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Como e quando contar para a criança/adolescente a respeito de sua origem?

por: Roberto Lazaro Silveira

Este é um dos temas que mais preocupa os pais adotivos. Não há um momento ideal. Porém, quanto mais cedo se puder falar sobre este assunto, mais natural vai lhe parecendo a sua condição e mais possível será o estabelecimento de uma relação com o adulto fundamentada na confiança.

Não deveria existir um relato sobre a origem, feito de uma só vez. É interessante ter em mente que em cada idade, em cada momento de sua constituição psíquica, a criança vai formulando sentidos novos e cada vez mais complexos, que exigirão novas perguntas e também outras respostas.

Cada pai ou mãe deve encontrar o seu modo de ir narrando a história sobre as origens para seu filho, que seja condizente com a idade da criança, com sua linguagem e com a cultura familiar. É imprescindível que os pais não aguardem até que a criança tenha a iniciativa de perguntar.

É verdade que existe um saber inconsciente, por parte da criança, sobre suas origens. As marcas das vivências anteriores à adoção de alguma forma se expressam a partir do que apreende, do que escuta e do que não se fala no ambiente familiar.

 

 
 

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