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Mitologia e Arquétipos

por: Roberto Lazaro Silveira

Podemos vislumbrar nas obras de Jung que os personagens mitológicos são fontes de compreensão para o entendimento dos processos humanos.

Segundo o livro de memórias de Jung, desde 1909, o mesmo sentiu necessidade do estudo da mitologia para poder compreender a simbologia de uma psicose latente (JUNG, 1964 – 2006).

Este fato levou-o a descobrir futuramente que os núcleos dos complexos são arquetípicos e desta forma imprescindíveis para a compreensão dos fenômenos psicológicos.

A teoria junguiana sobre os arquétipos inicia-se em 1912, quando relata a manifestação de imagens primordiais em pacientes e em sua auto-análise, cujas temáticas essenciais repetiam-se nos mitos de diversas culturas. Jung fora entusiasmado pelas idéias do historiador neoplatônico Friedrich Creuzer (1771-1858), como ele mesmo coloca: “O acaso me conduziu ao Simbolismo e Mitologia dos Povos Antigos, de Friedrich Creuzer, e esse livro me entusiasmou” (Jung, 1985, p.145).

É necessário ressaltar que esta teoria possui uma base biológica e empírica, logo, não se harmoniza ao espiritualismo de base mística, mas os pressupostos essenciais assemelham-se.

Muitos dos argumentos biológicos em Jung surgem como uma maneira de conferir aos seus conceitos uma roupagem mais aceitável ao empirismo dominante, não sendo premissas necessárias para as suas teorias.

Referências
JUNG, Carl Gustav. A prática da psicoterapia. Rio de Janeiro: Vozes, 1985.
______. Memória Sonhos e Reflexões. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.

 

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