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Teoria dos Cinco Elementos: Ciclos de Controle e Produção e Sistemas de Órgão e Vísceras Associados.

por: Roberto Lazaro Silveira

GERAÇÃO: A madeira queima e produz Fogo e de suas cinzas surge a Terra, dentro da qual se condensa o Metal que elimina a Água, da qual brota Madeira. E o ciclo recomeça. Em outras palavras: Madeira nutre Fogo, que gera Terra, que nutre Metal, que gera Água que nutre Madeira.
CONTROLE: Água apaga fogo, que funde Metal, que corta Madeira, que esgota Terra, que consume Água, e assim novamente. Ou seja, Madeira inibe Terra, que inibe Água, que inibe Fogo, que inibe Metal, que inibe Madeira.

ELEMENTO MADEIRA: Tem como característica a Essência da Vida, o Crescimento, o Grupo, a Socialização das pessoas.

  • FÍGADO – É o centro do metabolismo. Ele coordena e determina o ritmo de atividade dos demais órgãos do corpo. É um órgão de eliminação de toxinas e resíduos em todos os níveis: físico, mental e psíquico. Pode acumular tensões provenientes de raiva e aborrecimentos.

O meridiano comanda as múltiplas funções do fígado, especialmente as relacionadas com o metabolismo, a sexualidade, a musculatura e a acuidade visual. Age sobre as dores no fígado e estômago. Atua nas moléstias da parte inferior do corpo.

  • VESÍCULA BILIAR – Comanda a função biliar total: sistema excretor e secretor, intra e extra-hepático; é um órgão de eliminação.

É denominado “o meridiano dos hipocondríacos”. É indicado no tratamento das doenças psicossomáticas; age sobre a coragem e o espírito de determinação, sobre as dores nos olhos, dificuldades de audição, tonturas, depressão, enxaquecas. Pode acumular disfunções provenientes de muita dúvida.

O elemento madeira está associado à direção ou ponto cardeal Leste, que, segundo a definição, é o ponto onde o sol nasce. O elemento do nascimento. Do ponto-de-vista dos ciclos produtivos, da natureza ou do Homem, é o momento de germinação, onde grãos, sementes, seres começam a brotar. É a primavera, primeira estação.

O fígado está ligado ao Yin e a vesícula biliar Yang. Aos mau homorados a antiga sabedoria popular diz: “Está ruim do fígado!”. Após consumir muita bebida alcólica a ressaca deixa a pessoa irritada, mau-humorada, deprimida, etc, pois, o fígado foi castigado e as emoções desse elemento são a raiva e a depressão. Entre as várias funções do órgão relacionadas pela medicina ocidental existem as funções de conhecimento milenar como a do equilíbrio emocional.

ELEMENTO FOGO: IMPERIAL – Caracteriza o calor psíquico e emoções superiores, a regência, a micro-associações de pessoas.

  • CORAÇÃO – Faz circular os produtos do metabolismo. Representa o centro do amor e segurança.

O meridiano comanda a função cardíaca. Age sobre a temperatura do corpo e uma parte do psiquismo: a coragem moral. Atua sobre a boca e garganta, dor ou frio no braço esquerdo.

  • INTESTINO DELGADO – Órgão de eliminação e de transformação da energia dos alimentos. Representam a libertação dos desperdícios.

O meridiano atua sobre o intestino delgado e sua função de absorção dos alimentos transformados no estômago. Relaciona-se à compreensão dos princípios superiores e à nutrição espiritual (separa o puro do impuro). Atua na surdez, olhos amarelados, dor no cotovelo, na nuca, inchação no rosto.

ELEMENTO FOGO: MINISTERIAL – Caracteriza-se pela energia de reserva para os demais meridianos, porta da vida é o “Embaixador da Felicidade e da Alegria”.

  • CIRCULAÇÃO-SEXO – Representa uma função reguladora da sexualidade e das secreções sexuais internas e externas; atua sobre o coração, a circulação e os órgãos sexuais.

Relaciona-se com a atividade parassimpática e com o transporte de hormônios, enzimas e produtos do metabolismo intermediário através da circulação sangüínea. Atua sobre axilas inchadas, cãibras, peito inchado, sensação geral de melancolia.

  • TRIPLO-AQUECEDOR – Representa uma função reguladora do equilíbrio térmico; é responsável pela produção do calor animal resultante da transformação energética dos alimentos.

Relaciona-se com a circulação e as seguintes etapas do processo metabólico:

  1. Respiração;
  2. Digestão: auxilia a digestão do Intestino Delgado e conduz os produtos do processo digestivo para os Pulmões;
  3. Sistema Genito-Urinário: responsável pela excreção dos detritos.

A sabedoria milenar oriental conhece o trajeto de energia do coração à língua. Jesus Cristo quando dizia que a boca fala do que o coração está cheio percebera também alguma ligação.

ELEMENTO TERRA: Caracteriza o desenvolvimento físico do corpo; o intelecto, a espiritualidade.

  • BAÇO-PÂNCREAS – Retém energia de reserva. É o órgão da resistência a mudanças.O meridiano atua sobre a função combinada dos órgãos: o baço regula o sangue e o pâncreas regula as reservas de glicogênio (depositado no fígado) através da secreção de insulina. Age sobre o desenvolvimento mental, moral e intelectual; sobre o sistema genital e seu psiquismo. Atua nos enjôos, soluços, indigestão, diarréia, indisposição geral. Age também nas moléstias da parte central do corpo.
  • ESTÔMAGO – Recebe alimentos e os prepara para o metabolismo. É a relação administrativa das idéias e dos pensamentos.

O meridiano atua sobre o estômago e o duodeno nas suas funções digestivas transformadoras do alimento; relaciona-se à digestão física, mental e psíquica (a habilidade de digerir a vida); atua nas dores de cabeça, calafrios e flatulência. Atua nas moléstias da parte frontal do tórax.

Está relacionado com a estabilização energética que antecede o movimento. Muito apropriadamente o elemento Terra é o da capacidade de concentração e de meditação, racionalização, reflexão, ou seja, “colocar os pés na terra”.

ELEMENTO METAL: Caracteriza os produtos da terra; o ar e a energia prânica, os valores pessoais relativos à riqueza.

  • PULMÃO – Recebe o oxigênio para o metabolismo; é um órgão de reserva de energia vital e da habilidade de aceitar a vida.

O meridiano atua sobre os pulmões e as vias respiratórias na sua função de absorção e eliminação de substâncias gasosas; estimulado, age sobre todas as deficiências respiratórias.

  • INTESTINO GROSSO – Expele o desnecessário para o metabolismo; órgão de eliminação afeta toda a eliminação através do corpo (pele, muco etc.). Eliminação de coisas velhas e não mais desnecessárias.

O meridiano atua sobre o intestino grosso e suas funções de absorção líquida e eliminação de resíduos pesados; atua nas moléstias da parte superior do corpo.

Sua direção Oeste nos aponta para um movimento descendente, crepuscular, onde o sol se põe e o dia vai cedendo lugar à noite. Daí a emoção melancolia. O pulmão está responsável pelo Yin, a víscera e o intestino grosso ao Yang. Ambos funcionam para coletar o necessário e descartar o desnecessário assim como os restos do que foi processado pelo organismo.

Está associado ao outono: No clima chines é tempo de colheita, das folhas secas que caem, época, portanto, da secura em oposição à umidade do elemento Terra. É o elemento da maturidade.

ELEMENTO ÁGUA: Condutor básico, ou químico, da vida; é a fonte da existência física, da vida.

  • RINS – Órgão de energia de reserva, expelem os subprodutos do metabolismo. É o órgão do desapontamento, da tristeza e melancolia.

O meridiano atua sobre os rins e as glândulas supra-renais, contribuindo para a purificação do sangue e para a regulação de todos os líquidos do corpo. Relaciona-se diretamente com a energia sexual e problemas genitais, apetite sexual, medo, insegurança, determinação.

  • BEXIGA – Órgão de eliminação de toxinas liquidas e emoções negativas (Yin). Está relacionado com medo extremo, negação da própria vida.

O meridiano comanda toda a função eliminadora renal, e atua diretamente sobre o psiquismo; regula as inconstâncias de caráter causadas por doenças prolongadas. Ação para olhos doloridos, hemorróidas, rupturas, dedos dos pés duros, dores nas articulações e dores de cabeça. Atua nas moléstias das costas.

O elemento água está ligado ao inverno e aponta para o norte, representa dentro dos ciclos produtivos da natureza, a época em que a semente repousa sob o solo, aguardando mais um ciclo de germinação e renovação. Momento de estocagem dos alimentos, de recolhimento. A noite. Neste período não agimos, mas sim, repousamos para reativar nossas energias e baterias para outro dia. É ao mesmo tempo fim e recomeço dando origem a novo ciclo.

 

O Efeito dos Seis Sabores no Organismo Segundo a Ayurveda

por: Roberto Lazaro Silveira

O nosso cérebro é capaz de distinguir seis sabores básicos através da decodificação de sinais capatados pelas papilas gustativas: o doce, o salgado, o ácido, o amargo, o adstringente e o picante. Somos capazes de equilibrar nosso organismo através do correto consumo de alimentos que oferecem estes sabores, no entanto, é necessário diagnosticar qual órgão ou sistema está sobregarregado, qual está sendo danificado pela sobregarga de outro sistema, quais as consequências em nosso psiquismo assim como no nosso corpo.

Este diagnóstico é realizado através de várias técnicas fundamentadas na teoria do Ying e do Yang, cinco elementos, fluidos corporais, etc. São algumas delas: Pulsologia, diagnóstico pelo aspecto da lingua, questionários, etc. Após diagnosticar qual sistema deve ser fortalecido e/ou qual deve ser enfraquecido elabora-se uma diéta baseada na ação dos sabores.

Ações do sabor doce

Produz grande força nos tecidos. É muito valioso para as crianças, idosos e para a regeneração de tecidos. É bom para a pele, cabelos, etc. Fortalece a garganta, aumenta a produção do leite, regenera os ossos. Não é de fácil digestão, mas, prolonga a vida e ajuda nas suas atividades. O sabor doce é oleoso. O uso excessivo causa doenças como a obesidade, a inconsciência, o diabetes, o aumento das glândulas do pescoço, etc.

Ações do sabor ácido ou azedo

Este sabor estimula a atividade digestiva. É gorduroso, bom para o coração, digestivo, estimulante do apetite, frio ao tato (refrescante em aplicações externas, alivia a sensação de queimação), causa umidificação, é de fácil digestão. Usado em excesso, causa flacidez do corpo, perda de força, cegueira, tonteira, coceira (irritação), palidez (descoloração amarelo-esbranquiçada como na anemia), herpes, inchaços, varíola, sede e febre.

Ações do sabor salgado

Este sabor remove a rigidez, limpa as obstruções dos canais e poros, aumenta a atividade digestiva, causa sudorese, penetra nos tecidos, melhora o sabor, causa lacerações e erupções na pele. Usado em excesso, causa aumento de sangue, calvície, embranquecimento do cabelo, rugas na pele, secura, doenças da pele, herpes e diminuição da força do corpo.

Ações do sabor amargo

Este sabor em si não é apreciado. Ele age na anorexia, em vermes (bactérias, parasitas), na perda de consciência, na febre, na náusea, na gordura, na gordura do músculo, na medula, nas fezes e na urina, assim como na sensação de queimação. Seca a umidade e a gordura. É facilmente digerível. Aumenta a inteligência. Limpa o leite do peito e a garganta. Quando usado em excesso, causa depleção dos tecidos.

Ações do sabor picante

Este sabor cura doenças da garganta, erupções alérgicas, hidropisia e outras doenças da pele, inchaço (edema). Também reduz o inchaço de úlceras, seca a gordura e a umidade, aumenta a fome. É digestivo, melhora o paladar, seca a umidade da comida, rompe massas duras. Usado em excesso, causa secura, depleção do esperma, desmaio, tremores e dores na cintura e nas costas.

Ações do sabor adstringente

Não é facilmente digerível. Limpa o sangue, causa compressão e cicatrização de úlceras (feridas). Também seca a umidade e a gordura, retardando a digestão de comidas indigestas, absorvendo água e causando constipação. Este sabor causa secura e limpa muito a pele. Seu uso excessivo causa a permanência da comida sem digestão, flatulência, dor na região do coração, secura, perda de virilidade, obstrução dos canais e constipação.

 

Cromoterapia

por: Roberto Lazaro Silveira

O que os olhos vêem o coração sente! Portanto a maneira mais fácil de provocar uma sensação através da vibração da luz – que caracteriza as cores – em nós é o contato visual. Durante nossa evolução as frequências vibratórias peculiares à cada cor foram relacionadas em nossas células de memória arquetípica aos momentos evolutivos, ou seja, ao visualizar certas cores despertamos as reações fixadas durante as vivências de nossos ancestrais. Algumas sensações despertadas em uma grande amostra populacional podem ser  vislumbradas abaixo, veja,

Vermelho: Despertar, Poder, Conecção intima com a terra, Força, Estímulos básicos de sobrevivência, Vitalidade, Garra, Acção, Coragem, Prazer, Sexualidade, Raiva, Destruição, Paixão;

Laranja: Força, Coragem expansiva, Cura, Desbloqueio, Modificação interior, Despertar;

Amarelo: Inteligência, Pensamentos, Capacidade psíquica, Raciocínio, Senso lógico, Domínio mental, Ordem, Disciplina, Lucidez, Realismo;

Verde: Hegemonia, Equilíbrio, Qualidade de vida, Neutralidade, Capacidade de assimilativa, Analise, Serenidade, Paz interior, Ponderação;

Azul: Despertar espiritual, Limpeza de padrões negativos, Higiene, Emoção, Sentimento, Calma, Paz, Leveza interior, Profundidade do ser, Verbalização, Exteriorização, Fé, Despreocupação, Consciência ampla, Responsabilidade;

Índigo: Elevação da consciência, Compreensão, Serenidade, Aceitação, Conhecimento, Maturidade, Crescimento espiritual, Transformação, Não julgamento/perdão, Consciência do presente, Inteligência, Desapego;

Violeta: Elevação do Ser, Espiritualização, Poder espiritual, Evolução, Segurança, Colaboração.

As vibrações de cada cor descrita acima está relacionada aos Chackras, ou seja, aos vórtices de energia localizados em determinadas regiões  de nosso corpo e são frutos de estudos milenares. Para utilizar a cromoterapia com clareza e proporcionar equilíbrio é necessário estudar as teorias  do Yin e Yang assim como os cinco elementos.

A Cromoterapia é baseada nas sete cores do espectro solar e cada cor tem uma vibração específica, atuando desde o nível físico até os mais sutis. é uma ciência que usa as frequências de vibração da luz para estabelecer o equilíbrio e a harmonia do corpo, da mente e das emoções.

É utilizada pelo homem desde as antigas civilizações, como no Egito antigo, nos templos de luz e cor de Heliópolis, como também na Índia, na China… onde suas aplicações terapêuticas foram comprovadas através da experimentos científicos.

Algumas Características das Cores:

VERMELHO: Ativador da circulação e sistema nervoso;
ROSA FORTE: Age como desobstruidor e cauterizador das veias, vasos e artérias e eliminador de impurezas no sangue;
ROSA ATIVADOR: acelerador e eliminador de impurezas do sangue;
LARANJA: Energizador e eliminador de gorduras em áreas localizadas;
AMARELO FORTE: Fortificante do corpo, age em tecidos internos;
AMARELO: Reativador, desintegrador de cálculos, purificador do sistema e útil para a pele;
VERDE FORTE: Anti-infeccioso, anti-séptico e regenerador;
VERDE: Energia de limpeza, vaso-dilatador e relaxante dos nervos;
AZUL FORTE: Lubrificante das juntas e articulações;
AZUL: Sedativo, analgésico, regenerador celular dos músculos, nervos, pele e aparelho circulatório;
ÍNDIGO: Anestésico, coagulante e purificador da corrente sanguínea. Limpa as correntes psíquicas;
VIOLETA: Sedativo dos nervos motores e sistema linfático, cauterizador das infecções e inflamações;

Alguns Exemplos Práticos de Utilização:

AMARELO: indigestão, hepatite, icterícia, fígado, vesícula-biliar, pâncreas, rins, intestinos, espinhas e afecções da pele;
LARANJA: asma, bronquite e pulmões;
VERDE: problemas sanguíneos, feridas, infecções e cistos mamários;
AZUL FORTE: resfriado, sinusite, infecção do ouvido, estresse, tensão nervosa, reumatismo agudo e articulações;
AZUL: inflamação de garganta, tireóide, prisão de ventre e espasmos
ÍNDIGO: inflamações dos olhos, catarata, glaucoma, cansaço ocular, epistache (sangramento nasal) e nevralgias.

Para trabalhar com a cromoterapia é necessário aprofundar-se no assunto, ou seja, ir muito além deste simples artigo introdutório e possuir uma visão holística além de sensibilidade. Ex: O azul é uma cor calmante e quando um paciente se queixa de irritação, nervosismo, costuma-se pensar em alguma cor dentro dos tons de azul. Mas esse paciente pode estar muito desenergizado, tentando superar essa falta de energia e ficando irritado por não conseguir o desempenho que gostaria de ter. Nesse caso, sua necessidade poderia ser de uma cor energética como o vermelho ou o laranja, quando então se acalmaria.

 

Aromaterapia e Óleos Essenciais

por: Roberto Lazaro Silveira

Aromaterapia: é a utilização da parte mais sutil da planta: Sua Essência, com fins terapêuticos através dos óleos essenciais. A essência das plantas contém sua energia vital que atua diretamente sobre a harmonia das esferas do corpo humano: mental, físico e emocional.

Há milhares de anos, os óleos das plantas vêm sendo utilizados como medicamentos, unguentos, perfumes e cosméticos, destacando-se sua utilização pelos egípcios, antigos mestres da perfumaria, e os gregos que também os utilizaram largamente como remédios e cosméticos aromáticos. Quem nunca ouviu falar dos famosos banhos públicos aromáticos romanos?

Com a descoberta da destilação, houve um grande desenvolvimento nesta área em países europeus. A partir do trabalho científico de diversos pesquisadores a aromaterapia foi aceita como uma nova e importante forma de terapia, sendo largamente utilizada atualmente na indústria de medicamentos, cosméticos e perfumaria.

Óleos Essenciais: Os óleos essenciais são compostos orgânicos voláteis das plantas, extraídos por destilação a vapor ou extração por solventes voláteis das folhas (alecrim), flores (camomila), cascas de frutas (limão), madeiras (cedro), raízes, etc.

Outro método empregado é o de prensa manual, especialmente para frutas cítricas como: limão, laranja, “grapefruit”, bergamota e tangerina, indicados principalmentepara uso oral. “Enfleurage” é o método utilizado para a obtenção de finas fragrâncias como rosa, jasmim, gardênia, flor de laranjeira, angélica e outras, sob a forma de óleosabsolutos muito concentrados.

A quantidade de plantas versus quantidade de essência produzida é muito grande, podendo ser necessário mais de 1000 kg de pétalas de rosas para produzir 1 litro de óleo. As essências podem ser incolores ou coloridas, são solúveis apenas em álcool, éter e óleos vegetais, podem manchar tecidos e são inflamáveis.

Propriedades Terapêuticas dos Óleos Essenciais: Os óleos essenciais atuam sobre a harmonia e saúde dos corpos físico, mental e emocional. A nível de corpo físico, o poder de penetração e atuação dos óleos é muito grande, e muitas vezes sua ação varia de acordo com a dose prescrita. Possuem as seguintes atuações:

  • No organismo como um todo: ação carminativa, antiespasmódica e digestiva, combatendo a prisão de ventre,diarréia, flatulência e má digestão;
  • No sistema cardiovascular, pode atuar como hipertensor, hipotensor, vasoconstrictor e antiespasmódico;
  • No sistema linfático, são poderosos antissépticos;
  • No sistema respiratório, têm ação antisséptica, antiespasmódica e expectorante;
  • Os óleos também agem no sistema urinário como diurético, na eliminação de cálculos renais e no
  • tratamento de infecções e disfunções urinárias;
  • Também são utilizados para tratamento de impotência e frigidez, doenças venéreas, etc. Os afrodisíacos
  • mais notáveis são jasmim e ilangue-ilangue;
  • Sua função endócrina envolve a estimulação de glândulas para a produção de hormônios e a atuação de
  • alguns óleos como hormônios;
  • No sistema nervoso, poucos estudos criteriosos foram feitos a respeito, mas se conhece sua ação como
  • Estimulantes e sedativos, desenvolvendo a memória e o raciocínio, etc.

 

Utilização: De modo geral, os óleos aromáticos devem ser diluídos em óleos vegetais (carreadores) ou mel, antes de serem aplicados sobre a pele ou ingeridos. Para a massagem, a diluição de 3% de óleo essencial em óleo vegetal (equivale a 1 gota de essência para 2 ml de óleo vegetal) é recomendada como inicial, que deve ser menor no caso de pele sensíveis, como de bebês. Basta encher o frasco com óleo vegetal, e acrescentar a essência em gotas. Agite suavemente.

Óleos Vegetais para determinados tipos de pele:

  • Pele seca: óleo de coco e de oliva;
  • Pele normal: óleo de milho e de girassol;
  • Pele oleosa: óleo de soja e de amêndoa doce;

Uma dica: o óleo de amêndoa doce é o mais utilizado; se você adicionar 5% de óleo de germe de trigo às
misturas, durarão muito mais.

Os óleos aromáticos podem ser misturados entre si para maior eficiência, porém muitocuidado deve ser tomado com misturas; oriente-se com um profissional da área. Alguns óleos, no caso de superdosagem podem provocar efeitos colaterais,deste modo, observe as quantidades prescritas no receituário.

Principais óleos essenciais e suas indicações:

1. ALECRIM – Rosmarinus officinalis
Essência Yang derivada das folhas e flores da planta, com propriedades estimulante, ativador da memória e
nervos, tônico cardíaco, hipertensor , hepático, antiséptico, antiespasmódico, analgésico e adstringente.
Aplicações: esgotamento mental, desânimo, histeria, palpitações, hipotensãoarterial, hepatite, cirrose
hepática, distúrbios intestinais, asma, bronquite, tuberculose, dores reumáticas e musculares, gota,
reumatismo, arteriosclerose. Obs.: Não utilizar durante a gravidez.

2. BERGAMOTA – Citrus Bergamia
Essência Yin proveniente da casca de frutas, possuindo propriedades expectorante, digestiva, carminativa,
vermífuga, antiespasmódica, analgésica e refrescante. Aplicações: amigdalite, bronquite, faringite, cólicas intestinais, gases, indigestão, verminose, cistite, gonorréia, leucorréia, desodorante, antidepressivo, sedativo.

3. CAMOMILA AMARELA – Anthemis nobilis
Essência Yin extraída de flores com propriedades excelente agente antinflamatório e analgésico, diurético,
antiespasmódico, sedativo. Aplicações: inflamações nos olhos, dores de cabeça, dente e ouvido, digestão
difícil, cólicas estomacais e intestinais, gases, vômitos, cólicas menstruais, infecção, icterícia, cálculos
renais, nervosismo, depressão, estafa, insônia. Obs.: É um remédio excelente para crianças, por sua baixa
toxidade e sua ação sedativa e antinflamatória, e como óleo para a higiene diária do bebê.

4. CÂNFORA – Cinnamomum camphora
Essência Yin extraída da madeira de árvores, com aplicações estimulante cardíaco, distúrbios respiratórios,
febre, pneumonia, reumatismo, feridas, queimaduras, inflamações, acne, abscessos, contusões, pancadas, pés doloridos e pernas cansadas, antidepressivo e tranquilizante. Obs.: Não utilizar na gravidez, epilepsia e em peles sensíveis.

5. CEDRO – Juniperus virginiana
Essência de madeira Yang com propriedades antiséptica, adstringente, expectorante, diurética, sedativa.
Aplicações: infecções cutâneas, bronquite, tosse, cistite, nefrite, gonorréia, sedativo, incenso, forte repelente
de insetos. Obs.: Não utilizar na gravidez.

6. CIPRESTE – Cupressus sempervirens
Óleo Yin extraído das folhas e pinhas das árvores, vasoconstrictor, antiespasmódico, hepático, sedativo,
relaxante e refrescante para banhos. Aplicações: hemorragias, asma, coqueluche, tosse, gripe, doenças do fígado, fluxo irregular de menstruação, hemorróidas, varizes, celulite e menopausa.

7. EUCALIPTO – Eucaliptus globulus
Essência Yin com propriedades antiséptico, desinfetante, cicatrizante, antitérmico, expectorante, analgésico,
antiespasmódico, estimulante cardíaco, diurético, hipoglicêmico, excelente desinfetante e purificador do ar.
Aplicações: feridas, queimaduras, bolhas, febre, resfriado, bronquite, asma, gripe, sinusite, tuberculose,
coqueluche, difteria, dores reumáticas e musculares, artrite reumática, cistite, gonorréia, diabetes, repelente de insetos.

8. GERÂNIO – Pelargonium graveolens
Essência Yin derivada das folhas e hastes da planta, com propriedades estimulante, antidepressiva, antiséptica, analgésico, cicatrizante, sedativo, diurético, equilibrador hormonal. Aplicações: nevralgias, úlceras, eczemas, herpes, queimaduras, piolho, estomatite, infecções da gargante e boca, hemorragias internas, leucorréia, cálculos renais, distúrbios hormonais, repelente de insetos. Obs.: Cuidado com peles sensíveis.

9. HISSOPO – Hyssopus officinalis
Essência Yang derivada de flores, com propriedades basicamente estimulantes: regulador da pressão arterial,
expectorante, sedativo , tônico dos nervos, relaxante, laxante suave, vermífugo, antiespasmódico, antiséptico, cicatrizante e purificador do ar. Aplicações: variações da pressão arterial, asma, bronquite, gripe, tuberculose, dispnéia, resfriado, dificuldades digestivas, vermes, gases, leucorréia, amenorréia, contusões, eczemas, feridas. Obs.: Não utilizar durante a gravidez e epilepsia.

10. HORTELÃ-PIMENTA – Mentha piperita
Essência Yang extraída de toda a planta, com propriedades analgésico, sedativo, antitérmico, expectorante,
antiséptico, antiespasmódico, antibacteriano, antinflamatório, digestivo, hepático. Aplicações: dor de cabeça e de dentes, dores musculares e articulares, dismenorréia, febre, distúrbios respiratórios, tuberculose, gases, vômitos, desmaio, diarréias, náuseas, vermes e repelente de insetos. Obs.: Não utilizar na gravidez.

11. ILANGUE ILANGUE – Cananga odorata
Essência Yin extraída das flores da árvore, com propriedade calmante, hipotensor, afrodisíaco, antiséptico.
Aplicações: ansiedade, pressão alta, impotência , frigidez, taquicardia, infecções intestinais, perfuma o
ambiente.

12. JASMIM – Jasminum officinale
Essência Yang derivada das flores, com propriedades antidepressivo, relaxante, afrodisíaco, antiespasmódico,
tônico uterino. Aplicações: depressão, ansiedade, dismenorréia, dores menstruais, facilita o parto, impotência, frigidez, prostatite, tosse.

13. JUNIPO – Juníperus communis
Essência Yang extraída de frutas com propriedades diurético, antitóxico, antiespasmódico, estomacal,
sedativo, vermífugo. Aplicações: trato urinário, reumatismo, gota, cistite, picada de animais venenosos, gases, cólicas, hemorróidas, cólera, disenteria, febre tifóide. Obs.: Não utilizar na gravidez.

14. LARANJA – Citrus vulgaris auranticum
Essência extraída da casca da laranja, com propriedades calmante e antiespasmódico. Aplicações: insônia, ansiedade, gases, cólicas intestinais, diarréia, infecções intestinais. Obs.: Óleo suave para crianças.

15. LAVANDA – Lavandula officinalis
Esta essência Yang extraída das flores é uma das mais versáteis, tendo propriedades tranquilizante,
analgésico, regulador cardíaco, antiséptico, antiespasmódico, diurético, desintoxicante, desodorante, hipotensor. Aplicações: ansiedade, depressão, insônia (coloque 1 gota no travesseiro), dores de cabeça e ouvido, taquicardia, inflamações respiratórias, hipertensão, dores musculares, queimaduras, eczemas, verrugas,úlcerações, paralisia,desmaio, epilepsia, gripe, picada de insetos, leucorréia. Obs.: Óleo suave para crianças.

15. LIMÃO – Citrus limonum
Essência extraída da fruta e casca com propriedades antibactericida, antiséptico, fortalece os pulmões,
estimulante digestivo, hipotensor, diurético. Aplicações: doenças infecciosas, gripe, distúrbios digestivos, vermes, colesterol alto, hipertensão, reumatismo, gota , gonorréia, feridas na pele, picadas de insetos, esgotamento mental. Obs.: Cuidado com peles sensíveis e não exponha à luz solar.

16. MANJERONA – Origanum marjorana
Essência Yang extraída da planta, com propriedades sedativo, antiespasmódico, estimulante digestivo,
hipotensor, aquecedor. Aplicações: dores de cabeça, asma, gases, cólicas intestinais, prisão de ventre, hipertensão, leucorréia, insônia. Obs.: Não utilizar na gravidez.

17. MELISSA – Melissa officinalis
Essência Yang extraída da planta, com propriedades tonificante, calmante, antidepressivo, tônico do coração,
hipotensor, antiespasmódico, estimulante digestivo. Aplicações: palpitação, hipertensão arterial, ansiedade, febre, histeria, náuseas, vômitos, asma, resfraido, gripe, dores menstruais e repelente de insetos.

18. PAU-DE-ROSAS – Aniba rosea odora
Essência Yin derivada da casca da árvore, com propriedades tonificante, calmante, antibactericida,
desodorante. Aplicações: dores de cabeça, distúrbios digestivos, tratamento de pele, estrias, desodorante, nervosismo, estafa.

19. ROSA – Rosa damascena
Essência Yin extraída das pétalas de flores, “Rainha dos óleos” com propriedades essencialmente femininas
antidepressivo, regulador menstrual, antiséptico, afrodisíaco, vasoconstrictor, tratamento de pele,
antiespasmódico, laxante, sedativo. Aplicações: conjuntivite, dores de cabeça, enjôos, vômitos, prisão de ventre, menstruação irregular, esterilidade, leucorréia, hemorragia, doenças genitais, tratamento de pele, depressão, mágoa, insônia, tensão pré-menstrual. Para trazer ao ser a luz do amor infinito: massageie seu chacra cardíaco com movimentos em forma de infinito (8 deitado). Obs.: Evitar durante os primeiros 4 meses de gravidez.

20. SÁLVIA- Salvia sclarea
Essência Yin derivada das flores, com propriedades tranquilizante, tonificante, antiespamódico, antiséptico,
hipotensor, afrodisíaco. Aplicações: distúrbios nervosos, digestivos e renais, hipertensão arterial, leucorréia, impotência, frigidez, inflamações cutâneas, síndrome pré-menstrual, depressão, medo, tensão. Obs.: Não utilizar na gravidez.

21. SÂNDALO – Santalum album
Essência Yang suave extraída da madeira interna da árvore, com propriedades expectorante, afrodisáico,
antiséptico, antiespasmódico, antinfeccioso, diurético, digestivo. Aplicações: resfriado, bronquite, laringite, asma, gases, enjôos, vômitos, azia, corrimentos vaginais, gonorréia, leucorréia, prostatite, impotência, frigidez, tratamento de pele, nervosismo, depressão, insônia, meditação, exercícios espirituais.

22. TANGERINA – Citrus madurensis
Essência derivada da casca da fruta, com propriedades calmante, estimulante digestivo e do apetite,
analgésico, antiespasmódico. Aplicações: alterações digestivas, falta de apetite, dores musculares, excitação, nervosismo. Obs.: Óleo suave bom para crianças.

23. TEA-TREE – Melaleuca alternifolia.
Essência extraída das folhas e ramos, com propriedades antinfeccioso, antiséptico, antiviral, antifungal,
cicatrizante. Aplicações: infecções, inflamações, sistema imunológico fraco, câncer, aids, ferimentos e inflamações cutâneas, artrite, diabetes.

Atenção: Nos casos de gravidez, pressão arterial alta, epilepsia, tratamento homeopático, peles sensíveis e crianças, deve-se utilizar os óleos aromáticos em dosagens mínimas e somente sob prescrição médica, ou evitar totalmente o seu uso. Evitar a ingestão excessiva de óleo de anis, funcho, cânfora, noz-moscada, cravo, orégano, poejo, pinha, Salvia officialis , hissopo, cedro, canela e limão, pois podem ser muito tóxicos.

IMPORTANTE: Para sentir o efeito desses aromas é necessários utilizar um bom aromatizador (recomendo o elétrico de porcelana) e adquirir os Óleos Essenciais verdadeiros, não adianta ir até o primeiro local onde vendem qualquer coisa e ir comprando gato por lebre (os Óleos Essenciais são caros, não existe por R$5,00 o vidrinho cheio! Ex: 2ml de Óleo Essencial de Rosa Marroquina R$150,00 em média; 2ml de Néroli R$400,00… 2ml de Camomila Romana R$50,00…), ou seja, comprar líquidos baratos é jogar dinheiro fora! e ainda por cima formar o conceito de que aromaterapia não funciona sendo que funciona e muito! Então vou indicar um site (também vende o aromatizador elétrico ideal) de uma empresa que comprei online, testei e comprovei a eficácia e poder dos seus Óleos Essenciais: http://www.bioessencia.com.br/

Banhos aromáticos
O banho com óleos aromáticos é uma terapia muito efetiva, pois através da associação água-óleo, estes
penetram na pele e são transportados mais facilmente através do organismo. Além disso, os óleos atuam
também a nível olfativo e psicológico, estimulando diversos órgãos.

Banhos de Imersão
Aqueça a água da banheira; a água morna é relaxante e
sedativa e a quente, tonificante. Como o óleo aromático puro não se emulsiona na água, dissolva 6 a 10 gotas
de óleo aromático ( utilize de 3 a 5 gotas no início do tratamento) em óleo vegetal ou mel. Adicione este
conteúdo na água da banheira cheia.Mexa delicadamente a água espalhando o óleo na mesma durante todo o
banho. Coloque uma música relaxante, RELAXE e APROVEITE! Ao sair do banho, você estará com uma
fina película de óleo perfumado sobre o corpo, caso você queira, pode retirá-la com um sabonete líquido
neutro.

Escalda-pés
Os escalda-pés são muito úteis no tratamento de dores de cabeça, enxaquecas, dores nas pernas, resfriados e cansaço.

Banhos de Assento e Duchas
Utilizados para tratamento de doenças intestinais e urogenitais, através de banhos com nível d’água até os
quadris.

Borrifos d’água
Óleos essenciais como alecrim podem ser acrescentados a borrifos d’água e aplicados ao longo da coluna, sob a forma forma de jatos. Neste caso, intensificarão o efeito estimulante.

Massagens
A massagem é uma terapia milenar, na qual energia é mobilizada através do toque para o equilíbrio energético
e cura do corpo. A associação entre a aromaterapia e a massagem promove maior penetração dos óleos na
pele, atuando como relaxante, tonificante, sedativo ou estimulante, estimulando o metabolismo e a circulação
sanguínea, aumentando a imunidade, curando órgãos e reequilibrando o fluxo de energia nos meridianos
energéticos. Os óleos a serem utilizados devem ser diluídos em óleo vegetal. Prepare seu óleo para massagem
com cerca de 24 horas de antecedência e faça um teste com uma pequena quantidade sobre a pele antes de
aplicá-lo para assegurar se não há processos alérgicos.

Compressas
Compressas quentes são apropriadas para reumatismo, artrites, dores musculares, febre, cólicas menstruais,
dores dos dentes, ouvidos e estomacais, abscessos e bronquite. Compressas frias são recomendadas para dores de cabeça, torções e tendinites. Para preparar suas compressas: Misture 2 (duas) gotas de óleo aromático com 1/2 litro de água quente ou fria. Misture bem e embeba essa solução em um pedaço de pano. Torça o pano e aplique a compressa na pele, cobrindo-a com um pano seco.

Lamparina aromatizadora
Usando lamparinas aromatizadoras você pode dormir relaxado e, ao mesmo tempo, tratar doenças como asma, bronquite e resfriados. Há lamparinas de vários tipos, porém as de cerâmica e de barro são as mais práticas, podendo ser facilmente transportadas.Uma dica: Adicione algumas gotas (normalmente 3) de óleo essencial a um pouco d’água na lamparina com vela ou no anel para lâmpadas.O calor evaporará o óleo, que se espalhará pelo ambiente Inalações e gargarejos. Os vapores dos óleos aromáticos são muito eficazes no tratamento do sistema respiratório, podendo ter também intensos efeitos psicossomáticos. Para preparar inalações: Ferva 2 litros de água e deixe esfriar um pouco. Adicione no máximo 10 gotas de óleo aromático. Cubra a cabeça e a vasilha com água com uma toalha grande e respire pelo nariz. Uma dica : caso você sofra de excesso de pressão no ouvido ao viajar de avião, inale: 1 gota de bergamota, 1 gota de lavanda e 1 gota de hortelã pingados no lenço.

Ungüentos
Esquente 4 partes de óleo essencial e 1 parte de cera de abelha juntos em banho-maria até derreter a cera.
Assim que a mistura esfriar um pouco, de modo que esta comece a se solidificar na beira da vasilha, (se
quiser) junte algumas gotas de essência de sua prefêrencia e mexa. Ponha o recipiente em uma bacia d’água
fria para acelerar o resfriamento. Se incluir óleo de germe de trigo, seus unguentos durarão 1 ano.

Posologia por via oral
A ingestão de óleos aromáticos somente deve ser feita com a prescrição de um terapeuta prático da área. Não
inicie um tratamento por conta própria, pode ser muito perigoso.

IMPORTANTE: Para sentir o efeito desses aromas é necessários utilizar um bom aromatizador (recomendo o elétrico de porcelana) e adquirir os Óleos Essenciais verdadeiros, não adianta ir até o primeiro local onde vendem qualquer coisa e ir comprando gato por lebre (os Óleos Essenciais são caros, não existe por R$5,00 o vidrinho cheio! Ex: 2ml de Óleo Essencial de Rosa Marroquina R$150,00 em média; 2ml de Néroli R$400,00… 2ml de Camomila Romana R$50,00…), ou seja, comprar líquidos baratos é jogar dinheiro fora! e ainda por cima formar o conceito de que aromaterapia não funciona sendo que funciona e muito! Então vou indicar um site (também vende o aromatizador elétrico ideal) de uma empresa que comprei online, testei e comprovei a eficácia e poder dos seus Óleos Essenciais: http://www.bioessencia.com.br/

 

CANTIGAS, BRINCADEIRAS-DE-RODA E OS NÍVEIS DE LINGUAGEM EM MUSICOTERAPIA

por: Roberto Lazaro Silveira

Gostaria de apresentar um trecho da monograrfia da Musicoterapêuta Benita Machahellis, apresentada ao Curso de Musicoterapia do Conservatório Brasileiro de Música. Um dos textos mais brilhantes e significativos sobre o tema que tive o prazer de vislumbrar. Para ver a monografia na íntegra basta clicar aqui. Observem o valioso trabalho: No entender de Fregtman (1989), num espaço definido por pacientes e terapeutas, destacam-se “três níveis de manifestação, de inscrição de um conflito” (idid. p.48 ) Expressando-se simultaneamente, estes níveis são isolados apenas com o objetivo de se obter uma conceituação. São eles:

1) Linguagem sonora (sons, silêncios, entonações, melodias, ritmos…)

2) Linguagem corporal (gestos, posturas, trejeitos, tipos de movimentos…)

3) Linguagem verbal (o discurso do paciente)

Ao trabalhar com a expressão integrada destas linguagens, o musicoterapeuta resgata o papel e a importância do corpo e os seus sons no processo terapêutico. (ibid., 1989)

Diversos são os recursos em Musicoterapia que funcionam como instrumentos de facilitação ou de ampliação destes níveis expressivos, cada qual a sua maneira. Como exemplos temos as canções, os jogos dramáticos… e as Brincadeiras-de-roda.

Tendo como plano de fundo o contexto musicoterápico, vejamos como as linguagens sonora, corporal e verbal podem se dar – e se integrar – nas Cantigas e Brincadeiras-de-roda, analisando os seus aspectos corporal, verbal e musical.

“…Quem quiser aprender a dançar

vai na casa do Juquinha

Ele pula, ele roda, ele faz requebradinha!…”

3.1) Aspecto corporal – A dança exterior e interior

Segundo Gerwitz ( Gerwitz apud. Ruud, 1990), a catarse é um elemento de grande importância no processo terapêutico. Ela pode ser provocada pela atividade física, verbalização ou fantasia. “(…) a relação da Musicoterapia com a catarse existe em todas essas três modalidades de expressão.” ( ibid., p.43, 44) Com referência a catarse pela atividade física, a dança é apontada por este autor (ibid.) como um excelente agente. Ela propicia liberação e a `ventilação dos sentimentos’ através de padrões de motilidade.

Nas Brincadeiras-de-roda, os aspectos citados acima se desenvolvem com as variações coreográficas e de movimentação onde cada participante é `convidado’ a rodar: “…roda, roda, roda caranguejo peixe é…”; “…roda, ô pinhão, bambeia ô pinhão!…”; rebolar: “…rebola chuchu, rebola, rebola que se não eu caio!…”; “…rebola pai, rebola mãe rebola filho eu também sou da família também quero rebolar…”; sambar: “…samba, samba, samba ô Lelê, pisa na barra da saia ô Lelê…”; remexer: “…dá um remelexo no corpo…”; requebrar: “…Como ele vem todo requebrado, parece um boneco desengonçado!…”; mover a cabeça e o pescoço: “… Olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão, pro chão…”; se ajoelhar: “…Para todos se ajoelharem…”; se deitar: “…Para todos se deitarem…”; e a se levantar novamente: “…Para todos se levantarem!…” ; bater palmas e pés: “…palma, palma, palma ô fulana, pé, pé, pé, ô Fulana…”, pular: “Ora vai pulando, ora vai pulando, ora vai pulando até parar!…”; correr: “…O tempo passou a correr, a correr, a correr…”; e ainda a se agachar e a gritar: “…do berrô, do berrô que o gato deu: MIAU!!!!!!!” e outras variações mobilizadoras do corpo todo, e, por conseqüência, também da emoção.

Muitas cantigas apresentam em sua dinâmica convites – implícitos ou explícitos – para que os participantes se abracem: “… e abraçais a quem quiser…”; ” ai me dá um abraço que eu desembaraço esta pombinha que caiu no laço…”; beijem: “…da morena mais bonita quero um beijo e um abraço…” ou puxem a orelha uma das outras: “…puxa lagarta no pé da orelha!…”; se toquem com os pés: “…tira tira o seu pézinho bota aqui no pé do meu, e depois não vá dizer que você se arrependeu…”. O contato corporal e a troca de afetos – tão necessários ao pleno desenvolvimento infantil – ocorrem de forma natural e prazeirosa dentro da segurança dos limites das próprias brincadeiras.

São várias as Brincadeiras que também têm em sua dinâmica um espaço especial para a manifestação da singularidade de cada criança. Este destaque se dá: ao escolher uma outra criança para ser o seu par: “sozinha eu não fico, não hei de ficar, porque tenho a fulana para ser meu par!…”; ou para mostrar afetos e desafetos: “..entrai entrai ó linda roseira, fazei careta pra quem não gostais e abraçais quem gostas mais… ” esta não me serve, esta não me agrada, esta hei de amar, hei de amar até morrer…”; seja ao fazer o som de um bicho ou com a tarefa de reconhecer o outro através da sua voz apenas: “Senhor caçador preste bem atenção, não vá se enganar quando o gato miar: MIAU!!!”; seja ao aceitar ou ao negar algo para si próprio (exercer o poder de escolha): “…Este ofício não me agrada, de marré, marré, marré, este ofício não me agrada de marré de si !…”; seja ao recitar ou improvisar um verso: “…Por isso dona fulana entre dentro desta roda diga um verso bem bonito diga adeus e vá se embora…”. Diversas vezes este destaque também fica patente pela própria coreografia, pois a criança é convidada a se colocar no centro da roda: “…Ô dona fulana, ô dona fulana, entrarás na roda e ficarás sozinha!…”; “…Entrai na roda, ó linda princesa…” ; “O pinhão entrou na roda ô pinhão…amostra a tua figura ô pinhâo!” ;”…Pai Francisco entrou na roda…”

Por todos os aspectos corporais já citados, as Brincadeiras-de-roda tornam se excelentes pretextos para a realização do “grounding” – termo da psicoterapia corporal e que denota uma função terapêutica que “permite o rebalanceamento do tônus muscular, o enraizamento da postura e a auto-segurança.” ( Boadella apud. Chagas 1997, p.19 )

A emissão vocal (o cantar, assim como o gritar e o recitar em alguns casos) é uma constante nas Brincadeiras-de-roda. Ela pode ser considerada como parte da catarse física.

“A emissão da voz provoca, necessariamente, uma vibração corporal (…) O trabalho com a vibração da voz traz interessantes possibilidades de desbloqueio dos anéis de tensão corporal, na medida em que é uma massagem vibratória de dentro para fora, a partir do próprio som do sujeito.” ( Chagas,1990, p.587)

A voz está diretamente relacionada a emoção. O trabalho com esta forma expressiva possibilita a mobilização de um a infinidade de processos subjetivos e que não podem ser resumidos apenas ao processo catártico. Consideremos com um pouco mais de atenção as suas relações com o processo terapêutico.

A voz é um meio expressivo que nos acompanha desde as mais remotas origens individuais e coletivas, numa longa estrada que vai do choro até o canto cultural.

Em sua maleabilidade e dinâmica, as transformações timbrísticas, tonais, de intensidade, assim como os ritmos e melodias intrínsecos ? voz guardam as mais íntimas relações com o desenvolvimento emocional. Assim a voz se modifica acompanhando as fases e momentos diferentes da vida de um mesmo sujeito, corporificando o seu mundo interior.

Lowen, discípulo de Wilhelm Reich, destacou mais enfaticamente a importância da voz. Segundo ele, o bloqueio de qualquer sentimento vai afetar a expressão vocal. Ao mesmo tempo, o recobrar de um pleno potencial de auto-expressão requer um uso da voz em todos os seus registros e todos os seus matizes de sentimento. Também emissões tais como o choro e o soluço são descritas como altamente mobilizadoras e eficazes no processo de desbloqueio dos anéis de tensão. Lowen dá particular atenção ao grito, por ele descrito como: “Uma explosão que sacode momentaneamente a rigidez criada pela tensão muscular crônica e que tem um forte efeito catártico na personalidade.” ( Prazeres, 1996, p. 3 )

Utilizando a observação das nuances vocais como importante recurso para uma plena compreensão do estado emocional dos seus clientes, Lowen concluiu que – em geral – “uma voz alta (tom agudo) indica um bloqueio das notas mais graves e expressivas da tristeza, e uma voz peitoral profunda (tom grave) indica uma negação do sentimento de medo e uma inibição da sua expressão pelo grito.” Wolfsohn vai ao encontro desta forma de compreensão ao afirmar que, enquanto o sonho reflete os diferentes aspectos da psique em imagens, a voz reflete imagens psicológicas em sons. (ibid.,p.3)

Paul Moses, foi buscar na voz as causas psicológicas ocultas das desordens fisiológicas. Sua participação para a instauração do método do canto como abordagem terapêutica foi fundamental. Moses pesquisou largamente a fonação no nascimento e o conjunto dos ruídos pré-verbais nos quais a expressividade vocal se expressa livremente. Concluiu que a aquisição da fala representa a submissão de instintos e sentimentos a jurisdição da palavra, acarretando numa grande perda dessa expressividade assim como em vivências traumáticas. Ele via no trabalho terapêutico com a emissão espontânea de sons vocais não verbais, a chave para ir ao encontro das dificuldades relativas a estes traumas, sendo que, para ele o cantar era a atividade que mais respondia ? s necessidades subseqüentes. (ibid.)

“A extensão vocal é a linguagem das emoções em oposição ? articulação, linguagem das idéias… Cantar é como um compromisso. Uma recordação voluntária de um eco de satisfação pura da vocalização primitiva. É uma atividade auto-erótica, liberadora das tensões construídas pela nossa repressão.” (Moses, apud Prazeres, 1996 p.5 )

Penso que, o cantar nasce da necessidade e da urgência do ser humano em expressar o seu mundo interno, com todas as suas nuances e movimentos numa conexão profunda com o seu próprio corpo. Este funciona como caixa de ressonância, instrumento vivo que se transforma no momento mesmo do ato de cantar, e que ao mesmo tempo, permite que interfiramos na vida coletiva com a nossa singularidade.

Nas Brincadeiras-de-roda, o convite ao canto ocorre de maneira natural. Canta-se, em geralem coro, havendo algumas cantigas com espaço para `solos’. Há margem para as mais variadas explorações de dinâmica, timbre, e registros vocais, e, logo para a auto expressão pessoal e grupal. Música, corpo e emoção se integram impulsionando-se entre si.

3.2) Aspecto Musical

” Sapo jururu, na beira do rio.
Quando o sapo canta, maninha,
É porque tem frio…”

As Cantigas-de-roda possuem características musicais particulares. A pesquisadora Henriquieta Braga (1950), selecionou vários aspectos que se destacam na sua caracterização geral. Vejamos, a seguir, alguns deles de acordo com os parâmetros musicais – ritmo, melodia e harmonia.

Ritmo – A grande maioria das nossas cantigas infantis, apresenta-se em compasso binário simples, ritmo anacrústico e terminação masculina, havendo presença expressiva de síncopes muito peculiares, como as formadas por antecipações de sons finais, deslocamento das sílabas tônicas, acentuações nas partes fracas dos tempos, e interrupções por pausas. Apesar do predomínio do compasso binário simples, podemos também encontrar canções em ternário simples, quaternário, e até mesmo em quinário, como se pode examinar em “Na mão direita tem”.

Melodia – O modo predominante é o maior, geralmente abrangem âmbito de oitava, destacando-se os intervalos de segunda e terça, assim como os sons rebatidos. Também apresentam-se freqüentemente melodias com repetição insistente ou imitação de desenhos, movimento inicial ascendente dominante-tônica, movimento melódico terminal descendente sobre a tônica por graus conjuntos. Modulaçôes tonais são atípicas, ocorrendo de forma rara.

Como exemplos para as melodias com repetição de desenhos, poderíamos citar:

“Cai, cai balão
Aqui na minha mão.
Não vou lá!
Não vou lá !
Não vou lá!
Tenho medo de apanhar.”

“Bam-ba-la-lão
Senhor capitão
Espada na cinta
Sinete na mão.”

Harmonia – Sendo a voz humana o principal instrumento de execução deste tipo de canção, o acompanhamento harmônico é menos típico. Porém, a harmonia implícita neste tipo de canção é sempre a mais simples possível , em geral sobre o I, IV e V graus da escala acompanhando as tensões e cadências da melodia.

Como o próprio nome já diz – Cantigas e Brincadeiras-de-roda – tratam-se de cantigas para se brincar, e, pode-se dizer também, de cantigas que nasceram e ou se desenvolveram em contextos do universo lúdico infantil. Assim, como não podia deixar de ser, estas marcas transparecem em seus parâmetros musicais -ritmo, melodia, harmonia.

A simplicidade e o caráter essencial que figuram nestes três parâmetros , refletem os traços bio-psico-musicais típicos da etapa infantil. Os intervalos e os caminhos melódicos típicos destas cantigas coincidem com os motivos de experimentação melódica mais natural desta etapa. Por outro lado, também rítmica e estruturalmente falando podemos observar vários aspectos coincidentes. Vale lembrar, que são constantes no universo infantil a predileção pela repetição, de uma forma geral, e o próprio prazer na vivência do ritmo marcado e cadenciado. Este último, refletindo a busca da segurança e da continência, aspectos tão necessárias para um bom desenvolvimento físico e mental numa etapa da infância em que se está “(…) passando de um estado de experimentações desordenadas quanto a coordenação dos movimentos a um controle voluntário do uso do corpo (…)”(Chagas, 1990, p.586)

3.3) Aspecto verbal

“Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar

Vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar…”

Veríssimo de Melo (1985) distribuiu nossas cantigas em cinco grupos, de acordo com o espírito e o estado de ânimo: amorosas, satíricas, imitativas, religiosas e dramáticas.

Cada `Cantiga amorosa’ trata da questão afetiva a sua maneira .Ora contendo singelas declarações de amor: “…quem gosta de mim é ela quem gosta dela sou eu!…”; “…você gosta de mim, ô morena, eu também de você ô morena…”; ora contendo expressões de saudades e falta do ser amado: “…Periquito Maracanã, perdeu a sua Iaiá, faz um dia faz um ano que eu não vejo ela passar…”; ora falando em casamento “…vou pedir ao seu pai, ô morena, pra casar com você ô morena…” “Flores alvas é casamento, dona fulana quer se casar, dona fulana deixe disso, deixe disso olhe lá!”; Ora contendo juras de amor eterno: “…esta hei de amar, hei de amar até morrer…” ora relatando histórias de amor, nem sempre, porém, com final feliz: “…o anel que tu me deste era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouca e se acabou…”. Assim, podemos citar entre as Cantigas amorosas: “Pirulito que bate bate”, “Você gosta de mim”;”Periquito Maracanã”; “Esta menina que está na roda”;”Ciranda, cirandinha”;”Na mão direita tem uma roseira”; Estou presa meu bem”, ; “Tororó”; “”O Cravo brigou com a Rosa”; “Terezinha de Jesus”; “Eu sou pobre, pobre, pobre”; “A Margarida”.

A sátira também ocorre das formas mais variadas. Algumas vezes acompanhada por um toque de crueldade: “Atirei o pau no gato, to-to, mas o gato, to-to, não morreu reu-reu, dona chica-ca, admirou sê-sê, do berrô, do berrô que o gato deu. Miau!”; “Tengo, tengo,tengo, ó maninha, é de carrapicho, vou botar Fulana, na lata do lixo”. Outras simplesmente fazendo graça da condição alheia: “Chora mané não chora, chora porque não vê o limão, o limão anda na roda feito um bestaião o limão…” . Mas, de uma maneira ou de outra, sempre com muito bom humor: “…Como ele vem todo requebrado parece um boneco desengonçado!”; “Lagarta pintada, quem foi que te pintou? Foi uma velha que passou por aqui!” . Assim, podemos citar como exemplos das Cantigas satíricas: “Atirei o pau no gato”; “Tengo, tengo, tengo”; “Chora mané, não chora”; “Pai Francisco”; “O Sindô lelê”; “Lagarta pintada”; “Oh! Sindô lelê”, “Fui a Espanha”.

Poeticamente falando, as Cantigas Imitativas são talvez, de todas, as mais simples. Em geral, elas trazem em seu texto claras propostas de movimentos, a partir das quais os participantes de fato imitam bichos: “Passarinho da lagoa, se tu queres avoar, avoa avoa, avoa já. O biquinho pelo chão, as azinhas pelo ar, avoa, avoa, avoa já.”; “Carneirinho, carneirão neirão neirão, olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão, pro chão…”; objetos do cotidiano: “…roda pinhão, bambeia ô pinhão…” profissões: ” …as lavadeiras fazem assim, assim, assim…”; “…os soldados fazem assim. assim, assim…”; ou outros personagens e situações que podem inclusive ser adicionadas de improviso por cada participante , como por exemplo: “…os pioientos fazem assim, assim, assim…”; “…as vaidosas fazem assim, assim, assim…”. Podemos citar entre as Cantigas imitativas: “Passarinho da lagoa”, “Carneirinho, carneirão”, “O pinhão”, “La na ponte da Aliança”; “Seu Lobo”; “Escravos de Jó”.

Contendo referências a elementos ou imagens da religião, como em: “…vamos ver a barca nova que do céu caiu no mar”; ou em: “… Nossa Senhora dentro, os anjinhos a remar…”; ou ainda em: “…que anjos são esses que estão me arrodiando, de noite e de dia, padre nosso ave Maria?…”. Podemos citar entre as Cantigas religiosas: “Capelinha de melão”, “Vamos maninha vamos”, “Senhora Dona Arcanjila”.

Com enredo em que surgem situações de conflito ou ameaça, como em: “…rá, rá, rá, minha machadinha, quem que te roubou sabendo que eras minha…”; ou em : “…Quase que não tomo pé, por causa de um remador que remou contra a maré…” podemos citar como Cantigas dramáticas: “O baú” e “A Machadinha”.

Fonte: http://www.taturana.com/mono.html

 

Diferentes linhas da Psicologia aprovam a Musicoterapia

por: Roberto Lazaro Silveira

O texto a seguir foi retirado da internet através de um programa de troca de arquivos. Peço a gentileza para o internauta que souber do nome do autor ou mesmo o próprio autor se manifeste por favor. Trata-se de um texto que demonstra uma dedicação e capacidade de sítese acima da média. Vale a pena ler, observem: A música é utilizada por diversas culturas, para diferentes finalidades. Nos tempos atuais, apenas a música performática comercial tem sido valorizada, mas seu caráter lúdico é ancestral na humanidade.

A ciência que estuda e investiga a utilização do som para atingir objetivos terapêuticos é a Musicoterapia, que surge definitivamente neste século, tratando dos neuróticos da segunda guerra, nos Estados Unidos e dos sobreviventes de uma epidemia de poliomelite, na Argentina. A musicoterapia tem se baseado em quatro suportes teóricos distintos:

Psicanalítico – A música é usada para liberar pulsões sexuais e agressivas reprimidas.

Behaviorista – A música é usada para eliminar associações inapropriadas que o indivíduo aprendeu e substituí-las por outras, mais apropriadas.

Existencial Humanista – A música é usada para ajudar o indivíduo a desenvolver seu maior potencial humano.
Interpessoal – A música é usada para ajudar o indivíduo a desenvolver a capacidade de relacionamento e comunicação.

Novos modelos também têm surgido nestes últimos anos:

Sociológico – Considera que a sociedade atual é orientada principalmente para a necessidade de encontrar a identidade e o valor pessoal, e não para a luta pelas necessidades básicas e sucesso.

Músico organicista – A música é utilizada como instrumento de expansão da consciência, de individuação e de saúde.

A Biomúsica desenvolve-se a partir de um trabalho diferenciado com musicoterapia, música popular tradicional (folclore), expressão corporal, educação, e música africana.

O Musicoterapeuta Luis Kinugawa é o criador da Biomúsica e contou com a grandeza e dedicação de seus amigos “Biomúsicos” para o desenvolvimento do trabalho, desde dezembro de 1998. O trabalho realizado na África no período de 2000 a 2002 evidenciou o valor da Biomúsica, sua adaptabilidade e muitos resultados benéficos junto a refugiados, vítimas de guerra e crianças de rua.