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Sonhar com

por: Roberto Lazaro Silveira

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ABELHA- Era um símbolo da realeza no Antigo Egito e dizia-se que esse inseto havia sido gerado a partir das lágrimas de Rá, o deus-sol egípcio. Sua imagem mais difundida é a de símbolo da alma. Os opostos bem/mal, também se encontram simbolizados nela. O mal encontra-se simbolizado pelo ferrão e o bem pelo mel. ABLUÇãO- A imagem da lavagem das mãos, normalmente aparece simbolizando a necessidade da extinção da culpa, como num ritual de purificação em que a pessoa tenta se libertar da própria sombra. É comum o hábito sistemático de lavagem das mãos em pessoas com dificuldades em lidar com os aspectos obscuros de sua personalidade; assim como os sonhos sobre esse tema apontariam para a dificuldade por parte do ego vígil em integrar esses aspectos inconscientes e sombrios de sua personalidade. ABISMO- Essa imagem nos leva pelo reino da Grande-Mãe ctônica, do arquétipo da mãe com todas as conotações que lhe são inerentes, do insondável e sem fundo, do mundo do inconsciente e da mãe terrível. O abismo costuma aparecer simbolizando os aspectos ainda informes da consciência, mas que contém em si infinitas possibilidades. Ele é o campo das forças desconhecidas do inconsciente, do potencial que jaz adormecido e que precisa de resgate. Quando essa imagem nos surge em sonhos, pode estar se referindo ao grande medo que sentimos frente a todos os poderes que desconhecemos e que se nos apresentam como incontroláveis uma vez que não os dominamos. ACASALAMENTO- Quando em sonhos aparece o acasalamento sexual de animais, o mais freqüente é que ocorra uma mudança ou substituição nas figuras acasaladas. Esse fato aponta para a transformação de um conflito instintivo dentro do indivíduo que teve o sonho. No entanto, os sonhos em que o ego onírico encontra-se mantendo contato sexual com pessoa desconhecida, apontam para a proximidade da conjunctio. ADAGA- É considerado um instrumento de imolação além de ser um símbolo fálico, ígneo e criador . AFOGAMENTO- É uma imagem de regressão ao útero materno, de perda dos limites estruturados pela consciência. É considerado como sendo um dos símbolos da operação alquímica denominada SOLUTIO, que costuma ser retratada pela imagem do afogamento do rei e da rainha. O velho rei, que é a prima matéria, precisa de regeneração e de transformação e é mostrado afogando-se no mar o que denota que as velhas atitudes, rígidas e estagnadas, precisam ser dissolvidas pela água, numa inundação pelo inconsciente. Para aqueles que possuem um ego forte, essa imagem é assustadora, pois traz em si a percepção de que é iminente a perda de todos os velhos limites, e de que a nossa identidade individual se dissolveu. AGRICULTURA- É considerada como sendo um símbolo da união dos quatro elementos: a terra, o fogo (calor), a água e o ar, necessários a germinação da semente. A agricultura possui ainda uma analogia com o ato sexual, sendo que o trabalho agrícola em inúmeras culturas é associado a ele. A terra é considerada como sendo o órgão sexual feminino onde o ser é gerado e a semente, ao sêmen gerador de uma nova vida. Portanto, através da atividade agrícola, o masculino e o feminino são integrados para que possam dar origem à vida, num ritual de fertilidade e reprodução. ÁGUA- Primordial, é considerada como sendo o ponto de partida para o surgimento da vida -toda a vida vem da água-, daí sua simbologia estar ligada à matrix -mãe -. É um símbolo do Gênese, do nascimento, e para os vedas é chamada de mâtrimâh, o que quer dizer: ” a mais materna. Nos mitos dos heróis ela está sempre associada ao seu nascimento ou renascimento: Mitra nasceu às margens de um rio, enquanto que Cristo “renasceu” no Rio Jordão. Ela sempre nos reporta à origem. Prahmanda, o Ovo do Mundo é tido como tendo sido chocado na água e dele advém toda a criação. Associada ao banho e ao batismo, nos textos da alquimia está relacionada a operação da Solutio. É um dos símbolos do inconsciente, sendo que o ato de entrar na água e dela sair, possui uma analogia com o ato de mergulhar no inconsciente, enquanto que ser lançado à água é similar a ser entregue ao seu próprio destino. Sonhos em que o ego onírico guarda a água suja em seu quarto, simbolizam aceitação por parte do ego vígil dos aspectos obscuros de sua personalidade, de sua sombra. Caso o sonhador se veja tomando um banho, essa imagem parece estar associada a penetração da compreensão sendo que a temperatura da água pode nos dizer sobre a quantidade de “calor” que acompanha este processo. Enquanto um dos quatro elementos, é um símbolo do sentimento. As emoções também se encontram representadas na água. As ondas do mar corresponderiam ao movimento dessa mesma emoção. AGUA-BENTA- É uma projeção da imago materna sobre a água, conferindo-lhe numinosidade. Pode ser considerada um símbolo da mãe e do divino. O que se pretende ao fazer uso da água-benta é passar por um processo de purificação de um mal psicológico ou moral. AGUACEIRO- É considerado um dos símbolos da operação alquímica da Solutio. ÁGUIA- Animal solar, é visto como sendo um psicopompo, um mediador entre os reinos divino e o espiritual. Na heráldica, é o pássaro dos reis e dos líderes. A águia é considerada como sendo o rei dos pássaros e tem a ver tanto com o desejo de poder, como com a elevação espiritual, com os altos vôos do pensamento e da fantasia. Na Mitologia grega, está associada à Zeus, o deus maior do Olimpo; na mitologia germânica à Wotan, o deus maior do Válhalla; no mito cristão, ela é um símbolo de São João e para Jung, um símbolo do pai. Tal como a Fênix, pode ser considerada como um símbolo de Regeneração espiritual. A acuidade de seu olhar que lhe permite fitar o sol diretamente, a faz ser considerada um símbolo da clarividência. AGRESSIVIDADE- Em condições normais, é um símbolo da sombra, do lado desconhecido da personalidade e que deseja reconhecimento. Quando o indivíduo possui um ego vígil passivo é comum os sonhos em que aparece como sendo uma figura agressiva, como uma necessidade de compensação para a sua passividade. ALAMBIQUE- representação simbólica do útero, é análogo a recipiente, ao vaso alquímico. Na alquimia essa imagem sugere realmente o útero, a mãe, e costuma ser mencionada como se realmente o fosse. O trabalho alquímico seria então correlato a gestação de uma nova vida. O alambique é ainda uma imagem que nos evoca a contenção, o ser capaz de manter os afetos, os conflitos e todas as gamas de emoção sem transbordarem ou espalharem, até o ponto em que possam ser transformados. É uma imagem das capacidades contidas no inconsciente. ÁLAMO- árvore funerária, é um símbolo que nos reporta ao tema da dor e do sacrifício. Os álamos pretos costumam ser consagrados à deusa da morte de forma que eles podem ser considerados como um símbolo da morte. Hércules usou uma coroa feita com seus ramos ao descer ao inferno. Leuce, que foi amada por plutão, foi transformada em álamo pelo deus e colocada à entrada do sub-mundo para que esse pudesse conservar junto a si a sua amada. ALARANJADO- Essa cor, a mistura do vermelho, cor que evoca a paixão com o amarelo, a cor de tudo o que é espiritual, é um símbolo do equilíbrio entre o espírito e a sexualidade; sendo que a pedra alaranjada, o jacinto, é símbolo da fidelidade. ALEIJADO- O aleijão nos mitos era visto como sendo um ser de sabedoria ctônica e sua deformidade aparecia como sinal de iniciação. A sua imagem encontra-se vinculada a dos heróis e a das pessoas que possuem um destino incomum, a exemplo dos cabiros, os filhos de Hefesto. Essa característica parece ser o resultado de uma necessidade de sobrepujar a deformidade física. Os ferreiros, assim como os carpinteiros nos mitos, quase sempre aparecem retratados na imagem de aleijões. ALFAIATE- Seu simbolismo está ligado ao poder arquetípico de transformação do homem, dando-lhe uma nova atitude, uma força ligada à inteligência e à habilidade de lograr os outros. O alfaiate é aquele capaz de criar uma nova persona ou máscara para o indivíduo em sociedade. ALGA- Simboliza todas as formas de proteção. ALHO- Símbolo da proteção contra os poderes maléficos. É comum o uso do alho para afugentar cobras, vampiros e bruxas, tudo por causa do seu odor. ALIANÇA- É um símbolo dos compromissos e dos acordos que se possa fazer. Seja esse compromisso encarado como algo agradável ou como sendo um fardo, esse tipo de anel é considerado sempre como um símbolo de União. ALTAR- É o local reservado para a prática de sacrifícios e orações aos deuses . Espaço sagrado, que significa um temenos, um local reservado para o culto de nosso deus interior, nosso SELF; neste lugar, é o ego quem manda e nossas velhas atitudes são sacrificadas. AMANTE- Figura que em sonhos geralmente retrata a imagem de nossa contraparte sexual. O amante é aquele que se torna o receptáculo da projeção de nossos anseios, afetos e desejos mais profundos. Normalmente a figura do amante em sonhos simboliza o animus/anima, que nesse papel costuma ser uma energia positiva, posto que nos permite entrar em contato com aquilo que só conhecemos num nível inconsciente. Ele pode iluminar com a luz da consciência uma dimensão de nós mesmos da qual não temos pleno conhecimento. O animus/anima como amante aparece como um restaurador da metade de nós mesmos perdida, ele é o parceiro da alma, que nos liberta do pai, da mãe e da família pessoal. AMARELO- Está associado ao ouro, à luz do sol ; é um símbolo da eternidade, da criação, da transfiguração e da meta a ser alcançada na busca espiritual. É a cor da maturidade que emerge do negro. Na alquimia encontra-se ligado a rubedo. É considerada a cor da terra fértil e da harmonia entre os princípios masculino e feminino. No islã, o amarelo ouro é a cor dos homens sábios e na China é a cor do imperador. âmbar- Essa pedra é considerada como sendo um símbolo da atração solar e da energia espiritual. Desde a antigüidade ela costuma ser empregada na confecção de amuletos, ornamentos e estátuas. Sua cor deriva do amarelo e do negro, relacionando-se a integração da luz e da sombra. AMEIXA- A sua flor é considerada como sendo um símbolo da imortalidade. É uma fruta que se encontra associada ao órgão sexual feminino e a sua aparição em sonhos pode refletir que esses sonhos encontram-se carregados de conteúdos eróticos. AMÊNDOA- Essa fruta é composta de uma casca que ao ser quebrada se reduz ao caroço, a sua parte que possui valor alimentício. É um símbolo daquilo que é essencial, do espiritual do valor que é encoberto pela aparência. Para os hebreus é um símbolo de vida nova, e o termo hebraico que designa luz, significa também amêndoa ou amendoeira. AMETISTA- Simboliza a humildade. ANCIÃO- Essa imagem é um símbolo da sabedoria conquistada através da experiência, da vida e do tempo. Sugere aquele que já não possui mais o que aprender posto que já passou por toda a gama de situações humanas. A imagem de um ancião sugere o arquétipo do Velho Sábio, uma manifestação do SELF. ÂNCORA- É um símbolo de estabilidade, firmeza e de tranqüilidade, assim como em seu sentido negativo, pode estar associada as amarras, ao atraso na evolução e a cristalização. ANDORINHA- Ave migratória que parte no inverno mas que tem assegurado o seu retorno no verão. É um símbolo do eterno retorno, das situações cíclicas que desde o início sabemos o final, posto que são repetitivas. ANDRÓGINO- É um símbolo da totalidade, do alfa e do ômega. No início, a uroboros, quando ainda não existe a diferenciação dos opostos, e o final, o produto da conjunctio, do hierosgamos, da integração dos opostos que haviam-se diferenciado no curso da existência. Na alquimia, esta imagem era representativa de Mercúrio. ANEL- Seu significado vai depender da postura psicológica do ego envolvido com o símbolo. Em seu aspecto positivo, é um símbolo de união; enquanto que em seu aspecto negativo, representa a escravidão, posto que tanto une como isola. Sua forma em círculo, pressupõe o infinito, aquilo que não tem início nem fim. O sentimento que se possa ter em relação a ele é que vai apontá-lo como símbolo de um grilhão ou de uma União significativa. A imagem do anel poderia fazer uma referência ao fato de se estar ligado à alguém ou à alguma coisa que não se deveria estar. Pode-se mesmo estar escravizado por algum fator negativo, envolvido num estado de fascinação que escraviza por força de algum complexo emocional inconsciente. De qualquer forma, quando um homem oferece um anel à uma mulher, simbolicamente, ele está declarando, mesmo que de forma inconsciente, que deseja ligar-se à ela não como um caso de amor superficial, mas como uma conexão via SELF, uma aliança, quando pode estar então simbolizando a conjunctio, a união dos opostos. ANÊMONA- É considerada como sendo a flor de Adonis uma vez que o sangue que jorrou de sua ferida ao ser morto, transformou-se na flor. É um símbolo do efêmero, do que possui vida curta, como o deus ao qual nos mitos encontra-se vinculada. ANIMAL- Simboliza os poderes do inconsciente e o nosso lado ligado aos instintos. Por vezes o animal aparece simbolizando o processo de individuação, que em sua origem, constitui-se num instinto natural do ser humano . A espécie de instinto que está se manifestando através dessa imagem é o que está associado ao animal específico, isto quando o animal é retratado sem misturas, o leão como uma representação do instinto do leão; o urso como uma representação do instinto do urso, determinando o impulso instintivo dele em sua forma pura, composta de seu lado positivo e do negativo. No caso em que a libido é retratada numa mistura de seres, o seu conteúdo é simbólico e o inconsciente tenta dessa forma descrever conteúdos psíquicos que não correspondem à impulsos instintivos naturais ou ainda, que a consciência ainda não se encontra receptiva à esses conteúdos. Os animais são aspectos obscuros, perigosos e instintivos de nosso inconsciente e se a anima/animus aparece como um animal, é porque ela/ele ainda não é aceito pelo ego vígil em sua totalidade de aspectos. A aparição de uma outra pessoa que não o ego onírico retratado num animal, simboliza que o complexo do ego foi sobrepujado por um outro complexo. A libido quando aparece em imagem teriomorfa simboliza que é a impulsividade “animal” que se encontra em estado reprimido. No caso de surgimento em sonhos de animais prestimosos dispostos a falar, pode estar sendo indicado que o inconsciente deseja ajudar o ego em sua tarefa e esses sonhos são sinais prognósticos bastante positivos que podem estar se referindo a imago dos pais. Parece ainda, que os animais mágicos aparecem via de regra, como uma simbolização do pai. Os animais bravios têm aspectos sexuais e simbolizam conflitos eróticos, mas a imagem em sonhos em que o ego onírico encontra-se acariciando o animal que o ego vígil teme, nos fala de forma simbólica sobre a repressão cultural do incesto. Quando o ego onírico encontra-se sacrificando um animal, isso simboliza que é uma parte do ego vígil que vai ser sacrificada, a sua instintividade. ANJO- Simboliza uma mensagem positiva de poder dos conteúdos espirituais, mais especificamente, os poderes curativos do inconsciente. São considerados como sendo mensageiros entre o plano divino e o terrestre, fazendo portanto o papel de psicopompo, eles fazem parte daquilo que poderia ser chamado de exército de Deus. ANSIEDADE- Sonhos em que o ego onírico encontra-se ansioso em decorrência da própria imagem que é apresentada aos outros, simbolizam o medo de não estar a altura de um determinado papel social, uma inadaptação a sua persona. Esses sonhos denotam uma estrutura de ego fraca, que é minada pela insegurança do indivíduo. ANTIMONIO- A sua cor é o cinza e simboliza o estado de ser quase perfeito. Foi usado na antigüidade como medicamento. ARADO- A imagem em sonhos de arar a terra, aponta para simbolismos sexuais, sendo o arado um símbolo do falo. Na Antigüidade, era comum se usar os campos cultivados como “leito nupcial” para que a terra se tornasse fértil, o que demonstra a analogia entre o ato sexual humano e o ato de arar a terra. Nos cultos da Mãe-Terra, considerava-se o cultivo da terra como a fecundação da mãe, uma vez que como decorrência da proibição do incesto a imago materna foi desviada para a Terra e a mãe, à partir desse ato de regressão da libido, satisfaz o desejo do filho através do fornecimento de seus frutos. ARANHA- Em razão de sua rede de raios tecida habilmente e de seu posicionamento central, é considerada na índia símbolo da Ordem Cósmica, assim como a tecelã (maya) do mundo sensível. É a Criadora Cósmica e a senhora do destino; podendo ser ainda um símbolo do narcisismo, pois contém em seu símbolo a obsessão por seu centro. ARAR- O ato de arar simboliza a cópula. Através desse simbolismo, a libido é transferida para a terra. ARCA- Simboliza o seio materno e é um símbolo do feminino, além de poder ser associada ao vaso alquímico, ao recipiente da transmutação dos metais na alquimia. É comum que se encontre nos mitos dos heróis, uma viagem em que são trancados numa arca e entregues ao próprio destino, passando posteriormente por um processo que corresponde a um renascimento. ARCO E FLECHA- O arco pode ser ainda um símbolo da tensão causada pelos desejos humanos. É considerado ainda um símbolo do destino. A imagem do arco e da flecha quando parece em sonhos pode estar simbolizando a necessidade de que o ego vígil olhe para dentro de si mesmo como uma seta que aponte para a busca da meta de sua vida. O alvo certamente é interior. ARCO-ÍRIS- É um símbolo do sentimento ou da ligação de Eros. Representa a ponte entre o humano e o divino. Para os hebreus é a aliança de Deus com seu povo; para os chineses, a ponte de União entre o céu e a terra; para os gregos, é a representação de Íris, a mensageira dos deuses. Em todos os povos possui uma simbólica relacionada à imagem da ponte capaz de ligar o mundo sensível ao supra sensível. Essa imagem em sonhos, simboliza a proximidade de felizes acontecimentos, resultantes da própria renovação cíclica da vida, ou da União do inconsciente com o consciente, a fusão dos opostos na psique. Os budistas o consideravam como sendo símbolo do nascimento de uma divindade. AREIA- Pode ser considerado um símbolo do útero, assim como a imagem de andar na areia pode estar expressando o regresso ao útero materno. ARMA- Tem um significado fálico. Os sonhos em que aparecem armas podem estar simbolizando conflitos internos, de natureza erótica. ARMINHO- É considerado um animal símbolo da pureza. ARQUEIRO- Simboliza o desejo de posse. ARROZ- É considerado o alimento da vida e da imortalidade. No Oriente, é um símbolo da abundância e no Ocidente, simboliza a felicidade e a fertilidade. ÁRVORE- No nível arquetípico, aponta para o tema da Arvore do Mundo ou Axis-Mundo, que é um pilar genético de toda a criação; está plantada no meio do Jardim , no centro do Éden. É freqüentemente um símbolo de centralização da psique individual, do SELF e que pode ser visto como o sustentáculo do mundo. Os sonhos em que se está no alto de uma árvore sugerem uma situação difícil, refletindo rituais de iniciação xamanísticos que por vezes eram descritos como se desenrolando nela. Em toda a história religiosa sempre desempenhou um papel importante. Entre os celtas, o culto do carvalho pelos druidas é bastante conhecido; em Uppsala, a velha capital religiosa da Suécia, havia um bosque sagrado onde todas as árvores eram consideradas divinas; os eslavos cultuavam árvores e bosques sendo que esse culto ocupava uma posição de destaque entre os cultos druidas e lituanos. Divindades femininas freqüentemente eram veneradas como árvores, daí por vezes, o culto das árvores e florestas sagradas. Para o primitivo, o mundo em geral é dotado de alma, assim, as árvores e plantas também a possuíam. Na Coréia, acredita-se que as almas daqueles que morrem de peste ou à beira da estrada, assim como as mulheres que morrem de parto instalam-se nas árvores; enquanto que na China, é costume se plantar árvores sobre a sepultura para fortalecer a alma do morto. Ela encontra ainda na sua simbologia a ligação com a Grande-Mãe que tanto é a doadora da vida como da morte, onde é um símbolo tanto da União com a mãe, que abraça e guarda o filho, como do próprio filho, que através dessa ligação com a mãe, recebe como castigo sua castração e morte. Possui ainda um caráter bissexual, uma vez que além de representar a mãe, também é um símbolo do falo. A vida humana, o desenvolvimento e o processo de transformação da consciência as vezes são simbolizadas pela árvore, que tem um significado mítico de guardiã do tesouro. O que é necessário que se atente é que a árvore não é a mãe, mas uma simbólica do arquétipo materno e a imagem da árvore envolta pela serpente é um símbolo da mãe protegida pelo medo do incesto. Existem vários mitos descrevendo os homens nascendo da árvore e a presença de uma fenda, já é suficiente para relacioná-la à mãe, pois a fenda eqüivale ao útero. Os Xamãs enterram seus mortos em troncos e o sepultamento em árvores tem o simbolismo de ser encerrado na mãe para poder “renascer.” Para os maoris, ela tinha uma relação com o próprio destino dos homens sendo que após o nascimento, quando havia a queda do umbigo , os maoris o enterravam num local considerado sagrado e nesse mesmo local era plantada uma árvore que ficava sendo à partir de então, um “tohu oranga”, ou signo da vida para a criança. ASA- Simboliza a liberação de uma carga, a leveza, a espontaneidade, a elevação ao sublime. ASCENÇÃO- Essa imagem é símbolo da renovação do consciente à partir da regressão ao inconsciente. É a própria renovação da Luz, que enfrentando a escuridão pode voltar a brilhar com maior intensidade. É um símbolo da elevação da alma para o céu. ASNO- Simboliza a perseverança, a estupidez, a melancolia e a sexualidade. É um dos animais de Dioniso assim como de Saturno e possui qualidades saturninas. Ser transformado em asno implica ser dominado por essas qualidades, ter caído sob o impulso de um complexo específico que impõe tal comportamento. O filósofo Lúcio foi transformado num asno, o animal em permanente cio e odiado por ísis que mais tarde é desencantado e iniciado nos mistérios da deusa da lua egípcia. O baú- berço de Dioniso era puxado por um asno. ASSALTANTE OU ASSASSINO- Tem uma conotação sexual e pode simbolizar um conflito erótico. ATANOR- Para os alquimistas, era onde se operavam as transmutações alquímicas, um tipo de recipiente onde se processavam as transformações. AURORA- Simboliza as promessas e possibilidades de luz e de completude; ela é a própria personificação da esperança que embora possa esmorecer sempre volta a vida. AUTOMÓVEL- Os meios de transporte assim como as viagens, são imagens que parecem indicar a estrutura do ego ou o modo como o ego se movimenta através das várias atividades da vida. Em sonhos, as imagens em que o ego onírico não está na direção do volante, simbolizam que o ego vígil pode estar possuído por um complexo do inconsciente, pois o motorista e sua personalidade seria a simbólica de um dos componentes da pique do ego vígil. Se na estrutura do sonho, o carro para por falta de combustível, pode estar simbolizando que o ego vígil não usa sua força na totalidade assim como se o ego onírico sente-se inadequado dentro do automóvel pode ser um símbolo de que o ego vígil adotou uma postura errada na vida. A carroceria do automóvel simboliza regra geral, a persona do ego vígil. AVALANCHE- As pessoas ameaçadas por uma raiva patológica costumam sonhar com um deslizamento de terra ou com uma avalanche o que simboliza que o inconsciente utiliza essa imagem hábil para predizer não um desabamento exterior, mas interior. De qualquer forma, a imagem de uma avalanche pressupõe uma inadaptação do indivíduo frente a determinadas circunstâncias da vida. AVELEIRA- Símbolo da constância e da paciência, é uma árvore da fertilidade, por vezes associada à prática da magia. AVENTAL- É um símbolo de proteção além de simbolizar o trabalho. AVIãO- Sonhos de aviões em choque costumam referir-se à operação alquímica da coagulatio. A imagem de para-quedistas ou super-homens que descem do avião parecem mostrar que algo até então inconsciente, está descendo do infinito e vai saltar no âmbito da compreensão humana e são representacões antecipadas de uma nova percepção do SELF. A sobrecarga do avião pode estar indicando valores do ego vígil que devem ser abandonados assim com os sonhos em que o avião está em queda simbolizam um contato brutal com a realidade concreta. AZEITE- É um símbolo de força espiritual e luz, e é dotado de poderes especiais uma vez que costuma ser utilizado para unção. O dito de que o azeite e o vinagre não se misturam falam-no simbolicamente de suas qualidades especiais, uma vez que o vinagre é símbolo da baixa qualidade. AZEVICHE- Embora negro, é um símbolo de proteção contra o mal. AZUL- É a cor do princípio masculino, o Yang e pode simbolizar um desapego aos valores do mundo, assim como um excesso de passividade, é a cor do céu. BAÇO – Órgão do corpo humano, que possui a simbólica de versatilidade. BALANÇA- É um símbolo da justiça, que é associado a deusa Têmis, filha de Urano com Gaia. É considerada o símbolo do sígno zodiacal de Libra. Existe ainda uma associação entre a balança e a morte, pois no Egito a alma dos mortos era pesada por Thot numa balança, em cujos pratos era colocado uma pluma e o coração do falecido. Se o prato em que estava o coração fosse mais pesado do o que continha a pluma, o morto era considerado como sendo culpado por seus pecados. BALDE- Equivale a recipiente. BALEIA- Simboliza a escuridão abissal e misteriosa, o inconsciente, o local para onde o herói precisa retornar para que seja possível o seu renascimento. No mito do herói, a baleia é um símbolo da Grande -Mãe devoradora em cujo ventre o deus-herói se transforma, e sendo que nesse confronto com a Grande-Mãe, temos o simbolismo de que é o ego do homem que precisava ser transformado. A luta do herói conta a baleia ou qualquer outro monstro marinho se constitui num símbolo da luta pela libertação da consciência do eu das ligações com o inconsciente e a sua salvação se constitui dessa maneira num símbolo da vitória do consciente sobre o inconsciente. A saída do ventre da baleia significa um renascer ou uma ressurreição, tanto que o símbolo da baleia é comum a vários ritos de iniciação. A entrada em seu ventre é análoga a descida ao sub-mundo e a passagem pelo inferno. BAMBUS- Em decorrência de sua flexibilidade, simbolizam a sabedoria feminina, vegetativa e desarticulada. É considerado como sendo um símbolo do inconsciente e das suas profundezas. BANANEIRA- É considerado um símbolo de bom augúrio, além de simbolizar a fragilidade, pela flexibilidade e pouca consistência de seu caule. BANHEIRA- O banho na banheira possui uma simbólica diversa da do banho no mar, uma vez que a banheira é um recipiente feito pelo homem no qual o ser humano pode entrar e que possui ainda dimensões definidas ao contrário do mar. A imagem da banheira portanto, simboliza o inconsciente mas de uma forma específica que o vincula à imagem do recipiente na alquimia. BANHEIRO- Essa imagem está relacionada a “eliminação” ou a dificuldade em “se soltar”, ela nos remete também a imagem das fezes, a prima matéria na alquimia. Os sonhos com banheiro são bastante comuns, principalmente quando se procura uma privada para que se possa defecar e ela não é encontrada, está ocupada ou não possui água corrente. Isso simboliza que algo está por vir, o início de um processo, e as fezes apareceriam como o potencial para esse processo. BANHO- É o símbolo de uma transformação no ego, através do inconsciente, uma vez que essa imagem está vinculada à do batismo. É um símbolo de purificação, renovação e renascimento tanto que o batismo cristão também é entendido como uma limpeza e separação do pecado e expulsão dos maus espíritos. Existe nele uma idéia de renovação porquanto a pessoa que foi batizada foi renovada em Cristo e livrou-se de uma forma simbólica de todos os pecados pagãos anteriores, como uma espécie de renascimento pela água. É através desse banho que o SELF pode “renascer”. Nos ritos batismais dos Mistérios dos Êleusis, os participantes dirigiam-se primeiro para o mar a fim de tomar um banho ritual. O banho de uma forma geral é interpretado como uma forma de livrarmo-nos de nossa sombra, pois o contato com a água, nos traz de volta ao inconsciente para que possamos nos purificar e renascer. O banho é por conseguinte, uma técnica bem conhecida de redenção, onde se pode fazer o exorcismo através da água. A sujeira que anteriormente cobria o corpo costuma ser encarada simbolicamente como sendo as influências psicológicas do ambiente que contaminaram a personalidade original. Em muitos sonhos o processo analítico é comparado a um banho e a análise é frequentemente equiparada a uma lavagem. O banho, o aguaceiro, o chuvisco, a natação, a imersão na água, são equivalentes simbólicas da operação alquímica denominada Solutio e essas são as suas imagens que costumam aparecer em sonhos. Quando o SELF avizinha- se da consciência ocorre o processo de afogamento que é a agonia de ver-se aprisionado dentro dos limites da consciência e essas imagens que estão associadas ao simbolismo do batismo implicam numa verdadeira seqüência de morte e renascimento. BARBA- É um símbolo de virilidade e sabedoria, uma vez que só os homens a possuem e num determinado período cultural, os sábios deixavam suas barbas crescerem. Na Antiguidade, as imagens de animais com barba simbolizavam que se tratava de um animal cerimonial e simbólico posto que a barba era considerada sagrada nessas imagens. BARBEIRO- Pode simbolizar um sacerdote iniciador. Ele sempre vai nos remeter aos ritos de iniciação, uma vez que está relacionado ao corte de cabelos, à tonsura. BARCA- Pode aparecer simbolizando o transporte da alma e realmente por vezes tem o simbolismo de carregador de almas, um rito de passagem para o outro mundo. O barco lunar hindu carrega as almas para a nova encarnação, e possui uma associação com o ciclo lunar e com as deusas da lua, que detém o poder da vida, da morte e do renascimento, através da qual é conferida ao indivíduo a imortalidade. Nos mitos , o barco solar acompanha o sol até o além, é o meio transporte para o inconsciente. Algumas vezes, a barca aparece simbolizando a Igreja, num vínculo com a mãe, com o feminino, posto que sua imagem corresponde a imagem de uma das fases da lua. BASILISCO- Dizem que as folhas desse vegetal possuem poderes mágicos. O animal desse nome era um réptil capaz de matar através de seu olhar, tanto que é considerado como sendo um símbolo da morte, o que o associa ao simbolismo de Medusa. BASTÃO- Simboliza poder, julgamento e comando e é ainda associado a caminho, como um princípio de direção do inconsciente. O bastão do Bispo é um símbolo da autoridade da doutrina que mostra o caminho e que fornece as decisões. BATIDAS NA PORTA- A imagem em sonhos de batidas persistentes na porta simbolizam conteúdos que foram deixados de fora da vida do ego vígil e que desejam ser ouvidos, solicitando sua participação na consciência. BATISMO- A BENEDICTIO FONTIS, o batismo na Igreja, representa a purificação do ser humano e sua transformação num novo ser espiritual. Psicologicamente, a sujeira ou pecado lavados pelo batismo podem ser compreendidos como inconsciência, as qualidades de sombra das quais não temos consciência e portanto não nos damos conta. A imersão na água tem uma conotação de regressão ao útero, a reintegração no mundo indiferenciado da préexistencia para que em contato com a água possa ser levado a um estado de regeneração. A imagem do Dilúvio pode ser associada em termos psicológicos, com a imagem do batismo. No que se refere ao batismo de sangue, assim como ao encontro com o fogo o que está simbolizado é o estado de provação de ter que suportar um afeto intenso, assim, o batismo de sangue equivale ao batismo de fogo e certos mitos falam do batismo de fogo como capaz de promover a imortalidade, a queima das partes mortais simboliza a destruição do carnal ou da luxúria. A Túnica de Nesso ilustra a associação que costuma ser feita simbolicamente entre sangue e fogo. A morte de Cristo na cruz é uma simbólica que se assemelha à do batismo, posto que a crucificação corresponde à uma regressão à mãe, ao inconsciente, que possibilita ao herói o seu renascimento. BERÇO- É uma imagem que costuma simbolizar o seio materno ou o útero, embora por vezes apareça simbolizando uma viagem. BÉTULA- É o nome de uma árvore que na Rússia simboliza a donzela, e que também muitas vezes aparece como símbolo da lua ou do sol. BIBLIOTECA- Imagem que representa um acumulo de conhecimentos herdado não apenas pelo indivíduo mas também pelo coletivo, e que é um símbolo do depósito do esforço individual de toda uma vida no tesouro coletivo transpessoal. BICICLETA- Meio de transporte onde o próprio ego é o responsável não apenas pela direção, pelo rumo tomado, como pelo equilíbrio para que posa prosseguir em movimento até a sua meta. É um meio de locomoção solitário e individual, o que faz dela, um símbolo da autonomia e do equilíbrio. Essa imagem nos reporta ao processo de individuação. O seu movimento em forma de energia circular em torno de um centro, se assemelha ao movimento da psique em direção ao SELF, e que na alquimia costuma ser denominado de circulatio. BIOMBO- Essa imagem em sonhos simboliza de um modo geral que o problema que está sendo apresentado, ainda se mostra de uma forma velada. BOCA- É considerada um símbolo da fôrça criadora, muito embora ela tanto tenha o poder de destruir como o de criar através do uso da palavra. Existe uma associação entre fala, boca e fogo, daí que se pode dizer em relação as palavras proferidas, que elas são inflamadas, pois a fala assim como o uso do fogo, é um derivativo do uso da energia psíquica. BODE- No Oriente, os demônios aparecem em imagens com a pata fendida do bode. É considerado um símbolo de THOR, além de ser considerado um símbolo da fecundidade e da libido. O bode é a montaria de Agni, o deus regente do fogo para os vedas, daí que ele é considerado como sendo um animal solar. O termo bode expiatório, simboliza o indivíduo sobre o qual recaem as projeções do mal que os outros gostariam de executar mas que não ousam. Então, ele é empurrado cada vez mais para que desempenhe esse papel. BOI- No Cristianismo, São Lucas tinha como símbolo o boi, é considerado como sendo um símbolo da bondade e da calma. Na China, o boi em argila é um símbolo do frio, além de ser um símbolo yin e os gregos o consideravam sagrado posto que era objeto de imolação. BOLHA- Essa imagem simboliza os sonhos e os pensamentos, em função de sua imaterialidade. BORBOLETA- Simboliza o ar, enquanto elemento da psique. É considerada um símbolo de transformação e de um novo começo. BOSQUE- É o símbolo de uma área inconsciente, um lugar escuro onde vivem os animais e os instintos. A imagem do bosque proibido por vezes aparece em substituição à imagem da árvore-tabu, adquirindo as propriedades desta. BRAÇO- Essa imagem simboliza poder e fôrça. BRANCO- Simboliza a luz do dia, a claridade e a ordem, podendo ser um símbolo positivo ou negativo, conforme a situação como se apresente. Pode ser considerada a cor da manifestação divina; um símbolo da consciência. BRONZE- Esse metal é considerado um símbolo da incorruptibilidade. BRUXAS- Por vezes elas se apresentam como representacões iniciais da anima. É no entanto uma figura arquetípica da Grande-Mãe. A bruxa é a deusa-mãe negligenciada, a Deusa da Terra, a Deusa-Mãe em seu aspecto destrutivo, era o poder de destruição e morte da deusa da lua, a face materna negativa e sombria. Na Idade Média, as mulheres histéricas eram tidas como bruxas e acabavam na fogueira, posto que elas personificam nossos próprios temores e incapacidades contra os quais temos que lutar. É um impulso instintivo profundo que se caracteriza pela preferência por um ninho confortável. BUFÃO- É um símbolo da consciência irônica e que mostra sempre o outro lado da realidade, as duas faces de uma mesma moeda. BURACO- É um símbolo do inconsciente, é feminino ; ele é o acesso aos conteúdos aos quais não se tem acesso de forma consciente, é associado à vagina e pressupõe a origem, a matriz. CABAÇA- É um símbolo do feminino que é análogo ao ventre materno e que se encontra associado a noção de recipiente, vaso, receptáculo. CABEÇA- No simbolismo alquímico é considerada como um dos símbolos do SELF. A imagem da cabeça coberta é um símbolo da invisibilidade ou da morte e o hábito das freiras de usarem véu tem essa conotação. CABEÇA PARA BAIXO- É um símbolo do vencido e representa as nossas derrotas anteriores. É o estado de suspensão entre os opostos, quando não existe integração nem meio termo. CABELOS- São considerados fonte de poder mágico ou de mana e por isso, o ato de cortar os cabelos e sacrificá- los significa frequentemente um renunciar e um renascer. O corte do cabelo ou da barba é frequentemente associado a um escalpo do ser humano, o que equivale a mudança de pele da serpente, um símbolo de transformação e desde a antiguidade o corte de cabelo (tonsura) estava ligado à consagração nos ritos de iniciação onde o sacrifício dos cabelos nos templos das deusas da lua, correspondia a uma evolução da prostituição sagrada, o seu simbolismo era de que entregando os cabelos, a mulher entregava o feminino à deusa. Anéis de cacho de cabelo guardados como lembrança, são tidos como amuletos que ligam uma pessoa a outra. Pela teoria da magia contagiosa, quem tiver de posse tanto de cabelos como de unhas humanas, pode exercer influência sobre a pessoa da qual os mesmos foram cortados. O cabelo é com freqüência associado à fôrça vital e ao próprio destino podendo ser considerado como uma imagem da relva, o cabelo da Terra. Na Rússia, somente às mulheres virgens era permitido que usassem uma trança grossa posto que após o casamento só poderiam usar duas tranças. A cabeleira encontra-se ainda relacionada à sensualidade e à provocação sexual. CABRITO- É um símbolo do renascimento com ascensão ao divino. A cabra é tanto o símbolo da iniciadora como da ama de leite, uma representação da mãe. CAÇA- A imagem de uma caçada pode estar simbolizando a agressão à mãe, a sua imago, uma vez que os animais fazem parte do reino da Grande-Mãe. Essa imagem pode ainda representar a busca pela vida espiritual. A vida dos jovens gregos ligada a caça possuia uma simbólica de iniciação, ligada à Artemis. CACHOEIRA- Simboliza o movimento contínuo sem alteração da forma, o próprio correr da vida sem que o núcleo da existência seja modificado. CACHORRO- Na antiguidade era tido como o guardião da vida eterna. Em várias culturas antigas a imagem do cão estava ligada à simbólica da morte, na Pérsia antiga, os cães alimentavam-se dos cadáveres dos mortos e na Rússia era costume levar um cão junto da cama do moribundo para que recebesse alimento de suas mãos, alimento esse que garantia que o cão servisse de guia da sua alma para o outro mundo. Hécate, a deusa do nascimento e que estava relacionada ainda à magia, a iniciação e a morte, recebia sacrifício de cães. Nos túmulos romanos era comum encontrar-se imagens de cachorros e Cérbero era o famoso cão do Hades, o mundo do post mortem que correspondia a uma espécie de purgatório. Na Grécia, o cachorro pertencia também a Esculápio, o responsável pelas curas, pela sua capacidade de se curar por meios próprios, ingerindo grama. No Egito, era considerado como sendo um símbolo de Anúbis, o deus com cabeça de chacal e que era um guia para o mundo inferior. Pela sua capacidade de adaptação ao homem, costuma ser um símbolo da fidelidade no relacionamento. CADÄVER- Em sonhos, o aparecimento de cadáveres de odor desagradável, que teve que ser exumado, pressupõe severas repressões. Simboliza o fato de que algo foi reprimido por tanto tempo, que se desintegrou e se decompôs na terra. A imagem de cadáveres também pode apontar para o fato de que determinados conteúdos do inconsciente estão tentando tornar-se conscientes e anseiam com desespero participar do mundo dos vivos. Essa imagem na alquimia, encontra-se ligada à putrefactio. CAIXA- É considerada como sendo um símbolo feminino, uma imagem do inconsciente, da mãe, da matriz. CAJADO- Assim como o bastão, é um símbolo de direção, de comando e de poder. No entanto, o cajado do pastor quando partido, indica que houve perda de uma atitude de inocência. CALCANHAR- Simboliza o apoio e o equilíbrio do ser humano, e um calcanhar desprotegido pode ser representativo de um ponto frágil, capaz de minar a base e o equilíbrio do ser humano, levando-o à derrota, tal como no mito deu-se com Aquiles, que foi morto em consequência da vulnerabilidade representada por essa parte de seu corpo. CALDEIRÃO- É um símbolo que pressupõe mudança, regeneração, iniciação e ressurreição. É o vaso que possui a simbólica de possuir poder para transformar o material em espiritual, o mortal no imortal. É o recipiente onde se cozinha o caldo da regeneração. No caldeirão das bruxas tanto eram cozidos o remédios como as poções venenosas, através de um movimento circular, típico do feminino, e que se encontra em conexão com as fases da lua. A imagem do caldeirão simboliza então, duas faces do arquétipo da mãe, o feminino positivo pela regeneração realizada através do caldeirão da alquimia e o feminino negativo, na magia negra do caldeirão das bruxas. CÁLICE- O cálice normalmente está relacionado com a imagem do Graal, que é a taça mística na qual segundo a tradição, Jesus Cristo bebeu na Última Ceia com seus discípulos e na qual disse: “Bebei dele todos, pois isso é o meu sangue, o sangue da Aliança(…)”. A história do Graal provém da tradição celta e é o recipiente feminino que contém a substância da alma essencial da qual o espírito emana. Nas culturas egípcia, indiana e hebraica existe uma analogia entre cálice e coração, pois o coração seria um cálice alquímico que elabora a vida. Segundo afirma a lenda, José de Arimatéia recolheu a água e o sangue que escorreram da ferida no flanco de Jesus aberta por um centurião, e depositou no Cálice Santo (GRAAl). Depois do desaparecimento físico de Cristo, o Santo Graal é levado para a Bretanha por José de Arimatéia e Nicodemus. Assim como a taça simboliza o recipiente, o útero capaz de conter as qualidades maternas da mulher. CAMA- É um símbolo de intimidade, daquilo que nos é pessoal, é o local onde dormimos e vivemos nossos sonhos, o local onde participamos da vida de nosso inconsciente. Está ainda relacionada à intimidade do amor e do sexo, sendo portanto, um local bastante pessoal. Se nos deparamos com um motivo de sonho em que alguém está debaixo da nossa cama, esse símbolo relaciona-se ao inconsciente pessoal. É o lugar escondido, onde os complexos reprimidos e os problemas vivem, minando aos poucos a direção consciente, e no final, até mesmo acabando com o descanso da pessoa. CAMPO- Simboliza todas as características opostas ao inferno, podendo portanto ser considerado um símbolo do Paraíso. Em função dessa sua simbólica, vários cemitérios costumam chamar-se “Campo Santo”. CANA- Simboliza a flexibilidade. CANDELABRO- Símbolo da luz espiritual, é uma derivação da árvore sagrada, um símbolo da cabala hebraica. CANHÃO- Simboliza a sexualidade e tem um simbolismo de falo, essa imagem em sonhos pode denotar a existência de conflitos eróticos na estrutura da psique do ego vígil. CAOLHO- Símbolo da clarividência através da concentração de poderes num só olho. CAPACETE- Simboliza a invisibilidade. CAPUZ- Símbolo da invisibilidade contudo, o barrete pontudo dos gnomos e dos cabiros é considerado como um símbolo do falo. CARACOL- Simboliza a regeneração periódica. CARNE- Simboliza a verdade nua e crua. É associada ainda com a vestimenta do esqueleto, já que ela é uma vestimenta adquirida pela alma durante a descida pelas esferas planetárias. CARNEIROS- O carneiro era visto pelo matriarcado como símbolo do poder tirânico masculino. É ainda um símbolo de Agni, o deus do fogo dos vedas, a sua montaria. A imagem em sonhos de numerosos rebanhos de carneiros, enfatiza a brandura, pela inocência que é característica desse animal. CARPINTEIRO- A imagem do carpinteiro aponta para o símbolo do criador, aquele que é capaz de criar e moldar através da madeira, que oriunda da árvore, tem uma ligação com o arquétipo da mãe. Ele cria à partir da mãe, sendo portanto, um símbolo do pai gerador. Taré, pai de Abraão foi um bom marceneiro; Tvashtar, pai de Agni, um ferreiro e carpinteiro; Hefesto, o pai de Hermes era carpinteiro, ferreiro e escultor; José, pai de Cristo, carpinteiro; Ciniras ,pai de Adônis, carpinteiro. CARREGAR- A imagem em sonhos em que o ego onírico está carregando alguma coisa, tem a ver com a via- crucis de Cristo, o carregamento do touro por Mitra, Sansão carregando os pilares de Gaza ou Hércules carregando as colunas até o lugar onde morreu. A cruz ou qualquer outra coisa que o ego onírico carregue, representa um aspecto ele mesmo ou seja, simboliza a totalidade do ego vígil, o seu SELF, a sua plenitude. CARRO- É considerado um símbolo da consciência, de como ela se manifesta pelos rumos da vida, similar a imagem do automóvel.. CARVALHO- É um dos símbolos de Zeus ou Júpiter mas dizia-se pertencer igualmente a Juno. Nas cidades latinas, sempre que se acendia o fogo sagrado, usava-se a lenha do carvalho, a árvore sagrada que era também considerada como sendo o símbolo da deusa Vesta e em seu templo pode-se ver ainda hoje um carvalho dito sagrado. O carvalho costuma ser considerado como sendo a imagem do Eixo do Mundo, do Freixe Yggdrasil da mitologia germânica, e o filósofo Pherecydes interpretava o mundo inteiro como sendo um imenso carvalho. CARVÃO- Simboliza uma energia que não é visível. No carvão encontramos a energia e o calor proveniente do fogo, mas que se encontra encoberta. CASA- Elas são um símbolo de nosso espaço psíquico pessoal, da nossa psique. A fachada da casa simboliza a persona, a máscara que o indivíduo usa em sociedade; o telhado simboliza a cabeça, a sede da consciência; o andar de baixo está relacionado ao inconsciente e aos instintos; a cozinha é o local onde se processam as transformações, o equivalente ao laboratório da alquimia. Elas aparecem então em sonhos como símbolos da própria psique uma vez que ela podem ser consideradas como sendo um “estado psíquico”. CASAMENTO- Simboliza de forma sutil a conjunctio. A união dos opostos na psique, do feminino com a masculino, o hierosgamos. Na antiguidade costumava-se celebrar casamentos ditos sagrados entre deuses e mortais com a finalidade de propiciar a fertilidade para a terra, animais e homens. Esses casamentos simbolizavam ainda, a união espiritual com Deus. Havia o hábito de se consagrar virgens, como consortes à imagens, com a mesma finalidade como símbolo da união com o divino. Nos templos das deusas da lua, as virgens que tinham sua iniciação no templo, entregando-se ao papel de hieródulas, de prostitutas sagradas, visavam representar a união divina da deusa, representada no ato por uma mortal, com o deus, o falo, representado no ato pelo homem que procurava o templo, união essa que garantiria a fertilidade e que a iniciava nos mistérios do sexo e da feminilidade. A cerimônia do casamento humano reproduz o hierosgamos, qual seja, esse casamento divino, a união do céu com a terra. A união sexual ou o casamento efetivamente só pode ocorrer entre dois seres depois que ambos tenham alcançado a autonomia do ego. A imagem desse tipo de união intrapsíquica quando aparece em sonhos, surge como sendo algo numinoso e que possui um efeito emocional inexprimível. CASTANHO-ESCURO- Simboliza a humildade e a pobreza. CASTELO- É um símbolo de transcendência pela sua localização quase sempre no alto e de difícil acesso. CASTRAÇÃO- É um símbolo da necessidade de aceitação pelo indivíduo de sacrificar seus desejos de menino desamparado em pról da sua masculinidade. É símbolo da necessidade de que desista das suas exigências em relação ao feminino, a mulher, esperando que ela satisfaça suas necessidades sexuais e emocionais como se fosse a sua mãe. A castração assim como a morte voluntária do indivíduo, resulta num renascimento como homem, e ela é o equivalente simbólico da perda do falo, da autocastração, tal como é representado no mito de Átis e de sua mãe Cibele. CATACUMBA, cripta- É um símbolo da mãe e que exprime a possibilidade da ressurreição. Os defuntos eram depositados nas catacumbas como numa oferta simbólica à mãe na esperança da possibilidade de que pudessem renascer. CATEDRAL- É uma imagem que costuma aparecer como um símbolo da estrutura religiosa estabelecida, da religião onde fomos tradicionalmente criados. CAVALGAR- O ato de cavalgar tem uma simbologia sexual segundo Freud e Jung, e isso se deve ao ritmo do ato de cavalgar. O Freixo Universal Yggdrasil é também chamado de”Corcel Assustador”, talvez devido a conotação sexual do simbolismo do cavalo. CAVALO- O cavalo é uma das formas simbólicas mais puras da natureza instintiva é a energia que apóia o ego consciente sem que esse perceba, a energia que gera o fluxo da vida e que dirige nossa atenção para as coisas, influenciando nossas ações através de uma motivação. O cavaleiro é o ego, enquanto que o cavalo é o símbolo da nossa energia instintiva e animal. Quando juntos representam o movimento harmônico da natureza. Na imagem do cavalo a libido instintiva à disposição do inconsciente por vezes se encontra bastante ligada ao tema da sexualidade. O cavalo simboliza o sentimento de se estar vivo posto que é o fluxo da vida que não criamos mas que nos carrega no exercício de nossa vida. Na mitologia ele é associado às deusas-mães, sendo que podemos encontrar associações entre a imagem do cavalo e o simbolismo da mãe que pode ser vista como sendo o cavalinho da criança e isso devido a primitivamente ela costumar carregar seu filho às costas. Sua imagem também encontra-se associada a da árvore dos mortos pois ele é um animal que a alma utiliza para cavalgar para o outro mundo, servindo de psicopompo entre o mundo dos vivos e o dos mortos. No mito de Odin, a sua mãe era o “Corcel Assustador”, o Freixo Universal Yggdrasil de onde ele surge em suspensão. Hécate as vezes é representada com cabeça de cavalo e tanto Deméter quanto Fílina para poderem escapar das perseguições de Crono e de Posseidon, transformaram-se em cavalos. Nos países europeus, o diabo tem uma pata equina que possui como origem Wotan, e em quase todos os mitos o diabo cavalga uma bruxa cavalo. Na Holanda, é costume se pendurar um casco de cavalo nas estrebarias com a finalidade de afastar os feitiços. É considerado também um símbolo do tempo e representa o vento pela sua velocidade. Se a imagem é de um cavalo branco, indica tratar-se de um impulso instintivo que naturalmente se dirige à consciência e se ele possuir asas pode ser considerado como sendo um símbolo de uma forma alada do princípio transcendente. Quando em sonhos o cavalo joga a sonhadora no chão, exprime um tema sexual ou aponta um conflito erótico, o que também costuma ser simbolizado pelo seu coice. Sendo o cavalo um símbolo da quantidade de energia a disposição do homem, quando as imagens giram sobre o seu sacrifício, podem estar apontando para uma fase de introversão pois o sacrifício de animais quando não é feito como simples oferenda, possui uma simbólica religiosa elevada, estabelecendo uma relação entre o herói e a divindade. O sacrifício surge então como a imolação do instinto, a união com o divino o seu abate ou sacrifício pode simbolizar a dissolução do instinto até então inconsciente. Quando se trata de um esquartejamento, o que está sendo simbolizado é que uma nova ordem está sendo criada pela conscientização e reflexão, além da existência de uma disposição interior para receber o arquétipo do SELF. CAVERNA- Na antiguidade sempre foi considerado como sendo um lugar sagrado, ligado ao útero da Mãe-Terra, da deusa da natureza, onde ocorrem as transformações e os renascimentos e que simboliza a profundidade da natureza interior. A caverna simboliza tanto o útero como o túmulo, a passagem ascendente para a vida e a descendente para a morte posto que é a morada das Moiras e Erínias que tecem o destino. Essa imagem se constitui ainda num símbolo da busca interior que nos leva pelo caminho da individuação. Assim como a gruta, simboliza a cavidade do coração que é considerado o centro do ser, bem como o interior do “Ovo do Mundo”. CEDRO- Essa árvore é considerada como sendo um símbolo da imortalidade. CEGO- Essa imagem é considerada como sendo um símbolo da visão interior, uma vez que o cego não tem como abstrair-se através das imagens exteriores. Símbolo da clarividência que possui apoio no mito vivido por Tirésias. CEGONHA- Simboliza a contemplação filosófica. Na mitologia grega, Antígona, a irmã de Príamo gabou-se a Hera da beleza de seus cabelos, o que fez com que a deusa invejosa os transformasse em serpentes. Zeus apiedando- se de Antígona, a transformou posteriormente em cegonha. CELEIRO- Essa imagem normalmente encontra-se associada ao mito de Deméter, a colheita e aos grãos. CENOURA – Como a maioria dos vegetais, tem um significado erótico e sexual, além de poder ser considerada como sendo um símbolo do falo. CENTRO- É o arquétipo do SELF que pode aparecer através da imagem da árvore, do Graal, de Jardim, da Mandala, do Paraíso, da Cidade, da Montanha, etc… CERVO- É um símbolo da auto-renovação e que simboliza um fator inconsciente que nos revela o caminho que nos levará ao rejuvenescimento. É um portador da luz que atrai a consciência levando-a por novos caminhos que propiciam novas descobertas. Pela sua profusão de galhos pode ser um símbolo da Árvore da Vida assim como da rapidez e abundância. O cervo era o animal de Artemis ou Diana. CESTA- É considerada como sendo um símbolo feminino que se encontra associada à mãe e ao seu acolhimento, assim como o berço. CETRO- É um símbolo da autoridade, análogo ao bastão e a vara. CÉU- É um dos componentes do primeiro par de opostos, Céu/Terra, como resultado da quebra do Ovo Cósmico. É considerado como sendo um dos símbolos da consciência e o céu estrelado simboliza o inconsciente coletivo sendo que quando as estrelas descem à terra, podemos ver nisso o simbolismo da proximidade da compreensão, pois indica que o conteúdo tende a tornar-se real na consciência do ser humano. CHÁ- Simboliza a essência do ser humano. CHAMA- Originária do fogo, é considerada como sendo um símbolo que pressupõe purificação e iluminação. CHAMINÉ – Simboliza a ligação com o reino do espírito, dando-nos uma idéia de centro. CHAPÉU – Por ser a peça de nosso vestuário que cobre a cabeça, em geral significa a própria cabeça. O chapéu recobre a personalidade, dando-lhe um significado. Essa imagem em sonhos pode estar simbolizando que o inconsciente com seus conteúdos está forçando o sonhador e pressionando para que os mesmos penetrem na consciência do ego vígil. CHAVE- É geralmente vista como sendo um símbolo fálico, muito embora possua uma analogia com os poderes iniciáticos. O iniciado é o possuidor da chave, o conhecedor dos segredos e o único capaz de ter a chave para que possa abrir as portas que dão acesso aos mistérios da iniciação. CHICOTE- É um símbolo de poder e tirania. CHIFRE- Pode ter uma conotação fálica, de potência viril, de fôrça e de iniciação no entanto, estão relacionados também a uma das fases da lua, tanto que as deusas da lua costumavam ser representadas portando pequenos chifres, e os animais com chifres eram associados à lua. CHUMBO- Simboliza o princípio de onde parte a evolução e a incorruptibidade. CHUVA- Simboliza as influências psíquicas e espirituais dos deuses sobre a terra. É um símbolo do poder fecundante do céu exercendo influências na terra e essa imagem encontra-se relacionada à operação alquímica da Solutio. CIDADE- É um símbolo feminino que encontra-se também associado ao arquétipo materno pois a cidade abriga em seu corpo os seus habitantes. As cidades fortificadas tem o simbolismo de donzelas enquanto que as colônias de filhos de uma mãe. Babilônia é uma representação de Mãe-Terrível e Tiro é considerada uma das culpadas pela queda de Israel. O mito de Simão e Helena retrata a necessidade de remissão da esposa divina, Israel. CIDRA- É um símbolo da fecundidade. CIGARRA- Simboliza a negligência. CINCO- É considerado um número de união, harmonia e equilíbrio. Soma do dois com o três que na China era considerado um número do centro. É o número da Terra e no hinduismo era Shiva; a conjunção do dois feminino, com o três masculino. CINTO- A imagem em que se aparece colocando um cinto simboliza o selar um pacto ou fechar um acordo. CIPRESTE- É sempre considerado uma árvore representativa da Grande-MÔe e que encontra-se associada a ela em seu aspecto de ser quem abriga a morte. CÍRCULO- Simboliza a alma e o Si-Mesmo, encontrando-se vinculado ao simbolismo da mandala e da eternidade posto que é o Alfa e o Þmega, o início e o fim da vida humana, é a uroboros e o símbolo da meta a ser alcançada, a conjunctio, a união dos opostos na psique. Os círculos mágicos costumam funcionar como um temenos, um território pertencente a Deus, um espaço delimitado, um lugar redondo, reservado para um propósito arquetípico e numinoso que é utilizado para concentrar o que está dentro e excluir o que está fora. É a imagem símbolo de uma realidade psíquica interior do homem. Para o Mestre Eckhart, Deus é “uma esfera espiritual infinita, cujo centro e circunferência estão em toda parte”. CIÚME- Quando o ego onírico vivencia o ciúme num sonho, isto simboliza a existência de um outro complexo atuando por trás da anima/animus e assim, ela/ele aparece em sonhos como tendo um outro amante. COBRA- Simboliza uma força inconsciente da natureza que não é boa nem má, seu estado ainda é indiferenciado e corresponde a base do instinto e da impulsividade natural. Pode ser considerada como um símbolo do falo e possui conotações sexuais simbolizando a existência de conflitos eróticos quando a imagem aparece em sonhos. A cobra frequentemente aparece na mitologia, no simbolismo da religião ou em cultos e ritos, onde podemos encontrar imagens da serpente do paraíso, a Mitgard germânica, da cobra da época de Moisés e das cabeças de serpentes das Górgonas malignas. Essa imagem está associada ainda a Grande-Mãe que geralmente é retratada como sendo uma mulher forte, de seios nus e com os braços estirados para fora, segurando uma cobra em cada mão. COELHO- Tanto para o negro como para o índio americano esse animal era visto como sendo a encarnação animal do herói. A festa da Páscoa possui um simbolismo que aproxima-se desta idéia, originalmente estava relacionada ao culto da lua e era nessa data que celebrava-se a ressurreição do herói da lua e que foi incorporada a liturgia cristã. Pelo fato de procriarem com bastante rapidez e de terem uma prole numerosa encontra-se vinculado à lua e assim como a Páscoa, é um símbolo de vida nova e de fecundidade da natureza feminina em conexão com a deusa. COFRE- Simboliza o inconsciente, o feminino, a mãe; é o que protege o Tesouro a que o herói tanto busca e que nada mais é do que ele mesmo, a sua plenitude, independência e individualidade. COGUMELO- Era considerado como sendo um filtro do amor, além de simbolizar a longevidade. COLAR- O colar como qualquer outro adorno que se use ao redor do pescoço possui uma simbólica de destino. Os ornamentos de pescoço onde vemos chapinhas ou arranjos de pedras preciosas, costumam aparecer simbolizando o tipo de destino da pessoa em questão. COLHER- Simboliza a bruxaria posto que a bruxa tem sempre algo a cozinhar e costuma levantar uma massa de emoções na intenção de cozê-las. COLUNA- É um símbolo da Árvore da Vida pois possui uma simbólica de Eixo ou Centro. Pode ainda simbolizar limites. COMBUSTÍVEL- É um tipo de energia que psicologicamente encontra-se associada a libido, que é a energia psíquica disponível para a vida. Os sonhos em aparecem imagens em que o automóvel está vazando combustível, simbolizam a perda da energia psicológica por parte do ego vígil como consequência de algum complexo inconsciente constelado e que encontra-se sugando a sua energia. COMETA- A imagem de um cometa em sonhos pode estar simbolizando tal qual uma estrela, a proximidade de um nascimento. COMIDA- O ato de comer alguma coisa tem o significado de incorporá-lo, de torná-lo corpo, e por conseguinte os sonhos em que algo é oferecido ao sonhador para ser comido indicam que um conteúdo inconsciente está pronto para ser assimilado pelo ego, e está associado a operação da alquimia denominada coagulatio. Num sonho sempre que alguém oferece algo de comer ao ego onírico parece-nos que mesmo não despertando o seu interesse a comida precisa ser ingerida e que esse alimento costuma ter qualidades estranhas ou miraculosas, o que indica que vem do nível arquetípico da psique. Por vezes encontramos nesses sonhos vestígios da necessidade de assimilação de uma relação com o Si-mesmo e existe sempre uma preocupação quanto ao fato da comida poder ser ou não digerida, o que indica que o que está sendo questionado é o quanto da realidade o ego pode suportar. A carne de Pélopes foi oferecida como ambrosia divina, enquanto a de Cristo é consumida na celebração eucarística da missa. COMPANHEIRO- A imagem do companheiro interior é um símbolo do SELF, e uma imagem de Deus. CONCEPÇãO- A concepção de forma sobrenatural simboliza que um conteúdo do inconsciente nasceu sem a participação do consciente que no caso seria uma representação do pai humano. O momento da tomada de consciência pode ser visto então como um símbolo do nascimento. CONCHA- É um símbolo feminino que é análogo ao útero e que evoca a idéia de fecundidade. CONE- Essa imagem encontra-se associada ao simbolismo de fertilidade e da concepção, uma vez que a representação mais primitiva da deusa da lua era a de um cone de pedra. No Chipre e em Biblos, a deusa Astarte inicialmente era representada por um cone branco ou por uma pirâmide. CONFLITO- Os sonhos em que o ego onírico vê-se envolvido em uma situação de conflito, estão frequentemente associados à diferenciação entre o ego consciente e o inconsciente. O conflito é uma criação espontânea do inconsciente que o estabelece com o intuito de edificar algo de mais vasto para a estrutura geral da psique do ego vígil. CONHECIDOS- As pessoas, os lugares ou os eventos que já são conhecidos tem grandes possibilidades de conterem um significado objetivo, mas também podem referir-se à realidades intrapsíquicas do ego onírico, especialmente se estiverem acompanhadas de um profundo tom emocional. COROA- É um símbolo de poder, análogo as penas,pois o simples ato de ser coroado já identifica o monarca com o sol que tradicionalmente é considerado um símbolo da realeza. No final da consagração dos Mistérios de Ísis, a coroa feita de ramos de palmeiras é colocada no iniciado que depois sobe num pedestal onde o adoram como sendo a própria representação de Osíris enquanto símbolo solar. A coroa também aparece nos textos alquímicos onde o hermafrodita é descrito coroado. A Coroa de louros de Prometeu equivale à Coroa de espinhos de Cristo e ambas são uma imagem da punição pelos pecados, sendo que nesse sentido ela representa o mesmo que o anel de noivado ou de casamento enquanto sujeição ao vínculo. CORUJA- Ave de Atenas que simboliza a sabedoria. É ainda, um conhecido símbolo da morte e do cemitério além de ser o pássaro do destino. COTOVIA- Essa ave é considerada como sendo um símbolo da união entre os reinos terrestre e celestial. COZINHA- Tem por vezes o caráter de laboratório alquímico, o lugar onde ocorrem as mais profundas transformações. Por ser considerada o centro da casa era onde ocorriam os cultos domésticos e era comum que os deuses fossem colocados sobre o forno e o fogão. Pela característica de transformação dos alimentos é associada ao estômago. Por vezes a cozinha aparece simbolizando a emoção, pois ela ilumina e aquece numa demonstração de que o fogo da paixão também é capaz de nos iluminar. CRÂNIO- A imagem do crânio não é meramente uma imagem da morte, ela aparece com frequência no simbolismo alquímico e é aquela parte do ser humano que não se desintegra como acontece com o corpo. É o CAPUT MORTUUM, a caveira que sobra depois que o fogo purificador consumiu toda a matéria inútil. Os alquimistas usavam o crânio como um recipiente onde cozinhavam a matéria-prima. CRATERA- É símbolo do recipiente. CRESCIMENTO- A imagem do crescimento rápido possui uma analogia com o mito do herói, uma vez que a sua infância e crescimento precoce decorrem do fato de que seu nascimento é similar à um renascimento. Ele é o nascido duas vezes. CRIANÇA- Mitologicamente ela pode representar o SELF. Simboliza o começo e a plenitude das possibilidades, o SELF em seu status nascendi. Quando o SELF surge na figura de uma criança, presume-se que ele esteja brotando espontaneamente no ser humano. A imagem da criança tem contudo um significado duplo, pois ela também pode representar a sombra infantil que por vezes precisa ser sacrificada para que o indivíduo saia da condição de PUER. Na imagem da criança enquanto representação do SELF, está implícito o elemento juventude posto que ela representa a capacidade do SELF de acertar pela ausência do senso crítico, é a espontaneidade autêntica que gera a capacidade de fazer a coisa certa, simbolizando a essência pré e pós consciente do homem. Quando em nossos sonhos nos deparamos com a imagem de uma criança deficiente, isso pode estar simbolizando que uma parte de nosso desenvolvimento encontra-se retardada. CRISÁLIDA- É um símbolo da vida em formação, o embrião espiritual pois é dela que sairá a borboleta, um importante símbolo espiritual. CRISTAL- É uma substância que representa o espírito ou a matéria espiritual em forma concreta. CROCODILO- Símbolo da abundância, que é considerado como sendo o senhor do mundo subterrâneo. No Egito, é um símbolo dos defuntos. CUPIM- Simboliza a destruição vagarosa e invisível, contudo, efetiva. CURA- É um símbolo de uma projeção do SELF sobre uma personalidade com poderes terapêuticos e que devido ao fascínio que a mesma exerce e a fé que ela evoca, através da mesma são curadas as doenças psicológicas ou psicosomáticas. CURANDEIRO- É sempre uma figura subjetiva que se encontra nos sonhos pois pode referir-se à capacidade do ego vígil de se auto-curar. DANÇA,RÍTMO- Possui um simbolismo ligado a sexualidade posto que o corpo dançante entra em transe ritual ligando o pessoal com o transpessoal e levando ao êxtase erótico. A imagem de atividades rítmicas realizadas com firmeza e energia pelo ego onírico, podem estar apontando para uma repressão sexual por parte do ego vígil pois a libido reprimida pode regredir para essas atividades que representam analogicamente o ato sexual. As danças rítmicas primitivas em que se aparece calcando o pé estão ligadas ao simbolismo da fertilidade e apontam para a reentrada simbólica no ventre materno. DECAPITAÇÃO- Nas palavras de Jung: ” cortar a cabeça é simbolicamente significativo como a separação entre a compreensão e o grande sofrimento e dor que a natureza inflige a alma.” A decapitação pode simbolizar uma renúncia ao desejo de entender para que possam surgir outras formas de compreensão e o seu propósito é produzir uma UNIO MENTALIS na superação do corpo, segundo o ponto de vista de Dorn. A cabeça torna-se dessa maneira o vaso redondo onde se processará a transformação, é um processo similar ao da criação, posto que pode ser considerada como a passagem do que ainda não é manifestado para o manifestado, do disforme para aquilo que passa a ter forma. DENTE- É considerado como sendo um símbolo da agressividade, uma vez que com os dentes mordemos e trituramos. Cádmus ao matar o dragão enterrou seus dentes e esses transformaram-se em guerreiros que lutaram entre si até a morte. DESASTRE- Os sonhos com desastre nos falam da potencialidade de uma importante mudança na estrutura da imagem do ego e quanto maior for o impacto do desastre, maior será a mudança. DESCIDA- A descida às profundezas é uma imagem que pode simbolizar uma viagem ao mundo do inconsciente. Se acaso houver nessa descida vestígios de civilização, é possível que ela aponte que determinados conteúdos que jazem no inconsciente do sonhador já foram conscientes e desejam retornar à consciência. A descida para o interior da terra simboliza a descida para o “ventre materno”, um mergulho no inconsciente para fins de renascimento. DESCONHECIDOS- As pessoas que aparecem em sonhos e que não são conhecidas na vida vígil do ego onírico provavelmente se constituem em partes inconscientes personificadas da própria psique do indivíduo que com elas sonhou. DESERTO- É um símbolo da alienação do homem e representa a noite escura da alma, a derrota do ego. Contudo é só a partir daí que podemos encontrar alguma manifestação de Deus pois a psique arquetípica tem maior potencial para servir de suporte quando o ego exaure seus recursos próprios e está consciente de que por si mesmo tornou-se incapaz. As imagens de deserto espelham desorientação, mas a partir delas o homem se torna capaz de entrar em sintonia com seu centro. É comum nos momentos de ruptura entre dois períodos distintos da existência que nos sintamos como que perdidos no deserto e sem orientação, mas é nessa solidão onde a dor de tão lancinante faz-se mais do que consciente que conseguimos nos redescobrir e entrar em contato com nossa totalidade. DESFILADEIRO- Quando essa imagem aparece em sonhos simboliza uma situação provisória que leva de uma antiga atitude mental para uma nova. É um símbolo da entrada para o local onde se pode vencer a morte. DESMEMBRAMENTO- Essa imagem fala-nos da quebra de uma atitude ou situação considerada ideal com o fito de se fazer uma adaptação mais realista a vida. O desmembramento pode ser entendido como um processo de transformação que divide um conteúdo inconsciente original para que seja assimilado conscientemente. DEZ- É considerado um número de totalidade que simboliza a conclusão e a fecundidade. DIAMANTE- É um símbolo alquímico que refere-se à Pedra Filosofal. É considerado como sendo um dos símbolos do SELF, algo cuja matéria é indestrutível, um símbolo da imortalidade. DILÚVIO- Símbolo de depuração e do renascimento. Deus envia um dilúvio quando o mundo degenera e isso tem profundo significado psicológico pois é como se a humanidade tivesse que ser reduzida por meio da operação alquímica da SOLUTIO à matéria-prima, ao caos inicial para que a partir daí então, possa transformar-se em algo melhor. O simbolismo do dilúvio tem analogia com o do batismo e nos diz que ao passarmos pela água da SOLUTIO, tornamo-nos inteiros pois podemos nos relacionar com o Si-mesmo. DINHEIRO- É um conhecido símbolo da libido, do valor, da riqueza, da identificação e propriedade do ego. DISCO-VOADOR- Simbolicamente denota que algo até então inconsciente está descendo do infinito e vai saltar no âmbito da compreensão humana. É uma imagem de antecipação de uma compreensão maior do SELF. DOCES- Assim como balas, bolos, etc… em geral, simbolizam uma tendência regressiva de busca infantil de prazeres, o que requer uma interpretação redutiva. DON JUAN- Essa imagem simboliza o homem que está sempre à procura de uma imagem interior de mulher sua (anima) nas outras mulheres para depois perceber que não é “ela” . DOZE- É considerado como um número símbolo da realização. Ele é a multiplicação do número que representa a trindade, o três, com o quatro, o número da totalidade da psique. DRAGÃO – O dragão alado é um dos símbolos de representação do princípio transcendente. No Antigo Testamento, o dragão assim como o Egito, eram chamados de Raab que era algo mau e pecaminoso, donde ele precisava ser sacrificado. Existe aí, uma clara analogia entre a imagem do dragão enquanto símbolo da Mãe- Terrível que precisa ser sacrificada pelo herói para que esse possa se livrar de suas garras. Ele precisa ser derrotado enquanto imagem materna negativa que exprime a resistência contra o incesto e o medo dele. O dragão também costuma aparecer nos mitos como uma representação de Tiamat ou de Leviatã, monstros aquáticos e que personificam o mar. Na saga grega Tifão aparece como um dragão, assassino de Hórus, e ainda símbolo da Mãe- Terrível. Na arte cristã, era considerado um símbolo do pecado e do paganismo. Na China, é o símbolo do imperador, o alvo do herói, o desafio da vida e do inconsciente, era um símbolo de sua civilização e os chineses acreditavam que o Dragão Celestial era o pai de sua primeira dinastia de imperadores divinos. Na alquimia, simbolizava Mercúrio. DUPLICAÇÃO- Os motivos duplos de um modo geral, referem-se à algo que está chegando ao limiar da consciência. Se nos deparamos com motivos duplos em sonhos, podemos saber que algum conteúdo está subindo do inconsciente e acercando-se do limiar da consciência e aí, dividiu-se em dois. DUPLO- A imagem do duplo é uma representação da sombra, do aspecto obscuro e renegado de nossa personalidade que jaz no inconsciente. É a parte perdida de nós mesmos e que precisa ser redimida. Os povos primitivos acreditavam que os homens viviam dissociados na terra e que cada ser possuia um duplo, como uma personalidade maior, e que esse vivia pelo mundo ou então que seguiria a pessoa. O duplo só aparecia então em determinados momentos e se acaso o indivíduo visse seu duplo diretamente, esse seria um sintoma determinante de sua morte. A duplicação das imagens em sonhos, simboliza que algum conteúdo até então inconsciente, está chegando ao limiar da consciência e aí então, dividiu-se em dois. Uma parte está sendo assimilada pela consciência, enquanto que a outra ainda permanece abaixo. É significativo o fato de que a consciência até esse momento ainda não sabe do que se trata, ainda está num processo de reconhecimento.

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  1. Malou

    13/03/2011 at 07:18

    Muito obrigado pelas dicas de sonhos pois com ela estou aprendendo muito sobre mim mesma e os medos que carrego por um longo tempo, eu não moro no brasil e assim fiquei impressionda com sua página. Real ajuda! Que o seu jardim floreca sempre. Obrigada!

     
  2. Isabel Adriana

    04/01/2012 at 19:42

    Achei simplesmente incrível. Adorei as definições dos sonhos. Muito obrigada mesmo. Um forte abraço.