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Psicose

por: Roberto Lazaro Silveira


Ao contrário da neurose, a psicose é um estado mental onde ocorre a perda da realidade, ou seja, o indivíduo que desenvolve sintomas psicóticos não tem conhecimento de seu estado.

O psicótico não percebe que perdeu completamente a noção do pensamento, percepção ou julgamento. A psicose é aquilo que costumamos denominar “loucura” ou comportamento de “louco”.

Exitem alguns fatores como intoxicação por alcool, medicamentos psicotrópicos e demais drogas que podem desencadear uma psicose, no entando, ocorre a psicose pela reação do indivíduo á estas causas, ou seja, “o importante não é o que fizeram da pessoa e sim o que a pessoa fez com o que fizeram dela”.

Os pacientes que estão em um estado psicótico, em geral, agem de modo estranho, ou seja, ficam balançando o corpo, vestem-se bizarramente, agem de acordo com suas alucinações, têm crenças falsas e delirantes e, consistentemente, confundem a realidade dos eventos.

Eles são, freqüentemente, impulsivos e em perigo constante de agir, baseados em percepções distorcidas ou idéias delirantes, resultando em lesão ou morte não-intencionais.

A consciência de si mesmo e do ambiente é, consistentemente, velada. O indivíduo é incapaz de discriminar os estímulos que percebe. O pensamento é desorganizado e incoerente, o que se evidencia na fala do paciente.

A memória é prejudicada no registro, retenção e recuperação das lembranças. A orientação, especialmente quanto ao tempo, pode estar prejudicada. O comportamento psicomotor pode ser hipo ou hiperativo em relação aos movimentos e à fala. As emoções podem variar de apatia e depressão a medo e raiva.

Durante a perda da realidade na psicose, o indivíduo apresenta delírios e/ou alucinações. Os delírios são pensamentos destorcidos criados para compensar a sofrimento psiquico.

Como exemplos de delírios podemos citar:

Delírios de relação: o indivíduo diz que é filho do Bil Gates e acredita nisto, isto é uma psicose.

Delírio de grandeza: O indivíduo acredita que é Deus. Delírio de influência: O indivíduo acredita que recebeu órdens para matar do cachimbo que o mesmo utiliza para fumar ckack e executa as órdem matando pessoas aleatóriamente, isto é uma psicose.

As Alucinações estão relacionadas aos nossos sentidos: Audição, Visão, Olfato, Tato e Paladar.

Ocorrem quando o indivíduo tem certeza que percebeu algo, ou seja, são percepções sem um estímulo externo, enquanto outras pessoas não confirmam tal evento.

A pessoa alucinada acredita que a percepção é real, desta forma a percepção da alucinação é de origem interna, emancipada de todas as variáveis que podem acompanhar os estímulos ambientais como iluminação, ruídos e outros.

Alucinação Tátil: A pessoa acometida pode sentir por exemplo insetos andando em sua pele sem que o fato seja comprovado por outras pessoas, somente ela sente, mas são “invisíveis”.

Este tipo de alucinação – alucinação tátil – por intoxicação é comumente um dos sintomas de intoxicação pela Psilocibina e Psilocina, uma substancia extraída dos cogumelos da família dos Psilocibinos.

Foi Albert Hoffmann, o descobridor do LSD, juntamente com colegas de laboratório, quem isolou duas substâncias da Psilocybe mexicana.

A psilocibina foi isolada como componente principal e a psilocina foi encontrada em quantidades menores, porém igualmente ativa. Desde então, esses alcalóides têm sido pesquisados em muitas variedades de cogumelos.

A psilocibina produz uma série de efeitos similares aos produzidos pelo LSD e a mescalina, porém com potência menor e maior facilidade de acesso e extração através da simples coleta nos pastos onde contém esterco de vaca onde são coletados e fervidos em água potável para ser consumido em rituais de cura ou por jovens drogadictos.

As alucinações mais comuns são as visuais e as auditivas, onde o alucinado ouve vozes e tem visões de estímulos que não podem ser compartilhadas com outras pessoas.

Geralmente as alucinações caminham de mãos dadas com os delírios. Um jovem que tomou chá de cogumelo ou consumiu LSD pode ter uma alucinação visual do tipo ver gnomos e apresentar junto com esta um delírio de relação, onde o mesmo recebe órdens do mesmo para pular de um precipício ou matar alguém e obedece.

 

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