas funções digestivas transformadoras do alimento; relaciona-se à digestão física, mental e psíquica (a habilidade de digerir a vida); atua nas dores de cabeça, calafrios e flatulência. Atua nas moléstias da parte frontal do tórax.

Está relacionado com a estabilização energética que antecede o movimento. Muito apropriadamente o elemento Terra é o da capacidade de concentração e de meditação, racionalização, reflexão, ou seja, “colocar os pés na terra”.

ELEMENTO METAL: Caracteriza os produtos da terra; o ar e a energia prânica, os valores pessoais relativos à riqueza.

  • PULMÃO – Recebe o oxigênio para o metabolismo; é um órgão de reserva de energia vital e da habilidade de aceitar a vida.

O meridiano atua sobre os pulmões e as vias respiratórias na sua função de absorção e eliminação de substâncias gasosas; estimulado, age sobre todas as deficiências respiratórias.

  • INTESTINO GROSSO – Expele o desnecessário para o metabolismo; órgão de eliminação afeta toda a eliminação através do corpo (pele, muco etc.). Eliminação de coisas velhas e não mais desnecessárias.

O meridiano atua sobre o intestino grosso e suas funções de absorção líquida e eliminação de resíduos pesados; atua nas moléstias da parte superior do corpo.

Sua direção Oeste nos aponta para um movimento descendente, crepuscular, onde o sol se põe e o dia vai cedendo lugar à noite. Daí a emoção melancolia. O pulmão está responsável pelo Yin, a víscera e o intestino grosso ao Yang. Ambos funcionam para coletar o necessário e descartar o desnecessário assim como os restos do que foi processado pelo organismo.

Está associado ao outono: No clima chines é tempo de colheita, das folhas secas que caem, época, portanto, da secura em oposição à umidade do elemento Terra. É o elemento da maturidade.

ELEMENTO ÁGUA: Condutor básico, ou químico, da vida; é a fonte da existência física, da vida.

  • RINS – Órgão de energia de reserva, expelem os subprodutos do metabolismo. É o órgão do desapontamento, da tristeza e melancolia.

O meridiano atua sobre os rins e as glândulas supra-renais, contribuindo para a purificação do sangue e para a regulação de todos os líquidos do corpo. Relaciona-se diretamente com a energia sexual e problemas genitais, apetite sexual, medo, insegurança, determinação.

  • BEXIGA – Órgão de eliminação de toxinas liquidas e emoções negativas (Yin). Está relacionado com medo extremo, negação da própria vida.

O meridiano comanda toda a função eliminadora renal, e atua diretamente sobre o psiquismo; regula as inconstâncias de caráter causadas por doenças prolongadas. Ação para olhos doloridos, hemorróidas, rupturas, dedos dos pés duros, dores nas articulações e dores de cabeça. Atua nas moléstias das costas.

O elemento água está ligado ao inverno e aponta para o norte, representa dentro dos ciclos produtivos da natureza, a época em que a semente repousa sob o solo, aguardando mais um ciclo de germinação e renovação. Momento de estocagem dos alimentos, de recolhimento. A noite. Neste período não agimos, mas sim, repousamos para reativar nossas energias e baterias para outro dia. É ao mesmo tempo fim e recomeço dando origem a novo ciclo.

 

Agradecimento aos meus alunos de Psicologia Criminal

por: Roberto Lazaro Silveira

Gostaria de tornar público através deste espaço meus agradecimentos aos alunos da Academia de Agente Penitenciário e Socioeducador da Secretaria de Estado da Justiça de Rondônia onde tive a enorme satisfação em ministrar Noções de Psicologia Criminal para 120 (cento e vinte) alunos distribuidos nas turmas A, B e C.

PARABÉNS AOS FORMANDOS!

 

O Efeito dos Seis Sabores no Organismo Segundo a Ayurveda

por: Roberto Lazaro Silveira

O nosso cérebro é capaz de distinguir seis sabores básicos através da decodificação de sinais capatados pelas papilas gustativas: o doce, o salgado, o ácido, o amargo, o adstringente e o picante. Somos capazes de equilibrar nosso organismo através do correto consumo de alimentos que oferecem estes sabores, no entanto, é necessário diagnosticar qual órgão ou sistema está sobregarregado, qual está sendo danificado pela sobregarga de outro sistema, quais as consequências em nosso psiquismo assim como no nosso corpo.

Este diagnóstico é realizado através de várias técnicas fundamentadas na teoria do Ying e do Yang, cinco elementos, fluidos corporais, etc. São algumas delas: Pulsologia, diagnóstico pelo aspecto da lingua, questionários, etc. Após diagnosticar qual sistema deve ser fortalecido e/ou qual deve ser enfraquecido elabora-se uma diéta baseada na ação dos sabores.

Ações do sabor doce

Produz grande força nos tecidos. É muito valioso para as crianças, idosos e para a regeneração de tecidos. É bom para a pele, cabelos, etc. Fortalece a garganta, aumenta a produção do leite, regenera os ossos. Não é de fácil digestão, mas, prolonga a vida e ajuda nas suas atividades. O sabor doce é oleoso. O uso excessivo causa doenças como a obesidade, a inconsciência, o diabetes, o aumento das glândulas do pescoço, etc.

Ações do sabor ácido ou azedo

Este sabor estimula a atividade digestiva. É gorduroso, bom para o coração, digestivo, estimulante do apetite, frio ao tato (refrescante em aplicações externas, alivia a sensação de queimação), causa umidificação, é de fácil digestão. Usado em excesso, causa flacidez do corpo, perda de força, cegueira, tonteira, coceira (irritação), palidez (descoloração amarelo-esbranquiçada como na anemia), herpes, inchaços, varíola, sede e febre.

Ações do sabor salgado

Este sabor remove a rigidez, limpa as obstruções dos canais e poros, aumenta a atividade digestiva, causa sudorese, penetra nos tecidos, melhora o sabor, causa lacerações e erupções na pele. Usado em excesso, causa aumento de sangue, calvície, embranquecimento do cabelo, rugas na pele, secura, doenças da pele, herpes e diminuição da força do corpo.

Ações do sabor amargo

Este sabor em si não é apreciado. Ele age na anorexia, em vermes (bactérias, parasitas), na perda de consciência, na febre, na náusea, na gordura, na gordura do músculo, na medula, nas fezes e na urina, assim como na sensação de queimação. Seca a umidade e a gordura. É facilmente digerível. Aumenta a inteligência. Limpa o leite do peito e a garganta. Quando usado em excesso, causa depleção dos tecidos.

Ações do sabor picante

Este sabor cura doenças da garganta, erupções alérgicas, hidropisia e outras doenças da pele, inchaço (edema). Também reduz o inchaço de úlceras, seca a gordura e a umidade, aumenta a fome. É digestivo, melhora o paladar, seca a umidade da comida, rompe massas duras. Usado em excesso, causa secura, depleção do esperma, desmaio, tremores e dores na cintura e nas costas.

Ações do sabor adstringente

Não é facilmente digerível. Limpa o sangue, causa compressão e cicatrização de úlceras (feridas). Também seca a umidade e a gordura, retardando a digestão de comidas indigestas, absorvendo água e causando constipação. Este sabor causa secura e limpa muito a pele. Seu uso excessivo causa a permanência da comida sem digestão, flatulência, dor na região do coração, secura, perda de virilidade, obstrução dos canais e constipação.

 

30 sintomas que podem caracterizar uma mentira

por: Roberto Lazaro Silveira

1. A pessoa fará pouco ou nenhum contato direto nos olhos;
2. A expressão física será limitada, com poucos movimentos dos braços e das mãos. Quando tais movimentos ocorrem, eles parecem rígidos e mecânicos. As mãos, os braços e as pernas tendem a ficar encolhidos contra o corpo e a pessoa ocupa menos espaço;
3. Uma ou ambas as mãos podem ser levadas ao rosto (a mão pode cobrir a boca, indicando que ela não acredita – ou está insegura – no que está dizendo). Também é improvável que a pessoa toque seu peito com um gesto de mão aberta;
4. A fim de parecer mais tranqüila, a pessoa poderá se encolher um pouco;
5. Não há sincronismo entre gestos e palavras;
6. A cabeça se move de modo mecânico;
7. Ocorre o movimento de distanciamento da pessoa para longe de seu acusador, possivelmente em direção à saída;
8. A pessoa que mente reluta em se defrontar com seu acusador e pode virar sua cabeça ou posicionar seu corpo para o lado oposto;
9. O corpo ficará encolhido. É improvável que permaneça ereto;
10. Haverá pouco ou nenhum contato físico por parte da pessoa durante a tentativa de convencê-lo;
11. A pessoa não apontará seu dedo para quem está tentando convencer;
12. Observe para onde os olhos da pessoa se movem na hora da resposta de sua pergunta. Se olhar para cima e à direita, e for destra, tem grandes chances de estar mentindo.
13. Observe o tempo de demora na resposta de sua pergunta. Uma demora na resposta indica que ela está criando a desculpa e em seguida verificando se esta é coerente ou não. A pessoa que mente não consegue responder automaticamente à sua pergunta.
14. A pessoa que mente adquire uma expressão corporal mais relaxada quando você muda de assunto.
15. Se a pessoa ficar tranqüila enquanto você a acusa, então é melhor desconfiar. Dificilmente as pessoas ficam tranqüilas enquanto são acusadas por algo que sabem que são inocentes. A tendência natural do ser humano é manter um certo desespero para provar que é inocente. Por outro lado, a pessoa que mente fica quieta, evitando a todo custo falar de mais detalhes sobre a acusação;
16. Quem mente utilizará as palavras de quem o ouve para afirmar seu ponto de vista;
17. A pessoa que mente continuará acrescentando informações até se certificar de que você se convenceu com o que ela disse;
18. Ela pode ficar de costas para a parede, dando a impressão que mentalmente está pronta para se defender;
19. Em relação à história contada, o mentiroso, geralmente, deixa de mencionar aspectos negativos;
20. Um mentiroso pode estar pronto para responder as suas perguntas, mas ele mesmo não coloca nenhuma questão.
21. A pessoa que mente pode utilizar as seguintes frases para ganhar tempo, a fim de pensar numa resposta (ou como forma de mudar de assunto): “Por que eu mentiria para você?”, “Para dizer a verdade…”, “Para ser franco…”, “De onde você tirou essa idéia?”, “Por que está me perguntando uma coisa dessas?”, “Poderia repetir a pergunta?”, “Eu acho que este não é um bom lugar para se discutir isso”, “Podemos falar mais tarde a respeito disso?”, “Como se atreve a me perguntar uma coisa dessas?”;
22. Ela evita responder, pedindo para você repetir a pergunta, ou então responde com outra pergunta;
23. A pessoa utiliza de humor e sarcasmo para aliviar as preocupações do interlocutor;
24. A pessoa que está mentindo pode corar, transpirar e respirar com dificuldade;
25. O corpo da pessoa mentirosa pode ficar trêmulo: as mãos podem tremer. Se a pessoa estiver escondendo as mãos, isso pode ser uma tentativa de ocultar um tremor incontrolável.
26. Observe a voz. Ela pode falhar e a pessoa pode parecer incoerente;
27. Voz fora do tom: as cordas vocais, como qualquer outro músculo, tendem a ficar enrijecidos quando a pessoa está sob pressão. Isso produzirá um som mais alto.
28. Engolir em seco: a pessoa pode começar a engolir em seco.
29. Pigarrear: Se ela estiver mentindo têm grandes chances de pigarrear enquanto fala com você. Devido à ansiedade, o muco se forma na garganta, e uma pessoa que fala em público, se estiver nervosa, pode pigarrear para limpar a garganta antes de começar a falar.
30. Já reparou que quando estamos convictos do que estamos dizendo, nossas mãos e braços gesticulam, enfatizando nosso ponto de vista e demonstrando forte convicção? A pessoa que mente não consegue fazer isso.

Fonte: Mehrabian e Ferris, “Inference of attitudes from noverbal communication in two channels”, in The Journal of Counselling Psychology, vol. 31, 1967, pp. 248-52.

 

Recurso contra Psicotécnico – Agente Penitenciário

por: Roberto Lazaro Silveira

Liminar garante participação de candidato em concurso!

Por meio de uma liminar (pedido antecipado), em Mandado de Segurança – MS, um candidato ao cargo de agente penitenciário conseguiu garantir sua participação nas demais fases do concurso público. A decisão, publicada no Diário da Justiça desta terça-feira, 09/08, foi do juiz Jorge Luiz dos S. Leal, convocado para compor as Câmaras Especiais Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia.

Consta nos autos que o candidato foi aprovado nas duas primeiras fases do certame, sendo, entretanto, considerado inapto na avaliação psicológica. Diante da reprovação, ele atribuiu ilegalidade em função da ausência de previsão legal da avaliação psicológica e respectivos critérios, como condição de ingresso no cargo de agente penitenciário.

Em seu despacho, o juiz Jorge Luiz disse que a legislação apresentada apenas fala da exigência de capacidade física ou mental dos candidatos. “Isso, por si só, não pode ser cobrado como forma de se exigir o teste físico e o psicotécnico, já que a capacidade física e mental é necessária para qualquer cargo público, e nem por isso todos os cargos exigem os referidos testes”.

O magistrado fez mensão ainda a outros julgados do TJRO, no qual o entendimento foi de que “a exigência em concurso público de exame de capacidade física, depende de lei expressa, não se podendo entender que, na expressão genérica capacidade física e mental, esteja compreendido o exame físico e psicológico”.

Mandado de Segurança nrº 0008324-10.2011.8.22.0000

 

Funções das Mensagens para Jackobson

por: Roberto Lazaro Silveira

A função emotiva: A chamada função EMOTIVA ou “expressiva”, centrada no REMETENTE, visa a uma expressão direta da atitude de quem fala em relação àquilo de que está falando. Tende a suscitar a impressão de uma certa emoção, verdadeira ou simulada; por isso, o termo “função emotiva”, proposto e defendido por Marty, demostrou ser preferível a “emocional”. O estrato puramente emotivo da linguagem é apresentado pelas interjeições. Estas diferem dos procedimentos da linguagem referencial tanto pela sua configuração sonora (seqüências sonoras peculiares ou mesmo sons alhures incomuns). (pp. 123-124)

A função conativa: A orientação para o DESTINATÁRIO, a função CONATIVA, encontra sua expressão gramatical mais pura no vocativo e no imperativo, que sintática, morfológica e amiúde até fonologicamente, se afastam das outras categorias nominais e verbais. As sentenças imperativas diferem fundamentalmente das sentenças declarativas: estas podem e aquelas não podem ser submetidas à prova de verdade. (…) (pág. 125)

O modelo tradicional da linguagem, tal como o elucidou Bühler particularmente, confinava-se a essas três funções – emotiva, conativa e referencial – e aos três ápices desse modelo – a primeira pessoa, o remetente; a segunda, o destinatário; e a “terceira pessoa” propriamente dita, alguém ou algo de que se fala. Certas funções verbais adicionais podem ser facilmente inferidas desse modelo triádico. (…) (pp. 125-126)

A função fática: Há mensagens que servem fundamentalmente para prolongar ou interromper a comunicação, para verificar se o canal funciona (“Alô, está me ouvindo?”), para atrair a atenção do interlocutor ou afirmar sua atenção continuada (“Está ouvindo?” ou, na dicção shakespereana, “Prestai-me ouvidos!” – e, no outro extremo do fio, “Hm-hm!”). Este pendor para o CONTATO ou, na designação de Malinowski, para a função FÁTICA, pode ser evidenciada por uma troca profusa de fórmulas ritualizadas, por diálogos inteiros cujo único propósito é prolongar a comunicação. (pág. 126)

A função metalinguística: Uma distinção foi feita, na Lógica moderna, entre dois níveis de linguagem, a “linguagem-objeto”, que fala de objetos, e a “metalinguagem”, que fala da linguagem. Mas a metalinguagem não é apenas um instrumento científico necessário, utilizado pelos lógicos e pelos linguistas; desempenha também papel importante em nossa linguagem cotidiana. Como o Jourdain de Molière, que usava a prosa sem o saber, praticamos a metalinguagem sem nos dar conta do caráter metalinguistico de nossas operações. Sempre que o remetente e/ou o destinatário têm necessidade de verificar se estão usando o mesmo código, o discurso focaliza o CÓDIGO; desempenha uma função METALinguística (isto é, de glosa). (pág. 127)

A função poética: Destacamos todos os seis fatores envolvidos na comunicação verbal, exceto a própria mensagem. O pendor (Einstellung) para a MENSAGEM como tal, o enfoque da mensagem por ela própria, eis a função poética da linguagem. Essa função não pode ser estudada de maneira proveitosa desvinculada dos problemas gerais da linguagem e, por outro lado, o escrutínio da linguagem exige consideração minuciosa de sua função poética. Qualquer tentativa de reduzir a esfera da função poética à poesia ou de confinar a poesia à função poética seria uma simplificação excessiva e enganadora. A função poética não é a única função da arte verbal, mas tão somente a função dominante, ao passo que, em todas as outras atividades verbais, ela funciona como um constituinte acessório, subsidiário. (pp. 127-128)

O gênero poético e funções: Conforme dissemos, o estudo linguístico da função poética deve ultrapassar os limites da poesia, e, por outro lado, o escrutínio linguístico da poesia não se pode limitar à função poética. As particularidades dos diversos gêneros poéticos implicam uma participação, em ordem hierárquica variável, das outras funções verbais a par da função poética dominante. A poesia épica, centrada na terceira pessoa, põe intensamente em destaque a função referencial da linguagem; a lírica, orientada para a primeira pessoa, está intimamente vinculada à função emotiva; a poesia da segunda pessoa está imbuída de função conativa e é ou súplice ou exortativa, dependendo de a primeira pessoa estar subordinada à segunda ou esta à primeira. (pág. 129)
Em resumo, a análise do verso é inteiramente da competência da Poética, e esta pode ser definida como aquela parte da Linguística que trata a função poética em sua relação com as demais função da linguagem. A Poética, no sentido mais lato da palavra, se ocupa da função poética não apenas na poesia, onde tal função se sobrepõe às outras função das linguagem, mas também fora da poesia, quando alguma função se sobreponha à função poética. (pág. 132)

É preciso esclarecer, porém, que as seis funções não se excluem – dificilmente temos, em uma mensagem, apenas uma dessas funções. Entretanto, é engano pensar que todas estejam presentes simultaneamente. O que pode ocorrer é o domínio de uma das funções; assim, temos mensagens predominantemente referenciais, predominantemente expressivas.

Bibliografia: JAKOBSON, Roman. Linguística e Comunicação. São Paulo, Cultrix, 2005.

 

Algumas palavras utilizadas por Piaget em suas teorias

por: Roberto Lazaro Silveira

TERMOS PIAGETIANOS

– Abertura:
realização das possibilidades operativas de uma estrutura de comportamento (verbal, motora e mental).

– Acomodação:
reestruturação dos esquemas de assimilação. O novo conhecimento representa a acomodação.

– Adaptação:
movimento de equilíbrio contínuo entre a assimilação e a acomodação. O indivíduo modifica o meio e é também modificado por ele.

– Animismo:
concepção de objetos inanimados com vida ou intencionalidade. Por exemplo: quando a criança diz que “o carro do papai foi dormir na garagem”.

– Aprendizagem:
modificação da experiência resultante do comportamento.
No sentido restrito (específico) aprender que alguma coisa se chama “lua”, “macaco”.
No sentido amplo “aprender a estruturar todos os objetos no universo em sistemas hierárquicos de classificação” (Kamii, 1991: 22). É desenvolvimento.

– Assimilação:
incorporação da realidade aos esquemas de ação do indivíduo ou o processo em que o indivíduo transforma o meio para satisfação de suas necessidades. O conhecido (conhecimento anterior) representa a assimilação. Só há aprendizagem quando os esquemas de assimilação sofrem acomodação. Assimilação e acomodação são processos indissociáveis e complementares.

– Auto-regulação:
características que as estruturas tem de se ordenarem e organizarem a si mesmas.

– Causalidade:
interação entre objetos.
Como vínculo causal – é afirmar a relação entre antecedente e conseqüente como necessária (dado A . B é inevitável, não pode deixar de ser).
Como uma espécie particular de síntese, constituindo no fato de que a alguma coisa A, outra coisa completamente diferente, B, liga-se seguindo uma regra (no sentido lógico-matemático).

– Centração:
fixação da atenção em um só aspecto da totalidade, isto é, do objeto ou da situação (Ramozzi-Chiarottino, 1988: 37-43).

– Cibernética:
a ciência e a arte da auto-regulação.

– Condutismo, culturalismo ou behaviorismo:
teoria psicológica que sustenta que o desenvolvimento do comportamento humano é determinado pelas condições do meio em que o organismo está inserido. Esta teoria valoriza o meio ou a aprendizagem por condicionamento;

– Conservação:
uma invariante que permite a formação de novas estruturas.
“A invariância é a conservação. A estrutura é apenas um patamar: o funcionamento levará à formação de novas estruturas” (Lima, 1980: 56)
Pode ser observada na área:
Lógico-matemática: conservação dos números, etc.
Físicas: Substância, peso, volume, etc.
Espaciais: Medida, área, etc.

– Construtivismo:
o desenvolvimento da inteligência é como se fosse uma construção realizada pelo indivíduo.
“refere-se ao processo pelo qual o indivíduo desenvolve sua própria inteligência adaptativa e seu próprio conhecimento” (Kamii, 1991: 21).
“um construtivismo, com a elaboração contínua de operações e de novas estruturas. O problema consiste, pois, em compreender como se efetuam tais criações e por que, ainda que resultem construções não-pré-determinadas, elas podem acabar por se tornarem lógicamente necessárias” (Piaget apud Piattelli-Palmarini, 1983: 39).
… “é de natureza construtivista, isto é, sem pré-formação exógena (empirismo) ou endógena (inatismo) por contínuas ultrapassagens das elaborações sucessivas, o que do ponto de vista pedagógico leva incontestavelmente a dar ênfase nas atividades que favoreçam a espontaneidade na criança” (Piaget, 1908)

– Construtivismo seqüencial:
o desenvolvimento da inteligência faz-se por complexidade crescente, onde um estágio (nível) é resultante de outro anterior.

– Desequilíbrio:
é a ruptura do estado de equilíbrio do organismo e provoca a busca no sentido de condutas mais adaptadas ou adaptativas. Assim, educar seria propiciar situações (atividades) adequadas aos estágios de desenvolvimento, como também, provocadoras de conflito cognitivo, para novas adaptações (atividades de assimilação e acomodação). O que vale também simplesmente dizer que educar é desequilibrar o organismo (indivíduo).

– Desenvolvimento:
é o processo que busca atingir formas de equilíbrio cada vez melhores ou, em outras palavras, é um processo de equilibração sucessiva que tende a uma forma final, ou seja, a aquisição do pensamento operatório formal. Pode-se dizer ainda que é a construção de estruturas ou estratégias de comportamento. Gira em torno da atividade do organismo que pode ser motora, verbal e mental. É a evolução do indivíduo.

– Dinâmica de grupo:
“A expressão ‘dinâmica de grupo’ refere-se a vários tipos de atividades exercidas por treinadores sobre grupos humanos” (Lima, 1980: 73).

– Epistemologia:
(epistemo = conhecimento; e logia = estudo) estudo do conhecimento.

– Epistemologia genética:
estudo de como se passa de um conhecimento para outro conhecimento superior.

– Equilibração:
concepção global do processo de desenvolvimento e de seus resultados estruturais sucessivos. O processo de equilibração define as regras de transição que dirigem o movimento de um estágio a outro dentro do desenvolvimento (Azenha, 1993). Ou refere-se ao processo regulador interno de diferenciação e coordenação que tende sempre para uma melhor adaptação (Kamii, 1991: 30).

– Equilibração majorante:
mecanismo de evolução ou desenvolvimento do organismo. É o aumento do conhecimento.

– Esquema:
modelo de atividade que o organismo utiliza para incorporar o meio.

– Estágios:
patamares de desenvolvimento que se dá por sucessão.

– Estrutura:
um conjunto de elementos que se relacionam entre si. A modificação de um gera a modificação do outro. Ou ainda, “é um conjunto de elementos relacionados entre si de tal forma que não se podem definir ou caracterizar os elementos independentemente destas relações” (Ramozzi-Chiarottino, 1988: 13).

– Evolução:
processo de organização em níveis progressivamente superiores.

– Experiência:
contato do organismo com a realidade ou a interação do sujeito com o objeto.

– Função semiótica:
capacidade que o indivíduo tem de gerar imagens mentais de objetos ou ações.
“A função semiótica começa pela manipulação imitativa do objeto e prossegue na imitação interior ou diferida (imagem mental), na ausência do objeto. É a função semiótica que permite o pensamento”. (Lima, 1980: 102)

– Funcionamento:
capacidade que o organismo tem de adquirir determinada ordem na maneira de agir.

– Imagem mental:
é um produto da interiorização dos atos de inteligência. Constitui num decalque, não do prórpio objeto, mas das acomodações próprias da ação que incidem sobre o objeto. Cópia do objeto realizada através do sensório-motor. É a imagem criada na mente de um objeto ou ação distante.

– Inatismo:
teoria psicológica que sustenta que o desenvolvimento do comportamento humano dá-se a partir de condições internas do próprio organismo, como se este já trouxesse dentro de si as possibilidades de seu desenvolvimento. Esta teoria valoriza a maturação do organismo;

– Inovação:
reorganização em nível superior.

– Inteligência:
capacidade de adaptação do organismo a uma situação nova.
Ou, “a inteligência é uma adaptação” (Piaget, 1982).
Ou, “dizer que a inteligência é um caso particular da adaptação biológica é, pois, supor que ela é essencialmente uma organização e que sua função é a de estruturar o universo como o organismo estrutura o meio imediato” (Piaget, 1982).

– Interacionismo:
teoria psicológica que sustenta que o desenvolvimento do comportamento humano é uma construção resultante da relação do organismo com o meio em que está inserido. Esta teoria valoriza igualmente o organismo e o meio.

– Interesse:
sintoma da necessidade.

– Intuição:
é uma representação construída por meio de percepções interiorizadas e fixas e não chega ainda ao nível da operação. Ou, é um pensamento imaginado… incide sobre as configurações de conjunto e não mais sobre simples coleções sincréticas simbolizados por exemplares tipos.

– Jogo simbólico:
reprodução de situações já vividas pelo indivíduo através de imagens mentais.
(no jogo simbólico) “a representação é nítida e o significante diferenciado pode ser um gesto imitativo, porém acompanhado de objetos que vão se tornando simbólicos” (Piaget, Inhelder, 1989: 48).

– Liberdade:
estado de pleno funcionamento do organismo.

– Liderança:
permissão dada pelo grupo para que cada um de seus componentes utilize suas aptidões para comandar este grupo, quando a situação exigir, e ele seja o mais indicado para tal situação.

– Logicização:
processo de transformar o pensamento simbólico e intuitivo em pensamento operatório.

– Microssociologia:
área de estudo das relações de interação, de um indivíduo com os outros.

– Motivação:
sentimento de uma necessidade.

– Necessidade:
desequilíbrio na organização interna do organismo.

– Nominalismo:
“convicção de que os nomes (palavras) estão ligados, essencialmente, às coisas (pensamento pré-lógico)” (Lima, 1980: 134).

– Operação:
“ação interiorizada que alcançou as características do ‘grupo’ matemático (reversibilidade, associatividade, idfentidade, tautologia, etc.), devendo-se notar que o nível operatório é alcançado mediante reconstruções sucessivas de complexidade crescente (equilibração majorante)” (Lima, 1980: 151).
“As operações (…) são as ações escolhidas entre as mais gerais (…) interiorizáveis e reversíveis. Nunca isoladas, porém coordenáveis em sistemas de conjunto. Também não são próprias deste ou daquele indivíduo, são comuns a todos os indivíduos do mesmo nível mental e intervém não apenas nos raciocínios privados, senão também nas trocas cognitivas, visto que estas constituem ainda em reunir informações, colocá-las em relação ou correspondência, introduzir reciprocidade, o que volta a construir operações isomorfas às das que se serve cada indivíduo para si mesmo” (Piaget, Inhelder, 1989: 82).

– Pensamento:
interiorização da ação.

– Permanência do objeto:
quando o indivíduo pode conceber o objeto mesmo estando fora de seu alcance de visão.

– Psicologia genética:
estudo dos problemas psicológicos do ponto de vista do conhecimento.

– Reação circular:
ação qualquer que a criança executa por acaso provocando uma satisfação e, por isso, reproduz esta mesma ação.

– Realismo:
explicação que afirma a relação necessária entre o pensamento e a realidade.

– Reversibilidade:
quando a operação deixa de ter um sentido unidirecional. A reversibilidade seria a capacidade de voltar, de retorno ao ponto de partida. Aparece portanto como uma propriedade das ações do sujeito, possível de se exercerem em pensamento ou interiormente.
Lembramos que as operações nunca têm um sentido unidirecional; são reversíveis.

– Revolução:
salto de uma estrutura para outra.

– Revolução copernicana do eu:
no desenvolvimento mental da criança o eu deixa de ser o centro referencial da ação e do pensamento para colocar-se como um indivíduo entre os demais.

– Socialização:
a combinação de indivíduos para formarem estruturas sociais ou um fenômeno de combinação de novas formas de relações individuais.

– Transformação:
processo pelo qual as estruturas se constroem a partir dos elementos que as constituem.

Referências:

KAMII, Constance, DEVRIES, Retha. Piaget para a educação pré-escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991. 101 p.

LIMA, Lauro de Oliveira. Conceitos fundamentais de Piaget: (vocabulário). Rio de Janeiro: MOBRAL, 1980. 179 p.

PIAGET, Jean, INHELDER, Barbel. A psicologia da criança. 10. ed., Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989. 135 p.

PIATTELLI-PALMARINI, Massimo (org). Teorias da linguagem, teorias da aprendizagem: o debate entre Jean Piaget e Noam Chomsky. São Paulo: Cultrix/EDUSP, 1983.

RAMOZZI-CHIAROTTINO, Zelia. Psicologia e epistemologia genética de Jean Piaget. São Paulo: EPU. 1988. 87 p.

 

Etapas da Comunicação e Funções da Linguagem

por: Roberto Lazaro Silveira

Uma melhor compreensão das funções da linguagem requer conhecimento sobre as etapas da comunicação que não acontece somente quando gritamos, falamos, dialogamos ou textualizamos, ela se faz presente em todos os momentos.

Exercemos comunicações com nossos animais de estimação, amigos, com o jornal que lemos, gesticulando etc…

Os elementos da comunicação são:
a) emissor: é aquele que envia a mensagem (pode ser uma única pessoa ou um grupo de pessoas);
b) mensagem – é o contéudo (assunto) das informações que ora são transmitidas;
c) receptor: é aquele a quem a mensagem é endereçada (um indivíduo ou um grupo), também conhecido como destinatário;
d) canal de comunicação: é o meio pelo qual a mensagem é transmitida;
e) código: é o conjunto de signos e de regras de combinação desses signos utilizado para elaborar a mensagem: o emissor codifica aquilo que o receptor irá decodificar;
f) contexto: é o objeto ou a situação a que a mensagem se refere.

Jakobson elaborou estudos acerca das funções da linguagem partindo das seus etapas acima criando seis funções:
1. Função referencial: referente é o objeto ou situação de que a mensagem trata. A função referencial privilegia justamente o referente da mensagem, buscando transmitir informações objetivas sobre ele. Essa função predomina nos textos de caráter científico e é privilegiado nos textos jornalísticos.

2. Função emotiva: através dessa função, o emissor imprime no texto as marcas de sua atitude pessoal: emoções, avaliações, opiniões. O leitor sente no texto a presença do emissor.

3. Função conativa: essa função procura organizar o texto de forma a que se imponha sobre o receptor da mensagem, persuadindo-o, seduzindo-o. Nas mensagens em que predomina essa função, busca-se envolver o leitor com o conteúdo transmitido, levando-o a adotar este ou aquele comportamento.

4.Função fática: a palavra fático significa “ruído, rumor”. Foi utilizada inicialmente para designar certas formas que se usam para chamar a atenção (ruídos como psiu, ahn, ei). Essa função ocorre quando a mensagem se orienta sobre o canal de comunicação ou contato, buscando verificar e fortalecer sua eficiência.

5. Função metalinguística: quando a linguagem se volta sobre si mesma, transformando-se em seu próprio referente, ocorre a função metalinguística.

6. Função poética: quando a mensagem é elaborada de forma inovadora e imprevista, utilizando combinações sonoras ou rítmicas, jogos de imagem ou de ideias, temos a manifestação da função poética da linguagem. Essa função é capaz de despertar no leitor prazer estético e surpresa. É explorado na poesia e em textos publicitários.

São funções presentes em conjunto, no entanto, podemos notar que alguma será mais evidente e como conseguencia podemos identificar a principal finalidade do texto.

 

Jogos Eletrônicos e Desenvolvimento Infantil – Entrevista ao Câmera 11 da Record

por: Roberto Lazaro Silveira

A entrevista acima foi realizada pela TV Candelária, a Rede Record de Rondônia. O entrevistador foi o apresentador Léo Ladeia do programa Câmera 11.

O Câmera 11 é a revista eletrônica de maior sucesso na televisão de Rondônia. Apresentado por Emerson Lopes, Léo Ladeia e Luana Najara o programa leva notícias, opiniões, entrevistas e reportagens, tudo isso recheado de muita irreverência e bom humor. No ar de segunda a sexta , animando o horário do almoço do telespectador, o Câmera 11 inovou o jeito de se fazer televisão no Estado, unindo muita informação com alto astral e os comentários inteligentes de Léo Ladeia.

O assunto abordado foi a influência dos jogos eletrônios no desenvolvimento infantil. Jogos de Violência, excesso de horas jogando videogame, falta de comunicação entre pais e filhos dentre outros que surgiram expontâneamente durante a entrevista ao vivo.

 

Lista Nacional das Doenças de Notificação Compulsória foi ampliada – Violência Doméstica e Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho foram incluídos

por: Roberto Lazaro Silveira

Seis novas doenças foram incluídas, entre elas a esquistossomose, os acidentes com animais peçonhentos, a sífilis adquirida, Violência Doméstica e Acidentes no Trabalho.

Para os psicólogos é interessante notar que Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho está incluso na Lista de Notificação Compulsória em Unidades Sentinelas LNCS e Violência doméstica, sexual e/ou outras violências – incluindo psicológicas – consta na Lista de Notificação Compulsória – LNC.

O Ministério da Saúde ampliou a Lista de Doenças de Notificação Compulsória incluindo mais seis doenças, agravos e eventos de importância para a saúde pública entre as que devem ser notificadas quando houver suspeita e confirmação.

De acordo com a Portaria 2472, publicada em primeiro de novembro de 2010 no Diário Oficial da União, a lista inclui acidentes com animais peçonhentos, como cobras, escorpiões e aranhas; atendimento antirrábico decorrente de ataques de cães, gatos e morcegos; esquistossomose; intoxicações exógenas por substâncias químicas, incluindo agrotóxicos e metais pesados; sífilis adquirida; e Síndrome do Corrimento Uretral Masculino.

Agora são 44 (quarenta e quatro) o número de agravos, doenças, e eventos de importância para a saúde pública de abrangência nacional que devem ser informadas pelas autoridades sanitárias nos municípios e estados ao Sistema Nacional de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). A nova portaria segue recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI), de 2005.

A referida portaria de janeiro de 2011 também proporciona a definição de termos estabelecidos pelo RSI em relação às doenças, agravos e eventos graves em saúde pública. De acordo com o documento, Doença “significa uma enfermidade ou estado clínico, independentemente de origem ou fonte, que represente ou possa representar um dano significativo para os seres humanos”. Quanto ao Agravo, este é “qualquer dano à integralidade física, mental e social dos indivíduos provocado por circunstâncias nocivas, como acidentes, intoxicações, abuso de drogas, e lesões auto ou heteroinfligidas”.

A portaria define: Evento em saúde, Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) e Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). Além disso, a 2472 estabelece fluxos, critérios para as notificações, responsabilidades e atribuições dos profissionais e serviços de saúde.

Clique aqui para acessar o documento.

As doenças listadas abaixo foram definidas como de notificação obrigatória à Secretaria de Vigilância em Saúde através do Sinan que é alimentado, principalmente, pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória (Portaria GM/MS Nº 104, DE 25 DE JANEIRO DE 2011), mas é facultado a estados e municípios incluir outros problemas de saúde importantes em sua região, como varicela no estado de Minas Gerais ou difilobotríase no município de São Paulo.

Sua utilização efetiva permite a realização do diagnóstico dinâmico da ocorrência de um evento na população; podendo fornecer subsídios para explicações causais dos agravos de notificação compulsória, além de vir a indicar riscos aos quais as pessoas estão sujeitas, contribuindo assim, para a identificação da realidade epidemiológica de determinada área geográfica.

O seu uso sistemático, de forma descentralizada, contribui para a democratização da informação, permitindo que todos os profissionais de saúde tenham acesso à informação e as tornem disponíveis para a comunidade. É, portanto, um instrumento relevante para auxiliar o planejamento da saúde, definir prioridades de intervenção, além de permitir que seja avaliado o impacto das intervenções.

Esta página tem como objetivo propiciar a análise qualidade da base de dados do Sinan e o cálculo de indicadores pelas equipes estaduais, regionais e municipais, atividade essa imprescindível para que os dados possam efetivamente subsidiar análises epidemiológicas e a tomada de decisão.

Esta avaliação poderá ser feita pelo acompanhamento da oportunidade do encerramento das investigações, da completitude dos campos essenciais das fichas de notificação e investigação, dos indicadores epidemiológicos definidos pelas áreas técnicas do Ministério da Saúde, da regularidade do envio de lotes do Sinan ao Ministério da Saúde e da tabulação de dados do Sinan por meio do TabNet.

Funcionamento – O Sinan pode ser operacionalizado no nível administrativo mais periférico, ou seja, nas unidades de saúde, seguindo a orientação de descentralização do SUS. A maioria das notificações é digitada nas Secretarias municipais de saúde. Se o município não dispõe de computadores, os dados são incluídos no sistema nas regionais de Saúde.

A Ficha Individual de Notificação (FIN) é preenchida pelas unidades assistenciais para cada paciente quando da suspeita da ocorrência de problema de saúde de notificação compulsória ou de interesse nacional, estadual ou municipal. Esse instrumento deve ser encaminhado aos serviços responsáveis pela informação e/ou vigilãncia epidemiológica das Secretarias Municipais, que devem repassar semanalmente os arquivos em meio magnético para as Secretarias Estaduais de Saúde (SES). A comunicação das SES com a SVS deverá ocorrer quinzenalmente, de acordo com o cronograma definido pela SVS no início de cada ano.

Caso não ocorra nenhuma suspeita de doença, as unidades de saúde precisam preencher o formulário de notificação negativa, que tem os mesmos prazos de entrega. Essa é uma estratégia criada para demonstrar que os profissionais e o sistema de vigilãncia da área estão alertas para a ocorrência de tais eventos e evitar a subnotificação. Caso os municípios não alimentem o banco de dados do Sinan, por dois meses consecutivos, são suspensos os recursos do Piso de Assistência Básica – PAB, conforme Portaria N.º 1882/GM de 16/12/1997.

Além da Ficha Individual de Notificação (FIN), e da Notificação Negativa, o Sistema ainda disponibiliza a Ficha Individual de Investigação (FII), que é um roteiro de investigação, que possibilita a identificação da fonte de infecção, os mecanismos de transmissão da doença e a confirmação ou descarte da suspeita. Ainda são utilizados para a coleta de dados a Planilha de surtos e os Boletins de acompanhamento de casos de Hanseníase e Tuberculose.

Portaria GM/MS Nº 201, DE 3 DE NOVEMBRO DE 2010 Parâmetros para monitoramento da regularidade na alimentação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), para fins de manutenção do repasse de recursos do Componente de Vigilância e Promoção da Saúde do Bloco de Vigilância em Saúde.

Portaria GM/MS Nº 3252 DE 22 DE DEZEMBRO DE 2010 Aprova as diretrizes para execução e financiamento das ações de Vigilância em Saúde pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios e dá outras providências.

Lista Desatualizada:
I. Botulismo
II. Carbúnculo ou Antraz
III. Cólera
IV. Coqueluche
V. Dengue
VI. Difteria
VII. Doença de Creutzfeldt – Jacob
VIII. Doenças de Chagas (casos agudos)
IX. Doença Meningocócica e outras Meningites
X.Esquistossomose (em área não endêmica)
XI. Eventos Adversos Pós-Vacinação
XII.Febre Amarela
XIII. Febre do Nilo Ocidental
XIV. Febre Maculosa
XV. Febre Tifóide
XVI. Hanseníase
XVII. Hantavirose
XVIII. Hepatites Virais
XIX. Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana – HIV em gestantes e crianças expostas ao risco de transmissão vertical
XX. Influenza humana por novo subtipo (pandêmico)
XXI. Leishmaniose Tegumentar Americana
XXII. Leishmaniose Visceral
XXIII.Leptospirose
XXIV. Malária
XXV. Meningite por Haemophilus influenzae
XXVI. Peste
XXVII.Poliomielite
XXVIII.Paralisia Flácida Aguda
XXIX.Raiva Humana
XXX.Rubéola
XXXI.Síndrome da Rubéola Congênita
XXXII. Sarampo
XXXIII. Sífilis Congênita
XXXIV. Sífilis em gestante
XXXV. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS
XXXVI. Síndrome Febril Íctero-hemorrágica Aguda
XXXVII. Síndrome Respiratória Aguda Grave
XXXVIII. Tétano
XXXIX. Tularemia
XL. Tuberculose
XLI. Varíola

As doenças acima relacionadas foram definidas pela portaria Nº 5, de 21 de fevereiro de 2006. Atualmente foram ampliadas pela Portaria GM/MS Nº 104, DE 25 DE JANEIRO DE 2011.

LISTAS ATUALIZADAS

Lista de Notificação Compulsória – LNC
1. Acidentes por animais peçonhentos;
2. Atendimento antirrábico;
3. Botulismo;
4. Carbúnculo ou Antraz;
5. Cólera;
6. Coqueluche;
7. Dengue;
8. Difteria;
9. Doença de Creutzfeldt-Jakob;
10. Doença Meningocócica e outras Meningites;
11. Doenças de Chagas Aguda;
12. Esquistossomose;
13. Eventos Adversos Pós-Vacinação;
14. Febre Amarela;
15. Febre do Nilo Ocidental;
16. Febre Maculosa;
17. Febre Tifóide;
18. Hanseníase;
19. Hantavirose;
20. Hepatites Virais;
21. Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana -HIV em gestantes e crianças expostas ao risco de transmissão vertical;
22. Influenza humana por novo subtipo;
23. Intoxicações Exógenas (por substâncias químicas, incluindo agrotóxicos, gases tóxicos e metais pesados);
24. Leishmaniose Tegumentar Americana;
25. Leishmaniose Visceral;
26. Leptospirose;
27. Malária;
28. Paralisia Flácida Aguda;
29. Peste;
30. Poliomielite;
31. Raiva Humana;
32. Rubéola;
33. Sarampo;
34. Sífilis Adquirida;
35. Sífilis Congênita;
36. Sífilis em Gestante;
37. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS;
38. Síndrome da Rubéola Congênita;
39. Síndrome do Corrimento Uretral Masculino;
40. Síndrome Respiratória Aguda Grave associada ao Coronavírus (SARS-CoV);
41. Tétano;
42. Tuberculose;
43. Tularemia;
44. Varíola; e
45. Violência doméstica, sexual e/ou outras violências.

Lista de Notificação Compulsória Imediata – LNCI

I – Caso suspeito ou confirmado de:
1. Botulismo;
2. Carbúnculo ou Antraz;
3. Cólera;
4. Dengue nas seguintes situações:
– Dengue com complicações (DCC),
– Síndrome do Choque da Dengue (SCD),
– Febre Hemorrágica da Dengue (FHD),
– Óbito por Dengue
– Dengue pelo sorotipo DENV 4 nos estados sem transmissão endêmica desse sorotipo;
5. Doença de Chagas Aguda;
6. Doença conhecida sem circulação ou com circulação esporádica no território nacional que não constam no Anexo I desta Portaria, como: Rocio, Mayaro, Oropouche, Saint Louis, Ilhéus, Mormo, Encefalites Eqüinas do Leste, Oeste e Venezuelana, Chikungunya, Encefalite Japonesa, entre outras;
7. Febre Amarela;
8. Febre do Nilo Ocidental;
9. Hantavirose;
10. Influenza humana por novo subtipo;
11. Peste;
12. Poliomielite;
13. Raiva Humana;
14. Sarampo;
15. Rubéola;
16. Síndrome Respiratória Aguda Grave associada ao Coronavírus (SARS-CoV);
17. Varíola;
18. Tularemia; e
19. Síndrome de Rubéola Congênita (SRC).
II – Surto ou agregação de casos ou óbitos por:
1. Difteria;
2. Doença Meningocócica;
3. Doença Transmitida por Alimentos (DTA) em embarcações ou aeronaves;
4. Influenza Humana;
5. Meningites Virais;
6. Outros eventos de potencial relevância em saúde pública, após a avaliação de risco de acordo com o Anexo II do RSI 2005, destacando-se:
a. Alteração no padrão epidemiológico de doença conhecida, independente de constar no Anexo I desta Portaria;
b. Doença de origem desconhecida;
c. Exposição a contaminantes químicos;
d. Exposição à água para consumo humano fora dos padrões preconizados pela SVS;
e. Exposição ao ar contaminado, fora dos padrões preconizados pela Resolução do CONAMA;
f. Acidentes envolvendo radiações ionizantes e não ionizantes por fontes não controladas, por fontes utilizadas nas atividades industriais ou médicas e acidentes de transporte com produtos radioativos da classe 7 da ONU.
g. Desastres de origem natural ou antropogênica quando houver desalojados ou desabrigados;
h. Desastres de origem natural ou antropogênica quando houver comprometimento da capacidade de funcionamento e infraestrutura das unidades de saúde locais em conseqüência evento.
III – Doença, morte ou evidência de animais com agente etiológico que podem acarretar a ocorrência de doenças em humanos, destaca-se entre outras classes de animais:
1. Primatas não humanos
2. Eqüinos
3. Aves
4. Morcegos
Raiva: Morcego morto sem causa definida ou encontrado em situação não usual, tais como: vôos diurnos, atividade alimentar diurna, incoordenação de movimentos, agressividade, contrações musculares, paralisias, encontrado durante o dia no chão ou em paredes.
5. Canídeos
Raiva: canídeos domésticos ou silvestres que apresentaram doença com sintomatologia neurológica e evoluíram para morte num período de até 10 dias ou confirmado laboratorialmente para raiva. Leishmaniose visceral: primeiro registro de canídeo doméstico em área indene, confirmado por meio da identificação laboratorial da espécie Leishmania chagasi.
6. Roedores silvestres
Peste: Roedores silvestres mortos em áreas de focos naturais de peste.

Lista de Notificação Compulsória em Unidades Sentinelas LNCS

1. Acidente com exposição a material biológico relacionado ao trabalho;
2. Acidente de trabalho com mutilações;
3. Acidente de trabalho em crianças e adolescentes;
4. Acidente de trabalho fatal;
5. Câncer Relacionado ao Trabalho;
6. Dermatoses ocupacionais;
7. Distúrbios Ostemusculares Relacionados ao Trabalho (DORT)
8. Influenza humana;
9. Perda Auditiva Induzida por Ruído – PAIR relacionada ao trabalho;
10. Pneumoconioses relacionadas ao trabalho;
11. Pneumonias;
12. Rotavírus;
13. oxoplasmose adquirida na gestação e congênita; e
14. Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho.

 

A alma não cabe em um tubo de ensaio! Psicólogo = Estudante da alma; Psicoterapêuta = Terapêuta da alma!

por: Roberto Lazaro Silveira

Não é novidade que psicologia é o estudo da alma, ou seja, psi vem de psiquê que significa alma e logia de logos que significa estudo. Psicoterapêuta significa Terapêuta da Alma.

Freud notando que seus métodos médicos positivistas eram impotentes em relação às doenças mentais psicossomáticas e com alternâncias entre corpo e mente desistiu das ciências positivas tornando-se psicólogo, ou seja, deixou de lado experimentos em laboratório, pois, a alma não pode ser medida nem mesmo tornar-se um experimento científico.

O ser humano, por possuir uma alma, é maior do que isto! Por isto Freud – ao filiar-se à psicanálise – deixou de explicar e passou a acreditar.

Então é inútil retroceder, ou seja, é impossível e inútil ser psicólogo científico positivista. Quando alguém diz: Isto não é positivamente científico, poderá com certeza referir-se á psiquê e aos seus estudiosos: os psicólogos.

Entretanto o benefício da psicoterapia, ou seja, terapia da alma (psiquê) é comprovado através do testemunho e da grande procura por psicoterapia no mundo assim como a valorização e reconhecimento da psicologia em diversos setores como direito, educação, etc.

Após algumas sessões a pessoa geralmente retoma o controle de sua vida, melhora, através do autoconhecimento proporcionada pela análise fica mais fácil resolver seus problemas cotidianos.

Pense nisto: uma pessoa melhorou bastante e está satisfeita com os efeitos da terapia da alma (psicoterapia) Como? Perguntaram para ela.

Ela responde: Através do diálogo com o terapêuta e de exercícios de bioenergética, técnicas de respiração, hipnose: Terapia de Memórias Profundas etc… Reiki em conjunto com psicoterapia. Outra pessoa também melhora com outro terapêuta da alma (psicoterapêuta) Como?

Ela responde: O psicoterapêuta correlacionou minha psiquê a quatro deuses mitológicos e desta forma pôde me fornecer o autoconhecimento necessário para que eu conseguisse vencer os psicotrópicos e tomar posse de uma vida saudável através do autoconhecimento proporcionado pela brilhante psicóloga Junguiana.

===ciência negativa com efeitos positivos===

Jung alertava seus discípulos: “Diante de outro ser Humano esqueça tudo que aprendeu sobre terapia e seja somente outro ser Humano”. Então esta é a chave para o sucesso, ninguém será capaz de explicar como, muito menos científicamente, mas, todos podem ouvir os testemunhos de pessoas beneficiadas pelos terapêutas da Alma Humana.

Houve tentativas de demonstrar, explicar ou comprovar por parte de alguns “”psicólogos””. Esta característica – positivista – é comum aos Behaveurista ou Comportamentalistas os quais se dizem científicos. Veja algumas das mais desastrosas tentativas de colocar a alma em tubo de ensaio:

DAVID REIMER
Em 1965 um menino nasceu no Canadá com o nome de David Reimer. Com oito meses de idade ele recebeu um procedimento comum, uma circuncisão. Infelizmente, durante o processo o seu pênis foi severamente queimado por casa do cauterizador que foi utilizado no lugar de um bisturi.

Quando seus pais visitaram o psicólogo John Money, ele sugeriu uma solução simples para um problema complicado: uma mudança de sexo. Seus pais estavam perturbados pela situação, mas finalmente concordaram com o procedimento. Eles não sabiam que a intenção verdadeira do terapeuta era provar que a criação e não a natureza determinava a identidade sexual. Para o seu próprio ganho pessoal ele decidiu usar David como o seu estudo de caso privado.

David, agora com o nome Brenda, teve uma vagina construída e recebia suplementos hormonais. John disse que seu experimento foi um sucesso, ignorando os efeitos negativos da cirurgia de Brenda. Ela agia como um menino e tinha sentimentos confusos e conflitantes sobre uma série de tópicos. O pior é que seus pais não o informaram do acidente de infância. Isso causou um tremor na família. A mãe de Brenda era suicida, o pai alcoólatra e seu irmão era extremamente depressivo.

Finalmente os pais de Brenda contaram sobre seu verdadeiro sexo quando ela tinha 14 anos de idade. Ela decidiu então tornar-se David novamente e parou de tomar estrogênio, e fez uma reconstrução peniana. John não reportou outro resultado insistindo que seu experimento havia sido um sucesso, deixando de fora muitos fatos sobre a luta de David sobre sua identidade sexual. Em 2004, então com 38 anos, David tirou a própria vida.

ESTUDO MONSTRUOSO
Em 1939, 22 crianças órfãs foram submetidas a experimentos por Wendell Johnson, da Universidade do Iowa, EUA. Ele escolheu Mary Tudor, sua estudante de graduação, para conduzir os experimentos e apenas supervisionou a pesquisa.

Depois de separar as crianças em grupos um grupo experimental e outro de controle, Mary falou para um grupo de crianças sobre a boa fluência de suas maneiras de falar as elogiando, isso é chamado de terapia da fala positiva, em tradução literal. Em seguida ela fez o oposto com as outras crianças, depreciando-as por cada imperfeição da sua fala e dizendo que elas eram gagas.

Muitas das crianças que receberam o tratamento negativo no experimento sofreram de efeitos psicológicos negativos e outras tiveram problemas de fala durante toda a vida.

Apelidado de “Estudo Monstruoso” por alguns dos colegas de Wendell, que ficaram horrorizados com o fato de que ele havia feito experimentos em crianças para provar uma teoria. O experimento foi ocultado por medo de que ferisse a reputação de Wendell se fosse ligado aos experimentos realizados em humanos durante a Segunda Guerra Mundial. A Universidade de Iowa se desculpou publicamente pelo estudo em 2001.

PEQUENO ALBERT

Em 1920, quando começaram os experimentos, o pequeno Albert era um bebê de nove meses. O doutor John B. Watson (comportamentalista) e sua ajudante Rosalie Rayner pegaram o filho de uma das enfermeiras de sua universidade sem seu consentimento e submeteram-no a todo tipo de teste para condicionar sua conduta da maneira que Pavlov (outro comportamentalista) tinha condicionado seus cães.

Em uma primeira fase dos experimentos, cujas gravações ainda existem até hoje, o doutor ensinava o bebê uma série de animais e objetos para demonstrar que não causariam nenhum temor. Depois, enquanto o garoto se familiarizava com um pequeno rato branco, a assistente produzia um ruído estrondoso com uma barra metálica atrás de sua cabeça, de modo que o menino associasse a presença do animal com o terrível susto.

Nas seguintes sessões, os experimentadores descobriram que o menino não só chorava ante a simples visão do ratinho, senão que reagia com o mesmo medo ante os outros animais como coelhos, cães e macacos que antes não lhe assustavam. E Watson chegou ao resultado como parte da demonstração de que o condicionamento de Pavlov também funcionava em humanos.

Os experimentos daquele comportamentalista, no entanto, foram interrompidos quando a mãe de Albert levou a criança do hospital e desapareceu sem deixar rastro.

Então vou afirmar: “Existe uma alma entre o ambiente e o sujeito”. Roberto Lázaro Silveira.

 

Identifique o Gyodai

por: Roberto Lazaro Silveira

Gyodai era um personagem inimigo dos Changemans, seriado apresentado em 1988 pela rede Manchete. Os Changemans era composto por cinco integrantes do exército dos Defensores da Terra banhados pela Força Terrestre (Earth Force) e adquirem cada um os poderes de um densetsu-ju (animal lendário): Dragão (Change Dragon), Grifo (Change Griphon), Pégaso (Change Pegasus), Sereia (Change Mermaid) e Fênix (Change Phoenix).

Suas missões era lutar contra monstros espaciais. Então quando venciam o mostro, entrava em cena o famoso Gyodai que tornava gigantes os monstros vencidos.

Este personagem foi escolhido para ilustrar alguns casos clínicos que tenho tratado e estão relacionados aos conflitos que temos com outros no dia a dia e depois levamos a pessoa para casa em nossa mente e ficamos imaginando algumas possíveis respostas ou até mesmos agressões físicas e premeditando um possível reencontro para vingança.

Talvez nem veremos mais a pessoa com quem tivemos o contratempo que durou apenas minutos e ampliamos para dias meses… Então inclua este conhecimento tornando-o capaz de gerar um autoconhecimento sobre ti mesmo. Procure identificar o Gyodai dentro de você e conhecer as razões que o fazem aparecer, desta maneira será possível vencê-lo. Ja ouviu falar em fazer tempestade em copo d’agua ou tornar um probleminha um problemão? ….. são complexos identificáveis ao redor do mesmo núcleo arquetípico. Ajuda muito à derrotar o Gyodai quando assumimos a seguinte linha de pensamento: “Eu tenho valor, sou único no mundo….” Ninguém é inferior ou superior em tudo ou nada. Pense nisto!

 

Psiquiatra Treina Paciente Para Fraudar Teste de Sanidade Mental

por: Roberto Lazaro Silveira

http://www.youtube.com/watch?v=WRn9dhCM1aA&feature=relmfu

Autor do livro Doença Mental um Tratamento Possível – Observe o vídeo acima onde o acusado fala sobre seu livro – é denunciado por fraude processual e falsidade ideológica – Acredito que cabe também um processo ético no CFM caso comprove-se a marginalidade. Observe matéria abaixo, veja,

O procurador regional da República Ronaldo Albo denunciou o psiquiatra Luis Altenfelder Silva Filho pelos crimes de formação de quadrilha, fraude processual e falsidade ideológica por ter treinado a promotora Deborah Guerner a simular desequilíbrio mental em um teste de sanidade mental. Altefender foi filmado pelas câmeras de vídeo instaladas na casa da promotora às vésperas do exame médico no Instituto Médico Legal de Brasília.

O doutor Altenfelder é especialista em psicodrama. De acordo com os investigadores, nas quase duas horas de gravação, o psiquiatra orienta como Deborah deve responder a um questionário médico. Na simulação do exame, o marido de Deborah, empresário Jorge Guerner, representou o médico enquanto Altenfelder respondia como se fosse a promotora. Ao final da consulta, o psiquiatra disse a Deborah que se ela respondesse à junta médica da maneira como ele a ensinou, sairia do IML com um diagnóstico de transtorno bipolar múltiplo. Na gravação também aparece Altenfelder dando conselhos a Deborah de como ela deveria se vestir, que tipo de batom usar e como se comportar na frente da junta médica.

Fonte: http://melcarvalhoimagemevideo.blogspot.com/2011/04/mpf-denuncia-medico-por-treinar.html