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Parecer Psicológico

por: Roberto Lazaro Silveira

O Parecer é uma manifestação técnica fundamentada e resumida sobre uma questão do campo psicológico.

O Parecer tem como finalidade apresentar resposta esclarecedora, no campo do conhecimento psicológico, através de uma avaliação técnica especializada, de uma “questão-problema”, visando à eliminação de dúvidas que interfiram na decisão.

A maior demanda de solicitações de parecer tem surgido da esfera judicial, daí ser ele denominado, às vezes, de laudo pericial. Perícia, como sabemos, já nos diz o Dicionário Brasileiro, significa: “Habilidade em alguma arte ou profissão;  experiência; destreza, exame;  vistoria de caráter técnico-especializado”.

Por fim, o Parecer é uma resposta a uma consulta, que exige de quem responde competência no assunto.

A elaboração de um Parecer exige do psicólogo, além da competência no assunto, habilidade na redação, que deve considerar: 1. Princípios Técnicos da linguagem escrita 2. Princípios Éticos e Técnicos. O texto deve expressar opinião fundamentada, com argumentos sustentados em princípios científicos, com citação das fontes.

Para tanto, o psicólogo nomeado perito deve fazer análise do problema apresentado, destacar os aspectos relevantes e opinar a respeito, considerando os quesitos apontados e com fundamento em referencial teórico científico. Deve-se rubricar todas as folhas dos documentos. Havendo quesitos, o psicólogo deve respondê-los de forma sintética e convincente, não deixando nenhum quesito sem resposta.

Quando não houver dados para a resposta ou quando o psicólogo não pode ser categórico, deve-se utilizar a expressão “sem elementos de convicção”. Se o quesito estiver mal formulado, pode-se afirmar “prejudicado”, “sem elementos” ou “aguarda evolução”.

O Parecer é composto de quatro partes:

  1. Cabeçalho
  2. Exposição de motivos
  3. Discussão
  4. Conclusão

 

1. Cabeçalho
É a parte que consiste em identificar o nome do perito e sua titulação, o nome do autor da solicitação e sua titulação. O item “assunto da solicitação” é facultado, uma vez que a parte “exposição do assunto”, que segue ao cabeçalho, destina-se à narração do assunto.

2. Exposição de Motivos
Esta parte destina-se à transcrição do objetivo da consulta e os quesitos ou a apresentação das dúvidas levantadas pelo solicitante.

3. Discussão
A discussão é a parte mais importante do PARECER, por se constituir na análise minuciosa da “questão-problema”, explanada e argumentada com base nos fundamentos necessários existentes seja na ética, na técnica ou no corpo conceitual da ciência psicológica.

4. Conclusão
É a parte final do Parecer, em que o psicólogo irá apresentar seu posicionamento, respondendo à questão levantada. Ao final do posicionamento ou Parecer propriamente dito, informa o local e data em que foi elaborado e assina o documento.

Fonte: Resolução CFP 007/2003

 

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  1. Ana Izabelk de Oliveira

    13/11/2013 at 13:51

    Maravilhoso esse esclarecimento. valeu!