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Mitanálise e os Símbolos Atuais

por: Roberto Lazaro Silveira


O Chupa-cabra é uma suposta criatura responsável por ataques sistemáticos a animais rurais em regiões da América, como Porto Rico, Flórida, Nicarágua, Chile, México e Brasil. O nome da criatura deve-se à descoberta de várias cabras mortas em Porto Rico com marcas de dentadas no pescoço e o seu sangue alegadamente drenado.

Uma das primeiras notícias que se teve no Brasil sobre esse misterioso animal ocorreu em Junho de 1997. E provocou uma onda de pânico e terror na região de Campinas, interior de São Paulo. Moradores de dez cidades da região afirmavam que o animal apelidado de Chupa-cabra “arranca o cérebro, vísceras, olhos e coração das vítimas com precisão cirúrgica.”

Grande parte dos mitos oriundos do passado, assim como a moda, “se constroem e se renovam a cada dia no imaginário contemporâneo” (BARBOSA, 2001: 121).

Um vestido é sempre um vestido, no entanto aquelas armações de madeira, hoje antigas, para realçar as nádegas sairam de moda, mas o vestido não e no lugar delas entrou o silicone, entrou mesmo.

A mitanálise através de símbolos atuais revela um padrão primitivo de comportamento, que satisfaz aos anseios religiosos, aspirações morais, a pressões e a imperativos de ordem social, e mesmo a exigências práticas. Eliade (2007).

Articula Eliade (1990): “o símbolo revela certos aspectos da realidade – os mais profundos – que desafia qualquer outro meio de conhecimento” (p.8). Os sonhos elucidam questões vinculadas ao caráter individual do sujeito que o produz. O conhecimento extraído do mito se aproxima de um sentido mais profundo e constante da psique humana. Jung (1964).

Fonte:
BARBOSA, Wallace de Deus. “Mitopoiesis Contemporâneas: O Chupa-Cabras”. In: Poiesis: Estudos de Ciência da Arte. Niterói: UFF, ano III, 2001.
JUNG, Carl Gustav. O Homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1964.
ELIADE, Mircea. Mito e realidade. São Paulo: Perspectiva, 2007.
______. O poder do mito. São Paulo: Palas Atena, 1990.

 

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