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COMO LIVRAR-SE DAS DÍVIDAS – O ETERNO RETORNO

por: Roberto Lazaro Silveira

Eclesiastes: O nome vem da tradução grega do título – Qohelet – e quer dizer “aquele que reúne”. Ecclesia, a reunião, o grupo, é a palavra grega que vai originar a nossa “igreja”. Uma boa tradução menos literal para Qohelet é professor.

No início do livro, o professor se apresenta como filho de Davi e rei de Jerusalém. Apenas Salomão corresponde a esta descrição. Uma das interpretações é de que o Professor é um descendente de Davi; outra, que ele simplesmente atribui o texto a Salomão para ganhar credibilidade.

Ele conta que teve muitas mulheres, mas aí percebeu que isto não traz nada; conta que teve muito dinheiro, mas sobrou apenas o vazio; que trabalhou duro e também isto pouco significou. Que estudou e fez-se sábio, mas que continuava o mesmo. Tudo o que possamos fazer já foi feito, “Não há nada de novo sob o Sol”.

Ouroboros, oroboro ou ainda uróboro: Dentre as várias tentativas de explicar o símbolo existe uma complementar às percepções contidas no livro Eclesiastes e que reforça a condição arquetípica do tema, veja: Segundo o “Dictionnaire des symboles” o ouroboros simboliza o ciclo da evolução voltando-se sobre si mesmo. O símbolo contém as idéias de movimento, continuidade, auto fecundação e, em consequência, eterno retorno.

Eterno retorno: é um conceito filosófico formulado por Friedrich Nietzsche. Em alemão o termo é Ewige Wiederkunft. Uma síntese dessa teoria é encontrada em A Gaia Ciência, leia abaixo:

“E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência – e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio.

A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira!”. Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: “Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!” Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: “Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?” pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e arquétipo?”

Como utilizar estes conceitos para solucionar os nossos problemas sem medo do retorno? Destruindo os ciclos de repetição: encontrar e destruir o anel – representação do ciclo fechado. O encontro com o anel torna possível sua destruição e desta forma adentrar em um novo ciclo menos prejudicial à nossa vontade uma vez sabido que somente podemos romper com uma realidade encarando outra!

Vejamos o caso de Rock: Queixando-se de insônia por causa de dívidas.

Durante algumas sessões pude notar que quando Rock  recebia seu salário, antes mesmo de pagar as contas, já havia gasto toda a grana com coisas supérfluas e no mês seguinte o ciclo repetia-se agravando a situação.

Antes de decidir resolver o problema de forma efetiva procurou um psiquiatra que receitou alguns remédios para a insônia, logo, tratando apenas dos sintomas o resultado foi a criação de um novo ciclo: A dependência de psicotrópicos. Reforçando também o primeiro ciclo que agora conta com o preço dos remédios – que recheiam os cofres da indústria farmacêutica sem nunca ter proporcionado uma unica cura. Clique aqui para receber de graça em sua residência o vídeo “Psiquiatria uma indústria de morte“.

Agora buscando o auto-conhecimento através das sessões psicoterapêuticas, Rock conseguiu encontrar o anel, ou seja, identificou como gerava novas contas sem ter pago as anteriores e agora detinha o anel e podia quebrá-lo – fruto do auto-conhecimento obtido nas sessões em parceria com o psicólogo psicoterapêuta.

Para obter este auto-conhecimento Rock encarou momentos difíceis durante a terapia que teve como objetivo demonstrar sua oralidade (condição de compensação para as frustrações ocorridas na construção de seu caráter) que estará presente durante toda sua vida, pois, é uma estrutura de personalidade predisposta aos excessos como defesa.

Rock estabeleceu uma meta: pagar as contas antigas sem gerar novas contas: logo que percebia o pagamento em seu notebook acessando o site do banco, Rock recolhia os boletos mais antigos de sua gaveta e pagava todos eles até 80% do salário e notava que com os outros 20% restantes dava para passar o mês, pois, era parte de suas metas não dar entrada em algo supérfluo novo que fortaleceria o ciclo anterior impedindo de quebrá-lo.

Quanto ao ciclo gerado em sua primeira tentativa de livrar-se das dívidas: o uso de psicotrópicos, Rock foi orientado a trabalhar a respiração através de exercícios de bioenergética ou Terapia Bioenergética Corporal. Antes de dormir ao invés de tomar os psicotrópicos deveria respirar profundamente: inspirar o ar utilizando-se do músculo diafragma e toda extensão do tórax e expirá-lo vagarosamente durante algumas repetições.

Ao final de alguns meses Rock havia terminado de pagar todas as dívidas e agora além de “dormir como uma pedra” encarava novos ciclos de vida menos prejudiciais à sua saúde. Livrou-se do ciclo das dívidas e dos psicotrópicos; Encontra-se no ciclo de compras somente à vista e também no ciclo da vigília, pois, agora sabe que sua estrutura de personalidade tende à traí-lo a qualquer momento.

Você é capaz de lembrar-se da história do “Senhor dos Anéis”?: “Mas aquele não é um anel comum, pois pode restaurar o poder de Sauron, o Sombrio Senhor de Mordor, e conseqüentemente lançar a Terra Média em escravidão. Para evitar isso, Frodo deve devolver o anel ao lugar onde foi forjado e assim destruí-lo.”

Mitanálises… Devolver o anel ao lugar onde foi forjado: No caso de Rock o anel foi forjado… F I M!

 

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