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Laudo Psicológico para INSS – Relatório – Aposentadoria

por: Roberto Lazaro Silveira

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LAUDO PSICOLÓGICO

Identificação

Psicólogo     : Roberto Lazaro Silveira – CRP/SP 113.682

Solicitante    : Sebastião França Ferreira (nome alterado)

Assunto        : Avaliação de Capacidade Laborativa

Descrição da Demanda

O Sr. Sebastião França Ferreira compareceu espontaneamente em meu consultório localizado na Av. José Vieira Caúla, 3762, Embratel, Porto Velho. Apresentou-me uma solicitação da Defensoria Pública da União no Estado de Rondônia, para avaliação psicológica direcionada à sua capacidade de trabalho.

A necessidade de Avaliação Psicológica decorreu-se da recomendação do Sr. Sérgio da Costa Morais, médico neurologista, cadastrado no CRM-RO sob número 818, como complementação aos quesitos médicos respondidos pelo mesmo à Defensoria Pública da União no Estado de Rondônia.

Procedimento

O avaliando foi submetido á avaliação psicológica através da Entrevista Psicológica realizada em duas etapas, distribuídas em duas sessões de atendimento, em dois dias consecutivos, sendo o último dia de atendimento na data do presente documento.

Também foram analisados o diagnóstico proporcionado pelo médico neurologista supracitado assim como as respostas fornecidas pelo referido médico neurologista.

Análise

De acordo com as respostas fornecidas na Entrevista Psicológica em conjunto à anamnése e análise do diagnóstico do médico neurologista supracitado, percebe-se que o Avaliando sofre com a grande frequência de convulsões. Então devido às crises convulsivas generalizadas e intensas a capacidade de trabalho do Avaliando encontra-se limitada no momento e com prognóstico reservado, ou seja, casos graves da doença crônica diagnosticada (CID 10 F 40.3) não possuem uma certeza de cura ou controle eficaz mediante a luz da ciência contemporânea, então a reversão da doença é improvável assim como qualquer previsão taxativa de resultados.

Quanto à capacidade para a labuta, Callagham et al. (1992) observa que os epiléticos podem apresentar uma capacidade dentro da normalidade, no entanto, apenas os pacientes cujas únicas manifestações clínicas dizem respeito à epilepsia, sem que aja outras doenças associadas ou outros fatores que possam agravar as crises.

Ocorre a consonância de Lassow et al. (1997), que ao comparar desempenho de aprendizagem profissional e desempenho de função em trabalhadores epilépticos e não-epilépticos com ocupações similares, encontraram a menor remuneração dos epilépticos como única diferença estatisticamente significativa entre ambos os grupos.

Espir et al. (1991), todavia, reconhece que apesar de não haver diferenças evidentes, sob esse aspecto, entre trabalhadores epilépticos e portadores de outras doenças, os epilépticos se consideram em situação de inferioridade nas oportunidades de trabalho e na promoção profissional, em decorrência dessa auto análise ocorre a desistência de competir e consequentemente a limitação de suas perspectivas de vida.

A controvérsia da inclusão social frente ao agravo do quadro clínico. Nota-se que o trabalho é capaz de produzir doenças – agravado em momentos em que o trabalhador percebe desta forma – não sendo incomum que a própria atividade profissional possa dar origem à epilepsia tanto por agressão direta ao cérebro (Allister et al., 1981; Littorin et al., 1988) quanto indireta (Ross, 1988), como também por ser fator desencadeante de crises epilépticas (Winget et al., 1978) em função de determinadas características do processo e organização do trabalho.

 

Conclusão

De acordo com os dados obtidos nesta avaliação, confirma-se o diagnóstico clínico compatível com (CID 10 F 40.3).

Quanto à capacidade parcial para o trabalho, mesmo existente, caso o Avaliando não consiga aposentar-se por invalidez (conforme desejo manifestado na entrevista psicológica) e seja obrigado a trabalhar – uma vez que manifestou na entrevista que não quer porque o trabalho lhe desperta ansiedade e crises convulsivas – para seu sustento assim como de seus dependentes, as crises poderão ser agravadas e mais aguçadas ainda no caso de desemprego e desamparo social.

Igarapava, 8 de março de 2058.

 

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CALLAGHAN, N.; CROWLEY, M. & GOGGIN, T., 1992. Epilepsy and employment, education and social status. Irish Medical Journal, 85:17-19.

 

LASSOW, G.; LEFFERS, P.; DE KROM, M. & TRUST, J., 1997. Epilepsy in a Dutch working population: Are employees diagnosed with epilepsy disadvent- aged? Seizure, 6:95-98.

 

ESPIR, M.; FLOYD, M. & CHAPLIN, J., 1991. Occupa- tional aspects of epilepsy in the civil service. British Journal of Industrial Medicine, 48:665-669.

 

DASGUPTA, A. K., 1992. Epilepsy and employability: A comparative evaluation of epileptic employees working in the steel plants of India. Journal ofOc- cupational Medicine, 42:137-142.

 

GLOAG, D., 1985. Epilepsy and employment. British Medical Journal, 291:2-3.

ALLISTER, C.; LUSH, M. & OLIVER, J. S., 1981. Status epilepticus caused by solvent abuse. BMJ, 283:1156.

 

LITTORIN, M. E.; FEHLING, C.; ATTEWELL, R. G. & SKERFVING, S., 1988. Focal epilepsy and expo- sure to organic solvents: A case-referent study. Journal of Occupational Medicine, 30:805-808.

 

WINGET, C. M.; HUGHES, L. & LADOU, J., 1978. Physiological effects of rotational work shifting: A review. Journal of Occupational Medicine, 20:204- 210.

 

 

 

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