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Teoria da Personalidade de Carl Rogers

por: Roberto Lazaro Silveira

A Teoria de Carl Rogers parte do princípio de que o Homem tende sempre ao crescimento e ao desenvolvimento. Ele será sempre o melhor que puder, se lhe forem dadas as condições necessárias e suficientes para a sua existência.

História de vida

Carl Ranson Rogers nasceu no dia 8 de Janeiro de 1902 na cidade de Oak Park, Illinois (EUA).Aos doze anos, vivendo numa fazenda, interessou-se por agricultura e ciências naturais. Devido à essa influência graduou-se na Universidade de Wisconsin, aprofundando seus estudos na área das ciências físicas e biológicas. Oriundo de família, cuja religião (Protestante) era rigorosamente fundamentalista, passou a freqüentar, em Nova Iorque, o Union Theological Seminary (Seminário Teológico da União) contudo decidiu terminar seus estudos na área de Psicologia no Teachers College, na Universidade de Colúmbia. Essa mudança deu-se quando Rogers notou que poderia ter mérito profissional sem estar diretamente ligado à Igreja.

Na mesma instituição concluiu o Mestrado em 1928 e o Doutorado em 1931. Houve, em suas primeiras atuações, influências do Behavorismo e da Psicanálise. Em seu período de estagiário clínico no Institute for Child Guidance (Instituto de Orientação Infantil) percebeu as divergências entre essas duas teorias psicológicas. Atuou como diretor da Clínica de Orientação de Rochester, transferindo-se para a psicologia acadêmica, lecionando na Universidade Estadual de Ohio, Universidade de Chicago e na Universidade de Wisconsin, onde teve início uma abordagem mais humana junto aos pacientes. Durante esse período, Rogers, não deixou de lado suas atividades clínicas. Mais tarde, em 1964, mudou-se para o Western Behavioral Sciences Institute (Instituto Ocidental da Ciência do Comportamento), na Califórnia, trabalhando como investigador-residente. Nessa época, Rogers estabeleceu relações com outros teóricos humanistas, como Maslow. Mais tarde, ambos seriam precursores da chamada Psicologia Humanista.

No ano de 1968, desempenhou a mesma função no Center for Studies of the Person (Centro de Estudos da Pessoa), no mesmo local. Rogers passou a ser reconhecido por vários psicólogos devido ao seu trabalho científico, mas ao mesmo tempo foi criticado por outros, que viam nele e em sua teoria uma abordagem perigosa para o status e o poder que tinham, principalmente nos meios médicos que se viram forçados a reconhecer, baseados nas inúmeras pesquisas, que o psicólogo pode ter tanto ou mais sucesso no tratamento psicoterapêutico quanto um psiquiatra ou psicanalista. O psicólogo foi, por duas vezes, eleito presidente da Associação Americana de Psicologia e recebeu desta mesma os prêmios de Melhor Contribuição Científica e o de Melhor Profissional. Ele morreu em 1987, aos 85 anos. Apesar da idade, fazia conferências, escrevia artigos, cuidava de seu jardim e da família (esposa, filhos e netos).

Principais Conceitos Desenvolvidos por Rogers

O Campo da Experiência

Há um campo de experiência único para cada indivíduo, que contém tudo o que se passa no organismo e está disponível à consciência a qualquer momento. É um mundo particular e pessoal, que nem sempre corresponde à realidade objetiva.

Self: É a consciência que o indivíduo tem sobre a própria identidade. O self compreende o que somente cada um de nós conhece e, por vezes, escondemos dos outros. Pode ser: Material: consciência do físico, corpo, pessoas, coisas ao nosso redor; Espiritual: diz respeito a nós mesmos como seres pensantes, é uma espécie de “testemunha interna” dos acontecimentos; Social: imagens que criamos na mente alheia.

Essa força interna orienta-nos e move-nos em direção às ações positivas para o nosso crescimento, interpretando e avaliando essas ações (tais como pensamentos, sentimentos e comportamentos). “O self é uma gestalt organizada e consistente num processo constante de formar-se e reformar-se a medida que as situações mudam.” (FADIMAN, J., FRAGER, R. Teorias da Personalidade, 1980 – p. 226 na ed. brasileira) Há fatores externos que podem influenciar positiva ou negativamente o self. O preconceito, por exemplo, é uma forma de interferência negativa (pode-se considerar isso uma agressão ao self); a pessoa tende a ser depressiva, alcoólatra, conformista e, por vezes, suicida. Por outro lado uma história, boa ou ruim, transformada em arte, é uma demonstração da influência positiva do self. Exemplo: o movimento hip-hop.

Auto-Imagem: Pode-se explicar a influência da auto-imagem no comportamento humano através do exemplo: “Eu me amo e por isso todos me amam. Se você não se ama, ninguém vai te amar”. Ela pode ser: Boa: o indivíduo se empenha em melhorar o seu padrão, conseguindo, desse modo, atingir o sucesso. Ruim: o indivíduo nivela-se abaixo dos outros, sentindo-se inferior.

Auto-Eficiência: É uma auto-avaliação das próprias capacidades. Encontram-se também dois grupos: um dos indivíduos que tendem a aceitar desafios e outro dos que têm dúvidas de si mesmos, pois acreditam que os desafios vão além de sua capacidade. A auto-eficiência pode afetar a carreira profissional. Uma frase exemplifica essa definição: “Não é o que você tem, mas como você usa o que você tem”.

Auto-Justificativa: O indivíduo põe culpa em tudo, menos na própria falta de capacidade, quando encontra-se numa situação ameaçadora. É a famosa “desculpa”. A insuficiência de capacidade é demonstrada através da premeditação da auto-justificativa, que é uma ameaça ao self.

Self Ideal: O self ideal é “o conjunto das características que o indivíduo mais gostaria de poder reclamar como descritivas de si mesmo” (Rogers, 1959, p. 165 na ed. brasileira). É tão variável quanto o self e a diferença entre os dois é um indicador de desconforto, insatisfação e dificuldades neuróticas. O self ideal torna-se um obstáculo ao crescimento da pessoa quando diverge claramente dos comportamentos e dos valores reais da mesma. Podemos exemplificar com a seguinte situação: um estudante que tira excelentes notas e depara-se com uma nota um pouco abaixo de seu padrão tende a buscar, de uma outra maneira, uma forma de voltar a ter excelentes notas e, com isso, demonstrar seu empenho.

Congruência e Incongruência: “Congruência é definida como o grau de exatidão entre a experiência da comunicação e a tomada de consciência” (FADIMAN & FRAGER. Teorias de Personalidade, 1980, p.226 na ed. brasileira). Pessoas que apresentam alto grau de congruência são aquelas cuja comunicação está em sintonia com a tomada de consciência, ou seja, conseguem demonstrar por meio de atos exatamente o que têm em mente. As crianças pequenas são altamente congruentes, pois expressam seus sentimentos conscientemente tão logo estejam prontas. Uma pessoa incongruente é aquela que não demonstra o que está realmente sentindo ou pensando. Pode ser considerada, muitas vezes, como mentirosa ou desonesta.

Auto-Atualização: Cada ser humano possui uma força inerente em direção à competência e à capacidade, isto é, tende a se atualizar, desenvolver e tornar-se autônomo. Essa força não supera todos os obstáculos que surgem; pode ser reprimida ou distorcida pela própria pessoa. Essa tendência atualizante é o postulado fundamental da teoria rogeriana.

O Corpo: O trabalho clínico e acadêmico de Rogers não promoveu relações entre seu objeto de estudo – o “eu” – com o corpo. Ele mesmo afirma: “A minha formação não é das que me tornem especialmente liberto a esse respeito” (ROGERS, 1970b, p.65).

Relacionamento Social: Ao relacionamento entre as pessoas é dada grande importância. O autor crê que essa relação ajuda e capacita o indivíduo a desenvolver e encontrar seu self real de forma direta. Através do relacionamento com outras pessoas cada um de nós é capaz de identificar a própria personalidade. Rogers também acredita que as pessoas investem muito em relacionamentos, ainda que estes não sejam considerados saudáveis ou satisfatórios.

O Casamento: Para ser estável, o casamento deve ocorrer entre casais que sejam congruentes consigo mesmos, capazes de verdadeira aceitação recíproca e que tenham poucas condições de valor como obstáculo. Esta estabilidade baseia-se na dedicação e compromisso, na comunicação e expressão de sentimentos, na não-aceitação dos papéis e ter claro que cada um tem seu próprio self.

Emoções: As pessoas em equilíbrio têm consciência de suas emoções, sejam ou não expressas. Quando uma pessoa nega seu sentimento à própria consciência sua percepção será, de alguma maneira, distorcida.

Intelecto: Rogers não separa o intelecto das outras funções. Ele afirma que o intelecto pode ser utilizado integrado com experiências, de modo permanente. Também critica os cursos de graduação de sua época, acusando-os de “exigentes”, “pouco significativos” e “desanimadores”. O intelecto propicia ao organismo uma tomada de consciência mais congruente, se operar de forma livre, ou seja, sem ser forçado. A pessoa que decide o que fazer com o apoio de outras pessoas sai-se melhor do que aquela que deixa os outros decidirem por ela, defende Rogers.

O Campo do Conhecimento

Rogers escreveu sobre três formas de conhecimento:

Conhecimento subjetivo: o conhecimento que, muitas vezes, rege nossas ações. É um tipo de intuição, um conhecimento sem base científica. Rogers enfatiza a importância desse conhecimento, apesar de sofrer críticas (“… foi considerado quase uma obscenidade admitir que os psicólogos sentem, têm pressentimentos ou perseguem apaixonadamente direções incertas” – Rogers, 1964).

Conhecimento objetivo: na área da Psicologia usam-se referências que podem incluir questionários, resultados de testes, julgamento de outros psicólogos, etc. Rogers questiona a tentativa de entender a experiência de outra pessoa através do conhecimento objetivo.

Conhecimento fenomenológico: é a essência da ACP (Abordagem Centrada na Pessoa) e consiste em penetrar no mundo subjetivo (e particular) de uma pessoa com a intenção de entender a experiência dela da maneira que ela a experiencia.

O Self: Rogers preocupa-se com a tomada de consciência e com a experiência, apesar de encarar o self como o foco da experiência. A pessoa de funcionamento integral é aquela que tem consciência de seu self contínuo. “A personalidade que funciona plenamente é uma personalidade em contínuo estado de fluxo, uma personalidade constantemente mutável” (Rogers, 1959, p.212 na ed. brasileira).

A pessoa de funcionamento integral tem características distintas, abaixo citadas: Aberta à experiência: “… ela torna-se capaz de viver completamente a experiência do seu organismo, em vez de a impedir de atingir a consciência” (Rogers, 1961, p. 167 na ed. brasileira); Vive no presente: “… é capaz de realizar cada momento integralmente e reestruturar suas respostas à medida que a experiência permite ou sugere novas possibilidades” (FADIMAN & FRAGER, pp. 236-237) Confiante nas exigências internas e no julgamento intuitivo: segurança crescente na hora de tomar decisões, valorizando sua capacidade de síntese de dados e elaborando melhores respostas. A pessoa de funcionamento integral é livre para responder e experienciar suas próprias respostas ás situações por ela vivenciada. Essa é a essência da vivência de uma “vida plena”. “A ‘vida plena’ é um processo, não um estado de ser. É uma direção, não um destino” (Rogers, 1961, p.165 na ed. brasileira).

A Abordagem Centrada na Pessoa: Rogers desenvolveu inúmeros conceitos no decorrer de sua carreira terapêutica; o principal e mais importante entre eles foi a ACP. Dizia que o envolvimento com o cliente fazia com que este se sentisse especial, utilizando essa liberdade como forma de promover o desenvolvimento. É importante dizer que ele utilizava o termo “cliente”, pois entendia que paciente é aquele que está a procura de ajuda de um profissional formado, acima dele. Já o cliente é aquele que deseja um serviço mas não pode, por algum motivo, executá-lo sozinho; procura então a ajuda de alguém que está apto a ajudá-lo. O terapeuta serve como um espelho dos sentimentos, fazendo com que o cliente se conscientize do conceito que tem de si mesmo para reavaliar seus planos de vida e sua visão de mundo. No fundo, o principal agente de todo o processo de melhora é o próprio cliente, pois todas as pessoas podem tomar decisões quando estão conscientes dos fatos que as cercam; ambos saem-se beneficiados.

A ACP mostra uma visão positiva da vida, pois o terapeuta tem intenção de ajudar o outro ser humano que deseja realizar mudanças construtivas na personalidade; mostra o respeito ao indivíduo e à sua autonomia, dignidade, humildade e curiosidade. Essa terapia enfatiza mais as situações presentes do que as do passado, ao aspecto afetivo do que o intelectual. Algumas características da consulta entre Rogers e seus clientes estão citadas a seguir:

  • Duração da entrevista – Nem Rogers sabe precisar. 15, 30, 45, 60 minutos.
  • Intervalo entre sessões – Vários dias ou uma semana, de maneira ao paciente assimilar as suas aquisições.
  • Cliente falta a consultas – estudar as notas de modo a verificar se houve algum erro da parte do terapeuta e facilitar tanto quanto possível o regresso do paciente, fazendo-o sentir que se esse não for o seu desejo, também será aceite pelo conselheiro, através de uma carta, por exemplo.
  • Afirmações falsas do paciente – Não interessam. Terapeuta deve-se centrar nas emoções e sentimentos, não no conteúdo intelectual destas.
  • Pagamento influencia a terapia? – provou-se que não.
  • Esta terapia é mais fácil de executar? – Não. Pode-se não falar tanto, mas pensa-se muito mais e tem-se de estar sempre concentrado nos sentimentos do paciente.
  • Pode-se praticar a terapia com familiares ou amigos? – Não. Mas pode-se aplicá-la a alguém conhecido, mas não intimo.

Grupos de Encontro: “Há forte evidência de que as experiências de treino de grupo intensivo têm efeitos terapêuticos” (Rogers, 1970b, p. 117 na ed. Brasileira). Os grupos de encontro devem ser monitorados por um líder (facilitador), segundo Rogers, e este deve conduzir o grupo que tem um objetivo a cumprir. A corrente psicológica do facilitador não é relevante. A distribuição do tempo é muito importante, bem como as atividades propostas. A maneira como vão passar juntos esse tempo é uma das preocupações dos participantes e o facilitador deve saber adequar as atividades com o objetivo a ser cumprido nesse grupo de encontro. Há, inicialmente, um sentimento de surpresa, ansiedade, irritação devido à falta de estrutura dos participantes (eles ainda não sabem sobre a experiência enriquecedora que vão passar). Aos poucos torna-se claro que o objetivo é encontrar caminhos para a relação de cada pessoa com todos os membros do grupo e consigo mesma.

Exploram-se sentimentos e, gradativamente, “caem-se as máscaras”: não tem sentido querer passar uma imagem falsa para o grupo que tem por finalidade a descoberta do “eu” interior de cada membro. As pessoas vão revelando-se, mostrando e exteriorizando seus sentimentos, para compartilhá-los com todos do grupo (noção de um membro fazer parte de um todo está consolidada). Quanto mais verdadeira a pessoa é, mais evidente será sua aceitação pelo grupo. Quando essa pessoa relata suas atitudes (sejam elas positivas ou negativas), o que importa é que ela seja verdadeira, que ela compartilhe com todos do grupo sua experiência. Mesmo sentimentos negativos são aceitos (ou pelo menos, respeitados) e compreendidos por cada membro do grupo, que aceita cada participante como um ser global: emotivo, intelectual e físico. Consolidam-se, lentamente, sentimentos de confiança, calor humano e simpatia mútua.

Os participantes sentem uma afinidade entre si que, talvez, não tenham sentido por parentes próximos ou colegas conhecidos há mais tempo. O momento vivenciado conjuntamente é muito forte e capaz de melhorar as relações habituais, de trabalho e da pessoa com ela mesma. Nesse grupo de encontro, cada membro atinge o objetivo: conhece-se melhor e conhece também os outros participantes; não de modo superficial, mas de maneira profunda (sabem a pessoa que há “por trás da máscara”). “A partir daí, relaciona-se melhor com os outros, não só no grupo mas também mais tarde, nas diferentes situações da vida de todos os dias” (Rogers, 1970b, p.21 na ed. brasileira)

Relação com outros autores

Rogers x Freud Freud tinha a visão de que o homem age por impulsos (sexuais e agressivos) oriundos do inconsciente enquanto Rogers discorda de que o homem seja destrutivo. Freud diz (seguindo um modelo utilizado pela biologia) que o homem procura reduzir suas tensões e restabelecer um estado de equilíbrio, já Rogers alega que o homem está sempre numa busca constante pelo desenvolvimento. Apesar de pontos em desacordo com Freud, Rogers reconheceu que influências negativas do inconsciente podem causar distúrbios comportamentais (incongruência do eu), mas acredita que podem ser analisados pelo terapeuta se este adentrar no campo fenomenal em que se encontra o cliente, para este compreender o que está acontecendo e refazer seus planos de vida buscando o progresso.

Rogers X Skinner Ambos são colocados em pólos opostos quando comparados, mesmo tendo alguns pontos em comum ( o que muda são os métodos adotados e as principais características dos movimentos da Psicologia que cada um deles pertence): “Concordamos em nossos objetivos; ambos queremos que as pessoas sejam livres do controle exercido por outras sobre elas – livres de educação que têm tido, para que possam lucrar com ela mas não lhe fiquem escravizadas”(SKINNER, 1968). Pode-se traduzir a frase rogeriana “o terapeuta está experimentando um sentimento positivo e incondicional de respeito pelo cliente” em: “um organismo que está manifestando um déficit de comportamento pode ser encorajado a comportar-se se um reforço livre se seguir q todo e qualquer comportamento identificável que for emitido” , como diria Skinner.

Rogers & Maslow São os dois líderes da Psicologia Humanista. Surge essa nova escola devido aos conceitos que desenvolveram (separadamente) em meio às críticas ao modelo psicanalítico (que tinha seus resultados baseados observações clínicas de seres emocionalmente perturbados) e ao modelo skinneriano (que identifica o homem como “robô” submetido ao condicionamento ambiental; as pesquisas de Skinner eram feitas com animais em laboratórios). Os psicólogos humanistas preferem o estudo do homem em seu potencial mais positivo e a estudar a Psicologia partindo do seu crescimento.

“LIBERDADE PARA APRENDER” (1969)

Essa foi a primeira obra de Rogers traduzida no Brasil, na década de 70, e foi o desenvolvimento de inúmeros artigos escritos anteriormente, com algumas inovações acrescentadas. Via-se na época duas formas de aprendizagem: uma didática, em sala de aula e com rígidas instruções, e outra natural, espontânea, em que se aprende através do convívio e troca de experiências. Rogers considera frustrante o sistema de ensino que se utiliza de testes padronizados, notas dadas pelo professor, deveres idênticos para todos os alunos, mas aponta alternativas.

“Para lidar com estudantes, há meios práticos que estimulam e facilitam a aprendizagem significativa e auto-confiante” (p. 9 na ed. Brasileira). Com o objetivo de facilitar a mudança e assimilação, cria uma situação totalmente nova em relação à educação: os testes perdem sua função, os deveres são atribuídos pelos próprios estudantes e as notas são autodeterminadas ou perdem sua importância.

São qualidades que facilitam a aprendizagem: autenticidade (“humanidade”), apreço, confiança, aceitação. Rogers sugere que esses novos professores sejam chamados de catalisadores, facilitadores, e que proporcionem aos alunos liberdade, vida, oportunidade de aprender.

A relação professor-aluno deixa de existir; os facilitadores são pessoas que estão no mesmo patamar dos estudantes, deixam de ser seres dotados de extremo saber para servirem como veículo de ajuda e encaminhamento no processo de aprendizagem. Vale lembrar que nesse novo sistema alguns métodos não se empregam: não há deveres de casa, leituras, aulas expositivas (apenas quando solicitadas), não há avaliações ou críticas nem provas obrigatórias.