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Puberdade

por: Roberto Lazaro Silveira

É neste período que o corpo humano recebe os sinais hormonais para tornar-se maduro sexualmente. Os “adolescentes” ficam capacitados para gerar filhos. Esta mudança no padrão hormonal ocorre durante a adolescência: Uma etapa intermediária do desenvolvimento humano, entre a infância e a fase adulta. Este período é marcado por diversas transformações corporais, hormonais e até mesmo comportamentais. Não se pode definir com exatidão o início e fim da adolescência (ela varia de pessoa para pessoa), porém, na maioria dos indivíduos, ela ocorre entre os 10 e 20 anos de idade (período definido pela OMS – Organização Mundial da Saúde).

Podemos observar mudanças características e comuns aos sexos masculino e feminino como: Crescimento dos pelos pubianos em ambos os sexos; crescimento dos testículos e mudança na voz dos adolescentes e aumento no volume das mamas nas adolescentes são algumas das mudanças mais notadas e comentadas.

O início da fase da puberdade é variável de pessoa para pessoa, frequentemente para o sexo feminino é entre os nove e treze anos de idade e para o sexo masculino entre 10 e 14 anos de idade. Este processo pode ser observado nos diferentes setores dos organismos, alguns mais evidentes do que em outros, como o aumento do peso e da altura e à maturação sexual.

No período da puberdade, o hormônio hipotálamo ordena ao outro hormônio, a hipófise, o aumento de gonadotropinas que são liberados durante o sono, que ao se desencadearem, realizam a produção dos hormônios sexuais.

Os hormônios sexuais se diferem para os homens e as mulheres, mas não são totalmente exclusivos de cada sexo, nos homens, os testículos secretam entre outros hormônios, a testosterona e nas mulheres, o ovário fabrica o estrógeno.

As gônadas e as supra-renais de ambos os sexos produzem o estrógeno e testosterona, mas é variável a quantidade. As características biológicas são universais e ocorrem de forma semelhante em todos os seres humanos.

Atraso na puberdade

Em algumas meninas a partir dos 13 anos de idade e em meninos a partir dos 14 anos de idade, ocorrem à ausência de qualquer característica sexual, neste caso é considerado a puberdade atrasada, neste caso alguns especialistas aconselham a procura de um profissional adequado para acompanhar os casos de puberdade.

Puberdade precoce

É quando as características pertencentes às meninas ocorrem antes dos 8 anos de idade e nos meninos antes dos nove anos.

Período Masculina

A puberdade nos meninos começa por volta dos 11 ou 12 anos e é caracterizado por um período de intensas mudanças, como o crescimento dos pêlos e pênis e o aumento de tamanho dos testículos.

Nesta fase ocorre a primeira ejaculação, sendo que esta pode ocorrer durante o sono ou até mesmo resultante da masturbação, acontecem também a ereção espontânea, sem que o pênis seja estimulado ou mesmo tocado.

As principais características das mudanças são:

– surgimento de pêlos nos púbis, nas axilas e no peito;
– aumento dos testículos e do pênis;
– crescimento da barba;
– voz grave;
– ombros mais largos;
– aumento da massa muscular;
– início da produção de espermatozóides;
– aumento do peso e da estatura.

Período de Puberdade Feminina

A puberdade nas meninas começa por volta dos 9 ou 10 anos e é caracterizado pela primeira menstruação e o desenvolvimento dos órgãos genitais e da mamas.

A primeira menstruação ocorre por volta dos 12 anos, ou antes, pois dependem de fatores genéticos, raciais, nutricionais e outros.

As principais características são:

– alargamento dos ossos da bacia;
– início do ciclo menstrual;
– surgimento de pêlos nos púbis e nas axilas;
– depósito de gordura nas nádegas, nos quadris e nas coxas;
– desenvolvimento das mamas.

Este período influencia também o padrão emocional dos adolescentes proporcionando comportamentos típicos relativos à cada cultura. A imagem no topo deste artigo é um retrato da puberdade na visão de E. Munch o qual teve uma adolescência acompanhada de muitos e graves problemas de ordem familiar comum a muitos adolescentes.

 

COMO EVITAR CÂNCER DE MAMA

por: Roberto Lazaro Silveira

Como investigar possíveis nódulos!

Torna-se cada vez mais comprovado a influência psicológica relacionada ao câncer de forma positiva ou negativa. Então toda mulher deveria passar por uma fase de psicoterapia durante a vida para promover auto-conhecimento evitando assim qualquer contribuição para predisposições ao mesmo tempo em que ser fortalece para enfrentar possíveis obstáculos em suas vidas. O Instituto Nacional do Câncer divulgou sete ações para diminuir a mortalidade por câncer de mama, veja,

1. Toda mulher tenha amplo acesso à informação com base científica e de fácil compreensão sobre o câncer de mama;

2. Toda mulher fique alerta para os primeiros sinais e sintomas do câncer de mama e procure avaliação médica;

3. Toda mulher com nódulo palpável na mama e outras alterações suspeitas tenha direito a receber diagnóstico no prazo máximo de 60 dias;

4. Toda mulher de 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos;

5. Todo serviço de mamografia participe de programa de qualidade em mamografia. A qualificação, quando obtida, deve ser exibida em local visível às usuárias;

6. Toda mulher saiba que o controle do peso corporal e da ingestão de álcool, além da amamentação e da prática de atividades físicas, são formas de prevenir o câncer de mama;

7. A terapia de reposição hormonal, quando indicada na pós-menopausa, seja feita sob rigoroso acompanhamento médico, pois aumenta o risco de câncer de mama.

CLIQUE AQUI PARA LER UM ARTIGO SOBRE A DIMINUIÇÃO DA INFLAMAÇÃO CAUSADA PELO CÂNCER DE MAMA ATRAVÉS DA PSICOTERAPIA!

 

Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial

por: Roberto Lazaro Silveira

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
RESOLUÇÃO-RDC Nº 137, DE 26 DE MAIO DE 2004

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o art. 11 inciso IV do Regulamento da ANVISA aprovado pelo Decreto nº 3.029, de 16 de abril de 1999, c/c o art. 111, inciso I, alínea b, § 1º do Regimento Interno aprovado pela Portaria nº 593, de 25 de agosto de 2000, republicada no DOU de 22 de dezembro de 2000, em reunião realizada em 24 de maio de 2004,

Considerando as atualizações das Listas “AMARELA” (Entorpecentes de Controle Internacional), “VERDE” (Psicotrópicos de Controle Internacional) e “VERMELHA” (Precursores e Insumos Químicos de Controle Internacional) das Convenções da Organização das Nações Unidas, das quais o Brasil é signatário;

Considerando a recomendação da Gerência Geral de Medicamentos Novos, Pesquisas e Ensaios Clínicos – GEPEC, de inclusão da substância ENFUVIRTIDA na Lista “C4” (Lista das Substâncias Anti-Retrovirais) e da exclusão da substância LEVODOPA da Lista “C1” (Lista de Outras Substâncias Sujeitas ao Controle Especial) da Portaria SVS/MS n.º 344, de 12 de maio de 1998;

considerando os artigos 6º e 36 da Lei nº 6.368, de 21 de outubro de 1976; e

considerando o art. 101 da Portaria SVS/MS n.º 344, de 12 de maio de 1998.

Adota a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino sua publicação:

Art. 1º – Publicar a atualização do Anexo I, Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial, da Portaria SVS/MS n.º 344, de 12 de maio de 1998, republicada no Diário Oficial da União de 1º de fevereiro de 1999.

Art. 2º – Estabelecer as seguintes modificações:
I. INCLUSÃO:
1.1. Lista “C4”: Enfuvirtida
II. EXCLUSÃO:
2.1. Lista “C1”: Levodopa

Art. 3º – Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.

CLÁUDIO MAIEROVITCH PEÇANHA HENRIQUES

ANEXO I
MINISTÉRIO DA SAÚDE
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
GERÊNCIA GERAL DE MEDICAMENTOS

ATUALIZAÇÃO N.º 16

LISTAS DA PORTARIA SVS/MS Nº 344 DE 12 DE MAIO DE 1998 (DOU DE 1/2/99)

LISTA – A1
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES
(Sujeitas a Notificação de Receita “A”)

1. ACETILMETADOL 2. ALFACETILMETADOL 3. ALFAMEPRODINA 4. ALFAMETADOL 5. ALFAPRODINA 6.  ALFENTANILA 7. ALILPRODINA 8. ANILERIDINA 9. BEZITRAMIDA 10. BENZETIDINA 11. BENZILMORFINA 12.  BENZOILMORFINA 13. BETACETILMETADOL 14. BETAMEPRODINA 15. BETAMETADOL 16. BETAPRODINA 17.  BUPRENORFINA 18. BUTORFANOL 19. CLONITAZENO 20. CODOXIMA 21. CONCENTRADO DE PALHA DE  DORMIDEIRA 22. DEXTROMORAMIDA 23. DIAMPROMIDA 24. DIETILTIAMBUTENO 25. DIFENOXILATO 26.  DIFENOXINA 27. DIIDROMORFINA 28. DIMEFEPTANOL (METADOL) 29. DIMENOXADOL 30. DIMETILTIAMBUTENO 31. DIOXAFETILA 32. DIPIPANONA 33. DROTEBANOL 34. ETILMETILTIAMBUTENO 35. ETONITAZENO 36.  ETOXERIDINA 37. FENADOXONA  38. FENAMPROMIDA 39. FENAZOCINA 40. FENOMORFANO 41. FENOPERIDINA 2. FENTANILA 43. FURETIDINA 44. HIDROCODONA 45. HIDROMORFINOL 46. HIDROMORFONA 47.  HIDROXIPETIDINA 48. INTERMEDIÁRIO DA METADONA (4-CIANO-2-DIMETILAMINA-4,4-DIFENILBUTA-NO) 49.INTERMEDIÁRIO DA MORAMIDA (ÁCIDO 2-METIL-3-MORFOLINA-1,1-DIFENILPROPANO CARBOXÍLICO) 50.  INTERMEDIÁRIO “A” DA PETIDINA (4 CIANO-1-METIL-4-FENILPIPERIDINA) 51.INTERMEDIÁRIO “B” DA PETIDINA  (ÉSTER ETÍLICO DO ÁCIDO 4-FENILPIPERIDINA4-CARBOXILÍCO) 52. INTERMEDIÁRIO “C” DA PETIDINA (ÁCIDO- 1-METIL-4-FENILPIPERIDINA-4-CARBOXÍLICO) 53. ISOMETADONA 54. LEVOFENACILMORFANO 55.  LEVOMETORFANO 56. LEVOMORAMIDA 57. LEVORFANOL 58. METADONA 59. METAZOCINA 60. METILDESORFINA 61. METILDIIDROMORFINA 62. METOPONA 63. MIROFINA 64. MORFERIDINA 65. MORFINA 66. MORINAMIDA 67.    NICOMORFINA 68. NORACIMETADOL 69. NORLEVORFANOL 70. NORMETADONA 71. NORMORFINA 72.       NORPIPANONA 73. N-OXICODEÍNA 44. N-OXIMORFINA 75. ÓPIO 76. OXICODONA 77. OXIMORFONA 78. PETIDINA 79. PIMINODINA 80. PIRITRAMIDA  81. PROEPTAZINA 82. PROPERIDINA 83. RACEMETORFANO 84.  RACEMORAMIDA 85. RACEMORFANO 86. REMIFENTANILA 87. SUFENTANILA 88. TEBACONA 89. TEBAÍNA  90. TILIDINA 91. TRIMEPERIDINA.

ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1. os sais, éteres, ésteres e isômeros (exceto os isômeros dextrometorfano, (+)3-metoxi-N-metilmorfinan, e o Dextrorfano, (+) 3-hidroxi-N-metilmorfinan), das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2. os sais de éteres, ésteres e isômeros (exceto os isômeros dextrometorfano, (+)3-metoxi-Nmetilmorfinan, e o Dextrorfano, (+) 3-hidroxi-N-metilmorfinan), das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) preparações à base de DIFENOXILATO, contendo por unidade posológica, não mais que 2,5 miligramas de DIFENOXILATO calculado como base, e uma quantidade de Sulfato de Atropina equivalente a, pelo menos, 1,0% da quantidade de DIFENOXILATO, ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA”.
3) preparações à base de ÓPIO, contendo até 5 miligramas de morfina anidra por mililitros, ou seja, até 50 miligramas de ÓPIO, ficam sujeitas a prescrição da RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA”.
4) fica proibida a comercialização e manipulação de todos os medicamentos que contenham ÓPIO e seus derivados sintéticos e CLORIDRATO DE DIFENOXILATO e suas associações, nas formas farmacêuticas líquidas ou em xarope para uso pediátrico (Portaria SVS/MS n.º 106 de 14 de setembro de 1994 – DOU 19/9/94).
5) preparações medicamentosas na forma farmacêutica de comprimidos de liberação controlada à base de OXICODONA, contendo não mais que 40 miligramas dessa substância, por unidade posológica, ficam sujeitas a prescrição da RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA”.

LISTA – A2
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES
DE USO PERMITIDO SOMENTE EM CONCENTRAÇÕES ESPECIAIS
(Sujeitas a Notificação de Receita “A”)

1. ACETILDIIDROCODEINA 2. CODEÍNA 3. DEXTROPROPOXIFENO 4. DIIDROCODEÍNA 5. ETILMORFINA 6.  FOLCODINA 7. NALBUFINA 8. NALORFINA 9. NICOCODINA 10. NICODICODINA 11. NORCODEÍNA 12. PROPIRAM 13. TRAMADOL
ADENDO:
1)ficam também sob controle:
1.1. os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2. os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) preparações à base de ACETILDIIDROCODEÍNA, CODEÍNA, DIIDROCODEÍNA, ETILMORFINA, FOLCODINA, NICODICODINA, NORCODEÍNA, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade de entorpecentes não exceda 100 miligramas por unidade posológica, e em que a concentração não ultrapasse a 2,5% nas preparações de formas indivisíveis ficam sujeitas prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA -SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.
3) preparações à base de TRAMADOL, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade não exceda 100 miligramas de TRAMADOL por unidade posológica ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.
4) preparações à base de DEXTROPROPOXIFENO, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade de entorpecente não exceda 100 miligramas por unidade posológica e em que a concentração não ultrapasse 2,5% nas preparações indivisíveis, ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.
5) preparações à base de NALBUFINA, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade não exceda 10 miligramas de CLORIDRATO DE NALBUFINA por unidade posológica ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.
6) preparações à base de PROPIRAM, misturadas a um ou mais componentes, contendo não mais que 100 miligramas de PROPIRAM por unidade posológica e associados, no mínimo, a igual quantidade de metilcelulose, ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula deverão apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.

LISTA – A3
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS
(Sujeita a Notificação de Receita “A”)

1. ANFETAMINA
2. CATINA
3. 2CB – ( 4- BROMO-2,5-DIMETOXIFENILETILAMINA)
4. CLOBENZOREX
5. CLORFENTERMINA
6. DEXANFETAMINA
7. DRONABINOL
8. FENCICLIDINA
9. FENETILINA
10. FEMETRAZINA
11. LEVANFETAMINA
12. LEVOMETANFETAMINA
13. METANFETAMINA
14. METILFENIDATO
15. TANFETAMINA
ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1 os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2 os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.

LISTA – B1
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS
(Sujeitas a Notificação de Receita “B”)

1. ALOBARBITAL
2. ALPRAZOLAM
3. AMINEPTINA
4. AMOBARBITAL
5. APROBARBITAL
6. BARBEXACLONA
7. BARBITAL
8. BROMAZEPAM
9. BROTIZOLAM
10. BUTALBITAL
11. BUTABARBITAL
12. CAMAZEPAM
13. CETAZOLAM
14. CICLOBARBITAL
15. CLOBAZAM
16. CLONAZEPAM
17. CLORAZEPAM
18. CLORAZEPATO
19. CLORDIAZEPÓXIDO
20. CLORETO DE ETILA
21. CLOTIAZEPAM
22. CLOXAZOLAM
23. DELORAZEPAM
24. DEXMEDETOMIDINA
25. DIAZEPAM
26. ESTAZOLAM
27. ETCLORVINOL
28. ETILANFETAMINA (N-ETILANFETAMINA)
29. ETINAMATO
30. FENOBARBITAL
31. FLUDIAZEPAM
32. FLUNITRAZEPAM
33. FLURAZEPAM
34. GHB – (ÁCIDO GAMA – HIDROXIBUTíRICO)
35. GLUTETIMIDA
36. HALAZEPAM
37. HALOXAZOLAM
38. LEFETAMINA
39. LOFLAZEPATO DE ETILA
40. LOPRAZOLAM
41. LORAZEPAM
42. LORMETAZEPAM
43. MEDAZEPAM
44. MEPROBAMATO
45. MESOCARBO
46. METILFENOBARBITAL (PROMINAL)
47. METIPRILONA
48. MIDAZOLAM
49. NIMETAZEPAM
50. NITRAZEPAM
51. NORCANFANO (FENCANFAMINA)
52. NORDAZEPAM
53. OXAZEPAM
54. OXAZOLAM
55. PEMOLINA
56. PENTAZOCINA
57. PENTOBARBITAL
58. PINAZEPAM
59. PIPRADROL
60. PIROVARELONA
61. PRAZEPAM
62. PROLINTANO
63. PROPILEXEDRINA
64. SECBUTABARBITAL
65. SECOBARBITAL
66. TEMAZEPAM
67. TETRAZEPAM
68. TIAMILAL
69. TIOPENTAL
70. TRIAZOLAM
71. TRIEXIFENIDIL
72. VINILBITAL
73. ZALEPLONA
74. ZOLPIDEM
75. ZOPICLONA

ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1. os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2. os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos que contenham FENOBARBITAL, METILFENOBARBITAL (PROMINAL), BARBITAL e BARBEXACLONA, ficam sujeitos a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA”.
3) Em conformidade com a Resolução RDC n.º 104, de 6 de dezembro de 2000 (republicada em 15/12/2000):
3.1. fica proibido o uso do CLORETO DE ETILA para fins médicos, bem como a sua utilização sob a forma de aerosol, aromatizador de ambiente ou de qualquer outra forma que possibilite o seu uso indevido.
3.2. o controle e a fiscalização da substância CLORETO DE ETILA, ficam submetidos ao Órgão competente do Ministério da Justiça, de acordo com a Lei nº 10.357, de 27 de dezembro de 2001, Lei n.º 9.017, de 30 de março de 1995, Decreto n.º 1.646, de 26 de setembro de 1995 e Decreto n.º 2.036, de 14 de outubro de 1996.
4) preparações a base de ZOLPIDEM, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade não exceda 10 miligramas de ZOLPIDEM por unidade posológica ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA”.

LISTA – B2
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS ANOREXÍGENAS
(Sujeitas a Notificação de Receita “B”)

1. AMINOREX 2. ANFEPRAMONA 3. FEMPROPOREX 4. FENDIMETRAZINA 5. FENTERMINA 6. MAZINDOL
7. MEFENOREX

ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1. os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2. os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.

LISTA – C1
LISTA DAS OUTRAS SUBSTÂNCIAS SUJEITAS A CONTROLE ESPECIAL
(Sujeitas a Receita de Controle Especial em duas vias)

1. ACEPROMAZINA
2. ÁCIDO VALPRÓICO
3. AMANTADINA
4. AMISSULPRIDA
5. AMITRIPTILINA
6. AMOXAPINA
7. APOMORFINA
8. ARIPIPRAZOL
9. AZACICLONOL
10. BECLAMIDA
11. BENACTIZINA
12. BENFLUOREX
13. BENZOCTAMINA
14. BENZOQUINAMIDA
15. BIPERIDENO
16. BUPROPIONA
17. BUSPIRONA
18. BUTAPERAZINA
19. BUTRIPTILINA
20. CAPTODIAMO
21. CARBAMAZEPINA
22. CAROXAZONA
23. CETAMINA
24. CICLARBAMATO
25. CICLEXEDRINA
26. CICLOPENTOLATO
27. CISAPRIDA
28. CITALOPRAM
29. CLOMACRANO
30. CLOMETIAZOL
31. CLOMIPRAMINA
32. CLOREXADOL
33. CLORPROMAZINA
34. CLORPROTIXENO
35. CLOTIAPINA
36. CLOZAPINA
37. DESFLURANO
38. DESIPRAMINA
39. DEXETIMIDA
40. DIBENZEPINA
41. DIMETRACRINA
42. DISOPIRAMIDA
43. DISSULFIRAM
44. DIVALPROATO DE SÓDIO
45. DIXIRAZINA
46. DONEPEZILA
47. DOXEPINA
48. DROPERIDOL
49. ECTILURÉIA
50. EMILCAMATO
51. ENFLURANO
52. ESCITALOPRAM
53. ENTACAPONA
54. ETOMIDATO
55. ETOSSUXIMIDA
56. FACETOPERANO
57. FEMPROBAMATO
58. FENAGLICODOL
59. FENELZINA
60. FENIPRAZINA
62. FENITOINA
61. FLUFENAZINA
62. FLUMAZENIL
63. FLUOXETINA
64. FLUPENTIXOL
65. FLUVOXAMINA
66. GABAPENTINA
67. GALANTAMINA
68. HALOPERIDOL
69. HALOTANO
70. HIDRATO DE CLORAL
71. HIDROCLORBEZETILAMINA
72. HIDROXIDIONA
73. HOMOFENAZINA
74. IMICLOPRAZINA
75. IMIPRAMINA
76. IMIPRAMINÓXIDO
77. IPROCLOZIDA
78. ISOCARBOXAZIDA
79. ISOFLURANO
80. ISOPROPIL-CROTONIL-URÉIA
81. LAMOTRIGINA
82. LEFLUNOMIDA
83. LEVOMEPROMAZINA
84. LISURIDA
85. LITIO
86. LOPERAMIDA
87. LOXAPINA
88. MAPROTILINA
89. MECLOFENOXATO
90. MEFENOXALONA
91. MEFEXAMIDA
92. MEMANTINA
93. MEPAZINA
94. MESORIDAZINA
95. METILPENTINOL
96. METISERGIDA
97. METIXENO
98. METOPROMAZINA
99. METOXIFLURANO
100. MIANSERINA
101. MILNACIPRANO
102. MINAPRINA
103. MIRTAZAPINA
104. MISOPROSTOL
105. MOCLOBEMIDA
106. MOPERONA
107. NALOXONA
108. NALTREXONA
109. NEFAZODONA
110. NIALAMIDA
111. NOMIFENSINA
112. NORTRIPTILINA
113. NOXIPTILINA
114. OLANZAPINA
115. OPIPRAMOL
116. OXCARBAZEPINA
117. OXIBUPROCAÍNA (BENOXINATO)
118. OXIFENAMATO
119. OXIPERTINA
120. PAROXETINA
121. PENFLURIDOL
122. PERFENAZINA
123. PERGOLIDA
124. PERICIAZINA (PROPERICIAZINA)
125. PIMOZIDA
126. PIOGLITAZONA
127. PIPAMPERONA
128. PIPOTIAZINA
129. PRAMIPEXOL
130. PRIMIDONA
131. PROCLORPERAZINA
132. PROMAZINA
133. PROPANIDINA
134. PROPIOMAZINA
135. PROPOFOL
136. PROTIPENDIL
137. PROTRIPTILINA
138. PROXIMETACAINA
139. QUETIAPINA
140. REBOXETINA
141. RIBAVIRINA
142. RISPERIDONA
143. RIVASTIGMINA
144. ROPINIROL
145. SELEGILINA
146. SERTRALINA
147. SEVOFLURANO
148. SIBUTRAMINA
149. SULPIRIDA
150. SULTOPRIDA
151. TACRINA
152. TOLCAPONA
153. TETRACAÍNA
154. TIANEPTINA
155. TIAPRIDA
156. TIOPROPERAZINA
157. TIORIDAZINA
158. TIOTIXENO
159. TOPIRAMATO
160. TRANILCIPROMINA
161. TRAZODONA
162. TRICLOFÓS
163. TRICLOROETILENO
164. TRIFLUOPERAZINA
165. TRIFLUPERIDOL
166. TRIMIPRAMINA
167. TROGLITAZONA
168. VALPROATO SÓDICO
169. VENLAFAXINA
170. VERALIPRIDA
171. VIGABATRINA
172. ZANAMIVIR
173. ZIPRAZIDONA
174 ZOTEPINA
175. ZUCLOPENTIXOL

ADENDO:
1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos à base da substância LOPERAMIDA ficam sujeitos a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA.
3) fica proibido a comercialização e manipulação de todos os medicamentos que contenham LOPERAMIDA ou em associações, nas formas farmacêuticas líquidas ou em xarope para uso pediátrico (Portaria SVS/MS n.º 106 de 14 de setembro de 1994 – DOU 19/9/94).
4) só será permitida a compra e uso do medicamento contendo a substância MISOPROSTOL em estabelecimentos hospitalares devidamente cadastrados junto a Autoridade Sanitária para este fim;
5) os medicamentos à base da substância TETRACAÍNA ficam sujeitos a: (a) VENDA SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA – quando tratar-se de preparações farmacêuticas de uso tópico odontológico, não associadas a qualquer outro princípio ativo; (b) VENDA COM PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM A RETENÇÃO DE RECEITA – quando tratar-se de preparações farmacêuticas de uso tópico ortorrinolaringológico, especificamente para Colutórios e Soluções utilizadas no tratamento de Otite Externa e (c) VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA COM RETENÇÃO DE RECEITA – quando tratar-se de preparações farmacêuticas de uso tópico oftalmológico.
6) excetuam-se das disposições legais deste Regulamento Técnico as substâncias TRICLOROETILENO, DISSULFIRAM e LÍTIO (metálico e seus sais), quando, comprovadamente, forem utilizadas para outros fins que não os de efeito à área de saúde, e portanto não estão sujeitos ao controle e fiscalização previstos nas Portarias SVS/MS n.º 344/98 e 6/99.
7) as empresas detentoras de registro de medicamentos a base da substância TROGLITAZONA e PIOGLITAZONA ficam obrigadas a proceder o monitoramento clínico e bioquímico dos pacientes que utilizam os referidos medicamentos.

LISTA – C2
LISTA DE SUBSTÂNCIAS RETINÓICAS
(Sujeitas a Notificação de Receita Especial)

1. ACITRETINA
2. ADAPALENO
3. ISOTRETINOÍNA
4. TRETINOÍNA
ADENDO:
1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos de uso tópico contendo as substâncias desta lista ficam sujeitos a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA.

LISTA – C3
LISTA DE SUBSTÂNCIAS IMUNOSSUPRESSORAS
(Sujeita a Notificação de Receita Especial)

1. FTALIMIDOGLUTARIMIDA (TALIDOMIDA)
ADENDO:
1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.

LISTA – C4
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ANTI-RETROVIRAIS
(Sujeitas a Receituário do Programa
da DST/AIDS ou Sujeitas a Receita de Controle Especial em duas vias)

1. ABACAVIR
2. AMPRENAVIR
3. ATAZANAVIR
4. DELAVIRDINA
5. DIDANOSINA (ddI)
6. EFAVIRENZ
7. ENFUVIRTIDA
8. ESTAVUDINA (d4T)
9. INDINAVIR
10. LAMIVUDINA (3TC)
11. LOPINAVIR
12. NELFINAVIR
13. NEVIRAPINA
14. RITONAVIR
15. SAQUINAVIR
16. TENOFOVIR
17. ZALCITABINA (ddc)
18. ZIDOVUDINA (AZT)
ADENDO:
1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos à base de substâncias anti-retrovirais acima elencadas, devem ser prescritos em receituário próprio estabelecido pelo Programa de DST/AIDS do Ministério da Saúde, para dispensação nas farmácias hospitalares/ambulatoriais do Sistema Público de Saúde.
3) os medicamentos à base de substâncias anti-retrovirais acima elencadas, quando dispensados em farmácias e drogarias, ficam sujeitos a venda sob Receita de Controle Especial em 2 (duas) vias.

LISTA – C5
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ANABOLIZANTES
(Sujeitas a Receita de Controle Especial em duas vias)

1. ANDROSTANOLONA
2. BOLASTERONA
3. BOLDENONA
4. CLOROXOMESTERONA
5. CLOSTEBOL
6. DEIDROCLORMETILTESTOSTERONA
7. DROSTANOLONA
8. ESTANOLONA
9. ESTANOZOLOL
10. ETILESTRENOL
11. FLUOXIMESTERONA OU FLUOXIMETILTESTOSTERONA
12. FORMEBOLONA
13. MESTEROLONA
14. METANDIENONA
15. METANDRANONA
16. METANDRIOL
17. METENOLONA
18. METILTESTOSTERONA
19. MIBOLERONA
20. NANDROLONA
21. NORETANDROLONA
22. OXANDROLONA
23. OXIMESTERONA
24. OXIMETOLONA
25. PRASTERONA (DEIDROPIANDROSTERONA – DHEA)
26. SOMATROPINA (HORMÔNIO DO CRESCIMENTO HUMANO)
27. TESTOSTERONA
28. TREMBOLONA
ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1 os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2 os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos de uso tópico contendo as substâncias desta lista, ficam sujeitos a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA.

LISTA – D1
LISTA DE SUBSTÂNCIAS PRECURSORAS DE ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICOS
(Sujeitas a Receita Médica sem Retenção)

1. 1-FENIL-2-PROPANONA
2. 3,4 – METILENDIOXIFENIL-2-PROPANONA
3. ACIDO ANTRANÍLICO
4. ÁCIDO FENILACETICO
5. ÁCIDO LISÉRGICO
6. ÁCIDO N-ACETILANTRANÍLICO
7. DIIDROERGOTAMINA
8. DIIDROERGOMETRINA
9. EFEDRINA
10. ERGOMETRINA
11. ERGOTAMINA
12. ETAFEDRINA
13. ISOSAFROL
14. ÓLEO DE SASSAFRÁS
15. ÓLEO DA PIMENTA LONGA
16. PIPERIDINA
17. PIPERONAL
18. PSEUDOEFEDRINA
19. SAFROL
ADENDO:
1) ficam também sob controle, todos os sais das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) excetua-se do controle estabelecido nas Portarias SVS/MS n.º 344/98 e 6/99, as formulações não medicamentosas, que contém as substâncias desta lista quando se destinarem a outros seguimentos industriais.
3) óleo de pimenta longa é obtido da extração das folhas e dos talos finos da Piper hispidinervum C.DC., planta nativa da Região Norte do Brasil.

LISTA – D2
LISTA DE INSUMOS QUÍMICOS UTILIZADOS
PARA FABRICAÇÃO E SÍNTESE DE ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICOS
(Sujeitos a Controle do Ministério da Justiça)

1. ACETONA
2. ÁCIDO CLORÍDRICO
3. ÁCIDO SULFÚRICO
4. ANIDRIDO ACÉTICO
5. CLORETO DE ETILA
6. CLORETO DE METILENO
7. CLOROFÓRMIO
8. ÉTER ETÍLICO
9. METIL ETIL CETONA
10. PERMANGANATO DE POTÁSSIO
11. SULFATO DE SÓDIO
12. TOLUENO
ADENDO:
1) produtos e insumos químicos, sujeitos a controle da Polícia Federal, de acordo com a Lei nº 10.357 de 27/12/2001, Lei n.º 9.017 de 30/03/1995, Decreto n.º 1.646 de 26/09/1995, Decreto n.º 2.036 de 14/10/1996, Resolução n.º 01/95 de 07/11/1995 e Instrução Normativa n.º 06 de 25/09/1997;
2) o insumo químico ou substância CLOROFÓRMIO está proibido para uso em medicamentos.
3) o CLORETO DE ETILA, por meio da Resolução n.º 1, de 5 de fevereiro de 2001, foi incluido na relação de substâncias constatntes do artigo 1º da Resolução n.º 1-MJ, de 7 de novembro de 1995.
4) quando os insumos desta lista, forem utilizados para fins de fabricação de produtos sujeitos a vigilância sanitária, as empresas devem atender a legislação sanitária específica.

LISTA – E
LISTA DE PLANTAS QUE PODEM ORIGINAR SUBSTÂNCIAS
ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICAS

1. Cannabis sativa L..
2. Claviceps paspali Stevens & Hall.
3. Datura suaveolens Willd.
4. Erythroxylum coca Lam.
5. Lophophora williamsii Coult.
6. Papaver Somniferum L..
7. Prestonia amazonica J. F. Macbr.
ADENDO:
1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias obtidas a partir das plantas elencadas acima.
2) a planta Lophophora williamsii Coult. é comumente conhecida como cacto peyote.

LISTA – F
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS DE USO PROSCRITO NO BRASIL

LISTA F1 – SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES
1. 3-METILFENTANILA ou N-(3-METIL-1-(FENETIL-4-PIPERIDIL)PROPIONANILIDA 2. 3-METILTIOFENTANILA ou N-[3-METIL-1-[2-(2-TIENIL)ETIL]-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
3. ACETILALFA -METILFENTANILA ou N -[1-( ALFA -METILFENETIL)-4-PIPERIDIL]ACETANILIDA
4. ACETORFINA ou 3 O-ACETILTETRAHIDRO-7-ALFA -(1-HIDROXI-1-METILBUTIL)-6,14-ENDOETENO-ORIPAVINA
5. ALFA-METILFENTANILA ou N-[1-(ALFA -METILFENETIL)-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
6. ALFA -METILTIOFENTA-NILA ou N-[1-[1-METIL-2-(2-TIENIl)ETIL]-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
7. BETA -HIDROXI-3-METILFENTANILA ou N-[1-(BETA-HIDROXIFENETIL)-3-METIL-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
8. BETA-HIDROXIFENTA-NILA ou N-[1-(BETA-HIDROXIFENETIL)-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
9. CETOBEMIDONA ou 4-META-HIDROXIFENIL-1-METIL-4-PROPIONILPIPERIDINA
10. COCAÍNA ou ÉSTER METÍLICO DA BENZOILECGONINA
11. DESOMORFINA ou DIIDRODEOXIMORFINA
12. DIIDROETORFINA ou 7,8-DIIDRO-7-ALFA -[1-(R)-HIDROXI-1-METILBUTIL]-6,14ENDO-ETANOTERTAHIDROORIPAVINA
13. ECGONINA ou (-)-3-HIDROXITROPANO-2-CARBOXILATO
14. ETORFINA ou TETRAHIDRO-7-ALFA -(1-HIDROXI-1-METILBUTIL)-6,14ENDOETENO-ORIPAVINA
15. HEROÍNA ou DIACETILMORFINA
16. MPPP ou 1-METIL-4-FENIL-4-PROPIONATO DE PIPERIDINA (ÉSTER)
17. PARA -FLUOROFENTANILA ou 4′-FLUORON -(1-FENETIL-4-PIPERIDIL])PROPIONANILIDA
18. PEPAP ou 1-FENETIL-4-FENIL-4-ACETATO DE PIPERIDINA (ÉSTER)
19. TIOFENTANILA ou N-[1-[2-(TIENIL)ETIL]-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
ADENDO:
1)ficam também sob controle:
1.1.todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
1.2.todos os ésteres e derivados da substância ECGONINA que sejam transformáveis em ECGONINA E COCAÍNA.

LISTA F2 – SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS
1. (+) – LISÉRGIDA ou LSD; LSD-25; 9,10-DIDEHIDRO-N,N -DIETIL-6-METILERGOLINA-8BETA-CARBOXAMIDA
2. 4-METILAMINOREX ou (+ -)-CIS-2-AMINO-4-METIL-5-FENIL-2-OXAZOLINA
3. 4-MTA ou 4-METILTIOANFETAMINA
4. BENZOFETAMINA ou N-BENZIL-N, ALFA-DIMETILFENETILAMINA
5. BROLANFETAMINA ou DOB; (+ -) – 4-BROMO-2,5-DIMETOXI-ALFA-METILFENETILAMINA
6. CATINONA ou (-)-(S)-2-AMINOPROPIOFENONA
7. DET ou 3-[2-(DIETILAMINO)ETIL]INDOL
8. DMA ou (+ – )-2,5-DIMETOXI-ALFA-METILFENETILAMINA
9. DMHP ou 3-(1,2-DIMETILHEPTIL)-7,8,9,10-TETRAHIDRO-6,6,9-TRIMETIL-6H-DIBENZO[B,D]PIRANO-1-OL
10. DMT ou 3-[2-(DIMETILAMINO)ETIL] INDOL; N,N-DIMETILTRIPTAMINA
11. DOET ou (+ – )-4-ETIL-2,5-DIMETOXI-ALFA-FENETILAMINA 12. ETICICLIDINA ou PCE ; N -ETIL-1-FENILCICLOHEXILAMINA
13. ETRIPTAMINA ou 3-(2-AMINOBUTIL)INDOL
14. MDE ou N-ETIL MDA; (+ -)N-ETIL-ALFA-METIL-3,4-(METILENEDIOXI)FENETILAMINA
15. MDMA ou (+ – )N, ALFA -DIMETIL-3,4-(METILENODIOXI)FENETILAMINA; 3,4 METILENODIOXIMETANFETAMINA
16. MECLOQUALONA ou 3-(O-CLOROFENIL)-2-METIL-4(3H)-QUINAZOLINONA 17. MESCALINA ou 3,4,5-TRIMETOXIFENETILAMINA
18. METAQUALONA ou 2-METIL-3-O-TOLIL-4(3H)-QUINAZOLINONA
19. METCATINONA ou 2-(METILAMINO)-1-FENILPROPAN-L-ONA
20. MMDA ou 2-METOXI-ALFA-METIL-4,5-(METILENODIOXI)FENETILAMINA
21. PARAHEXILA ou 3-HEXIL-7,8,9,10-TETRAHIDRO-6,6,9-TRIMETIL-6H-DIBENZO[B,D]PIRANO-1-OL
22. PMA ou P-METOXI-ALFA-METILFENETILAMINA
23. PSILOCIBINA ou FOSFATO DIIDROGENADO DE 3-[2-(DIMETILAMINOETIL)]INDOL-4-ILO
24. PSILOCINA ou PSILOTSINA ; 3-[2-(DIMETILAMINO)ETIL]INDOL-4-OL
25. ROLICICLIDINA ou PHP; PCPY ; 1-(1-FENILCICLOHEXIL)PIRROLIDINA
26. STP ou DOM ; 2,5-DIMET OXIALFA ,4-DIMETILFENETILAMINA
27. TENAMFETAMINA ou MDA; ALFA-METIL-3,4-(METILENODIOXI)FENETILAMINA
28. TENOCICLIDINA ou TCP ; 1-[1-(2-TIENIL)CICLOHEXIL]PIPERIDINA
29. TETRAHIDROCANNABINOL ou THC
30. TMA ou (+ -)-3,4,5-TRIMETOXI-ALFA -METILFENETILAMINA
31. ZIPEPROL ou ALFA-(ALFA-METOXIBENZIL)-4-(BETA-METOXIFENETIL)-1-PIPERAZINAETANOL
ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1.todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
1.2. os seguintes isômeros e suas variantes estereoquímicas da substância TETRAHIDROCANNABINOL:
7,8,9,10-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
(9R,10aR)-8,9,10,10a-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
(6aR,9R,10aR)-6a,9,10,10a-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
(6aR,10aR)-6a,7,10,10a-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
6a,7,8,9-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
(6aR,10aR)-6a,7,8,9,10,10a-hexahidro-6,6-dimetil-9-metileno-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1ol

LISTA F3 – SUBSTÂNCIAS PRECURSORAS

1. FENILPROPANOLAMINA
ADENDO:
1) ficam também sob controle todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.

LISTA F4 – OUTRAS SUBSTÂNCIAS

1. ESTRICNINA
2. ETRETINATO
3. DEXFENFLURAMINA
4. FENFLURAMINA
5. LINDANO
6. TERFENADINA
ADENDO:
1) ficam também sob controle todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) fica autorizado o uso de LINDANO como preservativo de madeira, sob o controle do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.

Fonte: Diário Oficial da União; Poder Executivo, Brasília, DF, n.º 101, 27 maio 2004. Seção 1, p. 33-6

 

Filtro Esportivo, Chip de Potência, etc…

por: Roberto Lazaro Silveira

Gostaria de compartilhar com os leitores – através da categoria temas variados do meu site – relatos de experimentos científicos que comprovam a ineficácia de certos acessórios para carros que servirão somente para fazer você jogar dinheiro fora. Para isto selecionei uma matéria do Engenheiro Cezar Marques, boa leitura:

Os testes abaixo foram publicados nas páginas 112, 113 e 114 da Revista HOT número 31 de setembro de 2004. Essa revista tem um Mazda RX-7 amarelo na capa. Os resultados desses testes, que apesar de sua importância não tiveram nenhuma chamada de capa, comprovam o que dizemos desde 1996:

CHIP, FILTRO DE AR E OUTRAS MÁGICAS NÃO FUNCIONAM!!!

Esses testes foram feitos num Volkswagen Gol com motor 1.6 litros , com 8 válvulas, e injeção MI original do estudante de engenharia mecânica Danilo Hischler Scherer e medidos no dinamômetro Mustang da Funari Automotiva em São Paulo , que é “fabricante” de CHIPS de potência e vende equipamentos como filtros K&N de alta vazão, borboletas retrabalhadas, etc…

A matéria da revista HOT mencionada acima, que deveria ser fantástica e tirar todas as dúvidas dos leitores, não sabemos porque motivo está extremamente mal feita,confusa e mal escrita. E porque afirmamos isso? Porque sem uma planilha muito bem feita, muito conhecimento de mecânica, vasta experiência em preparação e uma calculadora, é muito difícil perceber a primeira vista quem dá o que em termos de HP e quais são os reais resultados do que foi medido. Por isso fizemos esse trabalho para você, leitor apaixonado por carro, que sempre foi enganado no Brasil.

Ao acabar de ler nosso estudo ficará surpreso de como é enganado diariamente nesse Brasil onde ficou claro que querem mostrar que só se consegue ganhar dinheiro enganando os outros. Mas ao ler as explicações que demos poderá constatar que já foi enganado, ou evitará que você e seus amigos sejam enganados com a utilização dessas mágicas.

E ai vai fazer o que faz quando fica doente: procura um médico! Ou quando foi enganado e procura um advogado: vai procurar um engenheiro ou um bom técnico que seja realmente honesto e não diga: ouvimos falar que assim funciona, ou dizem que fica perfeito…

Vai aprender a tomar cuidado com as mágicas que vendem por ai no papel: os famosos gráficos de potência no papel. Lembre-se que PAPEL ACEITA TUDO!!! Ainda mais quando quem faz os gráficos é um “mágico”.

Se você tem alguma dúvida de como testar seu carro para comprovar que foi enganado, veja nossa página onde ensinamos testes simples que você faz sozinho e em 30 segundos.

Falei até com Josias Silveira, editor da HOT, 58 de experiência no Brasil, que não conseguiu me ajudar para mostrar aos leitores a verdade sobre a preparação de motores no Brasil. Mas, se a HOT não puder enviar a matéria, ou disponibilizar a mesma para os leitores, nos colocamos a disposição para enviar a integra da matéria publicada na HOT via e-mail ou correios. Também estamos a disposição para qualquer dúvida na interpretação correta dos números fornecidos.

Podem nos contatar via e-mail, via fórum, pessoalmente ou lendo nossa página www.cmracing.com.br . Vamos as conclusões.

1) POTÊNCIA DO MOTOR ORIGINAL 1.6 LITROS DA VW.

A medição do motor 1.6 litros original da Volkswagen feita no dinamômetro da FUNARI:

88,5 HP nas 5250 RPM – 15,4 Kgfm de torque nas 2.750 RPM

2) POTÊNCIA COM CHIP E FILTRO K&N.

O primeiro “veneno” foi a instalação de um filtro de ar de alta vazão K&N e um CHIP FUNARI adequado também para a “maior” vazão de ar conseguida com o uso do filtro de ar:

90,5 HP nas 5.250 RPM – 15,67 Kgfm de torque nas 2.750 RPM.

CONCLUSÕES: C omo dizemos desde 1996, CHIP não dá um ÚNICO HP a mais! E perguntamos: quem deu esses monstruosos 2 HP a mais foi o filtro de ar??? Ou apenas um erro de medida por esse motor estar mais aquecido na segunda medição no dinamômetro e ai a potência normalmente sobe 2 HP… Lembre-se que esses 2 % (DOIS POR CENTO) a mais de potência são considerados desvios de medida, o que mostra qualquer aula de Física Experimental I. Até uma simples ignição dá mais potência que filtro de ar K&N e CHIP, embora esses filtros e chips mágicos prometam INÚMEROS HP A MAIS.

E eu me pergunto: onde estão aqueles CHIPS milagrosos que prometem 15 HP a mais??? E as propagandas que tem até versão de 25 HP a mais? Ou os filtros mágicos que prometem 5 HP a mais? Porque ninguém faz essas contas? Ou questiona a turma que vende essas mágicas? E os fazedores de gráficos milagrosos? São os gráficos “pega otário”. Esse Brasil é muito estranho…

E o próprio autor Danilo conclui “o motor perdeu um pouco de sua linearidade, demonstrado pelos “buracos” no gráfico de torque, devido ao CHIP não original”.

3) POTÊNCIA COM CHIP, FILTRO K&N E CORPO DE BORBOLETA.

O corpo da borboleta original do motor VW foi trocado por outro idêntico, porém retrabalhado para aumentar o diâmetro em 2 mm . Se essa borboleta tinha originalmente 48 mm (meça a borboleta e não a parte mais larga antes dela), esses 2 milímetros a mais no diâmetro correspondem a um aumento de área de 8,5 %! Conforme apregoam propagandas enganosas, deveria ser esperado um aumento de potência de 8,5 %! De acordo com a matéria foram mantidos para o teste de potência o CHIP FUNARI e o filtro de ar K&N de alta vazão, já que partem de 90,5 HP da medida feita no item 2:

87,6 HP nas 5.250 RPM – 15,7 Kgfm de torque nas 3.000 RPM

CONCLUSÕES: PERDA DE 2,9 HP! OU ROUBO DE 2,9 HP??? A potência caiu de 90,5 HP para 87,6 HP e ficou com menos potência que o motor original de fábrica!!!

O torque máximo foi de 15,7 Kgfm nas 3.000 RPM. Essa maior rotação para a faixa de torque máximo faz com que o carro fique mais fraco para se dirigir em baixas rotações, e ai passa a gastar mais combustível. Como sempre afirmamos, ninguém consegue aumentar a potência de um perfeito motor original de fábrica com essas mágicas.

4) POTÊNCIA COM COMANDO DE VÁLVULAS.

Com o comando de válvulas original do Volkswagen 1.6 litros trocado pelo do Pointer GTI a álcool, e sem CHIP específico para o comando,

96,1 HP nas 5.500 RPM – 14,5 Kgfm de torque nas 3.250 RPM

CONCLUSÕES: A troca do comando original de fábrica pelo do GTI á álcool deu os 7 HP a mais de potência que a VW ganhava num antigo motor carburado original APENAS com a troca do comando comum pelo famoso comando 049G (descrito em detalhes na página www.cmracing.com.br ). Basta lembrar do velho Gol GTS com 99 HP…

Como demonstrado na página CM Racing, potência é RPM vezes TORQUE! Se você aumentou a RPM, e o torque se manteve ou caiu pouco como em qualquer motor, a potência aumenta! Isso é apenas matemática e não mágica! Mas como o torque diminuiu e a rotação de torque máximo subiu, esse motor ficará bem mais fraco em baixas rotações e gastará muito mais combustível na cidade.

5) POTÊNCIA COM COMANDO, CHIP E FILTRO K&N

Utilizando o comando de válvulas do GTI á álcool, o filtro de ar K&N de alta vazão e um CHIP FUNARI feito para o acerto perfeito desse conjunto:

101,3 HP nas 5.750 RPM – 15,1 Kgfm de torque nas 3.000 RPM

CONCLUSÕES: Uma visão mais desatenta dos números de potência, ou sem o devido rigor técnico, poderia levar a conclusão de que o CHIP e o filtro de ar K&N junto com o comando de válvulas deram alguns HP a mais do que só a potência conseguida com a utilização do comando de válvulas na medição feita no item 4.

Como demonstrado na página www.cmracing.com.br potência é RPM vezes TORQUE! E como a potência máxima subiu com a utilização desse conjunto “mágico” com CHIP e filtro K&N, mas a rotação onde essa potência foi obtida também subiu, temos que fazer os cálculos dessa diferença de potência. E para isso, simploriamente falando, basta dividir 5.750 RPM (potência máxima obtida com esse novo conjunto) pelos 5.500 RPM (potência máxima obtida só com a utilização do comando de válvulas do GTI no teste no item 4). Essa divisão matemática dá exatamente 1,04545 (faça você a conta), que multiplicados pelos 96,1 HP obtidos na medição do item 4 dão exatos 100,5 HP.

Esse conjunto “mágico” do item 5 com CHIP, filtro K&N e comando deu apenas 101,3 HP. Como as contas acima mostraram, só o comando de válvulas nessas mesmas 5750 RPM deveriam dar 100,5 HP. Essa simples subtração dão EXATOS 0,8 HP A MAIS DO QUE UTILIZANDO SÓ O COMANDO DO GTI!!!! Ou seja, essas mágicas deram apenas 0,8 HP a mais.

Como temos certeza, pela nossa experiência em turbinar mais de 3.000 motores, que as injeções originais conseguem alimentar até uns 10 % a mais que a potência medida no nível do mar, e essa medição feita na FUNARI em São Paulo foi a mais de 900 metros de altura (a pressão atmosférica cai, o MAP detecta isso e faz as correções necessárias para alimentar corretamente o motor), podemos afirmar que esses 0,8 HP a mais não passam de um desvio, ou erro, de medida!!! Não estamos dizendo que o engano foi proposital, que a matéria foi mal escrita, etc, estamos afirmando que essas mágicas não dão um ÚNICO HP a mais…

Para quem não tem certeza da técnica explicada acima, OU DO QUE ESTAMOS AFIRMANDO DE NÃO GANHAR UM HP A MAIS COM MÁGICAS, basta nos convidar para medir, por exemplo, um VW TSI original, que não tinha limitador de RPM de fábrica, e vai comprovar que ele alimenta perfeitamente bem o motor até as 7500 RPM, OU MAIS!!! Temos em Porto Alegre um desses motores feito pela loja Tecnosound do Daniel (51) 3019.58.58. Se houver interesse podemos filmar o carro acelerando.

Potência infinitamente maior pode ser obtida exatamente como fizemos com um motor carburado 1.6 todo original usando o mini progressivo, apenas com taxa de compressão alta, comando 049G e nossa ignição, onde tiramos 132,5 HP nas 7.000 RPM. Esse motor está detalhadamente descrito na página www.cmracing.com.br

E eu me pergunto: onde estão aqueles CHIPS milagrosos que prometem 15 HP a mais? E as propagandas que tem até versão de 25 HP a mais? Ou os filtros mágicos que prometem 5 HP a mais? Porque ninguém faz essas contas? Ou questiona a turma que vende essas mágicas? E os fazedores de gráficos milagrosos? Esse Brasil é muito estranho…

6) POTÊNCIA COM COMANDO E BORBOLETA RETRABALHADA

Utilizando o comando do GTI á álcool, borboleta retrabalhada e sem o CHIP FUNARI específico:

94,6 HP nas 5.500 RPM – 14,7 Kgfm de torque nas 3.250 RPM

CONCLUSÕES:

a) Pela medição feita só com o comando de válvulas no item 4 acima sua potência era de 96,1 HP nas 5.500 RPM,

b) Pela medição feita no item 3 acima, o motor perdeu 2,9 HP de potência só com a utilização do corpo de borboletas,

c) Na medição de potência deste item a potência foi de 94,6 HP nas mesmas 5.500 RPM.

Ou seja, você perde 1,5 HP ao utilizar o comando junto com o corpo de borboletas.

Como sempre afirmamos, ninguém consegue aumentar a potência de um perfeito motor original de fábrica com mágicas. Só existe uma conclusão óbvia: NUNCA RETRABALHE SEU CORPO DE BORBOLETAS!!!

7) POTÊNCIA COM COMANDO, FILTRO K&N, CHIP, BORBOLETA RETRABALHADA.

Utilizando o comando do GTI á álcool, filtro K&N de alta vazão, corpo de borboleta retrabalhado e CHIP feito especialmente para esse conjunto, foram medidos:

104,7 HP nas 5.750 RPM – 15,4 Kgfm nas 3.250 RPM –

CONCLUSÕES:

a) Como mostrado no item 4 acima onde somente foi utilizado o comando de válvulas do GTI á álcool, ganhamos uma boa potência mantendo tudo original no motor!

b) Como mostrado no item 5, fizemos os cálculos da maior potência conseguida apenas com o comando em rotação mais alta e obtivemos 100,5 HP!

c) E com essa configuração do item 7, onde gastamos horrores em equipamentos, perdemos a garantia se for um carro novo (lembre-se que a garantia hoje vai de 2 a 5 anos), mudamos todo o motor, passamos a gastar horrores de combustível, perdemos a dirigibilidade em baixas rotações, etc, e fizemos tudo isso para passar de 100,5 HP num motor todo original para 104,7 HP num motor todo futucado? UM GANHO DE APENAS 4,2 HP? Isso se não houve “nenhum” erro de medida, mesmo que seja acidental? Não estamos querendo afirmar que dinamômetros são programáveis, etc. Ou que na engenharia desprezamos, para efeito de cálculos, qualquer coisa menor que 5 %.

Onde estão aqueles CHIPS milagrosos que prometem 15 HP a mais? E as propagandas que tem até versão de 25 HP a mais! Ou os filtros mágicos que prometem 5 HP a mais? E os corpos de borboletas retrabalhados que prometem até “vida eterna”? Porque ninguém faz essas contas? Ou questiona a turma que vende essas mágicas? E os fazedores de gráficos milagrosos? Esse Brasil é muito estranho…

Só como informação, nossa ignição da bem mais potência que isso, você sente facilmente a diferença, e ainda torna o carro muito mais econômico.

Só podemos concluir: NUNCA USE CHIP, FILTRO K&N E BORBOLETA RETRABALHADA!!!

Ou passe a acreditar em Papai Noel , Peter Pan, Mandrake, etc.

8) POTÊNCIA COM COMANDO, FILTRO K&N, CHIP E ESCAPE ABERTO.

Utilizando o comando de válvulas do GTI á álcool, filtro K&N de alta vazão, escapamento todo feito e CHIP FUNARI preparado especificamente para o novo conjunto acima:

109,1 HP nas 6.000 RPM – 15,4 Kgfm de torque nas 4.750 RPM

CONCLUSÕES: Uma visão mais desatenta dos números de potência, ou sem o devido rigor técnico, novamente poderia levar a conclusão de que o CHIP especialmente feito para esse conjunto e o filtro de ar K&N de alta vazão junto com o comando de válvulas deram alguns HP a mais do que a potência conseguida só com a utilização do comando de válvulas na medição feita no item 4.

Como demonstrado na página www.cmracing.com.br potência é RPM vezes TORQUE! E como a potência máxima subiu com a utilização desse conjunto “mágico” com CHIP, filtro K&N, e agora ainda temos o escapamento aberto, mas a rotação onde essa potência foi obtida também subiu, temos que fazer os cálculos dessa diferença de potência. E para isso, simploriamente falando, basta dividir 6.000 RPM (potência máxima obtida com esse novo conjunto) pelos 5.500 RPM (potência máxima obtida só com a utilização do comando de válvulas do GTI no teste no item 4). Essa divisão matemática dá exatamente 1,0909 (faça você a conta), que multiplicados pelos 96,1 HP obtidos na medição do item 4 dão exatos 104,8 HP.

Qualquer um pode verificar nos testes publicados pelas montadoras (matérias antigas de quando fizeram os carros com catalisadores mostram isso claramente) que a simples retirada do catalisador dá uns 5 hp a mais, OU MAIS. Um bom sistema de escapamento dá uns 2 hp a mais, OU BEM MAIS. Ou seja, um sistema de escape dá facilmente 7 HP a mais, OU BEM MAIS.

Se somarmos os 104,8 HP obtidos apenas com a utilização do comando original do GTI á álcool nas 6.000 RPM, mais os 7 HP com a melhora no sistema de escape (total 111,8 HP), chegamos novamente a conclusão de que SE VOCÊ NÃO QUER PERDER 111,8 HP MENOS 109,1 HP, ou seja, PERDER 2,7 HP, NUNCA, MAS NUNCA, USE CHIP E FILTRO K&N!!!

Onde estão aqueles CHIPS milagrosos que prometem 15 HP a mais? E as propagandas que tem até versão de 25 HP a mais! Ou os filtros mágicos que prometem 5 HP a mais? Porque ninguém faz essas contas? Ou questiona a turma que vende essas mágicas? E os fazedores de gráficos milagrosos? Esse Brasil é muito estranho…

E se mesmo assim você insistir em usar essas “mágicas” que roubam potência, como o torque máximo com essas mágicas é exatamente igual ao motor original 1.6 de fábrica, só que nas 4.750 RPM, seu motor vai ficar um bêbado em baixas rotações e na direção na cidade vai ficar um “morto”… O próprio autor da matéria afirma isso.

9) POTÊNCIA COM COMANDO, BORBOLETA RETRABALHADA E ESCAPE ABERTO .

Utilizando o comando de válvulas do GTI á álcool, escapamento todo feito, borboleta retrabalhada e sem o CHIP específico para o novo conjunto acima, foram medidos:

106,1 HP nas 5.550 RPM – 15,2 Kgfm de torque nas 4.750 RPM –

CONCLUSÕES: Como mostrado antes no item 3, o corpo de borboletas rouba 2,9 HP do seu motor. Ou seja, de 109,1 HP conseguidos no item 8 com os mesmo itens dessa medição e mais o filtro K&N e o chip preparado, tirando os 2,9 HP roubados pelo corpo de borboletas retrabalhado fica mais que evidente que o CHIP e o filtro K&N não dão nenhum hp a mais, porque voltamos para 106,2 HP, a mesma potência conseguida sem filtro K&N e sem CHIP.

E se mesmo assim você insistir em usar essas “mágicas” que roubam potência, como o torque máximo com essas mágicas é quase igual ao motor original 1.6 de fábrica, só que nas 4.750 RPM, seu motor vai ficar um bêbado em baixas rotações e na direção na cidade vai ficar um “morto”…

10) POTÊNCIA COM COMANDO, FILTRO K&N, CHIP, CORPO DE BORBOLETAS RETRABALHADO E ESCAPAMENTO ABERTO.

Utilizando o comando de válvulas do GTI á álcool, filtro K&N de alta vazão, corpo de borboletas retrabalhado, escapamento todo retrabalhado, e CHIP preparado para esse conjunto:

108,3 HP nas 6.250 RPM – Não menciona o torque, mas foi obtido nas 4.750 RPM

CONCLUSÕES: Como várias vezes mostrado acima, pode colocar o filtro K&N que quiser, o CHIP que quiser, e o corpo de borboletas que quiser que não tira um ÚNICO HP a mais! E até perde muitos HP.

O próprio autor da matéria, Danilo, conclui que com essas modificações o motor fica menos elástico para uso urbano, que o escape esportivo traz certo incomodo em viagens longas, e que o consumo aumentou proporcionalmente…

A nossa conclusão é muito simples: se quer um motor muito econômico e com muita potência, faça o que está dito na nossa página: taxa, ignição e se quiser muito mesmo, até ganhar de turbos feitos com mágicas, instale um comando tipo o que foi usado nessa matéria, ou o velho 049G. Mas, por favor, instale com a polia original de fábrica…

 

Memórias utilizadas para tocar violão

por: Roberto Lazaro Silveira

As memórias que trabalham para que toda organização funcione harmoniosamente estavam nas primeiras páginas do trabalho de Piaget, a psicologia da inteligência em que descreve todas as etapas do desenvolvimento de uma criança, e eu podia adaptá-las ao desenvolvimento de um aluno de violão.

Memória muscular: é aquela relacionada ao contato direto com o instrumento, que podemos chamar de técnica, que é a postura das mãos e do desenvolvimento motor, é o desenvolvimento do mecanismo necessário para a realização de um peça musical.

Memória visual: é aquela que abrange tanto a leitura do texto musical como o visual do braço do instrumento, relacionado com a mão esquerda e também o dedilhado da mão direita, assim realizando infinitas combinações.

Memória auditiva: é o resultado da memória muscular, guiando no sentido da resolução e precisão dos gestos para dar um sentido estético adequado a obra proposta.

 

Trabalho em Rede: Princípios da Intersetorialidade

por: Roberto Lazaro Silveira

É uma junta contendo as políticas públicas através do desenvolvimento de ações conjuntas destinadas a proteção, inclusão e promoção da família vítima do processo de exclusão social.

Ocorre para orientar as práticas de construção de redes municipais: “até algumas décadas atrás, usávamos o termo rede na administração pública ou privada para designar uma cadeia de serviços similares, subordinados em geral a uma organização-mãe que exercia a gestão de forma centralizada e hierárquica” (GUARÁ et al. 1998, p. 12); “uma rede pode ser o resultado do processo de agregação de várias organizações afins em torno de um interesse comum, seja na prestação de serviços, seja na produção de bens. Neste caso, dizemos que as unidades operacionais independentes são ‘credenciadas’ e interdependentes com relação aos processos operacionais que compartilham.” (GONÇALVES apud GUARÁ et al. 1998, p. 13)

Pensar rede nesta perspectiva exige sintonia com a realidade local, com sua cultura de organização social, bem como uma sociedade civil forte e organizada, capaz de se fazer ativa e participativa diante da administração pública.
O termo rede sugere a idéia de articulação, conexão, vínculos, ações complementares, relações horizontais entre parceiros, interdependência de serviços para garantir a integralidade da atenção aos segmentos sociais vulnerabilizados ou em situação de risco social e pessoal.

Assim na área da criança e do adolescente entende-se rede como “conjunto integrado de instituições governamentais, não governamentais e informais, ações, informações, profissionais, serviços e programas que priorizem o atendimento integral à criança e adolescente na realidade local de forma descentralizada e participativa.”(HOFFMANN et al, 2000, p. 6). GUARÁ et al (1998, p. 18 – 32) classifica os tipos de redes que podem ser observadas no espaço local, como: a rede social espontânea; redes sócio – comunitárias; rede social movimentalista; redes setoriais públicas; e redes de serviços privados. Porém a esta classificação acrescenta-se duas outras que retratam com maior dinamicidade as possibilidades de articulação às já existentes, como as redes regionais e as redes intersetoriais*. Observe abaixo a classificação organizada por GUARA et ALL, veja,

ESPONTÂNEA: constituída pelo núcleo familiar, pela vizinhança, pela comunidade e pela Igreja. São consideradas as redes primárias, sustentadas em princípios como cooperação, afetividade e solidariedade.

REDES SÓCIO – COMUNITÁRIAS: constituída por agentes filantrópicos, organizações comunitárias, associações de bairros, entre outros que objetivam oferecer serviços assistenciais, organizar comunidades e grupos sociais.

REDE SOCIAL MOVIMENTALISTA: constituída por movimentos sociais de luta pela garantia dos direitos sociais (creche, saúde, educação, habitação, terra…). Caracteriza-se por defender a democracia e a participação popular.

REDES SETORIAIS PÚBLICAS: são aquelas que prestam serviços e programas sociais consagrados pelas políticas públicas como educação, saúde, assistência social, previdência social, habitação, cultura, lazer, etc.

REDES DE SERVIÇOS PRIVADOS: constituída por serviços especializados na área de educação, saúde, habitação, previdência, e outros que se destinam a atender aos que podem pagar por eles.

REDES REGIONAIS: constituídas pela articulação entre serviços em diversas áreas da política pública e entre municípios de uma mesma região.

REDES INTERSETORIAIS*: são aquelas que articulam o conjunto das organizações governamentais, não governamentais e informais, comunidades, profissionais, serviços, programas sociais, setor privado, bem como as redes setoriais, priorizando o atendimento integral às necessidades dos segmentos vulnerabilizados socialmente.

GUARÁ, et al Gestão Municipal dos serviços de atenção à criança e ao adolescente. São Paulo: IEE/PUC – SP; Brasília: SAS/MPAS,1998.

*Núcleo de Estudos da Família Criança e Adolescente da UEPG – Ponta Grossa/Pr Org: a autora Ano: 2001.

 

Vaidade

por: Roberto Lazaro Silveira

Uma pessoa vaidosa idealiza uma imagem pessoal para transmitir aos outros, com o objetivo de ser admirada. Mostra com extravagância seus pontos positivos e esconde seus pontos negativos.

A vaidade é mais utilizada também hoje para estética, visual e aparência da própria pessoa. A imagem de uma pessoa vaidosa estará geralmente em frente a um espelho.

 

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Para a psicanálise de Freud a vaidade está ligada ao narcisismo, assim, atribuímos à feminilidade maior quantidade de narcisismo, que também afeta a escolha objetal da mulher, de modo que, para ela, ser amada é uma necessidade mais forte que amar.

A inveja do pênis tem em parte, como efeito, também a vaidade física das mulheres, de vez que elas não podem fugir à necessidade de valorizar seus encantos, do modo mais evidente, como uma tardia compensação por sua inferioridade sexual original.

Eis o “enigma da natureza feminina”: “anatomia é destino”. Para Freud, passividade, masoquismo, frigidez, vaidade, são atributos da constituição feminina, resultado da consciência de nossa castração e conseqüente inveja do pênis; esta inveja será substituída pelo desejo de ter um bebê – preferencialmente masculino, para quem a mãe transfere a ambição que ela foi obrigada a suprimir. A maternidade, esse complexo e insubstituível motor da vida, teria então sua origem em um sentimento menor, o da inveja.

Também para Freud a vaidade, quando bem administrada, é o motor das realizações.

A vaidade é o ponto fraco do herói Sansão na mitologia.

A vaidade é considerada o mais grave dos pecados capitais.

 

Multidisciplinar

por: Roberto Lazaro Silveira

Conjunto de disciplinas a serem trabalhadas simultaneamente, sem fazer aparecer as relações que possam existir entre elas, destinando-se a um sistema de um só nível e de objetivos únicos, sem nenhuma cooperação. A multidisciplinaridade corresponde à estrutura tradicional de currículo nas escolas, o qual encontra-se fragmentado em várias disciplinas.

De acordo com o conceito de multidisciplinaridade, recorre-se a informações de várias matérias para estudar um determinado elemento, sem a preocupação de interligar as disciplinas entre si. Assim, cada matéria contribuiu com informações próprias do seu campo de conhecimento, sem considerar que existe uma integração entre elas. Essa forma de relacionamento entre as disciplinas é considerada pouco eficaz para a transferência de conhecimentos, já que impede uma relação entre os vários conhecimentos.

Segundo Piaget, a multidisciplinaridade ocorre quando “a solução de um problema torna necessário obter informação de duas ou mais ciências ou setores do conhecimento sem que as disciplinas envolvidas no processo sejam elas mesmas modificadas ou enriquecidas”. A multidisciplinaridade foi considerada importante para acabar com um ensino extremamente especializado, concentrado em uma única disciplina.

A origem da multidisciplinaridade encontra-se na idéia de que o conhecimento pode ser dividido em partes (disciplinas), resultado da visão cartesiana e depois cientificista na qual a disciplina é um tipo de saber específico e possui um objeto determinado e reconhecido, bem como conhecimentos e saberes relativos a este objeto e métodos próprios. Constitui-se, então, a partir de uma determinada subdivisão de um domínio específico do conhecimento. A tentativa de estabelecer relações entre as disciplinas é que daria origem à chamada interdisciplinaridade.

A multidisciplinaridade difere-se da pluridisciplinaridade porque esta, apesar de também considerar um sistema de disciplinas de um só nível, possui disciplinas justapostas situadas geralmente ao mesmo nível hierárquico e agrupadas de modo a fazer aparecer as relações existentes entre elas.

abordagem multidisciplinar

multidisciplinar o que é

projeto multidisciplinar

 

Cráse

por: Roberto Lazaro Silveira

A crase indica a fusão da preposição a com artigo a: João voltou à (a preposição + a artigo) cidade natal. / Os documentos foram apresentados às (a prep. + as art.) autoridades. Dessa forma, não existe crase antes de palavra masculina: Vou a pé. / Andou a cavalo. Existe uma única exceção, explicada mais adiante.

Regras práticas

Primeira – Substitua a palavra antes da qual aparece o a ou as por um termo masculino. Se o a ou as se transformar em ao ou aos, existe crase; do contrário, não. Nos exemplos já citados: João voltou ao país natal. / Os documentos foram apresentados aos juízes. Outros exemplos: Atentas às modificações, as moças… (Atentos aos processos, os moços…) / Junto à parede (junto ao muro).

No caso de nome geográfico ou de lugar, substitua o a ou as por para. Se o certo for para a, use a crase: Foi à França (foi para a França). / Irão à Colômbia (irão para a Colômbia). / Voltou a Curitiba (voltou para Curitiba, sem crase). Pode-se igualmente usar a forma voltar de: se o de se transformar em da, há crase, inexistente se o de não se alterar: Retornou à Argentina (voltou da Argentina). / Foi a Roma (voltou de Roma).

Segunda – A combinação de outras preposições com a (para a, na, da, pela e com a, principalmente) indica se o a ou as deve levar crase. Não é necessário que a frase alternativa tenha o mesmo sentido da original nem que a regência seja correta. Exemplos: Emprestou o livro à amiga (para a amiga). / Chegou à Espanha (da Espanha). / As visitas virão às 6 horas (pelas 6 horas). / Estava às portas da morte (nas portas). / À saída (na saída). / À falta de (na falta de, com a falta de).

Usa-se a crase ainda

1 – Nas formas àquela, àquele, àquelas, àqueles, àquilo, àqueloutro (e derivados): Cheguei àquele (a + aquele) lugar. / Vou àquelas cidades. / Referiu-se àqueles livros. / Não deu importância àquilo.

2 – Nas indicações de horas, desde que determinadas: Chegou às 8 horas, às 10 horas, à 1 hora. Zero e meia incluem-se na regra: O aumento entra em vigor à zero hora. / Veio à meia-noite em ponto. A indeterminação afasta a crase: Irá a uma hora qualquer.

3 – Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas como às pressas, às vezes, à risca, à noite, à direita, à esquerda, à frente, à maneira de, à moda de, à procura de, à mercê de, à custa de, à medida que, à proporção que, à força de, à espera de: Saiu às pressas. / Vive à custa do pai. / Estava à espera do irmão. / Sua tristeza aumentava à medida que os amigos partiam. / Serviu o filé à moda da casa.

4 – Nas locuções que indicam meio ou instrumento e em outras nas quais a tradição lingüística o exija, como à bala, à faca, à máquina, à chave, à vista, à venda, à toa, à tinta, à mão, à navalha, à espada, à baioneta calada, à queima-roupa, à fome (matar à fome): Morto à bala, à faca, à navalha. / Escrito à tinta, à mão, à máquina. / Pagamento à vista. / Produto à venda. / Andava à toa. Observação: Neste caso não se pode usar a regra prática de substituir a por ao.

5 – Antes dos relativos que, qual e quais, quando o a ou as puderem ser substituídos por ao ou aos: Eis a moça à qual você se referiu (equivalente: eis o rapaz ao qual você se referiu). / Fez alusão às pesquisas às quais nos dedicamos (fez alusão aos trabalhos aos quais…). / É uma situação semelhante à que enfrentamos ontem (é um problema semelhante ao que…).

Não se usa a crase antes de

1 – Palavra masculina: andar a pé, pagamento a prazo, caminhadas a esmo, cheirar a suor, viajar a cavalo, vestir-se a caráter. Exceção. Existe a crase quando se pode subentender uma palavra feminina, especialmente moda e maneira, ou qualquer outra que determine um nome de empresa ou coisa: Salto à Luís XV (à moda de Luís XV). / Estilo à Machado de Assis (à maneira de). / Referiu-se à Apollo (à nave Apollo). / Dirigiu-se à (fragata) Gustavo Barroso. / Vou à (editora) Melhoramentos. / Fez alusão à (revista) Projeto.

2 – Nome de cidade: Chegou a Brasília. / Irão a Roma este ano. Exceção. Há crase quando se atribui uma qualidade à cidade: Iremos à Roma dos Césares. / Referiu-se à bela Lisboa, à Brasília das mordomias, à Londres do século 19.

3 – Verbo: Passou a ver. / Começou a fazer. / Pôs-se a falar.

4 – Substantivos repetidos: Cara a cara, frente a frente, gota a gota, de ponta a ponta.

5 – Ela, esta e essa: Pediram a ela que saísse. / Cheguei a esta conclusão. / Dedicou o livro a essa moça.

6 – Outros pronomes que não admitem artigo, como ninguém, alguém, toda, cada, tudo, você, alguma, qual, etc.

7 – Formas de tratamento: Escreverei a Vossa Excelência. / Recomendamos a Vossa Senhoria… / Pediram a Vossa Majestade…

8 – Uma: Foi a uma festa. Exceções. Na locução à uma (ao mesmo tempo) e no caso em que uma designa hora (Sairá à uma hora).

9 – Palavra feminina tomada em sentido genérico: Não damos ouvidos a reclamações. / Em respeito a morte em família, faltou ao serviço. Repare: Em respeito a falecimento, e não ao falecimento. / Não me refiro a mulheres, mas a meninas.

Alguns casos são fáceis de identificar: se couber o indefinido uma antes da palavra feminina, não existirá crase. Assim: A pena pode ir de (uma) advertência a (uma) multa. / Igreja reage a (uma) ofensa de candidato em Guarulhos. / As reportagens não estão necessariamente ligadas a (uma) agenda. / Fraude leva a (uma) sonegação recorde. / Empresa atribui goteira a (uma) falha no sistema de refrigeração. / Partido se rende a (uma) política de alianças.

Havendo determinação, porém, a crase é indispensável: Morte de bebês leva à punição (ao castigo) de médico. / Superintendente admite ter cedido à pressão (ao desejo) dos superiores.

10 – Substantivos no plural que fazem parte de locuções de modo: Pegaram-se a dentadas. / Agrediram-se a bofetadas. / Progrediram a duras penas.

11 – Nomes de mulheres célebres: Ele a comparou a Ana Néri. / Preferia Ingrid Bergman a Greta Garbo.

12 – Dona e madame: Deu o dinheiro a dona Maria . / Já se acostumou a madame Angélica. Exceção. Há crase se o dona ou o madame estiverem particularizados: Referia-se à Dona Flor dos dois maridos.

13 – Numerais considerados de forma indeterminada: O número de mortos chegou a dez. / Nasceu a 8 de janeiro. / Fez uma visita a cinco empresas.

14 – Distância, desde que não determinada: A polícia ficou a distância. / O navio estava a distância. Quando se define a distância, existe crase: O navio estava à distância de 500 metros do cais. / A polícia ficou à distância de seis metros dos manifestantes.

15 – Terra, quando a palavra significa terra firme: O navio estava chegando a terra. / O marinheiro foi a terra. (Não há artigo com outras preposições: Viajou por terrra. / Esteve em terra.) Nos demais significados da palavra, usa-se a crase: Voltou à terra natal. / Os astronautas regressaram à Terra.

16 – Casa, considerada como o lugar onde se mora: Voltou a casa. / Chegou cedo a casa. (Veio de casa, voltou para casa, sem artigo.) Se a palavra estiver determinada, existe crase: Voltou à casa dos pais. / Iremos à Casa da Moeda. / Fez uma visita à Casa Branca.

Uso facultativo

1 – Antes do possessivo: Levou a encomenda a sua (ou à sua) tia. / Não fez menção a nossa empresa (ou à nossa empresa). Na maior parte dos casos, a crase dá clareza a este tipo de oração.

2 – Antes de nomes de mulheres: Declarou-se a Joana (ou à Joana). Em geral, se a pessoa for íntima de quem fala, usa-se a crase; caso contrário, não.

3 – Com até: Foi até a porta (ou até à). / Até a volta (ou até à). No Estado, porém, escreva até a, sem crase.

Fonte: Manual de Redação e Estilo, Agência Estado

 

Denotação e Conotação

por: Roberto Lazaro Silveira

Em nossa literatura exitem diversos sentidos para as palavras. Quando escrevemos algo com sentido igual ao encontrado no dicionário estamos utilizando a forma denotativa. Utilizando algo no sentido figurado e transmitido de acordo com o contexto a forma utilizada é a conotação.

Denotação: É o emprego de palavra no seu sentido próprio, comum, habitual, preciso. Como exemplo podemos citar a seguinte frase referente ao porco, observe,

O porco é um animal que vive no chiqueiro e muito apreciado na culinária brasileira assim como o peixe. (refere-se ao porco e ao peixe mesmo e procurando porco e peixe no dicionário a frase tem sentido).

Conotação: É o emprego de uma palavra  em um sentido figurado que depende do contexto para transmitir seu significado naquela frase.

Hoje vai ter um jogão no campeonato brasileiro: Porco contra Peixe. (refere-se ao símbolo do time Palmeiras que é o porco e ao time do Santos cujo símbolo é o peixe).

Outros exemplos respectivos sobre denotação e conotação:

Meu relógio de ouro foi roubado.
Pedro nadava em ouro.

A menina está com a cara toda pintada.
Aquele cara parece suspeito.

 

Juiz concede a estudantes o direito de antecipar conclusão de curso para tomar posse em cargo público

por: Roberto Lazaro Silveira

O juiz federal da 3º vara da Seção Judiciária de Rondônia, Élcio Arruda, concedeu às estudantes Alessandra Barros Pereira e Lyerka Kallyane Ramos, em decisão liminar, o direito de terem a conclusão do curso de psicologia antecipada, para que ambas possam tomar posse no cargo de psicólogas da Prefeitura Municipal de Porto Velho.

Elas, minhas colegas de sala de aula, foram acadêmicas da Universidade Luterana do Brasil/ULBRA-RO, estavam freqüentando o último semestre do curso de psicologia e foram aprovadas em concurso público, mas não podiam tomar posse porque não terem concluído o curso.

Depois de terem sido aprovadas e convocadas repentinamente por edital da Secretaria Municipal de Administração para a investidura no cargo, elas pleitearam administrativamente junto à faculdade a antecipação das provas, a apresentação da monografia e a colação de grau.

Não tendo recebido resposta em tempo hábil, as estudantes impetraram Mandado de Segurança na Justiça Federal, contra ato do diretor responsável pelo Instituto Luterano de Ensino Superior – ILES/ULBRA/RO, e obtiveram o deferimento da liminar.

Veja, abaixo, o texto original da decisão.

Processo n° 2010.41.00.001197-1

Vistos, etc.

I – ALESSANDRA BARROS PEREIRA e LYERKA KALLYANE RAMOS FERNANDES, qualificadas na inicial, via de advogado constituído, impetraram mandado de segurança contra ato do DIRETOR RESPONSÁVEL PELO INSTITUTO LUTERANO DE ENSINO SUPERIOR – ILES/ULBRA/RO, também qualificado, rogando, logo em provimento liminar, ordem judicial a fim de “seja providenciada uma banca examinadora especial para apreciação dos trabalhos faltantes, como a apresentação do TCC II (trabalho de conclusão de curso) e demais disciplinas do período, bem como a determinação da data especial para a colação de grau e a respectiva expedição de certificado ou declaração de conclusão de curso”. Para tanto, aduzem:

a) Prestaram concurso para o provimento de cargo de psicólogo da Prefeitura Municipal de Porto Velho/RO, obtendo aprovações dentro do quadro de reservas, classificadas em 21º e 13º, respectivamente;

b) Foram surpreendidas com convocação repentina, conforme Edital 08/SEMAD/2010, para comparecimento no prazo de 30 (trinta) dias, com vistas a apresentar documentação hábil à investidura no cargo;

c) Restando quatro meses à conclusão do curso de graduação e ausente tempo suficiente à apresentação de documentação exigida, em especial certificado/declaração de conclusão, foram informadas do direito à prorrogação da posse, por mais trinta dias, a expirar em 12-04-2010;

d) Fazem jus à abreviação de curso, com antecipação de realização de provas e apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e consequente colação de grau;

e) Em 22-02-2010, junto à impetrada, solicitaram a antecipação de realização de provas e colação de grau;

f) Todavia, até o momento, não foi apreciado o pedido;

g) Já concluíram 95,05% do curso e têm extraordinário aproveitamento nos estudos.

Com a exordial, vieram os documentos de f. 13-115.

É o sintético relatório.

II – Em cognição sumária, vislumbro pertinência impregnada à pretensão trazida às barras do pretório.
É incontroversa a aprovação das impetrantes em concurso público destinado ao preenchimento de vagas ao cargo de psicólogo da Prefeitura de Porto Velho/RO, respectivamente, na 21ª e 13ª classificação (f. 32). Extreme de dúvidas, por igual, é a iminente expiração de prazo à apresentação de documentação necessária à investidura no cargo, dentre eles, o Diploma/Certificado de Curso Superior.

As impetrantes vêm cursando três matérias do décimo período de psicologia, ministradas fora de sala de aula, sem pendências curriculares (f. 20 e 34). A previsão de colação de grau é para ago./2010 (f. 17 e 28).
Em tema de abreviação de curso de nível superior, a Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional pontifica:“Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento nos estudos, demonstrado por meio de provas e outros instrumentos de avaliações específicos, aplicados por banca examinadora especial, poderão ter abreviada a duração dos seus cursos de acordo com as normas dos sistemas de ensino” (Lei 9.394/96, art. 47, § 2º).

O desempenho das impetrantes no curso de psicologia junto à impetrada, sempre com notas excedentes à média (f. 20 e 34), e a própria aprovação em certame, para exercer cargo privativo de psicólogo, à evidência, permitem a evocação do preceptivo encimado.

A situação fática remete aos ditames da Lei 9.394/96, artigo 47, § 2º([1]), máxime se a Universidade dispõe de mecanismo a aferir o aproveitamento do aluno[2].

Tanto permite compatibilizar o direito da Universidade em exigir o rendimento do discente com o direito das impetrantes ao livre exercício profissional.

Destarte, a par da plausibilidade do direito evocado, o provimento liminar se evidencia urgente, já que as impetrantes necessitam ver abreviada a conclusão do curso superior.

III – NESTAS CONDIÇÕES, à vista da fundamentação expendida, defiro a liminar e determino ao impetrado que providencia “banca examinadora especial para apreciação dos trabalhos faltantes, como a apresentação do TCC II (trabalho de conclusão de curso) e demais disciplinas do período”, além, se o caso, da fixação de “data especial para a colação de grau e a respectiva expedição de certificado ou declaração de conclusão de curso precedentemente a 12-04-2010”, quanto às impetrantes (data da posse das impetrantes no cargo público de psicólogo da Prefeitura Municipal de Porto Velho/RO).
Oficie-se, para imediato cumprimento.

IV – Requisitem-se as informações, com prazo de dez dias para atendimento.

V – A seguir, ao Ministério Público Federal.

VI – Oportunamente, subam à conclusão, para sentença.

VII – Intimem-se.

Porto Velho (RO), 05 de março de 2010.

Élcio Arruda
Juiz Federal da 3ª Vara

[1] “Art. 47. Na educação superior, o ano letivo regular, independente do ano civil, tem, no mínimo, duzentos dias de trabalho acadêmico efetivo, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver. § 2º Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento nos estudos, demonstrado por meio de provas e outros instrumentos de avaliação específicos, aplicados por banca examinadora especial, poderão ter abreviada a duração dos seus cursos, de acordo com as normas dos sistemas de ensino.”

[2] “ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. ENSINO SUPERIOR. APROVAÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO DE NÍVEL SUPERIOR. ABREVIAÇÃO DA DURAÇÃO DE CURSO SUPERIOR. LIMINAR DEFERIDA. SITUAÇÃO DE FATO CONSOLIDADA.

I – Não obstante se reconheça a legitimidade da adoção de critérios para o deferimento de avaliação especial por banca examinadora para a abreviação de curso superior, em homenagem à autonomia didático-científica conferida às universidades, tal regra não é absoluta e deve observar certa flexibilidade, como no caso, em que o impetrante necessitava do diploma para tomar posse em Concurso Público de Nível Superior, e que, pelo decurso do tempo, certamente já ingressara no órgão público para o qual fora aprovado, no amparo da tutela jurisdicional, oportunamente deferida.

II – Remessa oficial desprovida. Sentença confirmada” (TRF – 1ª Região REOMS 2002.33.01.000736-0/BA – Relator Desembargador Federal Souza Prudente – Sexta Turma – DJ p.71 de 10-10-2005).

 

Frases do Freud

por: Roberto Lazaro Silveira

Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro.

Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada!

A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.

Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa.

A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.

O pensamento é o ensaio da ação.

O sonho é a satisfação de que o desejo se realize.

Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte.
O estado proíbe ao indivíduo a prática de atos infratores, não porque deseje aboli-los, mas sim porque quer monopolizá-los.

A ciência não é uma ilusão, mas seria uma ilusão acreditar que poderemos encontrar noutro lugar o que ela não nos pode dar.

A nossa civilização é em grande parte responsável pelas nossas desgraças. Seríamos muito mais felizes se a abandonássemos e retornássemos às condições primitivas.

Qualquer coisa que encoraje o crescimento de laços emocionais tem que servir contra as guerras.

A religião é comparável a uma neurose da infância.

A sede de conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual.

Eduque-o como quiser; de qualquer maneira há-de educá-lo mal.

O homem enérgico e que é bem sucedido é o que consegue transformar em realidades as fantasias do desejo.

É quase impossível conciliar as exigências do instinto sexual com as da civilização.

Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons.

Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos.

Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio.

De erro em erro, vai-se descobrindo toda a verdade.

Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste.

O falso é às vezes a verdade de cabeça para baixo.

Aonde quer que eu vá, eu descubro que um poeta esteve lá antes de mim.

Não me lembro de nenhuma necessidade da infância tão grande quanto a necessidade da proteção de um PAI.

A crença em Deus subsiste devido ao desejo de um pai protetor e imortalidade, ou como um ópio contra a miséria e sofrimento da existência humana.

Existe duas maneiras de ser feliz nesta vida, uma é fazer-se de idiota e a outra sê-lo.

A ciência moderna ainda não produziu um medicamento tranquilizador tão eficaz como o são umas poucas palavras boas.

Nunca fui capaz de responder à grande pergunta: o que uma mulher quer?

 

Piramide Alimentar

por: Roberto Lazaro Silveira

Pirâmide alimentar é a representação de uma alimentação saudável. Alimentos em sua base são as fontes primárias, ou seja, que devem estar presentes em maior quantidade, enquanto o topo é constituído por alimentos que devem ser moderados ou até mesmo evitados.

Esta pirâmide alimentar foi desenvolvida pelo Banco de Saúde a partir das mais recentes evidências médicas e científicas para uma dieta saudável.

O que muda na nova Pirâmide Alimentar:

Na base da pirâmide está a prática de atividades físicas na forma exercícios, lazer, esportes e uma vida ativa. Nenhuma alimentação é totalmente efetiva na prevenção de doenças quando não está aliada a uma vida ativa.

As gorduras passaram a ter um papel de destaque na dieta, em especial as gorduras saudáveis mono e poliinsaturadas, encontradas em óleos vegetais, peixes, castanhas e nozes.

Os carboidratos continuam em destaque, mas é enfatizada a escolha de carboidratos integrais, em detrimento de suas versões refinadas.

Frutas e verduras são fontes diversificadas de fibras, sais minerais, vitaminas e outras fitosubstâncias com potencial de prevenção várias doenças.

A inclusão de castanhas, nozes, amêndoas e amendoins na alimentação é estimulada, pois são excelentes fontes de proteínas, gorduras saudáveis, vitaminas e sais minerais.

As proteínas constituem parte importante de uma dieta, mas mais uma vez, ressalta-se a escolha de fontes de protéinas saudáveis, ou seja, aquelas que estejam associadas a gorduras saudáveis ou menor quantidade de gorduras saturadas. Neste caso, os melhores exemplos são os peixes.

O consumo de leite e derivados deve ser moderado, principalmente pela gordura saturada que vem junto com estes alimentos.

Ao final, encontram-se os grandes vilões, que devem ser consumidos com cautela ou mesmo evitados:

  • Alimentos ricos em gorduras trans: Alimentos industrializados que contenham gordura vegetal hidrogenada, incluindo diversas margarinas, bolachas, bombons, pães, sorvetes. Observar os ingredientes, agora é essencial para fazer escolhas saudáveis.
  • Alimentos ricos em gorduras saturadas: Carnes vermelhas são os grandes representantes desta classe, mas aqui também estão incluídos a manteiga, o leite e seus derivados.
  • Alimentos ricos em carboidratos refinados: Açúcar, massas e pães feitos com farinha branca, ou seja, refinada e destituída de todas as suas fibras e vitaminas originais.

 

Por fim, é importante saber que a pirâmide alimentar server como um guia para orientar as escolhas do dia a dia, e que a melhor maneira de buscar uma dieta saudável é incluir alimentos saborosos que realmente façam diferença para a saúde.
Pirâmide alimentar: referências bibliográficas

A nova pirâmide alimentar e sua representação foram criadas pelo editorial médico do Banco de Saúde, utilizando fontes nacionais e internacionais de confiança, dentre elas:

1. Micronutrient Information Center. Linus Pauling Institute. Revisado em novembro de 2007. Fonte de informações científicas e atualizadas da Universidade de Oregon (EUA).
2. Department of Nutrition at Harvard School of Public Health. The Nutrition Source Website. Revisado em maio de 2008. Centro de nutrição da escola de saúde pública de Harvard, uma das mais conceituadas universidades do mundo.

 

Princípio Ativo – Ayahuasca, Mariri, Santo Daime, etc…

por: Roberto Lazaro Silveira

Este artigo descreve de forma aproximada o modo de preparo, reações adversas e efeitos colaterais assim como elucida os princípios ativos encontrados nos ingredientes de um chá alucinógeno utilizado em algumas ceitas religiosas como União do Vegetal, Mariri, Céu de Maria, Santo Daime, etc…

O chá, é preparado a partir de dois vegetais nativos da região amazônica, um conhecido como Chacrona Psycotria Viridis, família das rubiáceas, e o outro, a Ayahuasca Banisteriopsis caapi, família das malpigiáceas. Essas plantas contêm alcalóides e outras substâncias químicas com propriedades alucinógenas e psicotrópicas.

As principais substâncias encontradas na ayahuasca, resultante da decocção dos dois vegetais, são a harmina , também conhecida como banisterina, dihidroharmina, hermalol, harmalina, dimetiltriptamina (DMT), 5-metoxi-triptamina, cafeína, teobromina e outros.

A harmina é estimulante do sistema nervoso central, onde exerce a ação alucinógena. No passado, foi usada como remédio no tratamento do mal de Parkinson, como anti-helmíntico e para combater certas doenças nervosas. Seu uso constante, porém, pode provocar vômitos e causar sofrimento.

Sua dose letal (DL) para ratos, via subcutânea, é de 200mg/kg de peso. Os alcalóides beta-carbalina, existentes no cipó, inibem a enzima monoaminaoxidase (MAO), que degrada a dimetiltriptamina (DMT), o princípio ativo da folha que provoca alucinações visuais.

Desse modo, não sendo destruída, a DMT continua exercendo a sua atividade alucinógena, caracterizada por fortes sensações luminosas.

Sob o efeito dos componentes químicos do chá, o usuário entra em transe, quando, então, se sente robustecido na crença e na fé, manifestando-se nele a presença do espírito. Logo após manifesta-se a sonolência. Sob o efeito do Daime, a pessoa sente como se estivesse viajando dentro de si mesma e a conseqüência se manifesta em modificações na percepção.

Os sentidos tornam-se mais aguçados, podendo ocorrer estranhas visões luminosas, até mesmo causando a sensação de estar mantendo contato com pessoas distantes.

Essa sensação pode ser tão forte que faz a pessoa sentir-se flutuando no espaço e se aproximando de Deus, para com Ele conversar. Finalmente, ela perde a noção de tempo, que pode variar para mais ou para menos, de acordo com as emoções mais íntimas de cada um. Garantem alguns usuários, que o Santo Daime é reverenciado porque representa, para os praticantes da seita, disciplina, conselho, repreensão, vigor e conforto.

Qualquer análise da composição química desses dois vegetais, mesmo que superficial, leva a um questionamento que torna difícil, para qualquer um, emitir parecer favorável aos usuários do chá, atestando que o hábito de utilizá-lo não faz nenhum mal, como, também, afirmar o contrário, isto é, que o seu uso pode provocar dependência e, portanto, tornar-se altamente perigoso para a saúde.

De um lado existem aqueles que fazem do uso do Santo Daime verdadeiro ritual místico, que deve ser praticado com veneração e respeito, e, por isso, não ultrapassam o limite de segurança na dose usada, existem, também, aqueles que usam o chá, simplesmente, por modismo, por espírito grupal, ou porque alguns membros da alta sociedade já o estão usando regularmente e, quase sempre, tomam a bebida repetidas vezes, introduzindo no organismo quantidades de substâncias psicotrópicas e alucinógenas em concentrações acima das consideradas normais.

É de extrema importância mencionar que já existem milhares desses grupos espalhados pelo Brasil, funcionando regularmente. Espiritual ou não, a propriedade psicoativa da Ayahuasca se deve à presença, nas folhas da chacrona, de uma substância enteógena (alucinogéna, para outros autores) denominada N,N-dimetiltriptamina (DMT), produzido naturalmente (em doses menores) no organismo humano. O DMT é metabolizado pelo organismo por meio da enzima monoamina oxidase (MAO), e não tem efeitos psicoativos quando administrado por via oral. No entanto, o caapi possui alcalóides capazes de inibir os efeitos da MAO: harmina e harmalina, principalmente.

Desse modo, o DMT fica ativo administrado por via oral e tem sua ação intensificada e prolongada. A ayahuasca provoca “expanção da consciência” sem causar danos físicos, inclusive atribuindo à substância propriedades curativas, como reativar órgãos danificados.

De fato, não há dependência física conhecida, ainda que a dependência do uso da planta em todos os ritos para se atingir estados alterados seja visto como manifestação de uma dependência psíquica bastante estimulada pelo contexto religioso e social.

É provavel que ocorra o desequilíbrio do organismo, pois, quando recebemos substâncias exógenas o corpo humano para a sua produção natural para causas a homeostasia, desta forma, quando a pessoa parar de utilizar a substância provavelmente irá desencadear sintomas para readaptção do organismo.

Riscos para a saúde: Não há dados científicos que indiquem riscos em relação à saúde física. Há, contudo, constantes relatos de vômitos, diarréias e sudorese em alto percentual dos que a experimentam, o que sugere tentativas do corpo em expelir a substância.

O uso contínuo, entretanto, parece favorecer uma tolerância química ao princípio ativo, com os sintomas diminuindo de intensidade. Em alguns casos, a ingestão pode levar a sensação de medo e perda do controle, levando a reações de pânico. Na maior parte das vezes tais reações passam junto com o efeito da bebida, sem necessidade de atendimento médico.

Fontes:

  • ASSIS, F.S.L. – Uso Ritual da Hoasca: Recomendações e Cuidados, The Newsletter of the Multidisciplinary Association pharmafor Psychedelic Studies MAPS 7(1); 25-6; 1996-7.
  • CALLAWAY, J.C.; AIRAKSINEN, M.M.; MCKENNA, D.J. et al. – Platelet serotonin uptake sites increase in drinkers of ayahusca, Psychopharmacology 116:385-7, 1994.
  • CALLAWAY, J.C.; GROB, C.S. – Ayahuasca preparations and serotonin re-uptake inhibitors: A potential combination for severe adverse interaction. J Psychoactive Drugs (in press) 1998.
  • CALLAWAY, J.C.; MCKENNA, C.S.; GROB, G.S., et al. – Pharmacokinetics of Hoasca alkaloids in healthy humans. J Ethnopharmacology 65; 243-56, 1999.
  • CAZENAVE, S.O.S. – Alucinógenos. In: Olga, S. Fundamentos de Toxicologia, Atheneu, São Paulo, 1996, pp 329-43.
  • CAZENAVE, S.O.S. – Banisteriopsis caapi: ação alucinógena e uso ritual, Rev Psiq Clín 27;(1), 2000, pp. 1-6.
  • FREUD, S. – Introdução à Psicanálise. Imago, Rio de Janeiro,1969.
  • JASPERS, K. – Psicology der Weltanschauungen. Springer, Berlin,1954.
  • KATSZUNG, B.G. – Farmacologia Básica e Clínica. 6ª edição, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1998, pp 204-6.
  • LABATE, B.C.; ARAÚJO, W.S. – O uso Ritual da Ayahuasca. Mercado das Letras FAPESP, São Paulo, 2002.
  • LABIGALINE, E.J. – O uso de Ayahuasca em um contexto religioso por ex-dependentes de álcool. São Paulo, 1998, Dissertação de mestrado, Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina, área de concetração Saúde Mental.
  • MACRAE, E. – Guiado pela Lua: O Xamanismo e o uso ritual da Ayahuasca no culto do Santo Daime. Brasiliense, São Paulo, 1992.
  • MAYER-GROSS, W.; ROTH, M.; SLATER, E. – Clinical Psiquiatric. Grunner and Stratton. New York, 1969.
  • MCKENNA, D.J.; CALLAWAY, J.C.; GROB, CS. – The Scientific Investigation of Ayahuasca: A Review of Past and Current Research. The Heffer Review of Psychedelic Reseach, Volume 1, 1998.
  • NOBRE DE MELO, A.L. – Psiquiatria. Guanabara, Rio de Janeiro, 1981.
  • REZA-BRAVA – Ana Vitória Vieira Monteiro
  • STRERNBACH, H. – The Serotonin Syndrome. Am J Psychiatry 148(6):705-13, 1991.
  • UMEZAWA, K.; SHIRAI A. et al. – Comutagenic effect of norharman and harman with 2-acetylaminofluorene derivates. Proc. Natl. Acad. Sci. USA, 75(2) 928-30, 1978.
 

Modelo de Atestado Psicológico

por: Roberto Lazaro Silveira

Supervisão online psicologo – laudo psicológico – casos psicológicos – psicólogo

É DIREITO POR LEI A ACEITAÇÃO DE ATESTADOS EMITIDOS POR PSICÓLOGOS POR PARTE DAS EMPRESAS.

Você é um profissional de área e gostaria que supervisione seu laudo? Fale comigo através do número (16) 99311.0888.

Modelo I

ATESTADO

Atesto, para os devidos fins, que o Sr. (Nome do solicitante) encontra-se em acompanhamento psicológico para tratar de sintomas compatíveis com CID V.6281. (CID ou DSM não são obrigatórios para psicólogo) ——-

Nome da cidade, dia, mês, ano,

Nome do Profissional

Nº de inscrição no CRP

 

Modelo II

ATESTADO

Atesto, para fins de comprovação junto a (nome a quem se destina), que o Sr. (Nome do Solicitante), apresenta sintomas relativos a angústia, insônia, ansiedade e irritabilidade, necessitando, no momento, de 3 (três) dias de afastamento de suas atividades laborais para acompanhamento …* (ou para repouso, ou indicar a razão). —————————–

Cidade, dia, mês, ano

Nome do psicólogo

Nº de inscrição no CRP

Obs.: A finalidade indicará a informação a ser prestada e/ou pedido. Entretanto, a estruturação obedecerá sempre esta configuração de simplicidade, clareza e concisão.

É de direito por lei a aceitação de atestados emitidos por psicólogos por parte das empresas.

Fonte: Resolução CFP 007/2003

 

Atestado Psicológico

por: Roberto Lazaro Silveira

É DIREITO POR LEI A ACEITAÇÃO DE ATESTADOS EMITIDOS POR PSICÓLOGOS POR PARTE DAS EMPRESAS.

Desde 1996, o Conselho Federal de Psicologia criou a resolução 015 composta de 7 artigos onde regulamenta a emissão de atestado psicológico.

Portanto, o psicólogo tem o poder de emiti-lo caso avalie que o paciente não se encontre em razoável condição físico-comportamental ou psicológica para exercer sua função onde atua, como por exemplo: empresas, lojas, escolas entre outros.

RESOLUÇÃO CFP nº 015/1996

Ementa: Institui e regulamenta a concessão de ATESTADO PSICOLÓGICO para tratamento de saúde por problemas psicológicos.

O Conselho Federal de Psicologia, no uso de suas atribuições legais e regimentais:
Considerando que o psicólogo é um profissional que atua também na área da saúde, com fundamento, inclusive, na caracterização efetuada pela OIT, OMS e CBO;

Considerando que o parágrafo 1º. artigo 13º da Lei nº. 4.119 de 27 de agosto de 1962 estabelece que é função do psicólogo a elaboração de diagnóstico psicológico;

Considerando que o psicólogo pode diagnosticar condições mentais que incapacitem o paciente para o trabalho e/ou estudos; Considerando que o psicólogo pode diagnosticar condições mentais que ofereçam riscos para o paciente e para o próprio meio ambiente onde se insere;
Considerando que para o devido restabelecimento do equilíbrio mental do paciente é muitas vezes necessário seu afastamento das atividades laborais ou de estudos;

Considerando que tal medida visa, sobretudo, a promover a saúde mental, garantir as condições de trabalho necessárias ao bem estar individual e social, valorizando os direitos do cidadão;
Considerando, ainda a ampla repercussão da resolução nº. 07/94, as discussões ocorridas em várias instâncias e o deliberado no II Congresso Nacional de Psicologia.

Resolve:
Art. 1º É atribuição do psicólogo a emissão de atestado psicológico circunscrito às suas atribuições profissionais e com fundamento no diagnóstico psicológico produzido.

Parágrafo Único – Fica facultado ao psicólogo o uso do Código Internacional de Doenças – CID, ou outros Códigos de diagnóstico, científica e socialmente reconhecidos, como fonte para enquadramento de diagnóstico.

Art. 2º Quando emitir atestado com a finalidade de afastamento para tratamento de saúde, fica o psicólogo obrigado a manter em seus arquivos a documentação técnica que fundamente o atestado por ele concebido e a registrar as situações decorrentes da emissão do mesmo.

Parágrafo Único – Os Conselho Regionais poderão a qualquer tempo suscitar o psicólogo a apresentar a documentação que se refere o caput para comprovação da fundamentação científica do atestado.

Art. 3º No caso de o afastamento para tratamento de saúde ultrapassar a 15 (quinze) dias o paciente deverá ser encaminhado pela empresa à Perícia da Previdência Social, para efeito de concessão de auxílio-doença.
Art. 4º O atestado emitido pelo psicólogo deverá ser fornecido ao paciente, que por sua vez se incumbirá de apresentá-lo a quem de direito para efeito de justificativa de falta, por motivo de tratamento de saúde.

Art. 5º O psicólogo será profissionalmente responsável pelos termos contidos no atestado emitido, devendo cumprir seu mister com zelo e competência sob pena de violação, dentre outros, do art. 2º, alínea “m” do Código de Ética Profissional do Psicólogo.

Art. 6º Os casos omissos serão resolvidos pelos Conselhos Regionais.

Art. 7º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.


Clique aqui para acessar modelos de Atestados Psicológicos.

Clique aqui para acessar a Resolução CFP 007/2003.

 

Álcool pode aumentar chance de recorrência do câncer de mama

por: Roberto Lazaro Silveira


Mulheres na menopausa que tomam três ou quatro doses semanais de bebida alcoólica têm uma chance significativamente maior de recorrência do câncer de mama, disseram pesquisadores dos EUA na quinta-feira.

De acordo com eles, mulheres diagnosticadas com câncer de mama devem considerar a ideia de limitar a três doses semanais o seu consumo de álcool, especialmente se estiverem acima do peso.

Não encontramos qualquer elevação do risco em mulheres que consumiam menos de meia dose por dia. Não houve associação alguma com a recorrência do câncer – disse Marilyn Kwan, pesquisadora de Permanente em Oakland, Califórnia, que apresentou suas conclusões num simpósio da Associação Americana da Pesquisa do Câncer em San Antonio.

Outros estudos já haviam demonstrado que o uso de álcool pode agravar as chances de que a mulher desenvolva um tumor de mama, mas poucos haviam examinado o papel do álcool em mulheres que já haviam tido câncer de mama.

Kwan e seus colegas estudaram 1.900 mulheres no Registro do Câncer Kaiser Permanente do Norte da Califórnia, todas elas sobreviventes de tumores de mama invasivos em estágio inicial entre 1997 e 2000. As próprias mulheres relataram o seu nível de consumo de álcool.

As mulheres foram acompanhadas ao longo de oito anos. As que tomavam três a quatro doses semanais de bebida alcoólica tiveram um aumento de 30 por cento no risco de que seu câncer de mama voltasse.

Metade dessas mulheres consumia álcool em alguma quantidade, e o estudo as comparou a sobreviventes de câncer de mama que não bebiam. Quanto mais álcool as mulheres ingeriam, maior era a recorrência do câncer, disse Kwan.

De acordo com ela, outros estudos já haviam demonstrado que o álcool altera os níveis e ritmo de processamento do estrogênio no organismo. Como muitos tumores de mama são alimentados pelo estrogênio, ela supõe que um consumo moderado a intenso do álcool possa estar alimentando muitos casos da doença.

Para Kwan, reduzir o consumo de álcool após a menopausa seria uma decisão inteligente para as mulheres. Mais de 400 mil mulheres morrem de câncer de mama por ano no mundo.

Fonte: O Globo

 

Imagens

por: Roberto Lazaro Silveira